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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Exército do Iraque lança assalto final a Faluja

Depois de tomar as vilas nos arredores da cidade, o Exército do Iraque e aliados lançaram hoje o assalto final contra Faluja, que está em poder da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde janeiro de 2014, informou a televisão pública britânica BBC.

A ofensiva para retomar Faluja foi lançada há uma semana. As forças de segurança, inclusive membros da unidade antiterrorismo, avançam sobre Faluja por diversas frentes e já se infiltram no perímetro urbano.

Os milicianos do Estado Islâmico resistem com atentados suicidas e carros-bomba. Até agora, a luta se concentra nas defesas externas ao perímetro urbano. Líderes de milícias aliadas ao governo central de Bagdá disseram que é provável que haja uma pausa antes do ataque final ao centro da cidade para permitir a fuga da população civil.

Num alerta aos civis, o Exército do Iraque fez um apelo a que saiam da cidade ou se refugiem nas suas casas. O Estado Islâmico tenta impedir a fuga de civis, que usa como escudos humanos.

Se Faluja, onde os Estados Unidos travaram em 2004 duas das mais violentas batalhas da invasão do Iraque, cair, restará Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, em poder do Estado Islâmico. Os EUA calculam que a mílicia tenha perdido 20% dos territórios que tomou na Síria e 40% no Iraque.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Rússia matou mais de mil civis em bombardeios na Síria

Mais de mil civis, inclusive 200 crianças, foram mortos pelos bombardeios da Força Aérea da Rússia desde o início da intervenção na guerra civil da Síria, em 30 de setembro de 2015, em apoio à ditadura de Bachar Assad, afirmou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição.

Os ataques russos também mataram 893 milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante e 1.141 rebeldes de outros grupos armados, entre eles a Jabhat al-Nusra (Frente para a Vitória), braço armado da rede Al Caeda no conflito sírio, Jaish al-Islam (Exército do Islã) e Ahrar al-Sham (Movimento Islâmico dos Homens Livres do Levante).

Do total de 3.049 mortes, cerca de 700 ocorreram nas últimas três semanas.

Horas antes da divulgação desses números, a Rússia anunciou ter realizado 6 mil missões aéreas na Síria. Nos últimos quatro dias, houve 157 partidas para atacar 579 alvos em seis regiões do país.

A intervenção militar russa mudou a relação de forças no campo de batalha. Com o apoio dos bombardeios aéreos e de seus aliados do Irã e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), o Exército da Síria retomou a iniciativa e está ganhando a guerra.

Um dos objetivos do presidente Vladimir Putin é enfraquecer os adversários de Assad para fortalecer a posição do regime na mesa de negociações. Já conseguiu. O governo sírio não parece disposto a fazer qualquer concessão.

As negociações deveriam começar na segunda-feira, 25 de janeiro de 2015, mas ainda não está cento quem representará a oposição. Nem o Estado Islâmico nem a Frente al-Nusra, braço d'al Caeda, participam. 

Os outros grupos rebeldes com alguma força no campo de batalha, Jaish al-Islam e Ahrar al-Sham, apoiados pela Arábia Saudita, o Catar e a Turquia, são acusados de terrorismo pela Rússia e por Assad. O Exército da Síria Livre, o grupo rebelde mais moderado apoiado pelos Estados Unidos e a Europa, não tem poder real.

Assad quer convidar apenas a oposição síria tradicional, os exilados que historicamente são contra seu governo mas não participam da guerra civil.

Assim, as negociações seriam apenas um jogo de cena para manter o status quo. A Arábia Saudita, o Catar e a Turquia provavelmente continuariam financiando e armando seus rebeldes, e os EUA continuariam bombardeando o Estado Islâmico.

Em duas tentativas anteriores da ONU, com Kofi Annan e Lakhdar Brahimi, as negociações esbarraram na mesma recusa do ditador Bachar Assad de fazer qualquer concessão. A única saída proposta pelo regime é realizar eleições que Assad vai ganhar.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Síria bloqueia acesso a área atingida por ataque químico

No segundo dia de trabalho dos inspetores das Nações Unidas encarregados de destruir as armas químicas da Síria, as forças de segurança da ditadura de Bachar Assad cercaram a cidade de Moadâmia, na Grande Damasco, atingida por um ataque químico em agosto para impedir a movimentação de pessoas e a entrada de comida para cerca de 12 mil pessoas, na maioria civis, revelou o jornal The Wall St. Journal. No primeiro dia, um morteiro caíra perto do Hotel Four Seasons onde eles estão hospedados, noticia o jornal The New York Times.

Em declaração divulgada ontem, o Conselho de Segurança da ONU manifestou preocupação com a "rápida deterioração" das condições de vida da população afetada pela guerra civil na Síria e exigiu acesso aos cerca de 6 milhões de deslocados internamente pelo conflito, informa a televisão pública britânica BBC.

Seis grupos rebeldes pediram ontem uma trégua imediata entre duas facções antigovernamentais que entraram em conflito na cidade de Azaz, perto da fronteira com a Turquia. A luta é entre o Exército da Síria Livre, secularista e apoiado pelo Ocidente, e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, ligado à rede terrorista Al Caeda.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Guerra civil na Síria matou mais de 6 mil em março

Mais de 6 mil pessoas foram mortas no mês passado na guerra civil na Síria. Foi o mais violento em dois anos de revolta popular contra a ditadura de Bachar Assad. Cerca de 10% dos mortos eram mulheres e crianças e mais da metade, civis, denunciou hoje o Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres.

Pela estimativa das Nações Unidas, o total de mortos na Síria já passa de 70 mil. O observatório, ligado à oposição, garante que só computa uma morte quando tem nome e foto da vítima para evitar que seja contada duas vezes.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

ONU abandonou civis na guerra do Sri Lanka

As Nações Unidas fracassaram em sua missão de proteger a população civil no fim da guerra civil no Sri Lanka, o antigo Ceilão, uma ilha ao sul da Índia, admite um relatório interno da organização internacional destinada a promover a paz e a segurança no mundo.

Mais de 100 mil pessoas foram mortas em 26 anos da guerra civil, que terminou em maio de 2009 com a derrota dos Tigres da Libertação do Ilã Tamil, da minoria tamil, que se considera discriminada pela maioria cingalesa. Uma investigação anterior da ONU havia estimado em 40 mil o total de mortos nos últimos cinco meses do conflito.

De acordo com a televisão pública britânica BBC, a ONU se nega a comentar um documento vazado. Espera a entrega do relatório oficial ao secretário-geral da organização, Ban Ki Moon. Isso não diminui a acusação de "falha sistêmica ".

O relatório questiona a retirada do pessoal da ONU da frente de batalha, em setembro de 2008, depois que o governo do Sri Lanka advertiu que não poderia garantir a segurança da missão. A única organização internacional presente na região até o fim da guerra foi a Cruz Vermelha.

Cerca de 330 mil civis tamis foram abandonados na zona de combate. A maioria dos mortos foi vítima dos bombardeios das forças governamentais, mas os rebeldes usaram os civis como escudos humanos, mataram vários que tentaram fugir e recrutaram à força os homens adultos.

"Imploramos à ONU para que ficasse e não abandonasse a região. Não nos ouviram", declarou um professor tamil que está pedindo asilo ao Reino Unido. "Se tivesse ficado, muito mais gente estaria viva hoje."

sábado, 17 de dezembro de 2011

OTAN matou dezenas de civis inocentes na Líbia

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) apresenta a operação na Líbia como um modelo de intervenção militar por razões humanitárias, onde teria atacado com a preocupação de proteger civis inocentes. Mas uma investigação independente em 25 locais bombardeados pela aliança atlântica descobriu pelo menos 13 ataques errados, com pelo menos 40, talvez 70, mortos.

Em sete meses de guerra aérea, a OTAN disparou até 21 de outubro de 2011 7,7 mil bombas ou mísseis contra as forças leais ao ditador Muamar Kadafi, com autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a fim de proteger a população civil.

Os erros foram atribuídos a problemas técnicos nas bombas e mísseis, e à escolha de alvos errados por falta de informação e de pessoal qualificado em terra para orientar os ataques. Para evitar danos aos civis, a OTAN nem usou bombas de fragmentação nem revestidas de urânio.

A investigação, feita pelo jornal The New York Times, revela ainda que houve ataques à infraestrutura civil, inclusive a depósitos de alimentos.