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domingo, 24 de julho de 2016

Atentado suicida do Estado Islâmico mata 20 pessoas em Bagdá

Em uma rotina quase diária, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou hoje um atentado suicida contra um posto de controle militar de Bagdá, a capital do Iraque. Mais de 20 pessoas morreram e outras 35 saíram feridas, noticiou a televisão pública britânica BBC.

O alvo foi a entrada do distrito majoritariamente xiita de Cadímia. A agência de notícias Amaq, porta-voz do Estado Islâmico, anunciou que os alvos eram soldados iraquianos. 

Um atentado que matou 281 pessoas em 3 de julho no distrito de Karrada foi o maior no Iraque desde a invasão americana de 2003 e o mais mortífero do Estado Islâmico até hoje.

Sob ataque em várias frentes, o Estado Islâmico perdeu no Iraque o controle de Ramadi e Faluja. Recorre cada vez mais a atentados terroristas suicidas.

domingo, 26 de junho de 2016

Iraque toma último distrito de Faluja em poder do Estado Islâmico

Depois de uma batalha de cinco semanas, com o apoio aéreo dos Estados Unidos e aliados, o Exército do Iraque e milícias aliadas recapturaram hoje o último distrito da cidade de Faluja ainda em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, noticiou a agência Reuters citando como fonte o comandante militar iraquiano.

Pelo menos 1,8 mil milicianos do Estado Islâmico foram mortos e outros fugiram, assim como 85 mil moradores de Faluja, sobrecarregando os campos de desalojados criados pelo governo. As Nações Unidas receberam denúncias de abusos cometidos contra civis por milícias xiitas.

O primeiro-ministro Haider al-Abadi declarou que a retomada de Faluja, que estava sob o controle do Estado Islâmico desde janeiro de 2014, abre caminho para a reconquista de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, tomada pelos jihadistas há dois anos.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Iraque suspende ofensiva em Faluja para poupar civis

O Exército do Iraque e milícias aliadas, sunitas e xiitas, deram uma trégua na ofensiva para retomar Faluja, em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde janeiro de 2014, para proteger civis que não fugiram da cidade, anunciou hoje o primeiro-ministro Haider al-Abadi, citado pela agência Reuters.

As Nações Unidas estima que haja cerca de 50 mil civis em Faluja. Os milicianos do Estado Islâmico dificultam a fuga para usá-los como escudos humanos. Depois de meses de cerco por forças governistas, há uma escassez de comida e medicamentos na cidade

Faluja fica a meia hora de carro de Bagdá, a capital iraquiana. Durante a invasão americana, duas grandes batalhas foram travadas na cidade em 2004 entre os Estados Unidos e a rede terrorista Al Caeda no Iraque, que se transformou no Estado Islâmico do Iraque e, com a guerra civil na Síria, no Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

A Segunda Batalha de Faluja durou de 7 de novembro a 23 de dezembro de 2004 foi uma das mais sangrentas da invasão americana. Terminou com as mortes 107 soldados da aliança liderada pelos EUA e de pelo menos 1,2 mil rebeldes e civis iraquianos.

Desde a Batalha de Hué, na Guerra do Vietnã, em 1968, os fuzileiros navais dos EUA não enfrentavam um combate urbano tão intenso.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Exército do Iraque lança assalto final a Faluja

Depois de tomar as vilas nos arredores da cidade, o Exército do Iraque e aliados lançaram hoje o assalto final contra Faluja, que está em poder da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde janeiro de 2014, informou a televisão pública britânica BBC.

A ofensiva para retomar Faluja foi lançada há uma semana. As forças de segurança, inclusive membros da unidade antiterrorismo, avançam sobre Faluja por diversas frentes e já se infiltram no perímetro urbano.

Os milicianos do Estado Islâmico resistem com atentados suicidas e carros-bomba. Até agora, a luta se concentra nas defesas externas ao perímetro urbano. Líderes de milícias aliadas ao governo central de Bagdá disseram que é provável que haja uma pausa antes do ataque final ao centro da cidade para permitir a fuga da população civil.

Num alerta aos civis, o Exército do Iraque fez um apelo a que saiam da cidade ou se refugiem nas suas casas. O Estado Islâmico tenta impedir a fuga de civis, que usa como escudos humanos.

Se Faluja, onde os Estados Unidos travaram em 2004 duas das mais violentas batalhas da invasão do Iraque, cair, restará Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, em poder do Estado Islâmico. Os EUA calculam que a mílicia tenha perdido 20% dos territórios que tomou na Síria e 40% no Iraque.

domingo, 29 de maio de 2016

Curdos lançam ofensiva contra o Estado Islâmico perto de Mossul

Cerca de 5,5 mil guerrilheiros curdos iniciaram uma nova ofensiva hoje no Norte do Iraque para retomar vilas a leste à cidade de Mossul dominadas pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou a agência Reuters.

Num sinal de envolvimento crescente com as operações terrestres contra o Estado Islâmico, soldados da aliança liderada pelos Estados Unidos foram visto perto da linha de frente.

Mossul, que está na origem da palavra muçulmano, é a segunda maior cidade do Iraque e a maior em poder do Estado Islâmico. Foi tomada há dois anos, em 10 de junho de 2014.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, espera reconquistar Mossul ainda em 2016, mas o comando militar americano não compartilha este otimismo. Os recentes protestos em Bagdá do aiatolá xiita Muktada al-Sader enfraqueceram a coalizão de governo, abalando a união necessária na luta contra os extremistas sunitas.

Enquanto isso, o Exército do Iraque e milícias aliadas, com o apoio da coalizão aérea liderada pelos EUA, está fechando o cerco sobre a cidade de Faluja, iniciado em 23 de maio, noticiou hoje a televisão estatal. Quando o cerco estiver fechado, forças antiterroristas devem desfechar ataques dentro da cidade.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Bombardeio aéreo mata comandante do Estado Islâmico em Faluja

Um ataque da coalizão aérea liderada pelos Estados Unidos matou o comandante da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na cidade de Faluja, alvo de uma ofensiva do Exército do Iraque, revelou um porta-voz militar americano.

O porta-voz do Pentágono afirmou que Maher al-Balawi foi alvejado dois dias atrás, mas não revelou o local exato.

As forças do governo do Iraque e milícia aliadas lançaram em 23 de maio de 2016, com a cobertura da Força Aérea dos EUA, uma operação para reconquistar Faluja, que está em poder do Estado Islâmico desde janeiro de 2014. A cidade foi palco de duas violentas batalhas dos EUA contra a rede terrorista Al Caeda no Iraque em 2004.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Iraque anuncia avanços na nova batalha de Faluja

O Exército do Iraque e milícias aliadas avançaram hoje na luta para reconquistar a cidade de Faluja, na província de Ambar, que está em poder da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, anunciaram políticos e militares iraquianos citados pelo jornal digital curdo Rudaw.

As forças governamentais afirmaram ter feito uma varredura em mais de 16 áreas ao redor de Faluja e penetrado em alguns setores da periferia da cidade.

Pelo menos 163 jihadistas, 15 civis e 35 homens das forças de segurança iraquianas foram mortos nesta nova batalha por Faluja, a cidade onde quatro seguranças privados dos Estados Unidos foram mortos e arrastados pelas ruas em 31 de março de 2004, deflagrando uma feroz batalha em que morreram 600 iraquianos.

Um comandante da Polícia Federal do Iraque, Shakir Jawdat, declarou que 22 carros-bomba e 168 explosivos armados pelo Estado Islâmico foram desativados. Uma força policial treinada internacionalmente entrou em alguns bairros da cidade pelo oeste para pressionar os militantes em dois pontos.

Outra tática usada pelo governo iraquiano foi alagar partes da zona sul de Faluja para desativar bombas e minas colocadas pelo Estado Islâmico para impedir o avanço inimigo.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Exército do Iraque lança operação para retomar Faluja

Com a cobertura aérea dos Estados Unidos e aliados, o Exército do Iraque e milícias aliadas lançaram ontem uma operação para reconquistar a cidade de Faluja, último bastião da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na província de Ambar, em poder dos jihadistas desde janeiro de 2014.

O ataque será em três frentes: noroeste, sudoeste e sudeste, revelou Karim al-Nuri, porta-voz da operação, em entrevista telefônica ao jornal digital Al Monitor: "A resistência não tem forte como esperávamos. Até agora, eles recorreram a atentados suicidas, carros-bomba e franco-atiradores.""

Faluja foi cenário de duas batalhas épicas em 2004 durante a ocupação do Iraque pelos EUA. Depois da morte de quatro funcionários americanos terceirizados de uma empresa de segurança, em 31 de março daquele ano, quando eles foram arrastados pelas ruas, os EUA atacaram a cidade e mataram cerca de 600 iraquianos.

Na Segunda Batalha de Faluja, em novembro e dezembro de 2004, 95 soldados americanos, 11 iraquianos e três britânicos foram mortos, além de mais de 1.350 rebeldes e cerca de 800 civis iraquianos.

O inimigo, na época, era a rede terrorista Al Caeda no Iraque, que se transformou no Estado Islâmico do Iraque e, com a guerra civil na vizinha Síria, no Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Ao mesmo tempo, na Síria, guerrilheiros curdos iniciaram uma ofensiva contra Rakka, a capital do Estado Islâmico, que ontem apelou para o terrorismo, matando mais de 140 pessoas em duas cidades costeiras dominadas pela ditadura de Bachar Assad onde praticamente não houvera conflitos desde o começa da guerra civil, em março de 2011.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Estado Islâmico deixa moradores de Faluja morrendo de fome

Com o bloqueio das rotas de suprimento pelo Exército do Iraque e aliados, e a proibição de deixar a cidade dominada pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a população de Faluja está passando fome, advertiu ontem a organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos), citada pela televisão pública britânica BBC.

Sem abastecimento, o que resta de comida está sendo vendidos a preços muito maiores do que o normal, obrigando os mais pobres a tentar se alimentar até com sopa de grama. Um saco de 50 quilos de farinha de trigo custa US$ 750 (R$ 2.762). Uma saca de açúcar vale US$ 500 (R$ 1.841).

Em Bagdá, a 50 quilômetros de distância, a farinha sai US$ 15 e o açúcar US$ 40.

"A população está sitiada pelo governo e presa pelo Estado Islâmico - e está morrendo de fome", afirmou o subdiretor da ONG para o Oriente Médio, Joe Stark.

Quem tenta fugir está sob ameaça de ser fuzilado. Se todos os civis saírem da cidade, os milicianos do EI não terão como se misturar à população para tentar escapar do cerco. Neste caso, os terroristas estão usando os moradores como escudos humanos. É mais um crime de guerra no longo prontuário do EI.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Exército e milícias do Iraque preparam assalto a Faluja

A alta liderança das Unidades de Mobilização Popular ordenou às milícias que lutam ao lado do Exército do Iraque que preparem um ataque contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante para retomar a cidade de Faluja, informou hoje a agência de notícias iraquiana Shafaq.

O governo e aliados também estariam cercando a cidade de Ramadi, capital da província de Ambar, em preparação a um ataque à cidade, tomada pelo Estado Islâmico em maio de 2015.

A retomada da província de Ambar, de maioria sunita, é uma questão de honra para o governo do primeiro-ministro Heidar Abadi provar que não representa apenas os xiitas.

domingo, 31 de maio de 2015

Iraque bombardeia Estado Islâmico em Faluja por terra e ar

Pelo menos 31 pessoas foram mortas e 82 feridas em três dias de bombardeio e terrestre das forças do governo do Iraque contra posições da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na cidade de Faluja, noticiou a televisão americana CNN.

O ataque foi mais intenso neste domingo. A Força Aérea bombardeou o mercado público, um depósito e a mesquita de al-Dahl, atingindo indiscriminadamente civis, mulheres e crianças em Faluja, alegou o Estado Islâmico em vídeos divulgados na Internet.

Desde que o EI tomou Faluja e as vilas ao redor, em janeiro de 2014, 2.839 pessoas foram mortas, sendo 211 mulheres e 360 crianças, informaram os serviços de saúde da cidade. Outras 4.704 foram feridas.

Cerca de 100 mil civis vivem em Faluja e arredores - e estão proibidos de sair da cidade pela milícia jihadista. Só os idosos e pessoas com problemas de saúde recebem autorização.

Na semana passada, as forças governistas lançaram uma grande operação para retomar o controle das províncias de Ambar e Saladino, regiões de maioria sunita onde o EI tenta se estabelecer.

Com o apoio de milícias aliadas e da Força Aérea, o Exército do Iraque também atacou o Estado Islâmico na cidade Karma, a nordeste de Faluja. Em vídeo, o Ministério da Defesa mostra tropas na recém-liberada cidade de Sied Ghrabi, na província de Saladino, próxima a Dujail, que fica a 70 quilômetros ao norte de Bagdá.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Estado Islâmico avança na província de Ambar

Num ataque lançado ontem à noite com a explosão de seis carros-bomba por terroristas suicidas, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante tomou hoje a sede do governo da província de Ambar, depois de intensos combates na capital, Ramadi, noticiou a agência Reuters.

Pelo menos 50 soldados e policiais iraquianos foram mortos. Os Estados Unidos contra-atacaram bombardeando pelo menos oito vezes posições do Estado Islâmico em Ramadi.

A noroeste de Ramadi, o Estado Islâmico conquistou a cidade de Juba, onde haveria centenas de assessores militares americanos. Mais cedo, a milícia extremista muçulmana garantiu o controle de uma área a leste da cidade de Faluja depois de uma batalha em que 200 soldados iraquianos foram mortos e 59 capturados.

domingo, 10 de maio de 2015

Exército do Iraque enfrenta Estado Islâmico em Faluja

Pelo menos 20 pessoas foram mortas hoje numa batalha entre as forças de segurança do Iraque e a milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante pelo controle da cidade de Faluja, informou a agência oficial de notícias chinesa Nova China.

Três terroristas suicidas explodiram carros-bomba que mataram dez soldados iraquianos e feriram outros oito. As forças iraquianas contaram com o apoio da Força Aérea dos Estados Unidos, que bombardeou os rebeldes matando pelo menos sete.

A batalha de Faluja, na província de Ambar, acontece num momento em que o Exército do Iraque e as milícias aliadas enfrentam o Estado Islâmico em várias regiões do país.

A cidade foi palco de violentas batalhas durante a invasão americana ao Iraque. Depois que quatro americanos da empresa de segurança privada Blackwater foram mortos, arrastados e humilhados, em abril de 2004, os EUA contra-atacaram, matando 600 pessoas, na Primeira Batalha de Faluja.

A Segunda Batalha de Faluja, travada de 7 de novembro a 23 de dezembro de 2004, é considerada a maior a mais sangrenta da invasão americana ao Iraque. Foi o maior combate urbano enfrentado pelos fuzileiros navais dos EUA desde a Batalha da Cidade de Huê na Guerra Vietnã, em 1968. Pelo menos 1,2 mil rebeldes, 800 civis iraquianos, 95 soldados americanos, oito soldados iraquianos e quatro britânicos foram mortos.

Um dos principais objetivos era capturar Abu Mussab al Zarkaui, que se aliara à rede terrorista Al Caeda, transformando seu grupo em Al Caeda no Iraque. Pouco depois de sua morte, num bombardeio americano, em 7 de junho de 2006, a milícia passou a se chamar Estado Islâmico do Iraque, em 15 de outubro do mesmo ano.

Em 8 de abril de 2013, mudou de nome para Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Depois de tomar Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, em 29 de junho de 2014, seu atual líder, Abu Bakr al-Baghdadi, proclamou um Califado com jurisdição universal e a organização passou a ser apenas Estado Islâmico.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

EUA fizeram 23 missões de bombardeio no primeiro dia do ano

A aliança liderada pelos Estados Unidos fez 23 ataques aéreos na guerra contra o Estado Islâmico no primeiro dia de 2015, 12 na Síria e 11 no Iraque, noticiou o jornal libanês The Daily Star, citando como fonte o comando da Força-Tarefa Conjunta.

Na Síria, os alvos foram prédios, veículos e posições de combate do Estado Islâmico em Rakka, Hassaka, Kobane e seus arredores. No Iraque, os bombardeios atingiram Mossul, Faluja, Baiji, Kaim, Assad e Taji.

Em Bássora, a principal cidade da região predominantemente do Sul do Iraque, pistoleiros mataram três clérigos sunitas. Ninguém assumiu a responsabilidade pelos ataques. Outros clérigos sunitas pediram calma na região, alegando que se trata de uma conspiração para provocar um conflito sectário.

domingo, 28 de setembro de 2014

Combates no Iraque deixam 143 mortos

Pelo menos 143 pessoas foram mortas hoje em batalhas entre o Exército do Iraque e a milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), informou a agência oficial de notícias chinesa Nova China.

A violência explodiu nas cidade de Faluja, Karmá e Hamadi, na província de Ambar, e perto da barragem de Sudour, na província de Diala.

A Força Aérea Real britânica bombardeou posições do Estado Islâmico dando apoio aéreo aos soldados iraquianos com seis caças-bombardeiros Tornado baseados na ilha de Chipre.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Jihadistas ameaçam matar quem apoiar governo do Iraque

O Estado Islâmico do Iraque e do Levante, um ramo da rede terrorista Al Caeda que tomou as cidades de Faluja e Ramadi, na província de Ambar, ameaçou hoje matar os civis que apoiarem a contraofensiva do Exército iraquiano para retomar as duas cidades.

Antes, o primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki tinha pedido aos moradores de Faluja que expulsassem os extremistas muçulmanos para poupar vidas no contra-ataque à cidade.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Jihadistas tomam Faluja e Ramadi no Iraque

Duas importantes cidades de maioria sunita do Iraque foram tomadas hoje por extremistas muçulmanos ligados à rede terrorista Al Caeda. O Exército contra-ataca com artilharia pesada.

Em sua "guerra santa", os jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, fortalecidos pela guerra civil na Síria, ocuparam Faluja e Ramadi, libertaram os presos, tocaram fogo em delegacias de polícia e ocuparam mesquitas. Pelo menos 35 pessoas foram mortas.

O governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, dominado pela maioria xiita, enviou o Exército para tentar controlar a situação nas duas cidades da província de Ambar, um dos principais focos da insurgência sunita que se seguiu à invasão americana para derrubar o ditador Saddam Hussein, em 2003.

Em Faluja, quatro americanos foram mortos e seus cadáveres arrastados pelas ruas em abril de 2004, deflagrando a Primeira Batalha de Faluja, em que os Estados Unidos não conseguiram retomar a cidade mesmo matando cerca de 800 pessoas entre civis e rebeldes, enquanto perderam 27 americanos.

A Segunda Batalha de Faluja, travada de 7 de novembro a 23 de dezembro de 2004, foi o maior combate urbano enfrentado pelos fuzileiros navais dos EUA desde a batalha da cidade de Hué, no Vietnã, em 1968. Mais de 1,1 mil iraquianos e 95 americanos foram mortos.

Mais tarde, uma aliança dos EUA com líderes tribais contrários a Al Caeda levou ao chamado despertar sunita, mas o sectarismo do governo Maliki depois da retirada total dos militares americanos, em 2011, e a guerra civil síria nos últimos anos e nove meses realimentaram o conflito sectário.

A solução de longo prazo é mais democracia e uma melhor divisão do poder entre xiitas, sunitas e curdos. Em curto prazo, o risco é de guerra civil.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Incidência de câncer em Faluja cresceu mais do que em Hiroxima e Nagasaki

LONDRES - A cidade de Faluja, no Iraque, enfrenta um aumento da mortalidade infantil e da incidência de câncer e leucemia desde que foi bombardeada pelos Estados Unidos, em 2004, depois que quatro americanos foram torturados mortos e humilhados. Foi uma resposta violenta, que deixou pelo menos 600 iraquianos mortos.

Seis anos depois, os índices são piores do que os das cidades de Hiroxima e Nagasaki, atacadas com bombas atômicas em 6 e 9 de agosto de 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial. O número de casos de câncer aumentou quatro vezes, e o de câncer em crianças de até 14 anos, 12 vezes.

Desde 2005, os médicos iraquianos vêm registrando acima do normal de bebês deficientes, de uma menina que nasceu com duas cabeças a casos de paralisia.

Uma possível explicação é o uso de bombas cobertas de urânio, que não se comparam a uma explosão atômica mas deixam os efeitos de longo prazo da radioatividade do urânio.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Faluja acusa EUA por má formação de bebês

Médicos da cidade de Faluja acusam os Estados Unidos de usar munição com alguma substância que está causando o nascimento de crianças com más formações, na média de 2 a 3 por dia.

A cidade foi alvo de um violento ataque dos EUA em maio de 2004, depois que quatro americanos foram humilhados, arrastados e mortos lá.