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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Cessar-fogo na Síria é uma grande vitória para a Turquia

Ao afastar os curdos de sua fronteira, a trégua negociada pelos Estados Unidos na invasão da Turquia no Nordeste da Síria é uma grande vitória para o ditador Recep Tayyip Erdogan. A retirada americana dá a vitória final na guerra civil da Síria ao ditador Bachar Assad, à Rússia e ao Irã.

No nono dia da operação chamada cinicamente de Fonte da Paz, ao receber em Ancara o vice-presidente Mike Pence e o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, o ditador Recep Tayyip Erdogan concordou em suspender por cinco dias a ofensiva militar da Turquia.

Neste período, os Estados Unidos devem colaborar com a retirada das Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda aliada de Washington na guerra contra o Estado Islâmico para uma distância de 20 milhas, pouco mais de 30 quilômetros da fronteira. Quando os milicianos curdos, que a Turquia acusa de terrorismo, estiverem fora de uma zona de segurança junto à fronteira, haverá um cessar-fogo permanente, declarou Pence.

Onze dias depois da traição do presidente Donald Trump, que deixou os curdos à mercê do Exército da Turquia, o vice-presidente Pence declarou que “os Estados Unidos serão sempre gratos pela parceria com as Forças Democráticas Sírias na luta para derrotar o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas também reconhecem a importância e o valor da criação de uma zona de segurança entre a população curda e a fronteira turca.”

Mas o governo turco afirmou que é apenas uma pausa. Para o ministro do Exterior da Turquia, Mevlut Cavusoglu, “não é um cessar-fogo porque um cessar-fogo só pode acontecer entre duas partes legítimas” e a operação tem como objetivo retirar “elementos terroristas” da região. Meu comentário:

EUA e Turquia anunciam cessar-fogo no Nordeste da Síria

Depois de encontro do vice-presidente Mike Pence e do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, com o ditador Recep Tayyip Erdogan, os Estados Unidos e a Turquia anunciaram um cessar-fogo no Nordeste da Síria. 

O Exército da Turquia deve suspender a ofensiva por seis dias para permitir o recuo das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda de maioria curda, para além de uma zona de segurança junto à fronteira turca.

Quando a invasão for suspensa, os EUA levantam as sanções impostas à Turquia. O acordo visa a evitar uma deterioração nas relações entre estes dois países, aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA.

Um recuo organizado das FDS reduz o risco de fuga dos milicianos do Estado Islâmico presos durante a guerra para acabar com o califado fundado pelo grupo terrorista. As FDS foram a força terrestre na guerra dos EUA e aliados contra o Estado Islâmico.

Há oito dias, com o aval do presidente Donald Trump, que retirou os soldados americanos da fronteira, a Turquia invadiu o Nordeste da Síria para atacar os curdos sírios, temendo que se aliassem aos curdos do Iraque para proclamar a independência do Curdistão e reivindicar a soberania sobre o Sudeste da Turquia, onde os curdos são maioria.

A intempestiva retirada americana abriu espaço para os Exércitos da Síria e da Rússia, e milícias xiitas ligadas ao Irã, ocuparem o Nordeste da Síria, cedendo espaço sem contrapartida para três inimigos dos EUA.

domingo, 13 de outubro de 2019

Curdos fazem acordo e pedem proteção ao ditador da Síria

Diante da traição do presidente Donald Trump, que os deixou à mercê do Exército da Turquia, as Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda aliada dos Estados Unidos na guerra contra o Estado Islâmico, anunciaram hoje terem feito um acordo com o ditador da Síria, Bachar Assad, aliado da Rússia e do Irã, inimigos dos EUA, noticiou o jornal The Washington Post.

Os objetivos da invasão turca no Nordeste da Síria são evitar que os curdos sírios se unam aos do Iraque para proclamar a independência do Curdistão, que poderia reivindicar a soberania sobre o Sudeste da Turquia, criar uma "zona de segurança" de 500 por 32 quilômetros para assentar 3,666 milhões de refugiados sírios que estão na Turquia e acabar com o predomínio curdo na região.

Em Washington, o secretário da Defesa, Mark Esper, negou que os EUA tenham abandonado seus aliados, mas o presidente Donald Trump ordenou ontem à noite a retirada total de mil soldados americanos que patrulhavam a fronteira.

"Temos forças americanas que podem ficar entre dois exércitos que avançam. É uma situação insustentável", justificou o chefe do Pentágono. "Então, falei com o presidente ontem à noite, depois de discutir com o resto da equipe de segurança nacional, e o orientamos a começar uma retirada deliberada das forças do Norte da Síria."

É mais uma covardia de Trump. Ontem, a artilharia turca fez disparos contra uma base de forças de operações especiais dos EUA na cidade de Kobane. A Turquia negou que o alvo fosse o quartel dos americanos, mas oficiais dos EUA consideraram que foram "tiros de advertência" que caíram dos dois lados da base.

As forças do regime sírio e da Rússia estão em Kamichlié, considerada a capital da região curda na Síria, que fica no extreme leste da fronteira norte, a oeste do Rio Eufrates.

Desde a intervenção militar da Rússia na guerra civil da Síria em apoio a Assad, a partir de 30 de setembro de 2015, os EUA estão em contato com os russos para evitar qualquer incidente entre suas forças aéreas, mas o secretário Esper declarou que "não mantivemos contato de nenhuma forma para convidá-los nem para compartilhar com eles nossas visões sobre o Oriente Próximo."

Em Istambul, irritado com as críticas do Ocidente à invasão, o ditador turco, Recep Tayyip Erdogan, atacou a Alemanha: "Ontem, no Parlamento alemão, o ministro do Exterior fez um discurso prometendo parar de vender armas à Turquia. Acabo de falar com a chanceler [primeira-ministra] Angela Merkel. Somos aliados na OTAN ou não? Ou a organização terrorista agora é sócia da OTAN?"

A regra básica da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA, é que um ataque contra um é considerado um ataque contra todos. Erdogan acusa as milícias curdas da Síria, as Unidades de Proteção do Povo (YPG) de aliança com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que há 35 anos trava uma guerra de guerrilhas contra a Turquia.

Apesar dos protestos internacionais, Erdogan indicou que não pretende suspender a ofensiva antes de criar uma "zona de segurança" de 32 quilômetros de profundidade junto à fronteira. "Não vamos deixar um Estado terrorista se estabelecer no Nordeste da Síria."

Ao sair de seu campo de golfe no estado da Virgínia, Trump considerou "muito inteligente não estar envolvido no intenso combate ao longo da fronteira turca" e acusou "aqueles que erradamente nos levaram para guerras no Oriente Médio" de pressionar os EUA a continuarem no que chama de "guerras sem fim" na região.

Durante entrevista à televisão americana neste domingo, o ex-secretário da Defesa James Mattis, que pediu demissão em janeiro em protesto contra a intenção de Trump de abandonar os aliados curdos: "Podemos querer o fim da guerra. Podemos até mesmo declarar o fim da guerra. Podemos retirar nossas tropas, como o presidente Barack Obama aprendeu da maneira mais difícil no Iraque, mas, como dizemos entre os militares, 'o inimigo ganha os votos'. Neste caso, se não mantivermos a pressão, o Estado Islâmico vai ressurgir. É totalmente certo que vai voltar."

sábado, 12 de outubro de 2019

Forças dos EUA acusam Turquia de ataques para afastá-los da fronteira

O Exército da Turquia disparou ontem duas rajadas de artilharia alvejando uma área próxima a uma base de forças de operações especiais dos Estados Unidos no Nordeste da Síria amplamente conhecida, levantando suspeitas de que os turcos querem afastar as tropas americanas da fronteira, noticiou o jornal The Washington Post, citando como fonte quatro oficiais dos EUA. A Turquia alega ter sido uma reação "defensiva" a um ataque curdo.

A base quase atingida fica no alto de uma colina junto à cidade de Kobane. O incidente aconteceu durante a invasão turca ao Nordeste da Síria para atacar as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda financiada, armada e treinada pelos EUA para realizar a operação terrestre na guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Os petardos da artilharia turca caíram perto da base americana na colina de Mistenur por volta das 21 horas (15h em Brasília). Em declaração oficial como porta-voz do Pentágono, o capitão-de-mar-e-guerra Brook DeWalt afirmou que as forças dos EUA "ficaram sob fogo de artilharia", mas ninguém saiu ferido.

DeWalt deu um ultimato: "Os EUA exigem que a Turquia  evite ações que possam resultar em ações defensivas imediatas." Vários disparos de artilharia com canhões de 155 milímetros caíram dos dois lados da base americana. "É algo que jamais faríamos com uma força aliada", comentou um oficial que estava de serviço no local.

Depois do ataque, os soldados americanos deixaram a base, mas voltaram no sábado. "Estamos lá há meses, numa posição claramente definida", insistiu o oficial.

"Não foi um erro", assegurou Brett McGurk, ex-enviado especial dos governos Barack Obama e Donald Trump para a guerra contra o Estado Islâmico. "A Turquia quer nos retirar de uma faixa de fronteira de 30 quilômetros dentro do território sírio. Com base em todos os fatos conhecios, foram tiros de advertência."

O ditador turco, Recep Tayyip Erdogan, lançou a operação cinicamente chamada de Fonte da Paz na terça-feira, dois dias depois de receber o sinal verde do presidente americano durante uma conversa telefônica.

Ao trair os turcos, aliados leais na guerra contra o Estado Islâmico, Trump alegou querer acabar com as "guerras sem fim" dos EUA no Oriente Médio. Chegou ao cúmulo de dizer que "os curdos não estavam do nosso lado na Normândia", lembrando a invasão aliada à França em 6 de junho de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.

Diante da ofensiva turca, o comando das FDS anunciou que a segurança das prisões onde estão pelo menos 12 mil combatentes e outras 70 mil pessoas ligadas ao Estado Islâmico. A organização terrorista reivindicou a explosão de um carro-bomba e 785 milicianos teriam conseguir escapar dos campos de prisioneiros.

Cerca de 160 mil pessoas fugiram da região conflagrada, onde viviam 2 milhões e curdos.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

EUA e Europa ameaçam impor sanções à Turquia por invasão na Síria

O ditador da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, defende a invasão do Nordeste da Síria e ameaça a Europa com uma onda de milhões de refugiados, enquanto União Europeia e senadores dos Estados Unidos preparam sanções econômicas retaliatórias.
É uma das guerras mais desiguais do mundo. De um lado, as segundas maiores forças armadas da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN, a aliança militar liderada pelos Estados Unidos; do outro, as Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda financiada, armada e treinada pelos Estados Unidos. 

As FDS foram encarregadas de fazer o trabalho pesado da operação terrestre na guerra contra o Estado Islâmico. Agora foi abandonada e traída pelo presidente Donald Trump. 

Em dois dias, a operação chamada cinicamente de Fonte da Paz matou pelo menos 170 milicianos curdos. Mas a Turquia tem pouco tempo para atingir seus objetivos militares. Senadores americanos dos dois partidos apresentaram ontem um projeto para impor sanções econômicas ao país. 

De qualquer maneira, talvez seja tarde demais para proteger os curdos de uma potência regional. Meu comentário:

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Turquia invade Nordeste da Síria para atacar curdos

Com o aval do presidente Donald Trump, a Turquia invadiu hoje o Nordeste da Síria para atacar os curdos abandonados pelos Estados Unidos e criar uma zona para mandar de volta milhões de refugiados sírios.

Esta é a crônica de uma invasão anunciada. Com ataques aéreos e bombardeios de artilharia pesada, a Turquia iniciou hoje uma invasão ao Nordeste da Síria, à área antes ocupada pelo califado do Estado Islâmico do Iraque e do Levante. 

Os objetivos são atacar as Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda financiada, armada e treinada pelos Estados Unidos, responsável pela operação terrestre na guerra contra o Estado Islâmico e criar uma zona de segurança junto à fronteira. Seria um enclave para assentar 3 milhões 666 mil refugiados da guerra civil da Síria. 

Ao fazer isso, a Turquia pretende mudar a composição étnica da região aumentando a população árabe para reduzir a influência curda.

No domingo à noite, depois de uma conversa telefônica com o ditador turco, Recep Tayyip Erdogan, Trump anunciou a retirada das forças americanas que protegiam a fronteira, avalizando assim a invasão turca, apesar do protesto de generais, assessores e até mesmo de líderes republicanos no Senado. 

Diante da reação negativa, o presidente americano ameaçou destruir totalmente a economia da Turquia, se houver excessos na invasão, sem definir que excessos seriam esses.

Hoje, o presidente americano tentou se eximir de responsabilidade com a seguinte declaração: “Os Estados Unidos não endossam este ataque e deixaram claro à Turquia que esta operação é uma má ideia.” Esqueceu deliberadamente que ditadores só entendem a linguagem da força bruta. Meu comentário:

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Trump trai curdos e autoriza invasão da Turquia ao Nordeste da Síria

Em uma traição aos curdos que fizeram o trabalho pesado na operação terrestre da guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o presidente Donald Trump retira as tropas dos Estados Unidos e autoriza a Turquia a invadir o Nordeste da Síria.

Trump deu mais um passo atrás hoje, no recuo estratégico dos Estados Unidos, a superpotência em declínio diante da ascensão da China. Abandonou as Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda de maioria curda responsável pela operação terrestre na guerra contra o grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Em agosto de 2014, depois da tomada de Mossul, no Iraque, da proclamação de um califado, do genocídio do povo yazidi e da degola de reféns americanos, o presidente Barack Obama declarou guerra ao Estado Islâmico, mas os Estados Unidos e aliados se limitaram a fazer bombardeios aéreos. 

O trabalho sujo e pesado de combater os terroristas suicidas em terra coube às Forças Democráticas Sírias. Em março deste ano, a milícia árabe-curda reconquistou os últimos territórios ainda em poder do Estado Islâmico. 

Apesar do colapso do califado, se estima que a organização terrorista ainda tenha 30 a 40 mil milicianos espalhados pelo mundo. A maioria vive clandestinamente no Iraque e na Síria. 

A retirada americana dá uma nova chance de sobrevivência ao império do terror que o líder Abu Baker al-Baghdadi tentou criar. O Estado Islâmico deve aproveitar o confronto entre o Exército da Turquia e as Forças Democráticas Sírias para se reagrupar e, diante de tamanha traição, ao abandonar a milícia árabe-curda, os Estados Unidos terão dificuldades para fazer alianças. Meu comentário:

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Curdos voltam a patrulhar cidade de Kirkuk

Em um sinal de alívio da tensão, o governo federal do Iraque e a região semiautônoma do Curdistão chegaram a um acordo para que os curdos voltem a patrulhar a cidade de Kirkuk, substituindo as Forças de Mobilização Popular Xiitas, noticiou a companhia jornalística Rudaw, ligada ao Partido Democrático do Curdistão (KDP).

O policiamento ficará a carga de peshmerga, os guerreiros curdos, ligados ao KDP. A notícia foi confirmada pela União Patriótica do Curdistão (PUK), o outro grande partido da região curda iraquiana. Mas não pela milícia xiita nem por Bagdá.

De qualquer maneira, há um entendimento entre o governo central e o governo regional curdo, com capital em Arbil. Isso pode levar a acordos em outros setores, como produção de energia, cooperação na guerra contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante e conflitos territoriais.

Hoje, os moradores curdos de Kirkuk veem a presença da milícia xiita como um sinal da influência indesejada xiita e iraniana sobre sua comunidade. O governo curdo tenta reassumir o controle político da cidade com a substituição das forças federais pelos peshmerga.

A província de Kirkuk, riquíssima em petróleo, foi anexada as províncias de Bagdá e de Bássora pelo então subsecretário de Estado do Reino Unido para o Oriente Médio, Winston Churchill, depois do fim da Primeira Guerra Mundial, enterrando a promessa de independência do Curdistão.

Agora, é um mosaico das comunidades iraquianas (árabes sunitas, árabes xiitas e curtos). Por este motivo, é uma das regiões mais conflituosas do Iraque, com disputas políticas e militares pelo poder e pelo petróleo.

Em outubro de 2017, o governo central de Bagdá enviou tropas à província em resposta ao plebiscito sobre a independência do Curdistão organizado pelo governo regional, especialmente pelo KDP. Desde então, o KDP foi excluído do Conselho Provincial.

Assim, a volta dos peshmerga do KDP ao patrulhamento das ruas de Kirkuk, se confirmado, marcará uma reconciliação entre os curdos e com as autoridades de Bagdá. A cooperação vai aumentar a estabilidade e a prosperidade do Curdistão iraquiano.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Exército da Turquia adia operação militar no Leste da Síria

Diante do anúncio da retirada das tropas dos Estados Unidos da Síria, o presidente Recep Tayyip Erdogan adiou uma operação militar do Exército da Turquia no vale do Rio Eufrates contra a mílicia árabe-curda Forças Democráticas Sírias (FDS), noticiou hoje o jornal governista turco Daily Sabah.

Erdogan tomou a decisão depois de falar pelo telefone com o presidente Donald Trump, que anunciou a retirada, apesar das críticas dos Departamentos da Defesa e de Estado e de aliados dos EUA. Com o adiamento da operação militar turca, diminui o risco de um conflito acidental com forças americanas.

Já as FDS ficam sob pressão do Exército da Turquia, do Exército da Síria e seus aliados iranianos e da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. A milícia árabe-curda foi criada pelos EUA para servir como força terrestre na campanha contra o Estado Islâmico.

Erdogan teme que os curdos da Síria se aliem ao governo autônomo do Curdistão iraquiano e proclamem a independência do Curdistão. Como a maioria dos curdos vive na Turquia, o novo país poderia reivindicar a soberania sobre uma área do Sudeste da Turquia.

Para surpresa de seus próprios generais e de países aliados, Trump anunciou nesta semana a retirada total dos 2 mil soldados americanos que estão na Síria, alegando que o Estado Islâmico está derrotado. O ditador da Rússia, Vladimir Putin, festejou. Não é um amigo dos EUA.

A retirada intempestiva de Trump provocou a demissão do secretário da Defesa, general James Mattis, considerado o último dos adultos capazes de controlar o presidente sem limites dos EUA.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

EUA anunciam retirada total da Síria

Os Estados Unidos estão preparando uma retirada completa das forças enviadas à Síria para combater a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, num total de 2 mil soldados, informou hoje a agência Reuters.

A saída americana abre o caminho para a Síria e a Turquia entrarem no território atualmente controlado pelas Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda apoiada pelos EUA, que ficaria totalmente desprotegida.

Com a decisão, o governo Donald Trump reduz ainda mais a influência do país na Síria e sua participação nas negociações de paz. Ganham a Rússia, a Síria, a Turquia e o Irã.

"Derrotamos o Estado Islâmico na Síria, minha única razão para estar lá na presidência de Trump", declarou o presidente no Twitter. Ainda há bolsões de resistência na fronteira entre a Síria e o Iraque, estimada em 35 mil milicianos ligados ao Estado Islâmico.

Trump já havia tentado retirar as forças dos EUA da Síria. Recuou diante da pressão dos Departamentos da Defesa e de Estado. O anúncio de hoje veio depois de uma conversa telefônica entre Trump e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que ameaçou várias vezes atacar as FDS a leste do Rio Eufrates.

Os dois departamentos protestaram, assim como deputados e senadores dos dois partidos. Depois de conquistar a área dominada pelo Estado Islâmico na Síria, os militares americanos entendem ser necessário um trabalho de estabilização de longo prazo.

sábado, 8 de setembro de 2018

Parlamento do Iraque discute revolta em Bássora em sessão extraordinária

O Parlamento do Iraque realizou uma sessão extraordinária hoje em Bagdá para discutir medidas de emergência para conter uma revolta popular em Bássora, a maior cidade da região de maioria xiita no Sul do país, onde o governo impôs um toque de recolher noturno, noticiou a Agência France Presse.

As manifestações foram provocadas pela deficiência dos serviços públicos essenciais como o fornecimento de água e de energia elétrica. Desde o início do mês, pelo menos 15 rebeldes morreram em confrontos com as forças de segurança.

Nesta semana, os rebeldes incendiaram o Consulado do Irã e atacaram o aeroporto local com três foguetes Katiúcha. Os ataques a grupos apoiados e financiados pelo Irã mostra um claro repúdio, mesmo em regiões de maioria xiita, à interferência iraniana nos assuntos internos do Iraque.

A violência tende a continuar enquanto os manifestantes não acreditarem nas promessas do governo central de Bagdá. A longo prazo, a consequência pode ser um movimento federalista para dividir o país em regiões com ampla autonomia, como já acontece na região curda no Norte do país.

sábado, 21 de julho de 2018

Rebeldes matam guardas iranianos na fronteira com o Iraque

Pelo menos 10 soldados da Guarda Revolucionária Iraniana, a tropa de choque da ditadura teocrática do Irã, foram mortos num ataque na fronteira do Iraque, noticiou a agência Reuters citando como fonte uma agência iraniana, que atribuiu a ação a rebeldes do Partido da Vida Livre do Curdistão.

Foi o maior número de tropas iranianas num único ataque na fronteira com o Iraque em anos. Vários grupos armados curdos atuam na região.

Com a invasão do Iraque pelos Estados Unidos e a queda do ditador Saddam Hussein, em 2003, a maioria xiita tomou o poder político no Iraque, aumentando a influência do Irã, um país de maioria xiita governado por um regime de aiatolás onde a Guarda Revolucionária é cada vez mais a força dominante. Mas há pouca coordenação entre as forças de segurança dos dois países para controlar a fronteira comum.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Civis fogem em massa de regiões sob ataque na Síria

Cerca de 20 mil civis fugiram ontem do distrito de Guta Oriental, alvo há semanas de uma ofensiva do Exército da Síria e aliados, inclusive a Força Aérea da Rússia. No Norte da Síria, milhares de curdos fogem de uma ofensiva da Turquia para evitar a criação de um enclave em sua fronteira.

A guerra civil síria completou sete anos com um total de 500 mil. Cerca de 12 milhões, mais metade da população, fugiram de casa e 5,5 milhões saíram do país. A tragédia humanitária continua sem trégua. 

Com a cobertura dos bombardeios aéreos, as forças leais à ditadura de Bachar Assad avançam por terra. Já controlam mais da metade do território de Guta Oriental, uma região agrícola na periferia de Damasco, último reduto dos rebeldes nos arredores da capital síria.

Só da cidade de Hamuriê saíram 10 mil pessoas nos últimos dias. Quem ficou se esconde em ruínas, túneis e cavernas. "Fugi através do campo", contou um sírio via Skype ao jornal americano The Washington Post. "Havia um intenso bombardeio a meu redor. A fuga é um renascimento porque o suplício aqui era igualmente perigoso."

Outra testemunha contou que "famílias inteiras foram assassinadas. Seus corpos estão jogados nas ruas. Ninguém pode ajudar por causa dos bombardeios."

A Batalha de Guta Oriental é das mais encarniçadas da guerra civil síria. O total de mortos é estimado em 1,8 mil.

Em Ancara, a Turquia repudiou uma moção aprovada no Parlamento Europeu para exigir a retirada imediata da região de Afrin. Quando uma milícia árabe-curda financiada, treinada e armada pelos Estados Unidos para combater o Estado Islâmico ocupou a área, o governo turco viu uma ameaça por causa da ligação dos guerrilheiros curdos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que luta pela autonomia dos curdos da Turquia.

O ditador turco, Recep Tayyip Erdogan, teme que os curdos da Síria se juntem aos do Iraque para proclamar a independência do Curdistão e reivindicar a soberania sobre a região de maioria curda na Turquia.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

STF do Iraque anula plebiscito sobre a independência do Curdistão

O Supremo Tribunal Federal do Iraque considerou inconstitucional hoje o plebiscito sobre a independência do Curdistão realizado em 25 de setembro de 2017 na região autônoma curda no Norte do país, com 93% de votos a favor, noticiou o canal de notícias francês France 24.

O primeiro-secretário do governo regional curdo, Nechirvan Barzani, prometeu acatar a decisão da Justiça. Seu pai, Massoud Barzani, considerado o principal responsável pela realização do plebiscito, deixa o cargo de governador regional.

Além do governo central do Iraque, o Irã e a Turquia também repudiaram a realização o plebiscito. Um Curdistão independente iria reivindicar mais cedo ou mais tarde a soberania sobre as regiões de maioria curda nestes países.

Uma das missões do STF iraquiano é arbitrar os conflitos entre as regiões do país.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Forças do Iraque tomam Kirkuk de guerrilheiros curdos

Com a queda da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, os aliados de ocasião começam a lutar entre si. Por ordem do primeiro-ministro Haider al-Abadi, o Exército do Iraque e milícias xiitas aliadas entraram hoje na cidade de Kirkuk, que estava em poder de guerrilheiros curdos.

A operação militar é uma resposta ao plebiscito de 25 de setembro, que aprovou a independência do Curdistão iraquiano. Desde o fim da ditadura de Saddam Hussein com a invasão americana de 2003, os curdos têm autonomia regional no Iraque. Depois de desempenhar um papel importante na guerra contra o Estado Islâmico, ampliando em 40% o território sob seu controle, resolveram dar mais um passo rumo à independência.

Os peshmerga foram totalmente surpreendidos e não tiveram reação diante dos tanques iraquianos. Ficaram especialmente revoltados com a participação das Unidades de Mobilização Popular, milícias xiitas sustentadas pelo Irã. O governo regional curdo acusou o Irã de estar por trás da ofensiva.

Houve alguma resistência no quartel K1, no aeroporto, na refinaria de Kirkuk e no campo de petróleo de Baba Gurgur. Milhares de curdos fugiram rumo à região autônoma.

Enquanto suas milícias atacavam em Kirkuk, o general Kassem Suleimani, comandante da Guarda Revolucionária do Irã, ia ao enterro de Jalal Talabani, líder da União Patriótica do Curdistão, rival do Partido Democrático do Curdistão, chefiado por Massoud Barzani, que controla o governo regional.

Responsável por 6% da produção mundial de petróleo, a província de Kirkuk é uma joia cobiçada tanto pelo governo central do Iraque quando pelo Curdistão independente. Era uma província curda onde Saddam Hussein infiltrou árabes sunitas leais a seu regime numa estratégia de arabização.

Quando a França e o Reino Unido redesenharam o mapa do Oriente Médio depois da derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial, o então subsecretário de Oriente Médio do Ministério do Exterior e da Comunidade Britânica, Winston Churchill, juntou Kirkuk às províncias de Bagdá e Bássora para formar o Iraque. Queria um país suficientemente grande e rico para se contrapor ao vizinho Irã.

Assim, enterrou o sonho do Curdistão independente, uma promessa não honrada dos vencedores da guerra.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Mais de 92% dos curdos do Iraque aprovam a independência

Mais de 92% dos curdos do Iraque aprovaram a independência do Curdistão no plebiscito realizado em 25 de setembro de 2017, anunciou hoje a comissão eleitoral da região semiautônoma. A consulta popular foi rejeitada pela Turquia, o Iraque e o Irã, que têm populações curdas, e os Estados Unidos.

Com população estimada em 30 e 45 milhões de habitantes, os curdos são a maior nação do mundo sem um Estado nacional. A luta pela independência dura mais de um século. Cerca de 72% dos 4,58 milhões de eleitores aptos a votar compareceram às urnas.

No fim da Primeira Guerra Mundial, os curdos receberam promessas de independência do Curdistão. Mas, quando o Reino Unido e a França dividiram o Oriente Médio com o fim do Império Otomano, o então subsecretário do Exterior britânico para a região, Winston Churchill, decidiu juntar a província de Kirkuk às províncias de Bagdá e Bássora para criar o Iraque. Queria um país forte capaz de se contrapor ao Irã.

O governo do Iraque enviou hoje soldados para ocupar as instalações de petróleo, inclusive de Kirkuk, uma região disputada entre árabes e curdos. A Turquia, onde vive a maioria dos curdos, de 15 a 20 milhões, mandou tropas para a fronteira entre os dois países.

Se o Curdistão iraquiano conquistar a independência, com certeza as regiões de maioria curda na Turquia, na Síria e no Irã vão querer aderir ao novo país. Seria um novo foco de conflito no Oriente Médio.

Na Síria, os curdos são a maioria das Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda financiada, armada e treinada pelos Estados Unidos para combater a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Com a independência do Curdistão iraquiano, os guerrilheiros curdos em ação na guerra civil síria poderiam querer juntar a faixa que dominam no Norte da Síria ao novo país.

Os guerrilheiros curdos sírios pertencem às YPG (Unidades de Proteção Popular), ligadas ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que luta pela independência da região curda na Turquia. Seriam alvo de uma retaliação da ditadura de Recep Tayyip Erdogan, que acabou com as negociações de paz com o PKK para ganhar eleições de 1º de novembro de 2015 depois de perder a maioria absoluta na Assembleia Nacional de 7 de junho do mesmo ano.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Turquia adverte curdos do Iraque a não declarar independência

A Turquia elogiou hoje uma decisão da Assembleia Nacional do Iraque para rejeitar a proposta de realização de um plebiscito sobre a independência do Curdistão iraquiano convocado para 25 de setembro. O governo turco teme a eclosão de um movimento pela independência do Sudeste do país, onde os curdos são maioria, e ameaçou tomar medidas de força em caso de aprovação.

O Parlamento iraquiano autorizou o primeiro-ministro Haider al-Abadi de "tomar todas as medidas necessárias" para manter a unidade do Iraque, inclusive o uso da força. O líder curdo Massoud Barzani prometeu levar à frente a votação, que considera "um direito natural".

"Consideramos a posição de insistência da liderança curda iraquiana em relação ao plebiscito e suas declarações cada vez mais emocionais preocupantes", declarou em nota o Ministério do Exterior da Turquia. "Deve-se nota que esta insistência tem um custo. Pedimos que ajam com bom senso e abandonem este projeto errôneo imediatamente."

Com cerca de 35 milhões de pessoas, os curdos são a maior nação do mundo sem um Estado Nacional, uma antiga aspiração enterrada pelo Império Britânico no fim da Primeira Guerra Mundial. O povo curdo se espalha pela Turquia, o Irã, o Iraque, a Síria e o Azerbaijão. A maioria, estimada em 15 a 20 milhões, vive na Turquia.

Na guerra civil da Síria, os curdos são a principal força terrestre aliada dos Estados Unidos na guerra contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O ditador turco, Recep Tayyip Erdogan, teme que uma faixa do Norte da Síria liberada pelas Forças Democráticas Sírias (FDS) se una ao Curdistão iraquiano.

Hoje, o Curdistão iraquiano é uma região semi-autônoma do Norte do Iraque, onde a vive a terceira maior população curda, estimada em 5,6 a 8,5 milhões de pessoas. Depois do avanço do Estado Islâmico no Iraque em 2014, os curdos passaram a ter ainda mais autonomia na prática em relação ao frágil governo central de Bagdá.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Curdistão iraquiano deve aprovar independência em setembro

Os curdos do Iraque devem votar maciçamente pela independência num plebiscito convocado para 25 de setembro de 2017. A questão é como o presidente do governo regional autônomo do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, vai enfrentar a oposição dos árabes do Iraque e dos outros países do Oriente Médio.

A consulta popular não obriga Barzani a declarar independência. Ele deve usar o resultado para pressionar o governo central do Iraque, com sede em Bagdá, a transferir mais poderes aos curdos. Com uma população estimada entre 30 e 45 milhões de pessoas, os curdos são o maior povo do mundo sem um Estado nacional.

Até agora, Barzani conseguiu equilibrar as aspirações dos curdos pela independência com a geopolítica do Oriente Médio. Como os curdos estão distribuídos entre Turquia, Síria, Irã e Iraque, estes países têm um interesse comum contra a independência do Curdistão. O novo país tenderia a reivindicar soberania sobre as regiões dos países vizinhos onde os curdos são maioria.

O plebiscito complica as relações do governo curdo iraquiano com a Turquia, onde vive a maioria dos curdos. A prioridade turca na Síria é desmantelar as Unidades de Proteção Popular (YPG), braço armado dos separatistas curdos ligado ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado terrorista pela Turquia.

Os guerrilheiros curdos do YPG formam o grosso das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança árabe-curda que luta contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na Síria com o apoio da Força Aérea dos Estados Unidos.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Milícia árabe-curda apoiada pelos EUA invade capital do Estado Islâmico

As Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia formada por combatentes árabes e curdos com apoio financeiro, armas e cobertura aérea dos Estados Unidos, invadiram hoje a cidade de Rakka, na Síria, declarada capital do califado proclamado há três anos pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

"Nossas forças entraram no bairro de Mechlebe, no Leste da cidade", declarou a comandante curda Rojda Felat à Agência France Presse (AFP). O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil na Síria, confirmou a invasão.

A Batalha de Rakka começa enquanto o Estado Islâmico ainda resiste em algumas áreas de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, cenário de uma batalha sangrenta há nove meses. Com a queda destas duas cidades, o califado proclamado em 29 de junho de 2014 pelo líder supremo Abu Baker al-Baghdadi, o Califa Ibrahim.

Sem um protoestado para chamar de seu no Oriente Médio, o Estado Islâmico regride a um movimento clandestino que tem no terrorismo seu principal instrumento de propaganda e ação. Os órfãos do califado são homens-bomba em potencial.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Carro-bomba mata 11 e fere 78 policiais na Turquia

Um carro-bomba explodiu hoje num posto de controle próximo a uma delegacia de polícia no Sudeste da Turquia. Pelo menos 11 policiais foram mortos e 78 saíram feridos, noticiou a agência turca Anadolu.

A explosão ocorreu a cerca de 50 metros de uma delegacia de polícia, perto da cidade de Cizre, na província de Sirnak, dois dias depois que o Exército da Turquia invadiu a Síria para apoiar rebeldes que tomaram a cidade de Jarablus da milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Mesmo assim, o primeiro-ministro Binali Yildirim afirmou não ter dúvidas sobre a responsabilidade dos guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que há mais de 30 anos luta pela independência da nação curda, descartando a possibilidade de atentado do Estado Islâmico.

Um cessar-fogo e negociações de paz com o PKK entraram em colapso em julho de 2015, quando o presidente Recep Tayyip Erdogan decidiu reiniciar a guerra por razões de política interna, para reconquistar a maioria na Assembleia Nacional.

Além da guerrilha curda e do Estado Islâmico, a Turquia enfrenta a ameaça de grupos de extrema esquerda e dos que tentaram dar um golpe de Estado em 15 de julho.