Um atentado terrorista suicida aparentemente cometido com um caminhão-bomba matou 90 pessoas e deixou outras 480 feridas hoje perto do palácio presidencial e de embaixadas em Cabul, anunciou o Ministério da Saúde Pública do Afeganistão. Até agora, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.
A explosão arrasadora acontece no começo do mês sagrado do Ramadã, iniciado no sábado, quando os muçulmanos devem jejuar, não beber e não fumar do amanhecer até o anoitecer para celebrar a revelação da primeira parte do Corão, o livro sagrado do Islã, ao profeta Maomé. Depois do pôr do sol, reúnem-se em grandes festas para quebrar o jejum.
Quinze anos e oito meses depois da invasão americana para vingar os atentados de 11 de setembro de 2001, cometidos pela rede terrorista Al Caeda, que tinha bases no país, o Afeganistão continua em situação de caos e anarquia. A Guerra do Afeganistão é a mais longa da história dos Estados Unidos.
Todo verão a milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes), deposta pelos Estados Unidos, lança uma ofensiva contra o frágil governo de Cabul, que provavelmente não resistiria sem apoio externo.
Nos últimos anos, os Talebã enfrentam a concorrência da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que busca espaços para se expandir à medida que perde territórios no Oriente Médio.
Horas depois do atentado, a milícia dos Talebã negou qualquer responsabilidade pelo atentado. Há suspeitas de que tenha sido a Rede Hakkani, uma milícia apoiada pelo serviço secreto militar do Paquistão para interferir na guerra civil do Afeganistão.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 31 de maio de 2017
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Carro-bomba mata 11 e fere 78 policiais na Turquia
Um carro-bomba explodiu hoje num posto de controle próximo a uma delegacia de polícia no Sudeste da Turquia. Pelo menos 11 policiais foram mortos e 78 saíram feridos, noticiou a agência turca Anadolu.
A explosão ocorreu a cerca de 50 metros de uma delegacia de polícia, perto da cidade de Cizre, na província de Sirnak, dois dias depois que o Exército da Turquia invadiu a Síria para apoiar rebeldes que tomaram a cidade de Jarablus da milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Mesmo assim, o primeiro-ministro Binali Yildirim afirmou não ter dúvidas sobre a responsabilidade dos guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que há mais de 30 anos luta pela independência da nação curda, descartando a possibilidade de atentado do Estado Islâmico.
Um cessar-fogo e negociações de paz com o PKK entraram em colapso em julho de 2015, quando o presidente Recep Tayyip Erdogan decidiu reiniciar a guerra por razões de política interna, para reconquistar a maioria na Assembleia Nacional.
Além da guerrilha curda e do Estado Islâmico, a Turquia enfrenta a ameaça de grupos de extrema esquerda e dos que tentaram dar um golpe de Estado em 15 de julho.
A explosão ocorreu a cerca de 50 metros de uma delegacia de polícia, perto da cidade de Cizre, na província de Sirnak, dois dias depois que o Exército da Turquia invadiu a Síria para apoiar rebeldes que tomaram a cidade de Jarablus da milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Mesmo assim, o primeiro-ministro Binali Yildirim afirmou não ter dúvidas sobre a responsabilidade dos guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que há mais de 30 anos luta pela independência da nação curda, descartando a possibilidade de atentado do Estado Islâmico.
Um cessar-fogo e negociações de paz com o PKK entraram em colapso em julho de 2015, quando o presidente Recep Tayyip Erdogan decidiu reiniciar a guerra por razões de política interna, para reconquistar a maioria na Assembleia Nacional.
Além da guerrilha curda e do Estado Islâmico, a Turquia enfrenta a ameaça de grupos de extrema esquerda e dos que tentaram dar um golpe de Estado em 15 de julho.
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Carro-bomba mata três e fere 50 na Turquia
Um carro-bomba explodiu hoje diante de uma delegação de polícia em Elazig, na Turquia, matando pelo menos três pessoas e ferindo outras 50, noticiou a agência Reuters.
A agência de notícias turca Dogan acusou os guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que luta pela independência de um país para o povo curdo. Horas antes, outro carro-bomba matou um policial e dois civis na província oriental de Van.
O PKK é apenas uma das muitas ameaças armadas ao governo da Turquia, que incluem a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, grupos de extrema esquerda e o movimento gulenista, responsabilidade pelo governo pela tentativa de golpe de 15 de julho de 2016.
A agência de notícias turca Dogan acusou os guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que luta pela independência de um país para o povo curdo. Horas antes, outro carro-bomba matou um policial e dois civis na província oriental de Van.
O PKK é apenas uma das muitas ameaças armadas ao governo da Turquia, que incluem a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, grupos de extrema esquerda e o movimento gulenista, responsabilidade pelo governo pela tentativa de golpe de 15 de julho de 2016.
sábado, 11 de junho de 2016
Estado Islâmico reivindica atentados terroristas em Damasco
A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria de três atentados suicidas no subúrbio de Sayeda Zeinab, em Damasco, a capital da Síria, noticiou a agência Reuters. Pelo menos 20 pessoas morreram, sendo 13 civis, e 30 saíram feridas, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
As três bombas explodiram perto do santuário xiita de Sayeda Zeinab, informou um clérigo xiita à televisão síria Ikhbariya. O Estado Islâmico revelou que duas bombas foram detonadas por terroristas suicidas. A terceira explosão foi de um carro-bomba.
O Estado Islâmico havia atacado a bomba o mesmo distrito de Damasco pelo menos duas vezes em 2016. Sayeda Zeinab é hoje um reduto de milicianos do Hesbolá (Partido de Deus), a milícia xiita libanesa que luta ao lado da ditadura de Bachar Assad na guerra civil da Síria. O último ataque foi em 25 de abril. Em fevereiro, uma onda de ataques deixou 134 mortos.
Como está sob intensa pressão nos campos de batalha do Oriente Médio, onde perdeu 40% dos territórios que ocupada no Iraque e 15% na Síria, o Estado Islâmico deve recorrer cada vez mais a ações de guerrilha e atentados terroristas.
As três bombas explodiram perto do santuário xiita de Sayeda Zeinab, informou um clérigo xiita à televisão síria Ikhbariya. O Estado Islâmico revelou que duas bombas foram detonadas por terroristas suicidas. A terceira explosão foi de um carro-bomba.
O Estado Islâmico havia atacado a bomba o mesmo distrito de Damasco pelo menos duas vezes em 2016. Sayeda Zeinab é hoje um reduto de milicianos do Hesbolá (Partido de Deus), a milícia xiita libanesa que luta ao lado da ditadura de Bachar Assad na guerra civil da Síria. O último ataque foi em 25 de abril. Em fevereiro, uma onda de ataques deixou 134 mortos.
Como está sob intensa pressão nos campos de batalha do Oriente Médio, onde perdeu 40% dos territórios que ocupada no Iraque e 15% na Síria, o Estado Islâmico deve recorrer cada vez mais a ações de guerrilha e atentados terroristas.
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quarta-feira, 11 de maio de 2016
Carros-bomba do Estado Islâmico matam 93 em Bagdá
Três atentados a bomba deixaram pelo menos 93 mortos e 165 feridos hoje na capital do Iraque. A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria dos ataques.
Com a perda de territórios no Iraque e na Síria, o protoestado está encolhendo e a milícia volta cada vez mais a ser apenas um grupo terrorista. Os atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris foram um sinal de fraqueza.
Mais de 1,7 mil pessoas foram mortas em março e abril de 2016 pela estimativa das Nações Unidas. No atentado mais violento, uma caminhonete bomba deixou 63 mortos e 85 feridos ao explodir perto de um salão de beleza da Cidade de Sader, no Sul de Bagdá, onde havia várias noivas que se preparavam para casar.
O segundo alvo foi uma delegacia no distrito de Kadimia, no Noroeste da cidade, onde 18 pessoas morreram e outras 34 saíram feridas. Um terceiro-carro bomba explodiu em Jamia, no Norte da capital, matando 12 pessoas e feriu outras 46.
O Estado Islâmico é sunita e ataca sistematicamente os xiitas, que considera infiéis, para fomentar um conflito sectário.
Com a perda de territórios no Iraque e na Síria, o protoestado está encolhendo e a milícia volta cada vez mais a ser apenas um grupo terrorista. Os atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris foram um sinal de fraqueza.
Mais de 1,7 mil pessoas foram mortas em março e abril de 2016 pela estimativa das Nações Unidas. No atentado mais violento, uma caminhonete bomba deixou 63 mortos e 85 feridos ao explodir perto de um salão de beleza da Cidade de Sader, no Sul de Bagdá, onde havia várias noivas que se preparavam para casar.
O segundo alvo foi uma delegacia no distrito de Kadimia, no Noroeste da cidade, onde 18 pessoas morreram e outras 34 saíram feridas. Um terceiro-carro bomba explodiu em Jamia, no Norte da capital, matando 12 pessoas e feriu outras 46.
O Estado Islâmico é sunita e ataca sistematicamente os xiitas, que considera infiéis, para fomentar um conflito sectário.
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sábado, 30 de abril de 2016
Caminhão-bomba do Estado Islâmico mata 21 pessoas em Bagdá
Um caminhão-bomba explodiu hoje perto de um mercado público da capital do Iraque que fica na rota de uma peregrinação de xiitas matando pelo menos 21 pessoas, noticiou a televisão pública britânica BBC.
Em nota divulgada na Internet, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante assumiu a autoria do atentado em que disse ter usado três toneladas de explosivos. O alvo era um posto de controle de uma milícia xiita.
Mais de 40 civis foram mortos em atentados a bomba em Bagdá nos últimos 30 dias. Os peregrinos xiitas iam para o santuário de Cadímia.
O Estado Islâmico ataca sistematicamente os muçulmanos xiitas, que considera infiéis, para atiçar um conflito com a minoria sunita, que mandava no Iraque durante a ditadura de Saddam Hussein (1979-2003), e se apresentar como defensor dos sunitas.
Em nota divulgada na Internet, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante assumiu a autoria do atentado em que disse ter usado três toneladas de explosivos. O alvo era um posto de controle de uma milícia xiita.
Mais de 40 civis foram mortos em atentados a bomba em Bagdá nos últimos 30 dias. Os peregrinos xiitas iam para o santuário de Cadímia.
O Estado Islâmico ataca sistematicamente os muçulmanos xiitas, que considera infiéis, para atiçar um conflito com a minoria sunita, que mandava no Iraque durante a ditadura de Saddam Hussein (1979-2003), e se apresentar como defensor dos sunitas.
quarta-feira, 2 de março de 2016
Carro-bomba mata 18 rebeldes na Síria
Um carro-bomba explodiu hoje junto a uma base rebelde na província de Kuneitra, na Síria, matando pelo menos 18 militantes do Exército da Síria Livre, o principal grupo de oposição apoiado pelos Estados Unidos e a Europa, noticiou a agência Reuters.
Um porta-voz rebelde acusou o Estado Islâmico do Iraque e do Levante pela ataque. Apesar do cessar-fogo, a guerra civil na Síria continua. A Frente al-Nusra, braço armado da rede terrorista Al Caeda, e o Estado Islâmico estão excluídos do cessar-fogo.
A maioria dos territórios conquistados pelo Estado Islâmico na Síria foram tomadas de outros grupos rebeldes, especialmente do Exército da Síria Livre.
Um porta-voz rebelde acusou o Estado Islâmico do Iraque e do Levante pela ataque. Apesar do cessar-fogo, a guerra civil na Síria continua. A Frente al-Nusra, braço armado da rede terrorista Al Caeda, e o Estado Islâmico estão excluídos do cessar-fogo.
A maioria dos territórios conquistados pelo Estado Islâmico na Síria foram tomadas de outros grupos rebeldes, especialmente do Exército da Síria Livre.
domingo, 26 de julho de 2015
Al Chababe contra-ataca com carro-bomba em hotel de Mogadíscio
Sob pressão no interior do país, a milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude) explodiu um carro-bomba hoje na entrada de um hotel de Mogadíscio, a capital da Somália, noticiou a agência Reuters. Pelo menos seis pessoas foram mortas.
Al Chababe, ligada à rede terrorista Al Caeda, reivindicou a autoria do atentado, cometido por um homem-bomba.
Nos últimos dias, o grupo sofreu sérias derrotas diante da força internacional da União Africana que intervém na Somália com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas para apoiar o frágil governo provisório. Perdeu o controle da cidade de Bardera e está sob ataque no vale do rio Juba, perto da fronteira com o Quênia.
No sábado, um deputado e seus dois guarda-costas foram mortos pela Chababe. A ação de hoje faz parte do contra-ataque. Acontece no último dia da visita do presidente Barack Obama, ao Quênia, onde nasceu seu pai, realizada sob forte esquema de segurança porque Al Chababe já atacou no Quênia, matando dezenas de pessoas num centro comercial de Nairóbi há dois anos e 148 pessoas numa universidade do interior.
Hoje o presidente dos Estados Unidos vai para a Etiópia, outro país vizinho da Somália. A Etiópia e o Quênia formam o grosso da força da União Africana na Somália, sendo alvos potenciais de retaliações dos jihadistas.
Al Chababe, ligada à rede terrorista Al Caeda, reivindicou a autoria do atentado, cometido por um homem-bomba.
Nos últimos dias, o grupo sofreu sérias derrotas diante da força internacional da União Africana que intervém na Somália com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas para apoiar o frágil governo provisório. Perdeu o controle da cidade de Bardera e está sob ataque no vale do rio Juba, perto da fronteira com o Quênia.
No sábado, um deputado e seus dois guarda-costas foram mortos pela Chababe. A ação de hoje faz parte do contra-ataque. Acontece no último dia da visita do presidente Barack Obama, ao Quênia, onde nasceu seu pai, realizada sob forte esquema de segurança porque Al Chababe já atacou no Quênia, matando dezenas de pessoas num centro comercial de Nairóbi há dois anos e 148 pessoas numa universidade do interior.
Hoje o presidente dos Estados Unidos vai para a Etiópia, outro país vizinho da Somália. A Etiópia e o Quênia formam o grosso da força da União Africana na Somália, sendo alvos potenciais de retaliações dos jihadistas.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Carro-bomba contra líder huti mata 25 pessoas no Iêmen
Mais crianças foram atingidas hoje no fogo cruzado da guerra e do terrorismo. Um carro-bomba que tinha como alvo a casa de um rebelde do grupo xiita huti, em Rada, no Iêmen, matou 25 pessoas, inclusive 15 crianças que passavam ali por acaso num ônibus escolar.
Um policial local acusou a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que é sunita e luta contra os hutis, que por sua vez estão em guerra com o governo iemenita.
Um policial local acusou a rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que é sunita e luta contra os hutis, que por sua vez estão em guerra com o governo iemenita.
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Talebã matam pelo menos seis pessoas em dois ataques em Cabul
A milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes) voltou a atacar hoje a capital da Afeganistão. Uma grande explosão atingiu o centro de Cabul pouco depois de um atentado com carro-bomba contra um veículo da Embaixada Britânica em que seis pessoas morreram, noticiou a televisão saudita Al Arabiya.
Depois das explosões, houve intenso tiroteio no bairro de Cabul onde ficam numerosas embaixadas.
O ataque é mais um desafio às autoridades afegãs às vésperas da retirada do grosso das tropas dos Estados Unidos, que invadiram o país em outubro de 2001 para desmantelar a rede terrorista Al Caeda, responsável pelos atentados de 11 de setembro daquele ano, e derrubar o governo dos Talebã, que a abrigava.
A Guerra do Afeganistão já é a mais longa da história dos EUA. Retirar os soldados americanos é uma promessa do presidente Barack Obama desde a campanha eleitoral de 2008. Diante da ofensiva da milícia terrorista Estado Islâmico no Iraque e na Síria, Obama mudou de posição e autorizou os 9,8 mil militares americanos que ficarão no país a entrar em combate ao lado das frágeis forças de segurança afegãs.
Depois das explosões, houve intenso tiroteio no bairro de Cabul onde ficam numerosas embaixadas.
O ataque é mais um desafio às autoridades afegãs às vésperas da retirada do grosso das tropas dos Estados Unidos, que invadiram o país em outubro de 2001 para desmantelar a rede terrorista Al Caeda, responsável pelos atentados de 11 de setembro daquele ano, e derrubar o governo dos Talebã, que a abrigava.
A Guerra do Afeganistão já é a mais longa da história dos EUA. Retirar os soldados americanos é uma promessa do presidente Barack Obama desde a campanha eleitoral de 2008. Diante da ofensiva da milícia terrorista Estado Islâmico no Iraque e na Síria, Obama mudou de posição e autorizou os 9,8 mil militares americanos que ficarão no país a entrar em combate ao lado das frágeis forças de segurança afegãs.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Carros-bomba matam 25 pessoas em Homs
Dois carros-bomba explodiram hoje em Homs, a terceira maior cidade da Síria. Pelo menos 25 pessoas morreram e outras 107 saíram feridas, informou a agência oficial de notícias Sana, citada pela televisão pública britânica BBC.
As explosões ocorreram com um intervalo de 30 minutos no bairro de Karam al-Loz, uma área controlada pela ditadura de Bachar Assad, causando uma grande destruição. Este tipo de atentado terrorista é mais usado por extremistas muçulmanos.
Os Estados Unidos e a Turquia estão investigando novas denúncias de uso de armas químicas pelo regime sírio contra bairros dominados pelos rebeldes na periferia de Damasco feitas pela Coalizão Nacional Síria, o grupo oposicionista apoiado pelo Ocidente, noticiou o jornal libanês The Daily Star.
Mais de 150 mil pessoas foram mortas em três anos de guerra civil na Síria. Cerca de 2,5 milhões procuraram refúgio no exterior. Outros 6,5 milhões fugiram de casa, mas ainda estão no país.
As explosões ocorreram com um intervalo de 30 minutos no bairro de Karam al-Loz, uma área controlada pela ditadura de Bachar Assad, causando uma grande destruição. Este tipo de atentado terrorista é mais usado por extremistas muçulmanos.
Os Estados Unidos e a Turquia estão investigando novas denúncias de uso de armas químicas pelo regime sírio contra bairros dominados pelos rebeldes na periferia de Damasco feitas pela Coalizão Nacional Síria, o grupo oposicionista apoiado pelo Ocidente, noticiou o jornal libanês The Daily Star.
Mais de 150 mil pessoas foram mortas em três anos de guerra civil na Síria. Cerca de 2,5 milhões procuraram refúgio no exterior. Outros 6,5 milhões fugiram de casa, mas ainda estão no país.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Hesbolá é alvo de ataque por atuação na Síria
Em mais um sinal de que a guerra civil na Síria está atingindo o Líbano, um carro-bomba explodiu hoje num bairro do Sul de Beirute dominado pela milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), que participa diretamente da luta ao lado da ditadura de Bachar Assad. Mais de 50 pessoas saíram feridas.
Nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado. A opinião generalizada é que se trata de uma reação ao envolvimento cada vez maior do Hesbolá na guerra civil síria. Depois de perder a Batalha de Kussair, o Exército da Síria Livre, principal grupo rebelde do país, prometeu se vingar da milícia xiita libanesa.
A bomba de hoje tinha cerca de 35 quilos de explosivos. Estava dentro de um carro parado num estacionamento. Em 26 de maio de 2013, dois foguetes foram disparados contra o Sul da capital libanesa, uma área pobre da maioria xiita dominada pelo Hesbolá.
Nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado. A opinião generalizada é que se trata de uma reação ao envolvimento cada vez maior do Hesbolá na guerra civil síria. Depois de perder a Batalha de Kussair, o Exército da Síria Livre, principal grupo rebelde do país, prometeu se vingar da milícia xiita libanesa.
A bomba de hoje tinha cerca de 35 quilos de explosivos. Estava dentro de um carro parado num estacionamento. Em 26 de maio de 2013, dois foguetes foram disparados contra o Sul da capital libanesa, uma área pobre da maioria xiita dominada pelo Hesbolá.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Homens-bomba matam 14 pessoas em Damasco
No momento em que as forças leais ao ditador Bachar Assad iniciam uma ofensiva contra Alepo, a segunda maior cidade da Síria, dois atentados terroristas suicidas mataram 14 pessoas hoje perto de uma delegacia de polícia na Praça Marjeh, no centro da capital, Damasco.
O atentado tem as características das ações da rede terrorista Al Caeda. A Frente al-Nusra segue a linha ideológica d'al Caeda.
O atentado tem as características das ações da rede terrorista Al Caeda. A Frente al-Nusra segue a linha ideológica d'al Caeda.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Carro-bomba mata 15 no centro de Damasco
Um carro cheio de explosivos explodiu hoje numa área residencial e comercial do centro da capital da Síria, matando pelo menos 15 pessoas e ferindo outras 35. Houve tiroteio no local logo depois da explosão, que incendiou vários carros e destruiu as vidraças dos prédios próximos.
A Força Aérea da Síria bombardeou as cidades de Alepo, Latakia e Deir Ezzor. Em Alepo, pelo menos 12 civis foram mortos. O governo anunciou a retomada da cidade de Aziza.
Nenhum grupo reivindicou até agora a autoria do atentado em Damasco, noticia o jornal The New York Times.
A Força Aérea da Síria bombardeou as cidades de Alepo, Latakia e Deir Ezzor. Em Alepo, pelo menos 12 civis foram mortos. O governo anunciou a retomada da cidade de Aziza.
Nenhum grupo reivindicou até agora a autoria do atentado em Damasco, noticia o jornal The New York Times.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Carro-bomba mata chefe do serviço secreto libanês
Um atentado terrorista com carro-bomba matou oito pessoas hoje no centro de Beirute, inclusive o general Wissan al-Hassan, chefe do serviço secreto das forças de segurança interna e assessor do ex-primeiro-ministro do Líbano Saad Hariri. Ele era considerado um inimigo da Síria Dezenas de pessoas saíram feridas.
Foi o primeiro carro-bomba a explodir na capital libanesa em quatro anos. O governo da Síria e a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) condenaram o atentado, mas Hariri acusa a ditadura de Bachar Assad, aliada da República Islâmica do Irã.
O ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, pai de Saad Hariri, foi morto num atentado terrorista com carro-bomba em 14 de fevereiro de 2005. Sua morte deflagrou uma onda de protestos populares contra a intervenção militar síria no Líbano, que durava desde 1976, no início da guerra civil libanesa (1975-90).
Há meses o Líbano teme que a guerra civil síria transborde suas fronteiras e envolva seu país, reacendendo o conflito sectário entre sunitas e xiitas: "Faz tempo que o regime sírio tenta internacionalizar o conflito", admite o jornalista Adbel Bari Atwan, editor-chefe do jornal árabe editado em Londres Al Quods.
"Os agentes sírios estão lá, o Hesbolá está lá. Não se sabe quem foi, mas os sírios são especialistas em carros-bomba e gostariam de iniciar uma guerra civil no Líbano como a que existe na Síria", acrescentou o jornalista.
Foi o primeiro carro-bomba a explodir na capital libanesa em quatro anos. O governo da Síria e a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) condenaram o atentado, mas Hariri acusa a ditadura de Bachar Assad, aliada da República Islâmica do Irã.
O ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, pai de Saad Hariri, foi morto num atentado terrorista com carro-bomba em 14 de fevereiro de 2005. Sua morte deflagrou uma onda de protestos populares contra a intervenção militar síria no Líbano, que durava desde 1976, no início da guerra civil libanesa (1975-90).
Há meses o Líbano teme que a guerra civil síria transborde suas fronteiras e envolva seu país, reacendendo o conflito sectário entre sunitas e xiitas: "Faz tempo que o regime sírio tenta internacionalizar o conflito", admite o jornalista Adbel Bari Atwan, editor-chefe do jornal árabe editado em Londres Al Quods.
"Os agentes sírios estão lá, o Hesbolá está lá. Não se sabe quem foi, mas os sírios são especialistas em carros-bomba e gostariam de iniciar uma guerra civil no Líbano como a que existe na Síria", acrescentou o jornalista.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Mulher-bomba mata 12 pessoas no Afeganistão
Um atentado terrorista suicida com carro-bomba cometido por uma mulher-bomba matou 12 pessoas, inclusive nove estrangeiros, que viajavam numa caminhonete perto do aeroporto de Cabul, a capital do Afeganistão.
O ataque seria mais uma reação contra o filme Inocência dos Muçulmanos, ofensivo ao islamismo e ao profeta Maomé, declarou em nota o grupo terrorista Hezb-e-Islami (Partido Islâmico), ligado à milícia fundamentalista dos Talebã, informa a agência de notícias Reuters.
O ataque seria mais uma reação contra o filme Inocência dos Muçulmanos, ofensivo ao islamismo e ao profeta Maomé, declarou em nota o grupo terrorista Hezb-e-Islami (Partido Islâmico), ligado à milícia fundamentalista dos Talebã, informa a agência de notícias Reuters.
sábado, 17 de março de 2012
Dois carros-bomba matam 27 pessoas em Damasco
Dois carros-bomba explodiram hoje no centro de Damasco perto de sedes dos serviços de segurança da Síria, matando pelo menos 27 pessoas e ferindo outras 140. O governo atribuiu os ataques a grupos terroristas que culpa indevidamente pela rebelião que há um ano luta contra a ditadura de Bachar Assad.
As duas principais cidades sírias, a capital e Alepo, foram alvo de atentados terroristas no início do ano atribuídos a elementos da rede terrorista Al Caeda vindos do Iraque. O grupo extremista sunita teria se infiltrado no país durante a revolta popular iniciada como um movimento pacífico em 15 de março de 2011 para lutar contra o regime de Assad, que é xiita e alauíta.
Os alauítas são um grupo étnico-religioso. Eles são cerca de 10% da população síria, mas dominam o governo. As minorias alauíta e católica temem ser discriminadas numa Síria governada pela maioria sunita. Por isso, permanecem fiéis à ditadura da família Assad, no poder há 41 anos.
As duas principais cidades sírias, a capital e Alepo, foram alvo de atentados terroristas no início do ano atribuídos a elementos da rede terrorista Al Caeda vindos do Iraque. O grupo extremista sunita teria se infiltrado no país durante a revolta popular iniciada como um movimento pacífico em 15 de março de 2011 para lutar contra o regime de Assad, que é xiita e alauíta.
Os alauítas são um grupo étnico-religioso. Eles são cerca de 10% da população síria, mas dominam o governo. As minorias alauíta e católica temem ser discriminadas numa Síria governada pela maioria sunita. Por isso, permanecem fiéis à ditadura da família Assad, no poder há 41 anos.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Terrorista suicida mata 13 no Afeganistão
Um terrorista suicida encostou seu carro-bomba num ônibus cheio de militares afegãos e detonou os explosivos hoje em Cabul, capital do Afeganistão. Pelo menos sete civis e seis militares foram mortos.
Foi o segundo atentado suicida em dois dias na capital afegã. A milícia dos Talebã, que governou o país de 1996 até a invasão americana de 2001, reivindicou a autoria do ataque.
Foi o segundo atentado suicida em dois dias na capital afegã. A milícia dos Talebã, que governou o país de 1996 até a invasão americana de 2001, reivindicou a autoria do ataque.
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