Três atentados a bomba deixaram pelo menos 93 mortos e 165 feridos hoje na capital do Iraque. A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria dos ataques.
Com a perda de territórios no Iraque e na Síria, o protoestado está encolhendo e a milícia volta cada vez mais a ser apenas um grupo terrorista. Os atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris foram um sinal de fraqueza.
Mais de 1,7 mil pessoas foram mortas em março e abril de 2016 pela estimativa das Nações Unidas. No atentado mais violento, uma caminhonete bomba deixou 63 mortos e 85 feridos ao explodir perto de um salão de beleza da Cidade de Sader, no Sul de Bagdá, onde havia várias noivas que se preparavam para casar.
O segundo alvo foi uma delegacia no distrito de Kadimia, no Noroeste da cidade, onde 18 pessoas morreram e outras 34 saíram feridas. Um terceiro-carro bomba explodiu em Jamia, no Norte da capital, matando 12 pessoas e feriu outras 46.
O Estado Islâmico é sunita e ataca sistematicamente os xiitas, que considera infiéis, para fomentar um conflito sectário.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 11 de maio de 2016
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Estado Islâmico mata 76 em ataque a mercado de bairro xiita de Bagdá
A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria de um atentado com caminhão-bomba que matou pelo menos 76 pessoas e feriu mais de 200 ontem num mercado público da Cidade de Sader, um bairro xiita de Bagdá, a capital do Iraque, informou a televisão saudita Al Arabiya.
Em declaração publicada na Internet, o Estado Islâmico disse que os alvos eram o Exército e milícias xiitas que participam da guerra contra ele. O ataque a Bagdá é mais um desafio direto ao governo central do Iraque e às forças de segurança iraquianas, até agora incapazes de defender o país.
Em declaração publicada na Internet, o Estado Islâmico disse que os alvos eram o Exército e milícias xiitas que participam da guerra contra ele. O ataque a Bagdá é mais um desafio direto ao governo central do Iraque e às forças de segurança iraquianas, até agora incapazes de defender o país.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Explosão mata 18 em bairro xiita de Bagdá
Pelo menos 18 pessoas morreram quando uma picape carregada de explosivos explodiu num bairro xiita da capital do Iraque, na quarta-feira, 4 de junho.
Inicialmente o incidente mais letal dessa natureza em meses em Bagdá foi considerado um atentado-terrorista suicida. O carro teria sido jogado contra a casa de um policial no distrito de Chaabe, uma área predominantemente xiita próxima à Cidade de Sáder.
Mais tarde, a polícia afirmou ter sido um acidente. Dois membros de uma milícia estariam transportando foguetes de um esconderijo para outro quando a carga explodiu. Os foguetes são do tipo utilizados pelas milícias xiitas para atacar a ultrafortificada Zona Verde de Bagdá.
A explosão deixou uma cratera de cinco metros de diâmetro e mais de 50 feridos com vida. Oito casas próximas desabaram numa pilha de escombros. Os parentes e amigos choravam. Enquanto o veículo pegava fogo, disparava balas em várias direções. Os dois milicianos estavam armados com rifles Kalachnikov.
Inicialmente o incidente mais letal dessa natureza em meses em Bagdá foi considerado um atentado-terrorista suicida. O carro teria sido jogado contra a casa de um policial no distrito de Chaabe, uma área predominantemente xiita próxima à Cidade de Sáder.
Mais tarde, a polícia afirmou ter sido um acidente. Dois membros de uma milícia estariam transportando foguetes de um esconderijo para outro quando a carga explodiu. Os foguetes são do tipo utilizados pelas milícias xiitas para atacar a ultrafortificada Zona Verde de Bagdá.
A explosão deixou uma cratera de cinco metros de diâmetro e mais de 50 feridos com vida. Oito casas próximas desabaram numa pilha de escombros. Os parentes e amigos choravam. Enquanto o veículo pegava fogo, disparava balas em várias direções. Os dois milicianos estavam armados com rifles Kalachnikov.
sábado, 19 de abril de 2008
Muktada ameaça Iraque com "guerra aberta"
O aiatolá Muktada al-Sader ameaçou declarar uma "guerra aberta", se o governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki continuar atacando o Exército Mehdi, a maior milícia do Iraque, com dezenas de milhares de homens"
Hoje pelo sete pessoas morreram no ataque iraquiano-americano à milícia na Cidade de Sader, um bairro pobre xiita da periferia sul de Bagdá. O Exército do Iraque também voltou a atacar em Bássora.
"Esta é a última advertência ao governo do Iraque: ou segue o bom senso e toma o caminho da paz ou vai terminar como o governo anterior", ameaçou Muktada, referindo-se ao regime de Saddam Hussein, que caiu porque foi derrubado pelos Estados Unidos, não por ele.
"Se eles não caírem em si e pararem com a infiltração de milícias, vamos declarar guerra aberta até a libertação."
O movimento de Al-Sader acusa outros partidos xiitas de infiltrar seus milicianos nas forças de segurança, especialmente no Sul, majoritariamente xiita, onde a disputa de poder até há pouco era entre milícias rivais. É a região onde está a maioria do petróleo do Iraque. Há diversos grupos disputando o poder.
Hoje pelo sete pessoas morreram no ataque iraquiano-americano à milícia na Cidade de Sader, um bairro pobre xiita da periferia sul de Bagdá. O Exército do Iraque também voltou a atacar em Bássora.
"Esta é a última advertência ao governo do Iraque: ou segue o bom senso e toma o caminho da paz ou vai terminar como o governo anterior", ameaçou Muktada, referindo-se ao regime de Saddam Hussein, que caiu porque foi derrubado pelos Estados Unidos, não por ele.
"Se eles não caírem em si e pararem com a infiltração de milícias, vamos declarar guerra aberta até a libertação."
O movimento de Al-Sader acusa outros partidos xiitas de infiltrar seus milicianos nas forças de segurança, especialmente no Sul, majoritariamente xiita, onde a disputa de poder até há pouco era entre milícias rivais. É a região onde está a maioria do petróleo do Iraque. Há diversos grupos disputando o poder.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Força Aérea dos EUA volta a bombardear Bagdá
Em apoio às forças do governo do Iraque, que enfrentavam a maior milícia xiita do país, aviões e helicópteros dos Estados Unidos atacaram o bairro xiita de Cidade de Sáder, na periferia sul de Bagdá.
Os combates foram reiniciados no domingo, depois de novo ultimato do primeiro-ministro Nuri al-Maliki ao Exército Mehdi, a milícia do aiatolá Muktada al-Sader. Desde então, pelo menos 25 iraquianos e três soldados americanos foram mortos.
Através de assessores, o aiatolá admitiu entregar as armas, se o governo se comprometer a "acabar com a ocupação americana" ou se receber ordens do grão-aiatolá Ali al-Sistani, maior autoridade eclesiástica do Iraque.
Os combates foram reiniciados no domingo, depois de novo ultimato do primeiro-ministro Nuri al-Maliki ao Exército Mehdi, a milícia do aiatolá Muktada al-Sader. Desde então, pelo menos 25 iraquianos e três soldados americanos foram mortos.
Através de assessores, o aiatolá admitiu entregar as armas, se o governo se comprometer a "acabar com a ocupação americana" ou se receber ordens do grão-aiatolá Ali al-Sistani, maior autoridade eclesiástica do Iraque.
domingo, 6 de abril de 2008
Combate na Cidade de Sader mata 20 no Iraque
Um violento combate as forças de segurança do Iraque, apoiadas pelos Estados Unidos, e o Exército Mehdi, a milícia do aiatolá Muktada al-Sader, causou a morte de pelo menos 20 pessoas na Cidade de Sader, um bairro xiita da periferia sul de Bagdá.
Depois da fracassada ofensiva do governo há duas semanas, Al-Sader ordenou a saída de seus milicianos das ruas.
Mas a tensão voltou a crescer nos últimos dias, quando o aiatolá rebelde convocou uma grande manifestação de protesto contra a ocupação americana, que chamou de Passeta do Milhão, para a próxima quarta-feira, 9 de abril, quinto aniversário da queda do ditador Saddam Hussein.
Depois da fracassada ofensiva do governo há duas semanas, Al-Sader ordenou a saída de seus milicianos das ruas.
Mas a tensão voltou a crescer nos últimos dias, quando o aiatolá rebelde convocou uma grande manifestação de protesto contra a ocupação americana, que chamou de Passeta do Milhão, para a próxima quarta-feira, 9 de abril, quinto aniversário da queda do ditador Saddam Hussein.
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