O Parlamento do Iraque realizou uma sessão extraordinária hoje em Bagdá para discutir medidas de emergência para conter uma revolta popular em Bássora, a maior cidade da região de maioria xiita no Sul do país, onde o governo impôs um toque de recolher noturno, noticiou a Agência France Presse.
As manifestações foram provocadas pela deficiência dos serviços públicos essenciais como o fornecimento de água e de energia elétrica. Desde o início do mês, pelo menos 15 rebeldes morreram em confrontos com as forças de segurança.
Nesta semana, os rebeldes incendiaram o Consulado do Irã e atacaram o aeroporto local com três foguetes Katiúcha. Os ataques a grupos apoiados e financiados pelo Irã mostra um claro repúdio, mesmo em regiões de maioria xiita, à interferência iraniana nos assuntos internos do Iraque.
A violência tende a continuar enquanto os manifestantes não acreditarem nas promessas do governo central de Bagdá. A longo prazo, a consequência pode ser um movimento federalista para dividir o país em regiões com ampla autonomia, como já acontece na região curda no Norte do país.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 8 de setembro de 2018
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Ataques contra xiitas matam 79 pessoas no Iraque
Pelo menos 79 pessoas foram mortas hoje numa nova onda de atentados terroristas contra feiras livres e pontos de ônibus de bairros xiitas em Bagdá, a capital do Iraque, e nas cidades de Bássora e Samarra. Outras 200 pessoas saíram feridas, informa a televisão pública britânica BBC.
O primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki declarou que os terroristas "não serão capazes de nos levar de volta ao conflito sectário", que atingiu o auge em 2006 e 2007.
A violência sectária se agravou no Iraque com a guerra civil na vizinha síria, que opõe a maioria sunita ao governo dominado por alauítas, uma seita nascida do xiismo.
O primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki declarou que os terroristas "não serão capazes de nos levar de volta ao conflito sectário", que atingiu o auge em 2006 e 2007.
A violência sectária se agravou no Iraque com a guerra civil na vizinha síria, que opõe a maioria sunita ao governo dominado por alauítas, uma seita nascida do xiismo.
sábado, 19 de abril de 2008
Muktada ameaça Iraque com "guerra aberta"
O aiatolá Muktada al-Sader ameaçou declarar uma "guerra aberta", se o governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki continuar atacando o Exército Mehdi, a maior milícia do Iraque, com dezenas de milhares de homens"
Hoje pelo sete pessoas morreram no ataque iraquiano-americano à milícia na Cidade de Sader, um bairro pobre xiita da periferia sul de Bagdá. O Exército do Iraque também voltou a atacar em Bássora.
"Esta é a última advertência ao governo do Iraque: ou segue o bom senso e toma o caminho da paz ou vai terminar como o governo anterior", ameaçou Muktada, referindo-se ao regime de Saddam Hussein, que caiu porque foi derrubado pelos Estados Unidos, não por ele.
"Se eles não caírem em si e pararem com a infiltração de milícias, vamos declarar guerra aberta até a libertação."
O movimento de Al-Sader acusa outros partidos xiitas de infiltrar seus milicianos nas forças de segurança, especialmente no Sul, majoritariamente xiita, onde a disputa de poder até há pouco era entre milícias rivais. É a região onde está a maioria do petróleo do Iraque. Há diversos grupos disputando o poder.
Hoje pelo sete pessoas morreram no ataque iraquiano-americano à milícia na Cidade de Sader, um bairro pobre xiita da periferia sul de Bagdá. O Exército do Iraque também voltou a atacar em Bássora.
"Esta é a última advertência ao governo do Iraque: ou segue o bom senso e toma o caminho da paz ou vai terminar como o governo anterior", ameaçou Muktada, referindo-se ao regime de Saddam Hussein, que caiu porque foi derrubado pelos Estados Unidos, não por ele.
"Se eles não caírem em si e pararem com a infiltração de milícias, vamos declarar guerra aberta até a libertação."
O movimento de Al-Sader acusa outros partidos xiitas de infiltrar seus milicianos nas forças de segurança, especialmente no Sul, majoritariamente xiita, onde a disputa de poder até há pouco era entre milícias rivais. É a região onde está a maioria do petróleo do Iraque. Há diversos grupos disputando o poder.
domingo, 30 de março de 2008
Muktada al-Sader ordena recuo de suas forças
Depois de cinco dias de combates ferozes contra forças do governo, o aiatolá Muktada al-Sader, um dos homens mais poderosos do Iraque, ordenou seu Exército Mehdi, a maior milícia em atividade no país, que recue e "colabore com o governo".
O primeiro-ministro Nuri al-Maliki, que comanda pessoalmente a ofensiva governamental, tinha dado prazo até sábado pela manhã às milícias xiitas que dominavam Bássora, a segunda maior cidade iraquiana, para se render e entregar as armas. Diante, da resistência, ampliou o prazo até 8 de abril e ofereceu dinheiro em troca das armas.
A Força Aérea dos Estados Unidos entrou em ação na sexta-feira, bombardeando redutos dos milicianos, sobretudo do Exército Mehdi. Ontem, foi a vez das forças britânicas, que somam 4,1 mil soldados, de avançar rumo a Bássora. Mas elas não têm planos para retomar a cidade, que esteve sob seu controle após a invasão americana.
No final da ofensiva fracassada, que terminou com um empate entre o governo e um grupo armado declarado ilegal e "pior do que Al Caeda" pelo primeiro-ministro, o grande vencedor é Muktada al-Sader, na opinião da revista Foreign Policy um dos grandes beneficiários da invasão americana no Iraque.
O primeiro-ministro Nuri al-Maliki, que comanda pessoalmente a ofensiva governamental, tinha dado prazo até sábado pela manhã às milícias xiitas que dominavam Bássora, a segunda maior cidade iraquiana, para se render e entregar as armas. Diante, da resistência, ampliou o prazo até 8 de abril e ofereceu dinheiro em troca das armas.
A Força Aérea dos Estados Unidos entrou em ação na sexta-feira, bombardeando redutos dos milicianos, sobretudo do Exército Mehdi. Ontem, foi a vez das forças britânicas, que somam 4,1 mil soldados, de avançar rumo a Bássora. Mas elas não têm planos para retomar a cidade, que esteve sob seu controle após a invasão americana.
No final da ofensiva fracassada, que terminou com um empate entre o governo e um grupo armado declarado ilegal e "pior do que Al Caeda" pelo primeiro-ministro, o grande vencedor é Muktada al-Sader, na opinião da revista Foreign Policy um dos grandes beneficiários da invasão americana no Iraque.
sexta-feira, 28 de março de 2008
EUA bombardeiam milícias xiitas no Iraque
A Força Aérea dos Estados Unidos bombardeou hoje as milícias xiitas que resistem em Bássora, no Sul do Iraque, no quarto dia de uma ofensiva governamental para retomar o controle da segunda cidade mais importante do país.
Diante da resistência, o primeiro-ministro Nuri al-Maliki recuou, ampliando em mais 10 dias, até 8 de abril, o ultimamento que venceria na manhã deste sábado para que os milicianos xiitas se rendam. Também ofereceu dinheiro em troca das armas.
Pelo menos 180 pessoas morreram em quatro dias de ferozes combates que ameaçam a trégua declarada em agosto de 2007 pelo aiatolá Muktada al-Sader, chefe do Exército Mehdi, a maior milícia em atuação no Iraque, que recebe apoio e armas do vizinho Irã.
Mais uma vez, a ultraprotegida Zona Verde de Bagdá, onde ficam a sede do governo, o comando militar americano e as embaixadas, foi atingida por foguetes e morteiros, inclusive o escritório de um dos dois vice-presidentes, matando um funcionário. O ataque foi atribuído às forças de Al-Sader.
Em um sinal da divisão dos xiitas, na cidade sagrada de Carbalá, milhares de pessoas saíram às ruas em apoio a Maliki, enquanto na Cidade de Sader, um bairro xiita da periferia sul da capital iraquiana, o primeiro-ministro era acusado de ser um "ditador" e "fantoche dos EUA".
Diante da resistência, o primeiro-ministro Nuri al-Maliki recuou, ampliando em mais 10 dias, até 8 de abril, o ultimamento que venceria na manhã deste sábado para que os milicianos xiitas se rendam. Também ofereceu dinheiro em troca das armas.
Pelo menos 180 pessoas morreram em quatro dias de ferozes combates que ameaçam a trégua declarada em agosto de 2007 pelo aiatolá Muktada al-Sader, chefe do Exército Mehdi, a maior milícia em atuação no Iraque, que recebe apoio e armas do vizinho Irã.
Mais uma vez, a ultraprotegida Zona Verde de Bagdá, onde ficam a sede do governo, o comando militar americano e as embaixadas, foi atingida por foguetes e morteiros, inclusive o escritório de um dos dois vice-presidentes, matando um funcionário. O ataque foi atribuído às forças de Al-Sader.
Em um sinal da divisão dos xiitas, na cidade sagrada de Carbalá, milhares de pessoas saíram às ruas em apoio a Maliki, enquanto na Cidade de Sader, um bairro xiita da periferia sul da capital iraquiana, o primeiro-ministro era acusado de ser um "ditador" e "fantoche dos EUA".
Milícia xiita ataca oleoduto no Iraque
O Exército Mehdi, a maior milícia do Iraque, controlada pelo aiatolá xiita rebelde Muktada al-Sader, desafiou o ultimato do primeiro-ministro Nuri al-Maliki e atacou um oleoduto a sete quilômetros da cidade de Bássora, no Sul do Iraque, região por onde passam 80% do petróleo exportado pelo país. Em conseqüência, o preço do barril de petróleo voltou a passar de US$ 107.
Pelo menos 105 pessoas morreram nos três primeiros dias da ofensiva ordenada por Maliki contra as milícias xiitas que disputam o poder em Bássora. O primeiro-ministro deu prazo até sábado pela manhã para as milícias se renderem.
Num desafio ao governo e às forças de ocupação dos Estados Unidos, milhares de xiitas saíram em passeata no bairro perifério Cidade de Sáder, em Bagdá, protestando contra a ofensiva no Sul do Iraque.
Também houve ataques atribuídos à milícia de Sader contra a ultrafortificada Zona Verde de Bagdá, onde ficam a sede do governo, o comando militar dos EUA e as embaixadas.
Um bombardeio aéreo americano matou pelo menos 30 pessoas em Hilla. Houve combates ainda em Amara e Carbalá.
Pelo menos 105 pessoas morreram nos três primeiros dias da ofensiva ordenada por Maliki contra as milícias xiitas que disputam o poder em Bássora. O primeiro-ministro deu prazo até sábado pela manhã para as milícias se renderem.
Num desafio ao governo e às forças de ocupação dos Estados Unidos, milhares de xiitas saíram em passeata no bairro perifério Cidade de Sáder, em Bagdá, protestando contra a ofensiva no Sul do Iraque.
Também houve ataques atribuídos à milícia de Sader contra a ultrafortificada Zona Verde de Bagdá, onde ficam a sede do governo, o comando militar dos EUA e as embaixadas.
Um bombardeio aéreo americano matou pelo menos 30 pessoas em Hilla. Houve combates ainda em Amara e Carbalá.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Maliki dá ultimato a milícias xiitas no Iraque
No segundo dia de uma ofensiva contra milícias xiitas em Bagdá e Bássora, as duas principais cidades do Iraque, o primeiro-ministro Nuri al-Maliki deu prazo de 72 horas para que elas se entreguem.
Maliki está comandando pessoalmente as operações em Bássora. O líder da principal milícia, conhecida como Exército Mehdi, o aiatolá rebelde Muktada al-Sader, pediu ao primeiro-ministro que voltasse para Bagdá e resolvesse a questão pacificamente.
O ataque ameaça a trégua ordenada por Sader em agosto do ano passado, um fatores da queda do número de mortes na guerra do Iraque.
Maliki está comandando pessoalmente as operações em Bássora. O líder da principal milícia, conhecida como Exército Mehdi, o aiatolá rebelde Muktada al-Sader, pediu ao primeiro-ministro que voltasse para Bagdá e resolvesse a questão pacificamente.
O ataque ameaça a trégua ordenada por Sader em agosto do ano passado, um fatores da queda do número de mortes na guerra do Iraque.
domingo, 16 de dezembro de 2007
Britânicos entregam Bássora ao Iraque
As forças britânicas que invadiram o Sul do Iraque em 2003 entregaram neste domingo o controle da segurança de Bássora, maior cidade da região, às autoridades iraquianas. É a última das quatro províncias que estiveram sob domínio britânico após a ocupação.
O novo governo do Iraque marcou a transferência de poder com uma parada militar considerada a maior demonstração de força desde a ditadura de Saddam Hussein (1979-2003).
Restam agora cerca de 5 mil soldados do Reino Unido no Iraque. Embora seja o segundo maior contingente depois dos Estados Unidos nas forças que invadiram o iraque em 2003 para depor Saddam, sua presença sempre foi mais simbólica. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, prometeu retirar mais 500 soldados até o fim do ano.
Daqui para a frente, os britânicos vão se limitar a operações de apoio e de treinamento das forças de segurança iraquianas.
O novo governo do Iraque marcou a transferência de poder com uma parada militar considerada a maior demonstração de força desde a ditadura de Saddam Hussein (1979-2003).
Restam agora cerca de 5 mil soldados do Reino Unido no Iraque. Embora seja o segundo maior contingente depois dos Estados Unidos nas forças que invadiram o iraque em 2003 para depor Saddam, sua presença sempre foi mais simbólica. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, prometeu retirar mais 500 soldados até o fim do ano.
Daqui para a frente, os britânicos vão se limitar a operações de apoio e de treinamento das forças de segurança iraquianas.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Britânicos concluem retirada de Bássora
O primeiro-ministro Gordon Brown, que herdou a ocupação do Iraque de Tony Blair, tentou apresentar a retirada britânica de Bássora, a segunda maior cidade do Iraque, como uma vitória. Mas o contingente britânico nunca foi suficiente para encarar o real programa de segurança da região Sul do país: a ação de milícias xiitas patrocinadas e armadas pelo vizinho Irã.
Há pelo menos dois anos, os britânicos perderam o controle que inicialmente tiveram no Sul do Iraque, mais um sinal da inutilidade da participação do Reino Unido, tema da matéria de capa do jornal The Independent hoje.
Há pelo menos dois anos, os britânicos perderam o controle que inicialmente tiveram no Sul do Iraque, mais um sinal da inutilidade da participação do Reino Unido, tema da matéria de capa do jornal The Independent hoje.
domingo, 26 de agosto de 2007
Líderes curdos, sunitas e xiitas anunciam acordo
Os principais líderes curdos, sunitas e xiitas do Iraque anunciaram neste domingo um acordo sobre leis consideradas essenciais para a reconciliação nacional do Iraque, enquanto o primeiro-ministro Nuri al-Maliki acusava altos funcionários dos Estados Unidos e da França que pediram sua demissão.
A Força Aérea dos EUA atacou alvos por todo o Iraque hoje. Em Bássora, no Sul do Iraque, milicianos xiitas ocuparam temporariamente um posto de controle que estava sob controle britânico e foi entregue aos iraquianos. Dezenas de milhares de xiitas começaram sua peregrinação anual à cidade sagrada de Carbalá, apesar do risco de violência.
Numa rara demonstração de unidade, o xiita Maliki, acusado de querer acertas contas do passado em vez de pensar no futuro do Iraque, apareceu na televisão ao lado do presidente Jalal Talabani, que é curdo; do vice-presidente Tarek al-Hachemi, sunita; do vice-presidente Adel Abdul Mehdi, xiita; e Massoud Barzani, presidente da semi-autônoma região do Curdistão.
Entre os acordos, há novas regras sobre a desbaathificação do país, permitindo que antigos membros do Partido Baath, do ditador executado Saddam Hussein, sejam militares ou funcionários públicos civis.
Maliki protestou contra os senadores democratas americanos Hillary Clinton e Carl Levin, e o ministro do Exterior francês, Bernard Kouchner, que pediram seu afastamento.
Numa democracia, afirmou o primeiro-ministro, só cabe aos iraquianos decidir quem vai governar o Iraque: "Hillary Clinton e Carl Levin são democratas. Devem respeitar a democracia. Falam do Iraque como se fosse sua propriedade."
Em seguida, Maliki criticou Kouchner: "Recebi recentemente o chanceler francês. Estávamos satisfeiros com ele. Esperávamos estar começando uma nova era, porque a França apoiava o antigo regime. De repente, somos surpreendidos com uma declaração do ministro que nada tem de diplomática, quando pede a troca do governo".
Kouchner disse em entrevista à revista americana Newsweek que "muita gente acredita que o primeiro-ministro deve ser mudado. Mas não sei se isto vai acontecer porque parece que o presidente Bush é muito ligado ao Maliki. Mas o governo não está funcionando".
A Força Aérea dos EUA atacou alvos por todo o Iraque hoje. Em Bássora, no Sul do Iraque, milicianos xiitas ocuparam temporariamente um posto de controle que estava sob controle britânico e foi entregue aos iraquianos. Dezenas de milhares de xiitas começaram sua peregrinação anual à cidade sagrada de Carbalá, apesar do risco de violência.
Numa rara demonstração de unidade, o xiita Maliki, acusado de querer acertas contas do passado em vez de pensar no futuro do Iraque, apareceu na televisão ao lado do presidente Jalal Talabani, que é curdo; do vice-presidente Tarek al-Hachemi, sunita; do vice-presidente Adel Abdul Mehdi, xiita; e Massoud Barzani, presidente da semi-autônoma região do Curdistão.
Entre os acordos, há novas regras sobre a desbaathificação do país, permitindo que antigos membros do Partido Baath, do ditador executado Saddam Hussein, sejam militares ou funcionários públicos civis.
Maliki protestou contra os senadores democratas americanos Hillary Clinton e Carl Levin, e o ministro do Exterior francês, Bernard Kouchner, que pediram seu afastamento.
Numa democracia, afirmou o primeiro-ministro, só cabe aos iraquianos decidir quem vai governar o Iraque: "Hillary Clinton e Carl Levin são democratas. Devem respeitar a democracia. Falam do Iraque como se fosse sua propriedade."
Em seguida, Maliki criticou Kouchner: "Recebi recentemente o chanceler francês. Estávamos satisfeiros com ele. Esperávamos estar começando uma nova era, porque a França apoiava o antigo regime. De repente, somos surpreendidos com uma declaração do ministro que nada tem de diplomática, quando pede a troca do governo".
Kouchner disse em entrevista à revista americana Newsweek que "muita gente acredita que o primeiro-ministro deve ser mudado. Mas não sei se isto vai acontecer porque parece que o presidente Bush é muito ligado ao Maliki. Mas o governo não está funcionando".
segunda-feira, 5 de março de 2007
Tortura no Iraque levanta dúvidas sobre Maliki
Uma operação de busca e apreensão em escritórios do serviço secreto do Iraque em Bássora, cidade de maioria xiita, revelou o emprego de tortura contra sunitas. Isso estimula o sectarismo, aumentando o risco de guerra civil. Mas, em vez de discutir a tortura, observa o jornal The Wall Street Journal, o primeiro-ministro Nuri al-Maliki preferiu criticar a operação, realizada por forças britânicas, o que suscita dúvidas sobre a capacidade do chefe de governo de pacificar o país.
Foi uma operação de assalto de soldados britânicos e forças especiais iraquianas contra o quartel-general do serviço secreto do Iraque em Bássora, a principal cidade do Sul do país, majoritariamente xiita. Lá, eles encontraram 30 presos, inclusive uma mulher e duas crianças, alguns com marcas de tortura.
Em comunicado oficial, as forças britânicas alegaram estar procurando o "conhecido líder de um esquadrão da morte", informou a TV pública BBC. Para o jornal The New York Times, é mais uma operação como as realizdas em delegacias de polícia da capital e no Ministério do Interior.
Um porta-voz do Ministério do Interior declarou ao jornal USA Today que mais de 10 mil funcionários foram demitidos ou realocados por tortura, corrupção ou ligação com milícias. Quase todas as alegações são de agressões de policiais xiitas contra sunitas.
Maliki promete acabar com suas práticas mas sua polícia é considerada muito ligada às milícias xiitas.
A operação acontece no momento em que as forças dos Estados Unidos e do Iraque começam a entrar na Cidade de Sader, o bairro xiita de Bagdá dominado pelo Exército Mehdi, a milícia leal ao aiatolá rebelde Muktada al-Sader, que teria fugido para o Irã.
Foi uma operação de assalto de soldados britânicos e forças especiais iraquianas contra o quartel-general do serviço secreto do Iraque em Bássora, a principal cidade do Sul do país, majoritariamente xiita. Lá, eles encontraram 30 presos, inclusive uma mulher e duas crianças, alguns com marcas de tortura.
Em comunicado oficial, as forças britânicas alegaram estar procurando o "conhecido líder de um esquadrão da morte", informou a TV pública BBC. Para o jornal The New York Times, é mais uma operação como as realizdas em delegacias de polícia da capital e no Ministério do Interior.
Um porta-voz do Ministério do Interior declarou ao jornal USA Today que mais de 10 mil funcionários foram demitidos ou realocados por tortura, corrupção ou ligação com milícias. Quase todas as alegações são de agressões de policiais xiitas contra sunitas.
Maliki promete acabar com suas práticas mas sua polícia é considerada muito ligada às milícias xiitas.
A operação acontece no momento em que as forças dos Estados Unidos e do Iraque começam a entrar na Cidade de Sader, o bairro xiita de Bagdá dominado pelo Exército Mehdi, a milícia leal ao aiatolá rebelde Muktada al-Sader, que teria fugido para o Irã.
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