Mostrando postagens com marcador Maliki. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maliki. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

EUA bombardeiam jihadistas perto de hidrelétrica

Depois de anunciar o rompimento do cerco ao povo yázidi no Monte Simjar, os Estados Unidos voltaram a atacar hoje posições da milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante, desta vez perto da hidrelétrica de Mossul, no Norte do Iraque.

Horas antes, o grupo terrorista teria matado 80 homens e raptado 100 mulheres do povo yázidi, considerado maldito pelos jihadistas por professor o zoroastrismo, uma das mais antigas religiões do Oriente Médio.

Hoje o grão-aiatolá Ali al-Sistani deu apoio ao primeiro-ministro designado Heidar al-Abadi. A impotência das forças de segurança iraquianas diante da ofensiva do EIIL gerou uma crise política que derrubou o primeiro-ministro Nuri al-Maliki. Ele ainda tentou resistir, mas sua base de apoio entrou em colapso.

terça-feira, 20 de março de 2012

Atentados matam 49 no aniversário da invasão do Iraque

Uma série de mais de 20 explosões coordenadas mataram pelo menos 49 pessoas e feriram outras 232 no Iraque hoje, nono aniversário da invasão do país ordenada pelo então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para derrubar o ditador Saddam Hussein. As suspeitas recaem sobre a rede terrorista Al Caeda.

Duas bombas explodiram no centro da capital iraquiana, matando cinco pessoas perto de um ponto de ônibus. Outras três morreram com a explosão de um carro-bomba diante do Ministério do Exterior.

Na cidade curda de Kirkuk, um carro-bomba estacionado diante de uma delegacia matou 13 policiais. Um civil morreu em outro incidente. Na cidade sagrada xiita de Carbalá, duas explosões mataram mais 13 pessoas

Os atentados são uma ameaça para a reunião de cúpula da Liga Árabe marcada para a próxima semana em Bagdá. Também confirmam o ressurgimento d'al Caeda no país. A organização terrorista matou mais de 20 policiais no início do mês na província de Ambar e seria responsável por um atentado em fevereiro contra a academia da polícia.

Para tentar passar uma imagem de normalidade depois da retirada das tropas dos EUA no fim do ano passado, o primeiro-ministro Nuri al-Maliki fez um apelo aos líderes árabes que participem da reunião de cúpula. Mas há um temor de que a onda de terror aumente com a aproximação do encontro, adverte o jornal The Washington Post.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Saída dos EUA acirra luta pelo poder no Iraque

Um dia depois que as últimas tropas de combate dos Estados Unidos deixaram o Iraque, o governo do primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki ordenou a prisão do vice-presidente sunita Tarik al-Hashimi, acusando-o por ataques a bomba e acirrando a luta pelo poder.

O vice-primeiro-ministro sunita já havia denunciado uma onda de prisões de antigos militantes do partido Baath, que governava o país sob a ditadura de Saddam Hussein (1979-2003), considerando a ação de Maliki ditatorial.

Agora, os sunitas ameaçam abandonar o governo de união nacional. Os EUA temem que as instituições que ajudaram os iraquianos a construir - a Justiça, a polícia e os meios de comunicação - sejam usados por Maliki para consolidar seu poder, observa o jornal americano The New York Times.

O conflito sectário entre árabes sunitas e árabes xiitas quase levou o país a uma guerra civil aberta e generalizada a partir de 22 de fevereiro de 2006, quando um ataque destruiu uma mesquita xiita na cidade de Samarra.

sábado, 5 de novembro de 2011

EUA perderam guerra no Iraque, diz Wallerstein

As Forças Armadas dos Estados Unidos saem derrotadas do Iraque depois de oito anos e oito meses de invasão, afirma o professor de relações internacionais Immanuel Wallerstein, da Universidade de Yale, um dos maiores pensadores marxistas americanos.

Wallerstein considera uma derrota comparável à da Guerra do Vietnã. Na sua descrição das negociações para manter 10 mil soldados dos EUA para treinar as forças de segurança do Iraque, só o primeiro-ministro Nuri al-Maliki queria dar imunidade aos soldados americanos.

Nem mesmo o líder não religioso sunita Ayad Allawi e o presidente Jalal Talabani, um curdo, tidos como os maiores aliados dos EUA, foram contra. E o líder religioso xiita Muktada al-Sader, o aiatolá rebelde, ameaçou retirar o apoio de sua bancada ao governo Maliki.

Em artigo publicado no jornal mexicano La Jornada, o pesquisador de Yale atribui a derrota ao nacionalismo iraquiano e vê Muktada como grande vencedor, chegando a arriscar que ele poderá ser primeiro-ministro do Iraque.

Muktada al-Sader teve sua prisão decretada no auge do conflito sectário entre sunitas e xiitas, refugiou-se no Irã para não ser preso pelos EUA e voltou com a proteção política das novas autoridades iraquianas.

domingo, 9 de outubro de 2011

Iraque se alia ao Irã e apoia ditadura na Síria

Apesar de ter recebido mais de US$ 8 bilhões em ajuda direta dos Estados Unidos desde a queda da ditadura de Saddam Hussein em 2003, o Iraque vai contra a política externa americana para o Oriente Médio ao apoiar o Irã, o reconhecimento pela ONU da independência da Palestina e dar ajuda essencial à sobrevivência da ditadura de Bachar Assad na Síria.

Quase sete meses depois do início da revolta popular síria, em 15 de março de 2011, a Turquia e vários países árabes condenaram a repressão violenta responsável por mais de 2,9 mil mortes e reduziram seus laços diplomáticos com o regime de Damasco, mas não o Irã nem o Iraque, observa o jornal The Washington Post.

"Acreditamos que a Síria poderá superar a crise atual através de reformas", afirmou no último dia 30 de setembro o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, na contramão de uma série de declarações de autoridades dos EUA exigindo a renúncia imediata de Assad. Suas palavras reproduziram a proposta feita semanas antes pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para que "os sírios façam eles mesmo as reformas necessárias".

Maliki também defendeu a independência palestina e o direito do Irã de desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos, ignorando as posições americanas.

Para David Pollock, analista de Oriente Médio no Departamento de Estado no governo George Walker Bush, "a manutenção do regime de Assad é do maior interesse para o Irã", e "o Irã precisa do Iraque para tentar salvar seu aliado em Damasco".

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

domingo, 24 de outubro de 2010

Supremo manda parlamento formar governo no Iraque

O Supremo Tribunal de Justiça do Iraque mandou hoje o parlamento se reunir, declarando inconstitucional o impasse de sete meses para formação de um novo governo depois das eleições de 7 de março de 2010, . Agora, os deputados têm prazo de duas semanas para retomar as atividades parlamentares.

A maioria dos deputados está boicotando a Assembleia Nacional enquanto as diferentes facções não chegam a um acordo.

Os blocos mais votados foram do primeiro-ministro Nri al-Maliki e do ex-primeiro-ministro Ayad Allawi. Até hoje, nenhum dois dois foi capaz de obter apoio da maioria absoluta dos deputados para formar o novo governo.

Allawi acusa o atual governo de ter leiloado licenças de exploração de petróleo e gás sem ter autoridade para isso e promete anulá-las se chegar ao poder.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Obama anuncia fim da guerra no Iraque

Em discurso hoje à noite no Salão Oval da Casa Branca, o presidente Barack Obama deve declarar oficialmente encerrada a invasão do Iraque, mas não o trabalho dos militares dos Estados Unidos. Pelo menos 50 mil ficam treinando as forças de segurança iraquianas e combatendo o terrorismo.

O secretário da Defesa, Robert Gates, foi cauteloso. Não quis cantar vitória, como fez o presidente George W. Bush prematuramente em 1º de maio de 2003.

O primeiro-ministro Nuri al Maliki afirmou que agora o Iraque é “soberano e independente”. Em Bagdá, a população tem medo de ataques terroristas. Um morador declarou à agência Reuters que a ocupação só acaba com a retirada de todos os soldados dos EUA.

Como o Exército do Iraque ainda é fraco, em Kirkuk, um curdo manifestou o temor de que países vizinhos intervenham e que haja uma proliferação de grupos armados.

Mais de 4,4 mil soldados americanos e pelo menos 100 mil civis iraquianos foram mortos na guerra para derrubar o ditador Saddam Hussein. O custo da guerra é estimado em US$ 3 trilhões, mais de R$ 5 trilhões.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Iraque anuncia morte de líderes d'al Caeda

O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki anunciou hoje a morte de dois importantes líderes da rede terrorista Al Caeda no Iraque.

A pedido de Maliki, os votos das eleições parlamentares em Bagdá serão recontados. Sua coligação ficou em segundo lugar nas eleições de 7 de março. Pode sair vencedora depois da recontagem.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Deputados podem ser impugnados no Iraque

Seis deputados eleitos para a Assembleia Nacional do Iraque pela aliança não religiosa do ex-primeiro-ministro Ayad Allawi podem ser impugnados por ligações com o extinto partido sunita Baath, de Saddam Hussein, o ditador deposto e executado.

A reviravolta daria a vitória nas eleições parlamentares de 7 de março de 2010 ao atual primeiro-ministro, o xiita Nuri al-Maliki.

Pelo resultado oficial, Allawi seria líder de uma bancada de 91 deputados e Maliki teria 89 aliados. Com a impugnação, Maliki ficaria em primeiro lugar. Qualquer um vai precisar formar um governo de coalizão para ter maioria na Assembleia.

sábado, 27 de março de 2010

Allawi busca alianças para governar Iraque

O ex-primeiro-ministro Ayad Allawi, líder da aliança laica vencedora das eleições parlamentares de 7 de março de 2010, que elegeu 91 deputados, declarou estar aberto ao diálogo.

Allawi já teria convidado o atual primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, líder de uma aliança xiita moderada que fez 89 deputados na Assembleia Nacional, de 325 cadeiras, para participar do futuro governo.

terça-feira, 30 de junho de 2009

EUA saem das cidades iraquianas

Seis anos depois da invasão do Iraque, os Estados Unidos retiraram hoje todos os seus soldados que patrulhavam cidades do país. Cerca de 131 mil soldados americanos recuam para suas bases, mas podem ser chamados para emergências.

A transição foi festejada nas ruas e presidida pelo primeiro-ministro Nuri al-Maliki. De agora em diante, as forças de segurança iraquianas serão responsáveis pelo policiamento nas cidades.

O comandante militar dos EUA no Iraque, general Ray Odierno, declarou estar confiante de que os iraquianos estão preparados para sua nova missão.

Em Washington, o presidente Barack Obama declarou que foi um passo importante para a retirada de todas as tropas americanas de combate até setembro de 2010 e a retirada total até 2011. Mas não tem ilusões.

Obama citou como exemplo do desafio a explosão de um carro-bomba que matou 25 pessoas hoje em Kirkuk, na região curda do Norte do Iraque, hoje a região mais violenta do país, por causa do conflito entre os curdos e os árabes sunitas que migraram para lá por ordem do governo Saddam Hussein (1979-2003).

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Obama chega ao Iraque

O senador Barack Obama, candidato do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 4 de novembro, chegou hoje ao Iraque depois de visitar o Afeganistão, assinalando uma mudança de prioridade para o conflito afegão, caso conquiste a Casa Branca.

Obama visitou os soldados americanos e se encontrou separadamente com o primeiro-ministro Nuri al-Maliki, um xiita, e o presidente Jalal Talabani, um curdo, a quem reiterou sua proposta de retirar das tropas de combate dos Estados Unidos do país em 16 meses.

Se for eleito, Obama toma posse em janeiro e pretende concluir a retirada em um ano e quatro meses. O primeiro-ministro Maliki, que estava pressionando o governo George Walker Bush a estabelecer um cronograma para a saída das forças americanas, concordou em princípio com o plano de Obama.

Só ficariam no Iraque os militares americanos envolvidos no treinamento das forças de segurança e um pequeno contingente para combater a rede terrorista Al Caeda.

sábado, 19 de julho de 2008

Maliki concorda com plano de retirada de Obama

O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, concordou, em princípio, com o plano de retirada das forças dos Estados Unidos do Iraque proposto pelo senador Barack Obama, candidato do Partido Democrata à Casa Branca em 4 de novembro.

Nas negociações com o atual presidente, George Walker Bush, para assinatura de um pacto de segurança EUA-Iraque, Maliki está exigindo um cronograma para a saída das forças americanas do Iraque.

Obama disse anterioramente que não pretende ter bases militares permanentes no Iraque, ao contrário do que seriam as intenções de Bush.

terça-feira, 8 de abril de 2008

General pede pausa na saída de tropas do Iraque

Depois de admitir que os progressos na guerra são "frágeis e reversíveis", o comandante militar dos Estados Unidos no Iraque, general David Petraeus, pediu hoje uma pausa na retirada das tropas americanas em julho, quando haverá 140 mil soldados americanos no país, para reavaliar a situação. Nesta quarta-feira, faz cinco anos da queda do ditador Saddam Hussein.

Em depoimento no Congresso, onde foi interrogado pelos três candidatos à Casa Branca na eleição presidencial de 4 de novembro, o general deixou entender que preferia não mandar soldados de volta para casa, como pediu aos gritos um manifestante enquanto ele propunha a pausa.

Antes do depoimento do general, o candidato do Partido Republicano à presidência, senador John McCain, defensor da guerra e do aumento de tropas ordenado pelo governo George W. Bush no ano passado, elogiou a redução da violência. Para McCain, uma retirada rápida, como querem seus adversários do Partido Democrática, seria catastrófica para o Oriente Médio e os interesses dos EUA, provavelmente provocando um "genocídio", palavra que usou diversas vezes.

Veterano do Vietnã, McCain tenta posar como o candidato mais qualificado para ser comandante-em-chefe, embora tenha confundido sunitas com xiitas em recente viagem ao Oriente Médio.

O general Petraeus destacou a redução do número de mortes e atentados desde junho do ano passado, quando o reforço ordenado por Bush começou a dar resultado no campo de batalha. Na época, o Iraque estava à beira de uma guerra civil entre árabes sunitas e árabes xiitas capaz de se transformar numa conflagração geral no Oriente Médio. Mas admitiu que o progresso é "frágil e reversível".

Há sinais claros de que os iraquianos rejeitam a violência terrorista da rede Al Caeda, liderada por Ossama ben Laden, que sugeriu no mês passado que o Iraque é a base ideal para "libertar a Palestina", afirmou o general. Os sunitas se organizaram em milícias conhecidas como Os Filhos do Iraque, que hoje tem 90 mil homens e são aliadas dos EUA.

Se a situação melhorou nas regiões de maioria sunita, os combates de duas semanas atrás nas áreas xiitas de Bagdá e Bássora revelam uma competição por recursos e poder que estava controlada por causa da trégua declarada em agosto do ano passado pelo aiatolá Muktada al-Sader, líder do Exército Mehdi, a maior milícia do Iraque.

Mais uma vez, declarou o general Petraeus, ficou evidente "o papel destrutivo do Irã", que teria treinado comandos e fornecido as armas usadas nos ataques contra a superprotegida Zona Verde da capital iraquiana, onde ficam o governo, as embaixadas estrangeiras e o comando militar dos EUA.

"A Síria deu alguns passos positivos mas não faz o suficiente para impedir o envio de armas e recursos para a Al Caeda", prosseguiu o comandante americano.

Ao mesmo tempo, a ineficiência das forças de segurança e do governo do Iraque "alimentam a criminalidade e a violência. Estamos monitorando de perto as mortes de civis", acrescentou Petraeus, o contrário do que fazia o primeiro comandante militar americano no Iraque, general Tommy Franks, que declarou no início da guerra: "Não contamos corpos".

"O número de ataques é muito menor do que há um ano", comentou o general Petraeus, "o que impede Al Caeda de reestimular a violência sectária" entre sunitas e xiitas. Al Caeda está assim mais distante do povo iraquiano.

Para que os EUA tenham sucesso, propôs o general, a ação militar precisa ser combinada com operações de inteligência, diplomacia e a reconciliação política dos iraquianos. Ele admitiu que as eleições regionais e municipais e a volta dos refugiados criarão novos desafios a partir do outono no Hemisfério Norte, razão pela qual se opõe à retirada defendida pelos candidatos democratas, que "aumentaria os riscos regionais e globais para os EUA", especialmente na guerra contra Al Caeda.

A rede terrorista está em fuga mas não foi derrotada, concluiu. Sua área de operação diminuiu, mas os jihadistas tentam se estabelecer em Mossul, na região curda no Norte do Iraque.

Por isso, Petraeus considera sem sentido estabelecer um cronograma para a retirada antes de fazer uma profunda reavaliação.

Em resposta às perguntas dos senadores, o comandante militar americano reconheceu que a operação do governo iraquiano contra as milícias xiitas "poderia ser sido muito mais planejada". Ele só foi informado em cima da hora pelo primeiro-ministro Nuri al-Maliki e o desempenho das tropas iraquianas foi medíocre.

Com a intenção de marcar suas diferenças em relação a McCain e se apresentar como mais qualificada para ser comandante-em-chefe do que seu rival democrata, o senador Barack Obama, a senadora Hillary Clinton insistiu em que o governo Bush está sempre afirmando que está fazendo progressos, que a situação esta melhorando e que em breve tudo estará muito melhor no Iraque: "Mas o que vemos na prática é uma repetição das políticas fracassadas".

Se os adversários de uma retirada apontam para os riscos de uma saída rápida das tropas americanas do país conflagrado pela invasão e derrocada de Saddam Hussein, que caiu há cinco anos, em 9 de abril de 2003, Hillary alerta para os custos de continuar na guerra que ela apoiou com seu voto no Senado. A senadora promete iniciar a retirada 60 dias depois de sua posse, se for eleita presidente.

Para marcar sua diferença em relação aos outros dois candidatos e se apresentar como o único que foi contra a guerra desde o início, Obama fala em retirar todas as forças de combate americanas do Iraque em um ano e meio, deixando um contingente de 30 mil soldados para treinar as forças de segurança iraquianas.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Iraque anuncia mais operações contra milícias

Apesar do fracasso da ofensiva da semana passada, que causou 461 mortes, o primeiro-ministro Nuri al-Maliki anunciou hoje que vai ordenar mais operações militares contra as milícias no Iraque.

O problema é que o Exército do Iraque teve um desempenho medíocre nos combates, desanimando as forças dos Estados Unidos, que estão treinando os iraquianos.

Para o tenente-coronel americano Joe McLamb, os combates da semana passada no bairro de Chula, em Bagdá, foram os mais violentos que ele viu na guerra do Iraque. "Foram também os mais ineficientes, em termos da capacidade do inimigo de impor sua vontade sobre nós".

Vários soldados iraquianos abandonaram suas armas e posições sem disparar um tiro. É uma indicação de que os EUA ficaram presos no atoleiro iraquiano por muito tempo.

Na cidade de Hilla, os americanos travaram um tiroteio com rebeldes e pediram apoio aéreo. Helicópteros de combate dos EUA bombardearam a cidade provocando a morte de civis inocentes.

Um carro-bomba explodiu em Bagdá matando três pessoas e ferindo outras 10.

domingo, 30 de março de 2008

Muktada al-Sader ordena recuo de suas forças

Depois de cinco dias de combates ferozes contra forças do governo, o aiatolá Muktada al-Sader, um dos homens mais poderosos do Iraque, ordenou seu Exército Mehdi, a maior milícia em atividade no país, que recue e "colabore com o governo".

O primeiro-ministro Nuri al-Maliki, que comanda pessoalmente a ofensiva governamental, tinha dado prazo até sábado pela manhã às milícias xiitas que dominavam Bássora, a segunda maior cidade iraquiana, para se render e entregar as armas. Diante, da resistência, ampliou o prazo até 8 de abril e ofereceu dinheiro em troca das armas.

A Força Aérea dos Estados Unidos entrou em ação na sexta-feira, bombardeando redutos dos milicianos, sobretudo do Exército Mehdi. Ontem, foi a vez das forças britânicas, que somam 4,1 mil soldados, de avançar rumo a Bássora. Mas elas não têm planos para retomar a cidade, que esteve sob seu controle após a invasão americana.

No final da ofensiva fracassada, que terminou com um empate entre o governo e um grupo armado declarado ilegal e "pior do que Al Caeda" pelo primeiro-ministro, o grande vencedor é Muktada al-Sader, na opinião da revista Foreign Policy um dos grandes beneficiários da invasão americana no Iraque.

sábado, 29 de março de 2008

Muktada não entrega armas do Exército Mehdi

Em aberto desafio ao primeiro-ministro Nuri al-Maliki, o aiatolá rebelde Muktada al-Sader advertiu neste sábado que só entregará as armas do seu Exército Mehdi, a maior milícia em atividade no Iraque, a um "governo independente", sugerindo que o atual é fantoche dos Estados Unidos.

O primeiro-ministro permanece em Bássora, a segunda maior cidade iraquiana e centro da indústria do petróleo, comandando a ofensiva contra as milícias xiitas que controlam a região. Maliki chegou a acusar os milicianos liderados por Al-Sader de "piores do que Al Caeda".

As autoridades iraquianas prorrogaram o toque de recolher em Bagdá e Bássora por tempo indeterminado.

Em cinco dias de combate, pelo menos 300 pessoas morreram.

sexta-feira, 28 de março de 2008

EUA bombardeiam milícias xiitas no Iraque

A Força Aérea dos Estados Unidos bombardeou hoje as milícias xiitas que resistem em Bássora, no Sul do Iraque, no quarto dia de uma ofensiva governamental para retomar o controle da segunda cidade mais importante do país.

Diante da resistência, o primeiro-ministro Nuri al-Maliki recuou, ampliando em mais 10 dias, até 8 de abril, o ultimamento que venceria na manhã deste sábado para que os milicianos xiitas se rendam. Também ofereceu dinheiro em troca das armas.

Pelo menos 180 pessoas morreram em quatro dias de ferozes combates que ameaçam a trégua declarada em agosto de 2007 pelo aiatolá Muktada al-Sader, chefe do Exército Mehdi, a maior milícia em atuação no Iraque, que recebe apoio e armas do vizinho Irã.

Mais uma vez, a ultraprotegida Zona Verde de Bagdá, onde ficam a sede do governo, o comando militar americano e as embaixadas, foi atingida por foguetes e morteiros, inclusive o escritório de um dos dois vice-presidentes, matando um funcionário. O ataque foi atribuído às forças de Al-Sader.

Em um sinal da divisão dos xiitas, na cidade sagrada de Carbalá, milhares de pessoas saíram às ruas em apoio a Maliki, enquanto na Cidade de Sader, um bairro xiita da periferia sul da capital iraquiana, o primeiro-ministro era acusado de ser um "ditador" e "fantoche dos EUA".

quarta-feira, 26 de março de 2008

Maliki dá ultimato a milícias xiitas no Iraque

No segundo dia de uma ofensiva contra milícias xiitas em Bagdá e Bássora, as duas principais cidades do Iraque, o primeiro-ministro Nuri al-Maliki deu prazo de 72 horas para que elas se entreguem.

Maliki está comandando pessoalmente as operações em Bássora. O líder da principal milícia, conhecida como Exército Mehdi, o aiatolá rebelde Muktada al-Sader, pediu ao primeiro-ministro que voltasse para Bagdá e resolvesse a questão pacificamente.

O ataque ameaça a trégua ordenada por Sader em agosto do ano passado, um fatores da queda do número de mortes na guerra do Iraque.