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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Primeiro-ministro do Iraque cai em meio a revolta com 350 mortes

Sob pressão do principal líder religioso do Iraque, o grão-aiatolá Ali al-Sistani, por causa de uma revolta popular com 350 mortes, o primeiro-ministro Adel Abdul Mahdi vai apresentar amanhã sua renúncia à Assembleia Nacional. 

Sua queda atende a uma das exigências dos manifestantes que saem às ruas desde 1º de outubro em protesto contra a corrupção, o desemprego, a miséria, a péssima qualidade dos serviços públicos e a crescente influência do Irã.

Com a repressão violenta das forças de segurança e o grande número de mortos, o governo perdeu toda legitimidade. Depois de mais 35 mortes ontem, a situação se tornou insustentável. 

A declaração do aiatolá foi o empurrão final num governo medíocre que durou um ano e um mês. Ontem, a violência começou com um ataque ao Consulado Iraniano na cidade de Najaf e logo se espalhou pelo Sul do Iraque, onde a grande maioria da população é muçulmana xiita. Meu comentário:

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Protestos contra governo do Iraque resultam em 33 mortes

Pelo quarto dia seguido, milhares de iraquianos protestam contra a corrupção, a miséria, o desemprego e a falta de serviços públicos essenciais. O governo reage com gás lacrimogênio e munição real. Ao menos 33 pessoas foram mortas, 40 de acordo com grupos de defesa dos direitos humanos.

Dezesseis anos depois da invasão ordenada pelo presidente George W. Bush para derrubar o ditador Saddam Hussein, o Iraque ainda sofre as pesadas consequências da invasão americana, feita sob o falso pretexto de que o Iraque possuía armas de destruição em massa. 

Há quatro dias, milhares de pessoas, sobretudo jovens, protestam nas ruas de Bagdá e das principais cidades do Sul do país contra a corrupção, a miséria, que afeta a maioria dos 40 milhões de habitantes, o desemprego, que atinge 25% dos jovens, e a falta de serviços básicos como o fornecimento de água e energia elétrica. 

A infraestrutura já apresentava problemas por causa dos oitos anos da guerra contra o Irã nos anos 1980s e das sanções impostas pelas Nações Unidas depois da Guerra do Golfo de 1991, para expulsar os iraquianos do Kuwait. 

Desde que os bombardeios dos Estados Unidos arrasaram a infraestrutura do Iraque, o país com a quinta maior reserva mundial de petróleo não consegue fornecer energia regularmente nem para a capital. Meu comentário:
No quinto dia de protestos, o total de mortos chegou a 93 pessoas. Mais de 4 mil soldados americanos foram mortos desde a invasão de 2003. O sítio Iraq Body County estimou o total de mortos em 288 mil.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

EUA bombardeiam jihadistas perto de hidrelétrica

Depois de anunciar o rompimento do cerco ao povo yázidi no Monte Simjar, os Estados Unidos voltaram a atacar hoje posições da milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante, desta vez perto da hidrelétrica de Mossul, no Norte do Iraque.

Horas antes, o grupo terrorista teria matado 80 homens e raptado 100 mulheres do povo yázidi, considerado maldito pelos jihadistas por professor o zoroastrismo, uma das mais antigas religiões do Oriente Médio.

Hoje o grão-aiatolá Ali al-Sistani deu apoio ao primeiro-ministro designado Heidar al-Abadi. A impotência das forças de segurança iraquianas diante da ofensiva do EIIL gerou uma crise política que derrubou o primeiro-ministro Nuri al-Maliki. Ele ainda tentou resistir, mas sua base de apoio entrou em colapso.

sábado, 14 de junho de 2014

Grão-aiatolá do Iraque convoca população a pegar em armas

O grão-aiatolá Ali al-Sistani, maior autoridade religiosa do Iraque, fez um apelo hoje à população para que pegue em armas para se defender da ofensiva da milícia fundamentalista sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante, uma dissidência da rede terrorista Al Caeda.

Durante a oração das sextas-feiras, a folga religiosa semanal dos muçulmanos, um assessor de Sistani alertou para a necessidade de preparar a resistência contra o grupo radical.