Uma caminhonete feriu pelo menos 18 pessoas, três em estado grave, ao subir uma calçada no centro de Xangai, a maior cidade da China, por volta das nove da manhã desta sexta-feira pela hora local (23h de quinta-feira em Brasília).
Quando o carro parou, começou um pequeno incêndio logo controlado pelos bombeiros. As autoridades chinesas disseram estar tratando o caso como um acidente de trânsito e não como uma ação deliberada, um ataque terrorista como tantos cometidos com veículos nos Estados Unidos, na Europa e em Israel.
A China reprime os muçulmanos da província de Xinjiang, no Noroeste do país, enviando cada vez mais chineses da etnia dominante hã para submeter os uigures, um povo islâmico de origem turca.
Há um Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental. Em 28 de outubro de 2013, jogou um carro contra as barreiras de segurança na Praça da Paz Celestial, em Beijim. Cinco pessoas morreram no atentado, entre eles os três terroristas ocupantes do veículo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Dois atentados terroristas deixam cinco mortos em Istambul
A explosão de um carro-bomba em frente a uma delegacia de polícia seguida de uma tentativa de atacá-la terminou com a morte de um policial e dois terroristas no distrito de Sultanbeili, em Istambul. Em seguida, os rebeldes atacaram a cena do crime, matando o chefe da equipe de desarme de bombas.
Pouco depois do segundo ataque contra a polícia, outro grupo de terroristas atacou o Consulado dos Estados Unidos em Istambul. Nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado. Pelos métodos de ação e os alvos escolhidos, as autoridades suspeitam do Frente-Partido de Libertação Popular Revolucionário (DHKP-C), uma organização extremista de esquerda da Turquia.
Ao entrar na guerra contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, aproveitou a oportunidade para atacar o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Na luta contra os curdos Erdogan tem dois objetivos:
• impedir a união da região autônoma curda no Iraque com as áreas dominadas pelos curdos na Síria, junto à fronteira da Turquia;
• e minar o apoio interno ao Partido Democrático Popular (HDP), curdo, que obteve 13% dos votos nas últimas eleições tirando.
Entre as centenas de presos, além de ativistas curdos e do Estado Islâmico, há membros do DHKP-C. O grupo radical de esquerda ressurgiu durante as manifestações de massa contra Erdogan em 2013 em Istambul, quando o então primeiro-ministro quis construir numa as principais áreas verdes da maior cidade do país.
Em fevereiro de 2013, o DHKP-C fez um atentado suicida contra a Embaixada dos EUA em Ancara. Em março de 2015, dois militantes invadiram o Tribunal de Justiça de Istambul e tomaram o procurador Mehmet Selim Kiraz como refém. Depois de seis horas de cerco, a polícia invadiu o prédio, matou os terroristas e o procurador.
A Turquia enfrenta múltiplas ameaças terroristas. Ontem, militantes do PKK mataram quatro policiais quando seu veículo blindado passou sobre uma mina na província de Sirnak, no Sudeste do país.
Pouco depois do segundo ataque contra a polícia, outro grupo de terroristas atacou o Consulado dos Estados Unidos em Istambul. Nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado. Pelos métodos de ação e os alvos escolhidos, as autoridades suspeitam do Frente-Partido de Libertação Popular Revolucionário (DHKP-C), uma organização extremista de esquerda da Turquia.
Ao entrar na guerra contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, aproveitou a oportunidade para atacar o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Na luta contra os curdos Erdogan tem dois objetivos:
• impedir a união da região autônoma curda no Iraque com as áreas dominadas pelos curdos na Síria, junto à fronteira da Turquia;
• e minar o apoio interno ao Partido Democrático Popular (HDP), curdo, que obteve 13% dos votos nas últimas eleições tirando.
Entre as centenas de presos, além de ativistas curdos e do Estado Islâmico, há membros do DHKP-C. O grupo radical de esquerda ressurgiu durante as manifestações de massa contra Erdogan em 2013 em Istambul, quando o então primeiro-ministro quis construir numa as principais áreas verdes da maior cidade do país.
Em fevereiro de 2013, o DHKP-C fez um atentado suicida contra a Embaixada dos EUA em Ancara. Em março de 2015, dois militantes invadiram o Tribunal de Justiça de Istambul e tomaram o procurador Mehmet Selim Kiraz como refém. Depois de seis horas de cerco, a polícia invadiu o prédio, matou os terroristas e o procurador.
A Turquia enfrenta múltiplas ameaças terroristas. Ontem, militantes do PKK mataram quatro policiais quando seu veículo blindado passou sobre uma mina na província de Sirnak, no Sudeste do país.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Terrorista conhecido como Jihadi John é identificado
O terrorista que apareceu com uma faca na mão falando com sotaque britânico nos vídeos em que o Estado Islâmico do Iraque e do Levante ameaça ou degola reféns ocidentais, apelidado de Jihadi John (João Jihadista) foi identificado. É Mohammed Emwazi, um britânico de classe média nascido no Kuwait e criado em Londres com curso superior de computação, revelou o jornal americano The Washington Post.
Emwazi teria entrado na Síria em 2012 e depois aderido ao Estado Islâmico.
Nos últimos dias, a milícia terrorista sequestrou pelo menos 262 cristãos, que estão agora ameaçados de morte. Há uma campanha para expulsar ou exterminar os cristãos do Iraque e da Síria.
Há pouco, a televisão americana CNN mostrou imagens da destruição de estátuas históricas no Museu Histórico de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, tomada pelo EI em junho de 2014. Entre as obras destruídas, estaria o Touro Alado de Nínive.
Nínive, a capital da Assíria, foi uma das principais cidades do mundo na Antiguidade.
Emwazi teria entrado na Síria em 2012 e depois aderido ao Estado Islâmico.
Nos últimos dias, a milícia terrorista sequestrou pelo menos 262 cristãos, que estão agora ameaçados de morte. Há uma campanha para expulsar ou exterminar os cristãos do Iraque e da Síria.
Há pouco, a televisão americana CNN mostrou imagens da destruição de estátuas históricas no Museu Histórico de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, tomada pelo EI em junho de 2014. Entre as obras destruídas, estaria o Touro Alado de Nínive.
Nínive, a capital da Assíria, foi uma das principais cidades do mundo na Antiguidade.
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014
EUA bombardeiam jihadistas perto de hidrelétrica
Depois de anunciar o rompimento do cerco ao povo yázidi no Monte Simjar, os Estados Unidos voltaram a atacar hoje posições da milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante, desta vez perto da hidrelétrica de Mossul, no Norte do Iraque.
Horas antes, o grupo terrorista teria matado 80 homens e raptado 100 mulheres do povo yázidi, considerado maldito pelos jihadistas por professor o zoroastrismo, uma das mais antigas religiões do Oriente Médio.
Hoje o grão-aiatolá Ali al-Sistani deu apoio ao primeiro-ministro designado Heidar al-Abadi. A impotência das forças de segurança iraquianas diante da ofensiva do EIIL gerou uma crise política que derrubou o primeiro-ministro Nuri al-Maliki. Ele ainda tentou resistir, mas sua base de apoio entrou em colapso.
Horas antes, o grupo terrorista teria matado 80 homens e raptado 100 mulheres do povo yázidi, considerado maldito pelos jihadistas por professor o zoroastrismo, uma das mais antigas religiões do Oriente Médio.
Hoje o grão-aiatolá Ali al-Sistani deu apoio ao primeiro-ministro designado Heidar al-Abadi. A impotência das forças de segurança iraquianas diante da ofensiva do EIIL gerou uma crise política que derrubou o primeiro-ministro Nuri al-Maliki. Ele ainda tentou resistir, mas sua base de apoio entrou em colapso.
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Bulgária acusa Hesbolá por ataque contra israelenses
A Bulgária acusou hoje a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) por um atentado contra um ônibus com turistas de Israel no aeroporto de Burgas em julho de 2012. Cinco turistas israelenses e o motorista do ônibus morreram.
O ministro do Interior da Bulgária, Tsvetan Tsvetanov, declarou que os dois responsáveis pelo ataque usaram passaportes da Austrália e do Canadá.
Se a denúncia for comprovada, a União Europeia será obrigada a classificar o Hesbolá como uma organização terrorista e impedir seus vastos esquemas de arrecadação de dinheiro em território europeu.
O grupo é inimigo de Israel e aliado do Irã. A Alemanha e a França gostariam de reconhecê-lo como um partido legítimo, mas os Estados Unidos e Israel insistem na caracterização como terrorista.
O ministro do Interior da Bulgária, Tsvetan Tsvetanov, declarou que os dois responsáveis pelo ataque usaram passaportes da Austrália e do Canadá.
Se a denúncia for comprovada, a União Europeia será obrigada a classificar o Hesbolá como uma organização terrorista e impedir seus vastos esquemas de arrecadação de dinheiro em território europeu.
O grupo é inimigo de Israel e aliado do Irã. A Alemanha e a França gostariam de reconhecê-lo como um partido legítimo, mas os Estados Unidos e Israel insistem na caracterização como terrorista.
"As implicacões da investigação precisam ser avaliadas seriamente porque se trata de um atentado terrorista em solo da UE que resultou na morte de civis inocentes", afirmou a comissária de Relações Exteriores do bloco, Lady Catherine Ashton.
Nos EUA, o principal assessor antiterrorismo do governo Obama, John Brennan, indicado para diretor-geral da CIA (Agência Central de Inteligência), convocou "nossos aliados europeus e outros membros da comunidade internacional a tomar medidas para desvendar a infraestrutura do Hesbolá e romper os esquemas de financiamento e as redes operacionais do grupo para evitar futuros ataques".
Para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, "é mais uma comprovação de que o Hesbolá e seus patrões iranianos estão orquestrando uma campanha terrorista mundial por vários países e continentes".
O Hesbolá negou responsabilidade pelo atentado, alegando faltarem provas conclusivas. A decisão de colocar o grupo na lista de organizações terroristas depende da unanimidade dos 27 países da UE, informa o jornal The New York Times.
O Hesbolá negou responsabilidade pelo atentado, alegando faltarem provas conclusivas. A decisão de colocar o grupo na lista de organizações terroristas depende da unanimidade dos 27 países da UE, informa o jornal The New York Times.
sábado, 5 de maio de 2012
Idealizadores do 11 de setembro tumultuam audiência
O terrorista que teria convencido Ossama ben Laden a usar aviões como mísseis, Khaled Cheikh Mohammed, e outros quatro acusados de planejar os atentados de 11 de setembro 2001 se negaram hoje a responder às perguntas do juiz num tribunal militar de exceção instalado pelos Estados Unidos na base naval de Guantânamo, em Cuba.
Enquanto o juiz falava, Mohammed cofiou a longa barba, agora tingida de Henna, e ignorou totalmente as perguntas se entendia o que estava se passando e se aceitava ser representado por seus advogados, reportou o jornal The New York Times.
Enquanto o juiz falava, Mohammed cofiou a longa barba, agora tingida de Henna, e ignorou totalmente as perguntas se entendia o que estava se passando e se aceitava ser representado por seus advogados, reportou o jornal The New York Times.
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