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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Dois atentados terroristas deixam cinco mortos em Istambul

A explosão de um carro-bomba em frente a uma delegacia de polícia seguida de uma tentativa de atacá-la terminou com a morte de um policial e dois terroristas no distrito de Sultanbeili, em Istambul. Em seguida, os rebeldes atacaram a cena do crime, matando o chefe da equipe de desarme de bombas.

Pouco depois do segundo ataque contra a polícia, outro grupo de terroristas atacou o Consulado dos Estados Unidos em Istambul. Nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado. Pelos métodos de ação e os alvos escolhidos, as autoridades suspeitam do Frente-Partido de Libertação Popular Revolucionário (DHKP-C), uma organização extremista de esquerda da Turquia.

Ao entrar na guerra contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, aproveitou a oportunidade para atacar o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Na luta contra os curdos Erdogan tem  dois objetivos:
• impedir a união da região autônoma curda no Iraque com as áreas dominadas pelos curdos na Síria, junto à fronteira da Turquia;
• e minar o apoio interno ao Partido Democrático Popular (HDP), curdo, que obteve 13% dos votos nas últimas eleições tirando.

Entre as centenas de presos, além de ativistas curdos e do Estado Islâmico, há membros do DHKP-C. O grupo radical de esquerda ressurgiu durante as manifestações de massa contra Erdogan em 2013 em Istambul, quando o então primeiro-ministro quis construir numa as principais áreas verdes da maior cidade do país.

Em fevereiro de 2013, o DHKP-C fez um atentado suicida contra a Embaixada dos EUA em Ancara. Em março de 2015, dois militantes invadiram o Tribunal de Justiça de Istambul e tomaram o procurador Mehmet Selim Kiraz como refém. Depois de seis horas de cerco, a polícia invadiu o prédio, matou os terroristas e o procurador.

A Turquia enfrenta múltiplas ameaças terroristas. Ontem, militantes do PKK mataram quatro policiais quando seu veículo blindado passou sobre uma mina na província de Sirnak, no Sudeste do país.

domingo, 15 de março de 2015

EUA suspendem serviços consuladores na Arábia Saudita

Sob ameaça de terrorismo, a Embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita suspendeu por dois dias os serviços consulares por razões de segurança, noticiou a Agência France Presse (AFP).

Há dois dias, a embaixada americana em Riade havia feito um alerta para o risco de sequestros e atentados terroristas contra funcionários estrangeiros do setor de petróleo saudita. A advertência aconselha os americanos a só fazer viagens essenciais e ficaram atentos todo o tempo.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Hillary admite erro por usar e-mail pessoal como secretária de Estado

A ex-primeira-dama Hillary Rodham Clinton, candidatíssima à Casa Branca em 2016, improvisou uma entrevista coletiva confusa ontem na sede das Nações Unidas, em Nova York, para tentar justificar o uso de uma conta pessoal de correio eletrônico "por conveniência" quando era secretária de Estado no primeiro governo Barack Obama (2009-13). Ela entregou todas as mensagem, menos as de natureza "privada", como se lhe coubesse esse julgamento.

"Seria melhor ter usado uma conta do governo", admitiu Hillary, depois de afirmar que não usou sua conta pessoal para enviar material sigiloso nem violou nenhuma regra da administração pública dos Estados Unidos, informou o jornal The Washington Post.

A Casa Branca recomenda que os funcionários do Poder Executivo usem contas do governo, inclusive por questões de segurança. "Pensei que usando um equipamento só seria mais fácil", alegou a favorita do Partido Democrata para concorrer à Presidência dos EUA em 2016. Sua candidatura, a ser lançada em abril, já dá munição aos adversários.

Hillary entregou ao Departamento de Estado em dezembro mais de 60 mil mensagens de trabalho recebidas na sua conta pessoal entre março de 2009, quando foi empossada secretária de Estado, e o início de 2013, com a exceção das de "natureza privada", como o casamento da filha ou a morte da mãe.

"Para qualquer funcionário público, é sua responsabilidade determinar o que é pessoal e o que é trabalho", argumentou a ex-secretária de Estado. "Ninguém quer tornar públicas suas mensagens pessoais. Acredito que a maioria das pessoas entende e respeita essa privacidade. Não havia razão para salvar tudo."

De 62.320 mensagens, 31.830 foram consideradas privadas por Hillary e assessores jurídicos. São 55 mil páginas impressas. O problema é que há um evidente conflito de interesses no julgamento do que é ou não de interesse publico, especialmente no caso de uma candidata à Presidência dos EUA.

Há anos, oposição republicana tenta responsabilizar os cortes de gastos pelas falhas de segurança no Consulado Americano em Bengázi, na Líbia, que levaram à morte do embaixador e outros três americanos em 11 de setembro de 2012.

Com a revelação na semana passada de que Hillary usou uma conta pessoal, o deputado republicano Mike Pompeo, da comissão parlamentar de inquérito sobre o ataque terrorista, pediu uma auditoria externa sobre as mensagens excluídas pela ex-secretária.

Essa confusão entre o público e o privado traz de volta a memória dos escândalos do governo Bill Clinton (1993-2001) e será explorada pelos adversários de Hillary mesmo antes do anúncio oficial de sua candidatura.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Colonos atacam diplomatas dos EUA na Cisjordânia

Colonos israelenses atacaram um comboio de veículos do Consulado dos Estados Unidos em Jerusalém perto do assentamento de Adei Ad, na Cisjordânia ocupada desde 1967, reportou o jornal The Jerusalem Post. Seguranças americanos pegaram seus rifles M-16, as não chegaram a dispará-los.

No comboio, havia palestinos que acompanhavam os diplomatas americanos pelo Norte da Cisjordânia. Como Israel não tem autoridade legal sobre a área, ocupada desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, não houve coordenação com as autoridades militares israelenses.

A organização não governamental de esquerda Rabinos pelos Direitos Humanos condenou o governo israelense por não punir os abusos dos colonos, que se consideram donos da Cisjordânia por direito divino.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Líder d'Al Caeda na Líbia foi preso na Turquia e entregue aos EUA

O líder da rede terrorista Al Caeda na Líbia, Abdel Basset Azzouz,  foi preso no mês passado ao tentar entrar na Turquia com um passaporte falso, noticiou hoje o jornal turco Hurriyet.

Azzouz foi entregue à Jordânia, que o extraditou para os Estados Unidos, onde será julgado pela acusação de envolvimento no ataque ao consulado em Bengázi, em 11 de setembro de 2012, quando o embaixador Christopher Stevens e outros três americanos foram mortos.

Na época, em meio a uma onda de protestos contra um filme depreciativo em relação ao profeta Maomé, o Consulado Americano em Bengázi foi atacado por uma milícia extremista muçulmana no 11º aniversário dos atentados contra as Torres Gêmeas e o Pentágono.

domingo, 16 de setembro de 2012

Líbia prende 50 suspeitos da morte do embaixador

As autoridades da Líbia prenderam e interrogaram cerca de 50 suspeitos da morte do embaixador americano Christopher Stevens e três assessores num ataque ao Consulado dos Estados Unidos em Bengázi, segunda maior cidade do país.

Entre os presos, há estrangeiros da Argélia e do Máli, disse Muhamed al-Magariaf, presidente do Congresso Nacional da Líbia, em entrevista ao programa Face the Nation da TV americana CBS. Todos seriam membros ou simpatizantes da rede terrorista Al Caeda, informa a TV americana CNN.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ataque a consulado mata embaixador dos EUA na Líbia

O embaixador dos Estados Unidos na Líbia, Christopher Stevens, e três funcionários consulares morreram ontem durante um ataque de foguetes ao Consulado Americano em Bengázi, a segunda maior cidade do país. Inicialmente a informação e de que eles teriam sido sufocados por um incêndio causado por manifestantes. Depois, surgiu uma versão de que teriam sido baleados quando saíam do local.

Era supostamente um protesto contra um filme produzido nos EUA e divulgado na Internet considerado ofensivo ao profeta Maomé. Mas o governo americano suspeita que a ação tenha sido planejada, reporta o jornal The New York Times.

A onda de protestos começou no Egito, onde a Embaixada dos EUA foi atacada e sua bandeira queimada depois que trechos do filme foram divulgados na televisão egípcia. Já está sendo comparada às manifestações de massa realizadas no fim de 2005 e início de 2006 contra a publicação de caricaturas de Maomé num jornal dinamarquês de extrema direita.

O blogue The Lede, do NY Times, está acompanhando os protestos no mundo muçulmano.

Inocência dos Muçulmanos, um filme menor ridicularizando o profeta Maomé lançado em julho passado, praticamente não foi notado até uma versão dublada em árabe ser jogada no YouTube. Só idiotas como o pastor Terry Jones, aquele que pretendia queimar cópias do Corão em 11 de setembro, ajudaram a promover a obra, de péssima qualidade.

Agora, o diretor Sam Bacile está escondido e teme por sua vida. Inicialmente foi dito que se tratava de um israelense naturalizado americano. Depois, soube-se que ele é um cristão copta egípcio de nome Nakoula Basseley Nakoula.

O consulado de Bengázi teria sido alvo de uma milícia conservadora em questões sociais, sob o argumento de que, se a liberdade de expressão não tem limites nos EUA, a reação deles também não precisar ter, dizia a primeira versão sobre o motivo do ataque.

Mas o governo provisório da Líbia atribuiu a ação a grupos leais ao ditador Muamar Kadafi, deposto e assassinado no ano passado, que estariam revoltados com a prisão do chefe do serviço secreto do antigo regime.

Para os analistas americanos que examinaram as imagens dos protestos, a manifestação do Cairo parecia uma ação espontânea de uma multidão enfurecida. Algumas pessoas escalaram o muro da embaixada, arrancaram a bandeira e tocaram fogo nela como em tantas manifestações de massa contra os EUA.

Em Bengázi, o ataque ao consulado foi feito com metralhadoras e lançadores de foguetes. Não são armas de uma massa irada, mas de um grupo com alguma organização e muito poder de fogo.

O presidente Barack Obama confirmou as mortes, descreveu o incidente como "um ataque ultrajante" e prometeu levar os responsáveis à Justiça em colaboração com o governo líbio. A oposição republicana aproveitou a oportunidade para acusar o governo de "baixar a guarda" no dia 11 de setembro, décimo-primeiro aniversário dos atentados terroristas contra os EUA.

A reação do candidato Mitt Romney foi considerada exagerada e contraproducente ao culpar o governo por um ataque totalmente inesperado. Quando morrem cidadãos americanos, o luto nacional deve ser coletivo e não partidarizado.

Vinte e quatro horas antes dos ataques, a rede terrorista Al Caeda divulgou declaração via Internet. O líder Ayman al-Zawahiri confirmou a morte de seu subcomandante, o líbio Abu Yahya al-Libi, num ataque com um aparelho não tripulado dos EUA e pediu aos líbios vingança.