Diante da traição do presidente Donald Trump, que os deixou à mercê do Exército da Turquia, as Forças Democráticas Sírias, uma milícia árabe-curda aliada dos Estados Unidos na guerra contra o Estado Islâmico, anunciaram hoje terem feito um acordo com o ditador da Síria, Bachar Assad, aliado da Rússia e do Irã, inimigos dos EUA, noticiou o jornal The Washington Post.
Os objetivos da invasão turca no Nordeste da Síria são evitar que os curdos sírios se unam aos do Iraque para proclamar a independência do Curdistão, que poderia reivindicar a soberania sobre o Sudeste da Turquia, criar uma "zona de segurança" de 500 por 32 quilômetros para assentar 3,666 milhões de refugiados sírios que estão na Turquia e acabar com o predomínio curdo na região.
Em Washington, o secretário da Defesa, Mark Esper, negou que os EUA tenham abandonado seus aliados, mas o presidente Donald Trump ordenou ontem à noite a retirada total de mil soldados americanos que patrulhavam a fronteira.
"Temos forças americanas que podem ficar entre dois exércitos que avançam. É uma situação insustentável", justificou o chefe do Pentágono. "Então, falei com o presidente ontem à noite, depois de discutir com o resto da equipe de segurança nacional, e o orientamos a começar uma retirada deliberada das forças do Norte da Síria."
É mais uma covardia de Trump. Ontem, a artilharia turca fez disparos contra uma base de forças de operações especiais dos EUA na cidade de Kobane. A Turquia negou que o alvo fosse o quartel dos americanos, mas oficiais dos EUA consideraram que foram "tiros de advertência" que caíram dos dois lados da base.
As forças do regime sírio e da Rússia estão em Kamichlié, considerada a capital da região curda na Síria, que fica no extreme leste da fronteira norte, a oeste do Rio Eufrates.
Desde a intervenção militar da Rússia na guerra civil da Síria em apoio a Assad, a partir de 30 de setembro de 2015, os EUA estão em contato com os russos para evitar qualquer incidente entre suas forças aéreas, mas o secretário Esper declarou que "não mantivemos contato de nenhuma forma para convidá-los nem para compartilhar com eles nossas visões sobre o Oriente Próximo."
Em Istambul, irritado com as críticas do Ocidente à invasão, o ditador turco, Recep Tayyip Erdogan, atacou a Alemanha: "Ontem, no Parlamento alemão, o ministro do Exterior fez um discurso prometendo parar de vender armas à Turquia. Acabo de falar com a chanceler [primeira-ministra] Angela Merkel. Somos aliados na OTAN ou não? Ou a organização terrorista agora é sócia da OTAN?"
A regra básica da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA, é que um ataque contra um é considerado um ataque contra todos. Erdogan acusa as milícias curdas da Síria, as Unidades de Proteção do Povo (YPG) de aliança com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que há 35 anos trava uma guerra de guerrilhas contra a Turquia.
Apesar dos protestos internacionais, Erdogan indicou que não pretende suspender a ofensiva antes de criar uma "zona de segurança" de 32 quilômetros de profundidade junto à fronteira. "Não vamos deixar um Estado terrorista se estabelecer no Nordeste da Síria."
Ao sair de seu campo de golfe no estado da Virgínia, Trump considerou "muito inteligente não estar envolvido no intenso combate ao longo da fronteira turca" e acusou "aqueles que erradamente nos levaram para guerras no Oriente Médio" de pressionar os EUA a continuarem no que chama de "guerras sem fim" na região.
Durante entrevista à televisão americana neste domingo, o ex-secretário da Defesa James Mattis, que pediu demissão em janeiro em protesto contra a intenção de Trump de abandonar os aliados curdos: "Podemos querer o fim da guerra. Podemos até mesmo declarar o fim da guerra. Podemos retirar nossas tropas, como o presidente Barack Obama aprendeu da maneira mais difícil no Iraque, mas, como dizemos entre os militares, 'o inimigo ganha os votos'. Neste caso, se não mantivermos a pressão, o Estado Islâmico vai ressurgir. É totalmente certo que vai voltar."
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 13 de outubro de 2019
Curdos fazem acordo e pedem proteção ao ditador da Síria
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segunda-feira, 7 de outubro de 2019
Trump trai curdos e autoriza invasão da Turquia ao Nordeste da Síria
Em uma traição aos curdos que fizeram o trabalho pesado na operação terrestre da guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o presidente Donald Trump retira as tropas dos Estados Unidos e autoriza a Turquia a invadir o Nordeste da Síria.
Trump deu
mais um passo atrás hoje, no recuo estratégico dos Estados Unidos, a superpotência
em declínio diante da ascensão da China. Abandonou as Forças Democráticas Sírias,
uma milícia árabe-curda de maioria curda responsável pela operação terrestre na
guerra contra o grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Em agosto
de 2014, depois da tomada de Mossul, no Iraque, da proclamação de um califado,
do genocídio do povo yazidi e da degola de reféns americanos, o presidente
Barack Obama declarou guerra ao Estado Islâmico, mas os Estados Unidos e
aliados se limitaram a fazer bombardeios aéreos.
O trabalho sujo e pesado de
combater os terroristas suicidas em terra coube às Forças Democráticas Sírias. Em
março deste ano, a milícia árabe-curda reconquistou os últimos territórios
ainda em poder do Estado Islâmico.
Apesar do colapso do califado, se estima que
a organização terrorista ainda tenha 30 a 40 mil milicianos espalhados pelo
mundo. A maioria vive clandestinamente no Iraque e na Síria.
A retirada
americana dá uma nova chance de sobrevivência ao império do terror que o líder
Abu Baker al-Baghdadi tentou criar. O Estado Islâmico deve aproveitar o
confronto entre o Exército da Turquia e as Forças Democráticas Sírias para se
reagrupar e, diante de tamanha traição, ao abandonar a milícia árabe-curda, os
Estados Unidos terão dificuldades para fazer alianças. Meu comentário:
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Atentado atribuído a rebeldes curdos deixa dois mortes em Esmirna
Um explosão de carro-bomba diante de um tribunal da cidade de Esmirna, na margem do Mar Egeu, deixou pelo menos dois mortos, inclusive um policial e vários feridos. O maior suspeito é o grupo guerrilheiro ligado ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Depois da explosão, dois atiradores trocaram tiros com a polícia e foram mortos. Eles detonaram o carro-bomba ao serem parados numa barreira policial próxima ao tribunal.
A Turquia é alvo de guerrilheiros naciolistas curdos que lutam pela independência do Curdistão de extremista muçulmanos como o Estado Islâmico e de grupos de extrema esquerda. Desta vez, pela natureza do alvo e o método empregado a suspeita recai sobre o PKK.
Depois da explosão, dois atiradores trocaram tiros com a polícia e foram mortos. Eles detonaram o carro-bomba ao serem parados numa barreira policial próxima ao tribunal.
A Turquia é alvo de guerrilheiros naciolistas curdos que lutam pela independência do Curdistão de extremista muçulmanos como o Estado Islâmico e de grupos de extrema esquerda. Desta vez, pela natureza do alvo e o método empregado a suspeita recai sobre o PKK.
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Carro-bomba mata 11 e fere 78 policiais na Turquia
Um carro-bomba explodiu hoje num posto de controle próximo a uma delegacia de polícia no Sudeste da Turquia. Pelo menos 11 policiais foram mortos e 78 saíram feridos, noticiou a agência turca Anadolu.
A explosão ocorreu a cerca de 50 metros de uma delegacia de polícia, perto da cidade de Cizre, na província de Sirnak, dois dias depois que o Exército da Turquia invadiu a Síria para apoiar rebeldes que tomaram a cidade de Jarablus da milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Mesmo assim, o primeiro-ministro Binali Yildirim afirmou não ter dúvidas sobre a responsabilidade dos guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que há mais de 30 anos luta pela independência da nação curda, descartando a possibilidade de atentado do Estado Islâmico.
Um cessar-fogo e negociações de paz com o PKK entraram em colapso em julho de 2015, quando o presidente Recep Tayyip Erdogan decidiu reiniciar a guerra por razões de política interna, para reconquistar a maioria na Assembleia Nacional.
Além da guerrilha curda e do Estado Islâmico, a Turquia enfrenta a ameaça de grupos de extrema esquerda e dos que tentaram dar um golpe de Estado em 15 de julho.
A explosão ocorreu a cerca de 50 metros de uma delegacia de polícia, perto da cidade de Cizre, na província de Sirnak, dois dias depois que o Exército da Turquia invadiu a Síria para apoiar rebeldes que tomaram a cidade de Jarablus da milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Mesmo assim, o primeiro-ministro Binali Yildirim afirmou não ter dúvidas sobre a responsabilidade dos guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que há mais de 30 anos luta pela independência da nação curda, descartando a possibilidade de atentado do Estado Islâmico.
Um cessar-fogo e negociações de paz com o PKK entraram em colapso em julho de 2015, quando o presidente Recep Tayyip Erdogan decidiu reiniciar a guerra por razões de política interna, para reconquistar a maioria na Assembleia Nacional.
Além da guerrilha curda e do Estado Islâmico, a Turquia enfrenta a ameaça de grupos de extrema esquerda e dos que tentaram dar um golpe de Estado em 15 de julho.
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
Turquia invade a Síria para combater curdos e o Estado Islâmico
O Exército da Turquia, a Força Aérea dos Estados Unidos e rebeldes se uniram numa grande operação através da fronteira com a Síria para tomar a cidade de Jarabulus, último reduto da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na região da fronteira.
Com bombardeios aéreos e terrestres, a Operação Escudo no Eufrates atacou 100 alvos do Estado Islâmico, abrindo caminho para os rebeldes invadirem Jarabulus. Depois de horas de combate com armas leves, os rebeldes venceram.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, declarou que o objetivo é impedir ataques terroristas articulados na Síria e cometidos na Turquia, mas o momento do ataque coincidiu tanto com a visita do vice-presidente americano, Joe Biden, a primeira de um líder estrangeiro depois do fracassado golpe de 15 de julho, quando com a queda de Manbij para as Forças Democráticas Sírias.
As FDS, apoiadas pelos EUA, reúnem árabes sunitas, cristãos sírios e guerrilheiros curdos. Há muito, Washington pressiona Ancara para que o Exército da Turquia seja a principal força terrestre na guerra contra o Estado Islâmico. Até agora, Erdogan resistia.
Sem alternativa, os EUA passaram a apoiar guerrilheiros ligados ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), de ideologia marxista-leninista, que tanto EUA quanto Turquia consideram um grupo terrorista.
A maior preocupação de Erdogan é a possibilidade de união de vários redutos curdos do outro lado da fronteira. Os curdos são o maior povo do mundo sem um Estado Nacional e a maior parte vive na Turquia.
Depois do golpe fracassado, Erdogan acusou o clérigo muçulmano Fethullah Gulen, autoexilado nos EUA e o próprio governo americano pela conspiração, ameaçando vetar o uso da base aérea de Incirlik, essencial para a campanha aérea contra o Estado Islâmico.
Diante da reação negativa da Europa e dos EUA ao amplo expurgo promovido por Erdogan aproveitando-se do golpe para se livrar de adversários políticos nas Forças Armadas, no Poder Judiciário, no setor público e na academia, Erdogan se reaproximou da Rússia. Superou a crise provocada pelo abate de um bombardeiro russo por um caça turco em 24 de novembro de 2015.
Para os EUA, a Turquia, sócia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), é uma aliada estratégica fundamental no Oriente Médio. Por um momento, os interesses se alinharam. Uma das exigências de Erdogan é reagrupar os guerrilheiros curdos a leste do Rio Eufrates. Biden ameaçou retirar o apoio dos EUA se eles não fizerem isso.
sábado, 20 de agosto de 2016
Atentado contra casamento deixa 54 mortos na Turquia
Pelo menos 54 pessoas morreram e cerca de 100 saíram feridas de uma explosão num casamento na cidade de Gaziantep, na Turquia. O governador da província, Ali Yerlikaya, afirma que foi um ato terrorista e um deputado governista acusou o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Em maio, um atentado terrorista matou dois policiais na mesma cidade. Gaziantep fica no Sul da Turquia, perto da fronteira com a Síria, e sofre diretamente o impacto da guerra civil na país vizinho e da onda de refugiados.
A Turquia enfrenta ameaças terroristas de três inimigos: os rebeldes separatistas curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a Frente-Partido Marxista Revolucionário de Libertação Popular e os jihadistas do Estado Islâmico.
Horas mais tarde, o presidente Recep Tayyip Erdogan voltou a culpar o Estado Islâmico pelo atentado.
Em maio, um atentado terrorista matou dois policiais na mesma cidade. Gaziantep fica no Sul da Turquia, perto da fronteira com a Síria, e sofre diretamente o impacto da guerra civil na país vizinho e da onda de refugiados.
A Turquia enfrenta ameaças terroristas de três inimigos: os rebeldes separatistas curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a Frente-Partido Marxista Revolucionário de Libertação Popular e os jihadistas do Estado Islâmico.
Horas mais tarde, o presidente Recep Tayyip Erdogan voltou a culpar o Estado Islâmico pelo atentado.
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Carro-bomba mata três e fere 50 na Turquia
Um carro-bomba explodiu hoje diante de uma delegação de polícia em Elazig, na Turquia, matando pelo menos três pessoas e ferindo outras 50, noticiou a agência Reuters.
A agência de notícias turca Dogan acusou os guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que luta pela independência de um país para o povo curdo. Horas antes, outro carro-bomba matou um policial e dois civis na província oriental de Van.
O PKK é apenas uma das muitas ameaças armadas ao governo da Turquia, que incluem a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, grupos de extrema esquerda e o movimento gulenista, responsabilidade pelo governo pela tentativa de golpe de 15 de julho de 2016.
A agência de notícias turca Dogan acusou os guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que luta pela independência de um país para o povo curdo. Horas antes, outro carro-bomba matou um policial e dois civis na província oriental de Van.
O PKK é apenas uma das muitas ameaças armadas ao governo da Turquia, que incluem a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, grupos de extrema esquerda e o movimento gulenista, responsabilidade pelo governo pela tentativa de golpe de 15 de julho de 2016.
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Carros-bomba matam sete pessoas na região curda da Turquia
Dois carros-bomba mataram ontem pelo menos seis pessoas e feriram várias outras no Sudeste da Turquia, onde a maioria da população é curda, noticiou a Agência France Presse (AFP) citando como fontes as forças de segurança turcas.
Um carro-bomba explodiu na cidade de Diyarbakir, matando ao menos quatro pessoas. O outro foi detonado diante de um hospital em Kiziltepe, na província de Mardin. Nos dois casos, os alvos foram carros de polícia que passavam no momento dos ataques.
O governo turco acusa os guerrilheiros marxistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Eles estavam negociando a paz até julho do ano passado, quando o presidente Recep Tayyip Erdogan reiniciou a guerra civil para deslegitimar o Partido Democrático Popular (HDP), um partido moderado que conseguiu superar os 10% dos votos e entrar na Assembleia Nacional.
Autoritário e prepotente, Erdogan não teve o menor escrúpulo de reiniciar a guerra civil com os curdos. Além de guerrilheiros curdos e da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a Turquia enfrenta uma grave crise interna desde a frustrada tentativa de golpe militar de 15 de julho.
Erdogan aproveita para promover um grande expurgo e caça às bruxas visando todas as oposições, apesar dos principais partidos de oposição terem repudiado a tentativa de golpe.
Um carro-bomba explodiu na cidade de Diyarbakir, matando ao menos quatro pessoas. O outro foi detonado diante de um hospital em Kiziltepe, na província de Mardin. Nos dois casos, os alvos foram carros de polícia que passavam no momento dos ataques.
O governo turco acusa os guerrilheiros marxistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Eles estavam negociando a paz até julho do ano passado, quando o presidente Recep Tayyip Erdogan reiniciou a guerra civil para deslegitimar o Partido Democrático Popular (HDP), um partido moderado que conseguiu superar os 10% dos votos e entrar na Assembleia Nacional.
Autoritário e prepotente, Erdogan não teve o menor escrúpulo de reiniciar a guerra civil com os curdos. Além de guerrilheiros curdos e da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a Turquia enfrenta uma grave crise interna desde a frustrada tentativa de golpe militar de 15 de julho.
Erdogan aproveita para promover um grande expurgo e caça às bruxas visando todas as oposições, apesar dos principais partidos de oposição terem repudiado a tentativa de golpe.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Turquia acusa EUA de armar PKK
O novo primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, afirmou hoje que as armas fornecidas pelos Estados Unidos a guerrilheiros curdos na guerra civil da Síria estão sendo desviadas para o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que luta pelos curdos da Turquia, noticiou a agência Associated Press.
Yildirim declarou que um foguete descoberto em operações contra o PKK perto da fronteira com a Síria provam que as Unidades de Proteção Popular (YPG), grupo curdo sírio apoiado por Washington, estão entregando armas ao PKK.
Um porta-voz do Pentágono, o Departamento da Defesa dos EUA, rebateu as acusações alegando que as armas fornecidas às YPG não são destinadas ao PKK na Turquia e que os EUA não sabem de nenhum fluxo de armas ao PKK.
Yildirim declarou que um foguete descoberto em operações contra o PKK perto da fronteira com a Síria provam que as Unidades de Proteção Popular (YPG), grupo curdo sírio apoiado por Washington, estão entregando armas ao PKK.
Um porta-voz do Pentágono, o Departamento da Defesa dos EUA, rebateu as acusações alegando que as armas fornecidas às YPG não são destinadas ao PKK na Turquia e que os EUA não sabem de nenhum fluxo de armas ao PKK.
sexta-feira, 1 de abril de 2016
PKK revindica autoria de atentado no Sudeste da Turquia
O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) assumiu hoje a autoria de um atentado com carro-bomba que matou sete policiais e feriu outras 27 pessoas ontem em Diyarbarkir, no Sudeste da Turquia, onde os curdos são maioria.
O ataque precedeu a uma visita do primeiro-ministro Ahmet Davutoglu à região. O PKK travou uma guerra civil pela autonomia da região curda a partir de 1984 a 2013. Quando seu líder, Abdullah Öcalan, foi preso, declarou o fim da luta armada e iniciou negociações.
Depois de perder a maioria na Assembleia Nacional nas eleições de 7 de junho de 2015, o presidente Recep Tayyip Erdogan rompeu as negociações e reiniciou a guerra civil.
A Turquia teme a união da região semiautônoma do Curdistão iraquiano com regiões tomadas por curdos sírios na guerra civil da Síria. Seria o embrião do Curdistão independente, que poderia reivindicar o Sudeste da Turquia, onde os curdos são maioria.
O ataque precedeu a uma visita do primeiro-ministro Ahmet Davutoglu à região. O PKK travou uma guerra civil pela autonomia da região curda a partir de 1984 a 2013. Quando seu líder, Abdullah Öcalan, foi preso, declarou o fim da luta armada e iniciou negociações.
Depois de perder a maioria na Assembleia Nacional nas eleições de 7 de junho de 2015, o presidente Recep Tayyip Erdogan rompeu as negociações e reiniciou a guerra civil.
A Turquia teme a união da região semiautônoma do Curdistão iraquiano com regiões tomadas por curdos sírios na guerra civil da Síria. Seria o embrião do Curdistão independente, que poderia reivindicar o Sudeste da Turquia, onde os curdos são maioria.
sexta-feira, 25 de março de 2016
Turquia volta a atacar guerrilheiros curdos no Norte do Iraque
A Força Aérea da Turquia fez novos bombardeios contra guerrilheiros ligados ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no Norte do Iraque, anunciou em nota o comando das Forças Armadas turcas.
O alvo foram posições do grupo na região de Assavin-Bassyan.
Desde o atentado com carro-bomba que matou mais de 30 pessoas na capital turca, Ancara, em 13 de março, o governo turco intensificou os ataques aos curdos. Os Falcões da Liberdade do Curdistão, uma dissidência do PKK, reivindicaram a autoria do atentado.
A maioria dos curdos, a maior nação do mundo sem um Estado Nacional, vive no Sudeste da Turquia. Por isso, o governo turco tenta impedir a união da região semiautônoma dos Curdistão iraquiana com áreas da Síria tomadas por guerrilheiros curdos.
Um Curdistão independente certamente vai reivindicar a soberania sobre parte da Turquia.
O alvo foram posições do grupo na região de Assavin-Bassyan.
Desde o atentado com carro-bomba que matou mais de 30 pessoas na capital turca, Ancara, em 13 de março, o governo turco intensificou os ataques aos curdos. Os Falcões da Liberdade do Curdistão, uma dissidência do PKK, reivindicaram a autoria do atentado.
A maioria dos curdos, a maior nação do mundo sem um Estado Nacional, vive no Sudeste da Turquia. Por isso, o governo turco tenta impedir a união da região semiautônoma dos Curdistão iraquiana com áreas da Síria tomadas por guerrilheiros curdos.
Um Curdistão independente certamente vai reivindicar a soberania sobre parte da Turquia.
quinta-feira, 17 de março de 2016
Grupo radical curdo assume autoria de atentado na Turquia
Os Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK), uma dissidência do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), reivindicou hoje a autoria do atentado que matou 37 pessoas e feriu outras 125 em Ancara, a capital da Turquia, em 13 de março de 2016.
Depois do atentado, o presidente Recep Tayyip Erdogan impôs a censura sobre notícias sobre o ataque. Erdogan suspendeu em julho as negociações de paz com o PKK para tentar a popularidade depois que seu partido perdeu a maioria na Assembleia Nacional nas eleições de junho.
Deu certo. Em novembro, novas eleições restituíram a maioria ao Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), mas a guerra civil recomeçou.
A Turquia também entrou diretamente na guerra civil da Síria a pretexto de combater a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas bombardeia principalmente os guerrilheiros curdos tanto na Síria quanto no Iraque.
O objetivo de Erdogan é evitar a união do governo semiautônomo do Curdistão iraquiano com as áreas dominadas pelos curdos sírios para criar uma espécie de federação que fatalmente reivindicaria a soberania sobre as regiões de maioria curda do Sudeste da Turquia. Assim, a Turquia quer impedir a fundação do Curdistão.
Os TAK também reivindicaram a responsabilidade por um ataque semelhante com carro-bomba que matou 29 pessoas en Ankara em fevereiro.
Depois do atentado, o presidente Recep Tayyip Erdogan impôs a censura sobre notícias sobre o ataque. Erdogan suspendeu em julho as negociações de paz com o PKK para tentar a popularidade depois que seu partido perdeu a maioria na Assembleia Nacional nas eleições de junho.
Deu certo. Em novembro, novas eleições restituíram a maioria ao Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), mas a guerra civil recomeçou.
A Turquia também entrou diretamente na guerra civil da Síria a pretexto de combater a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas bombardeia principalmente os guerrilheiros curdos tanto na Síria quanto no Iraque.
O objetivo de Erdogan é evitar a união do governo semiautônomo do Curdistão iraquiano com as áreas dominadas pelos curdos sírios para criar uma espécie de federação que fatalmente reivindicaria a soberania sobre as regiões de maioria curda do Sudeste da Turquia. Assim, a Turquia quer impedir a fundação do Curdistão.
Os TAK também reivindicaram a responsabilidade por um ataque semelhante com carro-bomba que matou 29 pessoas en Ankara em fevereiro.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Turquia acusa curdos por atentado com 28 mortes em Ancara
Depois de uma reunião do gabinete de segurança e do cancelamento de uma viagem ao exterior do primeiro-ministro Ahmet Davutoglu, a Turquia responsabilizou hoje guerrilheiros ligados ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) pelo atentando com carro-bomba que matou ontem 28 pessoas e deixou 61 feridas.
Davutoglu declarou que um sírio ligado às Unidades de Proteção Popular (YPG), o braço da guerrilha curda no Norte da Síria, que se mostrou a força terrestre mais eficiente no combate ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante e tem o apoio dos Estados Unidos e da Rússia.
A explosão ocorreu em hora de grande movimento no início da noite no centro de Ancara perto da sede do Parlamento e do quartel-general do Exército da Turquia. Os alvos foram ônibus que transportavam militares. O carro-bomba foi detonado quando eles estavam parados no sinal.
Os suspeitos são guerrilheiros curdos e a organização terrorista Estado Islâmico. O presidente Receb Tayyip Erdogan estava negociando a paz com os guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Depois da entrada de um partido curdo moderado na Assembleia Nacional nas eleições de 7 de junho de 2015, quando o governo perdeu a maioria, Erdogan rompeu as negociações, acusou os curdos moderados de apoiar a guerrilha separatista do PKK e declarou guerra ao Estado Islâmico. Desde então, bombardeia posições dos curdos e do EI na Síria. E conseguiu recuperar a maioria em novas eleições realizadas em 1º de novembro.
Como Erdogan pretende convocar um referendo constitucional para aumentar os poderes da Presidência, deve atiçar o conflito com os curdos nos próximos meses.
O atentado pode ser uma resposta das YPG, a guerrilha curda no Norte de Síria. Esse foi o quarto atentado violento nos últimos seis meses na Turquia. Os anteriores foram atribuídos ao Estado Islâmico.
A estratégia de Erdogan na Síria foi minada pela intervenção militar da Rússia a partir de 30 de setembro de 2015 para sustentar a ditadura de Bachar Assad. Erdogan gostaria de derrubar Assad e de criar uma zona de segurança e de proibição de voo no Norte da Síria para assentar os 2,7 milhões de refugiados sírios que estão na Turquia e impedir que os curdos tomem controle da área e tentem uni-la ao governo autônomo do Curdistão iraquiano.
Em 24 de novembro, a Turquia chegou a derrubar um avião de guerra russo alegando invasão de seu espaço aéreo. Com a Força Aérea da Rússia em ação, não há como criar a zona de exclusão aérea.
Davutoglu declarou que um sírio ligado às Unidades de Proteção Popular (YPG), o braço da guerrilha curda no Norte da Síria, que se mostrou a força terrestre mais eficiente no combate ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante e tem o apoio dos Estados Unidos e da Rússia.
A explosão ocorreu em hora de grande movimento no início da noite no centro de Ancara perto da sede do Parlamento e do quartel-general do Exército da Turquia. Os alvos foram ônibus que transportavam militares. O carro-bomba foi detonado quando eles estavam parados no sinal.
Os suspeitos são guerrilheiros curdos e a organização terrorista Estado Islâmico. O presidente Receb Tayyip Erdogan estava negociando a paz com os guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Depois da entrada de um partido curdo moderado na Assembleia Nacional nas eleições de 7 de junho de 2015, quando o governo perdeu a maioria, Erdogan rompeu as negociações, acusou os curdos moderados de apoiar a guerrilha separatista do PKK e declarou guerra ao Estado Islâmico. Desde então, bombardeia posições dos curdos e do EI na Síria. E conseguiu recuperar a maioria em novas eleições realizadas em 1º de novembro.
Como Erdogan pretende convocar um referendo constitucional para aumentar os poderes da Presidência, deve atiçar o conflito com os curdos nos próximos meses.
O atentado pode ser uma resposta das YPG, a guerrilha curda no Norte de Síria. Esse foi o quarto atentado violento nos últimos seis meses na Turquia. Os anteriores foram atribuídos ao Estado Islâmico.
A estratégia de Erdogan na Síria foi minada pela intervenção militar da Rússia a partir de 30 de setembro de 2015 para sustentar a ditadura de Bachar Assad. Erdogan gostaria de derrubar Assad e de criar uma zona de segurança e de proibição de voo no Norte da Síria para assentar os 2,7 milhões de refugiados sírios que estão na Turquia e impedir que os curdos tomem controle da área e tentem uni-la ao governo autônomo do Curdistão iraquiano.
Em 24 de novembro, a Turquia chegou a derrubar um avião de guerra russo alegando invasão de seu espaço aéreo. Com a Força Aérea da Rússia em ação, não há como criar a zona de exclusão aérea.
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Turquia bombardeia milícia curda no Norte da Síria
A Turquia está bombardeando desde ontem posições ocupadas pela milícia curda Unidades de Proteção ao Povo (YPG) no Norte da Síria, noticiou a televisão pública britânica BBC, sob a alegação de que são ligadas ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
O presidente Recep Tayyip Erdogan rompeu as negociações de paz com o PKK para ganhar as últimas eleições parlamentares na Turquia e passou a bombardear o grupo.
Seu objetivo é impedir que os curdos ocupam a região do Norte da Síria e a unam ao governo autônomo do Curdistão iraquiano. Como a maioria dos cursos vive na Turquia, um Curdistão independente reivindicaria parte do Sudeste da Turquia.
As milícias curdas se negam a deixar o território conquistado no Norte da Síria, afirmando que neste caso a região será ocupada pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Até agora, os curdos foram a força terrestre mais efetiva no combate ao Estado Islâmico, que não é alvo dos bombardeios da Rússia nem da ofensiva da ditadura de Bachar Assad e seus aliados da Guarda Revolucionária do Irã e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).
Os ataques turcos aos curdos mostram como as ambições das diferentes potências regionais do Oriente Médio complicam as negociações sobre a paz na Síria. Em 12 de fevereiro, os Estados Unidos e a Rússia anunciaram uma trégua a ser iniciada em uma semana, mas deixaram de fora o Estado Islâmico e a Frente al-Nusra, braço armado da rede terrorista Al Caeda no conflito sírio.
A Rússia queria iniciar o cessar-fogo em 1º de março, o que daria tempo às forças leais ao regime para retomar Alepo, a cidade mais importante do país, e fortalecer sua posição de negociação. Em entrevista, Assad não manifestou a intenção de fazer quaisquer concessões. Prometeu reassumir o controle de todo o território da Síria e combater "terroristas", palavra que usa para todos os grupos rebeldes, embora o maior terrorista na guerra civil seja o próprio Assad.
No momento, a Rússia e Assad se concentram no ataque aos grupos rebeldes que participam das negociações, poupando o Estado Islâmico, com o claro objetivo de apresentar o conflito como uma luta entre o regime e os jihadistas. Durante anos, a ditadura síria foi aliada à rede terrorista Al Caeda na luta contra invasão americano no vizinho Iraque.
O presidente Recep Tayyip Erdogan rompeu as negociações de paz com o PKK para ganhar as últimas eleições parlamentares na Turquia e passou a bombardear o grupo.
Seu objetivo é impedir que os curdos ocupam a região do Norte da Síria e a unam ao governo autônomo do Curdistão iraquiano. Como a maioria dos cursos vive na Turquia, um Curdistão independente reivindicaria parte do Sudeste da Turquia.
As milícias curdas se negam a deixar o território conquistado no Norte da Síria, afirmando que neste caso a região será ocupada pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Até agora, os curdos foram a força terrestre mais efetiva no combate ao Estado Islâmico, que não é alvo dos bombardeios da Rússia nem da ofensiva da ditadura de Bachar Assad e seus aliados da Guarda Revolucionária do Irã e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).
Os ataques turcos aos curdos mostram como as ambições das diferentes potências regionais do Oriente Médio complicam as negociações sobre a paz na Síria. Em 12 de fevereiro, os Estados Unidos e a Rússia anunciaram uma trégua a ser iniciada em uma semana, mas deixaram de fora o Estado Islâmico e a Frente al-Nusra, braço armado da rede terrorista Al Caeda no conflito sírio.
A Rússia queria iniciar o cessar-fogo em 1º de março, o que daria tempo às forças leais ao regime para retomar Alepo, a cidade mais importante do país, e fortalecer sua posição de negociação. Em entrevista, Assad não manifestou a intenção de fazer quaisquer concessões. Prometeu reassumir o controle de todo o território da Síria e combater "terroristas", palavra que usa para todos os grupos rebeldes, embora o maior terrorista na guerra civil seja o próprio Assad.
No momento, a Rússia e Assad se concentram no ataque aos grupos rebeldes que participam das negociações, poupando o Estado Islâmico, com o claro objetivo de apresentar o conflito como uma luta entre o regime e os jihadistas. Durante anos, a ditadura síria foi aliada à rede terrorista Al Caeda na luta contra invasão americano no vizinho Iraque.
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terça-feira, 24 de novembro de 2015
França tem 10,5 mil islamitas radicais
A França tem 20 mil pessoas consideradas suspeitas pelos serviços secretos, entre as quais 10,5 mil muçulmanos, admitiu hoje o primeiro-ministro socialista, Manuel Valls, em entrevista a um telejornal do Canal+ da televisão francesa.
"Todos os outros podem estar ligados a movimentos considerados terroristas: o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), a liga dos movimentos tamis, o braço armado do Hesbolá e militantes violentos ligados à extrema esquerda ou à extrema direita", revelou o primeiro-ministro francês.
Cada suspeito exige pelo menos dez agentes para controlá-lo, o que está muito além da capacidade dos serviços de segurança. Vários terroristas responsáveis pelos atentados e tentativas de atentados na França estiveram sob vigilância e saíram da lista dos mais perigosos.
"Todos os outros podem estar ligados a movimentos considerados terroristas: o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), a liga dos movimentos tamis, o braço armado do Hesbolá e militantes violentos ligados à extrema esquerda ou à extrema direita", revelou o primeiro-ministro francês.
Cada suspeito exige pelo menos dez agentes para controlá-lo, o que está muito além da capacidade dos serviços de segurança. Vários terroristas responsáveis pelos atentados e tentativas de atentados na França estiveram sob vigilância e saíram da lista dos mais perigosos.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Comandante do PKK promete manter o cessar-fogo
O braço armado do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) pretende manter a trégua na guerra civil contra o governo da Turquia em homenagem à memória dos mortos no duplo atentado suicida de sábado em Ancara, declarou hoje Murat Karayilan, um alto comandante do grupo, informou a agência Reuters citando a agência de notícias local Firat.
Em transmissão de rádio, Karayilan orientou os milicianos do PKK a só atacar se forem atacados pelas forças de segurança turcas. O governante Partido da Justica e do Desenvolvimento (AKP), no poder desde 2002 alienou o eleitorado curdo antes das eleições parlamentares de 1º de novembro ao romper a trégua, atacar o PKK e tentar associá-lo ao Partido Democrático Popular (HDP), curdo moderado.
Com a acusação de terrorismo contra o HDP, o governo turco tenta deslegitimar o partido de esquerda, que obteve 11% dos votos nas eleições de junho, superando a cláusula de barreira para entrar pela primeira vez na Assembleia Nacional. Isso tirou a maioria do AKP e levou o governo a convocar novas eleições em que tenta recuperar a maioria.
Um ataque terrorista contra curdos que se preparavam para ajudar a construir regiões curdas arrasadas na guerra civil da Síria matou 33 pessoas em Suruç em 20 de julho. O governo culpou a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e Levante e usou o atentado como pretexto para intervir no conflito sírio. Mas, em vez de bombardear o Estado Islâmico, ataca mais os curdos para impedir a união da região autônoma curda do Norte do Iraque com áreas curdas da Síria e qualquer tentativa de fundar o Curdistão independente.
A manifestação Paz Estabilidade e Trabalho, atacada no sábado, quando pelo menos 97 pessoas foram mortas, era organizada por vários grupos de esquerda, inclusiva o HDP.
Em transmissão de rádio, Karayilan orientou os milicianos do PKK a só atacar se forem atacados pelas forças de segurança turcas. O governante Partido da Justica e do Desenvolvimento (AKP), no poder desde 2002 alienou o eleitorado curdo antes das eleições parlamentares de 1º de novembro ao romper a trégua, atacar o PKK e tentar associá-lo ao Partido Democrático Popular (HDP), curdo moderado.
Com a acusação de terrorismo contra o HDP, o governo turco tenta deslegitimar o partido de esquerda, que obteve 11% dos votos nas eleições de junho, superando a cláusula de barreira para entrar pela primeira vez na Assembleia Nacional. Isso tirou a maioria do AKP e levou o governo a convocar novas eleições em que tenta recuperar a maioria.
Um ataque terrorista contra curdos que se preparavam para ajudar a construir regiões curdas arrasadas na guerra civil da Síria matou 33 pessoas em Suruç em 20 de julho. O governo culpou a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e Levante e usou o atentado como pretexto para intervir no conflito sírio. Mas, em vez de bombardear o Estado Islâmico, ataca mais os curdos para impedir a união da região autônoma curda do Norte do Iraque com áreas curdas da Síria e qualquer tentativa de fundar o Curdistão independente.
A manifestação Paz Estabilidade e Trabalho, atacada no sábado, quando pelo menos 97 pessoas foram mortas, era organizada por vários grupos de esquerda, inclusiva o HDP.
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terça-feira, 8 de setembro de 2015
Turquia invade Norte do Iraque atrás de guerrilheiros curdos
Forças especiais do Exército da Turquia entraram no domingo no Norte do Iraque para perseguir dois grupos com pelo menos 20 guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) depois que 16 soldados turcos foram mortos, noticiou hoje a Agência France Presse (AFP).
Desde então, a Força Aérea da Turquia bombardeia intensamente posições curdas.
Um atentado a bomba atribuído ao PKK matou hoje pelo menos 14 policiais turcos. O PKK libertou 20 civis turcos - nove agentes aduaneiros e 11 trabalhadores da construção civil - tomados como reféns durante confrontos com as forças de segurança da Turquia.
O caos gerado pelas guerras civis no Iraque e na Síria abriu espaço para as atividades do PKK. A intervenção militar turca tenta impedir que os guerrilheiros curdos unam os territórios que dominam nesses dois países para tentar criar o Curdistão, temendo que no futuro o novo país reivindique a soberania sobre o Sudeste da Turquia, onde vive a maior comunidade curda.
Desde então, a Força Aérea da Turquia bombardeia intensamente posições curdas.
Um atentado a bomba atribuído ao PKK matou hoje pelo menos 14 policiais turcos. O PKK libertou 20 civis turcos - nove agentes aduaneiros e 11 trabalhadores da construção civil - tomados como reféns durante confrontos com as forças de segurança da Turquia.
O caos gerado pelas guerras civis no Iraque e na Síria abriu espaço para as atividades do PKK. A intervenção militar turca tenta impedir que os guerrilheiros curdos unam os territórios que dominam nesses dois países para tentar criar o Curdistão, temendo que no futuro o novo país reivindique a soberania sobre o Sudeste da Turquia, onde vive a maior comunidade curda.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Partido radical curdo reivindica ataque a delegacia em Istambul
O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) reivindicou ontem na Internet a autoria de um ataque a bomba contra uma delegacia de polícia de Istambul, a maior cidade da Turquia, mas não se responsabilizou pelo atentado contra o Consulado Americano na cidade, noticiou a agência Reuters.
No primeiro momento, as suspeitas sobre os dois ataques recaíram sobre a Frente-Partido de Libertação Popular Revolucionário (DHKP-C), um dos principais grupos de esquerda radical da Turquia.
O presidente Recep Tayyip Erdogan aproveitou a entrada da Turquia na guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante para atacar outros grupos que acusa de terrorismo, como o PKK e o DHKP-C.
Analistas já se perguntam se a guerra contra o Estado Islâmico é uma cortina de fumaça. Erdogan tenta minar a credibilidade do Partido Democrático Popular (HDP), da minoria curda, que obteve 13% nas últimas eleições.
Ao superar a cláusula de barreira, o HDP entrou na Assembleia Nacional. Isso tirou a maioria do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), de Erdogan, que pretende convocar eleições antecipadas para se reerguer.
Com atentados terroristas, o PKK cai na armadilha de Erdogan.
No primeiro momento, as suspeitas sobre os dois ataques recaíram sobre a Frente-Partido de Libertação Popular Revolucionário (DHKP-C), um dos principais grupos de esquerda radical da Turquia.
O presidente Recep Tayyip Erdogan aproveitou a entrada da Turquia na guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante para atacar outros grupos que acusa de terrorismo, como o PKK e o DHKP-C.
Analistas já se perguntam se a guerra contra o Estado Islâmico é uma cortina de fumaça. Erdogan tenta minar a credibilidade do Partido Democrático Popular (HDP), da minoria curda, que obteve 13% nas últimas eleições.
Ao superar a cláusula de barreira, o HDP entrou na Assembleia Nacional. Isso tirou a maioria do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), de Erdogan, que pretende convocar eleições antecipadas para se reerguer.
Com atentados terroristas, o PKK cai na armadilha de Erdogan.
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Dois atentados terroristas deixam cinco mortos em Istambul
A explosão de um carro-bomba em frente a uma delegacia de polícia seguida de uma tentativa de atacá-la terminou com a morte de um policial e dois terroristas no distrito de Sultanbeili, em Istambul. Em seguida, os rebeldes atacaram a cena do crime, matando o chefe da equipe de desarme de bombas.
Pouco depois do segundo ataque contra a polícia, outro grupo de terroristas atacou o Consulado dos Estados Unidos em Istambul. Nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado. Pelos métodos de ação e os alvos escolhidos, as autoridades suspeitam do Frente-Partido de Libertação Popular Revolucionário (DHKP-C), uma organização extremista de esquerda da Turquia.
Ao entrar na guerra contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, aproveitou a oportunidade para atacar o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Na luta contra os curdos Erdogan tem dois objetivos:
• impedir a união da região autônoma curda no Iraque com as áreas dominadas pelos curdos na Síria, junto à fronteira da Turquia;
• e minar o apoio interno ao Partido Democrático Popular (HDP), curdo, que obteve 13% dos votos nas últimas eleições tirando.
Entre as centenas de presos, além de ativistas curdos e do Estado Islâmico, há membros do DHKP-C. O grupo radical de esquerda ressurgiu durante as manifestações de massa contra Erdogan em 2013 em Istambul, quando o então primeiro-ministro quis construir numa as principais áreas verdes da maior cidade do país.
Em fevereiro de 2013, o DHKP-C fez um atentado suicida contra a Embaixada dos EUA em Ancara. Em março de 2015, dois militantes invadiram o Tribunal de Justiça de Istambul e tomaram o procurador Mehmet Selim Kiraz como refém. Depois de seis horas de cerco, a polícia invadiu o prédio, matou os terroristas e o procurador.
A Turquia enfrenta múltiplas ameaças terroristas. Ontem, militantes do PKK mataram quatro policiais quando seu veículo blindado passou sobre uma mina na província de Sirnak, no Sudeste do país.
Pouco depois do segundo ataque contra a polícia, outro grupo de terroristas atacou o Consulado dos Estados Unidos em Istambul. Nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado. Pelos métodos de ação e os alvos escolhidos, as autoridades suspeitam do Frente-Partido de Libertação Popular Revolucionário (DHKP-C), uma organização extremista de esquerda da Turquia.
Ao entrar na guerra contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, aproveitou a oportunidade para atacar o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Na luta contra os curdos Erdogan tem dois objetivos:
• impedir a união da região autônoma curda no Iraque com as áreas dominadas pelos curdos na Síria, junto à fronteira da Turquia;
• e minar o apoio interno ao Partido Democrático Popular (HDP), curdo, que obteve 13% dos votos nas últimas eleições tirando.
Entre as centenas de presos, além de ativistas curdos e do Estado Islâmico, há membros do DHKP-C. O grupo radical de esquerda ressurgiu durante as manifestações de massa contra Erdogan em 2013 em Istambul, quando o então primeiro-ministro quis construir numa as principais áreas verdes da maior cidade do país.
Em fevereiro de 2013, o DHKP-C fez um atentado suicida contra a Embaixada dos EUA em Ancara. Em março de 2015, dois militantes invadiram o Tribunal de Justiça de Istambul e tomaram o procurador Mehmet Selim Kiraz como refém. Depois de seis horas de cerco, a polícia invadiu o prédio, matou os terroristas e o procurador.
A Turquia enfrenta múltiplas ameaças terroristas. Ontem, militantes do PKK mataram quatro policiais quando seu veículo blindado passou sobre uma mina na província de Sirnak, no Sudeste do país.
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domingo, 2 de agosto de 2015
Curdo mata dois policiais turcos com trator-bomba
Um terrorista suicida do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) jogou um trator-bomba contra um posto da Polícia Militar da Turquia na cidade de Dugobayazit, na província de Agri. Dois policiais morreram e 31 saíram feridos, informou a televisão pública britânica BBC.
Desde 24 de julho de 2015, a Turquia bombardeia acampamentos do PKK dos dois lados da fronteira com a Síria e posições do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em território sírio. Mas o que parecia ser a entrada definitiva da Turquia na aliança militar liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico pode ser uma jogada eleitoreira do presidente Recep Tayyip Erdogan.
Para obter maioria qualificada na Assembleia Nacional e assim conseguir mais poderes, Erdogan rompeu as negociações de paz com os curdos e ataca o PKK para deslegitimizar o HDP, partido que representa os curdos e obteve 13% dos votos nas últimas eleições, tirando a maioria do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), de Erdogan.
A manobra indica que a Turquia não aderiu plenamente à guerra dos EUA contra o EI e mistura a questão curda. Os curdos já tem autonomia relativa no Norte do Iraque. Se conquistarem uma parte da Síria, poderiam unir os dois territórios para formar o Curdistão, que inevitavelmente reivindicaria soberania sobre o Sudeste da Turquia, onde a imensa maioria da civilização é curda.
Desde 24 de julho de 2015, a Turquia bombardeia acampamentos do PKK dos dois lados da fronteira com a Síria e posições do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em território sírio. Mas o que parecia ser a entrada definitiva da Turquia na aliança militar liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico pode ser uma jogada eleitoreira do presidente Recep Tayyip Erdogan.
Para obter maioria qualificada na Assembleia Nacional e assim conseguir mais poderes, Erdogan rompeu as negociações de paz com os curdos e ataca o PKK para deslegitimizar o HDP, partido que representa os curdos e obteve 13% dos votos nas últimas eleições, tirando a maioria do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), de Erdogan.
A manobra indica que a Turquia não aderiu plenamente à guerra dos EUA contra o EI e mistura a questão curda. Os curdos já tem autonomia relativa no Norte do Iraque. Se conquistarem uma parte da Síria, poderiam unir os dois territórios para formar o Curdistão, que inevitavelmente reivindicaria soberania sobre o Sudeste da Turquia, onde a imensa maioria da civilização é curda.
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