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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Carro-bomba mata três e fere 50 na Turquia

Um carro-bomba explodiu hoje diante de uma delegação de polícia em Elazig, na Turquia, matando pelo menos três pessoas e ferindo outras 50, noticiou a agência Reuters.

A agência de notícias turca Dogan acusou os guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que luta pela independência de um país para o povo curdo. Horas antes, outro carro-bomba matou um policial e dois civis na província oriental de Van.

O PKK é apenas uma das muitas ameaças armadas ao governo da Turquia, que incluem a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, grupos de extrema esquerda e o movimento gulenista, responsabilidade pelo governo pela tentativa de golpe de 15 de julho de 2016.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

PKK encerra cessar-fogo na Turquia

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que luta contra a Turquia para criar uma pátria para o povo curdo, anunciou hoje o fim do cessar-fogo unilateral declarado no mês passado, noticiou a agência Reuters. 

Pelo menos 18 pessoas morreram hoje em choques entre o Exército e os rebeldes no Sudeste da Turquia, onde os curdos são maioria, elevando o total de mortos nesta semana a 40.

Depois do atentado que matou 86 pessoas durante uma passeata da oposição democrática mais à esquerda em Ancara em 10 de outubro, o PKK havia declarado uma trégua unilateral.

Ontem, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, prometeu "liquidar" o grupo guerrilheiro. A partir de junho, quando um partido curdo moderado ajudou a tirar a maioria absoluta no parlamento do governista Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), Erdogan passou a atacar o PKK para enfraquecer politicamente o movimento democrático curdo, ignorando as negociações de paz e andamento.

Desde julho, a Turquia intervém diretamente na guerra civil da Síria bombardeando posições da organização extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante e dos curdos sírios aliados ao PKK, uma organização marxista-leninista.

Com a recuperação da maioria na Assembleia Nacional nas eleições de 1º de novembro de 2015, Erdogan está mais forte. Sem a supermaioria necessária para alterar a Constituição, planeja convocar um referendo para mudar o regime de governo para presidencialista.

Ao apostar na guerra e no nacionalismo, o Sultão, como é chamado por seu sonho de refundar o Império Otomano, mostrou que continua no comando da política na Turquia. No poder desde 2002, Erdogan deve muito de seu sucesso nas urnas ao crescimento econômico do país. Agora, só tem a oferecer sangue, suor e lágrimas.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Partido radical curdo reivindica ataque a delegacia em Istambul

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) reivindicou ontem na Internet a autoria de um ataque a bomba contra uma delegacia de polícia de Istambul, a maior cidade da Turquia, mas não se responsabilizou pelo atentado contra o Consulado Americano na cidade, noticiou a agência Reuters.

No primeiro momento, as suspeitas sobre os dois ataques recaíram sobre a Frente-Partido de Libertação Popular Revolucionário (DHKP-C), um dos principais grupos de esquerda radical da Turquia.

O presidente Recep Tayyip Erdogan aproveitou a entrada da Turquia na guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante para atacar outros grupos que acusa de terrorismo, como o PKK e o DHKP-C.

Analistas já se perguntam se a guerra contra o Estado Islâmico é uma cortina de fumaça. Erdogan tenta minar a credibilidade do Partido Democrático Popular (HDP), da minoria curda, que obteve 13% nas últimas eleições.

Ao superar a cláusula de barreira, o HDP entrou na Assembleia Nacional. Isso tirou a maioria do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), de Erdogan, que pretende convocar eleições antecipadas para se reerguer.

Com atentados terroristas, o PKK cai na armadilha de Erdogan.

domingo, 2 de agosto de 2015

Curdo mata dois policiais turcos com trator-bomba

Um terrorista suicida do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) jogou um trator-bomba contra um posto da Polícia Militar da Turquia na cidade de Dugobayazit, na província de Agri. Dois policiais morreram e 31 saíram feridos, informou a televisão pública britânica BBC.

Desde 24 de julho de 2015, a Turquia bombardeia acampamentos do PKK dos dois lados da fronteira com a Síria e posições do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em território sírio. Mas o que parecia ser a entrada definitiva da Turquia na aliança militar liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico pode ser uma jogada eleitoreira do presidente Recep Tayyip Erdogan.

Para obter maioria qualificada na Assembleia Nacional e assim conseguir mais poderes, Erdogan rompeu as negociações de paz com os curdos e ataca o PKK para deslegitimizar o HDP, partido que representa os curdos e obteve 13% dos votos nas últimas eleições, tirando a maioria do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), de Erdogan.

A manobra indica que a Turquia não aderiu plenamente à guerra dos EUA contra o EI e mistura a questão curda. Os curdos já tem autonomia relativa no Norte do Iraque. Se conquistarem uma parte da Síria, poderiam unir os dois territórios para formar o Curdistão, que inevitavelmente reivindicaria soberania sobre o Sudeste da Turquia, onde a imensa maioria da civilização é curda.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Turquia bombardeia guerrilheiros curdos

Pela segunda noite consecutiva, a Turquia bombardeou acampamentos de guerrilheiros curdos, informou o jornal turco Hürriyet. O governo turco acusa o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) por um ataque que matou dois soldados e feriu outros quatro em 25 de julho de 2015.

Um carro-bomba e explosivos deixados à beira da estrada foram detonados na passagem de um veículo militar perto da base aérea de Diyarbakir, a principal cidade da região curda da Turquia. Atiradores também abriram fogo contra uma delegacia de polícia próxima.

Os ataques de hoje alvejaram posições do PKK perto da cidade de Harkuk, no Norte do Iraque. Na mesma campanha aérea, a Turquia bombardeia o Estado Islâmico do Iraque e do Levante na Síria e no Iraque.

Hoje o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu pediu a convocação de uma reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para discutir a situação na Síria e no Iraque, dizendo que "o jogo mudou", noticiou o jornal Hürriyet.

Quando os Estados Unidos entraram na guerra contra o Estado Islâmico, em setembro de 2014, a Turquia relutou em participar ativamente sob a alegação de que o maior problema regional é a ditadura de Bachar Assad e a guerra civil na Síria. O Estado Islâmico seria apenas uma consequência.

Um atentado que matou 32 curdos da Turquia que se preparavam para reconstruir a cidade curda de Kobane, na Síria, e tiroteios através da fronteira, na semana passada, levaram a uma mudança de estratégia em Ancara.

Ao mesmo tempo em que combate o EI, a Turquia ataca os curdos com quem negocia a paz com o objetivo de criar uma zona de segurança ao longo da fronteira com a Síria. Assim, pretende impedir a cada vez mais provável criação do Curdistão unindo a região autônoma curda do Norte do Iraque com a região de maioria curda da Síria.

O Curdistão independente inevitavelmente reivindicaria soberania sobre a região Leste da Turquia onde os curdos são maioria.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Líder curdo defende unidade do Iraque

Para derrotar o Estado Islâmico, o Iraque deve manter a unidade, declarou o cofundador e comandante do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Cemil Bayik, noticiou o jornal inglês The Guardian.

Em entrevista dada de seu refúgio nas montanhas de Kandil, no Norte do Iraque, Bayik afirmou que curdos, sunitas e xiitas precisam trabalhar em conjunto. Ele apelou às potências ocidentais para remover o PKK da lista de organizações terroristas.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Turquia bombardeia guerrilheiros curdos

A Força Aérea da Turquia atacou ontem rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) que haviam cercado uma base militar em protesto contra a inércia e a omissão do governo turco diante da ofensiva do Estado Islâmico do Iraque e do Levante contra os curdos do Norte da Síria.

Foi o primeiro bombardeio contra o PKK em dois anos. A guerra civil na vizinha Síria atrapalha o processo de paz com os curdos da Turquia. Os curdos sírios apoiam a ditadura de Bachar Assad, que o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, considera responsável pela instabilidade na região.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Curdos da Síria pedem ajuda contra Estado Islâmico

As milícias curdas sírias pediram hoje ajuda a guerrilheiros curdos da Turquia, depois que o Estado Islâmico tomou 21 vilas do Noroeste da Síria em menos de 24 horas, aproximando-se da fronteira turca. Os curdos estão cercados em Kobane, na província síria de Alepo.

Um vídeo divulgado pelos curdos na Internet mostra milicianos das Unidade de Proteção Popular se defendendo com fuzis kalachnikov de um ataque de tanques do EIIL, noticia o jornal inglês Financial Times.

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que historicamente trava uma luta contra a Turquia, convocou "os jovens do Norte do Curdistão", numa referência às áreas de maioria curda na Turquia "a se juntar à resistência histórica e honorável em Kobane".

Desde o sequestro de 46 turcos no Consulado da Turquia em Mossul, o governo turco adota uma postura cautelosa em relação ao Estado Islâmico para preservar a vida de seus diplomatas. Um massacre de curdos em Kobane poderia deflagrar uma reação violenta, capaz de abalar as negociações de paz governo Recep Tayyip Erdogan com o PKK.

Depois da ameaça de genocídio da minoria curda yazidi, Kobane é agora o alvo da fúria assassina da "guerra santa" do EIIL.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Líder curdo pede trégua na luta contra Turquia

O líder histórico do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e da luta armada contra a Turquia, Abdullah Öcalan, preso desde 1999, fez um apelo a seus seguidores para que entreguem as armas e deixem o país.

"Que as armas sejam postas de lado e a política assuma o comando", declarou Öcalan em comunicado divulgado hoje.

Mais de 40 mil pessoas morreram desde que o PKK aderiu à luta armada, em 1984, para tentar criar um Curdistão independente no Sudeste da Turquia. Com um total estimado em 45 milhões, os curdos são o maior povo do mundo que não têm seu próprio país.