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sábado, 15 de maio de 2021

Israel bombardeia sede de agências internacionais de notícias em Gaza

 Um bombardeio da Força Aérea de Israel destruiu neste sábado um prédio onde funcionavam as agências notícias Al Jazira e Associated Press (AP) na Faixa de Gaza, sob a alegação de que lá funcionaria um centro de inteligência do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que disparou milhares de foguetes contra o território israelense nos últimos dias. Não apresentou nenhuma prova.

Os jornalistas receberam um aviso e tiveram meia hora para retirar equipamentos e sair do edifício. Indignado, o diretor-presidente da AP, Gary Pruitt, declarou que a agência funcionava lá há 15 anos, que não dividiria o prédio com o Hamas e que o ataque só dificulta a cobertura internacional do que acontece no território palestino de onde partem as ações contra Israel.

A ação gerou protestos no mundo inteiro. Até o governo dos Estados Unidos, que repetiram várias vezes que "Israel tem o direito de se defender", afirmaram que o governo israelense tem de garantir a segurança da imprensa internacional. Ataque deliberado a jornalistas é crime de guerra.

Ambos os lados cometem crimes de guerra. O Hamas e a Jihad Islâmica para a Libertação da Palestina, outro grupo extremista, ao lançar mais de 3 mil foguetes contra populações civis israelenses. Israel declara que faz "ataques cirúrgicos" contra os líderes e os milicianos dos grupos inimigos, mas também atinge civis, especialmente ao destruir prédios inteiros.

Com os bombardeios da madrugada de domingo, os palestinos mortos em Gaza são 192, inclusive 55 crianças. Em Israel, morreram 10 pessoas, entre elas duas crianças.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

EUA bombardeiam milícias apoiadas pelo Irã na Síria

 Na primeira ação militar do governo Joe Biden, a Força Aérea dos Estados Unidos bombardeou bases de milícias xiitas apoiadas pelo Irã na Síria em resposta a ataques a forças americanas no Iraque. Pelo menos 17 milicianos teriam sido mortos. É um sinal de que o novo presidente está disposto a usar a força e vai retaliar quando soldados dos EUA forem atacados, e um aviso ao Irã.

Os alvos foram as milícias Kataib Hesbolá e Kataib Said al-Chuhada, mas o principal recado é para o Irã, o maior inimigo dos EUA no Oriente Médio, que se fortaleceu com a invasão do Iraque, onde a maioria da população é xiita como na República Islâmica. 

O Iraque foi criado em 1920 pelo então subsecretário de Estado para o Oriente Médio do Império Britânico, Winston Churchill, reunindo a província curda de Kirkuk e as províncias árabes de Bagdá e Bássora do extinto Império Otomano para formar um país capaz de conter o Irã. Churchill traiu os curdos, a quem fora prometido um Estado Nacional. A invasão americana de 2003 para depor o ditador sanguinário Saddam Hussein fragmentou o país - e o Irã foi o maior beneficiado pela influência que tem sobre a maioria xiita.

Biden repete a política do Grande Porrete, associada ao presidente Theodore Roosevelt, pioneiro do imperialismo americano: fale macio, mas mostre um grande porrete. Ele anunciou a intenção de renegociar o acordo nuclear fechado em 2015, no governo Barack Obama (2009-17), entre o Irã, as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para congelar por 10 anos o programa nuclear iraniano e assim evitar que o país fabrique armas atômicas.  O presidente Donald Trump abandonou o acordo em 8 de maio de 2018 e impôs sanções econômicas duríssimas para sufocar a economia do Irã. 

Agora, os EUA pretendem incluir na renegociação a tecnologia de mísseis, querem que o Irã tenha apenas mísseis defensivos, de curto alcance (500 km), e que pare de interferir em outros países da região, exportando sua revolução e armando, financiando e treinando milícias xiitas. O regime fundamentalista iraniano quer limitar a negociação à questão nuclear.

A retaliação dos EUA foi uma resposta a ataques de milícias xiitas a alvos americanos em Irbil, a capital do Curdistão Iraquiano, bases na periferia de Badgá e na Zona Verde da capital do Iraque, onde fica a embaixada americana.

Em 3 de janeiro de 2020, um ataque de mísseis dos EUA matou o general Kassem Suleimani, o mais laureado general iraniano, comandante da Força Quods, o braço da Guarda Revolucionária do Irã para ações no exterior. 

Suleimani comandava mais de 60 milícias xiitas em ação no Iraque, no Líbano e na Síria, onde algumas foram uma força terrestre decisiva ao lado do ditador Bachar Assad na guerra civil iniciada em 2011 e até agora não totalmente pacificada.

Na época, houve uma resposta moderada do Irã e aliados à morte do general, mas o desejo de vingança está vivo. De tempos em tempos, as forças dos EUA, reduzidas no governo Trump. são alvo de milícias xiitas ou sunitas. O Estado Islâmico, agora na clandestinidade, voltou a atacar em Rakka, a antiga capital de seu califado.

domingo, 8 de março de 2020

Força Aérea da Nigéria bombardeia Boko Haram na Floresta de Sambissa

A Força Aérea da Nigéria atacou na semana passada acampamentos da milícia extremista muçulmana Boko Haram na Floresta de Sambissa, no Nordeste do país. Na quinta-feira, a estrutura do campo Alafa C foi arrasada e os terroristas neutralizados, noticiou a televisão nigeriana citando fontes militares.

No seu segundo mandato popular, o presidente Muhammadu Buhari, ex-general e ex-ditador, decidiu lançar uma guerra total contra o grupo jihadista que aterroriza o Nordeste da Nigéria desde 2009, quando aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na região.

Em 2015, o Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, se dividiu. Surgiu a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, que tem suas principais bases na beira do Lago Chade. Além da Nigéria, estes grupos atacam em Camarões, no Chade e no Níger.

A Província do Estado Islâmico na África Ocidental trata seus civis muçulmanos melhor do que o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o original, e que o Boko Haram. Cava poços de água, policia o pastoreio do gado, oferece serviços de saúde e pune seus milicianos em casas de abusos de civis.

Nas regiões que domina, os civis pagam impostos ao grupo como se fosse um governo legítimo e consideram o ambiente de negócios melhor do que sob o Estado nigeriano.

Para derrotar a insurgência, além do aspecto militar, o governo da Nigéria precisa reconquistar a confiança da população, oferecer serviços públicos de melhor qualidade, combater a impunidade das forças de segurança, garantir o funcionamento dos mercados locais e manter um canal de comunicação com os rebeldes.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Milícias xiitas ameaçam responder a bombardeio americano no Iraque

A confrontação entre os Estados Unidos e o Irã esquenta no Iraque.

As milícias xiitas Kataib Hesbolá, as Brigadas do Partido de Deus, armadas, financiadas e treinadas pelo Irã, declararam que bombardeios aéreos realizados ontem pelos Estados Unidos contra bases do grupo no Iraque e na Síria mataram 25 milicianos e feriram outros 55. 

Um comandante da milícia, Abu Mahdi al-Muhandis, prometeu uma resposta muito dura. O primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdel Mahdi, avisado meia hora antes, tentou impedir o ataque e condenou a ação do governo Donald Trump, alegando que cria o risco de uma escalada perigosa capaz de ameaçar a soberania e a integridade do Irã. 

O poderoso partido xiita iraquiano Dawa declarou que o Iraque não é o lugar para um acerto de contas entre Estados Unidos e Irã. O ministro do Exterior do Irã, Mohamed Javad Zarif, chamou o ataque de terrorismo. Meu comentário:
Na sexta-feira, a China, o Irã e a Rússia iniciaram manobras militares conjuntas, num desafio à presença militar dos EUA no Oriente Médio.

sábado, 21 de setembro de 2019

EUA enviam tropas e sistemas antimísseis para proteger petróleo saudita

A pedido da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, o Departamento da Defesa dos Estados Unidos vai enviar centenas de soldados e sistemas de defesa antiaérea para suas instalações petrolíferas, por causa de "uma escalada espetacular da agressão iraniana".

Em entrevista no Pentágono, o secretário da Defesa, Mark Esper, afirmou ontem que a operação será "defensiva e primariamente focada em defesa aérea e antimísseis". Os soldados americanos irão somente para a Arábia Saudita.

Na manhã de ontem, o presidente Donald Trump decretou novas sanções contra o banco central do Irã em resposta aos bombardeios contra o refinaria de Akbaik, a maior do mundo, e o campo de exploração de petróleo de Khurais, o segundo maior da Arábia Saudita.

Como o Congresso aprovou uma resolução bipartidária proibindo a venda de armas à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos por causa da guerra civil no Iêmen, a presidente da Câmara, a deputada democrata Nancy Pelosi, criticou a decisão.

"Mais uma vez, o presidente Trump está ignorando a violência continuada da Arábia Saudita contra iemenitas inocentes, bem como o terrível assassinato do jornalista Jamal Khashoggi e as grosseiras violações dos direitos humanos, o que caracteriza uma crise moral e humanitária. Os EUA não podem colaborar com mais brutalidade e derramamento de sangue", declarou Pelosi.

Os rebeldes hutis do Iêmen, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, reivindicaram a autoria dos ataques, anunciando terem disparado dez drones contra alvos sauditas. Tanto os EUA quanto a Arábia Saudita contestaram esta versão, alegando que os ataques partiram do norte, o que significa do Irã ou do Iraque, e não do sul, onde fica o Iêmen.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Ministro do Exterior do Irã ameaça com "guerra total" se país for atacado

O Irã insiste em negar qualquer responsabilidade pelo ataque contra instalações petroleiras sauditas no sábado passado. Se os Estados Unidos ou a Arábia Saudita atacarem o país, haverá uma "guerra total", advertiu hoje o ministro do Exterior iraniano, Mohamed Javad Zarif.  Mas o país quer o fim das sanções econômicas, não uma guerra que ameaçaria a ditadura dos aiatolás.

"Não queremos a guerra, não queremos nos engajar num conflito armado", declarou o chanceler iraniano, falando em "grande número de baixas", "mas não vamos pestanejar em defender nosso território."

Zarif afirmou que o ataque foi feito pelos rebeldes hutis na luta contra a intervenção militar saudita na guerra civil do Iêmen. Os governos americanos e sauditas não acreditam que os hutis bombardeassem o petróleo saudita sem autorização do Irã.

Como o presidente Donald Trump também não quer uma guerra a um ano da reeleição, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, convidou a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos para patrulhar o Golfo Pérsico e garantir a navegação dos navios petroleiros.

Desde maio, quando fez um ano que Trump abandonou acordo nuclear das grandes potências do Conselho de Segurança das Nações e a Alemanha com o Irã para congelar o programa nuclear iraniano, a Guarda Revolucionária Iraniana atacou vários navios-tanque no Golfo Pérsico.

A República Islâmica tenta desesperadamente se livrar das sanções impostas pelos EUA, que tentam impedir o país de exportar petróleo, sua maior riqueza. O objetivo de Trump é negociar um novo tratado que, além das armas nucleares, também proíba o Irã de desenvolver mísseis de médio e longo alcances e de interferir política e militarmente em outros países do Oriente Médio.

Por sua vez, o Irã exige o fim pelo menos parcial das sanções econômicas como precondição para retomar o diálogo. O presidente da França, Emmanuel Macron, propôs a abertura de uma linha de crédito de US$ 15 bilhões para aliviar a pressão sobre a economia iraniana.

Havia até a possibilidade de um encontro entre os presidentes Trump e Hassan Rouhani em Nova York na próxima semana, durante a reunião anual da Assembleia Geral da ONU. O ataque à Arábia Saudita bombardeou o encontro, vetado pelo Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, o ditador do Irã, aiatolá Ali Khamenei.

Os EUA e a Arábia Saudita temem novos ataques à indústria do petróleo, o que poderia abalar ainda mais o mercado internacional e provocar uma recessão mundial. O Irã ameaça, mas quer mesmo se livrar das sanções. Só negociações podem resolver o problema.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Ataque a petróleo saudita desmoraliza política de Trump para Oriente Médio

A forte suspeita de que o Irã está por trás dos ataques a instalações petrolíferas da Arábia Saudita coloca os Estados Unidos num dilema: responder militarmente ou não ao desafio da República Islâmica. Deputados e senadores do Partido Republicano pediram calma ao presidente Donald Trump. 

Depois de dizer que as armas dos EUA estavam carregadas e engatilhadas no domingo, Trump recuou e disse que quer negociar. 

Este recuo mostra mais uma vez que o presidente americano não quer uma guerra que atrapalhe sua reeleição no próximo ano – e o bombardeio pode ter sido um sinal de ousadia do Irã diante da postura de Trump ou uma tentativa de minar um possível encontro com o presidente iraniano, Hassan Rouhani.

Desde que os Estados Unidos intensificaram a campanha de pressão máxima para obrigar o Irã a renegociar o acordo nuclear de 2015, abandonado por Trump, a Guarda Revolucionária Iraniana fez vários ataques a navios petroleiros no Golfo Pérsico. Quando derrubou um drone americano, em junho, Trump chegou a ordenar um ataque, abortado quando os aviões estavam no ar. Meu comentário:

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Ataque a petróleo saudita aumenta risco de guerra no Oriente Médio

Um ataque de drones a instalações petrolíferas da Arábia Saudita inflama o Oriente Médio. Os Estados Unidos acusam o Irã. E a República Islâmica afasta qualquer possibilidade de um encontro entre os presidentes Donald Trump e Hassan Rouhani na próxima semana, durante a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. 

Quando Estados Unidos e Irã pareciam próximos da retomada do diálogo, um ataque com pelo menos dez drones atingiu a maior refinaria de petróleo do mundo e um campo de petróleo no Oeste da Arábia Saudita. O país é o segundo maior produtor mundial e o maior exportador mundial de petróleo. 

A produção da companhia estatal de petróleo saudita, a Aramco, caiu de 9 milhões e 800 mil barris por dia para 4 milhões e 100 mil barris por dia. Inicialmente, o governo saudita falou em restaurar um terço da capacidade perdida até hoje e toda até o fim da semana, mas admite que os danos foram maiores do que na avaliação inicial. Os especialistas estimam que serão necessárias semanas e talvez meses para retomar a produção anterior.

Os preços internacionais do petróleo subiram 10 por cento na abertura dos negócios de hoje para 71 dólares por barril do tipo Brent, o maior aumento em quase 30 anos. Depois, caíram para cerca de 65 dólares. Ainda estão abaixo dos 80 dólares do ano passado. Meu comentário:

domingo, 15 de setembro de 2019

Petróleo sobe 20% com ataques e queda da produção saudita

O preço do barril de petróleo do tipo Brent, padrão do centro financeiro de Londres, subiu 20%, de US$ 60 para US$ 71, na reabertura dos negócios depois dos ataques de drones ontem contra um campo de exploração de petróleo e a maior refinaria do mundo, na Arábia Saudita, segundo maior produtor e maior exportador mundial. 

Com os ataques, a produção saudita caiu pela metade. O empresa estatal de petróleo Aramco promete restaurar na segunda-feira um terço da capacidade perdida, de 5,7 milhões de barris por dia, 6% da produção mundial. Seriam 2 milhões de barris por dia de volta ao mercado. Antes, falara em retomar toda a produção no início da semana.

"Foi definitivamente pior do que avaliamos nas primeiras horas depois do ataque, mas vamos assegurar que o mercado não enfrente nenhuma escassez até que estejamos plenamente de volta", declarou um alto funcionário saudita. Os Estados Unidos podem usar seus estoques para evitar um choque maior no mercado.

O ataque foi reivindicado pelos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã que lutam na guerra civil do Iêmen contra o presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi. O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, acusou o Irã, dizendo não haver certeza que os drones saíram do Iêmen.

Em pronunciamento na televisão, o presidente Hassan Rouhani negou qualquer responsabilidade do Irã. Ele acusou os EUA, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos de armar e financiar o outro lado na guerra civil do Iêmen, a pior tragédia humanitária hoje no mundo.

Uma investigação recente das Nações Unidas constatou que os hutis têm drones com alcance de quase 1,5 quilômetro. Portanto, poderiam ter atingido as instalações petrolíferas sauditas, que ficam a 800 km da fronteira iemenita.

De acordo com a televisão americana CNN, pelo ângulo do ataque, os EUA acreditam que possa ter partido do Irã ou do Iraque. O governo iraquiano negou que seu território tenha sido usado para lançar a revoada de drones.

O incidente atinge em cheio, tornando mais difícil um possível encontro entre os presidentes Donald Trump e Hassan Rouhani durante a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, no fim deste mês. Trump declarou que os EUA estão "carregados e engatilhados" para responder ao ataque militarmente.

domingo, 1 de setembro de 2019

Hesbolá dispara mísseis contra base militar do Norte de Israel

A milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus) reivindicou a autoria de um ataque de mísseis disparados do Sul do Líbano contra um quartel da Forças de Defesa de Israel (FDI) e uma ambulância militar por volta das 16h pela hora local (10h em Brasília). Foi uma retaliação a um ataque de drones contra alvos do Hesbolá em Beirute, a capital libanesa, uma semana atrás. Ninguém saiu ferido.

Em resposta, Israel disparou mais de cem tiros de artilharia pesada e fez um bombardeio aéreo contra a célula do grupo terrorista de onde partiu o ataque. Quem mora até uma distância de quatro quilômetros da fronteira recebeu a orientação governo israelense de ficar em casa. Os abrigos antiaéreos foram abertos.

As FDI estão de prontidão para realizar novas ações defensivas ou ofensivas. O comandante da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) entrou em contato com as duas partes pedindo que se contenham.

Mais cedo, o primeiro-ministro linha-dura de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu que "o Líbano vai pagar o preço" por permitir ataques partindo de seu território e afirmou que "o Estado de Israel está pronto para qualquer eventualidade."

O primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, adversário político do Hesbolá, apelou aos Estados Unidos e à França para que evitem uma escalada militar na fronteira.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

EUA e Irã estão à beira de uma guerra potencialmente devastadora

O presidente Donald Trump suspendeu ontem à noite um bombardeio ao Irã quando os aviões de guerra dos Estados Unidos estavam a dez minutos dos alvos. Seria uma reação ao abate de um drone espião americano no Estreito de Ormuz, porta de entrada do Golfo Pérsico, por onde passa um terço do petróleo exportado por mar no mundo.

A República Islâmica alega que seu espaço aéreo foi invadido, mas evitou atacar um avião tripulado para poupar vidas. Trump também mostrou autocontrole ao evitar o ataque, apoiado pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, e a diretora-geral da Agência Central de Inteligência (CIA), Gina Haspel.

Trump declarou que as sanções econômicas contra o regime fundamentalista iraniano estão funcionando. Por isso, não tem pressa. A Europa tenta conter os EUA temendo uma conflagração capaz de incendiar o Oriente Médio. Meu comentário:

Trump aprova ataque ao Irã e depois recua

Até as sete horas da noite de ontem pelo horário de Washington (20h em Brasília), estava em andamento uma operação militar dos Estados Unidos para bombardear alvos dentro do Irã - instalações nucleares, radares e baterias de defesa antiaérea -, em retaliação ao abate de um drone espião americano no Estreito de Ormuz. 

Os aviões bombardeiros estavam no ar e os navios próximos prontos para atacar, mas nenhum míssil havia sido disparado quando o presidente Donald Trump deu a contraordem, noticiou o jornal The New York Times.

Ainda não está claro se o presidente cancelou a operação ou apenas adiou o ataque para um momento mais favorável por uma questão de logística ou estratégia. Mas o simples anúncio é uma ameaça e uma demonstração de força.

Os EUA alegam que o drone foi abatido em águas internacionais no Estreito de Ormuz. A República Islâmica do Irã afirma que o drone invadiu o espaço aéreo iraniano.

Apesar das vulnerabilidades, o Irã tem uma longa experiência em guerras indiretas através de milícias que financia e sustenta como o grupo fundamentalista xiita iraniano Hesbolá (Partido de Deus), a mais notória e supostamente mais poderosa.

Trump aplica uma estratégia de "pressão máxima" contra o Irã na expectativa de forçar o regime teocrático iraniano a voltar à mesa de negociações e abrir mão não só do programa nuclear militar, mas também da tecnologia de mísseis de médio e longo alcances e de interferir politicamente em outros países do Oriente Médio.

 Em 8 de maio do ano passado, o presidente americano rompeu o acordo nuclear de 2015, negociado pelo governo Barack Obama para congelar o programa militar nuclear iraniano. Um ano depois, o Irã anunciou que vai acumular urânio enriquecido além do limite estabelecido no acordo.

O governo americano parece totalmente incapaz de entrar num diálogo construtivo com o Irã, demonizado no discurso oficial da Casa Branca e do Departamento de Estado. A República Islâmica, do outro, não acredita que que os EUA negociem de boa fé.

No mês passado, quatro navios petroleiros foram alvo de bombas num porto dos Emirados Árabes Unidos. Na semana passada, outros dois foram atacados quando passavam pelo Golfo de Omã. EUA responsabilizou o Irã.

Com o aumento da tensão, os EUA enviaram mais mil soldados para o Oriente Médio um grupo naval liderado por um porta-aviões rumo ao Golfo Pérsico. Trump afirma não querer a guerra, apenas renegociar o acordo, mas chegou perto.

O secretário de Estado, Mike Pompeo, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, e a diretora-geral da Agência Central de Inteligência (CIA), Gina Haspel, eram a favor do ataque abortado ontem à noite.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Israel ataca Faixa de Gaza em resposta a foguete e guerra é iminente

Depois que um foguete destruiu uma casa em Beersheba, Israel acusou o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e bombardeou 20 alvos na Faixa de Gaza, informou o jornal digital The Times of Israel. 

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reuniu o gabinete de guerra. O ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, afirmou nos últimos dias que não haveria trégua antes de dar uma resposta dura ao Hamas.

Para Israel, o ataque a Beersheba é uma escalada no conflito com o Hamas, que não para. Apesar dos esforços das Nações Unidas e do Egito, não há trégua.

Toda sexta-feria, desde 30 de março, há manifestações violentas na fronteira, além de ataques incendiários com balões. Foguetes palestinos atacam o Sul de Israel e bombardeios israelenses respondem em Gaza.

Com eleições municipais em 22 de outubro, o governo direitista israelense está sob pressão para agir. Em Gaza, uma faixa estreita de 41 quilômetros de comprimento por 6 a 12 de largura, a situação humanitária é catastrófica.

Por iniciativa da ONU, o Catar se dispôs a fornecer combustível a Gaza. As entregas foram suspensas por causa do clima de guerra.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Israel intercepta foguete lançado da Síria nas Colinas do Golã

O alarme antiaéreo voltou a soar hoje nas Colinas do Golã. Israel interceptou mais um foguete vindo da Síria. O número crescente de ataques e contra-ataques indica uma escala da intervenção militar israelense na Síria, onde tenta impedir que o Irã instale bases militares permanentes perto de suas fronteiras.

Depois da morte de militares iranianos em bombardeios israelenses a bases sírias, em 10 de maio, o Irã e a Síria lançaram um ataque retaliatório contra Israel com pelo menos 20 foguetes. Em resposta, o governo israelense lançou forte contra-ataque. O ministro da Defesa ultradireitista, Avigdor Lieberman, declarou que "quase toda a infraestrutura iraniana na Síria" foi alvejada.

Israel e o Irã travam assim uma guerra limitada no meio da guerra civil síria. Em fevereiro, o sistema de defesa antiaérea israelense abateu um drone armado iraniano vindo da Síria. Foi a primeira vez que o regime fundamentalista iraniano atacou Israel diretamente. Fazia isso através de aliados como a milícia extremista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) e o Movimento de Resistência Islâmica palestino (Hamas).

A Força Aérea de Israel contra-atacou a base de onde partiu o drone e lançou novos ataques a alvos iranianos. Em 29 de abril, um bombardeio a um quartel em Homs, no Centro da Síria, matou 26 militares sírios e iranianos. Em 8 de maio, foram pelo menos 15 mortes em ataques a bases situadas em Damasco e 42 no grande ataque da quinta-feira, 10 de maio.

Ao retirar os Estados Unidos do acordo nuclear negociado pelo Irã com as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia), de certa forma, o presidente Donald Trump endossou a política de confrontação com o Irã do primeiro-ministro linha-dura israelense, Benjamin Netanyahu.

O risco de uma guerra direta entre Israel e o Irã é de uma conflagração generalizada no Oriente Médio, já que o Irã tem forte presença entre os xiitas no Iraque, na Síria e no Líbano, além de aliados extremistas sunitas como o Hamas.

Em caso de guerra, Israel poderia ter de lutar em três frentes, contra as forças iranianas na Síria, contra o Hamas na Faixa de Gaza, no Sul do país, e contra o Hesbolá no Norte, na fronteira com o Líbano.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Ataque atribuído a Israel deixa 26 mortos na Síria

Um bombardeio de mísseis contra forças da ditadura de Bachar Assad na província de Hama, no Centro da Síria, deixou 26 mortos, na maioria iranianos. Outro ataque alvejou uma base militar na província de Alepo.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição sediada em Londres que monitora a guerra civil no país, acredita que o ataque "provavelmente" tenha sido feito por Israel, informou o jornal The Times of Israel.

"Pelo menos 26 combatentes foram mortos, inclusive quatro sírios", declarou Rami Abdel Rahman, diretor do observatório. "Os outros eram combatentes estrangeiros, na maioria, iranianos. Dada a natureza do avo, é provável que tenha sido um ataque israelense."

Cerca de 200 mísseis foram destruídos e 11 iranianos mortos, noticiou o jornal liberal israelense Haaretz, citando fontes não identificadas da aliança pró-Assad.

A mídia oficial do regime sírio noticiou ataques contra alvos do governo nas províncias de Hama e de Alepo. Sem citar dados sobre vítimas, o sítio governista Tishreen acusou os Estados Unidos e o Reino Unido, talvez para não reconhecer sua fragilidade e impotência diante de Israel, o inimigo histórico.

Na base de Hama, o alvo foi um depósito de armas, o que aumentou a intensidade da explosão, vista até uma distância de seis quilômetros.

Se confirmado, será o segundo ataque israelense a bases sírias onde há militares iranianos. No início do mês, um bombardeio à base aérea T4, em Homs, matou sete soldados do Irã, inclusive um comandante da Guarda Revolucionária Iraniana.

No domingo, o ministro da Defesa linha-dura de Israel, Avigor Lieberman, reafirmou que Israel tem o direito de operar na Síria e não seria detida pelos novos sistemas de defesa aérea de nova geração fornecidos pela Rússia.

"Vamos manter nosso direito de operar em toda a Síria", afirmou Lieberman. "Vamos impedir o Irã de instalar bases avançadas na Síria a qualquer custo."

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deve fazer um pronunciamento daqui a pouco sobre o conflito com o Irã, acusando o regime dos aiatolás de manter um programa nuclear secreto, apesar do acordo assinado em 2015 com as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Israel se prepara para uma retaliação direta do Irã

Dentro da guerra civil da Síria, o maior risco no momento é de uma guerra entre Israel e o Irã. O governo israelense espera um ataque direto da república islâmica em retaliação pelo bombardeio a uma base aérea síria em que sete militares iranianos foram mortos, em 9 de abril de 2018, informou o jornal The Jerusalem Post.

A expectativa é de um ataque de mísseis ou drones disparados pela Guarda Revolucionária do Irã de alguma base na Síria e não por milícias aliadas como o Hesbolá (Partido de Deus), do Líbano, que luta ao lado da ditadura de Bachar Assad na guerra civil síria. A ordem deve partir do general Kassem Suleimani, comandante da Força al-Qods, braço da Guarda Revolucionária para ações no exterior.

"Israel vai reagir duramente a qualquer ação iraniana partindo da Síria", declarou uma fonte das Forças de Defesa de Israel à TV Sky News em árabe. Os militares israelenses estão certos de que a resposta virá.

Depois do bombardeio israelense, Ali Akbar Velayati, ex-ministro do Exterior e atual assessor do Supremo Líder Espiritual da República Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, advertiu Israel de que "deve esperar uma resposta poderosa".

O representante de Khamenei junto à Guarda, Ali Shirazi, foi ainda mais agressivo: "Se Israel quer continuar sua existência traiçoeira, deve evitar medidas estúpidas. Se derem pretextos ao Irã, Telavive e Haifa serão destruídas."

Fotos de satélites-espiões mostram um aumento da presença militar iraniana na Síria sob o comando do general-brigadeiro Air Ali Hajizadeh, comandante da força aérea da Guarda Revolucionária do Irã. Também revelam que o Irã envia mísseis para a Síria como se fosse ajuda humanitária.

Os iranianos estabeleceram várias bases, inclusive T4, a base atacada por Israel; em Alepo, a capital econômica do país; no Aeroporto Internacional de Damasco e em outro campo de pouso, ao sul da capital; e em Deir el-Zur, no Leste da Síria, para onde aviões Ilyushin levaram armas e equipamentos militares do Irã.

As companhias aéreas comerciais Simorgh Air e Pouya Cargo Air estariam sendo usadas, de acordo com a mesma fonte, para levar mais soldados e armamentos para a Síria.

No início de fevereiro, um drone iraniano armado com explosivos invadiu o espaço aéreo israelense e foi abatido. Foi um divisor de águas importante nas relações bilaterais entre os dois países.

"Foi a primeira vez que o próprio Irã fez alguma coisa contra Israel - e não através de aliados", observou um oficial israelense, e "foi a primeira vez que atacamos alvos iranianos vivos, tanto instalações quanto pessoas".

domingo, 15 de abril de 2018

Ditadura síria retoma ataques depois do bombardeio dos EUA e aliados

Os Estados Unidos ameaçaram hoje impor novas sanções à Rússia em represália ao apoio ao uso de armas químicas pela ditadura de Bachar Assad na guerra civil da Síria. O regime retomou os ataques depois do bombardeio dos EUA e aliados.

"As sanções à Rússia vão chegar", afirmou a embaixadora linha-dura dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley. "O secretário [do Tesouro] Mnuchin vai anunciar na segunda-feira e serão dirigidas contra quaisquer empresas que negociem equipamentos relacionados ao uso de armas químicas por Assad."

Neste domingo, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse ter persuadido o presidente Donald Trump a não retirar as tropas americanas da Síria: "Convencemos que é importante ficar num prazo mais longo."

Macron defendeu o ataque como "um ato legítimo de represália" que foi "completado perfeitamente" e acusou a Rússia de "incapacitar" a ONU durante os sete anos de guerra civil na Síria ao vetar sistematicamente todas as resoluções condenando a ditadura de Assad.

O presidente francês declarou ter feito a crítica diretamente ao ditador russo, Vladimir Putin, e considerou importante o bombardeio para deixar claro à Rússia que as linhas vermelhas são para valer.

Tanto a Rússia quanto a Síria negam que o regime de Assad tenha usado armas químicas contra os rebeldes em Duma, a maior cidade da região de Guta Oriental, a única da região da Grande Damasco onde ainda havia rebeldes.

Na semana anterior, os EUA impuseram sanções a vários empresários e oligarcas ligados ao Kremlin e ao banco RFC, ligado a uma empresa de venda de armas que o governo americano acusa de ser responsável pelas transações com a Síria.

Outra grande discussão é sobre a eficiência do bombardeio aliado. Como não há informações sobre feridos nem sobre o vazamento dos gases tóxicos usados nas armas químicas, alguns especialistas questionam se foram atingidos alvos importantes, capazes de reduzir a capacidade militar do regime.

Em telefonema ao presidente do Irã, Hassan Rouhani, principal aliado no apoio a Assad, advertiu que, "se tais ações, realizadas em violação da Carta da ONU, vão inevitavelmente levar ao caos nas relações internacionais."

Vindo de quem anexou ilegalmente a Crimeia, fomentou uma guerra civil no Leste da Síria e interfere regularmente nas eleições de outros países, como a de Trump em 2016, é muito cinismo. Mas, em retaliação ao bombardeio das potências ocidentais, a Rússia, uma grande potência militar, examina a possibilidade de impor sanções à indústria aeronáutica dos EUA, noticiou o jornal inglês Financial Times.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Força Aérea leal a Assad bombardeia mais um hospital na Síria

Era considerado o hospital mais escondido da Síria, construído sob 20 metros de rocha para escapar dos bombardeios. O hospital Al Maghara, instalado dentro de uma caverna na cidade de Kafir Zita, na província de Hama, foi destruído hoje por um ataque aéreo atribuído à ditadura de Bachar Assad ou à sua aliada Rússia, informou a União das Organizações de Assistência Médica e Socorro (UOSSM), citada pela televisão pública britânica BBC.

Deveria ser o hospital mais seguro da Síria, lamentaram as instituições beneficentes que o administravam. Como os funcionários ouviram o ruído dos aviões de guerra se aproximando, conseguiram retirar pacientes e pessoal para uma área segura. Não há notícias de mortos e feridos.

O hospital atendia a uma população de cerca de 50 mil pessoas e fazia 150 cirurgias. Só em janeiro houve 14 ataques a instalações hospitalares, um crime de guerra. Tanto a Rússia quanto a Síria negam atacar civis, mas ninguém acredita nisso. São governos autoritários sem o menor respeito pelos direitos humanos. Assad bombardeia seu próprio povo há quase sete anos e não poupa nem hospitais e centros de saúde.

Nas suas ofensivas finais para acabar com os últimos bolsões de resistência dos rebeldes na guerra civil da Síria, iniciada em março de 2011, a ditadura de Assad está sendo acusada de voltar a usar armas químicas.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Israel bombardeia base militar iraniana na Síria

Com caças-bombardeiros e mísseis terra-terra, as Forças de Defesa de Israel atacaram na noite de sexta-feira para sábado um quartel do Exército da Síria próximo à cidade de Al-Kissua, situada a 13 quilômetros de Damasco. Seria uma base militar do Irã a apenas 50 quilômetros da fronteira sírio-israelense, noticiou o jornal israelense Haaretz citando fontes sírias.

Fortes explosões foram ouvidas em Damasco. Várias áreas da capital síria ficaram sem eletricidade, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição baseada em Londres que monitora a guerra civil na Síria.

O sistema de defesa antiaérea da Síria contra-atacou os aviões israelenses, que lançaram o bombardeio do espaço aéreo do Líbano, informou o canal de notícias Sky News Arabia. A mídia estatal da ditadura de Bachar Assad confirmou o ataque, dizendo que dois mísseis de Israel foram abatidos por mísseis antimísseis da Síria. O regime sírio não comentou oficialmente.

Em 11 de novembro, a televisão pública britânica BBC revelou a instalação de uma base militar do Irã em território sírio, a cerca de 50km da fronteira com Israel. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu que seu país não iria tolerar a presença militar iraniana no país vizinho.

O Irã e milícias aliadas intervém na guerra civil da Síria em apoio à ditadura de Assad, um alauíta (ramo do xiismo) e antigo aliado da república islâmica, que na verdade é uma ditadura teocrática dos aiatolás. Seu silêncio diante do ataque pode indicar uma intenção de não responder abertamente.

Durante uma visita recente do ditador sírio, Bachar Assad, a Sóchi, na Rússia, o presidente russo, Vladimir Putin, intermediou uma negociação entre Síria e Israel. Foi a intervenção militar russa, a partir de 30 de setembro de 2015, que garantiu a vitória ainda incompleta de Assad na guerra civil síria. Desde março de 2011, mais de 450 mil pessoas foram mortas, 5 milhões fugiram da Síria e 7 milhões fugiram de casa mas não do país. Putin tenta, então, articular negociações de paz.

Através do líder russo, Assad prometeu criar uma zona desmilitarizada de 50km do lado sírio da fronteira em troca do apoio ou da indiferença israelense à sua continuidade no poder.

Netanyahu concordou, com uma ressalva: Israel vai continuar combatendo a presença do Irã e da milícia extremista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) na Síria. E hoje reiterou a ameaça, noticou o jornal The Jerusalem Post.

Em entrevista à imprensa saudita em novembro, o comandante das Forças de Defesa de Israel, general Gadi Eizenkot, deixou clara a posição israelense: "Nossa exigência é de uma retirada total do Irã e de suas milícias da Síria. Temos dito abertamente, e também discreta e secretamente, que não aceitaremos a consolidação da posição do Irã na Síria. Não vamos tolerar a presença iraniana. Advertimos a não construir fábricas nem bases militares e não vamos permitir isso."

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Ditadura de Assad usou armas químicas 27 vezes na guerra civil síria

As forças leias à ditadura de Bachar Assad usaram armas químicas mais de 27 vezes na guerra civil iniciada em 2011, inclusive no ataque a Khan Cheikhun em abril passado, quando mais de 80 civis morreram, o que provocou um bombardeio retaliatório dos Estados Unidos, concluiu uma investigação das Nações Unidas divulgada ontem.

"As forças governamentais mantém o padrão de usar armas químicas contra civis em áreas dominadas por rebeldes. No caso recente mais grave, a Força Aérea da Síria usou gás sarin em Khan Sheikhun, na província de Idlibe, matando dezenas de pessoas, na maioria mulheres e crianças", declarou o relatório, denunciando o fato como crime de guerra.

Ao todo, a ONU registrou 33 ataques com armas químicas, sendo 27 cometidos pelo regime sírio e sete entre 1º de março e 7 de julho de 2017. Em seis casos, os responsáveis não foram identificados.

 O pior caso foi um ataque em Guta, na periferia de Damasco em 21 de agosto de 2013, quando pelo menos 1.421 foram mortas. Na época, o presidente Barack Obama não cumpriu a ameaça de bombardear o regime. Neste ano, o governo Donald Trump atacou a base militar de onde teriam partido os aviões responsáveis pelo ataque.

A ditadura de Assad nega ter usado armas químicas. Em Khan Cheikhun, alegou ter atingido um depósito de armas químicas dos rebeldes.