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domingo, 8 de março de 2020

Força Aérea da Nigéria bombardeia Boko Haram na Floresta de Sambissa

A Força Aérea da Nigéria atacou na semana passada acampamentos da milícia extremista muçulmana Boko Haram na Floresta de Sambissa, no Nordeste do país. Na quinta-feira, a estrutura do campo Alafa C foi arrasada e os terroristas neutralizados, noticiou a televisão nigeriana citando fontes militares.

No seu segundo mandato popular, o presidente Muhammadu Buhari, ex-general e ex-ditador, decidiu lançar uma guerra total contra o grupo jihadista que aterroriza o Nordeste da Nigéria desde 2009, quando aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na região.

Em 2015, o Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, se dividiu. Surgiu a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, que tem suas principais bases na beira do Lago Chade. Além da Nigéria, estes grupos atacam em Camarões, no Chade e no Níger.

A Província do Estado Islâmico na África Ocidental trata seus civis muçulmanos melhor do que o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o original, e que o Boko Haram. Cava poços de água, policia o pastoreio do gado, oferece serviços de saúde e pune seus milicianos em casas de abusos de civis.

Nas regiões que domina, os civis pagam impostos ao grupo como se fosse um governo legítimo e consideram o ambiente de negócios melhor do que sob o Estado nigeriano.

Para derrotar a insurgência, além do aspecto militar, o governo da Nigéria precisa reconquistar a confiança da população, oferecer serviços públicos de melhor qualidade, combater a impunidade das forças de segurança, garantir o funcionamento dos mercados locais e manter um canal de comunicação com os rebeldes.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Aviões de caça chineses intimidam Taiwan

Dois aviões de caça J-11 da Força Aérea da China cruzaram a fronteira no Estreito de Taiwan no domingo e se negaram a mudar de curso durante dez minutos. A presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen, descreveu a incursão como "provocativa e imprudente" e ordenou a expulsão dos jatos da China se voltarem a cruzar a fronteira.

Foi a mais séria incursão da Força Aérea do Exército Popular de Libertação no espaço aéreo de Taiwan neste século. Os caças chineses costumavam cruzar a fronteira até 1999, quando os dois países concordaram em acabar com esta prática. As incursões posteriores foram consideradas acidentais.

Desta vez, a duração indica que foi proposital. A decisão do regime comunista chinês de romper o acordo é um teste para a reação de Taiwan e uma pressão para que a ilha que a ditadura de Beijim considera uma província rebelde peça para negociar.

O risco é de uma nova onda de provocações capazes de aumentar a tensão nas relações China-Taiwan. Como os EUA têm o compromisso de defender a ilha, correm o risco de serem atraídos para o conflito.

As relações se deterioraram com a eleição de Tsai, do Partido Democrático Progressista (PDP), favorável à independência da Taiwan, que a China adverte que seria uma declaração de guerra. A resposta da ditadura comunista foi aumentar as ações militares no estreito.

Em reação, o governo Trump aumentou as patrulhas navais na região e deu a aprovação inicial para Taiwan comprar mais de 600 caças-bombardeiros americanos F-16. Com a escalada de tensões, a China deve ampliar as patrulhas navais e as manobras militares no Estreito de Taiwan.

No Ano Novo, o ditador chinês, Xi Jinping, descreveu a unificação como a "grande tendência da história", advertiu que Taiwan "precisa e vai ser" parte da China e não descartou o uso da força.

Quando a revolução comunista tomou o poder na China continental, em 1º de outubro de 1949, os nacionalistas derrotados fugiram para Taiwan sob a liderança de China Kai-shek.

Desde então, o regime comunista insiste na reunificação do país e boicota Taiwan sistematicamente em foros internacionais. Para um país manter relações com a China, precisa romper com Taiwan. É a política do regime comunista de que só existe uma China.

Com a democratização da ilha e a eleição direta do presidente, a partir de 1996, o anseio de independência cresceu. As atitudes de Beijim em relação a Hong Kong, a ex-colônia britânica devolvida em 1997, onde o regime comunista prometeu manter o sistema por 50 anos, desestimulam qualquer possibilidade de reunificação.

De olho nas eleições municipais de novembro, o governo de Taiwan pretende proibir serviços de vídeo de companhias chinesas de alta tecnologia para impedir a interferência da China, a desinformação e a propaganda de Beijim na política interna do país.

"As notícias falsas causam muita confusão entre o governo e a sociedade e ameaçam nossa democracia", comentou a Presidência de Taiwan. "Não podemos resolver o problema da desinformação simplesmente mudando a lei. Temos de fazer mais", declarou a porta-voz Kolas Yotaka.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Chade captura 250 rebeldes após bombardeio aéreo da França

O Exército do Chade capturou cerca de 250 milicianos da União das Forças da Resistência (UFR), uma aliança de oito movimentos rebeldes criada em 2009, depois que a Força Aérea da França bombardeou um comboio dos guerrilheiros no Nordeste do Chade na semana passada.

Foi um golpe duro. Deve reduzir significativamente a capacidade de ataque da UFR e seu potencial para desestabilizar a região do Sahel. A França decidiu participar da operação depois de relutar em se envolver em guerras civis na África, priorizando o combate ao terrorismo.

A Força Aérea da França bombardeou a UFR em três dias da semana passada, a pedido do governo do Chade, que não conseguiu conter os rebeldes com sua aviação militar. O comboio da UFR saiu do Sul da Líbia e cruzou a fronteira do Chade com 40 veículos. Sofreu os primeiros ataques aéreos da França em 3 de fevereiro.

Desde a intervenção francesa no Mali, em 2013, para conter uma ofensiva de movimentos jihadistas no Norte do país, as tropas francesas estacionadas na África se concentram no combate aos extremistas muçulmanos. Mas esta ação recoloca a antiga potência colonial no papel de força aérea e um governo africano aliado ameaçado por rebeldes.

Tanto a França quanto o ditador Idriss Déby, no poder desde 1990 no Chade, querem matar a rebelião na raiz.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

General-brigadeiro retira apoio a Maduro na Venezuela

Em mensagem de vídeo divulgada na Internet, o general-brigadeiro Francisco Estéban Yánez Rodríguez, da Força Aérea da Venezuela, descreveu Nicolás Maduro como ditador e anunciou apoio ao presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país em 23 de janeiro. 

Francisco Yánez é general de divisão e diretor de planejamento estratégico do Alto Comando da Aviação. O brigadeiro afirmou que 90% das Forças Armadas são contra a ditadura, incitou outros militares a segui-lo e convocou a população a participar das manifestações de hoje contra Maduro.

O apoio militar é fundamental à sustenção do regime chavista diante do colapso da economia venezuelana. Um dia depois do juramento público de Guaidó como presidente interino, o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, e os comandantes de todas as regiões militares do país deram apoio a Maduro como "presidente legítimo".

A reeleição antecipada de Maduro, em 22 de maio de 2018, foi vista como fraudulenta pela maior parte do mundo e seu segundo mandato, iniciado em 10 de janeiro deste ano, considerado ilegítimo pelos Estados Unidos, o Canadá e a maior parte dos países latino-americanos do Grupo de Lima, entre eles o Brasil, a Argentina, o Chile, a Colômbia, o Paraguai e o Peru.

Ao se declarar presidente, Guaidó alegou que a Presidência da Venezuela está vaga por causa da ilegitimidade do mandato de Maduro.

O Parlamento Europeu reconheceu Guaidó e a Alemanha, a Espanha, a França e o Reino Unido deram prazo até amanhã para Maduro convocar novas eleições presidenciais. Caso contrário, prometem reconhecer o governo Guaidó.

Até agora, Maduro só aceitou convocar eleições parlamentares antecipadas. As eleições parlamentares de 6 de dezembro de 2015 foram as últimas eleições democráticas na Venezuela. Como a oposição elegeu dois terços da Assembleia Nacional, o que permitiria alterar a Constituição, o governo Maduro recorreu ao Tribunal Supremo de Justiça, que impugnou os mandatos de cinco deputados.

Sem apoio para governar, em 2017, Maduro convocou uma Assembleia Nacional Constituinte eleita com um sistema sob medida para garantir a vitória, tornando a Venezuela numa ditadura. A Constituinte manipulada pelo ditador passou a ser o principal órgão do governo e antecipou a eleição presidencial fraudulenta do ano passado.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Israel mata milicianos do Estado Islâmico na fronteira

A Força Aérea de Israel matou em 1º de agosto sete milicianos da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante a 200 metros de sua fronteira com a Síria nas Colinas do Golã, um dos territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias, em 1967. O Exército de Israel confirmou o ataque ontem.

Eram dez e meia da noite (14h30 em Brasília) quando caças-bombardeios israelenses bombardearam os milicianos da Brigada dos Mártires de Yarmouk.

Na versão oficial das Forças de Defesa de Israel, eles foram monitorados durante quilômetros e fulminados na fronteira tríplice entre Israel, a Síria e a Jordânia quando se preparavam para invadir o território israelense. Poderia ter sido um “incidente grave”.

Até hoje, não há registros de ataques diretos do Estado Islâmico a Israel, mas os militares israelenses sempre souberam que este dia chegaria. Com o fim do califado que proclamou nas regiões que dominava na Síria e no Iraque, o Estado Islâmico regride a grupo terrorista. Está menor e mais pobre. A maneira de se manter vivo é realizando atentados e ataques espetaculares.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Israel derruba caça sírio que invadiu espaço aéreo israelense

Dois mísseis antiaéreos Patriota abateram um avião Sukhoi da Força Aérea da Síria que entrou dois quilômetros em território israelense. Um dos pilotos morreu.  A ditadura de Bachar Assad afirmou que atacava terroristas em seu território.

Foi o primeiro avião sírio derrubado por Israel desde 2014, quando outro Sukhoi de fabricação russa, foi derrubado. O Exército da Síria acusou Israel de apoiar “terroristas”, expressão que usa para todos os rebeldes que lutam contra a ditadura de Assad.

“Fizemos numerosas advertências por numeros canais em várias línguas para ter certeza de que ninguém viole o espaço aéreo de Israel nem ameace a soberania e civis israelenses”, declarou o tenente-coronel Jonathan Conricus, porta-voz militar de Israel.

A Força Aérea de Israel mantém contatos regulares com a Rússia, que domina o espaço aéreo da Síria desde que interveio na guerra civil do país em 30 de setembro de 2015 para evitar qualquer conflito com Moscou.

De acordo com militares israelenses, o avião sírio decolou na base aérea T-4, que já foi atacada por Israel por causa da presença de soldados iranianos, e voou em “alta velocidade” em direção às Colinas do Golã.

“Israel tem uma política muito clara: a nenhum avião, e certamente a nenhum avião sírio, é permitido entrar em nosso espaço aéreo sem a devida autorização”, afirmou Amos Yadlin, ex-diretor da inteligência militar israelense, à Rádio do Exército.

Em fevereiro, a Síria abatou um caça-bombardeiro F-15 que participava de um ataque aéreo contra uma base ligada ao Irã de onde saíra um drone iraniano que invadiu o espaço aéreo israelense. O piloto e o navegador saíram feridos.

Depois do abate do avião sírio hoje, o alarme antiaéreo soou em Israel nas Colinas do Golã e no Vale do Rio Jordão. Dois mísseis terra-terra disparados da Síria caíram em território sírio. Em 13 de julho, um míssi Patriota de Israel derrubou um drone vindo da Síria que penetrou 10 quilômetros em território israelense.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Força Aérea de Israel ataca Hamas na Faixa de Gaza

A Força Aérea de Israel bombardeou no sábado um quartel do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza usado como base para "atacar a infraestrutura de segurança de Israel", depois que quatro palestinos se infiltraram em território israelense, passando a cerca da fronteira.

O governo israelense "está determinado a continuar realizando missões defensivas para garantir a segurança dos cidadãos de Israel. A organização terrorista Hamas é a única responsável pelo que está acontecendo na Faixa de Gaza e deve sofrer as consequências pelos atos terroristas realizados de Gaza contra os cidadãos e a soberania de Israel".

Os quatro palestinos invadiram o território israelense rapidamente e deixaram uma barraca onde está escrito "Marcha do Retorno, Voltando à terra da Palestina" antes de voltar para o outro lado da cerca. Os soldados dispararam tiros de advertência. Ninguém saiu ferido.

Desde que as Marchas do Retorno começaram, em 30 de março, 116 palestinos foram mortos e 13 mil feridos junto à fronteira de Gaza com Israel.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Atirador do Texas fugiu de hospital psiquiátrico em 2012

Cada vez mais se acumulam evidências de que Devin Patrick Kelley não poderia ter comprado o fuzil semiautomático com que matou 26 pessoas e feriu outras 20 no domingo na Primeira Igreja Batista de Sutherland Springs, no Texas. Hoje, revelou-se que ele fugiu em 2012 de um hospital psiquiátrico onde fora internado pela Força Aérea dos Estados Unidos.

Quando Kelley foi preso pela polícia a quilômetros de distância, a Força Aérea declarou que ele fora internado por ameaçar de morte superiores e entrar com armas escondidas dentro do quartel. É mais um antecedente criminal do atirador, noticiou o jornal The New York Times.

Kelley "era um perigo para si mesmo e para outros, e já tinha sido pego contrabandeando armas para dentro da Base Aérea de Holloman", diz o relatório do inquérito da polícia de El Paso. Ele também foi condenado com suspensão de pena por maltratar seu cachorro, quando morava em Colorado Springs.

Em 2014, ele foi expulso da Força Aérea depois de ser condenado a um ano de prisão por bater na mulher e fraturar o crânio de um bebê enteado.

A lei federal dos EUA proíbe o porte e a posse de armas por quem "tenha sido internado para tratamento em hospitais e clínicas psiquiátricas" em consequência de sentença judicial. Se a Aeronáutica tivesse avisado o FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, Kelley estaria no cadastro nacional daqueles que não podem comprar armas.

Por esse erro burocrático, ele comprou dois fuzis semiautomático e disparou mais de 400 tiros dentro da pequena igreja de uma cidade de apenas 400 habitantes.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Atirador comprou arma porque Força Aérea dos EUA não avisou o FBI

O atirador Devin Patrick Kelley só conseguiu comprar o fuzil semiautomático com que matou 26 pessoas no domingo na Primeira Igreja Batista de Sutherland Springs, no Texas, porque a Força Aérea não avisou o FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, que ele havia sido preso, condenado e expulso com desonra por agredir a mulher e o filho, noticiou o jornal The Washington Post.

Kelley foi condenado a um ano de prisão fechada em 2014, quando servia na Base Aérea de Holloman, no estado do Novo México, e morreu ontem, quando era perseguido por dois homens armados, aos 26 anos. Como ele tinha ameaçado a sogra, a polícia do Texas acredita que foi um problema doméstico, sem qualquer motivação política, racista ou religiosa.

"As informações iniciais indicam que o crime de violência doméstica de Kelley não foi registrado no banco de dados do Centro Nacional de Informações Criminais", reconheceu a porta-voz da Aeronáutica, Ann Stefanek. A secretária da Força Aérea, Heather Wilson, e o chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, general David Goldfein, presidem a investigação.

A loja Academy Sports confirmou hoje ter vendido duas armas a Kelley depois que seus antecedentes foram aprovados, de acordo com a lei federal no ano passado e neste. Se a Força Aérea tivesse avisado o FBI, ele não poderia comprar armas nem coletes à prova de bala.

Todo vestido de preto e com colete à prova, Kelley entrou na pequena congregação da vila de apenas  e abriu fogo um um rifle semiautomático Ruger AR-556. Entre os mortos, havia 14 crianças e uma mulher grávida. Outras 20 pessoas saíram feridas.

Atirador que matou 26 no Texas fora expulso da Força Aérea dos EUA

O atirador responsável pela chacina de 26 pessoas numa igreja batista do Texas, Devin Patrick Kelley, havia sido expulso com desonra da Força Aérea dos Estados Unidos depois de ter sido processado numa corte marcial e condenado por agredir a mulher e o filho. Mesmo assim, conseguiu comprar armas.

Kelley teve um pedido de licença para carregar uma arma escondida negado, mas comprou uma arma semiautomática. Quando ele saiu da igreja, depois do massacre, foi confrontado por um homem armado com outra arma automática, que o perseguiu de carro em alta velocidade até que o atirador saiu da estrada. Ele foi encontrado baleado e morto. Deve ter se suicidado.

A polícia suspeita que um problema familiar tenha motivado do massacre. Kelley havia ameaçado sua sogra na manhã de ontem, mas ela não estava na pequena congregação de Sutherland Springs, uma pequena cidade do interior com cerca de 400 habitantes.

"A sogra do suspeito frequentava a igreja", observou Freeman Martin, porta-voz do Departamento de Segurança Pública do estado do Texas, em entrevista coletiva minutos atrás. "Sabemos que ele enviou mensagens de texto e não podemos entrar em detalhes sobre esta situação doméstica, que está sendo continuamente reexaminada e investigada."

Os mortos tinham de 18 meses a 77 anos. Entre eles, havia 14 crianças e uma mulher grávida. Os 20 feridos tinham de 5 a 75 anos. Por onde se andasse na igreja, "havia sangue e morte por todos os lados", desabafou o xerife Joe Tackitt, do condado de Wilson, citado pelo jornal The New York Times. Praticamente toda a cidade tinha alguma relação com as vítimas.

Conclusão da polícia: "Não houve motivação racial e não foi por causa de crenças religiosas, foi um problema doméstico."

Durante a visita ao Japão, o presidente Donald Trump declarou que foi "um problema de saúde mental". Fugiu da discussão sobre controle de armas que mais um massacre provoca inevitavelmente nos EUA, pouco mais de um mês depois do massacre a tiros de 58 pessoas num show de música sertaneja em Las Vegas, em 1º de outubro de 2017, por um atirador instalado num hotel.

No país sem controle de armas, no estado onde é chique portar armas como um pioneiro do Velho Oeste, uma briga em família com um perturbado mentalmente termina com 26 inocentes mortos.

sábado, 7 de outubro de 2017

Exército da Síria toma um dos últimos redutos do Estado Islâmico

Depois de dias de combates ferozes, com o apoio da Força Aérea da Rússia, o Exército da Síria e milícias aliadas entraram ontem na cidade de Mayadin, um dos últimos redutos urbanos da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante no Leste do país.

A queda de Mayadin será mais um duro golpe no Estado Islâmico, que desde o ano passado sofre uma derrota atrás da outra e vê o colapso do califado proclamado pelo líder Abu Baker al-Baghdadi. Os jihadistas resistem furiosamente. Pelo menos 15 civis morreram nos bombardeios aéreos russos.

De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição com sede em Londres que monitora a guerra civil síria, os soldados e milicianos aliados entraram nos bairros do Oeste de Mayadin, onde tomaram um complexo de silos de armazenamento de trigo e o mercado da ovelhas.

Enquanto o Estado Islâmico perde territórios no Leste da Síria, no Centro do país, a vila de Abu Dali, na província de Hama, controlada pela ditadura de Bachar Assad, está sob ataque da milícia Tahrir al-Sham (Organização ou Comitê pela Liberdade do Levante), um grupo salafista jihadista ligado à rede terrorista Al Caeda.

Na sexta-feira, o Ministério da Defesa da Rússia acusou os Estados Unidos de ignorar a ação do Estado Islâmico na cidade de Tanfe, perto da fronteira com a Jordânia, acobertando na prática as atividades. A região teria se tornado um "buraco negro" de onde os jihadistas bombardearam a ofensiva síria na província de Deir el-Zur.

A tensão entre Rússia e EUA aumenta à medida que o Estado Islâmico vai sendo derrotado. O regime sírio, apoiado por Moscou, está de olho nas reservas de gás e petróleo da região, as maiores do país, enquanto Washington financia, treina e arma uma milícia árabe-curda, as Forças Democráticas Sírias.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Israel atacou comboios de armas 100 vezes nos últimos cinco anos

Israel bombardeou carregamentos de armas para seus inimigos como a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) cerca de 100 vezes desde 2012, declarou o general-brigadeiro Amir Eshel, que está deixando o comando da Força Aérea israelense, noticiou o jornal liberal israelense Haaretz.

Várias autoridades de Israel, inclusive o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, admitiram que as Forças Armadas do país atacaram comboios com armamentos em várias frentes dezenas de vezes, mas não citaram números precisos.

Com microfone aberto, Netanyahu contou aos primeiros-ministros da Hungria, Polônia, República Tcheca e Eslováquia: "Eu disse ao Putin. Quando vemos remessas de armas para o Hesbolá, atacamos. Fizemos isso dezenas de vezes."

Agora, pela primeira vez, um alto comandante das Forças de Defesa de Israel reconhece essa política publicamente.

"Uma ação pode ser um ato isolado, pequeno, num alvo específico, ou pode levar uma semana intensa envolvendo um grande número de elementos", declarou o general Eshel. "Há outra coisa que acredito ser muito significativa. Tivemos o bom senso de não levar o Estado de Israel à guerra."

No Oriente Médio, a escalada de um conflito para a guerra é "trivial", comentou o general. "Quando Israel tem um real interesse, age independentemente dos riscos. Penso que na visão dos nossos inimigos, como eu entendo, esta linguagem é clara aqui e compreendida também além do Oriente Médio."

Cinquenta anos depois da Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, quando destruiu as forças aéreas inimigas em terra com um ataque supresa, a Força Aérea de Israel está pronta para mais um ataque preventivo contra o Hesbolá, a principal força terrestre de apoio ao regime de Bachar Assad na guerra civil da Síria.

"Não estou dizendo que Israel deve realizar ataques preventivos", ressalvou Eshel. "É um dilema estratégico e tudo precisa ser considerado. Mas hoje temos a mesma habilidade contra novos inimigos - organizações terroristas com controle disperso."

sábado, 15 de outubro de 2016

Força Aérea do Egito bombardeia Estado Islâmico no Sinai

Um dia depois da morte 12 soldados do Exército, a Força Aérea do Egito bombardeou hoje durante três horas posições da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na província do Sinai do Norte, anunciaram as Forças Armadas egípcias.

O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo assalto de ontem a um posto de controle militar próximo da cidade de Bir al-Abd. Foi o primeiro grande ataque na região central da Península do Sinai. Até agora, a região havia sido poupada da "guerra santa" intensificada desde o golpe de 3 de julho de 2013 contra o presidente Mohamed Mursi e o governo da Irmandade Muçulmana.

A milícia jihadista se vangloriou de ter matado 20 soldados sem sofrer nenhuma perda, enquanto os militares egípcios disseram ter matado 15 milicianos. Um pequeno grupo que havia tempo fazia uma rebelião armada contra o governo do Cairo jurou lealdade ao califa Abu Baker al-Baghdadi e passou a se apresentar como a Província do Sinai do Estado Islâmico.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

ONU teme destruição total do Leste de Alepo até fim do ano

Com a política de terra arrasada do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e de seu protegido Bachar Assad, a zona leste de Alepo, dominada por rebeldes, pode ser totalmente destruída até o fim do ano, advertiu hoje o enviado especial das Nações Unidas para a guerra civil síria, Staffan de Mistura.

"Em dois meses, dois meses e meio no máximo, neste ritmo, parte de Alepo corre o risco de ser totalmente destruída. Falamos particularmente da cidade antiga e milhares de civis serão mortos", lamentou o enviado especial da ONU.

Depois de um breve cessar-fogo em que o regime de Assad impediu a entrega de ajuda humanitária na área dominada pelos rebeldes, com o apoio da Força Aérea da Rússia e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá, a ditadura da Síria lançou em 22 de setembro uma grande ofensiva para tentar retomar o Leste de Alepo.

Desde então, o intenso bombardeio aéreo matou pelo menos 376 pessoas e deixou mais de 1,2 mil, acrescentou De Mistura. A Batalha de Alepo é a mais violenta da guerra no momento.

A cidade está dividida desde 2012, com os setores oeste, norte e sul sob o controle da ditadura e o leste em poder dos rebeldes, onde vivem cerca de 250 mil civis, sendo 100 mil crianças.

O embaixador ítalo-sueco apelou aos cerca de 900 guerrilheiros da Frente de Luta do Levante, a antiga Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda na guerra civil síria, para que deixem a cidade oferecendo-se para escoltá-los sob a proteção da ONU.

"Se vocês decidirem partir em dignidade e com suas armas, estou pronto a acompanhá-los pessoalmente", prometeu o enviado da ONU, sugerindo que talvez a presença dos rebeldes seja um "álibi fácil" para justificar a destruição total do Leste de Alepo pelas forças do regime.

De Mistura fez um apelo aos governos da Rússia e da Síria para que anunciem uma cessação dos bombardeios caso os rebeldes saiam da cidade.

Ele comparou a situação do Leste de Alepo com a cidade bósnia de Srebrenica, onde toda a população adulta masculina foi massacrada em junho de 1995, num total de 8.373 pessoas, e com o genocídio de Ruanda, na África, de abril a junho de 1994, quando 800 mil a 1 milhão de pessoas foram mortas.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Nigéria anuncia morte de líderes do Boko Haram

A Força Aérea da Nigéria anunciou a morte de vários comandantes da milícia extremista muçulmana Boko Haram, inclusive até mesmo o líder do grupo, Abubakar Shekau, noticiou ontem a agência Reuters.

Os bombardeiros nigerianos atacaram o Boko Haram, que agora se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, em seu principal refúgio, a floresta de Sambissa, no Nordeste do país, na semana passada.

Shekau deve estar gravamente ferido, afirmou um porta-voz militar nigeriano, sem dar maiores detalhes. O governo já anunciou sua morte antes.

Desde que aderiu à luta armada, em 2009, o Boko Haram deflagrou um conflito que matou cerca de 20 mil pessoas, principalmente na Nigéria, mas também em Camarões, no Chade e no Níger, países vizinhos e muito mais pobres. Seu nome significa repúdio à educação ocidental.

A guerra ao Boko Haram é uma prioridade do presidente Muhammadu Buhari, um ex-ditador e general da reserva que chegou ao poder democraticamente em maio de 2015. Sob ataque em várias frentes, o grupo perde territórios e se refugia na floresta.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Rússia usa base do Irã para atacar na Síria

A Força Aérea da Rússia usou uma base no Irã para bombardear alvos na Síria, anunciou hoje em Moscou o Ministério da Defesa russo. Pela primeira vez, a Rússia usa outro país, num sinal claro de fortalecimento da cooperação com a República Islâmica do Irã.

Os aviões Su-34 e Tu-22M3 saíram de perto da cidade de Hamedã, provavelmente a base de Chahid Nojeh. Os alvos são o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a Frente de Luta do Levante, a antiga Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda na guerra civil síria, em Alepo, Deir el-Zur e Idlibe.

A Rússia e o Irã são os principais aliados da ditadura de Bachar Assad. Mais uma vez, a Rússia pediu autorização aos governos do Irã e do Iraque autorização para mísseis de cruzeiro disparados do Mar Cáspio atravessarem seu espaço aéreo.

Ao mesmo tempo em que anuncia negociações conjuntas para realização de ações conjuntas contra grupos terroristas na Síria, a Rússia tenta alinhar seus objetivos na Síria com o Irã e a Turquia.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

EUA intensificam bombardeios ao Estado Islâmico na Líbia

É uma escalada na guerra na Líbia contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Os Estados Unidos bombardearam as posições do grupo na cidade de Sirte, a terra natal do falecido ditador Muamar Kadafi, anunciou ontem em Washington o Departamento da Defesa.

A Força Aérea dos EUA havia atacado militantes do Estado Islâmico, mas não as principais posições militares ocupadas pela milícia jihadista. Em novembro de 2015, bombardeou uma reunião de líderes do grupo. Em fevereiro de 2016, foi a vez de um campo de treinamento em Sábrata.

Desta vez, o bombardeio foi pedido pelo Governo do Acordo Nacional, o governo reconhecido internacionalmente da Líbia, que vive em estado de anarquia desde a queda de Kadafi há cinco anos, com diversas milícias disputando o poder.

Há três meses, milícias leais ao governo líbio reconhecido internacionalmente, principalmente da cidade de Missurata, combatem o Estado Islâmico em Sirte. A Força Aérea dos EUA pode fazer a diferença.

Apesar de controlar Sirte desde fevereiro de 2015, a posição do Estado Islâmico na Líbia é frágil. O grupo tem cerca de 5 mil homens armados no país, mas muitos seriam voluntários sem treinamento militar. Há notícias sobre execuções de desertores e jihadistas tirando a barba para fugir e desaparecer em meio à população civil.

Os EUA estão trocando informações com o governo do primeiro-ministro Fayez al-Sarraj e outras forças que lutam contra o Estado Islâmico na Líbia. A milícia de Missurata, que está na linha de frente na guerra contra o Estado Islâmico, recebeu treinamento militar.

É possível e até provável que o Estado Islâmico perca sua base em Sirte. O maior problema é que a Líbia está longe de ter um governo estável. O Governo do Acordo Nacional controla a capital, Trípoli, e o Oeste do país, mas não o Leste.

Em 20 de julho, três soldados de forças de operações especiais da França morreram na queda de um helicóptero de forças do general Khalifa Hifter, que combate milícias jihadistas em Bengázi, a segunda maior cidade líbia, que fica no Leste. O governo francês escondia seu envolvimento na guerra civil líbia.

Cinco anos depois da queda de Kadafi, a Líbia ainda está em anarquia e guerra civil. Fala-se até na volta de seu filho Seif al-Islam Kadafi, que teria o apoio de algumas tribos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Rebeldes sírios derrubam helicóptero da Rússia

Um helicóptero militar da Rússia com cinco militares russos a bordo foi derrubado hoje quando passava por uma área controlada por rebeldes na província de Idlibe, na Síria, anunciou em Moscou o Ministério da Defesa, citado pela Agência France Presse (AFP). Não há sobreviventes.

De acordo com o governo da Rússia, o helicóptero Mi-8 voltava para sua base depois de entregar ajuda humanitária na cidade de Alepo, onde está sendo travada a maior batalha do momento na guerra civil síria. O grupo responsável pelo ataque não foi identificado.

A segunda cidade mais importante da Síria está cercada por forças leais ao governo, que conta com o apoio da Força Aérea da Rússia. No fim de semana, "corredores de ajuda humanitária" foram abertos pela ditadura de Bachar Assad e seus aliados russos. A medida foi criticada como uma pressão para a saída da população civil da cidade arrasada para diminuir as baixas durante o assalto final a Alepo.

domingo, 17 de julho de 2016

Turquia busca lições no golpe fracassado

O golpe contra o presidente Recep Tayyip Erdogan e o governo do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) na Turquia começou às 21h30 de ontem pela hora local (17h30) em Brasília, quando as duas pontes que ligam a Europa à Ásia sobre o Estreito de Bósforo e os aeroportos de Ancara e Istambul foram tomados pelos golpistas. 

Ao mesmo tempo, aviões de guerra faziam voos rasantes sobre o palácio presidencial e a Assembleia Nacional. Tanques saíram às ruas em Ancara e Istambul. Helicópteros dos rebeldes atacaram as sedes da polícia e do serviço de inteligência, leais a Erdogan, enquanto outros ocupavam meios de comunicação como a CNN na Turquia e o jornal Hurryiet.

O presidente estava na cidade de Marmaris, uma praia no Mar Egeu. Com os aeroportos das duas maiores cidades turcas em poder dos rebeldes, não tinha como voltar aos centros de poder. De lá mesmo, deu uma entrevista à CNN turca via FaceTime e apelou à população para sair às ruas e resistir ao golpe. Erdogan disse depois que o hotel onde estava foi bombardeado depois que ele saiu.

A conspiração começou a fracassar quando o comandante do 1º Exército, general legalista Ümit Dündar, assumiu o controle do Aeroporto Ataturk, em Istambul.

Quando Erdogan chegou a Istambul, a polícia atacava os militares que haviam ocupado meios de comunicação. Os três principais partidos de oposição e a mídia apoiaram o governo eleito democraticamente, apesar dos abusos e do crescimento autoritarismo do presidente, que autorizou invasão de meios de comunicação e a prisão de jornalistas, intelectuais e oposicionistas simplesmente por criticarem o governo.

Por ironia, foi o grupo de mídia Dogan, atacado no ano passado por partidários do governo, que deu voz à convocação de Erdogan à resistência popular.

A frustrada tentativa de golpe terminou com 265 mortes, na descrição do governo "161 mártires e 104 golpistas", e um expurgo nas Forças Armadas e na Justiça, com a prisão de 2.839 militares, inclusive altos oficiais como o comandante do 2º Exército, e o afastamento de cerca de 2,7 mil juízes.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Governo da Turquia manda abater aviões de militares rebelados

Com uma multidão nas ruas de Ancara e Istambul para resistir ao golpe, o primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, declarou que a situação está praticamente sob controle depois de uma rebelião militar e mandou a Força Aérea abater aviões militares rebeldes que sobrevoam as maiores cidades do país.

Pelo menos 46 pessoas morreram na tentativa de golpe na Turquia, a maioria na capital, Ancara.

Os golpistas tiveram a vantagem inicial da surpresa. Rapidamente tanques ocuparam as ruas das principais cidades, as pontes ligando a Europa à Ásia, o aeroporto e meios de comunicação. Mas há um contragolpe em marcha com o apoio dos partidos secularistas que fazem oposição ao presidente Recep Tayyip Erdogan.

Para a empresa de análise estratégica Stratfor, o golpe fracassa porque ao que tudo indica é liderado por uma pequena facção de militares ligados ao movimento gulenista, um grupo político islamista liderado por Fethullah Gülen, um clérigo muçulmano, escritor e pensador turco exilado nos Estados Unidos.

De aliado do presidente Erdogan, Gülen virou inimigo quando seu poder começou a incomodar. Seus seguidores foram expurgados da mídia e do governo em 2014, mas mantêm influência nas Forças Armadas.

Assim, o golpe não seria liderado pela ala secularista do Exército que se considera guardiã dos princípios da República Turca criada em 1923 por Mustafá Kemal Ataturk. Por isso, não tem o apoio da oposição civil.

Ao contrário, os principais partidos de oposição se unem ao governo e aos setores legalistas das Forças Armadas para o contragolpe, que parece estar vencendo a batalha. Ainda há combate nas ruas de Istambul. O presidente Erdogan reapareceu no aeroporto da cidade, que estava sob o controle dos golpistas, mas não reassumiu o governo em Ancara, sinal de problemas na capital.

Erdogan atribuiu o golpe a um pequeno grupo de militares e prometeu processá-los e puni-los: "Eles vão pagar por esta traição da maneira mais dura."