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sábado, 18 de março de 2023

Hoje na História do Mundo: 18 de Março

 EUA BOMBARDEIAM CAMBOJA

    Em 1969, durante a Guerra do Vietnã (1955-75), aviões bombardeiros dos Estados Unidos deixam de lado seus alvos no Vietnã para atacar bases dos guerrilheiros comunistas do Viet Cong e a chamada Trilha de Ho Chi Minh, no Camboja, usada pelos rebeldes para ir do Vietnã do Norte para o Vietnã do Sul através do país vizinho, que estava fora da guerra.

Ao todo, 3.360 missões aéreas jogam 110 mil toneladas de bombas no Camboja durante um ano e dois meses, até 26 de maio de 1970. A Operação Menu é realizada em segredo. Nem o Congresso nem a opinião pública norte-americana é informada porque o Camboja é um país neutro.

GOLPE NO CAMBOJA

    Em 1970, o general e primeiro-ministro Lon Nol dá um golpe militar no Camboja, derruba o Príncipe Vermelho, Norodom Sihanouk, e instaura uma ditadura com o apoio dos EUA.

A guerra, os bombardeios e a ditadura apoiada por Washington alimentam o grupo guerrilheiro Khmer Vermelho, em atividade desde 1968, que toma o poder em 16 de abril de 1975, duas semanas antes da queda de Saigon, no fim da Guerra do Vietnã.

O Khmer Vermelho, apoiado pela China e inspirado pelo maoísmo e a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76), instaura um dos regimes comunistas mais cruéis e brutais, talvez o pior de todos, um reino do terror que mata 1,5 a 2 milhões de pessoas até ser derrubado por uma invasão do Vietnã em 7 de janeiro de 1979.

sexta-feira, 18 de março de 2022

Hoje na História do Mundo: 18 de Março

 EUA BOMBARDEIAM CAMBOJA

    Em 1969, durante a Guerra do Vietnã, aviões bombardeiros deixam de lado seus alvos no Vietnã para atacar bases dos guerrilheiros comunistas do Viet Cong e a chamada Trilha de Ho Chi Minh, usada pelos rebeldes para ir do Vietnã do Norte para o Vietnã do Sul através do país vizinho, que estava fora da guerra.

quinta-feira, 12 de março de 2020

EUA bombardeiam milícias xiitas no Iraque

Em retaliação à morte de dois soldados americanos e um britânico ontem num ataque de 18 foguetes o contra a base de Camp Taji, a Força Aérea dos Estados Unidos bombardeou hoje no Iraque milícias xiitas apoiadas pelo Irã. Os alvos foram cinco depósitos de armas situados ao sul de Bagdá pertencentes às milícias Kataib Hesbolá (Brigadas do Partido de Deus), responsáveis por várias ataques contra tropas americanas nos últimos meses.

O objetivo foi degradar a capacidade ofensiva das milícias contra os EUA e aliados, declarou em nota o Departamento da Defesa, o Pentágono, sem fazer uma estimativa de mortos e feridos. Anonimamente, alguns oficiais falaram em dezenas de mortos e feridos.

Houve contatos com o governo britânico, mas os EUA acabaram retaliando sozinhos. Os bombardeios foram "defensivos e proporcionais", alegou o Pentágono. As forças americanas no Iraque têm cerca de 5 mil soldados no Iraque.

"Os EUA não vão tolerar ataques contra nosso povo, nossos interesses e nossos aliados", afirmou o secretário da Defesa, Mark Esper. "Como mostramos nos últimos meses, faremos qualquer ação necessária para proteger nossas forças no Iraque ou em outras regiões."

Ataques anteriores das mesmas milícias xiitas financiadas, armadas e treinadas pelo Irã levaram o presidente Donald Trump a ordenar o assassinato do general Kassam Suleimani, comandante da Força Quods, força de elite da Guarda Revolucionária Islâmica para ações no exterior, no aeroporto de Bagdá, em 3 de janeiro de 2020.

A morte do general Suleimani aumentou a tensão e o risco de guerra entre os EUA e o Irã. Na época, o Irã fez uma retaliação que Trump disse não ter ferido ninguém. Depois, mais de cem soldados americanos apresentaram distúrbios atribuídos às ondas de choque das explosões.

Agora, as milícias argumentam que os ataques se justificam porque as forças americanas não obedeceram à decisão da Assembleia Nacional do Iraque de ordenar a retirada de todas as tropas estrangeiras do país.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Israel faz bombardeio pesado contra o Hamas na Faixa de Gaza

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) anunciou um cessar-fogo depois de ser alvo de um intenso bombardeio da Força Aérea de Israel na Faixa de Gaza, em resposta a franco-atiradores palestinos que mataram um soldado israelense. Pelo menos quatro palestinos morreram.

“Neste momento, nossos aviões estão realizando amplos ataques contra alvos terroristas do Hamas na Faixa de Gaza”, anunciou a Força de Defesa de Israel no início da noite pela hora local, justificando o bombardeio como resposta a “um incidente sério de tiros contra nossas forças”.

Pelo menos 15 alvos foram atacados, inclusive “o quartel-general da brigada do Hamas em Zeiteon”, que os militares israelenses afirmam ter destruído junto com “depósitos de armas e munições, campos de treinamento, postos de observação, centros de controle e comando e os escritórios do comandante da brigada”.

Durante os ataques, o alarme antiaéreo soou em comunidades israelenses próximas à fronteira na Faixa de Gaza. Ao menos dois foguetes foram interceptados pelo sistema de defesa antiaérea Domo de Ferro. Outro caiu em campo aberto.

O bombardeio em grande escala do início da noite foi a segunda onda de ataques aéreos. No primeiro, a aviação israelense atingiu oito alvos e matou pelo menos quatro militantes do braço armado do Hamas.

Em meio à operação, o primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu foi pessoalmente ao Ministério da Defesa, onde se reuniu com o ministro Avigdor Lieberman e o alto comando para avaliar a situação.

A morte do soldado israelense por um franco-atirador palestino na fronteira de Gaza em meio à Marcha do Retorno, convocada pelo Hamas para negar a legitimidade Israel, foi considerada pelo governo Netanyahu “o incidente mais sério” em Gaza desde a guerra de 2014 contra o próprio Hamas.

Desde então, o comandante da Força de Defesa de Israel, general Gadi Eizenkot, faz questão de manter a prontidão para dar “quaquer resposta que seja necessária”, declarou o porta-voz da FDI, Ronen Manelis, acrescentando que não há intenção de ir à guerra, mas não está descartada uma operação terrestre, uma invasão a Gaza.

Mesmo sem querer uma guerra aberta, Israel e o Hamas podem estar marchando para uma, adverte a empresa de consultoria e análise estratégica americana Stratfor. Afinal, o conflito com o Hamas é uma ameaça permanente a Israel. Já provocou guerras, batalhas e escaramuças. Deter o Hamas é um desafio permanente..

No fim de semana passado, houve uma batalha com bombardeios aéreos israelenses em resposta a foguetes do Hamas. O conflito é aguçado pela situação econômica catastrófica na Faixa de Gaza, onde vivem 2,2 milhões de palestinos, que ficou ainda pior com a redução da ajuda dos Estados Unidos e do Catar.

Essa situação explosiva incitou as milícias palestinas do Hamas, da Jihad Islâmica para a Libertação da Palestinos e de outros grupos a lançar foguetes e bombas incendiárias contra o território israelense.

As manifestações tentam atrair a atenção do resto do mundo para a miséria de Gaza, mas o controle to território pelo Hamas desde 2007, depois de uma guerra civil palestina contra a Fatah, partido dominante na Autoridade Nacional Palestina, só agravou a tragédia.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Egito negocia cessar-fogo entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza

O Egito negociou uma trégua entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) depois da maior batalha entre foguetes disparados da Faixa de Gaza e contra-ataques da Força Aérea israelense desde a guerra de 2014, noticiou o jornal libanês The Daily Star.

A trégua restaura o cessar-fogo acertado em 2014 e leva a calma a uma fronteira tensa, onde pelo menos 116 palestinos foram mortos ao atacar a cerca erguida por Israel nas Marchas do Retorno, realizadas todas as sextas-feiras desde 30 de março. Os dois lados recuaram para evitar um conflito capaz de degenerar em guerra aberta.

Em Jerusalém, o primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu voltou a advertir o Hamas a não desafiar Israel.

As manifestações protestam contra a expulsão de centenas de milhares de palestinos de suas casas e terras quando da criação do Estado de Israel, há 70 anos, e reivindicam o direito de retorno, que numa negociação de paz poderia ser resolvido com compensações financeiras.

Como o Hamas organiza os protestos, Israel vê uma manobra para lhe negar a legitimidade e o direito de existir. Os soldados israelenses reagiram a bala às tentativas de atacar a cerca na fronteira com Gaza.

Força Aérea de Israel faz 30 ataques retaliatórios na Faixa de Gaza

No momento de maior hostilidade desde a guerra de 2014, a Força Aérea de Israel bombardeou ontem 30 alvos do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e da milícia Jihad Islâmica para a Libertação da Palestina, depois do disparo de barragens de foguetes da Faixa de Gaza contra o território israelense. O ataque destruiu um túnel clandestino construído para invadir Israel.

A primeira barragem, com 28 morteiros, jogou uma bomba no quintal de um jardim de infância de uma localidade israelense próxima à fronteira com Gaza. Os ataques continuaram durante o dia, com os alarmes antiaéreos de Israel soando dezenas de vezes ao longo do dia. Cinco israelenses foram feridos.

Pouco antes da meia-noite pela hora local (18h em Brasília), jornalistas árabes anunciaram um acordo entre Israel, o Hamas e a Jihad Islâmica para restaurar o cessar-fogo acertado no fim da guerra de 2014, quando 73 israelenses e mais de 2,2 mil palestinos foram mortos.

Os Estados Unidos pediram a convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para "discutir os últimos ataques do Hamas e outros grupos militantes contra Israel a partir da Faixa de Gaza".

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Força Aérea de Israel ataca Hamas na Faixa de Gaza

A Força Aérea de Israel bombardeou no sábado um quartel do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza usado como base para "atacar a infraestrutura de segurança de Israel", depois que quatro palestinos se infiltraram em território israelense, passando a cerca da fronteira.

O governo israelense "está determinado a continuar realizando missões defensivas para garantir a segurança dos cidadãos de Israel. A organização terrorista Hamas é a única responsável pelo que está acontecendo na Faixa de Gaza e deve sofrer as consequências pelos atos terroristas realizados de Gaza contra os cidadãos e a soberania de Israel".

Os quatro palestinos invadiram o território israelense rapidamente e deixaram uma barraca onde está escrito "Marcha do Retorno, Voltando à terra da Palestina" antes de voltar para o outro lado da cerca. Os soldados dispararam tiros de advertência. Ninguém saiu ferido.

Desde que as Marchas do Retorno começaram, em 30 de março, 116 palestinos foram mortos e 13 mil feridos junto à fronteira de Gaza com Israel.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Israel faz grande ataque aéreo na Síria após infiltração de drone iraniano

A Força Aérea de Israel lançou hoje uma segunda onda de ataque contra 12 alvos sírios e iranianos dentro do território da Síria depois da infiltração de um drone do Irã penetrou no espaço aéreo israelense. Um caça-bombardeiro F-16 de Israel foi abatido. O Irã advertiu que "a era dos ataques israelenses acabou."

O governo de Israel chamou a infiltração de aeronaves não tripuladas "uma violação regular e séria da soberania israelense" e responsabilizou o Irã. Em resposta, a aviação israelense "alvejou o sistema de defesa antiaérea síria e alvos iranianos na Síria. Doze alvos, inclusive três baterias antiaéreas e quatro alvos iranianos que fazem parte do aparato militar do Irã na Síria, foram atacados."

Durante os bombardeios aéreos, 15 a 20 mísseis antiaéreos foram disparados. Um avião israelense caiu. Os dois pilotos ejetaram os acentos. Um está gravemente ferido.

"Os sírios e iranianos estão brincando com fogo", declarou o coronel Jonathan Conricus, porta-voz militar de Israel. "Vamos cobrar um preço alto", mas "não temos interesse em escalar a situação".

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Israel volta a bombardear alvos militar na Síria perto de Damasco

A Força Aérea de Israel atacou na madrugada de hoje alvos militares hoje perto de Damasco, a capital síria, especialmente um centro de desenvolvimento de armas químicas próxima a Jamraia. O Exército da Síria declarou que sua defesa antiaérea neutralizou o bombardeio, mas fontes independentes indicam que a fábrica foi atingida, noticiou o jornal The Times of Israel.

"Nesta manhã, aviões de guerra de Israel dispararam vários mísseis do espaço aéreo do Líbano contra uma de nossas posições militares na zona rural de Damasco", afirmou o Exército em nota difundida pela mídia oficial da ditadura de Bachar Assad. "Nossos sistemas de defesa antiaérea bloquearam e destruíram a maioria deles."

Desde o início da guerra civil na Síria, em março de 2011, Israel bombardeou o país vizinho mais de cem vezes, destruindo, por exemplo, carregamentos de armas do Irã destinadas à milícia extremista xiita libanesa (Hesbolá), que luta ao lado do regime de Assad.

Jamraia fica a pouco mais de 10 quilômetros. É sede de várias instalações militares sírias, inclusive do Centro de Pesquisas e Estudos Científicos da Síria, acusado pelos Estados Unidos e a França de ser parte da produção de armas químicas. Israel havia atacado o centro em Jamraia em maio de 2013 e outra de suas instalações no Oeste do país em setembro do ano passado.

O governo israelense adota uma política de intervenção limitada no conflito sírio. Responde a todos os ataques deliberados ou acidentais contra o território de Israel e ataca comboio e fábricas de armas que possam ameaçar sua segurança.

Para evitar uma retaliação dos EUA depois de atacar a cidade de Guta com gás sarin, em 21 de setembro de 2013, matando pelo menos 1.421 pessoas, Assad aceitou uma proposta da Rússia. Prometeu entregar todas as armas químicas e parar de fabricá-las. Evitou a resposta de Obama, mas conservou parte de seu arsenal químico, que voltou a ser usado nos últimos dias na mesma Guta.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Israel bombardeia Estado Islâmico numa guerra secreta no Sinai

Com drones, helicópteros e aviões bombardeiros, Israel atacou mais de cem vezes nos últimos dois anos posições da organização terrorista Estado Islâmico na Península do Sinai. O ditador do Egito, marechal Abdel Fattah al-Sissi, impotente para conter os jihadistas, aprovou as ações militares israelenses, revelou hoje o jornal The New York Times.

A Península do Sinai foi ocupada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e devolvida ao Egito no acordo de paz assinado em 1979, em Camp David, nos Estados Unidos. Pelo acordo, tornou-se uma zona desmilitarizada. Os extremistas muçulmanos aproveitaram a situação para se instalar lá.

O maior grupo jihadista do Norte do Sinai, Ansar Beit al-Makdis, declarou lealdade ao Estado Islâmico em novembro de 2014, chegou a tomar uma cidade importante, Xeique Zuwaid, e derrubou um avião de passageiros da Rússia em 31 de outubro de 2015, matando todas as 224 pessoas a bordo. Centenas de militares e policiais foram mortos em seus ataques.

Israel e o Egito não comentaram oficialmente. Depois de travar quatro guerras, em 1948-49, 1956, 1967 e 1973, os dois países assinaram o primeiro tratado de paz árabe-israelense e há dois anos se aliaram contra um inimigo comum.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Síria e Israel vivem pior tensão em seis anos

No mais sério incidente entre os dois países desde o início da guerra civil na Síria, em 15 de março de 2011, a Força Aérea de Israel atacou ontem vários alvos no território do país vizinho. A ditadura de Bachar Assad reagiu com sistemas avançados de defesa antiaérea importados da Rússia e disparou vários mísseis contra os bombardeiros israelenses.

A Síria anunciou hoje oficialmente ter abatido um avião israelense e avariado outro. Israel negou e declarou que um dos mísseis antiaéreos sírios foi derrubado por sistema de defesa israelense antimísseis conhecido como Flecha. O Exército da Jordânia revelou que destroços do míssil abatido caíram em território jordaniano.

Em várias ocasiões anteriores desde 2011, Israel bombardeou território sírio a pretexto de destruir carregamentos de armas para a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), apoiada pelo Irã. Pela primeira vez, admite oficialmente. O Hesbolá desmentiu que um de seus comandantes tenha sido morto no bombardeio israelense.

O regime sírio acusou Israel de atacar perto da cidade de Palmira, no Centro do país, para apoiar a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Não faz sentido. Israel não apoia movimentos extremistas muçulmanos.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Forças especiais do Iraque avançam na Universidade de Mossul

Comandos de operações especiais das forças de segurança do Iraque expulsaram hoje os milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante da maior parte do campus da Universidade de Mossul, noticiou a agência Reuters.

Com a cobertura de bombardeios aéreos da coalizão de 65 países liderada pelos Estados Unidos, unidades especiais da polícia e da 9ª Divisão Blindada do Exército do Iraque avançaram pela margem sudeste do Rio Tigre, tomando a região de Yarimja.

O diretor do Serviço Antiterrorismo declarou que as forças governamentais vão logo assumir o controle de toda a margem oriental do rio.

Também hoje, a polícia reassumiu o controle da rodovia Mossul-Kirkuk. Pelo menos 30 civis teriam sido mortos numa tentativa da coalizão aérea liderada por Washington de matar um líder do Estado Islâmico.

Desde o inicio da ofensiva para retomar Mossul, o Exército do Iraque e milícias aliadas enfrentam feroz resistência dos terroristas, que conquistaram a segunda maior cidade iraquiana em 10 de junho de 2014.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Áreas rebeldes de Alepo sofrem maior bombardeio em meses

As áreas dominadas por rebeldes no Leste da cidade de Alepo, no Nordeste da Síria, sofreram na noite de ontem e na madrugada de hoje o maior bombardeio em meses. A maior cidade do país, capital econômica até o início da guerra civil, há cinco anos e meio, está em chamas, informou a televisão pública britânica BBC. Pelo menos 13 pessoas morreram.

O regime sírio usou bombas incendiárias de fósforo, denunciou o Centro de Mídia de Alepo. Uma rua inteira do bairro de Bustan al-Kassar está pegando fogo, revelou um repórter da Agência France Presse (AFP).

Cerca de 2 milhões de pessoas tentam sobreviver em Alepo em meio a uma das batalhas mais intensas da guerra civil síria.

Em entrevista à BBC, o enviado especial das Nações Unidas, Staffan de Mistura, anunciou o reinício da ajuda humanitária no bairro de Muadamia, na capital, Damasco, onde 40 mil pessoas estão numa área rebelde cercada pelo regime. Ele espera entregar ajuda humanitária a Alepo "no futuro próximo".

Ataque aéreo a clínica mata cinco funcionários da saúde na Síria

Um bombardeio aéreo a uma clínica da cidade de Alepo, no Nordeste da Síria, matou um médico, duas enfermeiras e dois motoristas de ambulância, revelou ontem o Sindicato de Organizações de Assistência Médica e Ajuda Humanitária, citado pela televisão pública britânica BBC.

Nove membros do Jaish al-Fatah (Exército da Conquista), uma aliança de grupos rebeldes, foram mortos no bombardeio, informou Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil na Síria.

Desde o início da guerra civil, em março de 2011, mais de 600 clínicas, centros médicos e hospitais foram bombardeados na Síria.

As maiores suspeitas recaem sobre as forças aéreas da Rússia e da Síria. O ataque aconteceu um dia depois do bombardeio a um comboio de ajuda humanitária para áreas rebeldes sitiadas pela ditadura de Bachar Assad, horas depois que o regime anunciou o fim de uma trégua frágil. Em resposta, as Nações Unidas suspenderam a ajuda humanitária.

Os Estados Unidos e a Rússia, que negociaram o cessar-fogo, se acusaram mutuamente pelo bombardeio ao comboio. Altos funcionários do Departamento da Defesa americano disseram ter imagens que mostram aviões de guerra russos sobrevoando os caminhões no momento do ataque.

Em reunião no Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, responsabilizou aeronaves não tripuladas americanas, denunciou mais de 300 violações do cessar-fogo por grupos rebeldes apoiados pelos EUA, a Europa, a Arábia Saudita e a Turquia, e declarou que "não haverá mais tréguas unilaterais".

Assad defendeu a Rússia em entrevista à agência Associated Press (AP) e acusou os EUA de mentir e não ter credibilidade. O ditador não acredita que o bombardeio americano que matou 90 soldados no fim de semana na cidade de Deir el-Zur tenha sido um erro: "Definitivamente foi intencional. Não foi um erro cometido por um avião isolado. Quatro aviões bombardearam posições do Exército da Síria durante uma hora. Você não comete um erro desses durante uma hora."

A Rússia e Assad apostam numa vitória militar. Nas negociações de paz, o regime e seus aliados russos e iranianos insistem na manutenção do ditador no poder durante um "período de transição" ao fim do qual haveria eleição presidencial com Assad como candidato.

Sem a saída do ditador, não haverá paz na Síria. A guerra civil ainda está longe do fim.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

ONU suspende ajuda humanitária na Síria

As Nações Unidas suspenderam hoje a distribuição de ajuda humanitária na Síria depois que um bombardeio aérea atingiu ontem um comboio de caminhões da própria ONU e do Crescente Vermelho, a Cruz Vermelha dos países muçulmanos, anunciou um porta-voz da organização citado pela Agência France Presse (AFP).

Pelo menos 12 voluntários e motoristas do Crescente Vermelho foram mortos. Dos 31 caminhões, 18 foram destruídos. Os Estados Unidos responsabilizaram a Rússia pelo ataque aéreo e questionaram o compromisso de Moscou com a manutenção da frágil trégua, que as Forças Armadas da Síria deram por encerrada ontem depois que um bombardeio americano matou "por engano" cerca de 90 soldados sírios no fim de semana.

O cessar-fogo entrou em vigor em 12 de setembro. Se durasse uma semana, os EUA e a Rússia passariam a coordenar as ações de combate a grupos terroristas como a rede Al Caeda e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Outra violação do acordo foi a falta de garantias de segurança da ditadura de Bachar Assad para a distribuição de ajuda humanitária. O regime sírio quer controlar o acesso a áreas dominadas por rebeldes para usar a ajuda como arma de guerra, o que levou ao bombardeio do comboio ontem pela Rússia, que intervém há um ano no conflito sírio em apoio a Assad.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Síria declara fim do cessar-fogo e volta a bombardear Alepo

A ditadura de Bachar Assad anunciou hoje o fim da trégua negociada pelos Estados Unidos e a Rússia na guerra civil da Síria e voltou a bombardear áreas dominadas por rebeldes na cidade de Alepo, noticiou a agência Associated Press (AP). Um comboio com ajuda humanitária foi atingido. Doze pessoas morreram.

Em declaração oficial, as Forças Armadas da Síria acusaram "grupos terroristas armados" de repetidas violações do cessar-fogo em vigor há uma semana. Os rebeldes denunciaram violações cometidas pelo regime sírio e as Nações Unidas responsabilizaram a ditadura por bloquear a distribuição de ajuda humanitária a áreas sitiadas sob controle rebelde.

Se a trégua durasse uma semana, os EUA e a Rússia levariam adiante a próxima etapa de um plano de paz, passando a coordenar operações militares contra as organizações terroristas Estado Islâmico do Iraque e do Levante e Al Caeda.

O passo seguinte seria negociar um acordo de paz com um período de transição até a realização de eleições. Sob pressão da Rússia, os EUA aceitaram que Assad permaneça no poder durante a transição e se candidate na próxima eleição presidencial, o que é inaceitável para os rebeldes.

Sem a saída do ditador, o maior terrorista na guerra civil, não haverá paz na Síria.

sábado, 17 de setembro de 2016

Bombardeio dos EUA mata 90 soldados sírios "por engano"

A coalizão aérea liderada pelos Estados Unidos matou hoje 90 soldados do Exército da Síria em quatro ataques perto da cidade de Deir el-Zur na Síria, anunciou em Moscou o Ministério da Defesa da Rússia, citado pela agência de notícias russa Interfax.

Em comunicado, o Comando Militar Central dos EUA alegou que o bombardeio era à milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante e não tinha a intenção de matar os soldados sírios: "O ataque aéreo da coalizão foi suspenso imediatamente quando oficiais da coalizão foram informados por oficiais russos de que é possível que os veículos e soldados alvejados fossem parte das Forças Armadas da Síria."

A Rússia afirmou que os soldados sírios estavam cercados pelo Estado Islâmico, assim, "os bombardeios abriram o caminho para o ataque dos terroristas" a uma colina próxima.

O Ministério da Defesa russo acusou os EUA de se recusarem a coordenar suas operações aéreas com a Rússia e declarou que os ataques são "provas conclusivas do apoio dos EUA e seus aliados ao Estado Islâmico e outras organizações terroristas".

Desde agosto de 2014, os EUA bombardeiam o Estado Islâmico no Iraque e na Síria à frente de uma coalizão que hoje tem mais de 60 países. Em 30 de setembro de 2015, a Força Aérea da Rússia entrou na guerra civil da Síria ao lado da ditadura de Bachar Assad.

Há uma frágil trégua em vigor desde segunda-feira depois de mais de 300 mil mortes na guerra civil síria. O cessar-fogo negociado pelos EUA e a Rússia autoriza o ataque a duas milícias terroristas: o Estado Islâmico e a Frente de Luta do Levante, a antiga Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda no conflito na Síria.

O problema é que o ditador Bachar Assad, o maior terrorista nesta guerra, chama de terroristas todos os grupos rebeldes numa tentativa de desqualificá-los. Ao se alinhar com o discurso do regime, a Rússia enquadra os rebeldes apoiados pelos EUA, a Europa e outros países muçulmanos como terroristas, o que autoriza a reiniciar os ataques.

Se a trégua se sustentar por uma semana, os EUA e a Rússia prometem retomar as negociações de paz, mas é evidente que Assad não está disposto a fazer qualquer concessão. Os EUA aceitaram que ele fique no poder durante um "período de transição" ao fim do qual haverá uma eleição presidencial em que Assad será candidato.

Em Moscou, o presidente Vladimir Putin disse que os grupos rebeldes aproveitaram o cessar-fogo para se reagrupar. O homem-forte do Kremlin acusou os EUA de estarem mais preocupados em manter a capacidade militar dos rebeldes do que em separar rebeldes moderados de extremistas, um dos objetivos da trégua.

Um objetivo central era permitir o acesso de ajuda humanitária a áreas rebeldes sitiadas por forças leais ao regime. Há um comboio de 20 caminhões parado há dias na fronteira com a Turquia à espera de garantias do governo sírio, que insiste em controlar a distribuição para usar a ajuda humanitária como arma de guerra.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Dinamarca faz primeiro ataque aéreo ao Estado Islâmico na Síria

A Força Aérea da Dinamarca entrou na guerra contra a milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na Síria. Nos últimos dias, aviões de guerra dinamarqueses bombardearam posições da milícia na província de Rakka. A cidade de Rakka, capital da província, é também a capital do califado autoproclamado pelo Estado Islâmico.

A Dinamarca participa da coalizão aérea liderada pelos Estados Unidos desde o fim de 2014. Até agora, só havia atacado o Estado Islâmico no Iraque.

Como o governo iraquiano pediu ajuda aos EUA e aliados, a intervenção militar no Iraque é legal à luz do direito internacional. A Síria está em guerra civil, mas governo local, a ditadura de Bachar Assad, só convidou seus aliados do Irã e do Líbano e a Rússia.

Sob intensão pressão dos bombardeios dos EUA e aliados e da Rússia, o Estado Islâmico perdeu territórios no Iraque e na Síria e intensificou as ações terroristas.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Estado Islâmico começa a abandonar a cidade de Rakka

Sob pressão dos bombardeios da Rússia e da França, os milicianos da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante e suas famílias estão deixando a cidade de Rakka, no Norte da Síria, considerada a capital do califado proclamado pelo grupo em 29 de junho de 2014, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que monitora a guerra civil da Síria, citado pela agência de notícias iraquiana Shafaq.

Nos últimos dois dias, por causa da onda de terror em Paris e do abate de um avião de passageiros russo no Egito, as Forças Aéreas da Rússia e da França intensificaram os ataques a Rakka. Pelo menos 33 terroristas foram mortos na cidade nas últimas 72 horas.

Ontem, o presidente Vladimir Putin ordenou às forças russas que coordenem seus bombardeios com os franceses. Hoje, um grupo naval lideradado pelo porta-aviões francês Charles de Gaulle saiu de Toulon rumo ao Leste do Mar Mediterrâneo, onde vai triplicar o poder de ataque da França.

A fuga da capital do califado é uma forte indicação de que o Estado Islâmico está acuado em seu próprio território nas áreas que conquistou no Iraque e na Síria. O recurso ao terrorismo pode ser mais um sinal de desespero do que de força.

O presidente François Hollande vai a Washington no dia 24 e a Moscou no dia 26 na expectativa de obter uma união das grandes potências na guerra contra o Estado Islâmico. O inimigo comum ajuda a reaproximar a Rússia do Ocidente depois da crise provocada pela intervenção militar da Rússia na ex-república soviética da Ucrânia. Mas há limites nesta cooperação.

Uma etapa fundamental para derrotar o Estado Islâmico é acabar com a guerra civil na Síria. Nos últimos quatro anos e meio, quando 250 mil pessoas foram mortas, não houve acordo entre as grandes potências com direito a veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) para pacificar a Síria.

Enquanto Moscou insiste em que a ditadura de Bachar Assad é o governo legítimo da Síria, as potências ocidentais o responsabilizam pela guerra civil que transformou o Estado Islâmico do Iraque no Estado Islâmico do Iraque e do Levante, aumentando significativamente o poder do grupo terrorista. Sem um consenso em torno do futuro de Assad, a aliança com a Rússia será frágil.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Rússia e França bombardeiam Estado Islâmico na Síria

Diante da afirmação de que a queda de um avião russo na Península do Sinai em 31 de outubro de 2015 foi um ato terrorista, o presidente Vladimir Putin ordenou a intensificação dos bombardeios aéreos contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante nesta terça-feira. A França lançou uma nova onda de ataque em coordenação com as forças russas.

Em reunião do Estado-Maior russo, Putin deixou clara a intenção de mostrar aos terroristas que há um preço a pagar pelos atentados.

Durante a madrugada, a Marinha de Guerra da Rússia baseada no Mar Cáspio voltou a disparar mísseis de cruzeiro contra Rakka, no Norte da Síria, a capital do Estado Islâmico, Idlibe e Alepo. Desde 30 de setembro, as Forças Armadas russas realizaram 1,2 mil missões de ataque na Síria. Em 7 de outubro, haviam disparado 26 mísseis de cruzeiro Kalibr.

Dez aviões Rafale e Mirage 2000 da França partiram de bases aéreas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos e atacaram 16 alvos em Rakka.

O presidente François Hollande vai a Washington no dia 24 e a Moscou no dia 26 para tentar promover uma união entre os EUA e a Rússia na guerra contra o Estado Islâmico.

A aliança tem uma limitação séria. Os objetivos militares são diferentes. Enquanto a França exige o afastamento do ditador da Síria, Bachar Assad, a Rússia interveio para mantê-lo no poder. Por isso, deve continuar bombardeando outros grupos rebeldes e não apenas o Estado Islâmico.

Pelas estimativas do Departamento da Defesa dos EUA, 80% dos bombardeios da Rússia são contra outros grupos rebeldes. Com o abate de um avião de passageiros de uma companha russa no Deserto do Sinai em 31 de outubro, o presidente Vladimir Putin mudou sua estratégia e intensificou os esforços no caombate ao Estado Islâmico.