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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Arábia Saudita promete US$ 100 milhões para reconstruir a Síria

O reino da Arábia Saudita prometeu US$ 100 milhões para reconstruir áreas do Nordeste da Síria que estavam sob controle da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, inclusive Rakka, a capital do extinto califado que os extremistas muçulmanos fundaram em 2014.

É a primeira proposta concreta para atender ao desejo do governo Donald Trump de retirar as tropas e o financiamento dos Estados Unidos da guerra civil da Síria e entregar a região tomada dos jihadistas aos países árabes do Golfo Pérsico, liderados pelos sauditas.

Trump quer reduzir o ônus dos EUA na Síria. Hoje, foi revelado que vetou gastos de US$ 200 bilhões destinados ao país. Mas o dinheiro saudita não basta. Os EUA esperam que os países do Golfo ofereçam tropas para ocupar a região.

Neste caso, entrariam em confronto direto com o Exército da Síria e milícias aliadas, que têm o apoio da Rússia e do Irã. Depois de sete anos e cinco meses de guerra civil e mais de 500 mil mortes, o ditador Bachar Assad ainda enfrenta bolsões de resistência na província de Idlibe, no Centro do país, mas pretende reassumir logo o controle de todo o território nacional.

Quando os rebeldes apoiados pela Turquia se renderem, faltará a região Nordeste, dominada pelas Forças Democráticas da Síria (FDS), uma milícia árabe-curda financiada, treinada e armada pelos EUA. Foi a tropa terrestre na guerra contra o Estado Islâmico.

Se os EUA e a Rússia não chegarem a um acordo para levar a paz à Síria, há um sério risco de confronto. Assad vai querer retomar a região. Isso explica por que as monarquias petroleiras do Golfo estão prontas a dar dinheiro, mas relutam em mandar soldados.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Síria retoma última cidade grande dominada pelo Estado Islâmico

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante sofreu hoje dois golpes que tiram do mapa o califado proclamado em junho de 2014, depois da tomada de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana. 

O Exército da Síria e milícias aliadas conquistaram Deir el-Zur, a última cidade grande em poder do grupo, enquanto forças do Iraque tomavam o posto de fronteira de Hussaibá, informou o jornal britânico The Guardian.

"As Forças Armadas restauraram a estabilidade e a segurança em Deir el-Zur", anunciou um porta-voz militar sírio na televisão estatal. "Deir el-Zur representa a fase final da completa eliminação do Daech", a maneira pejorativa de se referir ao Estado Islâmico em árabe.

A cidade, acrescentou, "era o quartel-general da liderança da organização. Perdendo-o, eles perdem a capacidade de dirigir operações terroristas."

Deir el-Zur é a sétima maior cidade síria, a maior do Leste do país e o centro da principal região produtora de petróleo da Síria. Seca assim também uma fonte de recursos para o Estado Islâmico. Agora, Abu Kamal, do lado sírio da fronteira, é a única cidade com alguma importância ainda dominada pelo EI.

No seu auge, o califado controlava uma área do tamanho da Grã-Bretanha, com cerca de 8 milhões de pessoas. Em outubro, caiu sua capital, Rakka, na Síria. À medida que são liberadas desse reino do terror, suas vítimas revelam histórias macabras.

Com a intervenção militar da Rússia e sua poderosa Força Aérea, a partir de 30 de setembro de 2015, a ditadura de Bachar Assad retomou a iniciativa na guerra civil iniciada em março de 2011. Hoje, controla a maior parte do país.

Uma exceção é uma faixa na fronteira norte com a Turquia onde as Forças Democráticas Sírias, uma milícia majoritariamente curda apoiada pelos EUA. Com o colapso do Estado Islâmico, em breve estas forças vão se encontrar.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Aliança liderada pelos EUA toma capital do Estado Islâmico

Depois de quatro meses de batalha, as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda armada, financiada e treinada pelos Estados Unidos, anunciaram hoje a retomada de Rakka, na Síria, que nos últimos três anos foi a capital do califado proclamado pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante em junho de 2014.

Diante da ofensiva final da aliança liderada pelos EUA, os terroristas se concentraram no estádio de Rakka, seu último reduto. Nesta terça-feira, as FDS tomaram o estádio e anunciaram a vitória final.

"As operações militares dentro da cidade estão completamente encerradas", declarou Talal Silo, porta-voz das FDS. Cerca de 85% de Rakka estão liberados, afirmou o coronel Rob Manning, porta-voz do Departamento da Defesa dos EUA.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição com sede em Londres que monitora a guerra civil na Síria, confirmou que os milicianos do Estado Islâmico deixaram Rakka.

Primeira grande cidade a cair em poder do Estado Islâmico, Rakka virou um símbolo do império do terror que o grupo tentou instalar no coração do Oriente Médio. Foi palco de degolas e crucificações públicas e centro de planejamento de atentados terroristas pelo mundo afora.

Sob o impacto dos bombardeios aéreos dos EUA, Rakka é hoje uma cidade em ruínas. O Estado Islâmico volta a ser apenas um grupo terrorista clandestino, mas deixa uma geração de jovens radicalizados por sua ideologia assassina.

Com seu desaparecimento, em breve as forças aliadas aos EUA vão se encontrar com o Exército da Síria e as milícias aliadas ao regime de Bachar Assad, apoiadas pela Rússia.

domingo, 15 de outubro de 2017

Últimos terroristas sírios deixam a capital do Estado Islâmico

É o colapso total do califado. Com base num acordo fechado no sábado, cerca de 200 milicianos sírios abandonaram Rakka. A capital da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante caiu. Uns 300 voluntários estrangeiros aguardam ansiosamente seu destino. Restam ainda na cidade cerca de 400 civis usados como escudos humanos, noticiou a Agência France Presse (AFP).

O Conselho Civil de Rakka promete retirar os civis da cidade. Mais de 90% da cidade arrasada estão em poder das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda financiada, armada e treinada pelos Estados Unidos, que deram cobertura aérea na batalha com sua coalizão de 68 países.

Como os jihadistas estrangeiros não foram autorizados a deixar a cidade pela aliança liderada pelos EUA, o diretor do conselho civil, Omar Allouche, prevê "combates difíceis nos próximos dias". Os estrangeiros têm a opção de se render, mas querem ir para redutos do Estado Islâmico na província de Deir el-Zur. Seus países de origem não os querem de volta com medo de ações terroristas.

Pouco mais de três anos depois de junho de 2014, quando o Estado Islâmico tomou Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, e proclamou a fundação de um califado com jurisdição universal, seu projeto de Estado morre com a queda de sua capital, Rakka.

O califado chegou a ter uma população estimada em 8 a 10 milhões de pessoas, uma área do tamanho da Grã-Bretanha e uma arrecadação mensal de US$ 90 milhões. Sua violência sem limites provocou reações das grandes potências.

Diante do genocídio do povo yazidi e da degola de americanos, em agosto de 2014, o presidente Barack Obama colocou os EUA na guerra contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

Em 30 de setembro de 2015, a Força Aérea da Rússia entrou na guerra civil da Síria. A pretexto de combater o terrorismo, Moscou evitou a queda da ditadura da Bachar Assad, bombardeando o Estado Islâmico onde ele enfrenta o regime sírio.

Sob bombardeio das duas mais poderosas forças aéreas do planeta, o Estado Islâmico não poderia resistir. Volta a ser apenas um grupo terrorista clandestino.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Aliados dos EUA já lutam no centro da capital do Estado Islâmico

As Forças Democráticas da Síria (FDS), uma milícia árabe-curda apoiada pelos Estados Unidos, anunciaram hoje ter chegado ao centro da cidade de Rakka, capital do califado proclamado pouco mais de três anos pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Na cidade antiga, capturaram um dos últimos bairros ainda em poder dos jihadistas, informou o boletim de notícias Syria direct.

Na tarde de ontem, guerrilheiros das FDS chegaram a avistar a torre do relógio, no centro histórico de Rakka, depois de tomar o distrito de Mansur numa batalha que durou uma semana, declarou Mustafá Bali, porta-voz das FDS.

"Nossas tropas ainda estão fazendo uma varredura no bairro em busca de células escondidas do Estado Islâmico e de minas", acrescentou o porta-voz.

A Batalha de Rakka começou em 6 de junho. Esta última ofensiva começou no domingo, com a captura do Hospital da Criança num combate quarto a quarto, como descreveu no Twitter o enviado especial da Presidência dos EUA junto à coalizão global para derrotar o Estado Islâmico, Brett McGurk.

Só nos últimos dois dias, a coalizão liderada pelos EUA fez 133 bombardeios aéreos. Apesar dos apelos internacionais, inclusive das Nações Unidas, não houve a trégua para evacuar 25 mil civis presos no fogo cruzado. Em dois meses e meio de batalha, foram mortos cerca de 800 civis. O Estado Islâmico impede a fuga para usar civis como escudos humanos.

Com a tomada do distrito de Mansur, as FDS controlam agora cerca de 70% da cidade, numa ofensiva rumo aos últimos bairros centrais em poder do Estado Islâmico.

No Iraque, o Exército anunciou a vitória na Batalha de Tal Afar, a última cidade importante em poder do Estado Islâmico no país. Quando Rakka cair, o califado proclamado em junho de 2014 estará praticamente destruído. O Estado Islâmico deve voltar a ser apenas um grupo terrorista clandestino.

sábado, 26 de agosto de 2017

ONU pede trégua na Batalha de Rakka para resgatar 25 mil civis

A Organização das Nações Unidas pediu à coalizão de 68 países liderada pelos Estados Unidos um cessar-fogo na Batalha de Rakka, a capital da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, na Síria, para resgatar cerca de 25 mil civis que estariam encurralados na cidade, alvo de 250 ataques aéreos em uma semana.

"Não consigo pensar num lugar pior hoje na Terra", declarou em Genebra, na Suíça, o diplomata norueguês Jan Egeland, ex-secretário-geral adjunto da ONU para ajuda humanitária. "As pessoas não podem fugir por causa do risco de bombardeios aéreos. É hora de pensar nas possibilidades de uma trégua que possa facilitar a saída dos civis."

Desde que a batalha começou, em junho de 2017, centenas de civis foram mortos, estima a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional. O Estado Islâmico tenta impedir a fuga dos civis para usá-los como escudos humanos.

Os sobreviventes enfrentaram minas e armadilhas do Estado Islâmico, além de atiradores alvejando quem tentava escapar, uma barragem de artilharia e bombardeios aéreos. Ao sul do Rio Eufrates, vilas e campos de refugiados foram atacados por forças leais à ditadura de Bachar Assad

A oposição síria fala em dezenas de mortos nos bombardeios desta semana. O comandante militar americano, general Stephen Townsend, declarou em Bagdá "não ter visto informações concretas de que o número de vítimas civis em Rakka tenha aumentado em algum grau significativo.""

Além da coalizão aérea, as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda apoiada pelos EUA, estão bombardeando Rakka. As FDS são a força terrestre da coalizão. Mais da metade de Rakka já estaria em seu poder.

No Iraque, o Estado Islâmico também está sendo derrotado, na Batalha de Tal Afar, última cidade importante em seu poder. É o fim do califado proclamado pela milícia terrorista em junho de 2014, semanas depois da conquista de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, retomada pelo governo em julho.

Com o fim de seu protoestado, o Estado Islâmico volta a ser apenas um grupo terrorista clandestino. Isso não o torna menos perigoso, como mostram os atentados contra grandes cidades europeias nos últimos anos.

Só no Iraque e na Síria, foram mais de 1,5 mil ataques nos últimos meses em áreas antes dominadas pela milícia. Mas é o terrorismo contra o Ocidente que dá maior visibilidade aos jihadistas e permite recrutar novos voluntários para o martírio.

domingo, 2 de julho de 2017

Forças Democráticas Sírias tomam parte de Rakka

Com o apoio da Força Aérea dos Estados Unidos, a milícia árabe-curda Forças Democráticas Sírias (FDS) conquistou ontem uma parte do Norte da cidade de Rakka, na Síria, capital do califado autoproclamado há três anos pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil no país.

Na sexta-feira, os milicianos do Estado Islâmico haviam retomado o distrito estratégico de Al-Siná, que fica junto à Cidade Antiga de Rakka e estava em poder das FDS, mas ontem as FDS reassumiram o controle de mais da metade do distrito.

Desde 6 de junho, a FDS trava a decisiva Batalha de Rakka. A aliança curdo-árabe também avança nos distritos de Al-Kadíssia, Al-Baride e Hatin, no Oeste de Rakka.

Com a derrota na Batalha de Mossul, no Iraque, e em breve em Rakka, o califado está praticamente extinto. O Estado Islâmico voltará a ser apenas um grupo terrorista clandestino. Isso não o torna menos perigoso. Nos últmos meses, o EI fez 1.486 ataques em 16 cidades sírias e iraquianas liberadas de sua utopia totalitária e sanguinária.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Estado Islâmico regride a grupo terrorista sem base territorial

Com a derrota na Batalha de Mossul, no Iraque, e a derrota iminente na Batalha de Rakka, na Síria, o califado proclamado há três anos pelo líder Abu Baker al-Baghdadi está extingo na prática. O Estado Islâmico do Iraque e do Levante volta a ser apenas um grupo terrorista clandestino. Isso não o torna menos perigoso, como o mundo inteiro viu a partir dos atentados que mataram 130 pessoas em Paris em 13 de novembro de 2015.

Nos últimos meses, o Estado Islâmico fez cerca de 1.468 ataques contra 16 cidades do Iraque e da Síria liberadas dos milicianos, adverte um relatório divulgado ontem pelo Centro de Combate do Terrorismo da Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos, noticiou hoje o jornal The York Times.

O relatório A Luta Continua adverte que as vitórias militares no campo de batalha precisam ser completadas com esforços para restaurar a segurança, a governabilidade e a economia nos territórios que estavam sob o domínio do Estado Islâmico.

"Tirar o Estado Islâmico da posição de partido governante de um território não é suficiente para acabar com a habilidade do grupo de cometer violências contra indivíduos no Iraque e na Síria", alerta o relatório de 20 páginas.

 Daqui para a frente, será um novo desafio: "O EI esperava o fim de seu governo há mais de um ano", observa William McCants, pesquisador da Brookings Institution e autor de O Apocalipse do EIIL: a história, a estrategia e a visão apocalíptica do Estado Islâmico. "Ele está preparado para travar uma guerra nas sombras para ressuscitar.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Forças Democráticas Sírias avançam rumo ao centro de Rakka

As Forças Democráticas da Síria (FDS), uma milícia árabe-curda financiada e armada pelos Estados Unidos, entraram ontem nos distritos de al-Siná, no Leste, e Hattin, no Oeste, e avançam em direção à cidade antiga de Rakka, na Síria, a capital do emirado proclamado há três anos pela organização terrorista Estado Islâmico do Estado e do Levante.

Pelo menos 23 terroristas do Estado Islâmico foram mortos, anunciaram as FDS. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição com sede em Londres que monitora a guerra civil na Síria, declarou que as FDS já controlam 70% de al-Siná, mas o Estado Islâmico domina a área junto ao muro da cidade velha.

Com o apoio da Força Aérea dos EUA e aliados, e de forças de operações especiais americanas em terra, as FDS lançaram o ataque a Rakka. No Iraque, o Exército do Iraque e milícias aliadas, inclusive do Irã, lutam para tomar os últimos redutos do Estado Islâmico em Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, que estava em poder dos terroristas há três anos.

Na prática, as quedas de Mossul e Rakka significam o fim do califado proclamado em 29 de junho de 2014 pelo líder do Estado Islâmico, Abu Baker al-Baghdadi, o Califa Ibrahim. O Estado Islâmico deixa de ser um protoestado e regride para se tornar apenas um grupo terrorista clandestino, o que o torna ainda mais perigoso, principalmente no Oriente Médio, mas também nas grandes cidades da Europa e da América do Norte.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Milícia árabe-curda apoiada pelos EUA invade capital do Estado Islâmico

As Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia formada por combatentes árabes e curdos com apoio financeiro, armas e cobertura aérea dos Estados Unidos, invadiram hoje a cidade de Rakka, na Síria, declarada capital do califado proclamado há três anos pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

"Nossas forças entraram no bairro de Mechlebe, no Leste da cidade", declarou a comandante curda Rojda Felat à Agência France Presse (AFP). O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil na Síria, confirmou a invasão.

A Batalha de Rakka começa enquanto o Estado Islâmico ainda resiste em algumas áreas de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, cenário de uma batalha sangrenta há nove meses. Com a queda destas duas cidades, o califado proclamado em 29 de junho de 2014 pelo líder supremo Abu Baker al-Baghdadi, o Califa Ibrahim.

Sem um protoestado para chamar de seu no Oriente Médio, o Estado Islâmico regride a um movimento clandestino que tem no terrorismo seu principal instrumento de propaganda e ação. Os órfãos do califado são homens-bomba em potencial.

quinta-feira, 9 de março de 2017

EUA enviam tropas para guerra contra o Estado Islâmico

Uma força anfíbia de fuzileiros navais dos Estados Unidos estabeleceu uma posição para apoiar aliados na Batalha de Rakka, a cidade síria que virou capital do Estado Islâmico do Iraque, noticiou ontem o jornal The Washington Post.

Os soldados fazem parte da 11ª Unidade Expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais, uma das quatro armas das Forças Armadas dos EUA, ao lado do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Com baterias de artilharia, eles vão intensificar o fogo contra o inimigo, em apoio às forças terrestres encarregada de retomar a cidade.

Entre os principais aliados, está a milícia árabe-curda Forças Democráticas da Síria. A Turquia, aliada dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), quer conter a ação dos curdos para evitar que se unem ao governo semiautônomo curdo no Iraque para lutar pela independência do Curdistão.

Desde já, começa a disputa pelo futuro de Rakka. Se o Estado Islâmico perder Rakka e a cidade de Mossul, que deve ser reconquistada em semanas pelo Exército do Iraque e aliados, será o fim do califado proclamado por seu líder, Abu Baker al-Baghdadi, no fim de junho de 2014. O Estado Islâmico voltará a ser apenas uma organização terrorista.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Bandeira do Iraque tremula na sede do governo provincial em Mossul

O Exército do Iraque e milícias aliadas retomaram hoje a sede do governo da província de Nínive, na cidade de Mossul, e hastearam a bandeira do país, noticiou a televisão saudita Al Arabiya citando como fonte um alta funcionária do Departamento da Defesa dos Estados Unidos. Mossul estava sob o controle da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde 10 de junho de 2014.

A atual secretária adjunta da Defesa para questões internacionais, Elissa Slotkin, acrescentou em entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono, na Virgínia, que uma equipe de ligação das Forças Armadas dos EUA está em contato com a Turquia.

O Exército da Turquia invadiu o Norte da Síria a pretexto de combater o Estado Islâmico, mas também quer evitar a união de territórios curdos da Síria e do Iraque para criar o Curdistão, que reivindicaria soberania sobre a região Sudeste da Turquia, de maioria curda.

"Estamos engajados em bases permanentes, hora a hora, com os turcos na campanha contra o Estado Islâmico na Síria", declarou Slotkin. "Temos uma equipe de ligação residente em Ancara. Eles estão totalmente engajados na coalizão de 65 países liderada pelos EUA na guerra contra o Estado Islâmico."

Com a derrota inevitável em Mossul, o Estado Islâmico perde na prática sua base territorial no Iraque, enquanto a ofensiva na Síria se aproxima de Rakka, a capital do Califado proclamado pelo líder Abu Baker al-Baghdadi em junho de 2014, depois da conquista de Mossul.

Sem território, o Estado Islâmico deixa de ser um protoestado e volta a ser apenas um grupo terrorista, o que não o torna menos perigoso.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Al-Baghdadi está escondido em Mossul, diz The Independent

O líder supremo da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abu Baker al-Baghdadi, está escondido em Mossul quando começa uma batalha pelo controle da cidade, afirmou um alto funcionário do governo autônomo do Curdistão iraquiano, citado pelo jornal inglês The Independent.

Em matéria do laureado correspondente Patrick Cockburn, autor do livro As Origens do Estado Islâmico: o fracasso da guerra ao terror, ele cita Fuad Hussein, o ministro-chefe da Casa Civil do presidente Massoud Barzani, para afirmar, "com base em múltiplas fontes, que Baghdadi está lá e, se ele for morto, será o colapso do todo o sistema do ISIS" (sigla em inglês).

A milícia teria de escolher um novo califa em meio a uma batalha decisiva para sua presença no Iraque. Seu quartel-general na Síria, Rakka, também está sob ameaça e pode ser alvo de uma próxima ofensiva.

Nenhum outro líder teria o prestígio de Al-Baghdadi, que proclamou, em 29 de junho de 2014, depois da tomada de Mossul, um califado com jurisdição sobre o mundo inteiro.

O alto funcionário curdo assegura que Al-Baghdadi está escondido há oito ou nove meses. Sua segurança depende dos comandantes do Estado Islâmico em Mossul e Tal Afar, diretamente envolvidos na Batalha de Mossul.

A presença do líder supremo complica ainda mais a batalha pela segunda maior cidade do Iraque, tomada pelo Estado Islâmico em 10 de junho de 2014 com relativa facilidade, diante de um Exército iraquiano que debandou, entregando ao inimigo armas de fabricação americana de última geração.

Sua vida vale muito, o que pressupõe uma resistência obstinada. As forças especiais do Exército do Iraque entraram ontem em Mossul e tomaram a emissora de televisão da cidade, situada na margem oriental do Rio Tigre.

Há cinco pontes sobre o Rio Tigre, que com o Eufrates forma a Mesopotâmia, um dos berços da civilização. Em sua estratégia de defesa, o Estado Islâmico pode ter minado as pontes para tentar conter o avanço do inimigo.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Exército do Iraque e aliados penetram em Mossul

Com o apoio de uma coalizão aérea de 65 países liderada pelos Estados Unidos, de guerrilheiros curdos e milícias aliadas, o Exército do Iraque anunciou hoje ter penetrado hoje na cidade de Mossul, que está em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde 10 de junho de 2014.

"Terminamos de fazer uma varredurra na vila de Gogjali e assumimos o controle da emissora de televisão de Mossul", declarou o general Abdelwahab al-Saadi, comandante das forças de elite antiterrorismo que estão na linha de frente da ofensiva lançada em 17 de outubro de 2016.

Os correspondentes de guerra confirmam que as forças de segurança iraquianas consolidaram suas posições nas vilas ao redor de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque. O comando conjunto da ofensiva afirmou que "as Forças Armadas do Iraque penetraram em setores da margem esquerda da cidade de Mossul".

É um passo importante, mas as unidades da linha de frente devem aguardar reforços antes de avançar rumo ao centro da cidade.

"Vamos reforçar nosso cerco ao grupo Estado Islâmico por todos os lados", declarou o primeiro-ministro Haider al-Abadi em pronunciamento na televisão iraquiana. "Os jihadistas não têm escapatória. Só podem morrer ou se render."

A queda de Mossul será um marco do fim do califado proclamado lá pelo líder do Estado Islâmico, Abu Baker al-Baghdadi, numa rara aparição pública na mesquita central da cidade, em 29 de junho de 2014. Seu quartel-general na Síria, Rakka, também está sob ameaça de guerrilheiros curdos apoiados pela Força Aérea dos EUA.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Estado Islâmico confirma morte de ministro da Propaganda

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante confirmou hoje a morte de um de seus dirigentes, Abu Muhammad al-Furkan, considerado o ministro de Propaganda da organização por ser responsável pela produção dos vídeos de propaganda, noticiou a televisão pública britânica BBC.

Sua morte havia sido anunciada no mês passado pelo Departamento da Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono. Al-Furkan teria sido atingido durante um bombardeio à cidade de Rakka, na Síria, a capital do autoproclamado califado do Estado Islâmico.

É outra grande perda para o Estado Islâmico da morte de Abu Muhamad al-Adnani, morto em agosto de 2016 nu bombardeio aéreo. Mesmo com a perda de líderes e territórios importantes, a milícia extremista muçulmana continua sendo muito perigosa.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Drone dos EUA mata outro comandante do Estado Islâmico

Um ataque de aviões não tripulados dos Estados Unidos contra Rakka, a capital do califado autoproclamado pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, matou outro líder do grupo, Wael Adel Salman, mais conhecido como Abu Muhammaed Furkan, noticiou a televisão americana CNN.

Salman era uma espécie de ministro da Informação do califado e um dos poucos líderes da milícia com acesso direto ao supremo líder Abu Baker al-Baghdadi.

É o segundo alto dirigente da milícia morto recentemente na Síria. O ministro das Comunicações, porta-voz e diretor de operações internacionais do Estado Islâmico, Abu Muhammed al-Adnani, foi morto em 30 de agosto num bombardeio aéreo a Alepo. Na época, tanto os Estados Unidos quanto a Rússia reivindicaram a autoria do ataque.

Foram duros golpes contra o Estado Islâmico, que vive sob a ameaça permanente de grandes ofensivas para retomar Rakka, na Síria, e Mossul, no Iraque, as duas maiores cidades sob seu controle. Mas não diminui a ameaça de ataques terroristas.

Com o colapso do califado e a perda de sua base territorial, o Estado Islâmico regride de protoestado a grupo terrorista e tenta se infiltrar em outros países onde o estado entrou em colapso, como o Afeganistão e a Líbia, em busca de um refúgio.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Hesbolá envia reforços à Síria

Depois de uma reunião em Teerã dos ministros da Defesa da Rússia, da Síria e do Irã em 9 de junho de 2016, a milícia extremista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) enviou centenas de combatentes para a Síria, noticiou hoje o jornal saudita Asharq Al-Awsat. O boletim de notícias Lebanon 24 fala em mais de mil.

O destino dos reforços ainda é incerto. Analistas estratégicos acreditam que possam ir para Deir el-Zur, no Leste da Síria, somar-se à ofensiva contra Rakka, a autodeclarada capital do Estado Islâmico do Iraque e do Levante ou entrar na Batalha de Alepo, que era o principal centro econômico do país antes da guerra civil na Síria.

Uma grande parte dos reforços faz parte da tropa de elite al-Rezwan, a força de intervenção rápida do Hesbolá, formada principalmente por milicianos dos bairros xiitas do Sul de Beirute e do Vale do Becá, no Líbano.

A reunião em Teerã visou a coordenar as forças que apoiam a ditadura de Bachar Assad, que não mostra disposição para fazer concessões na mesa de negociações e busca uma vitória militar no conflito.

sábado, 4 de junho de 2016

Forças do regime sírio entram na província de Rakka

Forças da ditadura de Bachar Assad entraram hoje na província da Rakka, principal reduto da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na Síria. Pelo menos nove soldados sírios e 26 jihadistas foram mortos, noticiou a agência Reuters.

Ontem, a Força Aérea da Rússia bombardeou posições ao longo da divisa entre as províncias de Hama e Rakka, abrindo caminho para a ofensiva governista. O objetivo é chegar até a cidade de Rakka, a capital do Estado Islâmico.

As Forças Democráticas da Síria, formada principalmente por guerrilheiros curdos apoiados pelos Estados Unidos, lançaram uma ofensiva contra Rakka em outra frente. Por causa da importância estratégica da cidade, o Estado Islâmico deve usar todos os recursos possíveis para se defender.

No Iraque, o Estado Islâmico enfrenta uma ofensiva na cidade de Faluja. Se o Exército reconquistar a cidade, o próximo alvo será Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, em poder dos jihadistas há dois anos.

Se Rakka e Mossul forem retomadas, será o fim do protoestado proclamado pelo Estado Islâmico e de seu califado. A milícia voltaria a ser apenas um grupo terrorista. Isso não a torna menos perigosa porque já demonstrou capacidade de atacar em diversos locais do planeta.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Curdos atacam Rakka com apoio dos EUA

As Forças Democráticas Sírias, um grupo guerrilheiro curdo apoiado pelos Estados Unidos, lançaram uma ofensiva contra a cidade de Rakka, capital do autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante, no Norte do Síria, noticiou a televisão americana CBS.

O ataque começa depois de uma visita à região, em 21 de maio, do chefe do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, general Joseph Votel, responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio.

Um comandante das Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG) anunciou que o objetivo da operação é "limpar" a área e ocupar posições ao norte de Rakka para preparar o assalto final à cidade.

O ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, prometeu coordenar as ações com os EUA e os curdos para evitar que os inimigos do Estado Islâmico acabem atingindo outras forças em luta contra a milícia terrorista.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Governo da Síria obtém vitória estratégica em Palmira

Com apoio aéreo da Rússia e em terra de milícias aliadas, o Exército da Síria retomou hoje Palmira, no centro do país. É a última grande cidade a caminho de Rakka, a capital da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, noticiou a Agência France Presse (AFP).

A reconquista de Palmira, uma cidade histórica com construções neolíticas e do Império Romano, reduz consideravelmente a área do autoproclamado califado do Estado Islâmico. É a maior vitória da ditadura de Bachar Assad desde que a intervenção militar da Rússia, em 30 de setembro de 2015, mudou o equilíbrio de forças no campo de batalha a favor do governo.

Houve 56 ataques aéreos e bombardeio de artilharia na batalha de Palmira. O Estado Islâmico tentou resistir explodindo dois carros-bomba, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil síria.

Em cinco anos, mais de 270 mil pessoas foram mortas na guerra civil da Síria e 5 milhões fugiram do país.