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quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Hoje na História do Mundo: 20 de Janeiro

 REFÉNS NO IRÃ SOLTOS

    Em 1981, minutos depois da posse de Ronald Reagan como presidente dos EUA, ativistas revolucionários iranianos libertam 52 reféns detidos há 444 dias, desde 4 de novembro de 1979, na embaixada norte-americana em Teerã.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Míssil iraniano derrubou Boeing da Ucrânia perto de Teerã

Um míssil iraniano derrubou um avião de passageiros da companhia aérea Ukraine Airlines perto de Teerã, matando 176 civis inocentes pouco depois do ataque de mísseis do Irã contra duas bases militares do Iraque onde havia soldados americanos, dois dias atrás.

São as consequências inesperadas da guerra. Mesmo depois de fazer um ataque simbólico que não matou nem feriu ninguém para retaliar pela morte do comandante da Guarda Revolucionária general Kassem Soleimani, a República Islâmica temia um contra-ataque dos Estados Unidos. Estava preparada para se defender e atingiu um alvo indesejado.

Um vídeo foi divulgado há pouco pelo jornal The New York Times. O link está no blog. O avião explodiu e pegou fogo no ar. Isso só seria possível se um terrorista explodisse uma bomba dentro do avião ou se fosse atingido por um míssil. 

A versão inicial do Irã sugeria um problema mecânico. Depois de cinco minutos de voo, a avião estaria voltando ao aeroporto internacional Aiatolá Khomeini. Até agora, o Irã se nega a entregar as caixas-pretas da aeronave aos EUA e à Boeing.

O Boeing 737-800 é um dos aviões mais seguros da história da aviação, apesar dos problemas que tiraram do ar a última versão, o Boeing 737-800 MAX. Era novo, tinha meses de uso e acabara de passar por uma revisão. Foi uma tragédia repetida. Meu comentário:
O Irã nega qualquer responsabilidade pela queda do avião.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Repressão a protestos deixa mais de 100 mortos no Irã

A ditadura teocrática do Irã matou pelo menos 106 pessoas para conter uma onda de manifestações de protesto. Centenas de pessoas saíram feridas e mais de mil foram presas, denuncia a organização não governamental de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional.

As manifestações irromperam há cinco dias e se espalharam por 21 cidades de quase todas as províncias iranianas. São mais intensas na capital, Teerã, e nas cidades de Isfahan e Ahvaz. As agências oficiais de notícias da República Islâmica confirmam apenas 12 mortes.

As forças de segurança acusam os manifestantes pelas mortes de dois policiais, cinco membros da Guarda Revolucionária Iraniana e um da força paramilitar Bassij, que costuma fazer o trabalho sujo para a Guarda. Meu comentário:

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Greve e protestos indicam agravamento da crise econômica no Irã

Muitas lojas do Grande Bazar de Teerã não abriram ontem numa greve de protesto e uma nova onda de manifestações sinalizaram um agravamento da crise econômica do Irã, com a desvalorização da moeda e o aumento dos juros desde que o governo Donald Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear para desarmar o programa nuclear do país.

Se o fim das sanções e a volta do Irã ao mercado internacional não tiveram o impacto positivo esperado sobre a economia do país, a volta das sanções e a suspensão de investimentos externos trouxeram de volta o fantasma da crise que levou o regime dos aiatolás às negociações com as cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha.

Os protestos são destaque do noticiário iraniano, inquietando as autoridades da República Islâmica, que costumam responder com repressão e manifestações paralelas a favor do regime.

Como os EUA aplicam sanções cruzadas, as empresas de outros países que fizerem negócios com a Irã poderão ser penalizadas e perder o direito de acesso ao mercado americano e a transações em dólar dentro sistema financeiro.

Pelas exigências feitas pelo secretário de Estado americano, Mike Pompeo, para reabrir o diálogo, retirada de forças iranianas de outros países e fim do apoio a grupos extremistas e da interferência em outros países do Oriente Médio,   parece claro que a política do governo Trump para o Irã é mudança de regime.

O Irã também fez demandas inaceitáveis para Washington, como a retirada dos EUA do Afeganistão e o fim do apoio a Israel. Não há perspectiva de reaproximação entre os dois governos enquanto Trump estiver no poder.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Hesbolá envia reforços à Síria

Depois de uma reunião em Teerã dos ministros da Defesa da Rússia, da Síria e do Irã em 9 de junho de 2016, a milícia extremista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) enviou centenas de combatentes para a Síria, noticiou hoje o jornal saudita Asharq Al-Awsat. O boletim de notícias Lebanon 24 fala em mais de mil.

O destino dos reforços ainda é incerto. Analistas estratégicos acreditam que possam ir para Deir el-Zur, no Leste da Síria, somar-se à ofensiva contra Rakka, a autodeclarada capital do Estado Islâmico do Iraque e do Levante ou entrar na Batalha de Alepo, que era o principal centro econômico do país antes da guerra civil na Síria.

Uma grande parte dos reforços faz parte da tropa de elite al-Rezwan, a força de intervenção rápida do Hesbolá, formada principalmente por milicianos dos bairros xiitas do Sul de Beirute e do Vale do Becá, no Líbano.

A reunião em Teerã visou a coordenar as forças que apoiam a ditadura de Bachar Assad, que não mostra disposição para fazer concessões na mesa de negociações e busca uma vitória militar no conflito.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Supremo Líder condena ataque à embaixada da Arábia Saudita no Irã

O Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, o homem-forte do regime teocrático do Irã, aiatolá Ali Khamenei, condenou hoje na Internet o ataque à embaixada da Arábia Saudita em Teerã, noticiou a agência Reuters.

Com pedras e bombas incendiárias, manifestantes alvejaram a embaixada saudita no Irã em 2 de janeiro durante um protesto contra a execução na Arábia Saudita do clérigo xiita Nimir al-Nimir. O aiatolá chamou o ataque de "realmente ruim".

Khamenei também condenou a detenção na semana passada de 10 marinheiros americanos pelas forças navais da Guarda Revolucionária do Irã depois que dois barcos-patrulha invadiram aparentemente sem saber águas territoriais iranianas no Golfo Pérsico.

A crise diplomática entre a Arábia Saudita e do Irã é um reflexo de uma disputa pelo poder regional no Oriente Médio e do crescente conflito entre sunitas, apoiados pelos sauditas, e xiitas, apoiados pelos iranianos, em vários países da região.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Alemanha e Irã restabelecem conexão aérea

Depois de dez anos, a rota aérea entre Teerã e Berlim voltou a funcionar ontem, noticiou hoje a Agência de Notícias República Islâmica, citando como fonte a Organização de Aviação Civil do Irã.

A Alemanha é um dos seis países que negociam com o Irã o desarmamento do programa nuclear iraniano para evitar que o país faça armas nucleares. Um acordo preliminar deve ser acertado até o fim de março. O prazo final é 30 de junho de 2015, mas o restabelecimento da conexão aérea já é um avanço.

sábado, 12 de abril de 2014

EUA vetam embaixador do Irã na ONU

Os Estados Unidos negaram ontem visto ao embaixador indicado pelo Irã para chefiar a delegação do país nas Nações Unidas, que têm sede em Nova York, sob a alegação de que Hamid Abutalebi participou da invasão da embaixada americana em Teerã em 4 de novembro de 1979, meses depois da revolução islâmica.

Durante 444 dias, 52 americanos foram mantidos reféns por estudantes radicais da Guarda Revolucionária Iraniana. Abutalebi afirma que era apenas tradutor.

A medida atrapalha as negociações para desarmar o programa nuclear iraniano, que marcam uma reaproximação entre os dois países, rompidos diplomaticamente desde a invasão da embaixada. O Irã considerou o veto uma violação do direito internacional.

Por uma rara unanimidade, o Congresso dos EUA aprovou legislação aprovada às pressas nos últimos dias para impedir a entrada de Abutalebi no país.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Obama manda mensagem de paz ao Irã

Em mensagem divulgada agora há pouco, com tradução em persa, em homenagem ao Ano Novo iraniano, o presidente Barack Obama propôs a abertura de um diálogo amplo para resolver todos os problemas entre os Estados Unidos e a república islâmica do Irã.

A data coincide com o sexto aniversário da invasão do Iraque e realça a mudança da política externa americana do uso da força da era Bush para a diplomacia de Obama.

Os dois países romperam relações diplomáticas depois da revolução islâmica de 1979, quando a Embaixada dos EUA em Teerã foi ocupada durante 444 dias e 52 diplomatas foram sequestrados, de 4 de novembro de 1979 a 20 de janeiro de 1981, dia da posse de Ronald Reagan na Casa Branca.

Durante a ocupação, no governo Jimmy Carter, os EUA fizeram uma tentativa fracassada de libertar os reféns. A crise provocou sua derrota para Reagan na eleição presidencial de 1980.

Desde então, os aiatolás e a Guarda Revolucionária, que dominam o regime ditatorial iraniano, chamam os EUA de Grande Satã e o Departamento de Estado americano coloca o Irã na lista de países que apóiam o terrorismo por sua ligação com grupos como a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá.

Em janeiro de 2002, o presidente George Walker Bush fez o discurso do Estado da União em que usou a expressão "eixo do mal" para se referir ao Irã, ao Iraque e à Coreia do Norte. Seu objetivo era preparar a opinião pública americana para a invasão do Iraque, mas Teerã e Pionguiangue levaram a ameaça a sério e aceleraram seus programas nucleares.

A grande questão no momento é a forte suspeita de que o programa nuclear iraniano tem como um dos objetivos fabricar armas atômicas. No ano passado, o governo Bush teria negado a Israel armas para atacar fortalezas subterrâneas que seriam utilizadas para abrigar as instalações nuclear do Irã.

Os falcões da era Bush, capitaneados pelo vice-presidente Dick Cheney, seriam a favor de um bombardeio cirúrgico ao Irã para pelo menos atrasar o desenvolvimento do programa nuclear do país.

Tudo o que Obama não quer é uma nova guerra no Oriente Médio, ainda mais contra o Irã, um país de tradições milenares, herdeiro da antiga Pérsia, muito mais forte e populoso do que o Iraque.

Sua jogada é abrir um diálogo amplo com o regime fundamentalista iraniano. Mas o objetivo é o mesmo: impedir o Irã de ter armas nucleares.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Neto de Khomeini critica veto a candidaturas

Numa rara intervenção, o mais proeminente neto do herói da Revolução Islâmica no Irã, aiatolá Ruhollah Khomeini, advertiu os militares para ficarem longe da política e criticou o veto a 2,4 mil das 7,2 mil inscrições para candidatura às eleições parlamentares de 14 de março de 2008.

Como os filhos de Khomeini morreram, Hassan Khomeini, um clérigo de nível intermediário na hierarquia do regime dos aiatolás, é hoje o principal representante da família. Neste dia, 11 de fevereiro, em que se comemoram os 29 anos da revolução, ganha destaque ainda maior.

"Se um soldado quer entrar na política, ele precisa esquecer as Forças Armadas, porque a presença de armas na política significa o fim de qualquer diálogo", declarou Hassan Khomeini em entrevista publicada domingo na revista semanal Shahrvand. "É o critério de fidelidade à linha do imã Khomeini. Aqueles que dizem ser fiéis ao imã devem ser sensíveis a esta ordem, que foi dada diretamente por ele."

Hassan é o responsável pelo Mausoléu de Khomeini nos arredores de Teerã e uma figura respeitada dentro do regime, apesar de não ocupar nenhuma posição oficial.

Seus comentários tinham um alvo preciso: o comandante da Guerra Revolucionária do Irã, Mohammad Ali Jaafari, que acaba de dar apoio publicamente aos candidatos conservadores nas eleições de 14 de março.

A Guarda Revolucionária é uma tropa de elite das Forças Armadas do Irã. Muitos antigos guardas servem no governo, inclusive o presidente Mahmoud Ahmadinejad.

O neto do aiatolá também criticou o veto do regime a 2,4 mil candidatos, em sua grande maioria reformistas interessados em liberalizar a política iraniana.

"Esta lâmina não decapitou só vocês, cortou as cabeças de numerosos amigos em todos os grupos sociais, e isso é lamentável", disse Hassan Khomeini a líderes reformistas na sexta-feira. "Ninguém pode impedir o povo de decidir seu futuro."

Com essa guilhotina, o regime garantiu a vitória. Deve eleger pelo menos 190 dos 290 deputados do Majlis, o Parlamento do Irã. Os reformistas só terão candidatos em 84 distritos. É o máximo que podem eleger de deputados, se ganharem todas as cadeiras que disputam.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Kremlin denuncia plano para matar Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi alertado sobre uma conspiração de fundamentalistas muçulmanos para matá-lo durante a visita que fará ao Irã nesta semana, afirmou ontem em Moscou uma porta-voz do Kremlin. Ele deve chegar a Teerã nesta terça-feira.

A República Islâmica do Irã negou veementemente qualquer possibilidade de atentado contra Putin. Tratando-se da Rússia e de um presidente autoritário e fascistóide que busca maneiras de ficar no poder quando seu segundo mandato expirar, em março de 2008, dá para desconfiar. Muito.

domingo, 27 de maio de 2007

EUA e Irã se reúnem pela primeira vez em 27 anos

Diplomatas dos Estados Unidos e do Irã reúnem-se nesta segunda-feira em Bagdá para discutir a segurança do Iraque. Será o primeiro encontro oficial entre representantes dos dois países em 27 anos, desde que Washington rompeu com Teerã por causa da ocupação da Embaixada dos EUA, após a vitória da revolução islâmica.

Os maiores problemas das relações bilaterais EUA-Irã, o programa nuclear iraniano e a detenção da americanos acusados de espionagem no Irã, não devem ser discutidos neste primeiro encontro. Mas sua simples realização já abre a possibilidade de que estas questões venham a ser discutidas mais tarde, se o diálogo evoluir.

"Não estamos esperando nenhum milagre", declarou Hoshyar Zebari, porta-voz do Ministério do Exterior do Irã, "mas é do nosso interesse iniciar um diálogo".

O governo Bush ameaça atacar o Irã, alertando que não vai permitir que a república islâmica tenha armas nucleares.

Já o Irã afirma que descobriu uma rede de espionagem americana e promete mais detalhes em breve. Foram detidos quatro iraniano-americanos acusados de estar desenvolvendo atividades contra o regime dos aiatolás. Como os americanos prenderam cinco agentes iranianos em janeiro, Teerã estaria propondo uma troca de prisioneiros que os EUA rejeitam.