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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Míssil iraniano derrubou Boeing da Ucrânia perto de Teerã

Um míssil iraniano derrubou um avião de passageiros da companhia aérea Ukraine Airlines perto de Teerã, matando 176 civis inocentes pouco depois do ataque de mísseis do Irã contra duas bases militares do Iraque onde havia soldados americanos, dois dias atrás.

São as consequências inesperadas da guerra. Mesmo depois de fazer um ataque simbólico que não matou nem feriu ninguém para retaliar pela morte do comandante da Guarda Revolucionária general Kassem Soleimani, a República Islâmica temia um contra-ataque dos Estados Unidos. Estava preparada para se defender e atingiu um alvo indesejado.

Um vídeo foi divulgado há pouco pelo jornal The New York Times. O link está no blog. O avião explodiu e pegou fogo no ar. Isso só seria possível se um terrorista explodisse uma bomba dentro do avião ou se fosse atingido por um míssil. 

A versão inicial do Irã sugeria um problema mecânico. Depois de cinco minutos de voo, a avião estaria voltando ao aeroporto internacional Aiatolá Khomeini. Até agora, o Irã se nega a entregar as caixas-pretas da aeronave aos EUA e à Boeing.

O Boeing 737-800 é um dos aviões mais seguros da história da aviação, apesar dos problemas que tiraram do ar a última versão, o Boeing 737-800 MAX. Era novo, tinha meses de uso e acabara de passar por uma revisão. Foi uma tragédia repetida. Meu comentário:
O Irã nega qualquer responsabilidade pela queda do avião.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

EUA matam alto comandante da Guarda Revolucionária do Irã

O general Kassem Soleimani, comandante da Força Quods, braço da Guarda Revolucionária do Irã para ações no exterior, foi morto hoje num bombardeio dos Estados Unidos a Bagdá, a capital do Iraque, informou há pouco a televisão iraquiana. Com a notícia, que ameaça inflamar ainda mais o Oriente Médio, os preços internacionais do petróleo subiram.

O ataque atingiu alvos perto do aeroporto de Bagdá. Os detalhes ainda são confusos, mas há relatos de que cinco pessoas morreram, entre elas o líder das milícias Kataib Hesbolá (Brigadas do Partido de Deus), Abu Mahdi al-Muhandis, e o relações públicas das Forças de Mobilização Popular, nome do conjunto das milícias xiitas, Mohamed Ridha Jabri.

A morte do general foi confirmada oficialmente nem pelos EUA. É uma grande escalada no conflito do governo Donald Trump com a República Islâmica. Com certeza, o Irã dará uma resposta forte.

"Se for verdade, será um golpe arrasador para a Guarda Revolucionária, o regime e as ambições regionais do aiatolá Ali Khamenei", o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, comentou Mark Dubowitz, diretor executivo da Fundação para a Defesa da Democracia, um centro de pesquisas conservador que defende uma política de linha dura contra o Irã.

Durante 23 anos, o general comandou as forças de operações especiais da Guarda Revolucionária. "Era indispensável e insubstituível", acrescentou Dubowitz.

Soleimani era acusado pelos EUA pelas mortes de centenas de soldados americanos durante a invasão do Iraque, quando o Irã passou a financiar, armar e treinar milícias xiitas iraquianas. Desde 2014, quando os EUA voltaram ao Iraque para combater a organização terrorista Estado Islâmico, as milícias xiitas eram aliadas.

No domingo, os EUA fizeram o primeiro ataque a milícias xiitas no Iraque desde essa volta, em resposta a um bombardeio de mísseis contra uma base iraquiana onde havia soldados americanos e um funcionário contratado pelo Departamento da Defesa foi morto na semana passada.

Em reação, milicianos atacaram a embaixada americana em Bagdá a fizeram manifestação pedindo a retirada das forças dos EUA do país.

Os EUA e o Irã não mantêm relações diplomáticas desde que guardas revolucionários invadiram a embaixada americana em Teerã, em 4 de novembro de 1979, e mantiveram 52 americanos como reféns por 444 dias.

Em 8 de maio de 2018, o presidente Donald Trump abandonou o acordo nuclear negociado pelo governo Barack Obama, as outras grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para congelar por dez anos o programa nuclear militar do Irã, evitando assim que o país fabrique armas atômicas.

Desde então, o governo Trump trava uma guerra econômica para forçar a República Islâmica a negociar um acordo mais amplo, que inclua a proibição de ter armas atômicas e mísseis de médio e longo alcances, e de interferir em outros países do Oriente Médio. Trump quer impedir o Irã de exportar petróleo.

Com uma queda nas vendas ao exterior de 3 milhões para 600 mil barris por dia, a economia iraniana está em recessão, com inflação rondando os 50% ao ano. Uma onda de protestos contra a situação econômica foi duramente reprimida pela ditadura teocrática iraniana, com mais de 200 mortes.

Sob pressão da guerra econômica de Trump, a partir de maio, a Guarda Revolucionária atacou navios petroleiros e derrubou um drone militar americano. Em 14 de setembro, um ataque de mísseis atingiu instalações de petróleo da Arábia Saudita. Uma milícia xiita que luta na guerra civil do Iêmen com o apoio do Irã reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

A política do governo Trump é clara: os EUA só usam a força quando vidas americanas foram ameaçadas. Foi o caso em pelo menos 11 ataques contra bases militares onde há soldados americanos no Iraque nos últimos dois meses e na tentativa de invasão da embaixada dos EUA em Bagdá, atacada com pedras e bombas incendiárias.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Explosão a bordo e não míssil derrubou avião russo, afirmam EUA

Uma onda de calor detectada por satélites americanos sensíveis aos raios infravermelhos indica que a explosão do Airbus 321 da companhia russa Metrojet na Península do Sinai, no Egito, há três dias não foi causada por um míssil, noticiou a rede de televisão americana NBC citando como fontes analistas de inteligência e defesa dos Estados Unidos. Todas as 224 pessoas a bordo morreram.

O calor indica que houve algum tipo de explosão a grande altitude. Pode ter sido uma bomba colocada no compartimento de bagagens ou a explosão de uma turbina, mas não houve um raio de calor deixado por um míssil antiaéreo disparado da terra, como alegaram extremistas muçulmanos da Província do Sinai do Estado Islâmico.

Jihadistas em ação no Norte do Sinai já usaram mísseis terra-ar portáteis para derrubar um helicóptero do Egito e atacar aviões de Israel. Mas o voo 9268, que ia da cidade turística de Charm el-Cheikh, no Mar Vermelho, para São Petersburgo, na Rússia, estava a uma altitude onde só seria atingido por sistemas de defesa antiaérea sofisticados que os terroristas aparentemente não têm.

O ditador egípcio, marechal Abdel Fattah al-Sissi, desconsiderou como propaganda a reivindicação de autoria do Estado Islâmico e observou que a verdadeira causa da tragédia talvez só seja conhecida daqui a meses.

Desde 30 de setembro, a Rússia intervém militarmente na guerra civil da Síria para sustentar a ditadura de Bachar Assad . O Kremlin aponta a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante como principal alvo, mas matou pelo menos duas vezes mais militantes de outros grupos armados rebeldes.

De qualquer jeito, alvos russos estão na mira do Estado Islâmico.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Míssil fabricado na Rússia derrubou voo MH17 na Ucrânia

Um míssil terra-ar BUK fabricado na Rússia derrubou o voo MH17 (Amsterdã-Kuala Lumpur) da companhia aérea Malaysia Airlines numa área controlada por rebeldes apoiados por Moscou no Leste da Ucrânia em julho de 2014, concluiu uma investigação do Conselho de Segurança Aérea da Holanda divulgada hoje.

O relatório não acusa ninguém diretamente pela tragédia, mas critica as autoridades ucranianas por não fechar o espaço aéreo a voos civis. Todas as 298 pessoas a bordo morreram.

A ex-república soviética da Ucrânia e seus aliados ocidentais acusam os rebeldes pela queda do Boeing 777. Gravações de conversas entre rebeldes e oficiais russos indicam que o avião foi abatido por engano, ao ser tomado por um avião de guerra da Ucrânia.

Depois de alegar que o voo foi derrubado por um míssil disparado por um avião de caça ucraniano, a Rússia afirma agora que o míssil partiu de território controlado pelo governo de Kiev. A empresa fabricante do míssil chegou a dizer que se trata de um modelo antigo que não estaria mais em uso pelas Forças Armadas da Rússia, mas é comum dar armas mais antigas a rebeldes apoiados pelo Kremlin.

A guerra do protoditador russo, Vladimir Putin, contra a aspiração da ex-república soviética de se aproximar da União Europeia causou a tragédia.

O míssil atingiu a parte frontal esquerda do Boeing causando um tipo de impacto que afasta outras possibilidades como choque de meteoro, míssil ar-ar ou explosão interna, sustenta o relatório. Depois desse anúncio, o primeiro-ministro malasiano, Najib Razak, prometeu levar os responsáveis à Justiça, enquanto o vice-ministro da Rússia, Serguei Riabkov, acusou a investigação de ser "parcial" e de ignorar as informações prestadas por Moscou.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Obama pede investigação internacional sobre avião

O presidente Barack Obama defendeu hoje uma "investigação internacional com credibilidade" para esclarecer a queda de um avião da companhia Malaysia Airlines com 298 pessoas a bordo, abatido ontem no Leste da Ucrânia por um míssil terra-ar provavelmente disparado por rebeldes apoiados pela Rússia.

Obama chamou a tragédia de “ultraje de proporções indescritíveis”. Os Estados Unidos ainda não conseguiram determinar quem disparou o míssil, mas sabem que partiu de território dominado pelos rebeldes separatistas.

Por outro lado, o presidente russo, Vladimir Putin, culpou o governo ucraniano pela situação de conflito no país, mas não pelo ataque ao Boeing 777. Ele pediu a realização de negociações de paz entre o governo de Kiev e os aliados da Rússia.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Governo da Ucrânia diz que Boeing foi abatido

Um assessor do Ministério do Interior da Ucrânia, Anton Herachenko, afirmou que o Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines que desapareceu hoje perto da fronteira com a Rússia "foi abatido" pelos rebeldes apoiados pelo Kremlin.

O avião teria sido atingido por um míssil terra-ar Buk 9K37, parte de um sofisticado sistema de defesa antiaéreo cedido aos rebeldes pela Rússia, acrescentou o assessor ministerial, enquanto o líder rebelde Alexander Borodai acusava o governo ucraniano.

A aeronave caiu numa região dominada pelos rebeldes, que recuperaram a caixa-preta com as gravações de bordo e prometeram entregá-la ao governo da Rússia para análise.

Na Malásia, o primeiro-ministro Najib Razak declarou estar "em choque com a notícia". O voo MH17, Amsterdã-Kuala Lumpur, levava 283 passageiros e 15 tripulantes quando caiu em Chakhtiansk, na Ucrânia, a 50 km da fronteira com a Rússia. A maioria (189) era de holandeses.

Horas antes, o Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia acusou hoje a Rússia de derrubar um avião militar ucraniano Sukhoi-25. Os rebeldes advertiram aviões comerciais e não cruzar o espaço aéreo da região conflagrada.

Em 1º de setembro de 1983, no auge da chamada Segunda Guerra Fria, quando os Estados Unidos estavam prestes a instalar mísseis nucleares de curto e médio alcances na Europa, a União Soviética abateu um Boeing 747 da companhia aérea sul-coreana Korean Air supostamente confundido com um avião-espião. Todas as 269 pessoas a bordo morreram, inclusive um deputado federal americano.

Em 3 de julho de 1988, um mês antes do fim da guerra entre Irã e Iraque, navios de guerra dos EUA estacionados no Golfo Pérsico derrubaram um Airbus 300 da companhia aérea Iran Air matando todas as 290 pessoas a bordo. O atentado contra o Jumbo da empresa PanAm que matou 270 pessoas em Lockerbie, na Escócia, em 21 de dezembro daquele ano, teria sido uma retaliação iraniana.

Há quatro meses, em 8 de março de 2014, um Boeing 777 com 239 pessoas a bordo desapareceu quando fazia a rota Kuala Lumpur-Beijim sem deixar sinal. Até hoje, não foi encontrado. Suspeita-se que tenha sido desviado por alguém da tripulação para o Oceano Índico, onde teria afundado em local indeterminado.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Bombardeio israelense mata 10 soldados sírios

A Força Aérea de Israel fez um bombardeio retaliatório durante a noite contra nove alvos militares da Síria nas Colinas do Golã, em resposta a um ataque com míssil que matara um jovem israelense de 15 anos no sábado.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que conta as vítimas da guerra civil síria, disse que pelo menos dez soldados sírios foram mortos. Na avaliação da ONG, o principal alvo de Israel foi o quartel-general da Brigada 90, uma unidade militar da Síria no Golã.

Na manhã desta segunda-feira, o ministro da Defesa israelense, Moshe Yaalon, advertiu o ditador sírio, Bachar Assad, de que Israel o considera responsável por ataques partidos das áreas sob seu controle e vai "responder agressiva e duramente a qualquer provocação ou violação de nossa soberania".

Mas um oficial israelense citado pelo jornal The Times of Israel observou que no momento as Forças de Defesa do país estão realizando uma operação na Cisjordânia em busca de três jovens israelenses sequestrados. Um dos objetivos é enfraquecer o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que o governo de Israel culpa pelo sequestro.

domingo, 14 de abril de 2013

EUA admitem negociar com a Coreia do Norte

O secretário de Estado americano, John Kerry, está disposto a abrir negociações diretas com a Coreia do Norte, que nas últimas semanas ameaçou repetidas vezes atacar os Estados Unidos e seus principais aliados no Leste da Ásia, se o regime comunista der sinais de que está disposto a abrir mão das armas atômicas.

Os EUA, a Coreia do Sul e o Japão temem que a ditadura comunista norte-coreana faça um teste de mísseis nesta segunda-feira, 15 de abril, aniversário de nascimento do fundador da Coreia do Norte, o Grande Líder Kim Il Sung.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Coreia do Norte desloca míssil para Leste do país

Em meio a uma escalada de ameaças verbais, a Coreia do Norte colocou um míssil de médio alcance em posição para ser disparado no Leste do país, afirmou hoje o ministro da Defesa sul-coreano.

O míssil pode atingir a Coreia do Sul e o Japão, mas não o território continental dos Estados Unidos, que ontem enviaram um sistema de defesa antimísseis para sua base militar na ilha de Guam, no Oceano Pacífico.

Também ontem, o Comando Geral do Exército Popular da Coreia anunciou ter recebido ordens para lançar um ataque nuclear contra os EUA, mas os americanos não acreditam que os norte-coreanos tenham capacidade para isso.

domingo, 24 de março de 2013

Israel dispara míssil e destrói posto de fronteira sírio

As Forças de Defesa de Israel (FDI) bombardearam e destruíram neste domingo com um míssil Tammuz um posto militar de fronteira da Síria em Tal Fares, de onde afirmam que ontem e hoje foram disparados tiros contra as Colinas do Golã, um território sírio ocupado por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexado ilegalmente, em 1981. Dois soldados sírios foram feridos.

Em quase 40 anos desde a Guerra do Yom Kippur, a fronteira sírio-israelense sempre permaneceu praticamente tranquila. Israel redobrou a atenção nos últimos dois anos por causa da revolta popular e da guerra civil contra a ditadura de Bachar Assad, temendo que um regime árabe acuado ataque o inimigo histórico.

Ontem à noite, um jipe do Exército de Israel foi atacado por uma rajada de metralhadora quando fazia uma patrulha de rotina nas Colinas do Golã. Hoje de manhã, houve outro ataque parecido na mesma área, reporta o jornal liberal israelense Haaretz.

O ministro da Defesa, Moshe Yaalon, prometeu tolerância zero para esse tipo de ataque: "Deploramos o ataque a tiros contra as FDI em território israelense. Em resposta, as FDI retaliaram, de acordo com a política expressamente adotada pelo governo de Israel: qualquer ruptura da soberania israelense pelo lado da Síria vai precipitar imediatamente a supressão das fontes dos disparos", declarou o ministro em nota reproduzida no jornal conservador The Times of Israel.

Aparentemente, os disparos partiram do Exército da Síria e não dos rebeldes, que incluem grupos extremistas muçulmanos ligados à rede terrorista Al Caeda. Não está claro se os alvos eram as patrulhas de Israel. "Acreditamos que não eram balas perdidas", comentou o porta-voz militar israelense Peter Lerner.

No Twitter, um porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Ofil Gendelman, disse que as forças israelenses "destruíram um ninho de metralhadoras que nas últimas 24 horas tinha atirado duas vezes contra patrulhas israelenses que protegiam a fronteira".

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Paquistão testa míssil nuclear

Numa resposta rápida à Índia, o Paquistão testou hoje com sucesso um míssil de médio alcance com capacidade para levar ogivas nucleares.

A arqui-inimiga Índia testara na semana passada um míssil nuclear com alcance de 5 mil quilômetros, Agni-5 (Fogo-5), capaz de atingir qualquer ponto da China.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Índia tem míssil capaz de atingir qualquer ponto da China

A Índia testou hoje um míssil de longo alcance, o Agni-5, capaz de levar ogivas nucleares a até 5 mil quilômetros de distância e de atingir qualquer ponto da China.

Há uma corrida armamentista na Ásia, e os indianos não querem ficar para trás da cada vez mais rica e poderosa China, que já tem submarinos, mísseis antiporta-aviões e antissatélites capazes de neutralizar a superioridade militar dos Estados Unidos no Oceano Pacífico.

Durante a primeira Guerra do Golfo, em 1991, quando uma ampla aliança liderada pelos Estados Unidos expulsou as forças iraquianas de Saddam Hussein que tinham invadido o Kuwait, a Índia concluiu que para enfrentar os americanos é preciso ter armas de destruição em massa, de preferência nucleares.

O país começou a fazer sua bomba atômica depois de uma derrota para a China numa guerra de fronteiras, em 1962. Até hoje, a Índia reivindica uma parte da Caxemira chinesa, enquanto o Paquistão reivindica toda a Caxemira indiana.

A primeira bomba atômica indiana teria sido testada secretamente em 1974, no governo Indira Gandhi. Quando o Partido Baratiya Janata (BJP, do inglês), nacionalista hindu, chegou ao poder, em 1998, decidiu assumir abertamente o status de potência nuclear e fez explosões experimentais.

Inimigo histórico, o Paquistão respondeu em seguida, testando suas próprias armas atômicas, desenvolvidas com o apoio de sua aliada, a China, e a espionagem de Abdul Kadir Khan, conhecido como o pai da bomba paquistanesa.

Índia e Paquistão travaram três guerras desde que se separam do Império Britânico e se dividiram, a um custo inicial de 2 milhões de vidas. Mas, desde que se tornaram potências nucleares, houve escaramuças, especialmente em áreas remotas, mas não guerras como as de 1947, 1965 e 1971.

Da última guerra, nasceu Bangladesh, o antigo Paquistão Oriental, um dos países mais pobres do mundo, agora se beneficiando da ascensão econômica da Ásia.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Míssil chinês altera relação de forças no Pacífico

Um novo míssil antinavio da China capaz de alterar significativamente o equilíbrio de forças no Oceano Pacífico já está em condições operacionais, revelou o almirante Robert Willard, comandante militar dos Estados Unidos para o Pacífico.

O mísseil balístico foi projetado para atacar porta-aviões, neutralizando em parte a superioridade naval dos EUA em armas convencionais.

Em 1996, quando a China ameaçou as eleições democráticas em Taiwan, os EUA enviaram um grupo naval liderado por um porta-aviões para o Estreito de Taiwan. Como a China considera Taiwan uma província rebelde, entende que houve uma invasão de seu mar territorial.

A partir de agora, a China está preparada para manter os aviões americanos à distância. Com o crescente poderio naval chinês, o Japão está reorientando sua política de defesa.

O maior inimigo deixa de ser a União Soviética e sua herdeira a Rússia, que o Japão derrotou na Guerra do Pacífico (1904-05). Passa a ser a China, que o Japão invadiu em 1931 e 1937, dando início à Segunda Guerra Mundial na Ásia.

É improvável uma guerra entre os EUA e a China, dada a interdependência de suas duas economias e o desastre que significaria. Mas a concorrência estratégica é inevitável, na medida em que a China cresce para se tornar a maior economia do mundo, investe cada vez mais em alta tecnologia e moderniza suas Forças Armadas.

Ao mesmo tempo, mesmo que a China diga que aprendeu com os erros da Alemanha e da URSS, os EUA tentam articular uma aliança com a Índia, além do acordo militar que já tem com o Japão, para contrabalançar o poderio chinês. E a guerra hoje é feita com mísseis.

Os porta-aviões se tornaram obsoletos na guerra ultramoderna. Servem em situações de ampla superioridade, mas são vulneráveis diante de um inimigo com uma capacidade tecnológica crescente.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Irã testa novo míssil

O ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, procurado na Argentina por dois atentados terroristas contra alvos judaicos nos anos 90, anunciou hoje o teste de um novo míssil, mas não revelou o alcance. 


Amanhã, o país começa a alimentar amanhã seu primeiro reator nuclear, na usina atômica de Bushehr com urânio enriquecido pela Rússia. 

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Teste de míssil norte-coreano foi um fracasso

O governo da Coreia do Norte afirma que o satélite artificial de comunicações que teria lançado sábado à noite está no espaço transmitindo canções patriótica. Mas especialistas ocidentais afirmam que a experiência, que serviria também como teste de um míssil de longo alcance, fracassou.

Leia mais no jornal The New York Times.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Musharraf testa míssil nuclear

O Paquistão testou nesta sexta-feira, 1º de fevereiro de 2008, na presença do ditador Pervez Musharraf, um míssil com alcance de 1,3 mil quilômetros e capacidade para transportar ogivas nucleares, o Gauri.

Musharraf agradeceu aos oficiais responsáveis pelo projeto e declarou que o Paquistão tem agora um mecanismo robusto de dissuasão nuclear.