Pelo menos 29 cristãos coptas foram mortos hoje no Egito num ataque terrorista a um ônibus quando iam para um mosteiro na província de Mínia, no Centro do país, noticiou o jornal egípcio Al Ahram. Nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado. A maior suspeita é a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e Levante, que prometeu intensificar suas ações.
No Domingo de Ramos, 9 de abril de 2017, ataques a duas igrejas cristãs mataram 45 pessoas e o Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pela ação. Depois desses atentados, o ditador Abdel Fattah al-Sissi decretou estado de emergência por três meses. Agora, convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional para esta noite.
Hoje, o ônibus foi cercado por três veículos utilitários esportivos de onde saíram atiradores que metralharam os fiéis que não renegaram o cristianismo. Outras 24 pessoas saíram feridas.
A Província do Sinai do Estado Islâmico é um grupo extremista muçulmano egípcio que aderiu à organização terrorista. Em 31 de outubro de 2015, um mês depois que a Rússia entrou na guerra civil da Síria a pretexto de combater o Estado Islâmico, um avião da companhia aérea russa Metrojet foi derrubado na Península do Sinai e todas as 224 pessoas a bordo morreram. A Província do Sinai do Estado Islâmico reivindicou a autoria.
Os cristãos coptas são cerca de 10% da população do Egito, estimada em 92 milhões de habitantes. É o maior grupo cristão do Oriente Médio, onde todos os cristãos são alvos frequentes de jihadistas.
Durante o encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anteontem no Vaticano, o papa Francisco se queixou do massacre e da expulsão de cristãos do Oriente Médio. Quase 2 mil anos depois da crucificação de Jesus Cristo, os cristãos estão sendo expulsos da região, berço de três das cinco grandes religiões da humanidade (judaísmo, cristianismo e islamismo).
Em retaliação ao ataque ao ônibus, a Força Aérea do Egito bombardeou bases e centros de treinamento de um grupo jihadista ligado à rede terrorista Al Caeda na cidade de Derna, na vizinha Líbia.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 26 de maio de 2017
Terroristas matam 29 cristãos em ataque a ônibus no Egito
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terça-feira, 17 de novembro de 2015
Rússia confirma que bomba derrubou avião no Sinai
Sem citar o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o Serviço Federal de Segurança da Rússia anunciou hoje oficialmente que uma bomba artesanal de um quilo derrubou um avião de passageiros da companhia russa Metrojet em 31 de outubro de 2015 na Península do Sinai, matando todas as 224 pessoas a bordo, mais do que na onda de terror em Paris, onde 129 morreram.
A Província do Sinai do Estado Islâmico, o braço da milícia terrorista no Egito, assumiu a responsabilidade pelo atentado. As autoridades russas e egípcias não admitiram essa hipótese no primeiro momento por causa das implicações políticas.
Durante uma reunião do Estado-Maior da Rússia sobre a campanha na Síria, o presidente Vladimir Putin ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões por pistas, prometeu caçar os terroristas responsáveis por todos os cantos do planeta e intensificar a campanha aérea contra o Estado Islâmico na Síria.
Putin orientou a Marinha de Guerra da Rússia a entrar em "contato direto" com o porta-aviões francês Charles de Gaulle para coordenar as operações.
"Um destacamento naval francês liderado por um porta-aviões chegará em breve a seu setor. Devemos fazer contato direto com os franceses e trabalhar com eles como aliados", ordenou o homem-forte do Kremlin.
Depois dos atentados em Paris, o que parecia uma fraqueza para Egito e Rússia, ser alvo de um atentado terrorista, se transformou num elemento capaz de provocar a solidariedade e a união contra um inimigo comum. O Estado Islâmico dá a Putin a oportunidade de se reaproximar do Ocidente depois da crise causada pela intervenção militar russa na Ucrânia.
Em 26 de novembro, dois dias de ir a Washington, o presidente da França, François Hollande, vai a Moscou discutir o combate ao terrorismo dos extremistas muçulmanos. Hollande apelou aos Estados Unidos e à Rússia para que se unam contra o Estado Islâmico.
No domingo, o secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, apresentaram um cronograma para a paz na guerra civil da Síria, essencial na luta contra o terrorismo.
A Província do Sinai do Estado Islâmico, o braço da milícia terrorista no Egito, assumiu a responsabilidade pelo atentado. As autoridades russas e egípcias não admitiram essa hipótese no primeiro momento por causa das implicações políticas.
Durante uma reunião do Estado-Maior da Rússia sobre a campanha na Síria, o presidente Vladimir Putin ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões por pistas, prometeu caçar os terroristas responsáveis por todos os cantos do planeta e intensificar a campanha aérea contra o Estado Islâmico na Síria.
Putin orientou a Marinha de Guerra da Rússia a entrar em "contato direto" com o porta-aviões francês Charles de Gaulle para coordenar as operações.
"Um destacamento naval francês liderado por um porta-aviões chegará em breve a seu setor. Devemos fazer contato direto com os franceses e trabalhar com eles como aliados", ordenou o homem-forte do Kremlin.
Depois dos atentados em Paris, o que parecia uma fraqueza para Egito e Rússia, ser alvo de um atentado terrorista, se transformou num elemento capaz de provocar a solidariedade e a união contra um inimigo comum. O Estado Islâmico dá a Putin a oportunidade de se reaproximar do Ocidente depois da crise causada pela intervenção militar russa na Ucrânia.
Em 26 de novembro, dois dias de ir a Washington, o presidente da França, François Hollande, vai a Moscou discutir o combate ao terrorismo dos extremistas muçulmanos. Hollande apelou aos Estados Unidos e à Rússia para que se unam contra o Estado Islâmico.
No domingo, o secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, apresentaram um cronograma para a paz na guerra civil da Síria, essencial na luta contra o terrorismo.
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terça-feira, 3 de novembro de 2015
Explosão a bordo e não míssil derrubou avião russo, afirmam EUA
Uma onda de calor detectada por satélites americanos sensíveis aos raios infravermelhos indica que a explosão do Airbus 321 da companhia russa Metrojet na Península do Sinai, no Egito, há três dias não foi causada por um míssil, noticiou a rede de televisão americana NBC citando como fontes analistas de inteligência e defesa dos Estados Unidos. Todas as 224 pessoas a bordo morreram.
O calor indica que houve algum tipo de explosão a grande altitude. Pode ter sido uma bomba colocada no compartimento de bagagens ou a explosão de uma turbina, mas não houve um raio de calor deixado por um míssil antiaéreo disparado da terra, como alegaram extremistas muçulmanos da Província do Sinai do Estado Islâmico.
Jihadistas em ação no Norte do Sinai já usaram mísseis terra-ar portáteis para derrubar um helicóptero do Egito e atacar aviões de Israel. Mas o voo 9268, que ia da cidade turística de Charm el-Cheikh, no Mar Vermelho, para São Petersburgo, na Rússia, estava a uma altitude onde só seria atingido por sistemas de defesa antiaérea sofisticados que os terroristas aparentemente não têm.
O ditador egípcio, marechal Abdel Fattah al-Sissi, desconsiderou como propaganda a reivindicação de autoria do Estado Islâmico e observou que a verdadeira causa da tragédia talvez só seja conhecida daqui a meses.
Desde 30 de setembro, a Rússia intervém militarmente na guerra civil da Síria para sustentar a ditadura de Bachar Assad . O Kremlin aponta a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante como principal alvo, mas matou pelo menos duas vezes mais militantes de outros grupos armados rebeldes.
De qualquer jeito, alvos russos estão na mira do Estado Islâmico.
O calor indica que houve algum tipo de explosão a grande altitude. Pode ter sido uma bomba colocada no compartimento de bagagens ou a explosão de uma turbina, mas não houve um raio de calor deixado por um míssil antiaéreo disparado da terra, como alegaram extremistas muçulmanos da Província do Sinai do Estado Islâmico.
Jihadistas em ação no Norte do Sinai já usaram mísseis terra-ar portáteis para derrubar um helicóptero do Egito e atacar aviões de Israel. Mas o voo 9268, que ia da cidade turística de Charm el-Cheikh, no Mar Vermelho, para São Petersburgo, na Rússia, estava a uma altitude onde só seria atingido por sistemas de defesa antiaérea sofisticados que os terroristas aparentemente não têm.
O ditador egípcio, marechal Abdel Fattah al-Sissi, desconsiderou como propaganda a reivindicação de autoria do Estado Islâmico e observou que a verdadeira causa da tragédia talvez só seja conhecida daqui a meses.
Desde 30 de setembro, a Rússia intervém militarmente na guerra civil da Síria para sustentar a ditadura de Bachar Assad . O Kremlin aponta a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante como principal alvo, mas matou pelo menos duas vezes mais militantes de outros grupos armados rebeldes.
De qualquer jeito, alvos russos estão na mira do Estado Islâmico.
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