A Embaixada da Rússia na Síria foi atacada com duas bombas. Uma caiu dentro do complexo da embaixada, mas só causou danos materiais, anunciou hoje a agência de notícias oficial síria SANA, citada pelo jornal liberal israelense Haaretz.
Os maiores suspeitos são rebeldes ativos em alguns subúrbios de Damasco, a capital síria. A Rússia apoia a ditadura de Bachar Assad e, desde 30 de setembro de 2015, intervém diretamente na guerra civil da Síria em apoio ao governo.
Mais de 400 mil pessoas morreram em seis anos e três meses de guerra civil na Síria, o pior conflito resultante da chamada Primavera Árabe.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 16 de julho de 2017
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Explosão a bordo e não míssil derrubou avião russo, afirmam EUA
Uma onda de calor detectada por satélites americanos sensíveis aos raios infravermelhos indica que a explosão do Airbus 321 da companhia russa Metrojet na Península do Sinai, no Egito, há três dias não foi causada por um míssil, noticiou a rede de televisão americana NBC citando como fontes analistas de inteligência e defesa dos Estados Unidos. Todas as 224 pessoas a bordo morreram.
O calor indica que houve algum tipo de explosão a grande altitude. Pode ter sido uma bomba colocada no compartimento de bagagens ou a explosão de uma turbina, mas não houve um raio de calor deixado por um míssil antiaéreo disparado da terra, como alegaram extremistas muçulmanos da Província do Sinai do Estado Islâmico.
Jihadistas em ação no Norte do Sinai já usaram mísseis terra-ar portáteis para derrubar um helicóptero do Egito e atacar aviões de Israel. Mas o voo 9268, que ia da cidade turística de Charm el-Cheikh, no Mar Vermelho, para São Petersburgo, na Rússia, estava a uma altitude onde só seria atingido por sistemas de defesa antiaérea sofisticados que os terroristas aparentemente não têm.
O ditador egípcio, marechal Abdel Fattah al-Sissi, desconsiderou como propaganda a reivindicação de autoria do Estado Islâmico e observou que a verdadeira causa da tragédia talvez só seja conhecida daqui a meses.
Desde 30 de setembro, a Rússia intervém militarmente na guerra civil da Síria para sustentar a ditadura de Bachar Assad . O Kremlin aponta a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante como principal alvo, mas matou pelo menos duas vezes mais militantes de outros grupos armados rebeldes.
De qualquer jeito, alvos russos estão na mira do Estado Islâmico.
O calor indica que houve algum tipo de explosão a grande altitude. Pode ter sido uma bomba colocada no compartimento de bagagens ou a explosão de uma turbina, mas não houve um raio de calor deixado por um míssil antiaéreo disparado da terra, como alegaram extremistas muçulmanos da Província do Sinai do Estado Islâmico.
Jihadistas em ação no Norte do Sinai já usaram mísseis terra-ar portáteis para derrubar um helicóptero do Egito e atacar aviões de Israel. Mas o voo 9268, que ia da cidade turística de Charm el-Cheikh, no Mar Vermelho, para São Petersburgo, na Rússia, estava a uma altitude onde só seria atingido por sistemas de defesa antiaérea sofisticados que os terroristas aparentemente não têm.
O ditador egípcio, marechal Abdel Fattah al-Sissi, desconsiderou como propaganda a reivindicação de autoria do Estado Islâmico e observou que a verdadeira causa da tragédia talvez só seja conhecida daqui a meses.
Desde 30 de setembro, a Rússia intervém militarmente na guerra civil da Síria para sustentar a ditadura de Bachar Assad . O Kremlin aponta a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante como principal alvo, mas matou pelo menos duas vezes mais militantes de outros grupos armados rebeldes.
De qualquer jeito, alvos russos estão na mira do Estado Islâmico.
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terça-feira, 15 de setembro de 2015
Tailândia acusa uigures por atentado em Bangkok
O atentado a bomba que matou 20 pessoas em 17 de agosto de 2015 no centro de Bangkok foi uma vingança pela deportação de 109 migrantes uigures para a China e a repressão a gangues de tráfico de pessoas, afirmou hoje o chefe da Polícia Nacional da Tailândia, Somyot Poompanmoung.
Foi a primeira vez que as autoridades tailandesas apontam os principais suspeitos do ataque contra um santuário situado numa área de comércio do centro da capital do país. Até agora, apesar da prisão de vários suspeitos do povo uigur originários da província de Xinjiang, no Noroeste da China, a junta militar que governa a Tailândia proibia a polícia de falar em terrorismo e culpar diretamente os uigures.
De acordo com o chefe da polícia, a máfia do tráfico humano responsável pela migração ilegal de uigures foi desbaratada. Somyot acrescentou não ter indícios de ligação entre o grupo e um ataque a um consulado tailandês na Turquia.
Os uigures, majoritariamente muçulmanos, têm origem turca e lutam contra a crescente dominação econômica e cultural dos chineses do povo hã. Um grupo radical, o Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental, é acusado pelo regime comunista da China de iniciar uma luta armada contra o governo central.
Se a responsabilidade dos uigures for confirmada, vai levar a um envolvimento maior da China nas questões de segurança no Sudeste Asiático, onde tem disputas territoriais com vários países vizinhos.
Foi a primeira vez que as autoridades tailandesas apontam os principais suspeitos do ataque contra um santuário situado numa área de comércio do centro da capital do país. Até agora, apesar da prisão de vários suspeitos do povo uigur originários da província de Xinjiang, no Noroeste da China, a junta militar que governa a Tailândia proibia a polícia de falar em terrorismo e culpar diretamente os uigures.
De acordo com o chefe da polícia, a máfia do tráfico humano responsável pela migração ilegal de uigures foi desbaratada. Somyot acrescentou não ter indícios de ligação entre o grupo e um ataque a um consulado tailandês na Turquia.
Os uigures, majoritariamente muçulmanos, têm origem turca e lutam contra a crescente dominação econômica e cultural dos chineses do povo hã. Um grupo radical, o Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental, é acusado pelo regime comunista da China de iniciar uma luta armada contra o governo central.
Se a responsabilidade dos uigures for confirmada, vai levar a um envolvimento maior da China nas questões de segurança no Sudeste Asiático, onde tem disputas territoriais com vários países vizinhos.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
EUA aperfeiçoam bomba para destruir fortalezas subterrâneas
Enquanto negociam o desarmamento do programa nuclear iraniano, os Estados Unidos aperfeiçoam e testam a maior bomba do arsenal convencional americano para atacar fortalezas subterrâneas, uma arma capaz de destruir as instalações atômicas mais protegidas do Irã, revela o jornal americano The Wall St. Journal.
Ao mesmo tempo em que o governo Barack Obama busca uma saída diplomática para a ameaça de uma bomba atômica iraniana, o Departamento da Defesa prepara suas armas para uma possível solução militar: "O Pentágono está focado em ser capaz de oferecer opções militares, se for necessário", admitiu um alto funcionário americano.
O aperfeiçoamento da "munição penetrante maciça", capaz de penetrar na rocha e atingir alvos a centenas de metros no subsolo começou antes das negociações entre o Irã, as cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha. O último teste foi realizado em janeiro, quando um bombardeiro B-2 a jogou em local não revelado.
Na semana passada, os EUA, a Europa e o Irã anunciaram ter chegado a um acordo preliminar para congelar por dez anos os aspectos militares do programa nuclear iraniano. Um acordo definitivo deve ser concluído até 30 de junho de 2015.
Durante os últimos 12 anos, os EUA e seus aliados europeus acusaram o regime fundamentalista iraniano de desenvolver armas nucleares. O Irã sempre negou, alegando usar a energia atômica exclusivamente para fins pacíficos. Um rigoroso regime de inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) vai fiscalizar o cumprimento de um acordo.
Ao defender as negociações, Obama alegou que as alternativas são mais sanções, que até agora não impediram o Irã de desenvolver o programa nuclear, ou uma nova guerra no Oriente Médio, que parece ser a opção preferida pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e de aliados árabes dos EUA. Apesar de sua primeira opção ser a diplomacia, o presidente não descartou o uso da força.
Em 2012, o Pentágono concluiu que a bomba de 13,6 toneladas existente no arsenal americano não seria suficiente para penetrar e explodir instalações nucleares subterrâneas do Irã. O aperfeiçoamento começou no ano seguinte.
Para bombardear uma fortaleza subterrânea como a central nuclear de Fordo, no Irã, construída dentro de uma montanha, o Pentágono planeja alvejar o mesmo ponto com duas ou três munições penetrantes maciças.
No governo George W. Bush, os EUA teriam negado autorização a Israel para usar bombas de fabricação americana contra o Irã. Agora, o porta-voz do Departamento da Defesa, coronel Steve Warren, se negou a dar mais detalhes: "Os militares dos EUA preparam-se para uma ampla variedade de ameaças, inclusive o desenvolvimento de munições para atingir instalações profundas e fortificadas."
Como comentou outro oficial do Pentágono, sem se identificar, "se você diz que todas as opções estão na mesa, precisa ter algo sobre a mesa com credibilidade", para amedrontar o inimigo em potencial.
Ao mesmo tempo em que o governo Barack Obama busca uma saída diplomática para a ameaça de uma bomba atômica iraniana, o Departamento da Defesa prepara suas armas para uma possível solução militar: "O Pentágono está focado em ser capaz de oferecer opções militares, se for necessário", admitiu um alto funcionário americano.
O aperfeiçoamento da "munição penetrante maciça", capaz de penetrar na rocha e atingir alvos a centenas de metros no subsolo começou antes das negociações entre o Irã, as cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha. O último teste foi realizado em janeiro, quando um bombardeiro B-2 a jogou em local não revelado.
Na semana passada, os EUA, a Europa e o Irã anunciaram ter chegado a um acordo preliminar para congelar por dez anos os aspectos militares do programa nuclear iraniano. Um acordo definitivo deve ser concluído até 30 de junho de 2015.
Durante os últimos 12 anos, os EUA e seus aliados europeus acusaram o regime fundamentalista iraniano de desenvolver armas nucleares. O Irã sempre negou, alegando usar a energia atômica exclusivamente para fins pacíficos. Um rigoroso regime de inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) vai fiscalizar o cumprimento de um acordo.
Ao defender as negociações, Obama alegou que as alternativas são mais sanções, que até agora não impediram o Irã de desenvolver o programa nuclear, ou uma nova guerra no Oriente Médio, que parece ser a opção preferida pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e de aliados árabes dos EUA. Apesar de sua primeira opção ser a diplomacia, o presidente não descartou o uso da força.
Em 2012, o Pentágono concluiu que a bomba de 13,6 toneladas existente no arsenal americano não seria suficiente para penetrar e explodir instalações nucleares subterrâneas do Irã. O aperfeiçoamento começou no ano seguinte.
Para bombardear uma fortaleza subterrânea como a central nuclear de Fordo, no Irã, construída dentro de uma montanha, o Pentágono planeja alvejar o mesmo ponto com duas ou três munições penetrantes maciças.
No governo George W. Bush, os EUA teriam negado autorização a Israel para usar bombas de fabricação americana contra o Irã. Agora, o porta-voz do Departamento da Defesa, coronel Steve Warren, se negou a dar mais detalhes: "Os militares dos EUA preparam-se para uma ampla variedade de ameaças, inclusive o desenvolvimento de munições para atingir instalações profundas e fortificadas."
Como comentou outro oficial do Pentágono, sem se identificar, "se você diz que todas as opções estão na mesa, precisa ter algo sobre a mesa com credibilidade", para amedrontar o inimigo em potencial.
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Uruguai expulsa diplomata do Irã, diz jornal israelense
O Uruguai expulsou do país um alto funcionário da Embaixada do Irã em Montevidéu acusado de envolvimento na colocação de uma bomba falsa perto da Embaixada de Israel, informou hoje o jornal israelense The Times of Israel. O governo uruguaio desmentiu a notícia.
De acordo com fontes da polícia do Uruguai, a bomba falsa foi encontrada em 8 de janeiro de 2015 chegou-se a pensar que poderia fazer parte de um treinamento antiterrorismo. O serviço secreto uruguaio concluiu que o diplomata iraniano era responsável. Ele deixou o país duas semanas depois. O governo do Uruguai tentou manter tudo em sigilo.
Israel acusa o Irã de patrocinar atentados terroristas contra alvos judaicos em todo o mundo. O caso mais notório na América Latina foi o atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), que matou 85 pessoas e feriu outras 300 em 18 de julho de 1994, em Buenos Aires.
Em 18 de janeiro de 2015, o promotor judeu Alberto Nisman, encarregado do caso, foi encontrado morto em seu apartamento na capital argentina horas antes de apresentar suas provas e conclusões à Comissão de Legislação Penal da Câmara dos Deputados da Argentina. Ele denunciou a presidente Cristina Kirchner e assessores por fazerem um acordo com o Irã para inocentar os altos funcionários iranianos suspeitos.
De acordo com fontes da polícia do Uruguai, a bomba falsa foi encontrada em 8 de janeiro de 2015 chegou-se a pensar que poderia fazer parte de um treinamento antiterrorismo. O serviço secreto uruguaio concluiu que o diplomata iraniano era responsável. Ele deixou o país duas semanas depois. O governo do Uruguai tentou manter tudo em sigilo.
Israel acusa o Irã de patrocinar atentados terroristas contra alvos judaicos em todo o mundo. O caso mais notório na América Latina foi o atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), que matou 85 pessoas e feriu outras 300 em 18 de julho de 1994, em Buenos Aires.
Em 18 de janeiro de 2015, o promotor judeu Alberto Nisman, encarregado do caso, foi encontrado morto em seu apartamento na capital argentina horas antes de apresentar suas provas e conclusões à Comissão de Legislação Penal da Câmara dos Deputados da Argentina. Ele denunciou a presidente Cristina Kirchner e assessores por fazerem um acordo com o Irã para inocentar os altos funcionários iranianos suspeitos.
sábado, 20 de julho de 2013
Bomba explode no aeroporto de Beijim
Uma bomba explodiu hoje no Terminal 3 do Aeroporto de Beijim, a capital da China, anunciou a agência oficial de notícias Nova China. Os explosivos seriam caseiros e só teriam ferido o homem que os detonou.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Grécia para de mandar encomendas ao exterior
Depois da descoberta de bombas escondidas em encomendas, a Grécia suspendeu ontem por 48 horas o envio de pacotes ao exterior pelo correio.
Na madrugada de ontem, um voo cargueiro de Atenas para Paris foi obrigado a parar em Bolonha, na Itália, onde a polícia abriu um pacote destinado ao primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que pegou fogo.
Duas bombas explodiram nas embaixadas da Rússia e da Suíça em Atenas. Outra foi detonada numa explosão controlada no aeroporto da capital grega. Na Alemanha, a polícia desativou uma bomba destinada à primeira-ministra Angela Merkel.
Dois jovens anarquistas foram presos com duas bombas, uma delas destinada ao presidente da França, Nicolas Sarkozy.
A polícia grega suspeita de grupos de extrema esquerda. Os peritos acreditam que as bombas não são letais, visam apenas a atacar simbolicamente o Estado e chefes de Estado e de governo.
Na madrugada de ontem, um voo cargueiro de Atenas para Paris foi obrigado a parar em Bolonha, na Itália, onde a polícia abriu um pacote destinado ao primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que pegou fogo.
Duas bombas explodiram nas embaixadas da Rússia e da Suíça em Atenas. Outra foi detonada numa explosão controlada no aeroporto da capital grega. Na Alemanha, a polícia desativou uma bomba destinada à primeira-ministra Angela Merkel.
Dois jovens anarquistas foram presos com duas bombas, uma delas destinada ao presidente da França, Nicolas Sarkozy.
A polícia grega suspeita de grupos de extrema esquerda. Os peritos acreditam que as bombas não são letais, visam apenas a atacar simbolicamente o Estado e chefes de Estado e de governo.
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