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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 1º de Outubro

FIM DO IMPÉRIO PERSA

    Em 331 antes de Cristo, Alexandre III, o Grande, da Macedônia, vence Dario III na Batalha de Gaugamela, uma das mais estudadas nas escolas militares porque Alexandre tem muito menos soldados. É o fim do Império Persa.

Os persas tentam invadir a Grécia no século 5 AC, nas Guerras Greco-Persas ou Guerras Medas (499-449 AC), mas são derrotados. Com a vitória, Atenas se transforma numa potência imperial e Esparta inicia a Guerra do Peloponeso porque a rival está se tornando poderosa demais.

Esparta vence, mas depois é derrotada por Tebas. É o fim da Idade de Ouro na Grécia. Disso se aproveita Felipe II, da Macedônia, pai de Alexandre, para tomar o poder em 359 AC. Ao morrer, em 336 AC, Felipe deixa o reino para o filho, que invade a Ásia e reinicia o conflito com os persas.

Diante da derrota em Gaugamela, o exército de Dario III foge. Alexandre o persegue por 110 quilômetros até Arbela. Perde 100 homens e mil cavalos na perseguição. 

Com a vitória, Alexandre conquista a Babilônia, toda a Mesopotâmia e metade da Pérsia. Seus soldados o aclamam Rei da Ásia e prometem conquistar todo o continente. 

MARIA SANGUINÁRIA

    Em 1553, Maria Tudor, a filha mais velha de Henrique VIII, católica, é coroada Maria I, da Inglaterra, na Abadia de Westminster, em Londres. É a primeira mulher a ascender ao trono do país.

Henrique VIII quer um filho homem para evitar um conflito sucessório como a Guerra das Duas Rosas (1455-87), vencida por seu pai, Henrique VII. Mas sua primeira mulher, Catarina de Aragão, filha de Fernando e Isabel, os reis católicos da Espanha, tem cinco filhos e a única sobrevivente é uma filha mulher, Maria.

Para se divorciar e casar com Ana Bolena, Henrique VIII rompe com o Vaticano e funda a Igreja Anglicana em 1534. É a Reforma Protestante na Inglaterra. Ao fazer isso, o rei divide o país entre católicos e protestantes, o que fomentaria guerras civis até 1689.

A terceira de suas seis esposas, Jane Seymour, lhe dá um filho homem, mas Eduardo VI (1547-53) tem problemas de saúde e reina por apenas seis anos. Primeiro rei educado no protestantismo, Eduardo VI tenta consolidar a Reforma.

Eduardo VI não queria entregar a coroa à irmã católica. Nomeia a prima Joana Grey, bisneta de Henrique VII, como sucessora. Lady Jane é a Rainha dos Nove Dias, de 10 a 19 de julho de 1553, quando Maria I é proclamada rainha. Joana é presa na Torre de Londres, condenada por traição e executada.

Ao ascender ao trono, Maria I revoga a Reforma e proíbe o protestantismo. Passa a ser chamada de Maria Sanguinária (Bloody Mary) depois da execução de 280 protestantes. Ela se casa com Felipe II, da Espanha, numa aliança de reis católicos. Este casamento enfrenta resistência na Inglaterra, especialmente dos protestantes.

Fraca e doente, Maria I morre aos 42 anos, provavelmente de câncer de útero ou de ovários. Sem descendentes depois de duas gravidezes psicológicas, é obrigada a apontar a irmã protestante, Elizabeth Tudor como sucessora.

Seu legado é uma reforma fiscal, a expansão naval e exploração colonial que lançam a semente do Império Britânico, que começa a se desenvolver sob Elizabeth I (1558-1603).

PARQUE NACIONAL DE YOSEMITE

    Em 1890, o Congresso dos Estados Unidos cria o Parque Nacional de Yosemite, na Serra Nevada, na Califórnia, depois de uma campanha liderada pelo ecologista John Muir.

Os índios são os únicos habitantes do Vale de Yosemite até 1849, quando a Corrida do Ouro na Califórnia atrai garimpeiros, mineiros e colonos, o que causa danos ambientais na região.

Para acabar com a exploração econômica da área, em 1864, o presidente Abraham Lincoln declara que Yosemite e suas sequoias gigantes são um bem público. É a primeira vez que o governo dos EUA protege uma área para desfrute do público, lançando as bases para a criação do sistema de parques nacionais.

O Parque Nacional de Yellowstone, criado em 1872, é o primeiro do país.

LAWRENCE DA ARÁBIA TOMA DAMASCO

    Em 1918, um exército árabe-britânico articulado pelo coronel Thomas Edward Lawrence, o Lawrence da Arábia, toma Damasco do Império Otomano (turco) e conclui a libertação da Arábia durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Arabista formado na Universidade de Oxford, Lawrence trabalha como oficial de inteligência do Exército Real britânico no Egito a partir de 1914. Quando começa a Revolta Árabe (1916-18) contra o Império Otomano, aliado da Alemanha e do Império Austro-Húngaro na guerra, Lawrence convence seus superiores a apoiar a rebelião do emir de Meca, Hussein ibn Ali. É enviado como oficial de ligação do Exército Real para unir as tribos árabes com o apoio da França e do Reino Unido.

Em julho de 1917, os árabes tomam o porto de Ácaba, perto da Península do Sinai, e se juntam aos britânicos para marchar rumo a Jerusalém. Lawrence é promovido a coronel. Preso numa ação de inteligência, é torturado e abusado sexualmente até conseguir escapar.

Forças australianas sob o comando do general Henry Chauvel atacam Damasco primeiro, mas seguem perseguindo os turcos em fuga quando as tropas de Lawrence chegam.

Lawrence é a favor da unidade da Arábia. Como as diversas facções árabes se dividem, volta para a Inglaterra desiludido e rejeita medalhas do rei George V por entender que o Império Britânico fomentou a divisão dos árabes na velha política de dividir para reinar.

NAZISTAS SENTENCIADOS À MORTE

    Em 1946, 12 altos funcionários do regime nazista de Adolf Hitler pegam pena de morte por enforcamento no Tribunal de Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha, entre eles Hermann Göring, fundador da polícia política Gestapo (Geheim Staatpolizei) e comandante da Luftwaffe, a Força Aérea alemã; Joachin von Ribbentrop, ministro do Exterior; e Wilhelm Frick, ministro do Interior.

O Julgamento de Nurembergue, realizado por um tribunal internacional com representantes dos Estados Unidos, da União Soviética, da França e do Reino Unido, dura 10 meses. 

Outros sete condenados recebem penas de 10 anos a prisão perpétua, inclusive Rudolf Hess, vice de Hitler de 1933 a 1941. Três réus são absolvidos.

Os criminosos de guerra nazista são enforcados em 16 de outubro. Göring se mata na véspera ingerindo veneno.

COMUNISMO NA CHINA

    Em 1949, sob a liderança de Mao Tsé-tung, o Partido Comunista toma o poder e funda a República Popular da China com a vitória na guerra civil sobre os nacionalistas do Kuomintang (KMT), liderados por Chiang Kai-shek, que fogem para Taiwan.

A China, o Império do Centro ou do Meio, terra de poetas, artistas e filósofos, é o centro do mundo na Ásia desde antes da Cristo. Cria a imprensa e a pólvora antes da Europa, mas não usa estas tecnologias para dominar o mundo. 

Ao contrário, a China se fecha e, como a Índia e o Japão, não participa da Revolução Comercial, da Revolução Científica e da Revolução Militar, e fica para trás com a Revolução Industrial. Humilhado pelo Império Britânico nas Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60), para abrir o país ao livre comércio, inclusive de ópio, e vencido pelo Japão na Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894-95), o Império Chinês entra em declínio terminal e cai em 1912.

É uma era de anarquia, com as cidades costeiras dominadas pelo imperialismo ocidental e o interior dividido entre senhores da guerra. A China tem a menor renda por habitante do mundo: US$ 100 por ano. Neste contexto, Mao é um dos fundadores do Partido Comunista, em 1921.

Por ordem do ditador soviético Josef Stalin, o PC chinês faz aliança com os nacionalistas do KMT numa política de frente popular. Depois de massacres, os comunistas fogem durante um ano por 9 mil quilômetros na Longa Marcha (1934-35).

Com invasão da China continental pelo Japão, na Segunda Guerra Sino-Japonesa (1937-45), de certa forma a Segunda Guerra Mundial começa na Ásia antes da Europa. Depois de se tornar a grande força de resistência à invasão japonesa durante a guerra, o PC vence a guerra civil contra o KMT.

MASSACRE EM LAS VEGAS

    Em 2017, da janela de um quarto de hotel em Las Vegas, o atirador Stephen Paddock, de 64 anos, dispara contra um festival de música, mata 58 pessoas, fere outras centenas e se suicida, no pior massacre a tiros da história dos Estados Unidos, superando um massacre com 49 mortes numa discoteca gay de Orlando, na Flórida, em 2016.

Às 22h08, o atirador abre fogo do alto de um quarto do Mandalay Bay Casino & Resort contra uma multidão de mais de 22 mil pessoas que assistem a um show de música caipira de Jason Aldean.

Paddock era dono de 42 armas de fogo, inclusive fuzis de assalto AR-15. Leva 23 para o hotel e deixa 19 em casa. Nativo de Sun Valley, na Califórnia, morava numa comunidade de aposentados em Mesquita, no estado de Nevada. o mesmo de Las Vegas.

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Hoje na História do Mundo: 1º de Outubro

FIM DO IMPÉRIO PERSA

    Em 331 antes de Cristo, Alexandre III, o Grande, da Macedônia, vence Dario III na Batalha de Gaugamela, uma das mais estudadas nas escolas militares porque Alexandre tem muito menos soldados. É o fim do Império Persa.

Os persas tentam invadir a Grécia no século 5 AC, nas Guerras Greco-Persas ou Guerras Medas (499-449 AC), mas são derrotados. Com a vitória, Atenas se transforma numa potência imperial e Esparta inicia a Guerra do Peloponeso porque a rival está se tornando poderosa demais.

Esparta vence, mas depois é derrotada por Tebas. É o fim da Idade de Ouro na Grécia. Disso se aproveita Felipe II, da Macedônia, pai de Alexandre, para tomar o poder em 359 AC. Ao morrer, em 336 AC, Felipe deixa o reino para o filho, que invade a Ásia e reinicia o conflito com os persas.

Diante da derrota em Gaugamela, o exército de Dario III foge. Alexandre o persegue por 110 quilômetros até Arbela. Perde 100 homens e mil cavalos na perseguição. 

Com a vitória, Alexandre conquista a Babilônia, toda a Mesopotâmia e metade da Pérsia. Seus soldados o aclamam Rei da Ásia e prometem conquistar todo o continente. 

MARIA SANGUINÁRIA

    Em 1553, Maria Tudor, a filha mais velha de Henrique VIII, católica, é coroada Maria I, da Inglaterra, na Abadia de Westminster, em Londres. É a primeira mulher a ascender ao trono do país.

Henrique VIII quer um filho homem para evitar um conflito sucessório como a Guerra das Duas Rosas (1455-87), vencida por seu pai, Henrique VII. Mas sua primeira mulher, Catarina de Aragão, filha de Fernando e Isabel, os reis católicos da Espanha, tem cinco filhos e a única sobrevivente é uma filha mulher, Maria.

Para se divorciar e casar com Ana Bolena, Henrique VIII rompe com o Vaticano e funda a Igreja Anglicana em 1534. É a Reforma Protestante na Inglaterra. Ao fazer isso, o rei divide o país entre católicos e protestantes, o que fomentaria guerras civis até 1689.

A terceira de suas seis esposas, Jane Seymour, lhe dá um filho homem, mas Eduardo VI (1547-53) tem problemas de saúde e reina por apenas seis anos. Primeiro rei educado no protestantismo, Eduardo VI tenta consolidar a Reforma.

Eduardo VI não queria entregar a coroa à irmã católica. Nomeia a prima Joana Grey, bisneta de Henrique VII, como sucessora. Lady Jane é a Rainha dos Nove Dias, de 10 a 19 de julho de 1553, quando Maria I é proclamada rainha. Joana é presa na Torre de Londres, condenada por traição e executada.

Ao ascender ao trono, Maria I revoga a Reforma e proíbe o protestantismo. Passa a ser chamada de Maria Sanguinária (Bloody Mary) depois da execução de 280 protestantes. Ela se casa com Felipe II, da Espanha, numa aliança de reis católicos. Este casamento enfrenta resistência na Inglaterra, especialmente dos protestantes.

Fraca e doente, Maria I morre aos 42 anos, provavelmente de câncer de útero ou de ovários. Sem descendentes depois de duas gravidezes psicológicas, é obrigada a apontar a irmã protestante, Elizabeth Tudor como sucessora.

Seu legado é uma reforma fiscal, a expansão naval e exploração colonial que lançam a semente do Império Britânico, que começa a se desenvolver sob Elizabeth I (1558-1603).

PARQUE NACIONAL DE YOSEMITE

    Em 1890, o Congresso dos Estados Unidos cria o Parque Nacional de Yosemite, na Serra Nevada, na Califórnia, depois de uma campanha liderada pelo ecologista John Muir.

Os índios são os únicos habitantes do Vale de Yosemite até 1849, quando a Corrida do Ouro na Califórnia atrai garimpeiros, mineiros e colonos, o que causa danos ambientais na região.

Para acabar com a exploração econômica da área, em 1864, o presidente Abraham Lincoln declara que Yosemite e suas sequoias gigantes são um bem público. É a primeira vez que o governo dos EUA protege uma área para desfrute do público, lançando as bases para a criação do sistema de parques nacionais.

O Parque Nacional de Yellowstone, criado em 1872, é o primeiro do país.

LAWRENCE DA ARÁBIA TOMA DAMASCO

    Em 1918, um exército árabe-britânico articulado pelo coronel Thomas Edward Lawrence, o Lawrence da Arábia, toma Damasco do Império Otomano (turco) e conclui a libertação da Arábia durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Arabista formado na Universidade de Oxford, Lawrence trabalha como oficial de inteligência do Exército Real britânico no Egito a partir de 1914. Quando começa a Revolta Árabe (1916-18) contra o Império Otomano, aliado da Alemanha e do Império Austro-Húngaro na guerra, Lawrence convence seus superiores a apoiar a rebelião do emir de Meca, Hussein ibn Ali. É enviado como oficial de ligação do Exército Real para unir as tribos árabes com o apoio da França e do Reino Unido.

Em julho de 1917, os árabes tomam o porto de Ácaba, perto da Península do Sinai, e se juntam aos britânicos para marchar rumo a Jerusalém. Lawrence é promovido a coronel. Preso numa ação de inteligência, é torturado e abusado sexualmente até conseguir escapar.

Forças australianas sob o comando do general Henry Chauvel atacam Damasco primeiro, mas seguem perseguindo os turcos em fuga quando as tropas de Lawrence chegam.

Lawrence é a favor da unidade da Arábia. Como as diversas facções árabes se dividem, volta para a Inglaterra desiludido e rejeita medalhas do rei George V por entender que o Império Britânico fomentou a divisão dos árabes na velha política de dividir para reinar.

NAZISTAS SENTENCIADOS À MORTE

    Em 1946, 12 altos funcionários do regime nazista de Adolf Hitler pegam pena de morte por enforcamento no Tribunal de Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha, entre eles Hermann Göring, fundador da polícia política Gestapo (Geheim Staatpolizei) e comandante da Luftwaffe, a Força Aérea alemã; Joachin von Ribbentrop, ministro do Exterior; e Wilhelm Frick, ministro do Interior.

O Julgamento de Nurembergue, realizado por um tribunal internacional com representantes dos Estados Unidos, da União Soviética, da França e do Reino Unido, dura 10 meses. 

Outros sete condenados recebem penas de 10 anos a prisão perpétua, inclusive Rudolf Hess, vice de Hitler de 1933 a 1941. Três réus são absolvidos.

Os criminosos de guerra nazista são enforcados em 16 de outubro. Göring se mata na véspera ingerindo veneno.

COMUNISMO NA CHINA

    Em 1949, sob a liderança de Mao Tsé-tung, o Partido Comunista toma o poder e funda a República Popular da China com a vitória na guerra civil sobre os nacionalistas do Kuomintang (KMT), liderados por Chiang Kai-shek, que fogem para Taiwan.

A China, o Império do Centro ou do Meio, terra de poetas, artistas e filósofos, é o centro do mundo na Ásia desde antes da Cristo. Cria a imprensa e a pólvora antes da Europa, mas não usa estas tecnologias para dominar o mundo. 

Ao contrário, a China se fecha e, como a Índia e o Japão, não participa da Revolução Comercial e fica para trás com a Revolução Industrial. Humilhado pelo Império Britânico nas Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60), para abrir o país ao livre comércio, inclusive de ópio, e vencido pelo Japão na Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894-95), o Império Chinês entra em declínio terminal e cai em 1912.

É uma era de anarquia, com as cidades costeiras dominadas pelo imperialismo ocidental e o interior dividido entre senhores da guerra. A China tem a menor renda por habitante do mundo: US$ 100 por ano. Neste contexto, Mao é um dos fundadores do Partido Comunista, em 1921.

Por ordem do ditador soviético Josef Stalin, o PC chinês faz aliança com os nacionalistas do KMT numa política de frente popular. Depois de massacres, os comunistas fogem durante um ano por 9 mil quilômetros na Longa Marcha (1934-35).

Com invasão da China continental pelo Japão, na Segunda Guerra Sino-Japonesa (1937-45), de certa forma a Segunda Guerra Mundial começa na Ásia antes da Europa. Depois de se tornar a grande força de resistência à invasão japonesa durante a guerra, o PC vence a guerra civil contra o KMT.

MASSACRE EM LAS VEGAS

    Em 2017, da janela de um quarto de hotel em Las Vegas, o atirador Stephen Paddock, de 64 anos, dispara contra um festival de música, mata 58 pessoas, fere outras centenas e se suicida, no pior massacre a tiros da história dos Estados Unidos, superando um massacre com 49 mortes numa discoteca gay de Orlando, na Flórida, em 2016.

Às 22h08, o atirador abre fogo do alto de um quarto do Mandalay Bay Casino & Resort contra uma multidão de mais de 22 mil pessoas que assistem a um show de música caipira de Jason Aldean.

Paddock era dono de 42 armas de fogo, inclusive fuzis de assalto AR-15. Leva 23 para o hotel e deixa 19 em casa. Nativo de Sun Valley, na Califórnia, morava numa comunidade de aposentados em Mesquita, no estado de Nevada. o mesmo de Las Vegas. 

domingo, 1 de outubro de 2023

Hoje na História do Mundo: 1º de Outubro

FIM DO IMPÉRIO PERSA

    Em 331 antes de Cristo, Alexandre III, o Grande, da Macedônia, vence Dario III na Batalha de Gaugamela, uma das mais estudadas nas escolas militares porque Alexandre tem muito menos soldados. É o fim do Império Persa.

Os persas tentam invadir a Grécia no século 5 AC, nas Guerras Greco-Persas ou Guerras Medas (499-449 AC), mas são derrotados. Com a vitória, Atenas se transforma numa potência imperial e Esparta inicia a Guerra do Peloponeso porque a rival está se tornando poderosa demais.

Esparta vence, mas depois é derrotada por Tebas. É o fim da Idade de Ouro na Grécia. Disso se aproveita Felipe II, da Macedônia, pai de Alexandre, para tomar o poder em 359 AC. Ao morrer, em 336 AC, Felipe deixa o reino para o filho, que invade a Ásia e reinicia o conflito com os persas.

Diante da derrota em Gaugamela, o exército de Dario III foge. Alexandre o persegue por 110 quilômetros até Arbela. Perde 100 homens e mil cavalos na perseguição. 

Com a vitória, Alexandre conquista a Babilônia, toda a Mesopotâmia e metade da Pérsia. Seus soldados o aclamam Rei da Ásia e prometem conquistar todo o continente. 

MARIA SANGUINÁRIA

    Em 1553, Maria Tudor, a filha mais velha de Henrique VIII, católica, é coroada Maria I, da Inglaterra, na Abadia de Westminster, em Londres. É a primeira mulher a ascender ao trono do país.

Henrique VIII quer um filho homem para evitar um conflito sucessório como a Guerra das Duas Rosas (1455-87), vencida por seu pai, Henrique VII. Mas sua primeira mulher, Catarina de Aragão, filha de Fernando e Isabel, os reis católicos da Espanha, tem cinco filhos, a única sobrevivente é uma filha mulher, Maria.

Para se divorciar e casar com Ana Bolena, Henrique VIII rompe com o Vaticano e funda a Igreja Anglicana em 1534. É a Reforma Protestante na Inglaterra. Ao fazer isso, o rei divide o país entre católicos e protestantes, o que fomentaria guerras civis até 1689..

A terceira de suas seis esposas, Jane Seymour, lhe dá um filho homem, mas Eduardo VI (1547-53) tem problemas de saúde e reina por apenas seis anos. Primeiro rei educado no protestantismo, Eduardo VI tenta consolidar a Reforma.

Eduardo VI não queria entregar a coroa à irmã católica. Nomeia a prima Joana Grey, bisneta de Henrique VII, como sucessora. Lady Jane é a Rainha dos Nove Dias, de 10 a 19 de julho de 1553, quando Maria I é proclamada rainha. Joana é presa na Torre de Londres, condenada por traição e executada.

Ao ascender ao trono, Maria I revoga a Reforma e proíbe o protestantismo. Passa a ser chamada de Maria Sanguinária (Bloody Mary) depois da execução de 280 protestantes. Ela se casa com Felipe II, da Espanha, numa aliança de reis católicos. Este casamento enfrenta resistência na Inglaterra, especialmente dos protestantes.

Fraca e doente, Maria I morre aos 42 anos, provavelmente de câncer de útero ou de ovários. Sem descendentes depois de duas gravidezes psicológicas, é obrigada a apontar a irmã protestante, Elizabeth Tudor como sucessora.

Seu legado é uma reforma fiscal, a expansão naval e exploração colonial, que lançaram a semente do Império Britânico, que começa a se desenvolver sob Elizabeth I (1558-1603).

PARQUE NACIONAL DE YOSEMITE

    Em 1890, o Congresso dos Estados Unidos cria o Parque Nacional de Yosemite, na Serra Nevada, na Califórnia, depois de uma campanha liderada pelo ecologista John Muir.

Os índios são os únicos habitantes do Vale de Yosemite até 1849, quando a Corrida do Ouro na Califórnia atrai garimpeiros, mineiros e colonos, o que causa danos ambientais na região.

Para acabar com a exploração econômica da área, em 1864, o presidente Abraham Lincoln declara que Yosemite e suas sequoias gigantes são um bem público. É a primeira vez que o governo dos EUA protege uma área para desfrute do público, lançando as bases para a criação do sistema de parques nacionais.

O Parque Nacional de Yellowstone, criado em 1872, é o primeiro do país.

LAWRENCE DA ARÁBIA TOMA DAMASCO

    Em 1918, um exército árabe-britânico articulado pelo coronel Thomas Edward Lawrence, o Lawrence da Arábia, toma Damasco do Império Otomano (turco) e conclui a libertação da Arábia durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Arabista formado na Universidade de Oxford, Lawrence trabalha como oficial de inteligência do Exército Real britânico no Egito a partir de 1914. Quando começa a Revolta Árabe (1916-18) contra o Império Otomano, aliado da Alemanha e do Império Austro-Húngaro na guerra, Lawrence convence seus superiores a apoiar a rebelião do emir de Meca, Hussein ibn Ali. É enviado como oficial de ligação do Exército Real para unir as tribos árabes com o apoio da França e do Reino Unido.

Em julho de 1917, os árabes tomam o porto de Ácaba, perto da Península do Sinai, e se juntam aos britânicos para marchar rumo a Jerusalém. Lawrence é promovido a coronel. Preso numa ação de inteligência, é torturado e abusado sexualmente até conseguir escapar.

Forças australianas sob o comando do general Henry Chauvel atacam Damasco primeiro, mas seguem perseguindo os turcos em fuga quando as tropas de Lawrence chegam.

Lawrence é a favor da unidade da Arábia. Como as diversas facções árabes se dividem, volta para a Inglaterra desiludido e rejeita medalhas do rei George V por entender que o Império Britânico fomentou a divisão dos árabes na velha política de dividir para reinar.

NAZISTAS SENTENCIADOS À MORTE

    Em 1946, 12 altos funcionários do regime nazista de Adolf Hitler pegam pena de morte por enforcamento no Tribunal de Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha, entre eles Hermann Göring, fundador da polícia política Gestapo (Geheim Staatpolizei) e comandante da Luftwaffe, a Força Aérea alemã; Joachin von Ribbentrop, ministro do Exterior; e Wilhelm Frick, ministro do Interior.

O Julgamento de Nurembergue, realizado por um tribunal internacional com representantes dos Estados Unidos, da União Soviética, da França e do Reino Unido, dura 10 meses. 

Outros sete condenados recebem penas e 10 anos a prisão perpétua, inclusive Rudolf Hess, vice de Hitler de 1933 a 1941. Três réus são absolvidos.

Os criminosos de guerra nazista são enforcados em 16 de outubro. Göring se mata na véspera ingerindo veneno.

COMUNISMO NA CHINA

    Em 1949, sob a liderança de Mao Tsé-tung, o Partido Comunista toma o poder e funda a República Popular da China com a vitória na guerra civil sobre os nacionalistas do Kuomintang (KMT), liderados por Chiang Kai-shek, que fogem para Taiwan.

A China, o Império do Centro ou do Meio, terra de poetas, artistas e filósofos, é o centro do mundo na Ásia desde antes da Cristo. Cria a imprensa e a pólvora antes da Europa, mas não usa estas tecnologias para dominar o mundo. 

Ao contrário, a China se fecha e, como a Índia e o Japão, não participa da Revolução Comercial e fica para trás com a Revolução Industrial. Humilhado pelo Império Britânico nas Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60), para abrir o país ao livre comércio, inclusive de ópio, e vencido pelo Japão na Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894-95), o Império Chinês entra em declínio terminal e cai em 1912.

É uma era de anarquia, com as cidades costeiras dominadas pelo imperialismo ocidental e o interior dividido entre senhores da guerra. A China tem a menor renda por habitante do mundo: US$ 100 por ano. Neste contexto, Mao é um dos fundadores do Partido Comunista, em 1921.

Por ordem do ditador soviético Josef Stalin, o PC chinês faz aliança com os nacionalistas do KMT numa política de frente popular. Depois de massacres, os comunistas fogem durante um ano por 9 mil quilômetros na Longa Marcha (1934-35).

Com invasão da China continental pelo Japão, na Segunda Guerra Sino-Japonesa (1937-45), de certa forma a Segunda Guerra Mundial começa na Ásia antes da Europa. Depois de se tornar a grande força de resistência à invasão japonesa durante a guerra, o PC vence a guerra civil contra o KMT.

MASSACRE EM LAS VEGAS

    Em 2017, da janela de um quarto de hotel em Las Vegas, o atirador Stephen Paddock, de 64 anos, dispara contra um festival de música, mata 58 pessoas, fere outras centenas e se suicida, no pior massacre a tiros da história dos Estados Unidos, superando um massacre com 49 mortes numa discoteca gay de Orlando, na Flórida, em 2016.

Às 22h08, o atirador abre fogo do alto de um quarto do Mandalay Bay Casino & Resort contra uma multidão de mais de 22 mil pessoas que assistem a um show de música caipira de Jason Aldean.

Paddock era dono de 42 armas de fogo, inclusive fuzis de assalto AR-15. Leva 23 para o hotel e deixa 19 em casa. Nativo de Sun Valley, na Califórnia, morava numa comunidade de aposentados em Mesquita, no estado de Nevada. o mesmo de Las Vegas.

sábado, 1 de outubro de 2022

Hoje na História do Mundo: 1º de Outubro

 PARQUE NACIONAL DE YOSEMITE

    Em 1890, o Congresso dos Estados Unidos cria o Parque Nacional de Yosemite, na Serra Nevada, na Califórnia, depois de uma campanha liderada pelo ecologista John Muir.

Os índios são os únicos habitantes do Vale de Yosemite até 1849, quando a Corrida do Ouro na Califórnia atrai garimpeiros, mineiros e colonos, o que causa danos ambientais na região.

Para acabar com a exploração econômica da área, em 1864, o presidente Abraham Lincoln declara que Yosemite e suas sequoias gigantes são um bem público. É a primeira vez que o governo dos EUA protege uma área para desfrute do público, lançando as bases para a criação do sistema de parques nacionais.

O Parque Nacional de Yellowstone, criado em 1872, é o primeiro do país.

LAWRENCE DA ARÁBIA TOMA DAMASCO

    Em 1918, um exército árabe-britânico articulado pelo coronel Thomas Edward Lawrence, o Lawrence da Arábia, toma Damasco do Império Otomano (turco) e conclui a libertação da Arábia durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Arabista formado na Universidade de Oxford, Lawrence trabalha como oficial de inteligência do Exército Real britânico no Egito a partir de 1914. Quando começa a Revolta Árabe (1916-18) contra o Império Otomano, aliado da Alemanha e do Império Austro-Húngaro na guerra, Lawrence convence seus superiores a apoiar a rebelião do emir de Meca, Hussein ibn Ali. É enviado como oficial de ligação do Exército Real para unir as tribos árabes com o apoio da França e do Reino Unido.

Em julho de 1917, os árabes tomam o porto de Ácaba, perto da Península do Sinai, e se juntam aos britânicos para marchar rumo a Jerusalém. Lawrence é promovido a coronel. Preso numa ação de inteligência, é torturado e abusado sexualmente até conseguir escapar.

Forças australianas sob o comando do general Henry Chauvel atacam Damasco primeiro, mas seguem perseguindo os turcos em fuga quando as tropas de Lawrence chegam.

Lawrence é a favor da unidade da Arábia. Com as diversas facções árabes se dividem, volta para a Inglaterra desiludido e rejeita medalhas do rei George V por entender que o Império Britânico fomentou a divisão dos árabes na velha política de dividir para reinar.

NAZISTAS SENTENCIADOS À MORTE

    Em 1946, 12 altos funcionários do regime nazista de Adolf Hitler pegam pena de morte por enforcamento no Tribunal de Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha, entre eles Hermann Göring, fundador da polícia política Gestapo (Geheim Staatpolizei) e comandante da Luftwaffe, a Força Aérea alemã; Joachin von Ribbentrop, ministro do Exterior; e Wilhelm Frick, ministro do Interior.

O Julgamento de Nurembergue, realizado por um tribunal internacional com representantes dos Esstados Unidos, da União Soviética, da França e do Reino Unido, dura 10 meses. 

Outros sete condenados recebem penas e 10 anos a prisão perpétua, inclusive Rudolf Hess, vice de Hitler de 1933 a 1941. Três réus são absolvidos.

Os criminosos de guerra nazista são enforcados em 16 de outubro. Göring se mata na véspera ingerindo veneno.

COMUNISMO NA CHINA

    Em 1949, sob a liderança de Mao Tsé-tung, o Partido Comunista toma o poder e funda a República Popular da China com a vitória na guerra civil sobre os nacionalistas do Kuomintang (KMT), liderados por Chiang Kai-shek, que fogem para Taiwan.

A China, o Império do Centro, terra de poetas, artistas e filósofos, era o centro do mundo na Ásia desde antes da Cristo. Cria a imprensa e a pólvora antes da Europa, mas não usa estas tecnologias para dominar o mundo. 

Ao contrário, a China se fecha e, como a Índia e o Japão, não participa da Revolução Comercial e fica para trás com a Revolução Industrial. Humilhado pelo Império Britânico nas Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60), para abrir o país ao livre comércio, inclusive de ópio, e vencido pelo Japão na Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894-95), o Império Chinês entra em declínio terminal e cai em 1912.

É uma era de anarquia, com as cidades costeiras dominadas pelo imperialismo ocidental e o interior dividido entre senhores da guerra. A China tem a menor renda por habitante do mundo: US$ 100 por ano. Neste contexto, Mao é um dos fundadores do Partido Comunista, em 1921.

Por ordem do ditador soviético Josef Stalin, o PC chinês faz aliança com os nacionalistas do KMT numa política de frente popular. Depois de massacres, os comunistas fogem durante um ano por 9 mil quilômetros na Longa Marcha (1934-35).

Com invasão da China continental pelo Japão, na Segunda Guerra Sino-Japonesa (1937-45), de certa forma a Segunda Guerra Mundial começa na Ásia antes da Europa. Depois de se tornar a grande força de resistência à invasão japonesa durante a guerra, o PC vence a guerra civil contra o KMT.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Israel destrói QG da Guarda Revolucionária Iraniana em Damasco

A Força Aérea de Israel bombardeou e destruiu ontem o quartel-general e um depósito da Força Quods, braço da Guarda Revolucionária Iraniana para ações no exterior, no aeroporto de Damasco, a capital da Síria.

Pelo menos sete pessoas morreram, inclusive quatro oficiais do Irã, informou a agência de notícias turca Anadolu, acrescentando que o ataque aconteceu logo após o pouso de um avião de carga. A ditadura síria acusou Israel e declarou que as defesas antiaéreas do país avião interceptado "alvos hostis".

Três áreas diferentes foram alvejadas. O ataque anterior havia sido em 13 de fevereiro. No início do mês, a Rússia acusou a aviação israelense de colocar em perigo uma aeronave civil no espaço aéreo da Síria, controlado pelos russos.

Desde o início da guerra civil na Síria, em março de 2011, Israel realizou mais de  mil ataques aéreos a alvos iranianos. O objetivo é combater a presença do Irã e de milícias xiitas aliadas como o Hesbolá (Partido de Deus) libanês das proximidades com a fronteira de Israel.

O Irã tem cerca de 900 guardas revolucionários e 20 mil milicianos xiitas na Síria para apoiar a ditadura de Bachar Assad. Quer criar um crescente xiita que vá do Irã ao Mar Mediterrâneo passando pelo Iraque e a Síria para chegar até o Líbano e armar o Hesbolá, arqui-inimigo de Israel.

Pelo menos 380 mil pessoas foram mortas na guerra civil da Síria, que completa nove anos em março. É o segundo conflito mais mortífero do século 21, atrás apenas da Primeira Guerra Mundial Africana, a guerra civil na República Democrática do Congo, com a participação de seis exércitos nacionais e dezenas de grupos armados irregulares. De 1996 e 2002, mais de 5 milhões morreram em combate, de fome e doenças.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Regime sírio retoma cidade estratégica na estrada Damasco-Alepo

Forças leais à ditadura de Bachar Assad tomaram ontem Sarakeb, na província de Idlibe, no Noroeste da Síria, a segunda cidade estratégica reconquistada na estrada que liga a capital, Damasco, à cidade mais rica, Alepo.

"Unidades do Exército da Síria completaram operações para desmontar explosivos e minas terrestres deixadas por terroristas na cidade de Sarakeb depois de serem expulsos", informou a agência oficial de notícias SANA. 

Era a última cidade importante na rodovia M5 ainda em poder dos rebeldes do grupo jihadista Hayat Tahrir al-Sham (Comitê para a Libertação do Levante), ligado à rede terrorista Al Caeda. A Turquia, que apoia os rebeldes, tem quatro pontos de observação numa zona desmilitarizada que criou com a Rússia, que apoia o regime sírio.

Na semana passada, a Turquia enviou mais de mil veículos com reforços, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil na Síria.

Depois de tomar Sarakeb, o Exército sírio seguiu em ofensiva rumo ao leste e conquistou mais cinco pequenas cidades ao longo da M5 perto da divisa com a província de Alepo. Não avançou para oeste em direção a Idlibe, capital da província do mesmo nome.

Diante das tensões, a Rússia e a Turquia marcaram uma reunião para discutir a situação de Idlibe. Desde 1º de dezembro, 590 mil pessoas fugiram de casa nas províncias de Alepo e Idlibe para escapar da ofensiva das forças leais a Assad contra os últimos redutos rebeldes.

Em quase nove anos, a guerra civil síria matou pelo menos 380 mil pessoas. Cerca de 5,5 milhões fugiram do país.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Israel bombardeia alvos iranianos na Síria

Depois de ataques de foguetes, Israel fez um grande bombardeio a forças do Irã estacionadas na Síria. Pelo menos 23 pessoas morreram, entre elas 16 soldados iranianos. A Rússia condenou o ataque.

A Força Aérea de Israel atacou na madrugada de hoje alvos sírios e iranianos ligados à Força Quods, o braço da Guarda Revolucionária Iraniana para ações no exterior nas Colinas do Golã e nos arredores de Damasco, a capital da Síria. 

Foi uma resposta a ataques na manhã de ontem, quando quatro foguetes foram abatidos pelo sistema de defesa antimísseis de Israel, o Domo de Ferro. 

“Atacamos um prédio do aeroporto de Damasco usado por iranianos. Há iranianos mortos e feridos”, declarou um alto funcionário do setor de defesa de Israel. Também foram alvejadas instalações militares sírias onde há soldados iranianos. 

O número de mortos e feridos foi estimado pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil na Síria. Imagens da Síria mostram um míssil antiaéreo se espatifando no solo numa área densamente povoada. Meu comentário:

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Bombardeio do governo mata mais 250 pessoas na Síria

Pelo menos 250 pessoas morreram ontem e hoje, inclusive 50 crianças, em ataques aéreos e de artilharia da ditadura de Bachar Assad contra um reduto dos rebeldes em Guta, um cinturão verde nos arredores de Damasco, a capital da Síria, noticiou a televisão pública britânica BBC.

Seis hospitais foram bombardeados nos últimos dois dias, denunciou um porta-voz das Nações Unidas. É o pior ataque a Guta Oriental desde que a área foi alvejada com armas químicas em 21 de agosto de 2013, quando 1.729 pessoas foram mortas, sendo apenas 51 combatentes. Hoje dez cidades e vilas da região foram atacadas.

Ao mesmo tempo, o Exército da Síria entrou em Afrin, uma região invadida pelo Exército da Turquia no Norte do país para combater as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda de maioria curda financiada e armada pelos Estados Unidos na luta contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Com o fim do califado proclamado em junho de 2014 pelo Estado Islâmico, o regime de Assad vê uma oportunidade de acabar com a guerra civil, que completa sete anos em março. A ditadura intensificou o bombardeio para tornar inabitáveis as regiões onde ocupadas pelos rebeldes.

O regime sírio corria sério risco quando a Rússia interveio militarmente com sua poderosa Força Aérea, em 30 de setembro de 2015. Com a ajuda russa e de seu outro aliado, o Irã, e suas milícias, inclusive do grupo extremista xiita libanês Hesbolá (Partido de Deus), Assad retomou o controle de quase todo o país, com a exceção de alguns bastiões rebeldes e da área retomada do Estado Islâmico pelas FDS.

Cerca de 500 mil pessoas morreram em sete anos de guerra civil na Síria. Dos 23 milhões de habitantes, 12 milhões tiveram de sair de casa e 5 milhões fugiram do país.

domingo, 16 de julho de 2017

Bombas atingem Embaixada da Rússia em Damasco, diz regime sírio

A Embaixada da Rússia na Síria foi atacada com duas bombas. Uma caiu dentro do complexo da embaixada, mas só causou danos materiais, anunciou hoje a agência de notícias oficial síria SANA, citada pelo jornal liberal israelense Haaretz.

Os maiores suspeitos são rebeldes ativos em alguns subúrbios de Damasco, a capital síria. A Rússia apoia a ditadura de Bachar Assad e, desde 30 de setembro de 2015, intervém diretamente na guerra civil da Síria em apoio ao governo.

Mais de 400 mil pessoas morreram em seis anos e três meses de guerra civil na Síria, o pior conflito resultante da chamada Primavera Árabe.

sábado, 11 de junho de 2016

Estado Islâmico reivindica atentados terroristas em Damasco

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria de três atentados suicidas no subúrbio de Sayeda Zeinab, em Damasco, a capital da Síria, noticiou a agência Reuters. Pelo menos 20 pessoas morreram, sendo 13 civis, e 30 saíram feridas, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

As três bombas explodiram perto do santuário xiita de Sayeda Zeinab, informou um clérigo xiita à televisão síria Ikhbariya. O Estado Islâmico revelou que duas bombas foram detonadas por terroristas suicidas. A terceira explosão foi de um carro-bomba.

O Estado Islâmico havia atacado a bomba o mesmo distrito de Damasco pelo menos duas vezes em 2016. Sayeda Zeinab é hoje um reduto de milicianos do Hesbolá (Partido de Deus), a milícia xiita libanesa que luta ao lado da ditadura de Bachar Assad na guerra civil da Síria. O último ataque foi em 25 de abril. Em fevereiro, uma onda de ataques deixou 134 mortos.

Como está sob intensa pressão nos campos de batalha do Oriente Médio, onde perdeu 40% dos territórios que ocupada no Iraque e 15% na Síria, o Estado Islâmico deve recorrer cada vez mais a ações de guerrilha e atentados terroristas.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Estado Islâmico mata comandante rebelde na Síria

O coronel Bakour Salim, membro do Alto Comitê de Negociação, o braço diplomático das forças que lutam contra a ditadura de Bachar Assad na Síria, foi morto hoje num atentado terrorista suicida da milícia Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Salim era o comandante dos Batalhões e Brigadas Ahmad al-Abdo, um grupo afiliado ao Exército da Síria Livre que obteve vitórias recentes contra o Estado Islâmico no deserto a leste de Damasco. Nos últimos dias, seu grupo anunciou a retomada de várias posições que havia perdido para a milícia terrorista.

Hoje o enviado especial das Nações Unidas para a paz na Síria, Staffan de Mistura, declarou que não vai haver uma nova rodada de negociações enquanto as partes não chegaram a um acordo básico sobre uma transição política.

As negociações estão estagnadas porque a ditadura de Assad, fortalecida pela intervenção militar da Rússia desde 30 de setembro de 2015, se recusa a fazer concessões e mais ainda em abandonar o poder, como exigem os rebeldes.

sábado, 16 de abril de 2016

Papa Francisco leva famílias de refugiados sírios para o Vaticano

Depois de uma visita à ilha de Lesbos, na Grécia, o papa Francisco voltou para o Vaticano levando junto três famílias de refugiados da guerra civil na Síria com 12 pessoas, inclusive seis crianças, num gesto para sensibilizar os países da Europa que se recusam a recebê-los.

"Quero dizer que vocês não estão sozinhos", afirmou Francisco num centro de detenção em Lesbos. "Esperamos que o mundo reaja a estas cenas trágicas de desespero."

Os refugiados vêm de Damasco e de Deir el-Zur, esta última ocupada pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. A Santa Sé vai abrigar os refugiados. Durante a viagem, o papa lembrou que a Europa é o berço dos direitos humanos.

"É uma mensagem a todos os outros países europeus para que ajudam a Grécia", declarou um funcionário do governo grego. Pelo menos 50 mil refugiados estão retidos no país por causa da decisão dos membros da União Europeia de barrar os que chegam sem fazer um pedido de asilo.

Um acordo entre UE e a Turquia, onde há 2,7 milhões de refugiados sírios, prevê que os refugiados sejam mandados de volta para a Turquia, onde deveriam fazer um pedido formal de asilo e esperar a solução do processo. Os refugiados de outros países, como Afeganistão e Paquistão, são considerados imigrantes econômicos e serão repatriados.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Explosões matam pelo menos 146 pessoas na Síria

Duas explosões de carros-bomba mataram hoje pelo menos 59 pessoas e feriram outras cem em Homs, a terceira maior cidade da Síria, conhecida como berço da revolução frustrada contra a ditadura de Bachar. Em Damasco, a capital do país, quatro bombas mataram ao menos 87 pessoas e deixaram outras 180 feridas.

Em Homs, os ataques foram no bairro Zahra. No mês passado, uma explosão atribuída ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante deixou 24 mortos. Teria sido uma reação à ofensiva das forças da ditadura de Bachar Assad, com o apoio da Força Aérea da Rússia, contra vilas dominadas pelos jihadistas na província de Alepo, no Norte da Síria.

Na capital, os atentados ocorreram perto de um hospital xiita na bairro da Saida Zeinabe horas depois das explosões de carros-bomba em Homs. No mês passado, um atentado triplo matou 45 pessoas no mesmo bairro.

Horas depois, o Estado Islâmico reivindicou a autoria dos ataques, que complicam as negociações de cessar-fogo mediadas pelas Nações Unidas, os Estados Unidos e a Rússia.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Ataque terrorista do Estado Islâmico mata 45 pessoas em Damasco

Acuado nos campos de batalha do Oriente Médio, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante recorre mais uma vez ao terrorismo para mostrar que está na luta. Pelo menos 45 pessoas foram mortas e 110 saíram feridas de um ataque com carro-bomba e dois terroristas suicidas perto da mesquita xiita de Saidah Zaynab, em Damasco,  noticiou a agência Reuters.

O Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque. A área densamente povoada do Sul da capital da Síria é um local de peregrinação de muçulmanos xiitas do Líbano, Irã e outros países do Oriente Médio. Uma das estratégias do EI é atacar os muçulmanos xiitas para deflagrar um conflito sectário e se apresentar como defensor do sunismo.

Um repórter da televisão pública britânica BBC disse que o alvo poderia ser um alojamento de soldados do Exército da Síria.

As explosões acontecem no momento em que as Nações Unidas iniciam negociações em Genebra, na Suíça, para tentar acabar com a guerra civil na Síria, que matou mais de 250 mil pessoas nos últimos quatro anos e dez meses.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Rebeldes islamitas abandonam áreas da Zona Sul de Damasco

Cerca de 2 mil rebeldes jihadistas devem deixar áreas do Sul de Damasco, a capital da Síria, sitiadas por forças leais à ditadura de Bachar Assad num acordo mediado pelas Nações Unidas, anunciou ontem a televisão da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).

O acordo é mais uma vitória do regime de Assad, revigorado pela intervenção militar da Rússia iniciada em 30 de setembro, quando parecia à beira de um colapso. Também é um sinal dos esforços da sociedade internacional para negociar tréguas locais como pequenos passos rumo a um cessar-fogo geral capaz de criar condições para o fim da guerra síria, que matou mais de 250 mil pessoas nos últimos 4 anos e 9 meses.

Entre os rebeldes que estão saindo da Zona Sul de Damasco, há milicianos do Estado Islâmico e da Frente para a Vitória (Jabhat al-Nusra), braço da rede terrorista Al Caeda (A Base) na Síria.

As negociações diretas entre o governo Assad e grupos rebeldes patrocinadas pela ONU devem começar em 1º de janeiro de 2016. Os grupos mais extremistas, como o Estado Islâmico e a Jabhat al-Nusra não participam.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Governo sírio lança ofensiva sob cobertura aérea da Rússia

Sob a proteção de bombardeios aéreos da Rússia, que passou a usar também mísseis de cruzeiro, as forças leais à ditadura de Bachar Assad lançaram hoje uma ofensiva terrestre, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil na Síria.

O combate, descrito como o mais intenso dos últimos meses, começou na cidade de Morek, que fica na estrada entre a capital, Damasco, e Alepo, que era o principal centro econômico do país antes do início da guerra civil há quatro anos e meio.

Antes, navios de guerra russo estacionados no Mar Cáspio, a uma distância de 1,5 mil km, dispararam 26 mísseis de cruzeiros de última geração contra 11 alvos na Síria, passando pelo Irã e o Iraque.

Ontem, um grupo rebelde revelou que a Rússia instalou uma base na semana passada na cidade de Hama. Com a ajuda de assessores russos e iranianos, e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), a ditadura de Bachar Assad espera retomar a iniciativa, enquanto a Turquia, a Arábia Saudita e outras monarquias petroleiras do Golfo Pérsico reforçam grupos rebeldes para resistir à intervenção militar russa.

A Rússia e o Irã tentam fortalecer o regime sírio para terem vozes mais fortes nas negociações para acabar com a maior tragédia humanitária em andamento hoje no mundo, que no momento estão alimentando.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Estado Islâmico está mais perto do que nunca do centro de Damasco

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante chegou mais perto do que nunca do centro da capital da Síria, anunciou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil na Síria.

Os milicianos do Estado Islâmico enfrentam rebeldes no bairro de Assali, no distrito de Kadam, em Damasco. Pelo menos 15 milicianos foram mortos na batalha em que o EI tomou ao menos duas ruas.

A situação no distrito de Assali estava relativamente calma há um ano, quando outros rebeldes negociaram uma trégua com a ditadura de Bachar Assad.

Nos esforços diplomáticos para acabar com a guerra civil síria, em que mais de 230 mil pessoas foram mortas nos últimos quatro anos e meio, a Rússia conseguiu negociar as bases para uma transição política entre o regime sírio e a oposição, mas não com o EI.

sábado, 8 de agosto de 2015

Força Aérea bombardeia três províncias da Síria

A Força Aérea da Síria bombardeou hoje uma área próxima à cidade de Hassaka, na província do mesmo nome, e outros alvos nas províncias de Idlibe e de Latakia, revelou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil no país.

Houve combates entre forças leais à ditadura de Bachar Assad e rebeldes islamitas ao redor de Tablissa, na província de Homs. Na província de Rif Dimachk, as tropas governistas têm o reforço da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) na luta contra jihadistas em Daraia e Zabdani.

Os combates recomeçaram no distrito de Jobar, em Damasco, a capital síria. Na província de Alepo, houve choques entre o governo e os islamitas em Rachdin, Sakur e Jamia al-Zahrá.

Na vila de Om Hosh, foi o Estado Islâmico do Iraque e do Levante que atacou outros grupos extremistas muçulmanos.

A intensificação dos combates indica que o governo sírio tenta melhorar suas posições no campo de batalha enquanto uma grande atividade diplomática negocia uma saída para a guerra civil que matou mais de 230 mil pessoas nos últimos quatro anos e cinco meses.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Exército da Conquista toma base do Exército da Síria perto de Idlibe

Rebeldes islamitas do Exército da Conquista tomaram o campo Karmid, um quartel do Exército da Síria na província de Idlibe, depois de um terrorista suicida da Frente al-Nusra, ligada à rede Al Caeda, explodir um caminhão-bomba com duas toneladas de explosivos para arrasar a área, noticiou hoje o jornal libanês The Daily Star.

É a terceira derrota em um mês da ditadura de Bachar Assad no Noroeste da Síria, depois da queda das cidades de Jisr al-Sugur e Idlibe, a capital da província. No fim de semana, a Força Aérea síria bombardeou Jisr al-Sugur, matando pelo menos 34 pessoas. A mídia estatal denunciou a presença de "dezenas de homens-bomba" da república russa da Chechênia.

"Um caminhão-bomba com duas toneladas de explosivos penetrou por uma das entradas do campo e facilitou a conquista", declarou pelo Skype o xeque Hussam Abu Bakar, comandante da milícia Ahrar al-Cham (Movimento Islâmico dos Homens Livres do Levante). Com 10 a 20 mil homens, é um dos maiores grupos em luta contra o regime sírio.

O Exército usava o campo Karmid para bombardear cidades e vilas ocupadas pelos rebeldes na região agrícola estratégica junto à fronteira com a Turquia. Para os insurgentes, vai servir da base para atacar o quartel de Mastuma, muito mais importante. 

"Era uma das maiores bases do regime na província de Idlibe, com grande quantidade de armas", comentou o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, Rami Abdel Rahman, acrescentado que os rebeldes tomaram sete tanques, lançadores de granada e caixas de munição. Eles estão cada vez mais perto de tomar toda a província, por onde passa a estrada ligando Damasco e Alepo, as duas maiores cidades da Síria.

Com Idlibe e Rakka, a capital do Estado Islâmico da Síria e do Levante, grupos rebeldes distintos dominam duas capitais provinciais.

Os sucessos recentes dos rebeldes são resultado da união de esforços da Arábia Saudita, do Catar e da Turquia, que levaram grupos rebeldes a se aliar desde o mês passado no Exército da Conquista. os Estados Unidos vão treinar os rebeldes nestes três países e na Jordânia.

Neste momento em que Assad parece ser reabilitado ao dar entrevistas para televisões dos EUA e da Europa, que admitem incluí-lo nas negociações sobre o futuro da Síria, sua base de poder no país se esvai.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Três grupos rebeldes não religiosos se aliam na Síria

Três grupos rebeldes não religiosos do Sul da Síria formaram uma aliança militar chamada Primeiro Exército, revelaram fontes da oposição síria. De acordo com o comandante da aliança, coronel Saber Safar, que afirmou ter 10 mil homens sob seu comando, os objetivos do grupo são "liberar" as províncias de Derá e Cuneitra.

No distrito de Jobar, em Damasco, grupos rebeldes se uniram na aliança Soldados da Capital. São sinais da fragmentação cada vez maior do país, onde o ditador Bachar Assad não é hoje mais do que um entre muitos senhores da guerra, acossado tantos por grupos terroristas como a Frente al-Nusra e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante como pelos rebeldes que tentam consolidar sua posição no Sul do país.

Só no ano passado, 76 mil pessoas morreram na guerra civil da Síria, que teve seu pior ano em 2014. Em todas as guerras do Oriente Médio, foram mais de 100 mil mortes no ano passado.