A milícia Estado Islâmico do Iraque e do Levante derrubou hoje um helicóptero sírio Mi-25 fabricado na Rússia perto da cidade de Palmira, na província de Homs, no centro da Síria, matando dois pilotos russos, revelou em Moscou o Ministério da Defesa.
O Estado Islâmico divulgou um vídeo do ataque na sua agência de notícias na Internet Amaq. O helicóptero foi atingido quando tentava deixar a área depois de ficar sem munição.
A Rússia e os Estados Unidos anunciaram um acordo para unir forças no combate ao Estado Islâmico na Síria, mas ainda não há sinais visíveis desta cooperação no campo de batalha. O acordo entre Rússia e Turquia faria parte desta coordenação geral de esforços contra a milícia terrorista.
Com a reaproximação entre Moscou e Washington, é improvável que o ditador sírio Bachar Assad faça qualquer concessão nas negociações de paz mediadas pelas Nações Unidas. Mais do que derrubar Assad, o maior objetivo dos EUA é derrotar o Estado Islâmico.
NOTA: dias depois, o Ministério da Defesa da Rússia desmentiu sua própria notícia.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 9 de julho de 2016
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Explosões matam pelo menos 146 pessoas na Síria
Duas explosões de carros-bomba mataram hoje pelo menos 59 pessoas e feriram outras cem em Homs, a terceira maior cidade da Síria, conhecida como berço da revolução frustrada contra a ditadura de Bachar. Em Damasco, a capital do país, quatro bombas mataram ao menos 87 pessoas e deixaram outras 180 feridas.
Em Homs, os ataques foram no bairro Zahra. No mês passado, uma explosão atribuída ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante deixou 24 mortos. Teria sido uma reação à ofensiva das forças da ditadura de Bachar Assad, com o apoio da Força Aérea da Rússia, contra vilas dominadas pelos jihadistas na província de Alepo, no Norte da Síria.
Na capital, os atentados ocorreram perto de um hospital xiita na bairro da Saida Zeinabe horas depois das explosões de carros-bomba em Homs. No mês passado, um atentado triplo matou 45 pessoas no mesmo bairro.
Horas depois, o Estado Islâmico reivindicou a autoria dos ataques, que complicam as negociações de cessar-fogo mediadas pelas Nações Unidas, os Estados Unidos e a Rússia.
Em Homs, os ataques foram no bairro Zahra. No mês passado, uma explosão atribuída ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante deixou 24 mortos. Teria sido uma reação à ofensiva das forças da ditadura de Bachar Assad, com o apoio da Força Aérea da Rússia, contra vilas dominadas pelos jihadistas na província de Alepo, no Norte da Síria.
Na capital, os atentados ocorreram perto de um hospital xiita na bairro da Saida Zeinabe horas depois das explosões de carros-bomba em Homs. No mês passado, um atentado triplo matou 45 pessoas no mesmo bairro.
Horas depois, o Estado Islâmico reivindicou a autoria dos ataques, que complicam as negociações de cessar-fogo mediadas pelas Nações Unidas, os Estados Unidos e a Rússia.
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Duas explosões matam 32 pessoas em Homs
Pelo menos 32 pessoas morreram e 90 saíram feridas de duas explosões de bombas ontem na cidade de Homs, na Síria, noticiou a agência Reuters citando como fonte a organização não governamental Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres.
Uma explosão foi de carro-bomba e a outra de um terrorista suicida, ambas no bairro de Zahra, próximo ao centro da terceira maior cidade síria, considerada o berço da revolução que degenerou em uma guerra civil. Desde 15 de março de 2011, mais de 250 mil pessoas foram mortas na Síria.
Foi o segundo grande incidente depois de um cessar-fogo em vigor desde o início de dezembro que permitiu a saída de 700 rebeldes e seus familiares para que a ditadura de Bachar Assad retomasse o controle total de Homs.
O primeiro foi em 12 de dezembro, quando duas explosões mataram 16 pessoas, em atentados reivindicados pela milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Essas tréguas locais são a estratégia das Nações Unidas para acabar com a guerra civil na Síria. Em janeiro, devem começar negociações entre o regime e alguns grupos rebeldes, mas não o Estado Islâmico nem a Frente para a Vitória (Jabhat al-Nusra), o braço da rede terrorista Al Caeda no conflito.
Sob pressão dos EUA, a Arábia Saudita formou uma coalizão antiterrorismo que poderia articular uma força terrestre para desalojar o Estado Islâmico das regiões que ocupa na Síria.
Uma explosão foi de carro-bomba e a outra de um terrorista suicida, ambas no bairro de Zahra, próximo ao centro da terceira maior cidade síria, considerada o berço da revolução que degenerou em uma guerra civil. Desde 15 de março de 2011, mais de 250 mil pessoas foram mortas na Síria.
Foi o segundo grande incidente depois de um cessar-fogo em vigor desde o início de dezembro que permitiu a saída de 700 rebeldes e seus familiares para que a ditadura de Bachar Assad retomasse o controle total de Homs.
O primeiro foi em 12 de dezembro, quando duas explosões mataram 16 pessoas, em atentados reivindicados pela milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Essas tréguas locais são a estratégia das Nações Unidas para acabar com a guerra civil na Síria. Em janeiro, devem começar negociações entre o regime e alguns grupos rebeldes, mas não o Estado Islâmico nem a Frente para a Vitória (Jabhat al-Nusra), o braço da rede terrorista Al Caeda no conflito.
Sob pressão dos EUA, a Arábia Saudita formou uma coalizão antiterrorismo que poderia articular uma força terrestre para desalojar o Estado Islâmico das regiões que ocupa na Síria.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
EUA e Rússia bombardeiam território da Síria
A Força Aérea da Rússia entrou em ação pela primeira vez hoje na guerra civil da Síria, bombardeando posições rebeldes perto da cidade de Homs, a terceira maior do país, a pedido do ditador Bachar Assad, enquanto os Estados Unidos atacaram o Estado Islâmico do Iraque e do Levante perto de Alepo, a segunda maior cidade síria.
Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas na última segunda-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, defendeu o apoio à ditadura de Assad como única maneira de acabar com o conflito na Síria, que matou mais de 250 mil pessoas em quatro anos e meio, mas analistas militares alegam que os alvos escolhidos hoje não têm importância estratégica para a luta contra o Estado Islâmico.
O objetivo maior de Putin seria apresentar a Rússia como uma potência mundial. As autoridades russas só avisaram os EUA depois da operação e alegaram o direito de usar o espaço aéreo a pedido de Assad. Na ONU, Putin argumentou que os bombardeios aéreos americanos na Síria são ilegais porque não contam com a aprovação do regime.
Em entrevista coletiva, o secretário da Defesa dos EUA, Ashton Carter, considerou a posição da Rússia "contraditória", alegando que aparentemente não há combatentes do Estado Islâmico na área bombardeada pelos russos perto de Homs. Os alvos seriam outros grupos que combate a ditadura de Assad, um aliado do Kremlin.
Ao não coordenar a ação com os EUA, apesar das promessas feitas no encontro entre os presidentes Barack Obama e Vladimir Putin segunda-feira na ONU, a Rússia agiu de maneira "antiprofessional", acusou o chefe do Pentágono.
O governo de Israel foi avisado através de um telefonema para o assessor de Segurança Nacional, Yossi Cohen, uma hora antes do ataque.
Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas na última segunda-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, defendeu o apoio à ditadura de Assad como única maneira de acabar com o conflito na Síria, que matou mais de 250 mil pessoas em quatro anos e meio, mas analistas militares alegam que os alvos escolhidos hoje não têm importância estratégica para a luta contra o Estado Islâmico.
O objetivo maior de Putin seria apresentar a Rússia como uma potência mundial. As autoridades russas só avisaram os EUA depois da operação e alegaram o direito de usar o espaço aéreo a pedido de Assad. Na ONU, Putin argumentou que os bombardeios aéreos americanos na Síria são ilegais porque não contam com a aprovação do regime.
Em entrevista coletiva, o secretário da Defesa dos EUA, Ashton Carter, considerou a posição da Rússia "contraditória", alegando que aparentemente não há combatentes do Estado Islâmico na área bombardeada pelos russos perto de Homs. Os alvos seriam outros grupos que combate a ditadura de Assad, um aliado do Kremlin.
Ao não coordenar a ação com os EUA, apesar das promessas feitas no encontro entre os presidentes Barack Obama e Vladimir Putin segunda-feira na ONU, a Rússia agiu de maneira "antiprofessional", acusou o chefe do Pentágono.
O governo de Israel foi avisado através de um telefonema para o assessor de Segurança Nacional, Yossi Cohen, uma hora antes do ataque.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Estado Islâmico toma maiores campos de gás de Homs
Em mais uma importante vitória, desta vez na Síria, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante assumiu hoje o controle total dos campos de exploração de gás natural de Al-Hail e Arak, os maiores da província de Homs, situados a 40 e 25 quilômetros a nordeste da cidade de Palmira, noticiou a Agência France Presse (AFP).
Foi mais um duro golpe na ditadura de Bachar Assad, que vê sua base se poder em erosão. Os dois de campos eram fontes de energia vitais para as áreas controladas pelo regime sírio.
É mais uma vitória importante para o EI, que acaba de tomar Ramadi, capital da província de Ambar, a maior do Iraque.
Desde 13 de maio de 2015, o Estado Islâmico combate forças do governo da Síria junto às ruínas da cidade histórica de Palmira, patrimônio cultural da humanidade. Chegou a dominar o Norte da cidade até ser expulso por tropas sírias.
Pelo menos 364 pessoas foram mortas em Palmira, inclusive 62 civis, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental ligada à oposição com sede em Londres que faz a contagem de mortos, feridos e refugiados na guerra civil da Síria.
Desde o início do conflito, em 18 de maio de 2015, mais de 220 mil pessoas foram mortas na Síria. Quase 5 milhões fugiram do país.
Foi mais um duro golpe na ditadura de Bachar Assad, que vê sua base se poder em erosão. Os dois de campos eram fontes de energia vitais para as áreas controladas pelo regime sírio.
É mais uma vitória importante para o EI, que acaba de tomar Ramadi, capital da província de Ambar, a maior do Iraque.
Desde 13 de maio de 2015, o Estado Islâmico combate forças do governo da Síria junto às ruínas da cidade histórica de Palmira, patrimônio cultural da humanidade. Chegou a dominar o Norte da cidade até ser expulso por tropas sírias.
Pelo menos 364 pessoas foram mortas em Palmira, inclusive 62 civis, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental ligada à oposição com sede em Londres que faz a contagem de mortos, feridos e refugiados na guerra civil da Síria.
Desde o início do conflito, em 18 de maio de 2015, mais de 220 mil pessoas foram mortas na Síria. Quase 5 milhões fugiram do país.
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Terroristas suicidas atacam na Síria e no Iraque
Dois homens-bomba atacaram instalações de gás natural na província de Homs, na Síria, matando oito pessoas. Quando a guarda reagiu, eles explodiram suas bombas. No Iraque, um terrorista suicida se detonou durante um funeral na cidade de Taji, a 22 quilômetros ao norte de Bagdá, onde a maioria da população é sunita.
O funeral era do pai de dois membros de uma milícia sunita pró-governamental que faz parte dos Conselhos do Despertar. Essas milícias surgiram a partir de 2006 para defender as tribos sunitas de grupos extremistas como o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Com o tempo, parte daqueles milicianos foram integrados às forças de segurança iraquianas. Diante do colapso do Exército do Iraque, incapaz de deter a ofensiva inicial do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, as milícias sunitas voltam a se articular.
O comando militar dos Estados Unidos informou que mais oito bombardeios aéreos foram realizados na Síria perto da cidade de Kobane (Ayn al-Arab para os árabes) e cinco no Iraque, perto de Mossul e Sinjar, contra posições do Estado Islâmico.
Já o Estado Islâmico reivindicou a responsabilidadea morte do general iraniano Hamid Taghavi, em Samarra, ao norte de Bagdá. O Exército do Irã tinha admitido ontem a morte do general.
O funeral era do pai de dois membros de uma milícia sunita pró-governamental que faz parte dos Conselhos do Despertar. Essas milícias surgiram a partir de 2006 para defender as tribos sunitas de grupos extremistas como o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Com o tempo, parte daqueles milicianos foram integrados às forças de segurança iraquianas. Diante do colapso do Exército do Iraque, incapaz de deter a ofensiva inicial do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, as milícias sunitas voltam a se articular.
O comando militar dos Estados Unidos informou que mais oito bombardeios aéreos foram realizados na Síria perto da cidade de Kobane (Ayn al-Arab para os árabes) e cinco no Iraque, perto de Mossul e Sinjar, contra posições do Estado Islâmico.
Já o Estado Islâmico reivindicou a responsabilidadea morte do general iraniano Hamid Taghavi, em Samarra, ao norte de Bagdá. O Exército do Irã tinha admitido ontem a morte do general.
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Terrorismo
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Líder rebelde sírio pede armas aos EUA
O líder da Coalizão Nacional Síria, o grupo de oposição reconhecido pelas potências ocidentais, Ahmed Jarba, pediu armas hoje aos Estados Unidos para derrotar a ditadura de Bachar Assad, apoiada pela Rússia, o Irã e a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).
Sem armas, alegou Jarba, os rebeldes não têm como mudar a correlação de forças no campo de batalha e forçar uma solução política. Mas, com a retirada de Homs, que era chamada de capital dos rebeldes, a questão é se a guerra está perdida.
Desde o início do conflito, há três anos e dois meses, os EUA relutam em armar os rebeldes temendo que as armas caiam nas mãos de grupos terroristas muçulmanos.
No ano passado, o presidente Barack Obama ameaçou bombardear alvos do governo sírio em retaliação pelo uso de armas químicas, mas recuou diante de um acordo mediado pela Rússia para que a Síria entregasse todo o arsenal químico, o que só fez parcialmente.
Sem armas, alegou Jarba, os rebeldes não têm como mudar a correlação de forças no campo de batalha e forçar uma solução política. Mas, com a retirada de Homs, que era chamada de capital dos rebeldes, a questão é se a guerra está perdida.
Desde o início do conflito, há três anos e dois meses, os EUA relutam em armar os rebeldes temendo que as armas caiam nas mãos de grupos terroristas muçulmanos.
No ano passado, o presidente Barack Obama ameaçou bombardear alvos do governo sírio em retaliação pelo uso de armas químicas, mas recuou diante de um acordo mediado pela Rússia para que a Síria entregasse todo o arsenal químico, o que só fez parcialmente.
Rebeldes sírios soltam presos e entregam Homs
Cerca de 400 rebeldes abandonaram ontem Homs, a terceira maior cidade da Síria, que já foi o principal foco da guerra civil contra a ditadura de Bachar Assad, e libertaram prisioneiros nas províncias de Alepo e Latakia como parte de um acordo com o regime.
A Frente al-Nusra, um grupo jihadista, estaria violando o acordo ao bloquear o acesso de comboios de ajuda humanitária em Alepo.
Mais de 150 mil pessoas foram mortas desde o início da guerra civil na Síria, em 15 de março de 2011, em meio à onda de revoltas chamada de Primavera Árabe.
A Frente al-Nusra, um grupo jihadista, estaria violando o acordo ao bloquear o acesso de comboios de ajuda humanitária em Alepo.
Mais de 150 mil pessoas foram mortas desde o início da guerra civil na Síria, em 15 de março de 2011, em meio à onda de revoltas chamada de Primavera Árabe.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Carros-bomba matam 25 pessoas em Homs
Dois carros-bomba explodiram hoje em Homs, a terceira maior cidade da Síria. Pelo menos 25 pessoas morreram e outras 107 saíram feridas, informou a agência oficial de notícias Sana, citada pela televisão pública britânica BBC.
As explosões ocorreram com um intervalo de 30 minutos no bairro de Karam al-Loz, uma área controlada pela ditadura de Bachar Assad, causando uma grande destruição. Este tipo de atentado terrorista é mais usado por extremistas muçulmanos.
Os Estados Unidos e a Turquia estão investigando novas denúncias de uso de armas químicas pelo regime sírio contra bairros dominados pelos rebeldes na periferia de Damasco feitas pela Coalizão Nacional Síria, o grupo oposicionista apoiado pelo Ocidente, noticiou o jornal libanês The Daily Star.
Mais de 150 mil pessoas foram mortas em três anos de guerra civil na Síria. Cerca de 2,5 milhões procuraram refúgio no exterior. Outros 6,5 milhões fugiram de casa, mas ainda estão no país.
As explosões ocorreram com um intervalo de 30 minutos no bairro de Karam al-Loz, uma área controlada pela ditadura de Bachar Assad, causando uma grande destruição. Este tipo de atentado terrorista é mais usado por extremistas muçulmanos.
Os Estados Unidos e a Turquia estão investigando novas denúncias de uso de armas químicas pelo regime sírio contra bairros dominados pelos rebeldes na periferia de Damasco feitas pela Coalizão Nacional Síria, o grupo oposicionista apoiado pelo Ocidente, noticiou o jornal libanês The Daily Star.
Mais de 150 mil pessoas foram mortas em três anos de guerra civil na Síria. Cerca de 2,5 milhões procuraram refúgio no exterior. Outros 6,5 milhões fugiram de casa, mas ainda estão no país.
sábado, 8 de junho de 2013
Síria toma último reduto rebelde perto de Kussair
Com o apoio da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), o governo da Síria capturou Buwayda, último reduto de resistência dos rebeldes nos arredores da cidade estratégica de Kussair, junto à fronteira do Líbano, tomada nesta semana pelas forças leais à ditadura de Bachar Assad.
O combate em Kussair é parte de uma batalha maior pela província de Homs, um dos principais focos da rebelião desde seu início, em março de 2011.
O combate em Kussair é parte de uma batalha maior pela província de Homs, um dos principais focos da rebelião desde seu início, em março de 2011.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Morte de comandante da Força Aérea gera boatos na Síria
A televisão estatal da Síria anunciou que os rebeldes mataram o comandante da Força Aérea, general-brigadeiro Abdullah Mahmud al-Khalidi, na segunda-feira em Damasco, a capital do país, informa o jornal The New York Times.
O Exército da Síria Livre reivindicou a autoria do ataque, mas há rumores de que ele poderia ter sido morto pela ditadura de Bachar Assad porque estaria prestes a desertar.
Com o fim do prazo da trégua que não houve, a Força Aérea da Síria lançou uma nova ofensiva bombardeando hoje Damasco e Homs, a terceira maior cidade do país, reporta a agência Reuters.
Apesar do fracasso do cessar-fogo, o enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, prometeu continuar se empenhando para negociar a paz na guerra civil que matou mais de 30 mil pessoas desde março de 2011.
O Exército da Síria Livre reivindicou a autoria do ataque, mas há rumores de que ele poderia ter sido morto pela ditadura de Bachar Assad porque estaria prestes a desertar.
Com o fim do prazo da trégua que não houve, a Força Aérea da Síria lançou uma nova ofensiva bombardeando hoje Damasco e Homs, a terceira maior cidade do país, reporta a agência Reuters.
Apesar do fracasso do cessar-fogo, o enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, prometeu continuar se empenhando para negociar a paz na guerra civil que matou mais de 30 mil pessoas desde março de 2011.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Rebeldes sírios abandonam bairro de Homs
Depois de 27 dias de bombardeio pesado, os rebeldes da Síria abandonaram hoje o bairro de Baba Amir, em Homs, admitindo que não tinha mais condições de manter suas posições. Hoje, 7 mil soldados do Exército invadiram e dominaram totalmente a terceira maior cidade síria.
Em comunicado, o Exército da Síria Livre justificou sua decisão alegando que precisa poupar cerca de 4 mil moradores da Baba Amir. O subcomandante rebelde, Malek Kourdi, acusa a ditadura de Bachar Assad de sequestrar pelo menos 300 homens e 200 mulheres que tentavam fugir da cidade.
Em comunicado, o Exército da Síria Livre justificou sua decisão alegando que precisa poupar cerca de 4 mil moradores da Baba Amir. O subcomandante rebelde, Malek Kourdi, acusa a ditadura de Bachar Assad de sequestrar pelo menos 300 homens e 200 mulheres que tentavam fugir da cidade.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Síria ignora ONU e intensifica bombardeio a Homs
A ditadura da Síria ignorou sua condenação ontem por 137 países-membros da Assembleia Geral das Nações Unidas e intensificou hoje o ataque à terceira maior cidade do país. Homs, bombardeada há 15 dias.
Grupos de manifestantes teriam sido atacados pelas forças de segurança quando saíam de mesquitas nesta sexta-feira, a folga religiosa semanal dos muçulmanos. Pelo menos mais 45 pessoas teriam sido mortas, denunciaram ativistas citados pela televisão pública britânica BBC.
Há duas semanas, a China e a Rússia vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, que ao contrário das decisões da Assembleia Geral, é de cumprimento obrigatório, sujeitando o país a sanções internacionais se não forem obedecidas.
Hoje um enviado especial chinês foi a Damasco encontrar o presidente Bachar Assad. A China e a Rússia resistem ao plano de paz da Liga Árabe, que prevê a renúncia imediata do ditador, por serem contra uma "mudança de regime" como aconteceu na Líbia.
Grupos de manifestantes teriam sido atacados pelas forças de segurança quando saíam de mesquitas nesta sexta-feira, a folga religiosa semanal dos muçulmanos. Pelo menos mais 45 pessoas teriam sido mortas, denunciaram ativistas citados pela televisão pública britânica BBC.
Há duas semanas, a China e a Rússia vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, que ao contrário das decisões da Assembleia Geral, é de cumprimento obrigatório, sujeitando o país a sanções internacionais se não forem obedecidas.
Hoje um enviado especial chinês foi a Damasco encontrar o presidente Bachar Assad. A China e a Rússia resistem ao plano de paz da Liga Árabe, que prevê a renúncia imediata do ditador, por serem contra uma "mudança de regime" como aconteceu na Líbia.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Síria bombardeia Homs e mata mais 200 pessoas
O Exército da Síria voltou a bombardear hoje a cidade rebelada de Homs. Neste momento, um jovem rebelde identificado apenas como Danny dá uma entrevista dramática ao vivo à TV americana CNN denunciando mais 217 mortes nos últimos dias, 138 só no bairro de Khalidia, atacado com tanques e morteiros.
"Precisamos de ajuda internacional para combater este regime criminoso", apelou o jovem.
Os tanques estariam impedindo o acesso de feridos a hospitais, noticia o jornal The Washington Post.
A violência voltou a Alepo, segunda maior cidade síria e importante central comercial, que tem sido menos atingida pela rebelião em que 5,5 mil pessoas morreram nos últimos 11 meses.
Oito soldados foram mortos em Derá e sete civis na província de Damasco, informa a agência Reuters.
"Precisamos de ajuda internacional para combater este regime criminoso", apelou o jovem.
Os tanques estariam impedindo o acesso de feridos a hospitais, noticia o jornal The Washington Post.
A violência voltou a Alepo, segunda maior cidade síria e importante central comercial, que tem sido menos atingida pela rebelião em que 5,5 mil pessoas morreram nos últimos 11 meses.
Oito soldados foram mortos em Derá e sete civis na província de Damasco, informa a agência Reuters.
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