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domingo, 15 de setembro de 2019

Petróleo sobe 20% com ataques e queda da produção saudita

O preço do barril de petróleo do tipo Brent, padrão do centro financeiro de Londres, subiu 20%, de US$ 60 para US$ 71, na reabertura dos negócios depois dos ataques de drones ontem contra um campo de exploração de petróleo e a maior refinaria do mundo, na Arábia Saudita, segundo maior produtor e maior exportador mundial. 

Com os ataques, a produção saudita caiu pela metade. O empresa estatal de petróleo Aramco promete restaurar na segunda-feira um terço da capacidade perdida, de 5,7 milhões de barris por dia, 6% da produção mundial. Seriam 2 milhões de barris por dia de volta ao mercado. Antes, falara em retomar toda a produção no início da semana.

"Foi definitivamente pior do que avaliamos nas primeiras horas depois do ataque, mas vamos assegurar que o mercado não enfrente nenhuma escassez até que estejamos plenamente de volta", declarou um alto funcionário saudita. Os Estados Unidos podem usar seus estoques para evitar um choque maior no mercado.

O ataque foi reivindicado pelos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã que lutam na guerra civil do Iêmen contra o presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi. O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, acusou o Irã, dizendo não haver certeza que os drones saíram do Iêmen.

Em pronunciamento na televisão, o presidente Hassan Rouhani negou qualquer responsabilidade do Irã. Ele acusou os EUA, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos de armar e financiar o outro lado na guerra civil do Iêmen, a pior tragédia humanitária hoje no mundo.

Uma investigação recente das Nações Unidas constatou que os hutis têm drones com alcance de quase 1,5 quilômetro. Portanto, poderiam ter atingido as instalações petrolíferas sauditas, que ficam a 800 km da fronteira iemenita.

De acordo com a televisão americana CNN, pelo ângulo do ataque, os EUA acreditam que possa ter partido do Irã ou do Iraque. O governo iraquiano negou que seu território tenha sido usado para lançar a revoada de drones.

O incidente atinge em cheio, tornando mais difícil um possível encontro entre os presidentes Donald Trump e Hassan Rouhani durante a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, no fim deste mês. Trump declarou que os EUA estão "carregados e engatilhados" para responder ao ataque militarmente.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Atentado contra empresa dos EUA deixa três mortos em Moçambique

Atiradores não identificados mataram pelo menos três pessoas em três ataques contra um comboio da companhia americana de petróleo e gás natural Andarko no Norte de Moçambique, noticiou hoje a agência de notícias Bloomberg.

O primeiro ataque a uma empresa de gás e petróleo é uma escalada nas ações armadas de rebeldes muçulmanos iniciadas no fim de 2017 na região de Cabo Delgado, onde foram registrados seis ataques recentemente.

Grandes empresas de energia planejam investir US$ 50 bilhões em projetos de gás natural no país africano. A insurgência muçulmana representa uma ameaça que o Exército de Moçambique não está conseguindo controlar.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Esforços diplomáticos tentam evitar um massacre em Idlibe

Pelo menos 12 pessoas morreram em bombardeios pesados das Forças Aéreas da Rússia e da Síria contra a cidade de Idlibe, último reduto rebelde importante na guerra civil síria. 

Para evitar um massacre, os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, do Irã, Hassan Rouhani, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan se reúnem sexta-feira em Teerã, a capital iraniana.

Na província de Idlibe, descrita em Moscou e Damasco como "um ninho de terroristas", há entre 10 e 20 mil guerrilheiros de movimentos extremistas muçulmanos, inclusive da rede terrorista Al Caeda, em meio a uma população estimada em 3 milhões de habitantes.

É o início da ofensiva final da ditadura de Bachar Assad para retomar o controle sobre o território da Síria, depois de sete anos e meio de guerra civil, com mais de 500 mil mortes e a fuga de 6 milhões de pessoas do país. As Nações Unidas alertaram para o risco de mais uma matança em grande escala.

Em Washington, o presidente Donald Trump advertiu Assad a não usar armas químicas para não sofrer represálias dos Estados Unidos e aliados. O regime sírio deve esperar o aval de seus maiores aliados, a Rússia e o Irã. A Turquia apoia os grupos rebeldes. Erdogan será uma voz para negociar uma rendição organizada e evitar um massacre.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Maduro admite que mandou matar piloto rebelde

Em pronunciamento transmitido pela televisão, o ditador Nicolás Maduro confirmou que mandou matar o ex-policial e piloto de helicóptero Óscar Pérez, que em junho do ano passado atacou com granadas o Tribunal Supremo de Justiça e o Ministério do Interior da Venezuela.

"A oligarquia colombiana deve saber que qualquer grupo que armem e financiem para trazer o terrorismo à Venezuela terá o mesmo destino porque estamos dispostos a defender com a vida o direito à paz, à dignidade e à independência de nossa pátria", afirmou o ditador durante cerimônia de troca do comando da Guarda Nacional Bolivarista (GNB).

Durante o cerco ao local onde Pérez estava escondido, na periferia de Caracas, o ex-policial pediu clemência. Em vídeo dramático divulgado em redes sociais, ele declarou que os rebeldes estavam prontos a se entregar, mas as forças de segurança não aceitaram a rendição.

"Sim, os massacramos, qual é o problema?", disse Maduro.

O diretor para a América da organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos), José Miguel Vivanco, comparou ontem o regime chavista às ditaduras do general Augusto Pinochet no Chile (1973-90) e da Argentina (1976-83) em sua guerra suja contra a esquerda.

"Durante as ditaduras da Argentina e do Chile, apareciam frequentemente notícias sobre terroristas mortos em enfrentamentos. Muitas vezes se tratavam de justiçamentos. Dá a impressão de que o mesmo aconteceu ontem na Venezuela", escreveu Vivanco no Twitter, citado pelo jornal venezuelano El Nacional.

Quando o coronel Hugo Chávez tentou derrubar o presidente Carlos Andrés Pérez, em 4 de fevereiro de 1992, foi preso e processado, mas depois anistiado. Quando já era presidente e foi alvo de um golpe, em 11 de abril de 2002, foi poupado e voltou ao poder num contragolpe de oficiais leais.

domingo, 16 de julho de 2017

Bombas atingem Embaixada da Rússia em Damasco, diz regime sírio

A Embaixada da Rússia na Síria foi atacada com duas bombas. Uma caiu dentro do complexo da embaixada, mas só causou danos materiais, anunciou hoje a agência de notícias oficial síria SANA, citada pelo jornal liberal israelense Haaretz.

Os maiores suspeitos são rebeldes ativos em alguns subúrbios de Damasco, a capital síria. A Rússia apoia a ditadura de Bachar Assad e, desde 30 de setembro de 2015, intervém diretamente na guerra civil da Síria em apoio ao governo.

Mais de 400 mil pessoas morreram em seis anos e três meses de guerra civil na Síria, o pior conflito resultante da chamada Primavera Árabe.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Ditador da Síria está perto da vitória em Alepo

Depois de quatro anos, a ditadura de Bachar Assad está prestes a retomar o controle de Alepo, que era a capital econômica da Síria quando começou a guerra civil, há cinco anos e nove meses. Com o apoio da Força Aérea da Rússia e de milícias xiitas do Irã e do Líbano, o Exército sírio afirma ter retomado 98% da área em poder dos rebeldes.

Os rebeldes que ocupavam a metade leste de Alepo fugiram ou estão encurralados. Mais de 50 mil civis saíram da áreas antes dominada pelos rebeldes. Dezenas de milhares continuam cercados, sem água, energia elétrica e hospitais.

Com a queda de Alepo, Assad retoma o controle de todas as grandes cidades da Síria, mas a guerra está longe de acabar. No fim de semana, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante voltou a invadir a cidade histórica romana de Palmira, no centro do país, que estava em poder do governo desde maio deste ano.

A vitória de Assad não deve ser aceita passivamente pela Turquia, a Arábia Saudita e outras monarquias petroleiras do Golfo Pérsico que são inimigas do Irã e do regime sírio. Esses países devem continuar armando, treinando e financiando os rebeldes.

Assad é o principal responsável e o maior terrorista na guerra civil da Síria. Com a intervenção militar russa a partir de 30 de setembro de 2015, o ditador reassumiu aos poucos o controle dos principais centros urbanos, mas nada indica que o atual regime será capaz de consolidar a paz depois de 400 mil e que a metade da população fugiu de casa.

domingo, 27 de novembro de 2016

Regime sírio retoma distritos-chaves de Alepo

Com o apoio de bombardeios da Rússia e da Síria, forças leais à ditadura de Bachar Assad reassumiram ontem o controle do distrito de Hanano e hoje de Jabal Badro, no Nordeste de Alepo, a maior cidade do país, informou hoje a televisão pública britânica BBC.

Pelo menos 219 civis morreram na ofensiva, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil. Cerca de 900 civis fugiram de Jabal Badro antes do assalto final, disseram agências de notícias russas. Estima-se que 275 mil pessoas sobrevivam no Leste de Alepo, dominado pelos rebeldes. Alvo de intensos bombardeios, a região está sem água e sem energia elétrica.

O distrito de Hanano foi o primeiro a ser tomado pelos rebeldes na cidade, considerada a capital econômica da Síria, e era o maior ainda dominado por eles. A retomada dos dois distritos vai permitir às tropas do governo dividir a cidade entre Norte e Sul, apertando o cerco sobre os rebeldes entrincheirados na Zona Leste.

A reconquista de Alepo pode ser um movimento decisivo na guerra civil síria. É a última cidade importante com uma área ainda dominada pelos rebeldes. Tanto a Rússia quanto a ditadura de Assad apostam na vitória na Batalha de Alepo como fundamental para convencer o resto do mundo de que os rebeldes não têm a menor chance de tomar o poder. Mas não significa que os rebeldes e os países que o apoiam vão desistir de derrubar o ditador sírio.

sábado, 15 de outubro de 2016

Rebeldes tomam sede do Parlamento da Líbia em Trípoli

Uma facção contrária ao governo de união nacional reconhecido internacionalmente tomou a sede do Parlamento da Líbia em Trípoli, noticiou hoje a agência Reuters.

Os líderes do primeiro governo formado depois da queda do ditador Muamar Kadafi, em 2011, que tomaram o Hotel Rixos, faziam parte do governo de união nacional reconhecido pelas Nações Unidas. O governo, que luta para impor sua autoridade a milícias rivais, condenou a ação.

Esse desafio ao governo é mais uma ameaça à estabilização da Líbia, que vive em estado de anarquia desde a queda de Kadafi, e à unidade necessária para combater a infiltração no país da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

ONU teme destruição total do Leste de Alepo até fim do ano

Com a política de terra arrasada do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e de seu protegido Bachar Assad, a zona leste de Alepo, dominada por rebeldes, pode ser totalmente destruída até o fim do ano, advertiu hoje o enviado especial das Nações Unidas para a guerra civil síria, Staffan de Mistura.

"Em dois meses, dois meses e meio no máximo, neste ritmo, parte de Alepo corre o risco de ser totalmente destruída. Falamos particularmente da cidade antiga e milhares de civis serão mortos", lamentou o enviado especial da ONU.

Depois de um breve cessar-fogo em que o regime de Assad impediu a entrega de ajuda humanitária na área dominada pelos rebeldes, com o apoio da Força Aérea da Rússia e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá, a ditadura da Síria lançou em 22 de setembro uma grande ofensiva para tentar retomar o Leste de Alepo.

Desde então, o intenso bombardeio aéreo matou pelo menos 376 pessoas e deixou mais de 1,2 mil, acrescentou De Mistura. A Batalha de Alepo é a mais violenta da guerra no momento.

A cidade está dividida desde 2012, com os setores oeste, norte e sul sob o controle da ditadura e o leste em poder dos rebeldes, onde vivem cerca de 250 mil civis, sendo 100 mil crianças.

O embaixador ítalo-sueco apelou aos cerca de 900 guerrilheiros da Frente de Luta do Levante, a antiga Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda na guerra civil síria, para que deixem a cidade oferecendo-se para escoltá-los sob a proteção da ONU.

"Se vocês decidirem partir em dignidade e com suas armas, estou pronto a acompanhá-los pessoalmente", prometeu o enviado da ONU, sugerindo que talvez a presença dos rebeldes seja um "álibi fácil" para justificar a destruição total do Leste de Alepo pelas forças do regime.

De Mistura fez um apelo aos governos da Rússia e da Síria para que anunciem uma cessação dos bombardeios caso os rebeldes saiam da cidade.

Ele comparou a situação do Leste de Alepo com a cidade bósnia de Srebrenica, onde toda a população adulta masculina foi massacrada em junho de 1995, num total de 8.373 pessoas, e com o genocídio de Ruanda, na África, de abril a junho de 1994, quando 800 mil a 1 milhão de pessoas foram mortas.

sábado, 1 de outubro de 2016

Rússia e Síria intensificam o assalto a Alepo

A Força Aérea da Rússia bombardeou intensamente hoje pelo décimo dia seguido Alepo, a maior cidade da Síria, enquanto forças terrestres leais à ditadura de Bachar Assad tentavam penetrar na área dominada por rebeldes, onde vivem 250 mil pessoas.

Os ataques aéreos se concentraram nas rotas de suprimento dos rebeldes, como o distrito de Malá, enquanto a batalha em terra tornou-se mais encarniçada no bairro de Suleiman al-Halabi, na linha de frente entre o Leste da cidade, dominado pelos rebeldes, e a Zona Norte, sob controle do regime sírio.

Ontem, o secretário de Estado americano, John Kerry, conversou com o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, mas sua ameaça patética de romper o diálogo com Moscou não teve qualquer impacto no campo de batalha.

Lavrov se queixou de que durante o breve cessar-fogo os Estados Unidos não separaram grupos rebeldes moderados de extremistas muçulmanos. Pelo menos 550 foram mortas desde que a Rússia e a Síria decidiram suspender o cessar-fogo e retomar os ataques.

A Rússia intervém na guerra civil da Síria há um ano, desde 30 de setembro de 2015, a pretexto de combater o terrorismo, mas sua real intenção é sustentar a ditadura de Assad e voltar a ser um ator geopolítico no Oriente Médio.

Com o apoio de Moscou, o ditador sírio volta a apostar numa vitória militar, mas nada indica que a maioria sunita, principal alvo do regime, aceite o continuísmo. Apesar das atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o maior terrorista na guerra civil da Síria é o regime de Assad, responsável pelo maior número de mortes de civis inocentes, por bombardear sistematicamente clínicas e hospitais.

A Arábia Saudita, o Catar e a Turquia, que apoiam grupos rebeldes, cogitam a possibilidade de equipá-los com mísseis antiaéreos capazes de neutralizar a superioridade aérea da Rússia. Moscou conseguiu salvar Assad, mas garantir sua vitória e a normalização da situação na Síria serão muito mais difíceis.

Mais de 300 mil pessoas, 500 mil segundo algumas estimativas, foram mortas desde o início da guerra civil na Síria, em março de 2011. Cerca da metade dos 22 milhões de habitantes fugiu de casa e 5 milhões saíram do país.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Filipinas liberta líderes comunistas antes de negociação de paz

Doze rebeldes comunistas, entre eles dois líderes, foram libertados hoje para participar de negociações de paz com o governo das Filipinas a serem realizadas no Canadá.

As negociações visam a acabar com a mais longa rebelião comunista no mundo inteiro, que custou a vida de mais de 40 mil pessoas nas últimas cinco décadas.

Desde que chegou ao poder em junho de 2016, o presidente Rodrigo Duterte tomou medidas para facilitar as negociações, como um cessar-fogo unilateral e a nomeação de comunistas para o ministério. Mas o sucesso das negociações ainda é uma esperança distante.

domingo, 14 de agosto de 2016

Rebeldes da Síria intensificam ataques a redutos do governo em Alepo

Os rebeldes que lutam contra a ditadura de Bachar Assad na guerra civil da Síria atacaram hoje redutos leais ao governo nas zonas sul e noroeste de Alepo, a segunda cidade mais importante do país, noticiou a agência Reuters.

A Batalha de Alepo é no momento a mais importante da guerra. A cidade está dividida, com o leste sob controle rebelde e o oeste dominado por legalistas.

Com carros-bomba, os rebeldes abriram caminho para avançar no distrito de Jamiat al-Zahra. Em seguida, atacaram posições do Exército numa fábrica de cimento no sudoeste de Alepo próxima da entrada de um corredor aberto na semana passada para romper o cerco das forças governistas e dar acesso à região dominada pelos rebeldes.

As forças leais a Assad tem o apoio da Força Aérea da Rússia, do Irã e da milícia extremista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus). O Exército da Síria tomou parte de um conjunto habitacional no sudoeste da cidade.

Os maiores avanços foram do grupo rebelde Jabhat Fatah al-Cham (Frente para Conquista do Levante), a antiga Frente al-Nusra, que era o braço armado da rede Al Caeda na guerra civil síria e agora tenta se apresentar como um grupo independente para ter algum papel numa negociação de paz.

sábado, 28 de maio de 2016

Vingadores do Delta do Níger atacam mais um oleoduto na Nigéria

Em sua campanha de sabotagem à indústria do petróleo da Nigéria, o grupo rebelde Vingadores do Delta do Níger atacou um ramo do oleoduto Nembe, operado pela empresa italiana ENI, confirmou hoje o governo do estado de Bayelsa.

Depois de três meses de ações do grupo, a produção de petróleo da Nigéria caiu ao menor nível em duas décadas. O novo grupo guerrilheiro revela coragem e ousadia, observa a empresa de consultoria e análise estratégica Stratfor. Seus ataques são bem planejados e atingem alvos estratégicos.

Durante dez anos, de 2004 a 2014, o Movimento pela Emancipação do Delta do Nilo fez ações armadas na principal região produtora de petróleo do país. Declarou uma trégua durante o governo de Goodluck Jonathan, um sulista, enquanto crescia no Norte da Nigéria a rebelião muçulmana da milícia terrorista Boko Haram.

Sulista e cristão, Jonathan não teria poder para derrotar o Boko Haram. Agora que o presidente Muhammadu Buhari, um muçulmano nortista, completa um ano no poder com avanços na guerra contra a milícia jihadista, um novo desafio surge no Sul para assinalar a divisão da Nigéria.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Forças do governo tomam base perto da capital do Iêmen

As forças leais ao presidente deposto do Iêmen, Abed Rabbo Mansur Hadi tomaram hoje um acampamento militar situado a 60 quilômetros da capital, Saná, ocupada por rebeldes há um ano e meio, noticiou hoje a agência Reuters.

As autoridades locais anunciaram que houve um grande número de baixas na luta pelo campo de Fardhat Nahm, mas não divulgaram o número de mortos e feridos.

O avanço da coalizão liderada pela Arábia Saudita, que intervém na guerra civil do Iêmen desde 25 de março de 2015, segue firme e deve chegar à capital nos próximos dias. Os rebeldes de minoria huti são xiitas zaiditas apoiados pelo Irã. A guerra civil do Iêmen se insere assim no conflito maior entre sunitas apoiados pela Arábia Saudita e xiitas apoiados pelo Irã.

Rússia rejeita cessar-fogo imediato na guerra civil da Síria

A Rússia rejeitou uma proposta dos Estados Unidos para uma trégua imediata que viabilize o início das negociações sobre a paz na Síria, mas Moscou sugeriu a data de 1º de março. Isto daria tempo para a ditadura de Bachar Assad vencer a Batalha de Alepo, que antes da guerra era a capital econômica do país.

As negociações estão previstas para começar em 25 de fevereiro. Os rebeldes exigem um cessar-fogo imediato e o fim do cerco a áreas sitiadas onde a população civil está sendo ameaçada pela fome e pelos bombardeios.

Desde 30 de setembro de 2015, a Rússia intervém militarmente com bombardeios aéreos em apoio a seu aliado Bachar Assad. O governo, que estava à beira do colapso, lançou contraofensivas em várias frentes com a ajuda de batalhões da Guarda Revolucionária do Irã e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).

O objetivo da Rússia é enfraquecer todos os grupos de oposição menos o Estado Islâmico do Iraque e do Levante para fortalecer o regime na mesa de negociação e apontar Assad como a única alternativa ao terrorismo. Mas, apesar das atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico, o maior terrorista na Síria é Assad. Sua vitória não vai reverter o fluxo de refugiados.

Um relatório recente do Centro Sírio para Pesquisas Políticas estimou em 470 mil o total de mortos na guerra civil da Síria, onde 45% da população fugiram de casa. Pelos números das Nações Unidas, pelo menos 260 mil pessoas foram mortas na guerra civil síria, que completa cinco anos em março.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Comboio de ajuda humanitária a Alepo entra na Síria

Um comboio de ambulâncias e caminhões cruzou hoje a fronteira da Turquia com a Síria para levar ajuda humanitária a dezenas de milhares de civis que fogem da cidade de Alepo, alvo de bombardeios da Rússia e de uma ofensiva do Exército sírio e milícias aliadas, noticiou a agência Reuters citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Com o apoio aéreo da Rússia, as forças leais à ditadura de Bachar Assad intensificaram os ataques às regiões dominadas pelos rebeldes. A expectativa dos profissionais de ajuda humanitária é de uma queda iminente da cidade. Antes da guerra civil, Alepo era a capital econômica da Síria . Hoje é praticamente uma ruína só.

Na semana passada, durante uma conferência em Londres que prometeu US$ 11 bilhões para ajudar a Síria e os refugiados, o primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, disse que a situação das populações sitiadas dentro da Síria é muito pior do que no exterior: "As pessoas estão comendo grama, quando encontram grama para comer."

Desde 30 de setembro de 2015, a Rússia intervém militarmente na guerra civil síria com bombardeios aéreos para apoiar o aliado Assad. Isso mudou a realidade no campo de batalha, rompendo um perigoso impasse capaz de levar ao colapso do regime, o único aliado de Moscou hoje no Oriente Médio.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Oposição chega a Genebra para negociar a paz na Síria

Uma delegação de 17 representantes da oposição, inclusive três líderes rebeldes e o chefe do Comitê de Alta Negociação, apoiado pela Arábia Saudita, chegou hoje a Genebra, na Suíça, para participar das negociações de paz na Síria organizadas pelas Nações Unidas, noticiou a televisão árabe Al Jazira.

O enviado especial da ONU, Staffan de Mistura, se encontrou primeiro com o embaixador sírio Bachar Jaafari. Amanhã, deve se reunir com os oposicionistas, que se negam a falar diretamente com os representantes da ditadura de Bachar Assad antes que suas exigências humanitárias sejam atendidas.

A ONU prometeu atender às exigências, que incluem o fim do bombardeio e dos bloqueios a áreas civis, mas os rebeldes querem ver uma mudança real nos campos de batalha.

Assim, a Rússia, principal aliada do regime sírio, não acredita em negociações diretas. Elas devem ser feitas por intermediários, admitiu o vice-ministro do Exterior, Guenadi Gatilov.

A proposta da ONU prevê uma transição de um ano e meio, mas os objetivos divergentes dos diferentes atores no conflito sírio tornará um acordo de paz muito difícil.

Os Estados Unidos, a União Europeia e seus aliados no Oriente Médio, a Turquia, a Arábia Saudita e as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico exigem o afastamento de Assad. A Rússia e o Irã só admitem que isso aconteça em eleições onde provavelmente ele seria reeleito.

No momento, os rebeldes com força no campo de batalha são quatro grupos jihadistas: o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a Frente al-Nusra, braço armado da rede Al Caeda, Ahrar al-Sham (Movimento dos Homens Livres do Levante) e Jaish al-Islam (Exército do Islã).

Os dois primeiros estão fora de qualquer negociação. A Arábia Saudita, o Catar e a Turquia apoiam os outros dois e exigem sua participação nas negocias, mas a Rússia, o Irã e o governo sírio os acusam de terrorismo.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Rebeldes deixam terceira maior cidade síria após trégua com governo

Depois de um cessar-fogo acertado com a ditadura de Bachar Assad, os rebeldes abandonaram hoje o último distrito de Homs, a terceira maior cidade da Síria, que ainda estava sob seu controle. Eles deixaram o distrito de Al-Wair no fim de um cerco de três anos e foram para a província de Idlibe, informou a televisão pública britânica BBC.

Local dos primeiros protestos da frustrada Primavera Árabe em março de 2011, Homs era conhecida como o "berço da revolução". A volta ao controle total do regime é uma vitória para Assad, conquistada com a ajuda da Força Aérea da Rússia, que intervém na guerra civil síria desde 30 de setembro de 2015.

Entre rebeldes e civis, umas 700 pessoas saíram hoje de Homs, anunciou o governador da província, Talal Barazi. A maioria dos cerca de 300 rebeldes é de grupos jihadistas ligados à rede terrorista Al Caeda. De 300 mil pessoas que viviam em Al-Wair antes do início da guerra, restam umas 75 mil.

O Crescente Vermelho, a Cruz Vermelha dos países muçulmanos, está negociando autorização do Estado Islâmico do Iraque e do Levante para levar ajuda humanitária de emergência nas áreas sob controle do grupo.

domingo, 8 de novembro de 2015

Irã participa da próxima rodada de negociações sobre paz na Síria

A República Islâmica do Irã vai participar da próxima rodada das negociações sobre a paz na Síria, noticiou hoje a agência Reuters citando como fonte um assessor do Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, Ali Khamenei, o homem-forte da ditadura teocrática iraniana.

Insatisfeito com as pressões para afastar o ditador Bachar Assad, o regime dos aiatolás ameaçara abandonar as negociações depois de participar de um encontro de potências mundiais e regionais realizado em 30 de outubro de 2015 em Viena, na Áustria.

O Irã e a Rússia sustentam Assad, enquanto a Turquia, a Arábia Saudita, países europeus e os Estados Unidos apoiam diferentes grupos rebeldes. Desde 30 de setembro, a Rússia intervém militarmente na guerra civil da Síria bombardeando inimigos do regime.

Ao mesmo tempo, as potênciais ocidentais, a Arábia Saudita e a Turquia reforçam a ajuda aos rebeldes e exigem a queda de Assad como parte do processo de reconciliação nacional na Síria. O Irã só aceita a saída do ditador se ele perder eleições realizadas depois de um cessar-fogo definitivo.

Se ficar provado que um braço do Estado Islâmico do Iraque e do Levante foi responsável pela queda de um avião de passageiros russo no Deserto do Sinai, no Egito, em 31 de outubro de 2015, a Rússia e os EUA terão um inimigo comum. Isso facilita a adoção de medidas conjuntas e de sua aprovação pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para dar legitimidade às ações.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Míssil fabricado na Rússia derrubou voo MH17 na Ucrânia

Um míssil terra-ar BUK fabricado na Rússia derrubou o voo MH17 (Amsterdã-Kuala Lumpur) da companhia aérea Malaysia Airlines numa área controlada por rebeldes apoiados por Moscou no Leste da Ucrânia em julho de 2014, concluiu uma investigação do Conselho de Segurança Aérea da Holanda divulgada hoje.

O relatório não acusa ninguém diretamente pela tragédia, mas critica as autoridades ucranianas por não fechar o espaço aéreo a voos civis. Todas as 298 pessoas a bordo morreram.

A ex-república soviética da Ucrânia e seus aliados ocidentais acusam os rebeldes pela queda do Boeing 777. Gravações de conversas entre rebeldes e oficiais russos indicam que o avião foi abatido por engano, ao ser tomado por um avião de guerra da Ucrânia.

Depois de alegar que o voo foi derrubado por um míssil disparado por um avião de caça ucraniano, a Rússia afirma agora que o míssil partiu de território controlado pelo governo de Kiev. A empresa fabricante do míssil chegou a dizer que se trata de um modelo antigo que não estaria mais em uso pelas Forças Armadas da Rússia, mas é comum dar armas mais antigas a rebeldes apoiados pelo Kremlin.

A guerra do protoditador russo, Vladimir Putin, contra a aspiração da ex-república soviética de se aproximar da União Europeia causou a tragédia.

O míssil atingiu a parte frontal esquerda do Boeing causando um tipo de impacto que afasta outras possibilidades como choque de meteoro, míssil ar-ar ou explosão interna, sustenta o relatório. Depois desse anúncio, o primeiro-ministro malasiano, Najib Razak, prometeu levar os responsáveis à Justiça, enquanto o vice-ministro da Rússia, Serguei Riabkov, acusou a investigação de ser "parcial" e de ignorar as informações prestadas por Moscou.