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sábado, 28 de setembro de 2019

Hutis anunciam captura de milhares de soldados

Os rebeldes hutis que lutam na guerra civil do Iêmen com o apoio do Irã afirmaram hoje ter capturado milhares de inimigos, inclusive soldados e oficiais da Arábia Saudita, que apoia o governo do presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, noticiou a televisão árabe Al Jazira.

A ação militar foi realizada perto da fronteira com a região saudita de Najrã. Um porta-voz huti declarou à televisão pública britânica BBC que três brigadas sauditas se renderam. O governo saudita não confirmou.

Nos últimos meses, com o apoio aéreo da coalizão saudita, os soldados leais ao governo do Iêmen estão combatendo os hutis perto da fronteira com a Arábia Saudita. A ofensiva huti foi uma resposta. A nova batalha pode frustrar os esforços das Nações Unidas para reduzir as tensões e abrir caminho para um diálogo pela paz.

Os hutis, xiitas zaiditas, reivindicaram a autoria dos bombardeios que atingiram um campo de petróleo e a maior refinaria do mundo na Arábia Saudita em 14 de setembro. Seis dias depois, os rebeldes iemenitas declararam que suspenderiam os ataques à Arábia Saudita se a aliança cessar suas operações no Iêmen.

A Arábia Saudita estaria de acordo com um cessar-fogo parcial.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Rebeldes do Iêmen apoiados pelo Irã atacam aeroporto saudita com míssil


O ataque com míssil de cruzeiro hoje ao aeroporto internacional de Abba, no Sudoeste da Arábia Saudita, mostra o aumento da capacidade ofensiva dos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã na guerra civil do Iêmen. Mísseis de cruzeiro são mais precisos do que mísseis balísticos e os sistema de lançamento têm maior mobilidade.

Vai aumentar a tensão entre a Arábia Saudita e o Irã e entre os Estados Unidos e o Irã, que é grande desde que o presidente Trump rompeu o acordo nuclear com o regime fundamentalista iraniano e reimpôs duras sanções econômicas para pressionar os aiatolás a negociar. Meu comentário:

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Marrocos abandona coalizão saudita na guerra civil do Iêmen

O reino do Marrocos não vai mais participar as operações militares da aliança liderada pela Arábia Saudita na guerra civil do Iêmen, noticiou ontem a agência Associated Press (AP), citando como fonte um alto funcionário marroquino.

A saída do Marrocos não representa uma grande perda de capacidade militar para a aliança saudita, mas revela a dificuldade para manter o apoio diplomático à intervenção iniciada em 25 de março de 2015 em apoio ao governo deposto do Iêmen na luta contra os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã.

O Marrocos participa desde o início da intervenção, mas reduz sua participação gradualmente, em especial desde que a Arábia Saudita decidiu isolar o emirado do Catar dentro do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico, que reúne as grandes monarquias petroleiras da região.

A intervenção militar saudita é considerada desastrosa. Não conseguiu retomar a capital iemenita, Saná, ocupada pelos rebeldes desde setembro de 2014, nem restaurar a legitimidade do presidente Abed Rabbo Mansur Hadi. O bloqueio de meses ao porto de Hodeida provocou uma grande fome nas áreas dominadas pelos rebeldes.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

EUA vão investigar desaparecimento de jornalista saudita

Um grupo de senadores dos dois partidos com representação no Congresso dos Estados Unidos enviou mensagem ao presidente Donald Trump pedindo uma investigação sobre o jornalista saudita Jamal Khashoggi, desaparecido desde que entrou no Consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, em 2 de outubro. Trump prometeu "ir fundo" para descobrir a verdade.

Crítico da monarquia absolutista saudita, especialmente do novo príncipe-herdeiro, Mohamed ben Salman, Khashoggi vivia há dois anos num autoexílio nos EUA. Foi ao consulado em Istambul para resolver um problema burocrático relativo à sua vida no exterior.

Em 6 de outubro, sábado passado, o serviço secreto da Turquia deixou vazar a notícia de que provavelmente ele tenha sido assassinado por um grupo de agentes especiais. Seu corpo teria sido esquartejado para remoção de dentro do consulado.

No dia 2, quando Khashoggi desapareceu, 15 agentes especiais da Arábia Saudita entraram na Turquia. Fariam parte de um esquadrão da morte. Eles foram ao bazar, o mercado público de Istambul, onde compraram várias malas. Teriam levado uma serra capaz de serrar ossos humanos para esquartejar o jornalista. À noite, o grupo saiu da Turquia em dois jatinhos e voltou à Arábia Saudita.

Se o assassinato político for confirmado, os EUA devem aplicar sanções à Arábia Saudita, adverte a Comissão de Relações Exteriores do Senado, que apoia a investigação, a ser realizada pelos serviços secretos dos EUA e seus aliados no Oriente Médio.

Como Trump fez da Arábia Saudita a maior aliada dos EUA no mundo árabe, o pedido de investigação pode criar atrito entre a Casa Branca e o Capitólio sobre como proceder em caso de confirmação do crime.

A aliança histórica com a Arábia Saudita ajuda os EUA a controlar o mercado internacional do petróleo. No governo Trump, virou peça-chave na política americana para o Oriente Médio, de isolar o Irã. Prometeu comprar US$ 110 bilhões em armas imediatamente e US$ 350 bilhões em 10 anos. Foi o primeiro país visitado pelo presidente americano depois da posse.

Trump e seu genro Jared Kushner tentaram criar uma relação pessoal com o príncipe-herdeiro Mohamed ben Salman, que atropelou a linha sucessória para se tornar o homem-forte do reino e lançou o plano Arábia Saudita 2030, para modernizar a economia do país e prepará-la para a era pós-petróleo.

MbS, como é conhecido, lançou uma campanha anticorrupção que prendeu magnatas e príncipes e autorizou as mulheres a dirigir. Ao mesmo tempo, cometeu graves erros de política externa, como a intervenção na guerra civil do Iêmen em apoio ao governo deposto de Abed Rabbo Mansur Hadi contra os rebeldes hutis, apoiados pelo Irã, e a tentativa de isolar o Catar por causa de suas relações com a ditadura teocrática xiita iraniana.

Também criou uma crise diplomática com o Canadá ao reagir furiosamente a críticas ao tratamento da mulher do jornalista liberal Raif Badawi, prisioneiro político da monarquia absolutista.

Ao matar, ao que tudo indica, um dissidente no exterior, provoca uma crise internacional com a Turquia com impacto no mundo inteiro e deixa seu grande aliado na Casa Branca em posição constrangedora.

Trump declarou hoje que é "uma situação ruim" e que "vamos ao fundo", prometendo investigar o desaparecimento de Khashoggi.  Mas não quer suspender a venda de armas ao regime assassino.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Hutis fazem exigências para entregar o porto de Hodeida

Os rebeldes que dominam parte do Iêmen apresentaram ao mediador das Nações Unidas uma série de exigências para a rendição de suas forças no porto de Hodeida e entrega do controle do porto à ONU, noticiou ontem a televisão saudita Al Arabiya.

Para entregar Hodeida, os hutis querem que o governo do presidente Abed Rabbo Mansur Hadi pague os salários de funcionários públicos civis e militares iemenitas, reabra o aeroporto da capital, Saná, acabe com os bombardeios aéreos às forças rebeldes e o fim do bloqueio aos portos do país.

O governo Hadi, apoiado pela Arábia Saudita e as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico, rejeitou as demandas dos hutis, apoiados pelo Irã, no momento em que a coalizão liderada pelos sauditas está prestes a tomar Hudaida. A cidade é o início de uma linha de suprimento vital para Saná e o principal porto de entrada de ajuda humanitária.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Bombardeio dos EAU mata líder dos rebeldes hutis no Iêmen

O chefe do Conselho Político Supremo dos rebeldes hutis no Iêmen, Saleh al-Sammad, morreu na quinta-feira passada num bombardeio aéreo da aliança militar de países árabes sunitas liderada pela Arábia Saudita, revelaram ontem os rebeldes.

"O Conselho Político Supremo anunciou durante reunião na segunda-feira o martírio do presidente Saleh al-Sammad", informou a agência de notícias rebelde Saba. A cúpula da rebelião decretou um luto nacional de três dias e indicou Mahdi Mohammad Hussein al-Mashat como sucessor.

Sete pessoas morreram no ataque aéreo à província de Hodeida, no Oeste do Iêmen, em 19 de abril, inclusive Sammad, noticiou a televisão catarina Al Jazira. O ataque foi feito pelos Emirados Árabes Unidos com um drone fabricado na China, revelou mais tarde a revista americana Foreign Policy.

"Este crime não vai diminuir a vontade de nosso povo e do Estado", afirmou o comandante supremo dos rebeldes, Abdel Malek al-Huti, em pronunciamento na televisão em que prometeu não deixar "sem resposta".

Com a morte de Sammad e a ascensão de Mashat, o analista de Oriente Médio Peter Salisbury vê uma "consolidação da linha dura" e dos "elementos mais militaristas" do movimento. Para o editor-chefe do jornal Yemen Post, Hakim al-Masmari, a morte do líder político foi "o maior golpe para os hutis, politicamente, desde o início da guerra."

Os rebeldes hutis, que se apresentam como Ansar Allah (Partidários de Deus), são xiitas zaiditas apoiado pelo Irã. Têm origem nas montanhas do governorado de Sadá, no Norte do país, junto à fronteira com a Arábia Saudita.

Em 2004, iniciaram uma insurgência de baixa intensidade contra o governo central dominado pelos sunitas. A Arábia Saudita chegou a intervir em 2009 para impor um cessar-fogo.

Quando começaram as revoluções da Primavera Árabe, em 2011, Abdel Malek al-Huti apoiou as manifestações contra o ditador Ai Abdullah Saleh, no poder desde 1978 no Iêmen do Norte e grande articulador da unificação do Iêmen, em 1990.

Os hutis boicotaram a eleição de candidato único do início de 2012, que levou à presidência Abed Rabbo Mansur Hadi, vice-presidente de Saleh desde 1994.

Dois anos mais tarde, o conflito entre os hutis e as tribos sunitas do Norte do Iêmen chegou ao governorado de Saná, a capital do país. Em 21 de setembro de 2014, depois de uma batalha de poucos dias, os rebeldes tomaram Saná.

Hadi foi obrigado a renunciar em janeiro de 2015. Ficou virtualmente confinado ao palácio até 21 de fevereiro, quando fugiu para o porto de Áden, a antiga capital do Iêmen do Sul.

Em 19 de março, as forças leais a Hadi atacaram rebeldes que não reconheceram sua autoridade no aeroporto de Áden e perderam. No dia 25, o presidente deposto fugiu para a Arábia Saudita, que iniciou a intervenção militar no mesmo dia.

Sob intenso bombardeio saudita e domínio rebelde sobre vastas regiões do país, além da presença de extremistas muçulmanos d'al Caeda, o Iêmen é hoje palco da pior tragédia humanitária no mundo inteiro, pior do que a guerra civil da Síria, apesar dos recentes ataques com armas químicas. Boicotes à distribuição de alimentos ameaçam matar de fome milhares de pessoas.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Morre primeiro soldado dos EUA no governo Trump

Durante uma operação antiterrorista contra uma base da rede Al Caeda na Península Arábica, no Iêmen, um soldado americano e 14 milicianos morreram. A ação de comandos visava obter informações e foi aprovada diretamente pelo presidente Donald Trump. É o primeiro militar dos EUA morto em combate em seu governo.

Vários helicópteros de combate Apache participaram do ataque. Outros três soldados americanos saíram feridos. Entre os mortos, três eram líderes da rede terrorista, informou a televisão pública britânica BBC. Outras fontes locais falaram em 41 milicianos e 16 civis mortos.

O presidente Barack Obama ordenou seguidos ataques com drones contra bases d'al Caeda no Iêmen, mas sempre evitou colocar soldados americanos diretamente em ação. Trump deixa logo claro que com ele será diferente.

Mais de cem pessoas morreram nas últimas 24 horas na guerra civil do Iêmen, em violentos combates entre os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã e pelo ex-ditador Ali Abdullah Saleh e o presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, apoiado pela Arábia Saudita e as monarquias petroleiras sunitas do Golfo Pérsico.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Estado Islâmico reivindica ataque com 48 mortos no Iêmen

Um terrorista suicida disfarçado como deficiente detonou hoje os explosivos que trazia junto ao corpo no meio de uma fila de recrutas do Exército do Iêmen no porto de Áden, a segunda maior cidade iemenita e sede do governo reconhecido internacionalmente, informou o jornal The New York Times. Pelo menos 48 pessoas morreram e outras 84 saíram feridas.

Foi o segundo grande ataque terrorista do Estado Islâmico no país desde o início do mês, sinal de que o governo não consegue garantir a segurança das regiões sob seu controle. Em 10 de dezembro, outro atentado contra a mesma base militar deixou 57 mortos

A capital, Saná, foi tomada pelos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, em setembro de 2014.

A Arábia Saudita, que disputa a liderança regional do Oriente Médio com o Irã, recebeu o presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, e intervém na guerra civil iemenita desde 25 de março de 2015.

O Iêmen está dividido. Os hutis e unidades militares que os apoiam dominam o Noroeste do país, enquanto o governo reconhecido internacionalmente contra o Sul e o Leste.

Os terroristas do Estado Islâmico aproveitam a situação caótica para realizar ações terroristas. Inicialmente seus alvos eram os hutis, que o grupo considera traidores do Islã. Ultimamente passaram a atacar o governo sunita aliado dos sauditas.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Estado Islâmico reivindica autoria de atentado com 71 mortes no Iêmen

Pelo menos 71 pessoas foram mortas hoje num atentado terrorista suicida no quartel-general de uma milícia leal ao presidente deposto do Iêmen, Abed Rabbo Mansur Hadi, na cidade de Áden. A organização terrorista Estado Islâmico do Estado e do Levante assumiu a responsabilidade pelo ataque.

O suicida dirigiu um veículo carregado de explosivos até o setor de treinamento dos recrutas dos Comitês Populares, apoiados pela Arábia Saudita e as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico, e os detonou.

Hadi foi derrubado pelos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, que tomaram a capital, Saná, em setembro de 2014, e fugiu para a Arábia Saudita em fevereiro de 2015. Desde 25 de março daquele ano, os sauditas e aliados intervêm militarmente no Iêmen sem conseguir acabar com a guerra civil.

As milícias jihadistas se aproveitam da situação caótica para fazer ataques terroristas.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Rebeldes do Iêmen aderem às negociações de paz da ONU

Os rebeldes hutis e aliados concordaram em participar das negociações sobre a paz no Iêmen mediadas pelas Nações Unidas, noticiou hoje a agência Reuters, citando como fonte uma televisão local.

As negociações, a serem realizadas no Kuwait, estão paralisadas pela continuação dos combates no Iêmen. Agora, os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, disseram ter recebido garantias da ONU de que as forças leais ao presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, também vão respeitar o cessar-fogo em vigor desde 11 de abril de 2016.

Os hutis tomaram a capital iemenita, Saná, em setembro de 2014. Quando avançaram rumo ao porto de Áden, principal cidade do Sul do país, em fevereiro de 2015, Hadi fugiu para a Arábia Saudita, onde pediu ajuda militar.

Desde 25 de março do ano passado, a Arábia Saudita e seus aliados sunitas do Golfo Pérsico intervém militarmente no Iêmen. As negociações de paz devem acabar com a intervenção saudita, mas será necessário muito mais para uma paz duradoura no mais pobre país árabe.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Forças do governo tomam base perto da capital do Iêmen

As forças leais ao presidente deposto do Iêmen, Abed Rabbo Mansur Hadi tomaram hoje um acampamento militar situado a 60 quilômetros da capital, Saná, ocupada por rebeldes há um ano e meio, noticiou hoje a agência Reuters.

As autoridades locais anunciaram que houve um grande número de baixas na luta pelo campo de Fardhat Nahm, mas não divulgaram o número de mortos e feridos.

O avanço da coalizão liderada pela Arábia Saudita, que intervém na guerra civil do Iêmen desde 25 de março de 2015, segue firme e deve chegar à capital nos próximos dias. Os rebeldes de minoria huti são xiitas zaiditas apoiados pelo Irã. A guerra civil do Iêmen se insere assim no conflito maior entre sunitas apoiados pela Arábia Saudita e xiitas apoiados pelo Irã.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Kuwait ajuda Arábia Saudita a impedir ataques de hutis

O emirado do Kuwait vai enviar tropas à Arábia Saudita para ajudar este país a se defender de ataques através da fronteira de rebeldes hutis do Iêmen, informou hoje a agência Reuters citando como fonte o jornal kuwaitiano Al-Qabas. O governo ainda não confirmou a notícia.

Desde 25 de março de 2015, uma coalizão liderada pelos sauditas intervém militarmente na guerra civil do Iêmen em apoio ao presidente deposta Abed Rabbo Mansur Hadi. Até agora, o Kuwait tinha participado apenas dos bombardeios aéreos, enquanto o Bahrein e os Emirados Árabes Unidos já enviaram forças terrestres.

A coalizão tenta retomar a capital do Iêmen, Saná, ocupada pelos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, desde setembro de 2014, e a região montanhosa do Norte do país.

É mais uma guerra civil brutal no Oriente Médio, ofuscada pelas situações muito mais graves na Síria e no Iraque, e mais um conflito entre sunitas e xiitas que se insere na disputa pelo poder regional entre Arábia Saudita e Irã.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Coalizão saudita anuncia cessar-fogo no Iêmen

Uma trégua entrou em vigor ao meio-dia de hoje na guerra civil do Iêmen, anunciou um porta-voz da aliança sunita liderada pela Arábia Saudita, que enfrenta os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, noticiou a agência Reuters citando como fonte a imprensa saudita.

O cessar-fogo deveria durar até 21 de dezembro, mas já há relatos de violações com 15 mortes. A trégua coincide com o reinício das negociações de paz mediadas pelas Nações Unidas.

A guerra civil do Iêmen entrou num impasse. Desde setembro de 2014, os rebeldes ocupam a capital, Saná. Em fevereiro, o presidente Abed Rabbo Mansur Hadi fugiu para a Arábia Saudita, onde pediu ajuda para retomar o poder.

Desde 25 de março, uma aliança militar liderada pelos sauditas bombardeia os rebeldes hutis, que não conseguiram dominar todo o país historicamente dividido entre Norte e Sul, e unificado em 1990.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Aliança árabe captura barco do Irã com armas para o Iêmen

A aliança sunita liderada pela Arábia Saudita anunciou hoje a captura há quatro dias de um barco iraniano carregando armas para os rebeldes hutis do Iêmen, noticiou a televisão saudita Al Arabiya.

Entre outras armas, o barco interceptado a sudeste da costa do sultanato de Omã continha 18 balas de canhão capazes de furar blindagem, 54 mísseis antitanques e 15 baterias para sistemas de orientação de projéteis teleguiados, afirmaram os sauditas e aliados.

Ao revistar a embarcação, a aliança árabe sunita teria encontrado documentos comprovando que está registrado em nome de um cidadão do Irã.

Em sua guerra indireta com a Arábia Saudita e as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico, o Irã apoia os rebeldes hutis, xiitas zaiditas, e fomenta rebeliões xiitas. O acordo com os Estados Unidos e as outras potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas para desarmar o programa nuclear iraniano não muda esta realidade. Com mais dinheiro por causa do fim de sanções internacionais, o regime fundamentalista iraniano terá mais recursos para expandir sua influência no Oriente Médio.

Os hutis invadiram a capital do Iêmen, Saná, em setembro de 2014. Em fevereiro de 2015, dissolveram o governo do presidente Abed Rabbo Mansur Hadi e o Parlamento. Hadi fugiu para a Arábia Saudita. Nas últimas semanas, seus partidários tentaram reinstalar o governo no porto de Áden, a segunda maior cidade iemenita.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Presidente deposto do Iêmen volta a Áden

Depois de seis meses no exílio na Arábia Saudita, o ex-presidente do Iêmen Abed Rabbo Mansur Hadi voltou hoje ao porto de Áden, a segunda cidade mais importante do país, noticiou a agência Reuters.

Outros membros do governo no exílio, inclusive o primeiro-ministro Khaled Bahah, voltaram à cidade para tentar reinstalar o governo, enquanto a aliança sunita liderada pela Arábia Saudita promete retomar o controle da capital, Saná, em poder dos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, desde setembro de 2014.

Quando os rebeldes dissolveram o governo, em fevereiro de 2015, Hadi e seus aliados tentaram se instalar em Áden, mas foram expulsos da cidade, o que levou à intervenção saudita a partir de 25 de março de 2015.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Egito entra na guerra civil do Iêmen

Os primeiros soldados do Exército do Egito a entrar na guerra contra os rebeldes hutis chegaram ao Iêmen em 8 de setembro de 2015, noticiou ontem a agência Reuters.

Cerca de 800 militares egípcios se juntaram à coalizão liderada pela Arábia Saudita para tentar evitar a conquista do país pelos hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã. Já entraram na guerra civil iemenita milhares de soldados sauditas, do Catar e dos Emirados Árabes Unidos.

Dese 25 de março, a Arábia Saudita e uma aliança de países sunitas tentam derotar a rebelião e devolver o poder ao presidente Abed Rabbo Mansur Hadi, que fugiu do país em fevereiro.

sábado, 29 de agosto de 2015

Governo deposto do Iêmen prepara ataque à capital

O governo do presidente deposto Abed Rabbo Mansur Hadi, exilado na Arábia Saudita, planeja iniciar uma batalha para retomar a capital do Iêmen, Saná, nos próximos dois meses, declarou o ministro do Exterior, Reyad Yassin Abdulla, noticiou a agência Reuters.

A capital iemenita está sob controle dos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, desde setembro de 2014. Em fevereiro de 2015, os hutis dissolveram o governo e o presidente fugiu do país.

Desde 25 de março, a Arábia Saudita e outros países sunitas intervêm militarmente no Iêmen. As forças leais ao governo deposto conseguiram tomar o porto de Áden, a segunda cidade mais importante do país. Dias atrás, um míssil foi disparado do Norte do Iêmen em direção ao território saudita.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Estado Islâmico ataca com carro-bomba no Iêmen

O Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a organização terrorista mais poderosa hoje no mundo, detonou um carro-bomba que matou quatro pessoas em Saná, a capital do Iêmen, controlada desde setembro de 2014 pelos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã.

Outras oito pessoas, inclusive crianças, foram feridas no ataques.

Desde março de 2015, extremistas sunitas atacaram alvo xiitas no Iêmen. Outros 11 rebeldes morreram em ataques durante a noite.

Nos últimos dias, as forças leais ao presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, reconquistaram o porto de Áden, a segunda cidade mais importante do país, capital do Iêmen do Sul antes da unificação do país, em 1990.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Total de mortes num dia na guerra civil do Iêmen é recorde

Pelo menos 176 combatentes e civis foram mortos ontem em bombardeios aéreos e combates em terra na guerra civil do Iêmen, informou o jornal libanês The Daily Star citando como fontes moradores do país e os rebeldes hutis. É o maior número de mortes desde que a Arábia Saudita e aliados intervieram militarmente no Iêmen, em 25 de março de 2015.

Com o fracasso das negociações tanto na Arábia Saudita como nas Nações Unidas em Genebra, o conflito se acirra no mais pobres dos países árabes. Os rebeldes hutis são xiitas zaiditas apoiados pelo Irã. A intervenção saudita em apoio aos sunitas tenta restaurar o poder do presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi.

domingo, 14 de junho de 2015

Rebeldes hutis tomam capital de província no Iêmen

Depois de um violento combate, os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiado pelo Irã, tomaram a cidade de Al-Hasme, capital da província de Jaufe, no Iêmen, noticiou a agência Reuters citando moradores locais como fonte.

Os hutis tomaram assim a capital da maior província iemenita no deserto, que faz fronteira com a Arábia Saudita, dias antes do início de conversações de paz em Genebra, na Suíça.

A Arábia Saudita intervém militarmente na guerra civil do Iêmen desde 25 de março de 2015 em defesa do presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, refugiado em Riade, a capital saudita, para impedir que um governo aliado do Irã se instale em sua fronteira sul.

Há conflitos entre sunitas e xiitas também no Bahrein, no Iraque, no Líbano e na Síria, que formam um arco xiita no Oriente Médio que se estende do Irã até o Mar Mediterrâneo. Os sauditas apoiam os sunitas; a República Islâmica, os xiitas.