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domingo, 4 de janeiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 4 de Janeiro

  INDEPENDÊNCIA DA BIRMÂNIA

    Em 1948, a Birmânia, o país mais ao norte do Sudeste Asiático, conquista formalmente a independência do Império Britânico, concluindo a transferência de poder negociada em 1947 entre o líder birmanês Aung San e o primeiro-ministro do Reino Unido, Clement Atlee.

A região é habitada desde a pré-história. Desde o primeiro milênio da Era Cristã, é uma rota de passagem entre a China e Índia. Tem uma forte influência da cultura indiana. O budismo chega no século 9 e se torna a religião dominante no século 11.

O Império Mongol conquista o que hoje é a Birmânia do início do século 13 ao fim do século 14.. No século 16, o rei Tabinshweti e o filho conseguem unificar o país com a ajuda dos portugueses. Em 1599, o Reino de Pegu passa a fazer parte do Império Português.

Na dinastia criada por Alaungpaya, o reino de expande para o Oeste e entra em conflito com a Companhia das Índias Ocidentais, que toma Bengala em 1757 a serviço do Império Britânico. Depois das guerras de 1824-26, 1852 e 1885, os britânicos colonizam o país e dão o nome de Birmânia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Império do Japão domina a Birmânia. Com o fim da guerra, os países do Sudeste Asiático conquistam a independência.

A Birmânia é um país relativamente próspero até 1962, quando o general Ne Win dá um golpe e socializa a maior parte da economia do país, iniciando uma era de domínio dos militares que continua até hoje.

Em 1989, a ditadura militar rebatiza o país como União de Mianmar. Um breve período de redemocratização começa em 2011 sob a liderança de Aung San Suu Kyi, filha do líder da independência que passa anos em prisão domiciliar e ganha o Prêmio Nobel da Paz em 1991. 

Como conselheira do Estado a partir de 6 de abril de 2016, Suu Kyi chefia o governo como uma espécie de primeira-ministra até o golpe militar de 1º de fevereiro de 2021, quando ela e o presidente Win Myint são presos. Desde então, Mianmar está em guerra civil, um dos piores conflitos hoje no mundo. No momento, a ditadura realiza eleições numa tentativa de se legitimar.

GRANDE SOCIEDADE

    Em 1965, no Discurso sobre o Estado da União, o presidente Lyndon Johnson lança o programa social Grande Sociedade. 

Depois do assassinato do presidente John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, Johnson assume o cargo e é eleito em 1964 com votação recorde no voto popular. 

No discurso, a prestação anual de contas do presidente dos Estados Unidos ao Congresso, ele anuncia a criação dos programas de saúde Medicaid (para pobres) e Medicare (para idosos), a Lei de Direitos Civis, a Lei dos Direitos de Voto e o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano.

Com a Lei de Oportunidade Econômica, Johnson declara guerra à pobreza com políticas de educação infantil e de emprego.

Apesar do projeto Grande Sociedade, Johnson se torna extremamente impopular com o envolvimento direto dos EUA na Guerra do Vietnã (1964-73) e não se candidata à reeleição em 1968.

NIXON NÃO ENTREGA FITAS

    Em 1974, o presidente Richard Nixon (1969-74) se recusa a entregar documentos da Casa Branca pedidos pela comissão do Senado que investiga o Escândalo de Watergate, a invasão de sede do Partido Democrata em Washington em 17 de junho de 1972 pelo grupo de encanadores da Casa Branca para instalar equipamentos de espionagem. 

É o início do fim de seu governo. O caso vai até a Suprema Corte, que manda o presidente entregar as fitas, que revelam obstrução de justiça. Nixon renuncia sete meses depois, em 9 de agosto. 

PRIMEIRA PRESIDENTE DA CÂMARA

    Em 2007, com a retomada do controle da Câmara dos Representantes pelo Partido Democrata, a deputada californiana Nancy Pelosi é a primeira mulher a presidir a casa legislativa. É a única mulher a presidir a Câmara até hoje.

"É um momento histórico para o Congresso e para a mulher neste país, um momento que estamos esperando há 200 anos", declarou Pelosi. "Para nossas filhas e netas, quebramos o teto de mármore. Para nossas filhas e netas, o céu é o limite. Tudo é possível para elas."

Nancy Pelosi começa a carreira política 20 anos antes como deputada federal. Entra para a liderança do Partido Democrata em 2001 e se torna líder na Câmara em 2003. Ela preside a Câmara dos Representantes de 2007-11 e 2019-23.

EDIFÍCIO MAIS ALTO DO MUNDO

    Em 2010, o emirado árabe de Dubai inaugura o edifício mais alto do mundo, Burj Khalifa, a Torre do Califa, com 828 metros e 160 andares, um projeto de US$ 1,5 bilhão.

O edifício faz parte de um complexo industrial e comercial com área de dois quilômetros quadrados no Centro de Dubai. A obra, realizada pela empresa sul-coreana Samsung Engenharia & Construções, começa em 21 de setembro de 2004. O preço inicial do metro quadrado das salas para escritórios é de US$ 43 mil.

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domingo, 21 de dezembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 21 de Dezembro

 DESCOBERTA DO RÁDIO

    Em 1898, depois de descobrir o elemento químico polônio, os futuros ganhadores do Prêmio Nobel de Física de 1903 com Henri Becquerel, o casal Pierre e Marie Curie, descobrem o rádio, um metal radioativo e prateado usado no tratamento de câncer.

Maria Salomea Sklodowska nasce em Varsóvia, na Polônia, então parte do Império Russo, em 7 de novembro de 1867. Aos 24 anos, em 1891, ela segue a irrmã mais velha, Bronislawa, e vai estudar na Universidade de Paris, onde se forma em física e química.

Na França, ela passa a ser chamada de Marie. Em 1894, quando obtém o segundo diploma, ela conhece Pierre Curie, instrutor da Escola Superior de Física e Química Industriais de Paris, apresentado pelo físico polonês Józef Kowalski, que sabia que Marie estava procurando um espaço maior para seu laboratório. Pierre lhe ofereceu o espaço.

A paixão pela ciência aproxima os dois. Pierre Curie a pede em casamento. Marie recusa. Pensa em voltar para a Polônia. De volta a Varsóvia, ela percebe que não pode fazer carreira em seu país, onde tem o acesso à universidade negado por ser mulher.

Por carta, Pierre Curie a convence a voltar para Paris para fazer um doutorado. Eles se casam em 26 de julho de 1895 sem cerimônia religiosa. Uma piada na época era que Marie era "a grande descoberta de Pierre".

No mesmo ano, Wilhelm Roentgen descobre os raios-X, mas não o fenômeno que os causa. Em 1896, Henri Becquerel percebe que o urânio emite raios semelhantes aos raios-X. Ela decide investigar o fenômeno para sua tese.

Marie Curie levanta a hipótese de que a radiação não seja resultado da interação entre moléculas, venha do próprio átomo. 

Entre suas realizações, estão a teoria da radioatividade, palavra que ela cria, técnicas para isolar isótopos radioativos e a descoberta de dois elementos químicos, o polônio e o rádio.

Ela é a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel e a primeira professora da Universidade de Paris. É também a primeira pessoa a ganhar duas vezes o Nobel. Ganha o prêmio de Química em 2011.

PRIMEIRO JOGO DE BASQUETE

    Em 1891, o professor de educação física James Naismith organiza o primeiro jogo de basquete, numa escola de Springfield, no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos. O pau quebra e Naismith decide criar as regras do jogo.

Naismith pega elementos do futebol, do futebol norte-americano e do hóquei, mas tenta eliminar o contato físico. Como a turma tem 18 estudantes, o primeiro jogo é disputado por equipes de nove jogadores.

As bolas são de futebol e as cestas de carregar pêssegos com cerca de 17,6 litros. Uma escada é usada para recuperar as bolas.

DE GAULLE ELEITO PRESIDENTE

    Em 1958, três meses depois da aprovação da uma nova Constituição da França, o general Charles de Gaulle, chefe de governo no exílio em Londres durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), é eleito presidente por ampla maioria em meio à Guerra da Independência da Argélia (1954-62).

Charles André Joseph Marie de Gaulle nasce em 22 de novembro de 1890 em Lille, no Norte da França. Veterano da Primeira Guerra Mundial (1914-18), De Gaulle foge da França para a Inglaterra depois que o primeiro-ministro Henri Pétain assina um armistício com a Alemanha Nazista, em junho 1940.

Em Londres, como líder da França Livre, organiza forças francesas das colônias africanas para lutar ao lado dos aliados. Em 1944, é nomeado chefe de governo no exílio. Com a libertação de Paris, em 25 de agosto daquele ano, ele entra em triunfo na cidade no dia seguinte.

Sua eleição marca o início da 5ª República na França. No poder, De Gaulle dá independência à Argélia em 1962.

Em maio de 1968, estoura a Revolução dos Estudantes. De Gaulle chega a sair da França. Quando volta, convoca um referendo sobre uma reforma constitucional, em 1969, e perde. Em 28 de abril daquele ano, renuncia. Morre em 9 de novembro de 1970.

Até hoje, os partidos conservadores da direita francesa são considerados herdeiros do gaullismo. 

EMIRADOS ÁRABES UNIDOS

    Em 1971, nascem os Emirados Árabes Unidos (EAU), com a união de seis principados ricos em petróleo (Abu Dhabi, Ajman, Dubai, Fujairah, Sharjah e Umm al-Cuwain) aos quais logo se junta o sétimo (Ras al-Khaimah) formando um pequeno país com grande peso na economia mundial.

O Império Britânico assume o controle da região por volta de 1820 de forma a garantir a segurança a caminho da Índia, a maior "joia" da coroa. Com a independência da Índia e do Paquistão, em 1947, Londres perde gradualmente o interesse sobre as colônias a Leste de Suez.

TERROR EM LOCKERBIE

   Em 1988, um Boeing 747 que faz o voo 103 (Londres-Nova York) da companhia aérea norte-americana PanAm explode no ar a 10 mil metros de altitude sobre a cidade de Lockerbie, na Escócia, num atentado terrorista, matando todas as 259 pessoas a bordo e 11 no solo.

A bomba é acionada por um gravador de fita cassete, que teria sido colocado a bordo em Frankfurt, na Alemanha, e transferido no voo para Nova York.

O atentado é visto inicialmente como uma possível vingança da República Islâmica do Irã pelo abate de um Airbus com 290 pessoas a bordo no fim da Guerra Irã-Iraque (1980-88).

Outra hipótese é uma retaliação por um bombardeio dos Estados Unidos à Líbia em 14 e 15 de abril de 1986 em que morre uma filha do ditador Muamar Kadafi.

Em 1991, quando os EUA e 30 aliados entram em guerra com o Iraque por causa da invasão do Kuwait em 2 de agosto de 1990 e Washington quer a neutralidade do Irã, uma investigação britânico-norte-americana indicia dois agentes líbios, Abdel Basset al-Megrahi e Lamen Khalifa Fhimah.

A Líbia se nega a entregar os suspeitos. Em 1999, sob pressão de sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, Kadafi concorda em entregar os dois suspeitos para julgamento na Holanda com base na lei da Escócia.

Em 2001, Megrahi é condenado à prisão perpétua e Fhimah é absolvido. A Líbia assume a responsabilidade pelo atentado em 2003, quando se aproximava do Ocidente em meio à Guerra contra o Terror deflagrada pelo presidente George Walker Bush depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 contra os EUA.

Dois anos depois, a Líbia assume a responsabilidade e concorda em pagar US$ 8 milhões à família de cada vítima. A PanAm, que fale três anos após o atentado, recebe uma indenização de US$ 30 milhões.

Em dezembro de 2022, os EUA anunciam a prisão de um terceiro suspeito líbio, Abu Agila Mohammad Massud.

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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 2 de Dezembro

 NAPOLEÃO SE COROA IMPERADOR

    Em 1804, o general Napoleão Bonaparte se coroa imperador na Catedral de Notre-Dame, em Paris, onze anos depois que a Revolução Francesa executa o rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta na guilhotina. O papa Pio VII não quer coroar Napoleão. Entrega a coroa ao general, que a coloca sobre a cabeça.

Um dos maiores generais de todos os tempos, Napoleão nasce em 15 de agosto de 1769 em Ajácio, a capital da Córsega, dois anos depois que a ilha passa a pertencer à França. 

Com a Revolução Francesa de 1789, o oficialato do Exército francês, vindo da aristocracia, é dizimado e Napoleão sobe rapidamente na hierarquia militar. É general aos 24 anos.

Em 1799, a França está em guerra com várias monarquias europeias que não aceitam a revolução e a execução de Luís XVI e de Maria Antonieta, guilhotinados em 1793. Na volta de uma campanha no Egito, Napoleão dá um golpe em novembro e é nomeado primeiro cônsul da França em 12 de dezembro de 1799. É o fim da revolução.

Napoleão derrota a Áustria em fevereiro de 1800. Ele decreta em 1802 o Código Napoleônico, modelo para o direito civil adotado nos países latinos, inclusive no Brasil. Em 1804, cria o império que, em 1807, vai dos Pirineus à costa da Dalmácia no sentido Leste-Oeste e do Rio Elba, no Norte, à Itália, no Sul.

Sua grande derrota é o fracassso da invasão da Rússia, em 1812, com um Grande Exército de 600 mil homens. Depois da desastrosa Batalha de Borodino, que a França vence com grandes perdas, em 7 de setembro de 1812, o Exército da Rússia recua e incendeia Moscou para que o invasor não tenha comida nem abrigo.

Na retirada, o Grande Exército é dizimado pelo inverno que se aproxima e atacado pelos russos na retaguarda. Em 1814, Napoleão perde a Guerra Peninsular para o Duque de Wellington, que restaura os governos de Portugal e Espanha, sofre uma derrota total para os aliados, abdica ao trono da França em 6 de abril e vai para o exílio na Ilha de Elba.

Ele volta em 20 de março de 1815, recupera o trono e governa por 100 dias até ser derrotado por uma aliança de Áustria, Prússia, Rússia e Reino Unido liderada por Wellington na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em 18 de junho. 

Quatro dias depois, abdica pela segunda vez. Vencido, vai preso para um exílio forçado na Ilha de Santa Helena, uma possessão britânica no Oceano Atlântico, onde morre em 5 de maio de 1821.

DOUTRINA MONROE

    Em 1823, o presidente James Monroe declara que os Estados Unidos não vão interferir em questões europeias, mas não aceitam interferência da Europa na América nem que algum país seja recolonizado, no que é conhecido como Doutrina Monroe: "A América é para os americanos." Ou, na versão da esquerda latino-americana: "A América é para os norte-americanos."

A Doutrina Monroe e a crença no Destino Manifesto, de que os brancos norte-americanos são superiores e receberam a missão divina de se expandir e civilizar a América, são a base ideológica do expansionismo dos EUA no século 19 e do imperialismo norte-americano no século 20.

Durante a Guerra da Secessão (1861-65), a França e o Reino Unido ameaçam apoiar o Sul, de onde a Europa compra algodão para sua indústria, para dividir os EUA. A França intervém no México em 1861 e nomeia Maximiliano de Habsburgo imperador do México. Depois da guerra civil, os EUA apoiam as forças de Benito Juárez, que expulsam os franceses e executam Maximiliano em 1867.

REAÇÃO NUCLEAR EM CADEIA

    Em 1942, cientistas liderados pelo físico italiano Enrico Fermi realizam na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, a primeira reação nuclear controlada.

Fermi nasce em Roma em 29 de setembro de 1901, filho de uma professora e de um inspetor de ferrovias. Depois de fazer doutorado, em 1922, ele vai para a Alemanha e a Holanda. De volta à Itália, se torna professor da Universidade de Florença. Suas pesquisas se concentram na relatividade geral e na mecânica quântica.

Em 1929, o ditador fascista Benito Mussolini o nomeia para a Academia da Itália. Fermi não se interessa em política. Como sua mulher é judia, quando o Duce adota leis antissemitas, a família decide fugir. Com o dinheiro do Prêmio Nobel de Física de 1938, eles migram para os EUA.

Semanas depois que ele chega aos EUA, a fissão nuclear é descoberta e assim a capacidade de geração de energia elétrica através de uma reação controlada e de uma reação em cadeia numa bomba atômica, uma explosão como o mundo jamais vira. Fermi constrói o primeiro reator nuclear.

Cabe a Albert Einstein escrever uma carta ao presidente Franklin Delano Roosevelt em 2 de agosto de 1939 alertando para o risco de que a Alemanha Nazista faça a bomba atômica. Daí nasce o Projeto Manhanttan, que desenvolve as bombas atômicas jogadas em Hiroxima e Nagasáki, no Japão, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

PROTEÇÃO AMBIENTAL

    Em 1970, começa a funcionar a Agência de Proteção Ambiental (EPA), um novo órgão do governo federal dos Estados Unidos criado para enfrentar as consequências negativas da atividade humana sobre a natureza, no momento totalmente esvaziado pelo presidente Donald Trump.

A preocupação com a poluição e as agressões ao meio ambiente, a consciência ecológica, começa a se formar nos EUA nos anos 1950, em plena era do automóvel, que o sociólogo canadense Marshall McLuhan definiu como a "noiva mecânica" dos norte-americanos.

Um marco é a publicação do livro Primavera Silenciosa, de Rachel Carson, em 1962, denunciando a redução do número de pássaros por causa do uso de agrotóxicos.

Um vazamento de petróleo que polui as praias da Califórnia e outros acidentes ecológicos levam o Congresso a aprovar, em 1969, a Lei da Política Ambiental Nacional. Em julho de 1970, o presidente Richard Nixon decide criar uma agência específica para o meio ambiente.

A EPA nasce com 5,8 mil funcionários e um orçamento anual de US$ 1,4 bilhão, sob a direção de William Ruckelshaus, um advogado que trabalha no Departamento da Justiça. Ele age rapidamente para aplicar a Lei da Água Pura, proibir o pesticida DDT e processar as empresas responsáveis pelo acidente ecológico no Rio Cuyahoga, no estado de Ohio.

No governo primeiro Donald Trump (2017-21), sob pressão da Casa Branca, a EPA retira de seu sítio na Internet todas as referência à crise do clima. Trump é um negacionista do clima que apoia as indústrias de carvão, gás e petróleo. No atual governo, a agência perdeu ainda mais poder,

EMIRADOS ÁRABES UNIDOS

    Em 1971, seis pequenos emirados (principados) da Península Arábica (Abu Dhabi, Dubai, Sharjah, Ajman, Umm al-Qwain e Ras al-Khaima) formam os Emirados Árabes Unidos. Um sétimo (Fujairah) entra em fevereiro de 1972.

Hoje, os EAU são uma mistura de costumes tradicionais com moderna tecnologia, um exemplo de modernização conservadora que o príncipe-herdeiro Mohamed ben Salman, o ditador saudita, quer imitar com o plano Arábia Saudita 2030 para preparar o país para a era pós-petróleo. 

Sua área é um pouco menor do que Portugal. Faz fronteira com a Arábia Saudita e Omã. Em renda per capita, é o 23º país mais rico do mundo, com renda média de US$ 552,4 mil por ano.

Quase todo país é um deserto. Algumas das dunas mais altas do mundo ficam lá. O clima é quente e úmido na costa e quente e seco no interior, onde a temperatura chega a 49 graus centígrados no verão.

MORTE DO BANDIDO MAIS RICO DO MUNDO

    Em 1993, a Polícia Nacional da Colômbia mata Pablo Escobar, talvez o traficante de drogas mais famoso da história, que cria uma milícia que mata um candidato à Presidência entre outras autoridades, tem torneiras de ouro no banheiro e importa animais da África para seu zoológico particular.

Pablo Escobar Gaviria nasce em Rionegro em 1º de dezembro de 1949, mas é criado em Medelim. Estuda na Universidade Autônoma Latino-Americana de Medelim. Não se forma e logo entra no mundo do crime. Vende cigarros contrabandeados, bilhetes de loteria falsos e carros roubados.

Em 1976, Escobar funda o Cartel de Medelim, que se torna o principal fornecedor de cocaína para os Estados Unidos nos anos 1980, algo em torno de 70 a 80 toneladas da droga por mês. Logo se torna o criminoso mais rico da história com fortuna estimada em US$ 30 bilhões, mais de US$ 70 bilhões pelas cotações atuais.

Quando o governo da Colômbia aprova um tratado de extradição para enviar para os EUA traficantes que nunca pisaram em território norte-americano, Escobar funda seu grupo paramilitar Los Extraditabeles. Seu lema era: "Preferimos um túmulo na Colômbia do que a prisão nos EUA." Chegou a ser eleito suplente de deputado em 1982. 

Escobar se rende em 1991. Faz um acordo com o governo Cesar Gaviria para não ser extraditado e vai para uma prisão construída por ele, La Catedral. Quando as autoridades tentam levá-lo para uma prisão comum, em 1992, Escobar foge e vira alvo de uma caçada policial que termina com sua morte, o fim do Cartel de Medelim e de Los Extraditables.

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terça-feira, 13 de maio de 2025

Trump vai à Arábia em busca de negócios e novo Oriente Médio

Na primeira viagem ao exterior desde que voltou à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump faz uma viagem de quatro dias a três ricas monarquias petroleiras do Golfo Pérsico em busca de acordos e promessas de investimentos de US$ 1 trilhão, além de um Boeing 747 no valor de US$ 400 milhões de presente. Quer criar um novo Oriente Médio aproximando países árabes aliados de Israel e fazendo um novo acordo nuclear com o Irã. Mas os negócios públicos e privados se misturam numa promiscuidade corrupta.

Como no primeiro governo, Trump escolheu fazer a primeira visita à Arábia Saudita e não a tradicionais aliados dos EUA. Ele não tem uma visão estratégica. Quer fazer negócios e atrair investimentos para apresentar como vitórias ao povo norte-americano. Não vai a Israel. Está irritado com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que retomou a guerra contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) por conveniência política interna.

A libertação de um refém israelense-norte-americano foi um tapa na cara de Bibi Netanyahu e sua estratégia de guerra sem fim. O Hamas está convencido de que só Trump tem força para obrigar Israel a fazer um acordo. Trump gostaria de anunciar um cessar-fogo definitivo durante a viagem.

Sob pressão dos ditadores da Arábia Saudita e da Turquia, Trump anunciou o fim das sanções dos EUA à Síria, uma grande mudança política em apoio ao líder jihadista que derrubou a ditadura de Bachar Assad. É uma oportunidade para Israel, mas depende da criação de um país para o povo palestino.

sábado, 4 de janeiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 4 de Janeiro

 INDEPENDÊNCIA DA BIRMÂNIA

    Em 1948, a Birmânia, o país mais ao norte do Sudeste Asiático, conquista formalmente a independência do Império Britânico, concluindo a transferência de poder negociada em 1947 entre o líder birmanês Aung San e o primeiro-ministro do Reino Unido, Clement Atlee.

A região é habitada desde a pré-história. No primeiro milênio da Era Cristã, é uma rota de passagem entre a China e Índia. Tem uma forte influência da cultura indiana. O budismo chega no século 9 e se torna a religião dominante no século 11.

O Império Mongol conquista o que hoje é a Birmânia do início do século 13 ao fim do século 14.. No século 16, o rei Tabinshweti e o filho conseguem unificar o país com a ajuda dos portugueses. Em 1599, o Reino de Pegu passa a fazer parte do Império Português.

Na dinastia criada por Alaungpaya, o reino de expande para o Oeste e entra em conflito com a Companhia das Índias Ocidentais, que toma Bengala em 1757 a serviço do Império Britânico. Depois das guerras de 1824-26, 1852 e 1885, os britânicos colonizam o país e dão o nome de Birmânia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Império do Japão domina a Birmânia. Com o fim da guerra, os países do Sudeste Asiático conquistam a independência.

A Birmânia é um país relativamente próspero até 1962, quando o general Ne Win e dá um golpe e socializa a maior parte da economia do país, iniciando uma era de domínio dos militares que continua até hoje.

Em 1989, a ditadura militar rebatiza o país como União de Mianmar. Um breve período de redemocratização começa em 2011 sob a liderança de Aung San Suu Kyi, filha do líder da independência que passa anos em prisão domiciliar e ganha o Prêmio Nobel da Paz em 1991. 

Como conselheira do Estado a partir de 6 de abril de 2016, Suu Kyi chefia o governo como uma espécie de primeira-ministra até o golpe militar de 1º de fevereiro de 2021, quando ela e o presidente Win Myint são presos. Desde então, Mianmar está em guerra civil, um dos piores conflitos hoje no mundo.

GRANDE SOCIEDADE

    Em 1965, no Discurso sobre o Estado da União, o presidente Lyndon Johnson lança o programa social Grande Sociedade. 

Depois do assassinato do presidente John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, Johnson assume o cargo e é eleito em 1964 com votação recorde no voto popular. 

No discurso, a prestação anual de contas do presidente dos Estados Unidos ao Congresso, ele anuncia a criação dos programas de saúde Medicaid (para pobres) e Medicare (para idosos), a Lei de Direitos Civis, a Lei do Direito de Voto e o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano.

Com a Lei de Oportunidade Econômica, Johnson declara guerra à pobreza com políticas de educação infantil e de emprego.

Apesar do projeto Grande Sociedade, Johnson se tornou extremamente impopular com o envolvimento direto dos EUA na Guerra do Vietnã (1964-73) e não se candidatou à reeleição em 1968.

NIXON NÃO ENTREGA FITAS

    Em 1974, o presidente Richard Nixon (1969-74) se recusa a entregar documentos da Casa Branca pedidos pela comissão do Senado que investiga o Escândalo de Watergate, a invasão de sede do Partido Democrata em Washington em 17 de junho de 1972 pelo grupo de encanadores da Casa Branca para instalar equipamentos de espionagem. 

É o início do fim de seu governo. O caso vai até a Suprema Corte, que manda o presidente entregar as fitas, que revelam obstrução de justiça. Nixon renuncia sete meses depois, em 9 de agosto. 

PRIMEIRA PRESIDENTE DA CÂMARA

    Em 2007, com a retomada do controle da Câmara dos Representantes pelo Partido Democrata, a deputada californiana Nancy Pelosi é a primeira mulher a presidir a casa legislativa. É a única mulher a presidir a Câmara até hoje.

"É um momento histórico para o Congresso e para a mulher neste país, um momento que estamos esperando há 200 anos", declarou Pelosi. "Para nossas filhas e neta, quebramos o teto de mármore. Para nossas filhas e netas, o céu é o limite. Tudo é possível para elas."

Nancy Pelosi começa a carreira política 20 anos antes como deputada federal. Entra para a liderança do Partido Democrata em 2001 e se torna líder na Câmara em 2003. Ela preside a Câmara dos Representantes de 2007-11 e 2019-23.

EDIFÍCIO MAIS ALTO DO MUNDO

    Em 2010, o emirado árabe de Dubai inaugura o edifício mais alto do mundo, Burj Khalifa, a Torre do Califa, com 828 metros e 160 andares, um projeto de US$ 1,5 bilhão.

O edifício faz parte de um complexo industrial e comercial com área de dois quilômetros quadrados no Centro de Dubai. A obra, realizada pela empresa sul-coreana Samsung Engenharia & Construções, começa em 21 de setembro de 2004. O preço inicial do metro quadrado das salas para escritórios é de US$ 43 mil.

sábado, 21 de dezembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 21 de Dezembro

 DESCOBERTA DO RÁDIO

    Em 1898, depois de descobrir o elemento químico polônio, os futuros ganhadores do Prêmio Nobel de Física de 1903 com Henri Becquerel, o casal Pierre e Marie Curie, descobrem o rádio, um metal radioativo e prateado usado no tratamento de câncer.

Maria Salomea Sklodowska nasce em Varsóvia, na Polônia, então parte do Império Russo, em 7 de novembro de 1867. Aos 24 anos, em 1891, ela segue a irrmã mais velha, Bronislawa, e vai estudar na Universidade de Paris, onde se forma em física e química.

Na França, ela passa a ser chamada de Marie. Em 1894, quando obtém o segundo diploma, ela conhece Pierre Curie, instrutor da Escola Superior de Física e Química Industriais de Paris, apresentado pelo físico polonês Józef Kowalski, que sabia que Marie estava procurando um espaço maior para seu laboratório. Pierre lhe ofereceu o espaço.

A paixão pela ciência aproxima os dois. Pierre Curie a pede em casamento. Marie recusa. Pensa em voltar para a Polônia. De volta a Varsóvia, ela percebe que não pode fazer carreira em seu país, onde tem o acesso à universidade negado por ser mulher.

Por carta, Pierre Curie a convence a voltar para Paris para fazer um doutorado. Eles se casam em 26 de julho de 1895 sem cerimônia religiosa. Uma piada na época era que Marie era "a grande descoberta de Pierre".

No mesmo ano, Wilhelm Roentgen descobre os raios-X, mas não o fenômeno que os causa. Em 1896, Henri Becquerel percebe que o urânio emite raios semelhantes aos raios-X. Ela decide investigar o fenômeno para sua tese.

Marie Curie levanta a hipótese de que a radiação não seja resultado da interação entre moléculas, venha do próprio átomo. 

Entre suas realizações, estão a teoria da radioatividade, palavra que ela cria, técnicas para isolar isótopos radioativos e a descoberta de dois elementos químicos, o polônio e o rádio.

Ela é a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel e a primeira professora da Universidade de Paris. É também a primeira pessoa a ganhar duas vezes o Nobel. Ganha o prêmio de Química em 2011.

DE GAULLE ELEITO PRESIDENTE

    Em 1958, três meses depois da aprovação da uma nova Constituição da França, o general Charles de Gaulle, chefe de governo no exílio em Londres durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), é eleito presidente por ampla maioria em meio à Guerra da Independência da Argélia (1954-62).

Charles André Joseph Marie de Gaulle nasce em 22 de novembro de 1890 em Lille, no Norte da França. Veterano da Primeira Guerra Mundial (1914-18), De Gaulle foge da França para a Inglaterra depois que o primeiro-ministro Henri Pétain assina um armistício com a Alemanha Nazista, em junho 1940.

Em Londres, como líder da França Livre, organiza forças francesas das colônias africanas para lutar ao lado dos aliados. Em 1944, é nomeado chefe de governo no exílio. Com a libertação de Paris, em 25 de agosto daquele ano, ele entra em triunfo na cidade no dia seguinte.

Sua eleição marca o início da 5ª República na França. No poder, De Gaulle dá independência à Argélia em 1962.

Em maio de 1968, estoura a Revolução dos Estudantes. De Gaulle chega a sair da França. Quando volta, convoca um referendo sobre uma reforma constitucional, em 1969, e perde. Em 28 de abril daquele ano, renuncia. Morre em 9 de novembro de 1970.

Até hoje, os partidos conservadores da direita francesa são considerados herdeiros do gaullismo. 

EMIRADOS ÁRABES UNIDOS

    Em 1971, nascem os Emirados Árabes Unidos (EAU), com a união de seis principados ricos em petróleo (Abu Dhabi, Ajman, Dubai, Fujairah, Sharjah e Umm al-Cuwain) aos quais logo se junta o sétimo (Ras al-Khaimah) formando um pequeno país com grande peso na economia mundial.

O Império Britânico assume o controle da região por volta de 1820 de forma a garantir a segurança a caminho da Índia, a maior "joia" da coroa. Com a independência da Índia e do Paquistão, em 1947, Londres perde gradualmente o interesse sobre as colônias a Leste de Suez.

TERROR EM LOCKERBIE

   Em 1988, um Boeing 747 que faz o voo 103 (Londres-Nova York) da companhia aérea norte-americana PanAm explode no ar a 10 mil metros de altitude sobre a cidade de Lockerbie, na Escócia, num atentado terrorista, matando todas as 259 pessoas a bordo e 11 no solo.

A bomba é acionada por um gravador de fita cassete, que teria sido colocado a bordo em Frankfurt, na Alemanha, e transferido no voo para Nova York.

O atentado é visto inicialmente como uma possível vingança da República Islâmica do Irã pelo abate de um Airbus com 290 pessoas a bordo no fim da Guerra Irã-Iraque (1980-88).

Outra hipótese é uma retaliação por um bombardeio dos Estados Unidos à Líbia em 14 e 15 de abril de 1986 em que morre uma filha do ditador Muamar Kadafi.

Em 1991, quando os EUA e 30 aliados entram em guerra com o Iraque por causa da invasão do Kuwait em 2 de agosto de 1990 e Washington quer a neutralidade do Irã, uma investigação britânico-norte-americana indicia dois agentes líbios, Abdel Basset al-Megrahi e Lamen Khalifa Fhimah.

A Líbia se nega a entregar os suspeitos. Em 1999, sob pressão de sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, Kadafi concorda em entregar os dois suspeitos para julgamento na Holanda com base na lei da Escócia.

Em 2001, Megrahi é condenado à prisão perpétua e Fhimah é absolvido. A Líbia assume a responsabilidade pelo atentado em 2003, quando se aproximava do Ocidente em meio à Guerra contra o Terror deflagrada pelo presidente George Walker Bush depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 contra os EUA.

Dois anos depois, a Líbia assume a responsabilidade e concorda em pagar US$ 8 milhões à família de cada vítima. A PanAm, que fale três anos após o atentado, recebe uma indenização de US$ 30 milhões.

Em dezembro de 2022, os EUA anunciam a prisão de um terceiro suspeito líbio, Abu Agila Mohammad Massud.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 2 de Dezembro

 NAPOLEÃO SE COROA IMPERADOR

    Em 1804, o general Napoleão Bonaparte se coroa imperador na Catedral de Notre-Dame, em Paris, onze anos depois que a Revolução Francesa executa o rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta na guilhotina. O papa Pio VII não quer coroar Napoleão. Entrega a coroa ao general, que a coloca sobre a cabeça.

Um dos maiores generais de todos os tempos, Napoleão nasce em 15 de agosto de 1769 em Ajácio, a capital da Córsega, dois anos depois que a ilha passa a pertencer à França. 

Com a Revolução Francesa de 1789, o oficialato do Exército francês, vindo da aristocracia, é dizimado e Napoleão sobe rapidamente na hierarquia militar. É general aos 24 anos.

Em 1799, a França está em guerra com várias monarquias europeias que não aceitam a revolução e a execução de Luís XVI e de Maria Antonieta, guilhotinados em 1793. Na volta de uma campanha no Egito, Napoleão dá um golpe em novembro e é nomeado primeiro cônsul da França em 12 de dezembro de 1799. É o fim da revolução.

Napoleão derrota a Áustria em fevereiro de 1800. Ele decreta em 1802 o Código Napoleônico, modelo para o direito civil adotado nos países latinos, inclusive o Brasil. Em 1804, cria o império que, em 1807, vai dos Pirineus à costa da Dalmácia no sentido Leste-Oeste e do Rio Elba, no Norte, à Itália, no Sul.

Sua grande derrota é o fracassso da invasão da Rússia, em 1812, com um Grande Exército de 600 mil homens. Depois da desastrosa Batalha de Borodino, que a França vence com grandes perdas, o Exército da Rússia recua e incendeia Moscou para que o invasor não tenha comida nem abrigo.

Na retirada, o Grande Exército é dizimado pelo inverno que se aproxima e atacado pelos russos. Em 1814, Napoleão perde a Guerra Peninsular para o Duque de Wellington, que restaura os governos de Portugal e Espanha, sofre uma derrota total para os aliados, abdica ao trono da França em 6 de abril e vai para o exílio na Ilha de Elba.

Ele volta em 20 de março de 1815, recupera o trono e governa por 100 dias até ser derrotado por uma aliança de Áustria, Prússia, Rússia e Reino Unido liderada por Wellington na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em 18 de junho. 

Quatro dias depois, abdica pela segunda vez. Vencido, vai para o exílio na Ilha de Santa Helena, uma possessão britânica no Oceano Atlântico, onde morre em 5 de maio de 1821.

DOUTRINA MONROE

    Em 1823, o presidente James Monroe declara que os Estados Unidos não vão interferir em questões europeias, mas não aceitam interferência da Europa na América nem que algum país seja recolonizado, no que é conhecido como Doutrina Monroe: "A América é para os americanos." Ou, na versão da esquerda latino-americana: "A América é para os norte-americanos."

A Doutrina Monroe e a crença no Destino Manifesto, de que os brancos norte-americanos são superiores e receberam a missão divina de se expandir e civilizar a América, são a base ideológica do expansionismo dos EUA no século 19 e do imperialismo norte-americano no século 20.

Durante a Guerra da Secessão (1861-65), a França e o Reino Unido ameaçam apoiar o Sul, de onde a Europa compra algodão para sua indústria, para dividir os EUA. A França intervém no México e nomeia Maximiliano de Habsburgo imperador do México. Depois da guerra civil, os EUA apoiam as forças de Benito Juárez, que expulsam os franceses e executam Maximiliano.

REAÇÃO NUCLEAR EM CADEIA

    Em 1942, cientistas liderados pelo físico italiano Enrico Fermi realizam na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, a primeira reação nuclear controlada.

Fermi nasce em Roma em 29 de setembro de 1901, filho de uma professora e de um inspetor de ferrovias. Depois de fazer doutorado, em 1922, ele vai para a Alemanha e a Holanda. De volta à Itália, se torna professor da Universidade de Florença. Suas pesquisas se concentram na relatividade geral e na mecânica quântica.

Em 1929, o ditador fascista Benito Mussolini o nomeia para a Academia da Itália. Fermi não se interessa em política. Como sua mulher é judia, quando o Duce adota leis antissemitas, a família decide fugir. Com o dinheiro do Prêmio Nobel de Física de 1938, eles migram para os EUA.

Semanas depois que ele chega aos EUA, a fissão nuclear é descoberta e assim a capacidade de geração de energia elétrica através de uma reação controlada e de uma reação em cadeia numa bomba atômica, uma explosão como o mundo jamais vira. Fermi constrói o primeiro reator nuclear.

Cabe a Albert Einstein escrever uma carta ao presidente Franklin Delano Roosevelt em 2 de agosto de 1939 alertando para o risco de que a Alemanha Nazista faça a bomba atômica. Daí nasce o Projeto Manhanttan, que desenvolve as bombas atômicas jogadas em Hiroxima e Nagasáki, no Japão, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

PROTEÇÃO AMBIENTAL

    Em 1970, começa a funcionar a Agência de Proteção Ambiental (EPA), um novo órgão do governo federal dos Estados Unidos criado para enfrentar as consequências negativas da atividade humana sobre a natureza.

A preocupação com a poluição e as agressões ao meio ambiente, a consciência ecológica, começa a se formar nos EUA nos anos 1950, em plena era do automóvel, que o sociólogo canadense Marshall McLuhan definiu como a "noiva mecânica" dos norte-americanos.

Um marco é a publicação do livro Primavera Silenciosa, de Rachel Carson, em 1962, denunciando a redução do número de pássaros por causa do uso de agrotóxicos.

Um vazamento de petróleo que polui as praias da Califórnia e outros acidentes ecológicos levam o Congresso a aprovar, em 1969, a Lei da Política Ambiental Nacional. Em julho de 1970, o presidente Richard Nixon decide criar uma agência específica para o meio ambiente.

A EPA nasce com 5,8 mil funcionários e um orçamento anual de US$ 1,4 bilhão, sob a direção de William Ruckelshaus, um advogado que trabalha no Departamento da Justiça. Ele age rapidamente para aplicar a Lei da Água Pura, proibir o pesticida DDT e processar as empresas responsáveis pelo acidente ecológico no Rio Cuyahoga, no estado de Ohio.

No governo Donald Trump (2017-21), sob pressão da Casa Branca, a EPA retira de seu sítio na Internet todas as referência à crise do clima.

EMIRADOS ÁRABES UNIDOS

    Em 1971, seis pequenos emirados (principados) da Península Arábica (Abu Dhabi, Dubai, Sharjah, Ajman, Umm al-Qwain e Ras al-Khaima) formam os Emirados Árabes Unidos. Um sétimo (Fujairah) entra em fevereiro de 1972.

Hoje, os EAU são uma mistura de costumes tradicionais com moderna tecnologia, um exemplo de modernização conservadora que o príncipe-herdeiro Mohamed ben Salman, o ditador saudita, quer imitar com o plano Arábia Saudita 2030 para preparar o país para a era pós-petróleo. 

Sua área é um pouco menor do que Portugal. Faz fronteira com a Arábia Saudita e Omã. Em renda per capita, é o 20º país mais rico do mundo, com renda média de US$ 50,6 mil por ano.

Quase todo país é um deserto. Algumas das dunas mais altas do mundo ficam lá. O clima é quente e úmido na costa e quente e seco no interior, onde a temperatura chega a 49 graus centígrados no verão.

MORTE DO BANDIDO MAIS RICO DO MUNDO

    Em 1993, a Polícia Nacional da Colômbia mata Pablo Escobar, talvez o traficante de drogas mais famoso da história, que cria uma milícia que mata um candidato à Presidência entre outras autoridades, tinha torneiras de ouro no banheiro e importou animais da África para seu zoológico particular.

Pablo Escobar Gaviria nasce em Rionegro em 1º de dezembro de 1949, mas é criado em Medelim. Estuda na Universidade Autônoma Latino-Americana de Medelim. Não se forma e logo entra no mundo do crime. Vende cigarros contrabandeados, bilhetes de loteria falsos e carros roubados.

Em 1976, Escobar funda o Cartel de Medelim, que se torna o principal fornecedor de cocaína para os Estados Unidos nos anos 1980, algo em torno de 70 a 80 toneladas da droga por mês. Logo se torna o criminoso mais rico da história com fortuna estima em US$ 30 bilhões, mais de US$ 65 bilhões pelas cotações atuais.

Quando o governo da Colômbia aprova um tratado de extradição para enviar para os EUA traficantes que nunca pisaram em território norte-americano, Escobar funda seu grupo paramilitar Los Extraditabeles. Seu lema era: "Preferimos um túmulo na Colômbia do que a prisão nos EUA." Chegou a ser eleito suplente de deputado em 1982. 

Escobar se rende em 1991. Faz um acordo com o governo Cesar Gaviria para não ser extraditado e vai para uma prisão construída por ele, La Catedral. Quando as autoridades tentam levá-lo para uma prisão comum, em 1992, Escobar foge e vira alvo de uma caçada policial que termina com sua morte, o fim do Cartel de Medelim e de Los Extraditables.