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sábado, 28 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 28 de Março

NASCE FRA BARTOLOMEO

    Em 1472, nasce em Florença Bartolomeo di Paolo di Jacopo del Fattorino ou Baccio della Porta, seu primeiro apelido, um dos grandes expoentes do Renascimento, o pintor conhecido como Fra Bartolomeo.

Aluno da oficina de Cosimo Rosselli, cria seu próprio ateliê com o pintor Mariotto Albertinelli. Em 1499, é contratado para pintar um grande afresco, O Juízo Final, numa das capelas do cemitério de Santa Maria Nova.

Sob influência do religioso dominicano Girolamo Savornarola, em 1500, Fra Bartolomeo vai para um convento. Um ano depois, abandona a pintura. Volta a pintar em 1504 com temas religiosos. Em 1508, visita Veneza e assimila o estilo veneziano, com harmonias de cores mais ricas.

Durante uma visita a Roma, em 1514, Fra Bartolomeo conhece a obra de Rafael e os afrescos de Michelangelo no teto da Capela Sixtina, no Vaticano, e imprime a sua obra maior expressão dramática. Ele morre em Florença aos 45 anos, em 31 de outubro de 1517.

 GUERRA DA CRIMEIA

    Em 1854, a França e o Reino Unido declaram guerra à Rússia e entram na Guerra da Crimeia (1853-56) ao lado do Império Otomano. Ao lado da Guerra da Secessão (1861-65), a guerra civil dos Estados Unidos, é uma das primeiras guerras fotografadas.

Com o declínio do Império Otomano, a Rússia tenta estender sua influência à região dos Bálcãs, ao Mar Negro e ao Mar Mediterrâneo em sua busca eterna por portos que não congelem no inverno.

Em 1853, o czar Nicolau I se declara protetor dos cristãos ortodoxos e de seus lugares sagrados em Jerusalém, que é parte do Império Otomano. Quando as forças russas entram nas províncias otomanas do Rio Danúbio, a Moldávia e a Valáquia, hoje parte da Romênia, o sultão declara guerra à Rússia, em 16 de outubro.

O Império Britânico teme que a Rússia assuma o controle dos estreitos de Bósforo e Dardanelos, que ligam o Mar Mediterrâneo ao Mar Negro, bloqueando o caminho para a Índia. Na França, o imperador Napoleão III quer se apresentar como um legítimo sucessor do tio Napoleão I.

Com a derrota dos turcos numa batalha naval, a França e o Reino Unido decidem entrar na guerra. São seguidos pelo Reino da Sardenha de Vítor Emanuel II, que seria rei da Itália depois da unificação do país em 1861.

Em agosto de 1854, os aliados expulsam os russos dos Bálcãs. Para acabar logo com a guerra, desembarcam na Crimeia em 16 de setembro de 1854 e fazem um bloqueio naval e cerco terrestre à cidade de Sebastopol, base da Frota do Mar Negro da Rússia.

A Rússia vence as batalhas de Balaclava e Inkerman, mas perde outras e o conflito se arrasta pela recusa russa de aceitar os termos da paz imposta pelos inimigos.

A Guerra da Crimeia termina com a assinatura do Tratado de Paris em 30 de março de 1856. O novo czar da Rússia, Alexandre II, devolve a Bessarábia e a foz do Danúbio ao Império Otomano e à Moldávia, renuncia a qualquer pretensão territorial nos Bálcãs e é proibido de manter bases e forças navais no Mar Negro.

Com a derrota, a sociedade russa conclui que para competir com os países da Europa Ocidental precisa se modernizar. Em 1861, acaba a servidão, imposta séculos antes para que os camponeses não abandonassem a terra congelada durante o inverno.

ISTAMBUL REBATIZADA

    Em 1930, Constantinopla, a maior cidade da Turquia, antiga capital do Império Romano do Oriente ou Império Bizantino e do Império Otomano, muda de nome para Istambul.

A cidade nasce como Bizâncio em 657 antes de Cristo e mantém a independência até ser anexada ao Império Persa por Dario I em 512 AC. O domínio persa vai até 478 AC quando os gregos conquistam a cidade no contra-ataque à Segunda Invasão Persa da Grécia. Sem guerra, através de um acordo para pagamento de impostos, Bizâncio entra para o Império Romano em 150 AC.

Bizâncio vira Constantinopla em 11 de maio de 330 depois de Cristo, quando o imperador Constantino a torna capital do Império Romano. Com a divisão entre Império Romano do Ocidente, com capital em Roma, e Império Romano do Oriente, em 395, Constantinopla se torna capital do Império Romano do Oriente ou Império Bizantino.

Com a queda do Império Romano do Ocidente, em 476, é a capital do que resta do império que dominou a Europa na Antiguidade e preserva a cultura greco-romana, base da civilização ocidental, durante a Idade Média. Do século 5 ao início do século 13, Constantinopla é a cidade mais rica da Europa e uma ponte com a Ásia.

A queda de Constantinopla para os turcos do Império Otomano sob a liderança de Mehmet II, em 29 de maio de 1453, é o marco do fim da Idade Média. A cidade se torna capital de mais um império.

Depois da derrota na Primeira Guerra Mundial (1914-18), o Califado do Império Otomano é dissolvido em 3 de março de 1923. Nasce a República da Turquia, com capital em Ancara, e rebatiza Constantinopla como Istambul, que continua sendo a cidade mais importante. O atual presidente e protoditador, Recep Tayyip Erdogan, começou a carreira política como prefeito de Istambul e é chamado de Sultão por sua ambição de restaurar a glória do Império Otomano.

FRANCO TOMA MADRI

    Em 1939, no fim da Guerra Civil Espanhola (1936-39), as forças do generalíssimo Francisco Franco tomam Madri a caminho de derrubar a república democrática. 

A guerra civil é uma revolta de militares conservadores e nacionalistas encorajados por fazendeiros, empresários e a Igreja Católica contra o governo republicano, que tinha mais apoio entre os trabalhadores e a classe média.

Depois do pronunciamento do general Emilio Mola, uma tentativa de golpe não consegue assumir o controle de todo o país em 17 e 18 de julho de 1936 e deflagra uma guerra feroz. 

Os nacionalistas têm o apoio da Alemanha Nazista de Adolf Hitler e da Itália Fascista de Benito Mussolini, enquanto os republicanos têm a ajuda da União Soviética de Josef Stalin e de Brigadas Internacionais formadas por voluntários da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina.

O controle da capital é decisivo para a vitória. Os nacionalistas lançam um ataque a Madri de 8 a 23 de novembro de 1936. Sem sucesso na primeira investida, os franquistas cercam a capital espanhola até tomar a cidade dois anos e quatro meses depois.

ACIDENTE NUCLEAR NOS EUA

    Em 1979, às 4h da madrugada, a válvula de pressão do reator da Unidade 2 da usina nuclear de Three Mile Island não fecha direito e a água de resfriamento do sistema, contaminada pela radiação, vaza para prédios próximos enquanto o núcleo do reator superaquece perigosamente, no pior acidente nuclear da história dos Estados Unidos.

A usina de Three Mile Island é construída em 1974 numa barra do Rio Susquehanna, a 16 quilômetros de Harrisburg, a capital do estado da Pensilvânia. Em 1978, é inaugurado o reator nº 2, apresentado como capaz de gerar energia a preços razoáveis para o consumidor durante a primeira crise do petróleo.

Quando o sistema de arrefecimento começa a vazar, na madrugada do acidente, bombas de água para resfriamento de emergência passam a funcionar automaticamente. São capazes de resolver o problema. Mas, além da falha mecânica da válvula, há o erro humano.

Na confusão, os operadores do reator desligam o sistema d'água de emergência. O reator também é desligado, mas o calor residual da fissão nuclear continua sendo liberado.

De manhã, a temperatura do núcleo do reator chega a 4 mil graus centígrados. Com 5 mil graus, o núcleo do reator derrete e entra terra adentro contaminando toda a região.

Enquanto os operadores tentam entender o que está acontecendo, a água contaminada que escapa pela válvula danificada libera gases radioativos dentro da usina.

Pouco depois das 8h, a notícia se espalha pelo mundo. A empresa dona da usina, Metropolitan Edison, tenta minimizar o problema. Alega que não há aumento da radiação nos arredores da usina, mas no mesmo dia inspetores constatam um nível maior de radiação. O governador da Pensilvânia, Dick Thornburgh, cogita evacuar a região.

Por volta das 20h, os engenheiros responsáveis percebem que precisam religar as bombas de água do sistema de resfriamento do reator. A temperatura começa a cair e a pressão interna no reator baixa.

Faltava menos de uma hora para fusão total. Mais da metade do núcleo do reator está destruída ou fundida, mas a proteção está intacta. A situação parece controlada.

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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 2 de Outubro

DARWIN VOLTA À INGLATERRA

    Em 1836, o naturalista Charles Darwin chega a Falmouth, na Cornualha, no Sudoeste da Inglaterra, depois de cinco anos de viagem a bordo do navio Beagle em que coleta espécimens e faz observações que servem de base à sua Teoria da Evolução das Espécies através da seleção natural e da seleção sexual, que seria apresentada no livro A Origem das Espécies.

O objetivo da expedição é fazer um levantamento cartográfico da costa da América do Sul, inclusive a longitude do Rio de Janeiro. A viagem é retardada pelo mau tempo. Sob o comando do capitão Robert FitzRoy, o Beagle zarpa em 27 de dezembro de 1831. Passa pela Ilha da Madeira e as Ilhas Canárias. O diário começa no Arquipélago de Cabo Verde.

Da África, passa pelos Rochedos de São Pedro e Paulo e Fernando de Noronha. Chega ao Brasil em Salvador, onde fica maravilhado pela floresta tropical e chocado pela escravidão, abolida no Reino Unido em 1807 e no Império Britânico em 1834.

Durante toda a viagem, Darwin desce várias vezes na terra para mandar cartas e coleções para a Inglaterra. Ele explora a Patagônia com gaúchos e os vê laçando emas com boleadeiras. Encontra ossos gigantes de espécies extintas. Chega às Ilhas Malvinas em 1833, pouco depois de serem ocupadas pelos ingleses, causa da guerra de 1982.

Em 13 de agosto de 1833, Darwin conhece o general, caudilho e ditador argentino Juan Manuel de Rosas, governador da Província de Buenos Aires, que trava uma guerra de extermínio contra os índios da Patagônia, e fica indignado com brutalidade do que talvez seja o caudilho mais importante da história da América Latina.

O Beagle dá a volta pelo Sul do continente. No Chile, Darwin vai Valdívia, Concepción e Valparaíso, onde compra cavalos para chegar até Mendoza, na Argentina, na Cordilheira dos Andes. Depois, para em Lima e uma semana depois, em 15 de setembro de 1835, chega às Ilhas Galápagos, no Equador, onde se impressiona com as tartarugas-gigantes, que lhe parecem antediluvianas.

A expedição deixa Galápagos em 20 de outubro e segue rumo ao Taiti, à Austrália e à Nova Zelândia. Darwin está impactado com o contado com homens que considera selvagens, os fueguinos da Terra do Fogo e os maoris da Nova Zelândia, que vê como inferiores aos taitianos, vivendo em casas "sujas e imundas". Com uma visão imperialista, vê benefício nas fazendas dos colonos. Gosta mais da Austrália, onde chega em 12 de janeiro de 1836, especialmente da cidade de Sídnei.

Em Albany, na Austrália, o biólogo participa de uma dança aborígene, que descreve "uma cena rude e bárbara" com "tudo se movimentando numa harmonia horrível", mas gosta dos aborígenes, "bem-humorados" e "com espírito elevado".

O Beagle chega em 1º de abril de 1836 à Ilha dos Cocos, no Oceano Índico, que tem uma economia baseada no coco. Em 31 de maio, Darwin desembarca no Cabo da Boa Esperança, onde sabe por carta da irmã que suas cartas sobre a geologia da América do Sul foram publicadas.

Darwin deixa a Cidade do Cabo em 18 de junho, passa pela Ilha de Santa Helena, volta a Salvador e vai a Olinda e Recife, onde fica mais uma vez revoltado com a escravidão. Com ironia, "comemora" o fato de que o Brasil, um país escravocrata, seja o único país onde é maltratado.

Na etapa final da viagem, o Beagle sai de Pernambuco em 19 de agosto de 1836, reabastece no Arquipélago dos Açores e chega à Inglaterra em 2 de outubro.

FASCISTAS INVADEM ETIÓPIA

    Em 1935, o imperador Hailé Salassié ordena a mobilização do Exército diante de informações de que a Itália Fascista de Benito Mussolini está prestes a invadir a Etiópia. É o início da Segunda Guerra Ítalo-Etíope.

A Etiópia é um dos poucos países independentes em uma África dominada pelo imperialismo europeu em 1934. Um incidente na fronteira com a Somália, colonizada pela Itália, serve de pretexto para a invasão fascista em 3 de outubro de 1935.

Sob o comando de Emilio de Bono, depois substituído pelos generais Rodolfo Graziani e Pietro Badoglio, os italianos vencem o mal equipado e mal treinado Exército da Etiópia, mas enfrentam uma resistência feroz e usam armas químicas. Conseguem uma vitória decisiva no Lago Achangui, em 9 de abril de 1936 e tomam Adis Abeba em 5 de maio.

Hailé Salassié foge para o exílio e viaja pelo mundo pedindo apoio à independência de seu país, o que o torna num herói africano cultuado, por exemplo, pelos rastafarianos da Jamaica, apesar de ser um ditador cruel e sanguinário. Sua pregação inspira movimentos nacionalistas que lutam pela independência da África depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A pedido da Etiópia, a Liga das Nações condena a invasão e aprova sanções contra a Itália que se mostram totalmente inócuas. A conquista da Etiópia pela itália, as invasões da Manchúria e da China pelo Japão e a anexação da Áustria e da Tcheco-Eslováquia pela Alemanha Nazista são exemplos do fracasso da Liga, de como não consegue evitar a Segunda Guerra Mundial.

FIM DO LEVANTE DE VARSÓVIA

    Em 1944, os últimos rebeldes poloneses se rendem à Alemanha Nazista, que ocupa a Polônia desde o início da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Dois meses antes, sabendo do avanço do Exército Vermelho, que está derrotando as forças nazistas na frente oriental, a resistência polonesa inicia uma rebelião. 

O Levante de Varsóvia começa em 1º de agosto e dura 63 dias. Durante pelo menos 40 dias, a resistência domina a situação. É a maior empreitada militar de uma resistência na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. 

O Exército Vermelho estaciona a 10 quilômetros do centro da capital polonesa e não intervém a favor dos rebeldes. Stalin quer o controle absoluto do território conquistado, sem dividir com a resistência.

PRIMEIRO NEGRO NA SUPREMA CORTE

    Em 1967, o presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos, Earl Warren, dá posse a Thurgood Marshall, primeiro juiz negro do supremo tribunal norte-americano.

Como chefe da assessoria jurídica da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor (NAACP), Marshall defende mais de uma dúzia de causas na Suprema Corte contestando a discriminação racial, especialmente nas escolas. É um dos arquitetos da legislação que acaba com a discriminação legal nos EUA nos anos 1960s.

MORRE TOM PETTY

    Em 2017, o cantor e compositor de rock Tom Petty morre aos 66 anos em Santa Mônica, na Califórnia, de uma overdose involuntária por mistura de opioides, sedativos e antidepressivos, entre eles provavelmente fentanil, a droga que mais mata hoje nos Estados Unidos.

Thomas Earl Petty nasce em Gainesville, na Flórida, em 20 de outubro de 1950. Aos 10 anos, um tio o apresenta a Elvis Presley durante uma filmagem na Flórida. Dois anos depois, começa a tocar guitarra. Ele larga a escola no ensino médio para viajar com sua banda Mudcrutch.

Quando chega a Los Angeles, a banda se dissolve. Surgem Tom Petty and the Heartbreakers, que lançam um álbum do mesmo nome em 1976, sem grande sucesso nos Estados Unidos. Mas a música Breakdown estoura no Reino Unido.

Em 1986, os Heartbrakers tocam na turnê de Bob Dylan. Tom Petty, Dylan, o ex-beatle George Harrison, Roy Orbison e Jeff Lynne formam o supergrupo Traveling Wilburys, que ganha um Prêmio Grammy em 1989. Ele lança dois álbuns solo de grande sucesso, Full Moon Fever Wildflowers (1994), que vendeu milhões de cópias.

O divórcio de sua mulher de mais de 20 anos, em 1966, é um grande abalo psicológico. Tom Petty começa a usar heroína. Nesta época, ele lança seu álbum mais intimista, Echo (1999). Petty casa de novo em 2001, com show de Little Richard no casamento. Em 2002, Tom Petty and the Heartbreaks entram para o Rock and Roll Hall of Fame.

Outro marco da carreira com os Heartbreakers é fazer o show do intervalo do Super Bowl, a final do campeonato nacional de futebol norte-americano, a maior audiência da televisão nos EUA

Em outubro de 2017, quando os Heartbreakers festejam 40 anos, Tom Petty morre. Tem uma parada cardíaca total por overdose involuntária com uma mistura de opioides, sedativos e antidepressivos, provavelmente fentanil, a droga que matou 72 mil norte-americanos num ano.

 

JAMAL KHASHOGGI ESQUARTEJADO

   Em 2018, o jornalista saudita residente nos Estados Unidos Jamal Khashoggi entra no Consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, para pegar um documento que precisa para se casar. É torturado, esquartejado e morto, ao que tudo indica por seguranças do príncipe herdeiro Mohamed ben Salman, o homem-forte da ditadura teocrática do país.

O corpo nunca é encontrado. Uma tropa de choque saudita chega a Istambul para cometer o crime e volta para a Arábia Saudita no mesmo dia.

A morte de Khashoggi provoca uma reação internacional que isola a monarquia saudita num primeiro momento. O então presidente norte-americano Donald Trump, que fez sua primeira viagem ao exterior como presidente à Arábia Saudita, declara acreditar que o príncipe herdeiro é inocente. 

O presidente Joe Biden inicialmente trata MbS como um pária. Com a Guerra da Ucrânia e a crise energética causada pelas sanções econômicas à Rússia, tenta negociar com o príncipe saudita um aumento na produção de petróleo. MbS opta por se associar a Moscou para aumentar os preços, que rondam os US$ 100 por barril. 

domingo, 17 de agosto de 2025

Hoje na História do Mundo: 17 de Agosto

     Em 1945, Ahmed Sukarno declara a independência da Indonésia da Holanda depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e da derrota do Japão, que invade as antigas Índias Orientais Holandesas em março de 1942 para ter acesso ao petróleo do país.

A proclamação deflagra uma guerra mais conhecida como Revolução Nacional Indonésia, que vai até 27 de dezembro de 1949, quando a potência colonial finalmente concede a independência. Sukarno é o primeiro presidente do país. Governa até 1967, quando é derrubado por um golpe militar de Mohamed Suharto apoiado pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria.

MORRE ÚLTIMO LÍDER NAZISTA

    Em 1987, o líder nazista Rudolf Hess morre enforcado na prisão de Spandau, em Berlim, na Alemanha, num provável suicídio.


É até então o último sobrevivente do círculo íntimo do regime de Adolf Hitler e o único preso em Spandau desde 1966.

Rudolf Walter Richard Hess é nomeado vice de Hitler em 1933. Fica no cargo até 1941, quando foge para a Escócia em voo solo em 10 de maio, possivelmente para negociar a paz com o Reino Unido. Preso pelas autoridades britânicas, é condenado à prisão perpétua no Tribunal Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha.

CLINTON DEPÕE PERANTE JÚRI

    Em 1998, Bill Clinton é o primeiro presidente dos Estados Unidos no exercício do cargo a depor perante um tribunal do júri.


 Depois de 4 anos de investigações sobre um investimento imobiliário fracassado, o Escândalo de Whitewater ou Whitewatergate, e acusações de assédio sexual, em que o procurador especial Kenneth Starr descobriu o caso com Monica Lewinsky, estagiária da Casa Branca, Clinton chega ao tribunal, denunciado por perjúrio (mentir sob juramento) e obstrução de justiça.

Após o depoimento, Clinton faz um pronunciamento na televisão. Ele admite que teve uma "relação inapropriada" com Lewinsky, o que até então negava, e pede desculpas por enganar a mulher e o povo norte-americano, mas nega a obstrução de justiça.

Em 19 de dezembro de 1998, a Câmara dos Representantes denuncia Clinton num processo de impeachment, o que nos EUA exige maioria simples, por perjúrio e obstrução de justiça. É o segundo presidente submetido a julgamento político, depois de Andrew Johnson, em 1868. 

Cinco semanas depois, no julgamento no Senado, Clinton é considerado inocente da acusação de perjúdio com 55 votos a favor e 45 contra. Há um empate de 50-50 na acusação de obstrução de justiça. Ambas exigem maioria de dois terços ou 67 votos para afastar o presidente. Até hoje, nenhum presidente dos EUA foi condenado num processo de impeachment. Em 1974, Richard Nixon renuncia quando o impeachment é inevitável por causa do Escândalo de Watergate.

TERREMOTO NA TURQUIA

    Em 1999, um terremoto de 7,4 graus na escala aberta de Richter abala a região próxima a Izmit, na Turquia, mata 17 mil pessoas e deixa 500 mil desabrigadas.

O abalo sísmico é explorado politicamente pelo líder islâmico moderado Recep Tayyip Erdogan, que se torna primeiro-ministro em 14 de março de 2003 e presidente em 28 de agosto de 2014. Depois de um golpe militar fracassado em 15 de julho de 2016, Erdogan assume cada mais poderes ditatoriais.

HOMEM DE OURO

    Em 2008, na Olimpíada de Beijim, o nadador Michael Phelps participa da equipe dos Estados Unidos que vence o revezamento 4x100 metros nado livre e se torna o primeiro atleta a ganhar oito medalhas de ouro numa única edição dos Jogos Olímpicos, superando o nadador também norte-americano Mark Spitz, que levou sete ouros na Olimpíada de Munique, em 1972.

Ao todo, Phelps bate 37 recordes mundial e ganha 23 medalhas de ouro, 3 de prata e 2 de bronze, tornando-se o atleta olímpico mais laureado da história. Em todas as competições, ele conquista 82 medalhas, 65 de ouro, 14 de prata e 3 de bronze. 

sexta-feira, 28 de março de 2025

Hoje na História do Mundo: 28 de Março

 GUERRA DA CRIMEIA

    Em 1854, a França e o Reino Unido declaram guerra à Rússia e entram na Guerra da Crimeia (1853-56) ao lado do Império Otomano. Assim como a Guerra da Secessão (1861-65), a guerra civil dos Estados Unidos, é uma das primeiras guerras fotografadas.

Com o declínio do Império Otomano, a Rússia tenta estender sua influência à região dos Bálcãs, ao Mar Negro e ao Mar Mediterrâneo em sua busca eterna por portos que não congelem no inverno.

Em 1853, o czar Nicolau I se declara protetor dos cristãos ortodoxos e de seus lugares sagrados em Jerusalém, que é parte do Império Otomano. Quando as forças russas entram nas províncias otomanas do Rio Danúbio, a Moldávia e a Valáquia, hoje parte da Romênia, o sultão declara guerra à Rússia, em 16 de outubro.

O Império Britânico teme que a Rússia assuma o controle dos estreitos de Bósforo e Dardanelos, que ligam o Mar Mediterrâneo ao Mar Negro, bloqueando o caminho para a Índia. Na França, o imperador Napoleão III quer se apresentar como um legítimo sucessor do tio Napoleão I.

Com a derrota dos turcos numa batalha naval, a França e o Reino Unido decidem entrar na guerra. São seguidos pelo Reino da Sardenha de Vítor Emanuel II, que seria rei da Itália depois da unificação do país em 1861.

Em agosto de 1854, os aliados expulsam os russos dos Bálcãs. Para acabar logo com a guerra, desembarcam na Crimeia em 16 de setembro de 1854 e fazem um bloqueio naval e cerco terrestre à cidade de Sebastopol, base da Frota do Mar Negro da Rússia.

A Rússia vence as batalhas de Balaclava e Inkerman, mas perde outras e o conflito se arrasta pela recusa russa de aceitar os termos da paz imposta pelos inimigos.

A Guerra da Crimeia termina com a assinatura do Tratado de Paris em 30 de março de 1856. O novo czar da Rússia, Alexandre II, devolve a Bessarábia e a foz do Danúbio ao Império Otomano e à Moldávia, renuncia a qualquer pretensão territorial nos Bálcãs e é proibido de manter bases e forças navais no Mar Negro.

Com a derrota, a sociedade russa conclui que para competir com os países da Europa Ocidental precisa se modernizar. Em 1861, acaba a servidão, imposta séculos antes para que os camponeses não abandonassem a terra gelada durante o inverno.

ISTAMBUL REBATIZADA

    Em 1930, Constantinopla, a maior cidade da Turquia, antiga capital do Império Romano do Oriente ou Império Bizantino e do Império Otomano, muda de nome para Istambul.

A cidade nasce como Bizâncio em 657 antes de Cristo e mantém a independência até ser anexada ao Império Persa por Dario I em 512 AC. O domínio persa vai até 478 AC quando os gregos conquistam a cidade no contra-ataque à Segunda Invasão Persa da Grécia. Sem guerra, através de um acordo para pagamento de impostos, Bizâncio entra para o Império Romano em 150 AC.

Bizâncio vira Constantinopla em 11 de maio de 330 depois de Cristo, quando o imperador Constantino a torna capital do Império Romano. Com a divisão entre Império Romano do Ocidente, com capital em Roma, e Império Romano do Oriente, em 395, Constantinopla se torna capital do Império Romano do Oriente ou Império Bizantino.

Com a queda do Império Romano do Ocidente, em 476, é a capital do que resta do império que dominou a Europa na Antiguidade e preserva a cultura greco-romana durante a Idade Média. Do século 5 ao início do século 13, Constantinopla é a cidade mais rica da Europa e uma ponte com a Ásia.

A queda de Constantinopla para os turcos do Império Otomano sob a liderança de Mehmet II, em 29 de maio de 1453, é o marco do fim da Idade Média. A cidade se torna capital de mais um império.

Depois da derrota na Primeira Guerra Mundial (1914-18), o Califado do Império Otomano é dissolvido em 3 de março de 1923. Nasce a República da Turquia, com capital em Ancara, e rebatiza Constantinopla como Istambul, que continua sendo a cidade mais importante. O atual presidente e protoditador, Recep Tayyip Erdogan, começou a carreira política como prefeito de Istambul e é chamado de Sultão por sua ambição de restaurar a glória do Império Otomano.

FRANCO TOMA MADRI

    Em 1939, no fim da Guerra Civil Espanhola (1936-39), as forças do generalíssimo Francisco Franco tomam Madri a caminho de derrubar a república democrática. 

A guerra civil é uma revolta de militares conservadores e nacionalistas encorajados por fazendeiros, empresários e a Igreja Católica contra o governo republicano, que tinha mais apoio entre os trabalhadores e a classe média.

Depois do pronunciamento do general Emilio Mola, uma tentativa de golpe não consegue assumir o controle de todo o país em 17 e 18 de julho de 1936, há uma guerra feroz. 

Os nacionalistas têm o apoio da Alemanha Nazista de Adolf Hitler e da Itália Fascista de Benito Mussolini, enquanto os republicanos tem a ajuda da União Soviética de Josef Stalin e de Brigadas Internacionais formadas por voluntários da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina.

O controle da capital é decisivo para a vitória. Os nacionalistas lançam um ataque a Madri de 8 a 23 de novembro de 1936. Sem sucesso na primeira investida, os franquistas cercam a capital espanhola até tomarem a cidade dois anos e quatro meses depois.

ACIDENTE NUCLEAR NOS EUA

    Em 1979, às 4h da madrugada, a válvula de pressão do reator da Unidade 2 da usina nuclear de Three Mile Island não fecha direito e a água de resfriamento do sistema, contaminada pela radiação, vaza para prédios próximos enquanto o núcleo do reator superaquece perigosamente, no pior acidente nuclear da história dos Estados Unidos.

A usina de Three Mile Island é construída em 1974 numa barra do Rio Susquehanna, a 16 quilômetros de Harrisburg, a capital do estado da Pensilvânia. Em 1978, é inaugurado o reator nº 2, apresentado como capaz de gerar energia a preços razoáveis para o consumidor durante a primeira crise do petróleo.

Quando o sistema de arrefecimento começa a vazar, na madrugada do acidente, bombas de água para resfriamento de emergência passam a funcionar automaticamente. São capazes de resolver o problema. Mas, além da falha mecânica da válvula, há o erro humano.

Na confusão, os operadores do reator desligam o sistema d'água de emergência. O reator também é desligado, mas o calor residual da fissão nuclear continua sendo liberado.

De manhã, a temperatura do núcleo do reator chega a 4 mil graus centígrados. Com 5 mil graus, o núcleo do reator derrete e entra terra adentro contaminando toda a região.

Enquanto os operadores tentam entender o que está acontecendo, a água contaminada que escapa pela válvula danificada libera gases radioativos dentro da usina.

Pouco depois das 8h, a notícia se espalha pelo mundo. A empresa dona da usina, Metropolitan Edison, tenta minimizar o problema. Alega que não há aumento da radiação nos arredores da usina, mas no mesmo dia inspetores constatam um nível maior de radiação. O governador da Pensilvânia, Dick Thornburgh, cogita evacuar a região.

Por volta das 20h, os engenheiros responsáveis percebem que precisam religar as bombas de água do sistema de resfriamento do reator. A temperatura começa a cair e a pressão interna no reator baixa.

Faltava menos de uma hora para fusão total. Mais da metade do núcleo do reator está destruída ou fundida, mas a proteção está intacta. A situação parece controlada.

quinta-feira, 20 de março de 2025

Turcos protestam em massa contra prisão do líder da oposição

Milhões de pessoas saíram às ruas das principais cidades da Turquia ontem em protesto contra a prisão do prefeito de Istambul e principal líder da oposição no país, Ekrem Imamoglu (foto). Sua prisão com uma série de acusações forjadas consolida a ditadura do presidente Recep Tayyip Erdogan, chamado pelos críticos de “Sultão louco”. 
O governo impôs um toque de recolher noturno em várias regiões da Turquia e desligou a Internet. Erdogan estaria escondido em local secreto. Há rumores de que o Exército recebeu ordens de abandonar posições que ocupa na vizinha Síria para conter a revolta na Turquia.

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Hoje na História do Mundo: 2 de Outubro

DARWIN VOLTA À INGLATERRA

    Em 1836, o naturalista Charles Darwin chega a Falmouth, na Cornualha, no Sudoeste da Inglaterra, depois de cinco anos de viagem a bordo do navio Beagle em que coleta espécimens e faz observações que servem de base à sua Teoria da Evolução das Espécies através da seleção natural e da seleção sexual, que seria apresentada no livro A Origem das Espécies.

O objetivo da expedição é fazer um levantamento cartográfico da costa da América do Sul, inclusive a longitude do Rio de Janeiro. A viagem é retardada pelo mau tempo. Sob o comando do capitão Robert FitzRoy, o Beagle zarpa em 27 de dezembro de 1831. Passa pela Ilha da Madeira e as Ilhas Canárias. O diário começa no Arquipélago de Cabo Verde.

Da África, passa pelos Rochedos de São Pedro e Paulo e Fernando de Noronha. Chega ao Brasil em Salvador, onde fica maravilhado pela floresta tropical e chocado pela escravidão, abolida no Reino Unido em 1807 e no Império Britânico em 1834.

Durante toda a viagem, Darwin desce várias vezes na terra para mandar cartas e coleções para a Inglaterra. Ele explora a Patagônia com gaúchos e os vê laçando emas com boleadeiras. Encontra ossos gigantes de espécies extintas. Chega às Ilhas Malvinas em 1833, pouco depois de serem ocupadas pelos ingleses, causa da guerra de 1982.

Em 13 de agosto de 1833, Darwin conhece o general, caudilho e ditador argentino Juan Manuel de Rosas, governador da Província de Buenos Aires, que trava uma guerra de extermínio contra os índios da Patagônia, e fica indignado com brutalidade do que talvez seja o caudilho mais importante da história da América Latina.

O Beagle dá a volta pelo Sul do continente. No Chile, Darwin vai Valdívia, Concepción e Valparaíso, onde compra cavalos para chegar até Mendoza, na Argentina, na Cordilheira dos Andes. Depois, para em Lima e uma semana depois, em 15 de setembro de 1835, chega às Ilhas Galápagos, no Equador, onde se impressiona com as tartarugas-gigantes, que lhe parecem antediluvianas.

A expedição deixa Galápagos em 20 de outubro e segue rumo ao Taiti, à Austrália e à Nova Zelândia. Darwin está impactado com o contado com homens que considera selvagens, os fueguinos da Terra do Fogo e os maoris da Nova Zelândia, que vê como inferiores aos taitianos, vivendo em casas "sujas e imundas". Com uma visão imperialista, vê benefício nas fazendas dos colonos. Gosta mais da Austrália, onde chega em 12 de janeiro de 1836, especialmente da cidade de Sídnei.

Em Albany, na Austrália, o biólogo participa de uma dança aborígene, que descreve "uma cena rude e bárbara" com "tudo se movimentando numa harmonia horrível", mas gosta dos aborígenes, "bem-humorados" e "com espírito elevado".

O Beagle chega em 1º de abril de 1836 à Ilha dos Cocos, no Oceano Índico, que tem uma economia baseada no coco. Em 31 de maio, Darwin desembarca no Cabo da Boa Esperança, onde sabe por carta da irmã que suas cartas sobre a geologia da América do Sul foram publicadas.

Darwin deixa a Cidade do Cabo em 18 de junho, passa pela Ilha de Santa Helena, volta a Salvador e vai a Olinda e Recife, onde fica mais uma vez revoltado com a escravidão. Com ironia, "comemora" o fato de que o Brasil, um país escravocrata, seja o único país onde é maltratado.

Na etapa final da viagem, o Beagle sai de Pernambuco em 19 de agosto de 1836, reabastece no Arquipélago dos Açores e chega à Inglaterra em 2 de outubro.

FASCISTAS INVADEM ETIÓPIA

    Em 1935, o imperador Hailé Salassié ordena a mobilização do Exército diante de informações de que a Itália Fascista de Benito Mussolini está prestes a invadir a Etiópia. É o início da Segunda Guerra Ítalo-Etíope.

A Etiópia é um dos poucos países independentes em uma África dominada pelo imperialismo europeu em 1934. Um incidente na fronteira com a Somália, colonizada pela Itália, serve de pretexto para a invasão fascista em 3 de outubro de 1935.

Sob o comando de Emilio de Bono, depois substituído pelos generais Rodolfo Graziani e Pietro Badoglio, os italianos vencem o mal equipado e mal treinado Exército da Etiópia, mas enfrentam uma resistência feroz e usam armas químicas. Conseguem uma vitória decisiva no Lago Achangui, em 9 de abril de 1936 e tomam Adis Abeba em 5 de maio.

Hailé Salassié foge para o exílio e viaja pelo mundo pedindo apoio à independência de seu país, o que o torna num herói africano cultuado, por exemplo, pelos rastafarianos da Jamaica, apesar de ser um ditador cruel e sanguinário. Sua pregação inspira movimentos nacionalistas que lutam pela independência da África depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A pedido da Etiópia, a Liga das Nações condena a invasão e aprova sanções contra a Itália que se mostram totalmente inócuas. A conquista da Etiópia pela itália, as invasões da Manchúria e da China pelo Japão e a anexação da Áustria e da Tcheco-Eslováquia pela Alemanha Nazista são exemplos do fracasso da Liga, de como não consegue evitar a Segunda Guerra Mundial.

FIM DO LEVANTE DE VARSÓVIA

    Em 1944, os últimos rebeldes poloneses se rendem à Alemanha Nazista, que ocupa a Polônia desde o início da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Dois meses antes, sabendo do avanço do Exército Vermelho, que está derrotando as forças nazistas na frente oriental, a resistência polonesa inicia uma rebelião. 

O Levante de Varsóvia começa em 1º de agosto e dura 63 dias. Durante pelo menos 40 dias, a resistência domina a situação. É a maior empreitada militar de uma resistência na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. 

O Exército Vermelho estaciona a 10 quilômetros do centro da capital polonesa e não intervém a favor dos rebeldes. Stalin quer o controle absoluto do território conquistado, sem dividir com a resistência.

PRIMEIRO NEGRO NA SUPREMA CORTE

    Em 1967, o presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos, Earl Warren, dá posse a Thurgood Marshall, primeiro juiz negro do supremo tribunal norte-americano.

Como chefe da assessoria jurídica da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor (NAACP), Marshall defende mais de uma dúzia de causas na Suprema Corte contestando a discriminação racial, especialmente nas escolas. É um dos arquitetos da legislação que acaba com a discriminação legal nos EUA nos anos 1960s.

MORRE TOM PETTY

    Em 2017, o cantor e compositor de rock Tom Petty morre aos 66 anos em Santa Mônica, na Califórnia, de uma overdose involuntária por mistura de opioides, sedativos e antidepressivos, entre eles provavelmente fentanil, a droga que mais mata hoje nos Estados Unidos.

Thomas Earl Petty nasce em Gainesville, na Flórida, em 20 de outubro de 1950. Aos 10 anos, um tio o apresenta a Elvis Presley durante uma filmagem na Flórida. Dois anos depois, começa a tocar guitarra. Ele larga a escola no ensino médio para viajar com sua banda Mudcrutch.

Quando chega a Los Angeles, a banda se dissolve. Surgem Tom Petty and the Heartbreakers, que lançam um álbum do mesmo nome em 1976, sem grande sucesso nos Estados Unidos. Mas a música Breakdown estoura no Reino Unido.

Em 1986, os Heartbrakers tocam na turnê de Bob Dylan. Tom Petty, Dylan, o ex-beatle George Harrison, Roy Orbison e Jeff Lynne formam o supergrupo Traveling Wilburys, que ganha um Prêmio Grammy em 1989. Ele lança dois álbuns solo de grande sucesso, Full Moon Fever Wildflowers (1994), que vendeu milhões de cópias.

O divórcio de sua mulher de mais de 20 anos, em 1966, é um grande abalo psicológico. Tom Petty começa a usar heroína. Nesta época, ele lança seu álbum mais intimista, Echo (1999). Petty casa de novo em 2001, com show de Little Richard no casamento. Em 2002, Tom Petty and the Heartbreaks entram para o Rock and Roll Hall of Fame.

Outro marco da carreira com os Heartbreakers é fazer o show do intervalo do Super Bowl, a final do campeonato nacional de futebol norte-americano, a maior audiência da televisão nos EUA

Em outubro de 2017, quando os Heartbreakers festejam 40 anos, Tom Petty morre. Tem uma parada cardíaca total por overdose involuntária com uma mistura de opioides, sedativos e antidepressivos, provavelmente fentanil, a droga que matou 72 mil norte-americanos num ano.

 

JAMAL KHASHOGGI ESQUARTEJADO

   Em 2018, o jornalista saudita residente nos Estados Unidos Jamal Khashoggi entra no Consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, para pegar um documento que precisa para se casar. É torturado, esquartejado e morto, ao que tudo indica por seguranças do príncipe herdeiro Mohamed ben Salman, o homem-forte da ditadura teocrática do país.

O corpo nunca é encontrado. Uma tropa de choque saudita chega a Istambul para cometer o crime e volta para a Arábia Saudita no mesmo dia.

A morte de Khashoggi provoca uma reação internacional que isola a monarquia saudita num primeiro momento. O então presidente norte-americano Donald Trump, que fez sua primeira viagem ao exterior como presidente à Arábia Saudita, declara acreditar que o príncipe herdeiro é inocente. 

O presidente Joe Biden inicialmente trata MbS como um pária. Com a Guerra da Ucrânia e a crise energética causada pelas sanções econômicas à Rússia, tenta negociar com o príncipe saudita um aumento na produção de petróleo. MbS opta por se associar a Moscou para aumentar os preços, que rondam os US$ 100 por barril.

sábado, 17 de agosto de 2024

Hoje na História do Mundo: 17 de Agosto

INDEPENDÊNCIA DA INDONÉSIA

    Em 1945, Ahmed Sukarno declara a independência da Indonésia da Holanda depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e da derrota do Japão, que invade as antigas Índias Orientais Holandesas em março de 1942 para ter acesso ao petróleo do país.

A proclamação deflagra uma guerra mais conhecida como Revolução Nacional Indonésia, que vai até 27 de dezembro de 1949, quando a potência colonial finalmente concede a independência. Sukarno é o primeiro presidente do país. Governa até 1967, quando é derrubado por um golpe militar de Mohamed Suharto apoiado pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria.

MORRE ÚLTIMO LÍDER NAZISTA

    Em 1987, o líder nazista Rudolf Hess morre enforcado na prisão de Spandau, em Berlim, na Alemanha, num provável suicídio.


É até então o último sobrevivente do círculo íntimo do regime de Adolf Hitler e o único preso em Spandau desde 1966.

Rudolf Walter Richard Hess é nomeado vice de Hitler em 1933. Fica no cargo até 1941, quando foge para a Escócia em voo solo em 10 de maio, possivelmente para negociar a paz com o Reino Unido. Preso pelas autoridades britânicas, é condenado à prisão perpétua no Tribunal Crimes de Guerra de Nurembergue, na Alemanha.

CLINTON DEPÕE PERANTE JÚRI

    Em 1998, Bill Clinton é o primeiro presidente dos Estados Unidos no exercício do cargo a depor perante um tribunal do júri.


 Depois de 4 anos de investigações sobre um investimento imobiliário fracassado, o Escândalo de Whitewater ou Whitewatergate, e acusações de assédio sexual, em que o procurador especial Kenneth Starr descobriu o caso com Monica Lewinsky, estagiária da Casa Branca, Clinton chega ao tribunal, denunciado por perjúrio (mentir sob juramento) e obstrução de justiça.

Após o depoimento, Clinton faz um pronunciamento na televisão. Ele admite que teve uma "relação inapropriada" com Lewinsky, o que até então negava, e pede desculpas por enganar a mulher e o povo norte-americano, mas nega a obstrução de justiça.

Em 19 de dezembro de 1998, a Câmara dos Representantes denuncia Clinton num processo de impeachment, o que nos EUA exige maioria simples, por perjúrio e obstrução de justiça. É o segundo presidente submetido a julgamento político, depois de Andrew Johnson, em 1868. 

Cinco semanas depois, no julgamento no Senado, Clinton é considerado inocente da acusação de perjúdio com 55 votos a favor e 45 contra. Há um empate de 50-50 na acusação de obstrução de justiça. Ambas exigem maioria de dois terços ou 67 votos para afastar o presidente. Até hoje, nenhum presidente dos EUA foi condenado num processo de impeachment.

TERREMOTO NA TURQUIA

    Em 1999, um terremoto de 7,4 graus na escala aberta de Richter abala a região próxima a Izmit, na Turquia, mata 17 mil pessoas e deixa 500 mil desabrigadas.

O abalo sísmico é explorado politicamente pelo líder islâmico moderado Recep Tayyip Erdogan, que se torna primeiro-ministro em 14 de março de 2003 e presidente em 28 de agosto de 2014. Depois de um golpe militar fracassado em 15 de julho de 2016, Erdogan assume cada mais poderes ditatoriais.

HOMEM DE OURO

    Em 2008, na Olimpíada de Beijim, o nadador Michael Phelps participa da equipe dos Estados Unidos que vence o revezamento 4x100 metros nado livre e se torna o primeiro atleta a ganhar oito medalhas de ouro numa única edição dos Jogos Olímpicos, superando o nadador também norte-americano Mark Spitz, que levou sete ouros na Olimpíada de Munique, em 1972.

Ao todo, Phelps bate 37 recordes mundial e ganha 23 medalhas de ouro, 3 de prata e 2 de bronze, tornando-se o atleta olímpico mais laureado da história. Em todas as competições, ele conquista 82 medalhas, 65 de ouro, 14 de prata e 3 de bronze.