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sábado, 28 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 28 de Março

NASCE FRA BARTOLOMEO

    Em 1472, nasce em Florença Bartolomeo di Paolo di Jacopo del Fattorino ou Baccio della Porta, seu primeiro apelido, um dos grandes expoentes do Renascimento, o pintor conhecido como Fra Bartolomeo.

Aluno da oficina de Cosimo Rosselli, cria seu próprio ateliê com o pintor Mariotto Albertinelli. Em 1499, é contratado para pintar um grande afresco, O Juízo Final, numa das capelas do cemitério de Santa Maria Nova.

Sob influência do religioso dominicano Girolamo Savornarola, em 1500, Fra Bartolomeo vai para um convento. Um ano depois, abandona a pintura. Volta a pintar em 1504 com temas religiosos. Em 1508, visita Veneza e assimila o estilo veneziano, com harmonias de cores mais ricas.

Durante uma visita a Roma, em 1514, Fra Bartolomeo conhece a obra de Rafael e os afrescos de Michelangelo no teto da Capela Sixtina, no Vaticano, e imprime a sua obra maior expressão dramática. Ele morre em Florença aos 45 anos, em 31 de outubro de 1517.

 GUERRA DA CRIMEIA

    Em 1854, a França e o Reino Unido declaram guerra à Rússia e entram na Guerra da Crimeia (1853-56) ao lado do Império Otomano. Ao lado da Guerra da Secessão (1861-65), a guerra civil dos Estados Unidos, é uma das primeiras guerras fotografadas.

Com o declínio do Império Otomano, a Rússia tenta estender sua influência à região dos Bálcãs, ao Mar Negro e ao Mar Mediterrâneo em sua busca eterna por portos que não congelem no inverno.

Em 1853, o czar Nicolau I se declara protetor dos cristãos ortodoxos e de seus lugares sagrados em Jerusalém, que é parte do Império Otomano. Quando as forças russas entram nas províncias otomanas do Rio Danúbio, a Moldávia e a Valáquia, hoje parte da Romênia, o sultão declara guerra à Rússia, em 16 de outubro.

O Império Britânico teme que a Rússia assuma o controle dos estreitos de Bósforo e Dardanelos, que ligam o Mar Mediterrâneo ao Mar Negro, bloqueando o caminho para a Índia. Na França, o imperador Napoleão III quer se apresentar como um legítimo sucessor do tio Napoleão I.

Com a derrota dos turcos numa batalha naval, a França e o Reino Unido decidem entrar na guerra. São seguidos pelo Reino da Sardenha de Vítor Emanuel II, que seria rei da Itália depois da unificação do país em 1861.

Em agosto de 1854, os aliados expulsam os russos dos Bálcãs. Para acabar logo com a guerra, desembarcam na Crimeia em 16 de setembro de 1854 e fazem um bloqueio naval e cerco terrestre à cidade de Sebastopol, base da Frota do Mar Negro da Rússia.

A Rússia vence as batalhas de Balaclava e Inkerman, mas perde outras e o conflito se arrasta pela recusa russa de aceitar os termos da paz imposta pelos inimigos.

A Guerra da Crimeia termina com a assinatura do Tratado de Paris em 30 de março de 1856. O novo czar da Rússia, Alexandre II, devolve a Bessarábia e a foz do Danúbio ao Império Otomano e à Moldávia, renuncia a qualquer pretensão territorial nos Bálcãs e é proibido de manter bases e forças navais no Mar Negro.

Com a derrota, a sociedade russa conclui que para competir com os países da Europa Ocidental precisa se modernizar. Em 1861, acaba a servidão, imposta séculos antes para que os camponeses não abandonassem a terra congelada durante o inverno.

ISTAMBUL REBATIZADA

    Em 1930, Constantinopla, a maior cidade da Turquia, antiga capital do Império Romano do Oriente ou Império Bizantino e do Império Otomano, muda de nome para Istambul.

A cidade nasce como Bizâncio em 657 antes de Cristo e mantém a independência até ser anexada ao Império Persa por Dario I em 512 AC. O domínio persa vai até 478 AC quando os gregos conquistam a cidade no contra-ataque à Segunda Invasão Persa da Grécia. Sem guerra, através de um acordo para pagamento de impostos, Bizâncio entra para o Império Romano em 150 AC.

Bizâncio vira Constantinopla em 11 de maio de 330 depois de Cristo, quando o imperador Constantino a torna capital do Império Romano. Com a divisão entre Império Romano do Ocidente, com capital em Roma, e Império Romano do Oriente, em 395, Constantinopla se torna capital do Império Romano do Oriente ou Império Bizantino.

Com a queda do Império Romano do Ocidente, em 476, é a capital do que resta do império que dominou a Europa na Antiguidade e preserva a cultura greco-romana, base da civilização ocidental, durante a Idade Média. Do século 5 ao início do século 13, Constantinopla é a cidade mais rica da Europa e uma ponte com a Ásia.

A queda de Constantinopla para os turcos do Império Otomano sob a liderança de Mehmet II, em 29 de maio de 1453, é o marco do fim da Idade Média. A cidade se torna capital de mais um império.

Depois da derrota na Primeira Guerra Mundial (1914-18), o Califado do Império Otomano é dissolvido em 3 de março de 1923. Nasce a República da Turquia, com capital em Ancara, e rebatiza Constantinopla como Istambul, que continua sendo a cidade mais importante. O atual presidente e protoditador, Recep Tayyip Erdogan, começou a carreira política como prefeito de Istambul e é chamado de Sultão por sua ambição de restaurar a glória do Império Otomano.

FRANCO TOMA MADRI

    Em 1939, no fim da Guerra Civil Espanhola (1936-39), as forças do generalíssimo Francisco Franco tomam Madri a caminho de derrubar a república democrática. 

A guerra civil é uma revolta de militares conservadores e nacionalistas encorajados por fazendeiros, empresários e a Igreja Católica contra o governo republicano, que tinha mais apoio entre os trabalhadores e a classe média.

Depois do pronunciamento do general Emilio Mola, uma tentativa de golpe não consegue assumir o controle de todo o país em 17 e 18 de julho de 1936 e deflagra uma guerra feroz. 

Os nacionalistas têm o apoio da Alemanha Nazista de Adolf Hitler e da Itália Fascista de Benito Mussolini, enquanto os republicanos têm a ajuda da União Soviética de Josef Stalin e de Brigadas Internacionais formadas por voluntários da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina.

O controle da capital é decisivo para a vitória. Os nacionalistas lançam um ataque a Madri de 8 a 23 de novembro de 1936. Sem sucesso na primeira investida, os franquistas cercam a capital espanhola até tomar a cidade dois anos e quatro meses depois.

ACIDENTE NUCLEAR NOS EUA

    Em 1979, às 4h da madrugada, a válvula de pressão do reator da Unidade 2 da usina nuclear de Three Mile Island não fecha direito e a água de resfriamento do sistema, contaminada pela radiação, vaza para prédios próximos enquanto o núcleo do reator superaquece perigosamente, no pior acidente nuclear da história dos Estados Unidos.

A usina de Three Mile Island é construída em 1974 numa barra do Rio Susquehanna, a 16 quilômetros de Harrisburg, a capital do estado da Pensilvânia. Em 1978, é inaugurado o reator nº 2, apresentado como capaz de gerar energia a preços razoáveis para o consumidor durante a primeira crise do petróleo.

Quando o sistema de arrefecimento começa a vazar, na madrugada do acidente, bombas de água para resfriamento de emergência passam a funcionar automaticamente. São capazes de resolver o problema. Mas, além da falha mecânica da válvula, há o erro humano.

Na confusão, os operadores do reator desligam o sistema d'água de emergência. O reator também é desligado, mas o calor residual da fissão nuclear continua sendo liberado.

De manhã, a temperatura do núcleo do reator chega a 4 mil graus centígrados. Com 5 mil graus, o núcleo do reator derrete e entra terra adentro contaminando toda a região.

Enquanto os operadores tentam entender o que está acontecendo, a água contaminada que escapa pela válvula danificada libera gases radioativos dentro da usina.

Pouco depois das 8h, a notícia se espalha pelo mundo. A empresa dona da usina, Metropolitan Edison, tenta minimizar o problema. Alega que não há aumento da radiação nos arredores da usina, mas no mesmo dia inspetores constatam um nível maior de radiação. O governador da Pensilvânia, Dick Thornburgh, cogita evacuar a região.

Por volta das 20h, os engenheiros responsáveis percebem que precisam religar as bombas de água do sistema de resfriamento do reator. A temperatura começa a cair e a pressão interna no reator baixa.

Faltava menos de uma hora para fusão total. Mais da metade do núcleo do reator está destruída ou fundida, mas a proteção está intacta. A situação parece controlada.

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quarta-feira, 11 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 11 de Março

GRIPE ESPANHOLA

    Em 1918, são diagnosticados os primeiros casos da gripe espanhola nos Estados Unidos. É a maior pandemia do século 20 e uma das maiores da história, com total de mortes estimado em 50 milhões em dois anos.

Não se sabe a origem exata da gripe espanhola. Como a doença é propagada pela movimentação de soldados no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), os países que estão em guerra, como Alemanha, EUA, França e Reino Unido, censuram a notícia. Na Espanha, que não está em guerra, não há censura. Isso passa a impressão de que é um dos países mais atingidos, daí o nome.

A primeira onda é registrada em março de 1918. A segunda, em agosto de 1918, é muito mais forte e mais letal. É uma gripe que evolui para pneumonia e mata às vezes em apenas dois dias.

Pelo menos 12,5 milhões de indianos, 550 mil norte-americanos e 35 mil brasileiros morrem de gripe espanhola.

GORBACHEV LÍDER COMUNISTA

    Em 1985, Mikhail Gorbachev é eleito secretário-geral do Partido Comunista da União Sovíetica e inicia uma abertura política (glasnost) e uma reforma econômica (perestroika) que acabam por destruir a pátria do comunismo.

Gorbachev é comissário da agricultura antes de virar chefe do partido. Durante visita ao Canadá em 1983, um país com o mesmo inverno rigoroso, mas nível de desenvolvimento muito maior, ele percebe a necessidade de mudar o sistema para recuperar a economia soviética.

Como parte de suas reformas, está o degelo na Guerra Fria, a necessidade de parar a corrida armamentista nuclear para que a URSS possa se concentrar em seus problemas internos. Gorbachev leva liberdade, democracia e eleições como a Rússia e as outras repúblicas soviéticas nunca tiveram. Mas não basta.

O regime comunista se mostra irreformável. Uma tentativa de golpe da linha dura, em agosto de 1991, afasta Gorbachev do poder por três dias. A resistência é liderada pelo primeiro presidente eleito democraticamente da história da Rússia, Boris Yeltsin, que ao mesmo tempo toma o poder de Gorbachev e coloca o Partido Comunista na ilegalidade.

Pelo Acordo de Minsk, em 8 de dezembro de 1991, as três repúblicas do núcleo eslavo da URSS, Rússia, Ucrânia e Bielorrússia, decidem deixar a União e formar a Comunidade de Estados Independentes (CEI). No Natal, Gorbachev anuncia o fim da URSS. Em 31 de dezembro, a bandeira vermelha da URSS è arriada no Kremlin e substituída pela tricolor da Rússia.

INDEPENDÊNCIA DA LITUÂNIA

    Em 1990, depois de votação no Parlamento, a Lituânia torna-se a primeira república soviética a proclamar a independência.

A Lituânia é o maior dos países bálticos e o que fica mais ao sul. Entre os séculos 12 a 14, a Lituânia é um importante império da Europa Oriental. Em seguida, forma com a Polônia a Comunidade Polaco-Lituana. Em 1795, é ocupada pela Rússia.

Depois das revoluções de 1917 na Rússia, a Lituânia se torna um país independente de 1918 e 1940, quando é invadida pela União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Com o fim da URSS, recupera sua independência.

Em 2004, a Lituânia entra para a União Europeia (UE) e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

TERROR NA ESPANHA

    Em 2004, um atentado reivindicado pela rede terrorista Al Caeda contra a estação de Atocha do sistema de transportes de Madri mata 192 pessoas e deixa 17 mil feridos na capital da Espanha.

Pouco depois das 7h30, dez bombas explodem em quatro trens do metrô de Madri. No mesmo dia, Al Caeda assume a responsabilidade. A três dias das eleições de 14 de março, o primeiro-ministro conservador José María Aznar acusa o grupo terrorista basco ETA (Euskadi ta Askatasuna, Pátria Basca e Liberdade).

A Espanha faz parte da aliança liderada pelos Estados Unidos que invade o Iraque em 20 de março de 2003. O atentado é uma retaliação terrorista. Antes da era dos telefones inteligentes, que são computadores de bolso, os espanhóis se comunicam por mensagens de texto para denunciar a mentira do governo Aznar.

Nas eleições de 2004, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) vence o Partido Popular (PP). O novo primeiro-ministro, José Luis Rodríguez Zapatero, retira as tropas espanholas da Guerra do Iraque.

TERREMOTO DE FUKUXIMA

    Em 2011, o maior terremoto da história do Japão e o quarto maior desde 1900, de 9,1 graus na escala aberta de Richter, provoca um maremoto que causa ainda mais destruição na região de Tohoku, no Nordeste da ilha de Honshu, inclusive um acidente nuclear na central atômica de Fukuxima, matando 19.747 pessoas.

Mais de 100 mil pessoas são retiradas da área. Durante a emergência, todos os três reatores operacionais se desligam automaticamente, mas, com a falta de energia elétrica, o sistema de resfriamento dos reatores para de funcionar.

O Reator nº 1 explode no dia 12 e o nº 3 no dia 14. O governo manda evacuar todo o mundo dentro de um raio de 20 quilômetros da central nuclear. Este raio é ampliado para 30 km. Cerca de 154 mil pessoas saem da região.

A maioria volta para casa, mas uma área de 371 km2 fica isolada até 2021 e pode ficar contaminada por décadas. O acidente nuclear de Fukuxima é o segundo pior da história, atrás apenas do acidente de Chernobil, na Ucrânia, na época parte da União Soviética, em 26 de abril de 1986.

PANDEMIA DO CORONAVÍRUS

    Em 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declara que a doença do coronavírus de 2019 causa uma pandemia, uma epidemia de escala global.

A covid-19 surge na cidade de Wuhan, na China. O primeiro caso foi diagnosticado em 17 de novembro de 2019, de acordo com o jornal South China Morning Post, de Hong Kong. Em 3 de janeiro, a China confirma à OMS que há um novo coronavírus que causa uma pneumonia aguda que resiste a todos os tratamentos. Em 19 de janeiro, a China confirma a transmissão entre seres humanos. 

Quatro anos depois, são 695.781.740 casos confirmados e 6.919.573 mortes. Um estudo publicado na revista médica britânica The Lancet com base no excesso de mortes em comparação com anos anteriores estima que o verdadeiro número de mortes seja três vezes maior, cerca de 20 milhões. Ao todo, mais de 13,4 bilhões de doses de vacina foram aplicadas no mundo inteiro.

O Brasil registra 38.592.310 casos confirmados e perde pelo menos 740.427 vidas na pandemia. Tem a 20º maior taxa de mortalidades entre 228 países e territórios. Com 2,7% da população mundial, o Brasil tem mais de 10% das mortes na pandemia.

sexta-feira, 28 de março de 2025

Hoje na História do Mundo: 28 de Março

 GUERRA DA CRIMEIA

    Em 1854, a França e o Reino Unido declaram guerra à Rússia e entram na Guerra da Crimeia (1853-56) ao lado do Império Otomano. Assim como a Guerra da Secessão (1861-65), a guerra civil dos Estados Unidos, é uma das primeiras guerras fotografadas.

Com o declínio do Império Otomano, a Rússia tenta estender sua influência à região dos Bálcãs, ao Mar Negro e ao Mar Mediterrâneo em sua busca eterna por portos que não congelem no inverno.

Em 1853, o czar Nicolau I se declara protetor dos cristãos ortodoxos e de seus lugares sagrados em Jerusalém, que é parte do Império Otomano. Quando as forças russas entram nas províncias otomanas do Rio Danúbio, a Moldávia e a Valáquia, hoje parte da Romênia, o sultão declara guerra à Rússia, em 16 de outubro.

O Império Britânico teme que a Rússia assuma o controle dos estreitos de Bósforo e Dardanelos, que ligam o Mar Mediterrâneo ao Mar Negro, bloqueando o caminho para a Índia. Na França, o imperador Napoleão III quer se apresentar como um legítimo sucessor do tio Napoleão I.

Com a derrota dos turcos numa batalha naval, a França e o Reino Unido decidem entrar na guerra. São seguidos pelo Reino da Sardenha de Vítor Emanuel II, que seria rei da Itália depois da unificação do país em 1861.

Em agosto de 1854, os aliados expulsam os russos dos Bálcãs. Para acabar logo com a guerra, desembarcam na Crimeia em 16 de setembro de 1854 e fazem um bloqueio naval e cerco terrestre à cidade de Sebastopol, base da Frota do Mar Negro da Rússia.

A Rússia vence as batalhas de Balaclava e Inkerman, mas perde outras e o conflito se arrasta pela recusa russa de aceitar os termos da paz imposta pelos inimigos.

A Guerra da Crimeia termina com a assinatura do Tratado de Paris em 30 de março de 1856. O novo czar da Rússia, Alexandre II, devolve a Bessarábia e a foz do Danúbio ao Império Otomano e à Moldávia, renuncia a qualquer pretensão territorial nos Bálcãs e é proibido de manter bases e forças navais no Mar Negro.

Com a derrota, a sociedade russa conclui que para competir com os países da Europa Ocidental precisa se modernizar. Em 1861, acaba a servidão, imposta séculos antes para que os camponeses não abandonassem a terra gelada durante o inverno.

ISTAMBUL REBATIZADA

    Em 1930, Constantinopla, a maior cidade da Turquia, antiga capital do Império Romano do Oriente ou Império Bizantino e do Império Otomano, muda de nome para Istambul.

A cidade nasce como Bizâncio em 657 antes de Cristo e mantém a independência até ser anexada ao Império Persa por Dario I em 512 AC. O domínio persa vai até 478 AC quando os gregos conquistam a cidade no contra-ataque à Segunda Invasão Persa da Grécia. Sem guerra, através de um acordo para pagamento de impostos, Bizâncio entra para o Império Romano em 150 AC.

Bizâncio vira Constantinopla em 11 de maio de 330 depois de Cristo, quando o imperador Constantino a torna capital do Império Romano. Com a divisão entre Império Romano do Ocidente, com capital em Roma, e Império Romano do Oriente, em 395, Constantinopla se torna capital do Império Romano do Oriente ou Império Bizantino.

Com a queda do Império Romano do Ocidente, em 476, é a capital do que resta do império que dominou a Europa na Antiguidade e preserva a cultura greco-romana durante a Idade Média. Do século 5 ao início do século 13, Constantinopla é a cidade mais rica da Europa e uma ponte com a Ásia.

A queda de Constantinopla para os turcos do Império Otomano sob a liderança de Mehmet II, em 29 de maio de 1453, é o marco do fim da Idade Média. A cidade se torna capital de mais um império.

Depois da derrota na Primeira Guerra Mundial (1914-18), o Califado do Império Otomano é dissolvido em 3 de março de 1923. Nasce a República da Turquia, com capital em Ancara, e rebatiza Constantinopla como Istambul, que continua sendo a cidade mais importante. O atual presidente e protoditador, Recep Tayyip Erdogan, começou a carreira política como prefeito de Istambul e é chamado de Sultão por sua ambição de restaurar a glória do Império Otomano.

FRANCO TOMA MADRI

    Em 1939, no fim da Guerra Civil Espanhola (1936-39), as forças do generalíssimo Francisco Franco tomam Madri a caminho de derrubar a república democrática. 

A guerra civil é uma revolta de militares conservadores e nacionalistas encorajados por fazendeiros, empresários e a Igreja Católica contra o governo republicano, que tinha mais apoio entre os trabalhadores e a classe média.

Depois do pronunciamento do general Emilio Mola, uma tentativa de golpe não consegue assumir o controle de todo o país em 17 e 18 de julho de 1936, há uma guerra feroz. 

Os nacionalistas têm o apoio da Alemanha Nazista de Adolf Hitler e da Itália Fascista de Benito Mussolini, enquanto os republicanos tem a ajuda da União Soviética de Josef Stalin e de Brigadas Internacionais formadas por voluntários da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina.

O controle da capital é decisivo para a vitória. Os nacionalistas lançam um ataque a Madri de 8 a 23 de novembro de 1936. Sem sucesso na primeira investida, os franquistas cercam a capital espanhola até tomarem a cidade dois anos e quatro meses depois.

ACIDENTE NUCLEAR NOS EUA

    Em 1979, às 4h da madrugada, a válvula de pressão do reator da Unidade 2 da usina nuclear de Three Mile Island não fecha direito e a água de resfriamento do sistema, contaminada pela radiação, vaza para prédios próximos enquanto o núcleo do reator superaquece perigosamente, no pior acidente nuclear da história dos Estados Unidos.

A usina de Three Mile Island é construída em 1974 numa barra do Rio Susquehanna, a 16 quilômetros de Harrisburg, a capital do estado da Pensilvânia. Em 1978, é inaugurado o reator nº 2, apresentado como capaz de gerar energia a preços razoáveis para o consumidor durante a primeira crise do petróleo.

Quando o sistema de arrefecimento começa a vazar, na madrugada do acidente, bombas de água para resfriamento de emergência passam a funcionar automaticamente. São capazes de resolver o problema. Mas, além da falha mecânica da válvula, há o erro humano.

Na confusão, os operadores do reator desligam o sistema d'água de emergência. O reator também é desligado, mas o calor residual da fissão nuclear continua sendo liberado.

De manhã, a temperatura do núcleo do reator chega a 4 mil graus centígrados. Com 5 mil graus, o núcleo do reator derrete e entra terra adentro contaminando toda a região.

Enquanto os operadores tentam entender o que está acontecendo, a água contaminada que escapa pela válvula danificada libera gases radioativos dentro da usina.

Pouco depois das 8h, a notícia se espalha pelo mundo. A empresa dona da usina, Metropolitan Edison, tenta minimizar o problema. Alega que não há aumento da radiação nos arredores da usina, mas no mesmo dia inspetores constatam um nível maior de radiação. O governador da Pensilvânia, Dick Thornburgh, cogita evacuar a região.

Por volta das 20h, os engenheiros responsáveis percebem que precisam religar as bombas de água do sistema de resfriamento do reator. A temperatura começa a cair e a pressão interna no reator baixa.

Faltava menos de uma hora para fusão total. Mais da metade do núcleo do reator está destruída ou fundida, mas a proteção está intacta. A situação parece controlada.

terça-feira, 11 de março de 2025

Hoje na História do Mundo: 11 de Março

 GRIPE ESPANHOLA

    Em 1918, são diagnosticados os primeiros casos da gripe espanhola nos Estados Unidos. É a maior pandemia do século 20 e uma das maiores da história, com total de mortes estimado em 50 milhões em dois anos.

Não se sabe a origem exata da gripe espanhola. Como a doença é propagada pela movimentação de soldados no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), os países que estão em guerra, como Alemanha, EUA, França e Reino Unido, censuram a notícia. Na Espanha, que não está em guerra, não há censura. Isso passa a impressão de que é um dos países mais atingidos, daí o nome.

A primeira onda é registrada em março de 1918. A segunda, em agosto de 1918, é muito mais forte e mais letal. É uma gripe que evolui para pneumonia e mata às vezes em apenas dois dias.

Pelo menos 12,5 milhões de indianos, 550 mil norte-americanos e 35 mil brasileiros morrem de gripe espanhola.

GORBACHEV LÍDER COMUNISTA

    Em 1985, Mikhail Gorbachev é eleito secretário-geral do Partido Comunista da União Sovíetica e inicia uma abertura política (glasnost) e uma reforma econômica (perestroika) que acabam por destruir a pátria do comunismo.

Gorbachev é comissário da agricultura antes de virar chefe do partido. Durante visita ao Canadá em 1983, um país com o mesmo inverno rigoroso, mas nível de desenvolvimento muito maior, ele percebe a necessidade de mudar o sistema para recuperar a economia soviética.

Como parte de suas reformas, está o degelo na Guerra Fria, a necessidade de parar a corrida armamentista nuclear para que a URSS possa se concentrar em seus problemas internos. Gorbachev leva liberdade, democracia e eleições como a Rússia e as outras repúblicas soviéticas nunca tiveram. Mas não basta.

O regime comunista se mostra irreformável. Uma tentativa de golpe da linha dura, em agosto de 1991, afasta Gorbachev do poder por três dias. A resistência é liderada pelo primeiro presidente eleito democraticamente da história da Rússia, Boris Yeltsin, que ao mesmo tempo toma o poder de Gorbachev e coloca o Partido Comunista na ilegalidade.

Pelo Acordo de Minsk, em 8 de dezembro de 1991, as três repúblicas do núcleo eslavo da URSS, Rússia, Ucrânia e Bielorrússia, decidem deixar a União e formar a Comunidade de Estados Independentes (CEI). No Natal, Gorbachev anuncia o fim da URSS. Em 31 de dezembro, a bandeira vermelha da URSS è arriada no Kremlin e substituída pela tricolor da Rússia.

INDEPENDÊNCIA DA LITUÂNIA

    Em 1990, depois de votação no Parlamento, a Lituânia torna-se a primeira república soviética a proclamar a independência.

A Lituânia é o maior dos países bálticos e o que fica mais ao sul. Entre os séculos 12 a 14, a Lituânia é um importante império da Europa Oriental. Em seguida, forma com a Polônia a Comunidade Polaco-Lituana. Em 1795, é ocupada pela Rússia.

Depois das revoluções de 1917 na Rússia, a Lituânia se torna um país independente de 1918 e 1940, quando é invadida pela União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Com o fim da URSS, recupera sua independência.

Em 2004, a Lituânia entre para a União Europeia (UE) e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

TERROR NA ESPANHA

    Em 2004, um atentado reivindicado pela rede terrorista Al Caeda contra a estação de Atocha do sistema de transportes de Madri mata 192 pessoas e deixa 17 mil feridos na capital da Espanha.

Pouco depois das 7h30, dez bombas explodem em quatro trens do metrô de Madri. No mesmo dia, Al Caeda assume a responsabilidade. A três dias das eleições de 14 de março, o primeiro-ministro conservador José María Aznar acusa o grupo terrorista basco ETA (Euskadi ta Askatasuna, Pátria Basca e Liberdade).

A Espanha faz parte da aliança liderada pelos Estados Unidos que invade o Iraque em 20 de março de 2003. O atentado é uma retaliação terrorista. Antes da era dos telefones inteligentes, qued são computadores de bolso, os espanhóis se comunicam por mensagens de texto para denunciar a mentira do governo Aznar.

Nas eleições de 2004, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) vence o Partido Popular (PP). O novo primeiro-ministro, José Luis Rodríguez Zapatero, retira as tropas espanholas da Guerra do Iraque.

TERREMOTO DE FUKUSHIMA

    Em 2011, o maior terremoto da história do Japão e o quarto maior desde 1900, de 9,1 graus na escala aberta de Richter, provoca um maremoto que causa ainda mais destruição na região de Tohoku, no Nordeste da ilha de Honshu, inclusive um acidente nuclear na central atômica de Fukushima, matando 19.747 pessoas.

Mais de 100 mil pessoas são retiradas da área. Durante a emergência, todos os três reatores operacionais se desligam automaticamente, mas, com a falta de energia elétrica, o sistema de resfriamento dos reatores para de funcionar.

O Reator nº 1 explode no dia 12 e o nº 3 no dia 14. O governo manda evacuar todo o mundo dentro de um raio de 20 quilômetros da central nuclear. Este raio é ampliado para 30 km. Cerca de 154 mil pessoas saem da região.

A maioria volta para casa, mas uma área de 371 km2 fica isolada até 2021 e pode ficar contaminada por décadas. O acidente nuclear de Fukushima é o segundo pior da história, atrás apenas do acidente de Chernobil, na Ucrânia, na época parte da União Soviética, em 26 de abril de 1986.

PANDEMIA DO CORONAVÍRUS

    Em 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declara que a doença do coronavírus de 2019 causa uma pandemia, uma epidemia de escala global.

A covid-19 surge na cidade de Wuhan, na China. O primeiro caso foi diagnosticado em 17 de novembro de 2019, de acordo com o jornal South China Morning Post, de Hong Kong. Em 3 de janeiro, a China confirma à OMS que há um novo coronavírus que causa uma pneumonia aguda que resiste a todos os tratamentos. Em 19 de janeiro, a China confirma a transmissão entre seres humanos. 

Quatro anos depois, são 695.781.740 casos confirmados e 6.919.573 mortes. Um estudo publicado na revista médica britânica The Lancet com base no excesso de mortes em comparação com anos anteriores estima que o verdadeiro número de mortes seja três vezes maior, cerca de 20 milhões. Ao todo, mais de 13,4 bilhões de doses de vacina foram aplicadas no mundo inteiro.

O Brasil registra 38.592.310 casos confirmados e perde pelo menos 740.427 vidas na pandemia. Tem a 20º maior taxa de mortalidades entre 228 países e territórios. Com 2,7% da população mundial, o Brasil tem mais de 10% das mortes na pandemia 

quinta-feira, 28 de março de 2024

Hoje na História do Mundo: 28 de Março

GUERRA DA CRIMEIA

    Em 1854, a França e o Reino Unido declaram guerra à Rússia e entram na Guerra da Crimeia (1853-56) ao lado do Império Otomano. Ao lado da Guerra da Secessão (1861-65), a guerra civil dos Estados Unidos, é uma das primeiras guerras fotografadas.

Com o declínio do Império Otomano, a Rússia tenta estender sua influência à região dos Bálcãs, ao Mar Negro e ao Mar Mediterrâneo em sua busca eterna por portos que não congelem no inverno.

Em 1853, o czar Nicolau I se declara protetor dos cristãos ortodoxos e de seus lugares sagrados em Jerusalém, que é parte do Império Otomano. Quando as forças russas entram nas províncias otomanas do Rio Danúbio, a Moldávia e a Valáquia, hoje parte da Romênia, o sultão declara guerra à Rússia em 16 de outubro.

O Império Britânico teme que a Rússia assuma o controle dos estreitos de Bósforo e Dardanelos, que ligam o Mar Mediterrâneo ao Mar Negro, bloqueando o caminho para a Índia. Na França, o imperador Napoleão III quer se apresentar como um legítimo sucessor do tio Napoleão I.

Com a derrota dos turcos numa batalha naval, a França e o Reino Unido decidem entrar na guerra. São seguidos pelo Reino da Sardenha de Vítor Emanuel II, que seria rei da Itália depois da unificação do país em 1861.

Em agosto de 1854, os aliados expulsam os russos dos Bálcãs. Para acabar logo com a guerra, desembarcam na Crimeia em 16 de setembro de 1854 e fazem um bloqueio naval e cerco terrestre à cidade de Sebastopol, base da Frota do Mar Negro da Rússia.

A Rússia vence as batalhas de Balaclava e Inkerman, mas perde outras e o conflito se arrasta pela recusa russa de aceitar os termos da paz imposta pelos inimigos.

A Guerra da Crimeia termina com a assinatura do Tratado de Paris em 30 de março de 1856. O novo czar da Rússia, Alexandre II, devolve a Bessarábia e a foz do Danúbio ao Império Otomano e à Moldávia, renuncia a qualquer pretensão territorial nos Bálcãs e é proibida de manter bases e forças navais no Mar Negro.

Com a derrota, a sociedade russa conclui que para competir com os países da Europa Ocidental precisa se modernizar. Em 1861, acaba a servidão, imposta séculos antes para que os camponeses não abandonassem a terra gelada durante o inverno.

ISTAMBUL REBATIZADA

    Em 1930, Constantinopla, a maior cidade da Turquia, antiga capital do Império Romano do Oriente ou Império Bizantino e do Império Otomano, muda de nome para Istambul.

A cidade nasce como Bizâncio em 657 antes de Cristo e mantém a independência até ser anexada ao Império Persa por Dario I em 512 AC. O domínio persa vai até 478 AC quando os gregos conquistam a cidade no contra-ataque à Segunda Invasão Persa da Grécia. Sem guerra, através de um acordo para pagamento de impostos, Bizâncio entra para o Império Romano em 150 AC.

Bizâncio vira Constantinopla em 11 de maio de 330 depois de Cristo, quando o imperador Constantino a torna capital do Império Romano. Com a divisão entre Império Romano do Ocidente, capital em Roma, e Império Romano do Oriente, em 395, Constantinopla se torna capital do Império Romano do Oriente ou Império Bizantino.

Com a queda do Império Romano do Ocidente, em 476, é a capital do que resta do império que dominou a Europa na Antiguidade e preserva a cultura greco-romana durante a Idade Média. Do século 5 ao início do século 13, Constantinopla é a cidade mais rica da Europa e uma ponte com a Ásia.

A queda de Constantinopla para os turcos do Império Otomano sob a liderança de Mehmet II, em 29 de maio de 1453, é o marco do fim da Idade Média. A cidade se torna capital de mais um império.

Depois da derrota na Primeira Guerra Mundial (1914-18), o Califado do Império Otomano é dissolvido em 3 de março de 1923. Nasce a República da Turquia, com capital em Ancara, e rebatiza Constantinopla como Istambul, que continua sendo a cidade mais importante. O atual presidente e protoditador, Recep Tayyip Erdogan, começou a carreira política como prefeito de Istambul e é chamado de Sultão por sua ambição de restaurar a glória do Império Otomano.

FRANCO TOMA MADRI

    Em 1939, no fim da Guerra Civil Espanhola (1936-39), as forças do generalíssimo Francisco Franco tomam Madri a caminho de derrubar a república democrática. 

A guerra civil é uma revolta de militares conservadores e nacionalistas encorajados por fazendeiros, empresários e a Igreja Católica contra o governo republicano, que tinha mais apoio entre os trabalhadores e a classe média.

Depois do pronunciamento do general Emilio Mola, uma tentativa de golpe não consegue assumir o controle de todo o país em 17 e 18 de julho de 1936, há uma guerra feroz. 

Os nacionalistas têm o apoio da Alemanha Nazista de Adolf Hitler e da Itália Fascista de Benito Mussolini, enquanto os republicanos tem a ajuda da União Soviética de Josef Stalin e de Brigadas Internacionais formadas por voluntários da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina.

O controle da capital é decisivo para a vitória. Os nacionalistas lançam um ataque a Madri de 8 a 23 de novembro de 1936. Sem sucesso na primeira investida, os franquistas cercam a capital espanhola até tomarem a cidade dois anos e quatro meses depois.

ACIDENTE NUCLEAR NOS EUA

    Em 1979, às 4h da madrugada, a válvula de pressão do reator da Unidade 2 da usina nuclear de Three Mile Island não fecha direito e a água de resfriamento do sistema, contaminada pela radiação, vaza para prédios próximos enquanto o núcleo do reator superaquece perigosamente, no pior acidente nuclear da história dos Estados Unidos.

A usina de Three Mile Island é construída em 1974 numa barra do Rio Susquehanna, a 16 quilômetros de Harrisburg, a capital do estado da Pensilvânia. Em 1978, é inaugurado o reator nº 2, apresentado como capaz de gerar energia a preços razoáveis para o consumidor durante a primeira crise do petróleo.

Quando o sistema de arrefecimento começa a vazar, na madrugada do acidente, bombas de água para resfriamento de emergência passam a funcionar automaticamente. São capazes de resolver o problema. Mas, além da falha mecânica da válvula, há o erro humano.

Na confusão, os operadores do reator desligam o sistema d'água de emergência. O reator também é desligado, mas o calor residual da fissão nuclear continua sendo liberado.

De manhã, a temperatura do núcleo do reator chega a 4 mil graus centígrados. Com 5 mil graus, o núcleo do reator derrete e entra terra adentro contaminando toda a região.

Enquanto os operadores tentam entender o que está acontecendo, a água contaminada que escapa pela válvula danificada libera gases radioativos dentro da usina.

Pouco depois das 8h, a notícia se espalha pelo mundo. A empresa dona da usina, Metropolitan Edison, tenta minimizar o problema. Alega que não há aumento da radiação nos arredores da usina, mas no mesmo dia inspetores constatam um nível maior de radiação. O governador da Pensilvânia, Dick Thornburgh, cogita evacuar a região.

Por volta das 20h, os engenheiros responsáveis percebem que precisam religar as bombas de água do sistema de resfriamento do reator. A temperatura começa a cair e a pressão interna no reator baixa.

Faltava menos de uma hora para fusão total. Mais da metade do núcleo do reator está destruída ou fundida, mas a proteção está intacta. A situação parece controlada.

segunda-feira, 11 de março de 2024

Hoje na História do Mundo: 11 de Março

GRIPE ESPANHOLA

    Em 1918, são diagnosticados os primeiros casos da gripe espanhola nos Estados Unidos. É a maior pandemia do século 20 e uma das maiores da história, com total de mortes estimado em 50 milhões em dois anos.

Não se sabe a origem exata da gripe espanhola. Como a doença é propagada pela movimentação de soldados no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), os países que estão em guerra, como Alemanha, EUA, França e Reino Unido, censuram a notícia. Na Espanha, que não está em guerra, não há censura. Isso passa a impressão de que é um dos países mais atingidos, daí o nome.

A primeira onda é registrada em março de 1918. A segunda, em agosto de 1918, é muito mais forte e mais letal. É uma gripe que evolui para pneumonia e mata às vezes em apenas dois dias.

Pelo menos 12,5 milhões de indianos, 550 mil norte-americanos e 35 mil brasileiros morrem de gripe espanhola.

GORBACHEV LÍDER COMUNISTA

    Em 1985, Mikhail Gorbachev é eleito secretário-geral do Partido Comunista da União Sovíetica e inicia uma abertura política (glasnost) e uma reforma econômica (perestroika) que acabam por destruir a pátria do comunismo.

Gorbachev é comissário da agricultura antes de virar chefe do partido. Durante visita ao Canadá, um país com o mesmo inverno rigoroso, mas nível de desenvolvimento muito maior, ele percebe a necessidade de mudar o sistema para recuperar a economia soviética.

Como parte de suas reformas, está o degelo na Guerra Fria, a necessidade de parar a corrida armamentista nuclear para que a URSS possa se concentrar em seus problemas internos. Gorbachev leva liberdade, democracia e eleições como a Rússia e as outras repúblicas soviéticas nunca tiveram. Mas não basta.

O regime comunista se mostra irreformável. Uma tentativa de golpe da linha dura, em agosto de 1991, afasta Gorbachev do poder por três dias. A resistência é liderada pelo primeiro presidente eleito democraticamente da história da Rússia, Boris Yeltsin, que ao mesmo tempo toma o poder de Gorbachev e coloca o Partido Comunista na ilegalidade.

Pelo Acordo de Minsk, em 8 de dezembro de 1991, as três repúblicas do núcleo eslavo da URSS (Rússia, Bielorrúsia e Ucrânia) decidem deixar a União e formar a Comunidade de Estados Independentes (CEI). No Natal, Gorbachev anuncia o fim da URSS. Em 31 de dezembro, a bandeira vermelha da URSS è arriada e substituída pela tricolor da Rússia.

INDEPENDÊNCIA DA LITUÂNIA

    Em 1990, depois de votação no Parlamento, a Lituânia torna-se a primeira república soviética a proclamar a independência.

A Lituânia é o maior dos países bálticos e o que fica mais ao sul. Entre os séculos 12 a 14, a Lituânia é um importante império da Europa Oriental. Em seguida, forma com a Polônia a Comunidade Polaco-Lituana. Em 1795, é ocupada pela Rússia.

Depois das revoluções de 1917 na Rússia, a Lituânia se torna um país independente de 1918 e 1940, quando é invadida pela União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Com o fim da URSS, recupera sua independência.

Em 2004, a Lituânia entre para a União Europeia (UE) e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

TERROR NA ESPANHA

    Em 2004, um atentado reivindicado pela rede terrorista Al Caeda contra a estação de Atocha do sistema de transportes de Madri mata 192 pessoas e deixa 17 mil feridos na capital da Espanha.

Pouco depois das 7h30, dez bombas explodem em quatro trens do metrô de Madri. No mesmo dia, Al Caeda assume a responsabilidade. A três dias das eleições de 14 de março, o primeiro-ministro conservador José María Aznar acusa o grupo terrorista basco ETA (Euskadi ta Askatasuna, Pátria Basca e Liberdade).

A Espanha faz parte da aliança liderada pelos Estados Unidos que invadiu o Iraque em 20 de março de 2003. O atentado é uma retaliação terrorista. Antes da era dos telefones inteligentes, que na verdade são computadores de bolso, os espanhóis se comunicam por mensagens de texto para denunciar a mentira do governo Aznar.

Nas eleições de 2004, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) vence o Partido Popular (PP). O novo primeiro-ministro, José Luis Rodríguez Zapatero, retira as tropas espanholas da Guerra do Iraque.

TERREMOTO DE FUKUSHIMA

    Em 2011, o maior terremoto da história do Japão e o quarto maior desde 1900, de 9,1 graus na escala aberta de Richter, provoca um maremoto que causa ainda mais destruição na região de Tohoku, no Nordeste da ilha de Honshu, inclusive um acidente nuclear na central atômica de Fukushima, matando 19.747 pessoas.

Mais de 100 mil pessoas são retiradas da área. Durante a emergência, todos os três reatores operacionais se desligam automaticamente, mas, com a falta de energia elétrica, o sistema de resfriamento dos reatores para de funcionar.

O Reator nº 1 explode no dia 12 e o nº 3 no dia 14. O governo manda evacuar todo o mundo dentro de um raio de 20 quilômetros da central nuclear. Este raio é ampliado para 30 km. Cerca de 154 mil pessoas saem da região.

A maioria volta para casa, mas uma área de 371 km2 fica isolada até 2021 e pode ficar contaminada por décadas. O acidente nuclear de Fukushima é o segundo pior da história, atrás apenas do acidente de Chernobil, na Ucrânia, na época parte da União Soviética, em 26 de abril de 1986.

PANDEMIA DO CORONAVÍRUS

    Em 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declara que a doença do coronavírus de 2019 causa uma pandemia, uma epidemia de escala global.

A covid-19 surge na cidade de Wuhan, na China. O primeiro caso foi diagnosticado em 17 de novembro de 2019, de acordo com o jornal South China Morning Post, de Hong Kong. Em 3 de janeiro, a China confirmou à OMS que havia um novo coronavírus que causava uma pneumonia aguda que resistia a todos os tratamentos. Em 19 de janeiro, a China confirmou a transmissão entre seres humanos. 

Quatro anos depois, são 695.781.740 casos confirmados e 6.919.573 mortes. Um estudo publicado na revista médica britânica The Lancet com base no excesso de mortes em comparação com anos anteriores estima que o verdadeiro número de mortes seja três vezes maior, cerca de 20 milhões. Ao todo, mais de 13,4 bilhões de doses de vacina foram aplicadas no mundo inteiro.

O Brasil registrou 38.592.310 casos confirmados e perdeu pelo menos 740.427 vidas na pandemia. Teve a 20º maior taxa de mortalidades entre 228 países e territórios. Com 2,7% da população mundial, o Brasil teve mais de 10% das mortes na pandemia.

domingo, 15 de dezembro de 2019

Conferência do Clima termina sem avanços por obstrução do Brasil

A 25ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CoP-25)terminou hoje em Madri, dois dias depois do previsto, sem avanços. Não houve acordo para criar um mercado de negociação de créditos de carbono. O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou a oportunidade perdida.

O Brasil foi apontado como um dos maiores responsáveis pelo fracasso. O patético ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, aproveitou encontros bilaterais com os países ricos para pedir dinheiro para a preservação da Amazônia, no que foi definido por negociadores estrangeiros como uma "chantagem imatura".

Numa atitude sem precedentes, o Brasil tentou excluir do documento final as últimas conclusões científicas do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), que publicou dois novos relatórios neste ano, mas acabou cedendo. Saiu acusando os países ricos. Diplomatas brasileiros descreveram a situação como mais uma perda do capital político do Brasil em negociações ambientais.

O mercado de créditos de carbono serviria para os países com baixas emissões venderem parte de suas cotas de poluição para outros países. Salles e sua equipe foram acusados de atacar o Acordo de Paris ao tentar descontar duplamente a contagem das reduções de emissões, pelo comprador e pelo vendedor.

Assim, o Brasil sai da conferência como um dos vilões do meio ambiente, ao lado dos Estados Unidos, da Arábia Saudita e da Austrália. O governo Jair Bolsonaro abre mãe da liderança internacional do Brasil, que vinha desde a Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92, reafirmada pela Rio+20.

A CoP-25 deveria ter sido realizada no Brasil, mas Bolsonaro não quis organizar a conferência alegando que seria um custo para o país em meio à crise econômica. A meta do IPCC é manter o aumento da temperatura média do planeta em 1,5ºC, no máximo 2ºC, para evitar consequências catastróficas, como fenômenos climáticos mais violentos, com secas, enchentes, furacões, tornados, destruição de solos e queda na produção de alimentos.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Conferência do Clima tenta acelerar redução de emissões de gases

Mais uma conferência das Nações Unidas sobre mudança do clima tenta ampliar as metas de redução de emissões de gases carbônicos no combate ao aquecimento global.

Ao abrir hoje a vigésima-quinta Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, o secretário-geral da ONU, o ex-primeiro-ministro português António Guterres, elogiou a liderança da juventude na luta contra o agravamento do efeito estufa. Porque os 193 países que assinaram o Acordo de Paris em 2015 não estão cumprindo metas voluntárias que anunciaram desde então.

Se todos os países atingirem suas metas, a temperatura média do planeta deve subir 3 graus e 2 décimos em relação à era pré-industrial. Os cientistas recomendam um grau e meio, no máximo dois, para evitar consequências catastróficas, como fenômenos climáticos mais radicais, furacões, tornados, secas, enchentes, incêndios florestais mais violentos, a destruição de habitats e a extinção de espécies.

O mundo já está um grau e um décimo mais quente do que na metade do século 18 e o impacto é evidente. Por isso, os jovens organizaram “greves do clima”, escolhida como expressão do ano pelo Dicionário Inglês de Oxford, o mais completo do mundo. Meu comentário:

sábado, 30 de dezembro de 2017

Puigdemont exige diálogo da Espanha com separatistas da Catalunha

Sem acenar com qualquer tipo de reconciliação, o ex-governador regional da Catalunha Carles Puigdemont, em mensagem de Ano Novo, feita na Bélgica, onde está refugiado, exigiu do governo da Espanha a abertura de negociações sobre a independência da Catalunha, noticiou o jornal catalão La Vanguardia.

"Fracassada a receita da violência, da repressão e do artigo 155, há de começar a era do diálogo e da negociação. É o momento de aceitar o mandato de 21 de dezembro, de retificar, restaurar tudo aquilo que destituíram sem permissão dos catalãoes", declarou Puigdemont, do alto de sua arrogância e incompetência, que muito contribuíram para a crise atual.

O movimento pela independência conquistou maioria absoluta de 70 das 135 cadeiras no Parlament nas eleições antecipadas pela intervenção do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy. Madri suspendeu a autonomia regional da Catalunha com base no artigo 155 da Constituição da Espanha.

Sob acusação de sedição, rebelião e traição à pátria, por convocar um plebiscito ilegal e impedir a ação da Guarda Civil,os ex-governantes catalães estão sendo processados. Puigdemont saiu da Espanha para não ser preso, enquanto o vice-governador Oriol Junqueras está detido em Madri.

A lista Juntos pela Catalunha, liderada por Puigdemont, foi o partido mais votado do bloco separatista. Por isso, ele se considera no direito de voltar à chefia do governo.

Do outro lado, o primeiro-ministro conservador Rajoy não mostra intenção de ceder nem um milímetro do território espanhol ao movimento nacionalista catalão. O governo usa a Constituição de 1978, que democratizou a Espanha depois da ditadura do generalíssimo Francisco Franco (1936-75). Ela exige que todo o país vote em plebiscitos sobre a independência.

Depois de denunciar a repressão ao plebiscito e a prisão de dirigentes políticos nacionalistas, Puigdemont desafiou Rajoy: "O governo espanhol tem uma nova oportunidade de se comportar como uma democracia europeia que diz ser" e "comece a negociar politicamente com o governo legítimo da Catalunha."

O governador deposto destacou o "êxito democrático histórico" das últimas eleições, onde a participação beirou 82%. Puigdemont não revelou se pretende voltar da Bélgica para assumir sua cadeira no novo Parlament, mas prometeu que no próximo Ano Novo vai falar do Palau de la Generalitat, a sede do governo catalão.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Intervenção na Catalunha vai focar na polícia e nas finanças

Se decidir suspender a autonomia regional e intervir para evitar a independência da Catalunha, o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, dará prioridade ao controle da polícia, los Mossos d'Esquadra, e das finanças da Generalitat, noticia hoje o jornal espanhol El País.

As primeiras medidas seriam aprovadas pelo governo espanhol nesta sexta-feira, dependendo da resposta do governador da Catalunha, Carles Puigdemont, se declarou ou não a independência. Como Puigdemont não deve responder nem sim nem não, a intervenção pode ser adiada.

O próximo passo seria a nomeação de um delegado do governo central para governar temporariamente a Catalunha, dissolver o govern e o Parlament, e convocar eleições gerais na província.

Até agora, nenhuma das partes dá sinal de ceder. Quando chegar a hora do diálogo, Rajoy poderá oferecer uma reforma do estatuto de autonomia para dar mais controle ao governo regional sobre suas finanças e infraestrutra.

O argumento econômico a favor da independência é que a Catalunha é a região mais próspera da Espanha depois de Castela, a região de Madri, e sofreu desnecessariamente com as políticas de austeridade adotadas para enfrentar a crise do euro desde 2011 pelo governo conservador de Rajoy.

Sem a Espanha, com a fuga de várias empresas e a necessidade de negociar a adesão à União Europeia a partir de zero, a economia da Catalunha, uma região com 7,5 milhões de habitantes e produto regional bruto de US$ 255 bilhões.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Justiça da Espanha veta plebiscito sobre independência da Catalunha

O Tribunal Constitucional da Espanha declarou nula hoje uma resolução do Parlamento da Catalunha convocando um plebiscito sobre a independência da província para setembro de 2017. Pela Constituição da Espanha, todo o país teria de votar e não apenas a região interessada em se separar.

O governo espanhol é contra a independência da região, a mais rica do país. A luta pela independência é liderada pelo movimento Juntos pelo Sim, uma aliança de conservadores à centro-esquerda que venceu as eleições regionais de 27 de setembro de 2015.

É uma coalizão frágil. Mas a decisão judicial não resolve o problema do governo central de Madri. A luta pela independência da Catalunha não vai parar por aí.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Catalunha inicia processo para a independência

Por 72-63, os deputados do Parlamento da Catalunha aprovaram ontem em Barcelona uma resolução para iniciar um "desligamento democrático" da Espanha, declarando que a região autônoma não está mais sujeita às decisões do governo central do país, com sede em Madri. O primeiro-ministro conservador espanhol, Mariano Rajoy, vai recorrer ao Tribunal Constitucional para anular a medida.

O documento é mais uma declaração de intenções do que uma proclamação de independência, mas o governo regional da Catalunha, com sede em Barcelona, promete ignorar desde já qualquer decisão do supremo tribunal espanhol. Isso cria uma dualidade legal iniciando um período de insegurança jurídica na região mais rica da Espanha.

Dentro de um mês, o governo separatista catalão deve começar a criar seus próprios sistemas fiscal e previdenciário, e ministérios independentes. O governo central de Madri fará tudo o que for possível para enfraquecer o governo regional e esvaziar o processo.

Se o movimento pela independência da Catalunha ignorar o provável veto do Tribunal Constitucional, Rajoy pode recorrer a medidas financeiras. O governo catalão opera com déficit. Precisa regularmente de ajuda da Espanha. Sem essa ajuda, pode ser incapaz de pagar os funcionários públicos e comprar produtos essenciais.

Rajoy também pode exigir o afastamento do governador regional e da presidente do Parlamento. Em último caso, pode suspender a autonomia da Catalunha e tentar impor um governo aprovado por Madri.

Com certezas, tais medidas exacerbariam o movimento pela independência, deflagrando uma crise sem precedentes desde a democratização da Espanha depois da morte do ditador Francisco Franco, em 1975.

Em setembro, o Parlamento da Espanha aprovou uma lei dando poderes ao governo central para assumir o controle direto dos recursos das províncias, inclusive da polícia, em caso de emergência.

Um confronto direto fortaleceria os separatistas na realização de um referendo sobre a independência. Embora o movimento nacionalista tenha eleito a maioria absoluta dos deputados no Parlamento nas últimas eleições regionais, em setembro, sobretudo por causa da abstenção, só obteve 48% do voto popular.

O movimento nacionalista tomou as últimas eleições como um referendo sobre a independência, mas as pesquisas indicam que 70% dos catalães são contra. O clima de confrontação pode virar esse jogo.

No momento, é improvável que o governo regional da Catalunha tome medidas radicais, enquanto o governo central da Espanha deve aumentar as pressões financeiras e legais para dividir o movimento catalão para tentar derrubar o governo rebelde. Mas o primeiro-ministro Mariano Rajoy quer evitar o confronto antes das eleições nacionais de 20 de dezembro.