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quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Israel e Hamas estão mais perto do cessar-fogo, diz agência Reuters

 O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) quer o fim da guerra, não uma trégua. Rejeitou em princípio a proposta de Israel de dois meses de cessar-fogo para uma troca de reféns israelenses por presos palestino com um salvo-conduto para os líderes do Hamas saírem da Faixa de Gaza. Quer manter o governo do território. Israel quer continua a guerra até destruir o Hamas. Mas, nas últimas horas, a agência de notícias Reuters informou que as duas partes estão mais perto de um cessar-fogo.

Na maior batalha da guerra até agora, o Exército de Israel cercou Khan Yunes, a segunda maior cidade de Gaza e a maior do Sul do território palestino, onde estariam os líderes do Hamas mais procurados. Israel mandou 500 mil civis saírem da cidade e ordenou a evacuação do Centro Médico Nasser, o único grande hospital que ainda funciona em Gaza.

Durante reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o secretário-geral da ONU, António Guterres, considerou "inaceitável" a recusa de Israel de aceitar a criação de um Estado palestino, enquanto "a população inteira de Gaza suporta uma destruição numa escala e numa velocidade sem paralelo na história recente."

O Escritório de Coordenação da ONU para Ajuda Humanitária alertou que a violência política na Cisjordânia ocupada é a maior desde 2005, quando começou a registrar o número de mortos e feridos. Desde o início da guerra, 360 palestinos e 5 palestinos foram mortos na Cisjordânia.

No Líbano, a milícia extremista xiita Hesbolá (Partido de Deus) anunciou ter disparado "um grande número de mísseis" contra uma base aérea do Norte de Israel "em resposta aos assassinatos recentes e às agressões a civis inocentes" na Síria e no Líbano.

A Força Aérea dos EUA fez na madrugada desta quarta-feira o nono ataque contra instalações da milícia huti Ansar Alá (Partidários de Deus), que está atacando navios no Mar Vermelho e no Golfo de Áden.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Secretário-geral da ONU acusa Israel por matança "totalmente inaceitável"

Durante reunião de cúpula do Movimento dos Países Não Alinhados em Kampala, a capital de Uganda, no Centro da África, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, denunciou Israel pela matança “totalmente inaceitável” de civis palestinos na Faixa de Gaza, onde o número de mortos está em 25.105.

"As operações militares de Israel causaram destruição em massa e mataram civis numa escala sem precedentes durante o meu tempo como secretário-geral," disse Guterres. "Isso é de partir o coração e totalmente inaceitável. O Oriente Médio é um barril de pólvora, devemos fazer tudo o que pudermos para evitar que o conflito se inflame em toda a região."

Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitou uma proposta de trégua do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), o grupo terrorista responsável pelo ataque de 7 de outubro, que chamou de "total rendição". Também não aceita um plano de paz dos Estados Unidos, do Egito e do Catar por prever a criação de um Estado nacional palestino.

Netanyahu se apresenta como o único líder capaz de evitar o estabelecimento de um país palestino, que descreve como "ameaça existencial a Israel". Ao mesmo tempo, humilha o presidente Joe Biden e aposta na volta do ex-presidente Donald Trump à Casa Branca.

Mais da metade dos israelenses entende que o primeiro-ministro coloca sua preocupação pessoal de não ir para a cadeira em processo que enfrenta por corrupção acima dos interesses nacionais, indica uma pesquisa divulga pelo canal 13 da televisão de Israel. Mais de 70% querem sua queda.

Os EUA confirmaram a morte de dois soldados da tropa de elite da Marinha Seals, a mesma que matou Ossama ben Laden, durante uma abordagem a um veleiro para impedir o envio de mísseis do Irã à milícia xiita zaidita huti, que ataca a navegação do Mar Vermelho.
 

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

ONU aprova aumento da ajuda humanitária sem exigir trégua

Depois de 77 dias de guerra, o Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta sexta-feira a segunda resolução sobre a guerra entre Israel e o grupo terrorista Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), descrita pela TV árabe Al Jazira descreveu como “aguada” depois de cinco dias de negociações para evitar um veto dos Estados Unidos.

 A resolução pede um aumento significativo da ajuda humanitária à Faixa de Gaza em grande escala, sem apelar a um cessar-fogo imediato. Pede a utilização de todas as vias de acesso à Faixa de Gaza” para a distribuição de alimentos, combustíveis e material médico por todo o território. 

O Hamas criticou a resolução como “insuficiente por não responder à situação catastrófica criada pela máquina de guerra sionista”. O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, saudou a decisão como “um passo em boa direção”, mas insistiu na necessidade de um cessar-fogo imediato”. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que “um cessar-fogo humanitário é o único meio para começar a responder às necessidades urgentes da população de Gaza e pôr fim a seu pesadelo”. Para Guterres, o “verdadeiro problema” é a “ofensiva israelense”.

Israel intensificou os bombardeios nos últimos dias, matando pelo menos 390 palestinos em 24 horas, e conseguiu expulsar o Hamas do bairro de Chejaia, assumindo o controle da Zona Sul da Cidade de Gaza. Meu comentário:

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Israel usa inteligência artificial para maior impacto dos bombardeios

A guerra iniciada pelo ataque terrorista do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) contra Israel em 7 de outubro completou dois meses hoje sem perspectiva de paz. Israel respondeu com todo o poderio de suas Forças Armadas, menos armas nucleares, que Israel tem. Usa inteligência artificial para maximizar os efeitos dos bombardeios, revelou o jornal francês Libération.

Já são mais de 17 mil palestinos mortos e 7 mil desaparecidos na Faixa de Gaza. É um número de mortos em dois meses sem comparação com as outras guerras do século 21.

Nem campanhas aéreas nem a punição coletiva de punições civis costuma ser suficiente para vencer grupos terroristas. Suas ideias precisam ser derrotadas politicamente. Por isso, a estratégia de Israel é criticada porque a tragédia humanitária favorece o extremismo.

Sob pressão do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, o Conselho de Segurança da ONU deve votar nesta sexta-feira uma resolução proposta pelos Emirados Árabes Unidos propondo um cessar-fogo imediato por razões humanitárias. Se for aprovada, é quase certo que os EUA vetem. Meu comentário:

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Israel anuncia cerco à casa do líder do Hamas em Gaza

 O Exército de Israel anunciou hoje que eliminou os terroristas da região de Jabalia, no Norte da Faixa de Gaza, e que cercou a casa do líder do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) em Gaza, Yahya Sinwar, considerado o principal responsável pelo ataque terrorista de 7 de outubro, que deixou mais de 1.200 mortos em Israel. Não significa que ele esteja lá. É o principal alvo de Israel nesta guerra.

Sinwar nasceu e morava em Khan Yunes, a segunda maior cidade da Faixa de Gaza e a maior do Sul, cercada desde ontem por Israel, que já luta no centro da cidade na batalha mais encarniçada da guerra até agora. 

Na Cisjordânia, mais três palestinos foram mortos. Mais de 460 palestinos foram mortos na Cisjordânia desde o início do ano e pelo menos 255 desde o começo da guerra.

"Não há lugar seguro em Gaza", afirma o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em carta ao Conselho de Segurança para chamar a atenção para os riscos à segurança e à paz internacionais e pedir um cessar-fogo humanitário de emergência. Meu comentário:

terça-feira, 24 de outubro de 2023

EUA tentam convencer Israel a não realizar grande invasão terrestre

 Os Estados Unidos e a Europa estão tentando persuadir Israel a não lançar uma grande invasão terrestre da Faixa de Gaza, pelo menos por enquanto, para evitar a morte em grande escala de civis palestinos e soldados israelenses. 

Israel anunciou ter bombardeado 700 alvos em dois dias. O Ministério da Saúde do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que não é confiável, afirmou que mais de 700 pessoas foram mortas na terça-feira, o pior dia da guerra até agora.

Durante visita a Israel, o presidente da França, Emmanuel Macron, fez uma proposta surpreende. Propôs que a coalizão liderada pelos EUA para combater o grupo terrorista Estado Islâmico agora lute contra o Hamas. Não explicou como. Os EUA não querem a internacionalização do conflito. Não devem apoiar a ideia.

Em debate inflamado no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que o ataque do Hamas, embora injustificável, não aconteceu por acaso. Ele citou os 56 anos de ocupação de territórios árabe. O embaixador de Israel na ONU pediu a renúncia do secretário-geral e o ministro do Exterior cancelou um encontro com Guterrres.

O Ministério da Saúde de Gaza afirmou que 5 mil e 791 palestinos foram mortos em Gaza, entre eles duas mil 360 crianças mortas. Israel disse que matou mil e 500 palestinos que invadiram o país em 7 de outubro, quando mais de mil e 400 israelenses e cidadãos de outros 35 países. Estes números não foram confirmados por fontes independentes. 

Com mais três mortes num ataque de drones israelenses, o total de palestinos mortos na Cisjordânia desde o início da guerra subiu para 95. Mais um funcionário da ONU morreu na terça-feira, elevando o total para 35. Meu comentário:

sábado, 21 de outubro de 2023

Ajuda humanitária finalmente entra na Faixa de Gaza

No 15º dia da guerra, 20 caminhões com ajuda humanitária finalmente cruzam a fronteira do Egito com a Faixa de Gaza pela primeira vez desde o início da guerra contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) há 15 dias. Levaram 44 mil garrafas de água potável, 60 toneladas de alimentos, medicamentos e materiais médicos. As agências de ajuda estimam que o território precisa de pelo menos 100 caminhões por dia.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu um cessar-fogo imediato por razões humanitárias. mas Israel promete intensificar os ataques. A passagem para a cidade palestina de Rafá foi fechada de novo. 

Os Estados Unidos, a ONU e a Organização Mundial da Saúde pedem que fique aberta permanentemente para criar um corredor de ajuda humanitária. Os estrangeiros, inclusive brasileiros, ainda não foram autorizados a sair do território em guerra.

Israel intensificou o bombardeio preparando a invasão terrestre de Gaza

Desde o início da guerra, ao 4.380 palestinos mortos e 13 mil saíram feridos na Faixa de Gaza. O Exército de Israel afirma ter matado 1.500 milicianos do Hamas que invadiram seu território em 7 de outubro. Pelo menos 1.400 israelenses e estrangeiros de mais de 40 nacionalidades morreram no ataque terrorista e estima-se que 250 tenham sido sequestrados. O Exército de Israel já identificou 210 reféns. Meu comentário:

terça-feira, 24 de março de 2020

OMS alerta que pandemia do coronavírus está se acelerando

A Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte: a pandemia do novo coronavírus está se acelerando. São mais de 378 mil casos, 16.497 mortes e mais de 100 mil doentes curados. O Reino Unido, a Holanda, Israel, a Nova Zelândia e a África do Sul anunciam novas medidas de confinamento obrigatório. 

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, faz um apelo mundial para um cessar-fogo em todas as guerras para que a humanidade possa se concentrar na luta contra o coronavírus. E a recessão da economia pode ser a pior desde a Grande Depressão (1929-39).

De Genebra, na Suiça, veio novo alerta do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom. Foram necessários 67 dias desde o primeiro caso registrado para o total chegar a 100 mil, em mais 11 dias chegou a 200 mil e apenas quatro dias para pular de 200 para 300 mil casos. 

Mais uma vez, a OMS apelou aos países para que façam mais testes, isolamento dos infectados e rastreamento daqueles que tiveram contato com eles.

Na Itália, o país com maior número de mortes, o total passou de 6 mil mortes para um total de 63.927 casos. A taxa de mortalidade subiu para 9,5 por cento. A boa notícia é que os novos casos e as mortes por dia estão diminuindo. Pode ser um sinal de que a epidemia chegou ao pico. Meu comentário:

domingo, 15 de dezembro de 2019

Conferência do Clima termina sem avanços por obstrução do Brasil

A 25ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CoP-25)terminou hoje em Madri, dois dias depois do previsto, sem avanços. Não houve acordo para criar um mercado de negociação de créditos de carbono. O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou a oportunidade perdida.

O Brasil foi apontado como um dos maiores responsáveis pelo fracasso. O patético ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, aproveitou encontros bilaterais com os países ricos para pedir dinheiro para a preservação da Amazônia, no que foi definido por negociadores estrangeiros como uma "chantagem imatura".

Numa atitude sem precedentes, o Brasil tentou excluir do documento final as últimas conclusões científicas do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), que publicou dois novos relatórios neste ano, mas acabou cedendo. Saiu acusando os países ricos. Diplomatas brasileiros descreveram a situação como mais uma perda do capital político do Brasil em negociações ambientais.

O mercado de créditos de carbono serviria para os países com baixas emissões venderem parte de suas cotas de poluição para outros países. Salles e sua equipe foram acusados de atacar o Acordo de Paris ao tentar descontar duplamente a contagem das reduções de emissões, pelo comprador e pelo vendedor.

Assim, o Brasil sai da conferência como um dos vilões do meio ambiente, ao lado dos Estados Unidos, da Arábia Saudita e da Austrália. O governo Jair Bolsonaro abre mãe da liderança internacional do Brasil, que vinha desde a Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92, reafirmada pela Rio+20.

A CoP-25 deveria ter sido realizada no Brasil, mas Bolsonaro não quis organizar a conferência alegando que seria um custo para o país em meio à crise econômica. A meta do IPCC é manter o aumento da temperatura média do planeta em 1,5ºC, no máximo 2ºC, para evitar consequências catastróficas, como fenômenos climáticos mais violentos, com secas, enchentes, furacões, tornados, destruição de solos e queda na produção de alimentos.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

ONU pede aos países novas metas para conter o aquecimento global

Na abertura da conferência de Cúpula das Nações Unidas para Ação contra a Mudança do Clima hoje em Nova York, a jovem estudante sueca Greta Thunberg, de apenas 16 anos, foi contundente ao se dirigir aos líderes políticos mundiais: "Vocês roubaram meus sonhos e a minha infância. (...) Se fracassarem, nunca serão perdoados pelas novas gerações."

O período de 2014 a 2019 foi o mais quente da história. Depois de novos alertas de cientistas sobre os riscos do aquecimento global e de manifestações de milhões de pessoas nos últimos dias, 66 países se comprometeram a neutralizar até 2050 todas as emissões de gases que agravam o efeito estufa, entre eles a Alemanha, a França e o Reino Unido.

O secretário-geral da ONU, o ex-primeiro-ministro António Guterres, apelou aos líderes nacionais para que passem dos discursos à ação e se comprometam com mudanças reais.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a organização não governamental Preservação Internacional darão 500 milhões de dólares para o reflorestamento da Amazônia e de outras florestas tropicais.

Uma das marcas da Cúpula de Ação do Clima foram ausências notáveis. A Austrália e o Japão não foram convidados porque apoiam o uso de carvão. A Arábia Saudita e o Brasil foram excluídos de falar por criticar o Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, de 2015. O ditador da China, o país que mais emite gases carbônico, Xi Jinping, não foi. O presidente do segundo maior poluidor, os Estados Unidos, Donald Trump, passou rapidamente, mas não discursou. Meu comentário:

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Guatemala expulsa comissão internacional que investigava corrupção

A organização não governamental de combate à corrupção Transparência Internacional condenou hoje "nos termos mais fortes possíveis o presidente Jimmy Morales por expulsar do país a Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (Cicig)" e fez um apelo à Corte Suprema guatemalteca para anular a decisão.

Desde 2012, a comissão, patrocinada pelas Nações Unidas, colabora com as autoridades da Guatemala, sendo responsável por vários processos de corrupção do mais alto nível. Seus inquérito levaram à queda do ex-presidente Otto Pérez Molina e da ex-vice-presidente Roxana Baldetti.

Morales, um humorista conservador e evangélico, um Tiritica guatemalteco, se elegeu em outubro de 2015 fazendo campanha contra os políticos e partidos tradicionais. Hoje é investigado. O Ministério da Justiça alegou que a comissão ultrapassou seu mandato em "detrimento" da soberania nacional.

No domingo, o colombiano Yilen Osorio, representante da comissão, foi detido no aeroporto da Cidade da Guatemala e impedido de entrar no país. Depois de forte pressão interna e externa, o governo autorizou sua entrada. Mas, na segunda-feira, Morales rompeu o acordo com a ONU e deu 24 horas para os funcionários da Cicig deixarem o país.

A medida foi considerada inconstitucional e repudiada pelo secretário-geral da ONU, o português António Guterres. O mandato só pode ser encerrado por determinação da ONU. A Transparência e a ONG Ação Cidadã apelaram ontem ao Tribunal Constitucional, que deu amparo aos recursos, noticiou o jornal Prensa Libre.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Assembleia Geral confirma português como secretário-geral da ONU

Por aclamação, a Assembleia Geral confirmou hoje a eleição do ex-primeiro-ministro de Portugal e ex-alto comissário das Nações Unidas para refugiados para próximo secretário-geral da organização. 

António Guterres substitui o ex-ministro do Exterior da Coreia do Sul Ban Ki Moon e toma posse em 1º de janeiro de 2017 para cumprir um mandato de cinco anos, com direito a uma reeleição.

Os 193 países-membros ratificaram hoje a indicação do Conselho de Segurança da ONU, onde o ex-primeiro-ministro português obteve, na quinta votação, 13 votos a favor, duas abstenções e nenhum veto. Outros 12 candidatos concorreram ao cargo.

Guterres tem 67 anos. Foi primeiro-ministro português de 1995 a 2002, quando se empenhou ativamente para garantir a independência do Timor Leste, ocupado militarmente pela Indonésia em 1974 depois da Revolução dos Cravos, que acabou com a ditadura salazarista em Portugal.

Em seu discurso de aceitação, Guterres se apresentou como um "construtor de pontes" preocupado em resgatar o sonho de paz mundial dos fundadores da ONU no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e em "colocar a dignidade humana no centro" das preocupações da entidade.

Suas maiores preocupações imediatas são parar o sofrimento dos sírios, "uma obrigação moral", e resolver a crise dos refugiados.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Ex-primeiro-ministro português será secretário-geral da ONU

O ex-primeiro-ministro de Portugal António Guterres foi escolhido hoje para ser o próximo secretário-geral das Nações Unidas, em substituição ao ex-ministro do Exterior da Coreia do Sul Ban Ki Moon, para cumprir um mandato de cinco anos a partir de 1º de janeiro de 2017.

Com 13 votos a favor e duas abstenções, o Conselho de Segurança das Nações Unidas elegeu Guterres há pouco, na sexta votação. Depois de deixar o governo de Portugal, ele foi alto comissário da ONU para refugiados até o fim de 2015.

Amanhã, a indicação deve ser referendada pela Assembleia Geral.

domingo, 6 de setembro de 2015

Alemanha recebe 13 mil migrantes em dois dias

Cerca de 7 mil migrantes chegaram à Alemanha no sábado e outros 6 mil no domingo, anunciou a polícia federal do país. O governo federal alemão vai gastar mais 6 bilhões de euros (R$ 25,7 bilhões) em 2015 para acolher os 800 mil imigrantes que devem entrar no país.

Depois de uma reunião de cinco horas em Berlim, a coalizão liderada pela chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel concordou em tomar uma séria de medidas. Os governos estaduais e municipais da Alemanha vão receber mais 3 bilhões de euros, e o governo federal outros 3 bilhões para financiar os benefícios sociais concedidos a quem conseguir asilo político.

Maior país e maior economia da União Europeia, a Alemanha vai aceitar a maior cota de imigrantes e refugiados. Só em agosto, 100 mil candidatos chegarão ao país.

O governo alemão ampliou a lista dos países considerados seguros, incluindo a Albânia, o Kossovo e Montenegro. Isso significa que seus cidadãos não terão direito a asilo. A Bósnia-Herzegovina, a Macedônia e a Sérvia já faziam parte da lista.

No domingo, a Áustria ameaçou fechar sua fronteira mais uma vez para impedir os imigrantes e refugiados que entram na UE pela Hungria de chegar à Alemanha.

Ao mesmo tempo, as agências humanitárias da Nações Unidas advertiram que estão à beira da falência, sem condições de atender aos milhões de refugiados da África e do Oriente Médio. Boa parte procura asilo na Europa.

"Estamos quebrados", admitiu o alto comissário da ONU para refugiados, o ex-primeiro-ministro português António Guterres, citado pelo jornal inglês The Guardian.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Refugiados sírios no Líbano são mais de um milhão

A cada dia, 2,5 mil sírios procuram abrigo no Líbano. Em média, é um por minuto. O número de refugiados sírios oficialmente registrados no Líbano passou hoje de um milhão, um "marco arrasador" na visão das Nações Unidas.

Ao todo, 2,6 milhões de pessoas saíram da Síria desde o início da guerra civil, em 15 de março de 2011. Outros 6,5 milhões fugiram de casa, mas ainda estão no país.

Como o Líbano tinha em 2012 uma população de 4,4 milhões, os refugiados sírios já são quase um quarto do total. É a maior concentração de refugiados do mundo. A Turquia e a Jordânia têm hoje cerca de 600 mil refugiados sírios cada.

"O influxo de um milhão de refugiados seria um desafio enorme para qualquer país", comentou o ex-primeiro-ministro português António Guterres, alto comissário da ONU para refugiados, citado pelo jornal português Público. "Para o Líbano, um pequeno país cheio de problemas, é devastador."

Além da enorme quantidade de pessoas, a guerra civil no Líbano aprofunda a divisão política interna do Líbano, onde os xiitas e a milícia fundamentalista Hesbolá apoiam o ditador sírio, Bachar Assad, e os sunitas estão do lado dos rebeldes, ameaçando ampliar o conflito.

Em carta à ONU, o regime ditatorial sírio acusou grupos rebeldes de estarem preparando um ataque com armas químicas contra uma área controlada pela oposição para botar a culpa no governo. O embaixador sírio na ONU, Bachar Jaafari, afirma na carta que as forças governamentais interceptaram comunicações dos rebeldes indicando que haveria um ataque e fizeram imagens de um homem distribuindo máscaras de proteção em Jobar.

Diante do cinismo, da desfaçatez e da crueldade da ditadura de Bachar Assad no tratamento de seu próprio povo, é de se desconfiar. Sob ameaça de um bombardeio dos Estados Unidos depois de um ataque com armas químicas a um subúrbio de Damasco em 21 de setembro de 2013, a Síria prometeu entregar suas armas químicas e desmantelar todas as fábricas. Ninguém acredita que faça isso totalmente.

Quando o governo da Turquia discutiu a possibilidade de realizar uma incursão militar na Síria para punir inúmeros casos de violação de suas fronteiras, foi desaconselhado pelos EUA. Os americanos advertiram que, como o governo sírio está fragilizado e não poderia responder à altura com armas convencionais, a resposta poderia vir em mísseis carregados de gases letais.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Total de refugiados no mundo chega a 67 milhões

O número total de refugiados no mundo inteiro atingiu o recorde de 67 milhões no ano passado, revelou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, que atende a 25 milhões.

"Depois de um declínio entre 2001 e 2005, vimos dois anos de alta, 2006 e 2007. É preocupante", observou o alto comissário da ONU, António Guterres, ex-primeiro-ministro de Portugal. "No momento, ainda temos uma mistura complexa de desafios globais que pode levar a mais deslocamentos forçados no futuro."

Por nacionalidade, o maior contingente é afegão, cerca de 3,1 milhões de refugiados. Em segundo lugar, vem 2,3 milhões de iraquianos. Só nas vizinhas Síria e Jordânia, há 2 milhões de refugiados iraquianos.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

ONU acusa ricos pela tragédia no Congo

O Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres, ex-primeiro-ministro de Portugal, acusa os países desenvolvidos de não responder adequadamente à catástrofe humanitária na República Democrática do Congo, ex-Zaire e ex-Congo Belga, que descreveu como uma das piores do mundo. Em entrevista ao jornal inglês Financial Times, afirmou ainda que historicamente o país sempre foi saqueado pelas grandes potências e suas empresas.

A ajuda internacional está muito abaixo das necessidades desse país enorme marcado pela instabilidade política e pela miséria generalizada. Nos últimos 10 anos, foi palco da chamada Primeira Guerra Mundial Africana, quando exércitos de seis países e diversos grupos irregulares travaram combates pelas riquezas do Congo.

Estima-se que a guerra matou de 3 a 4 milhões de pessoas neste país de cerca de 60 milhões de habitantes, explorado impiedosamente pelo rei Leopoldo II, da Bélgica, cenário de uma guerra civil pela independência (1960-64) e de uma ditadura cruel de Joseph Mobutu, aliado do Ocidente durante a Guerra Fria.

Em tese, a guerra civil acabou em 2003. Sob supervisão internacional, houve eleições em 2006, sem que o derrotado tenha aceitado o resultado.

Desde então, 800 mil pessoas fugiram de suas casas por causa do reinício da violência na província de Kivu do Norte, onde a violência generalizada inclui estupros, seqüestros e mutilação.

Ao contrário do Afeganistão, do Iraque e da Somália, argumenta Guterres, as grandes potências não vêem ameaças à sua segurança em decorrência da crise congolesa; "Mesmo que estejamos no meio de uma catástrofe humanitária, ninguém no exterior se sente ameaçado, então a comunidade internacional não dá atenção real à RDC. A comunidade internacional historicamente saqueou o Congo e isso não pode ser esquecido."

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