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quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Israel bombardeia campo de refugiados pelo segundo dia seguido

Pelo segundo dia seguido, Israel bombardeou o maior campo de refugiados da Faixa de Gaza na guerra contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas). O alto comissário da ONU para direitos humanos, Volker Türk, considera que os ataques podem ser considerados crimes de guerra. 

No campo de batalha, o Exército de Israel manobra para dividir o território ao meio e cercar a Cidade de Gaza, no Norte, onde estariam os principais centros de operações do Hamas. 

Milicianos do grupo xiita libanês Hesbolá (Partido de Deus) enviaram carta aos milicianos do Hamas dizendo estar “com o dedo no gatilho”. O Hesbolá está sob pressão do Irã para entrar na guerra e abrir uma segunda frente de luta no Norte de Israel. ''

Os EUA criticaram a violência contra palestinos na Cisjordânia, que pode ser uma terceira frente de guerra. Meu comentário:

terça-feira, 19 de setembro de 2017

OEA condena morte de preso político na Venezuela

A Organização dos Estados Americanos (OEA) protestou ontem contra a ditadura de Nicolás Maduro por causa da morte de um preso político na Venezuela no domingo passado. Carlos Andrés García estava detido há nove meses.

"Condenamos a flagrante violação dos direitos humanos pelo regime da Venezuela, que causou a morte do vereador Andrés García", declarou no Twitter o secretário-geral da OEA, o ex-ministro do Exterior do Uruguai Luis Almagro, horas depois da morte.

Em 8 de agosto, o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos denunciou os "crimes contra a humanidade" cometidos pelo governo Maduro na repressão à onda de manifestações de protesto iniciada em abril. Pelo menos 124 pessoas morreram, mais de 160 de acordo com a oposição.

García não recebeu tratamento médico e uma ordem judicial para libertá-lo por razões humanitárias foi ignorada.

Desde as manifestações de fevereiro de 2014, o número de presos políticos chegou a cerca de 600, acusa a organização de defesa dos direitos humanos Foro Legal.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

ONU denuncia tortura e abuso da força na Venezuela

O Alto Comissariado das Nações Unidas denunciou ontem o regime chavista da Venezuela por uso "generalizado e sistemático" de força excessiva contra manifestantes. Das 124 mortes registradas em manifestações de protesto e saques desde o início da abril, 46 foram atribuídas às forças de segurança e 27 às milícias chavistas conhecidas como coletivos.

Quase 2 mil pessoas saíram feridas e mais de 5 mil foram presas ilegalmente de abril a julho. A Procuradoria-Geral da Venezuela iniciou 450 investigações por violações dos direitos humanos cometidas por autoridades na repressão aos protestos de rua diários nas grandes cidades.

Nestes inquéritos, as forças policiais ou militares são acusadas de 23 mortes e 853 casos de lesões corporais graves. A tortura inclui choques elétricos, golpes com capacetes e cassetetes, ser pendurado pelas mãos amarradas por longos períodos, asfixia com gases, violência sexual e ameaças de morte.

"A responsabilidade por estas violações está nos mais altos níveis do governo", acusou o alto comissário Zeid Raad al-Hussein, "em meio ao colapso do Estado de Direito, com ataques constantes do governo contra a Assembleia Nacional e a Procuradoria-Geral".

Principal voz dissidente do chavismo, a procuradora-geral Luisa Ortega Díaz considerou a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte por Maduro inconstitucional, porque deveria haver um plebiscito sobre o tema, e uma traição à memória de Hugo Chávez, grande articulador da atual Constituição da República Bolivarista da Venezuela.

O Alto Comissariado também manifestou "séria preocupação" com as batidas policiais violentas em residências, muitas vezes sem ordem judicial, e denunciou as ameaças e pressões a jornalistas. "Exorto todas as partes a que renunciem ao uso da violência e tomem medidas para a estabelecer um diálogo político significativo", apelou o secretário-geral da ONU, o português António Guterres, sem esconder o temor de uma "escalada na tensão".

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Mais de 10 mil migrantes morreram no Mediterrâneo desde 2014

Desde 2014, mais de 10 mil migrantes morreram em naufrágios no Mar Mediterrâneo quando tentavam chegar à União Europeia, declarou ontem em Genebra, na Suíça, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.

Foram 3,5 mil mortes em 2014, 3.771 em 2015 e 2.814 desde o início de 2016, revelou o porta-voz da ONU, classificando esses números como "horríveis". Desde sábado, não foi registrado nenhum naufrágio.

Mais de 200 mil migrantes e refugiados chegaram à Europa neste ano pelo mar, na Grécia, Chipre ou Espanha. A maioria dos refugiados vem das guerras civis na Síria, no Iraque, no Afeganistão e no Paquistão.

domingo, 20 de setembro de 2015

EUA aceitam receber 100 mil refugiados em 2017

Durante visita à Alemanha, o secretário de Estado americano, John Kerry, declarou hoje que os Estados Unidos estão dispostos a receber 100 mil refugiados em 2017, 30 mil a mais do que devem acolher em 2015, noticiou o jornal The New York Times. Em 2016, serão 85 mil.

O plano ajuda a Europa a enfrentar a migração em massa provocada pela guerra civil na Síria, onde mais de 240 mil pessoas foram mortas e 4 milhões fugiram do país nos últimos quatro anos e meio. A Alemanha está recebendo centenas de milhares de refugiados.

Só pelo Mar Mediterrâneo, mais de 442 mil chegaram neste ano à Europa. Pelo menos 2.291 morreram na travessia. A cada dia, cerca de 4 mil pessoas chegam às ilhas gregas. Os dados atualizados foram divulgados na sexta-feira pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Crise dos refugiados tende a se agravar

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante está concentrando esforços para assumir o controle de uma estrada estratégica da Síria. A manobra pode deflagrar a fuga de milhões de refugiados de áreas controladas pela ditadura de Bachar Assad.

Os jihadistas do Estado Islâmico estão a cerca de 35 da rodovia M5, descrita pelo jornal britânico The Independent on Sunday como a "espinha dorsal do regime de Assad". Se as forças do EI tiverem sucesso, milhões de pessoas podem querem fugir do país, engrossando a massa de refugiados em busca de asilo político na União Europeia.

Depois de quatro anos e meio de guerra, a situação da ditadura de Bachar Assad é cada vez mais instável. Em março, a Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda, e outros grupos extremistas muçulmanos conquistaram Idlibe, no Noroeste da Síria.

O Estado Islâmico tomou em maio a cidade histórica de Palmira, onde destruiu vários templos. Em 6 de agosto, tomou a cidade majoritariamente cristã de Kariatain. Desde então, o EI tomou duas cidades próximas da M5, enquanto fracassaram os esforços do Exército para retomar Kariatain.

Mais da metade dos 17 milhões de sírios está em fuga dentro e fora do país, reportou Patrick Cockburn, autor de A Origem do Estado Islâmico - o fracasso da guerra ao terror e a ascensão jihadista.

Com o avanço do EU, aumenta o risco para os 2,6 milhões de alauítas, a seita heterodoxa xiita que domina a política da Síria desde os anos 1960s, os 2,2 milhões de curdos, os 2 milhões de cristãos e cerca de 650 mil drusos, além dos árabes sunitas aliados do Egito.

Se estas minorias fugirem em massa, o número de refugiados no exterior, hoje de cerca de 4,5 milhões, pode dobrar rapidamente. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados declarou que a Síria "se tornou a maior fonte de refugiados do mundo, posição ocupada pelo Afeganistão durante três décadas."

A atual crise migratória é a chegada da guerra civil da Síria à Europa, observa a Rede Integrada de Informações Regionais, um serviço de notícias do Gabinete da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários.

Como a Rússia tem na Síria sua única base naval no Mar Mediterrâneo, se nega a aceitar a exigência da Europa e dos Estados Unidos de que Assad seja afastado do poder. O atual regime faria parte da solução, mas não o ditador, responsável maior pela guerra civil.

O governo Vladimir Putin está enviado mais armas e equipamentos, e não descarta o envio de soldados à Síria. A República Islâmica do Irã também sustenta Assad com armas e milícias xiitas, especialmente o grupo radical libanês Hesbolá (Partido de Deus).

Nos últimos dias, chocado com a chegada do cadáver do menino Aylan al-Kurdi numa praia do Mar Egeu, na Grécia, o mundo se perguntou quem o matou. Os responsáveis são a guerra civil na Síria, o ditador Bachar Assad e a omissão da sociedade internacional, incapaz de conter a maior tragédia humanitária em andamento.

Enquanto não acabar a guerra civil na Síria, os refugiados vão chegar a Europa. Vivos ou mortos.

domingo, 6 de setembro de 2015

Alemanha recebe 13 mil migrantes em dois dias

Cerca de 7 mil migrantes chegaram à Alemanha no sábado e outros 6 mil no domingo, anunciou a polícia federal do país. O governo federal alemão vai gastar mais 6 bilhões de euros (R$ 25,7 bilhões) em 2015 para acolher os 800 mil imigrantes que devem entrar no país.

Depois de uma reunião de cinco horas em Berlim, a coalizão liderada pela chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel concordou em tomar uma séria de medidas. Os governos estaduais e municipais da Alemanha vão receber mais 3 bilhões de euros, e o governo federal outros 3 bilhões para financiar os benefícios sociais concedidos a quem conseguir asilo político.

Maior país e maior economia da União Europeia, a Alemanha vai aceitar a maior cota de imigrantes e refugiados. Só em agosto, 100 mil candidatos chegarão ao país.

O governo alemão ampliou a lista dos países considerados seguros, incluindo a Albânia, o Kossovo e Montenegro. Isso significa que seus cidadãos não terão direito a asilo. A Bósnia-Herzegovina, a Macedônia e a Sérvia já faziam parte da lista.

No domingo, a Áustria ameaçou fechar sua fronteira mais uma vez para impedir os imigrantes e refugiados que entram na UE pela Hungria de chegar à Alemanha.

Ao mesmo tempo, as agências humanitárias da Nações Unidas advertiram que estão à beira da falência, sem condições de atender aos milhões de refugiados da África e do Oriente Médio. Boa parte procura asilo na Europa.

"Estamos quebrados", admitiu o alto comissário da ONU para refugiados, o ex-primeiro-ministro português António Guterres, citado pelo jornal inglês The Guardian.

domingo, 19 de abril de 2015

Naufrágio no Mar Mediterrâneo deixa 700 desaparecidos

Cerca de 700 refugiados podem ter morrido afogados no naufrágio de um barco pesqueiro no Mar Mediterrâneo a 100 quilômetros da costa da Líbia, informou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. Se a tragédia for confirmada, o total mortos nos últimos dez dias vai passar de mil.

De acordo com relatos dos 28 sobreviventes, o barco de 20 metros estava superlotado e enviou um pedido de socorro na noite de sábado para domingo. A Guarda Costeira da Itália mandou um navio mercante português para o local. Quando o navio se aproximou, os migrantes correram todos para o mesmo lado do pesqueiro e viraram o barco.

Dezessete embarcações foram para o local para tentar salvar os náufragos, inclusive navios de Malta, pesqueiros italianos e embarcações privadas. Conseguiram resgatar 28 sobreviventes.

"Eles são homens e mulheres como nós, nossos irmãos buscando uma vida melhor, famintos, perseguidos, feridos, explorados, vítimas da guerra", lamentou o papa Francisco no sermão deste domingo no Vaticano. O papa pediu à sociedade internacional "uma reação rápida e decidida para que estas tragédias não se repitam".

Desde o início do ano, se as mortes foram confirmadas, o total vai chegar a 1,6 mil, o dobro do total de 2014, quando se estima que 280 mil migrantes entraram ilegalmente na União Europeia, sendo 170 mil pelo mar através da Itália.

O presidente da França, François Hollande, considerou o naufrágio "a pior catástrofe dos últimos anos no Mediterrâneo".

quinta-feira, 19 de março de 2015

ONU acusa Estado Islâmico de genocídio contra yazidis

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos acusou hoje a milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante de tentar acabar com o povo yazidi durante sua ofensiva no Norte do Iraque iniciada em junho de 2014 em atos que podem configurar genocídio, a tentativa de destruir todo um povo.

"Os ataques manifestos contra a minoria yazidi indica a intenção do Estado Islâmico de destruir os yazidis como grupo, o que sugere claramente que pode ter cometido um genocídio", diz o relatório, baseado em entrevistas com mais de cem sobreviventes de ataques ocorridos entre junho do ano passado e fevereiro de 2015.

Centenas de homens e meninos foram executados sumariamente por não seguirem a corrente extremista do Islã pregada pelo EI, afirma a ONU. As mulheres foram raptadas e vendidas como escravas sexuais.

Além de atacar os yazidis e de destruir monumentos históricos, o EI está expulsando os cristão do Norte da Síria e do Iraque.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

ONU condena violência em prisões no Brasil

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos condenou hoje a violência registrada durante a semana em várias prisões do Brasil.

Pelo menos cinco presos foram mortos durante um motim na Penitenciária Estadual de Cascavel, no Paraná. Duas vítimas teriam sido decapitadas e outras duas jogadas do telhado da prisão. Em Minas Gerais, duas rebeliões acabaram com um morto e dezenas de feridos.

Outro preso foi morto no complexo penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, um dos mais problemáticos do país. Também houve tumultos em cadeias dos estados do Pará e do Rio de Janeiro.

"Pedimos às autoridades uma apuração rápida, imparcial e efetiva dos fatos e causas das revoltas, e que os responsáveis por estes crimes sejam levados à Justiça", declarou o chefe do escritório regional do alto comissariado para a América do Sul, Amerigo Incalcaterra. "Ficamos consternados com o nível de violência nos presídios brasileiros. Não é admissível que, no Brasil, a violência e as mortes dentro de prisões sejam percebidas como normais e cotidianas."

A ONU reitera sua preocupação com os problemas carcerários do país: "Superlotação, condições inadequadas, torturas e maus-tratos contra detentos são uma realidade em muitos presídios do Brasil, contribuem para a violência e constituem graves violaçoes dos direitos humanos."