Por 439 a 104 votos, com 88 abstenções, o Parlamento Europeu reconheceu hoje presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como "presidente legítimo da Venezuela", pediu aos governos europeus que façam o mesmo e exigiu a libertação de todos os 11 jornalistas presos.
A moção foi proposta pelos conservadores e teve o apoio de liberais e sociais-democratas, além dos eurocéticos britânicos e poloneses. Por exigência dos sociais-democratas, foi incluída um repúdio a "qualquer tentativa que possa implicar no uso da violência para a solução da crise", para se diferenciar da posição mais dura assumida pelos Estados Unidos, que ameaçam com uma intervenção militar.
A Alemanha, a a Espanha, a França e o Reino Unido deram prazo até o próximo domingo para o ditador Nicolás Maduro convocar uma eleição presidencial antecipada. Caso contrário, vão reconhecer o governo Guaidó.
Desde 21 de janeiro, pelo menos 39 pessoas foram mortas pelas forças de segurança e milícias ligadas ao regime durante saques e manifestações de protesto, na maioria, jovens baleados no peito ou na cabeça, com tiros dados para matar.
Nos últimos 10 dias, 939 pessoas foram detidas e 755 continuam presas, inclusive 94 menores de idade submetidos a pressões e maus tratos, informaram o Observatório de Conflitos e o Foro Penal Venezuelano, duas organizações não governamentais de defesa dos direitos humanos.
"Algumas crianças desmaiaram, outras choravam suplicando pela liberdade ou simplesmente para ver suas mães, que também sofriam ao ver seus pequenos atrás das grades. Foi muito duro, muito difícil. Nunca havia passado por uma situação dessas", contou Zuleima Siso, advogada do Foro Penal Venezuelano encarregada da defesa dos menores apreendidos.
Onze jornalistas estrangeiros foram presos, eles o repórter Rodrigo Lopes, do jornal gaúcho Zero Hora, detido e ameaçado. Dois repórteres da televisão pública do Chile foram detidos por 14 horas, tiveram seus telefones celulares e computadores confiscados e foram deportados. Dois repórteres de uma TV da França ficaram dois dias presos por fazer imagens do palácio presidencial de Miraflores. E prenderam uma equipe inteira da agência espanhola EFE, com um jornalista espanhol e uma colombiana, um fotógrafo colombiano e o motorista venezuelano.
A União Europeia protestou, exigindo de Maduro "respeito ao Estado de Direito, aos direitos humanos e às liberdades fundamentais", das quais "a liberdade de imprensa é um elemento central".
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Prisões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Prisões. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
Parlamento Europeu reconhece governo Guaidó na Venezuela
Marcadores:
Ditadura,
Foro Penal Venezuelano,
jornalistas,
Juan Guaidó,
Menores,
Nicolás Maduro,
Observatório de Conflitos,
Parlamento Europeu,
Prisões,
regime chavista,
Rodrigo Lopes,
UE,
Venezuela
sábado, 5 de maio de 2018
Rússia prende líder e 1,6 mil militantes da oposição
A polícia da Rússia prendeu hoje em Moscou o líder da oposição, Alexei Navalny, e cerca de 1,6 mil manifestantes oposicionistas no país inteiro para conter protestos contra a posse, em 7 de maio de 2018, do ditador Vladimir Putin para um quarto mandato presidencial.
Navalny, um advogado e ativista político de 41 anos, foi impedido de desafiar Putin na eleição presidencial de 8 de março por força de um processo forjado pelo Kremlin.
Mesmo sendo ignorado pelos meios de comunicações oficiais, mostrou liderança ao convocar manifestações para denunciar o autoritarismo do "czar Putin". Dos 1.597 manifestantes presos em 27 cidades, 708 eram de Moscou, uma indicação de que foram para o interior mobilizar as populações locais.
Em público, o governo ignora e menospreza o líder da oposição, mas a prisão em 31 de março do empresário Ziyavudin Magomedov, ligado ao primeiro-ministro Dimitri Medvedev, sob acusação de corrupção, revela uma preocupação do governo de dar alguma satisfação à opinião pública.
As autoridades russas estão atentas a uma possível tentativa de criar uma onda de manifestações de protesto a pouco menos de um mês do início da Copa do Mundo na Rússia, em 14 de junho.
Navalny, um advogado e ativista político de 41 anos, foi impedido de desafiar Putin na eleição presidencial de 8 de março por força de um processo forjado pelo Kremlin.
Mesmo sendo ignorado pelos meios de comunicações oficiais, mostrou liderança ao convocar manifestações para denunciar o autoritarismo do "czar Putin". Dos 1.597 manifestantes presos em 27 cidades, 708 eram de Moscou, uma indicação de que foram para o interior mobilizar as populações locais.
Em público, o governo ignora e menospreza o líder da oposição, mas a prisão em 31 de março do empresário Ziyavudin Magomedov, ligado ao primeiro-ministro Dimitri Medvedev, sob acusação de corrupção, revela uma preocupação do governo de dar alguma satisfação à opinião pública.
As autoridades russas estão atentas a uma possível tentativa de criar uma onda de manifestações de protesto a pouco menos de um mês do início da Copa do Mundo na Rússia, em 14 de junho.
quarta-feira, 25 de abril de 2018
Chevron tira executivos da Venezuela após prisão de funcionários
A companhia de petróleo americana Chevron retirou seus executivos da Venezuela depois que dois funcionários foram presos numa disputa contratual com a empresa estatal Petróleos de Venezuela S. A. (PdVSA), noticiou a agência Reuters. A Chevron explora petróleo na Venezuela em associação com a PdVSA e declarou que não pretende deixar o país.
Foi a primeira batida policial em companhias de petróleo estrangeiras desde um expurgo da ditadura de Nicolás Maduro em que mais de 80 executivos da PdVSA e empresários associados foram presos sob acusação de corrupção desde o ano passado.
Os escritórios da Chevron na cidade de Puerto la Cruz, onde trabalham cerca de 150 empregados, foram revistados. Uns 30 executivos foram retirados da Venezuela.
Os dois funcionários da Chevron detidos podem ser acusados de traição por se negar a assinar um contrato de fornecimento de peças de uma fornalha preparado por executivos da PdVSA. Eles alegam que não houve concorrência e que os preços eram muito altos.
Em entrevista na sede das Nações Unidas em Nova York, o ministro do Exterior da Venezuela, Jorge Arreaza, atribuiu as prisões à luta contra a corrupção: "Na nossa indústria do petróleo e nas suas relações com outros países, havia corrupção. As decisões da procuradoria são baseadas em investigações sérias de combate à corrupção. Estas duas pessoas envolvidas têm o direito de se defender no devido processo legal."
A retirada dos executivos é um sinal evidente de que a Chevron não acredita na lisura do processo numa ditadura como a Venezuela, onde a Justiça não é independente, está sob o controle do Poder Executivo. "A decisão lógica seria se entregar às autoridades e provar sua inocência e não fugir", ironizou o chanceler venezuelano.
Em nota, a Chevron declarou seguir "um código de ética empresarial que inclui o total respeito pelas leis dos Estados Unidos e da Venezuela". A empresa não pretende sair do país. Já enfrentou prisão de executivos na Indonésia, em 2013. Aguarda a estabilização da Venezuela, país com as maiores reservas de petróleo comprovadas do mundo.
Diante do colapso da economia da Venezuela sob Maduro, as empresas estrangeiras têm cada vez mais dificuldade para manter funcionários no país à espera de dias melhores e um governo menos catastrófico. Além dos contratos suspeitos, há hiperinflação e desabastecimento generalizados.
Com faturamento de US$ 135 bilhões em 2017, a Chevron é a sétima maior empresa privada de petróleo do mundo. Na Venezuela, é sócia minoritária da PdVSA em cinco projetos. O lucro caiu 18% no ano passado para US$ 329 milhões.
No momento, a opção das empresas estrangeiras é vender seus ativos muito abaixo do valor normal ou continuar tendo prejuízos operacionais e agora ainda correr o risco de ter funcionários presos.
A PdVSA não escapa da crise venezuelana. Sua produção caiu 33% num ano para 1,51 milhão de barris por dia. É a menor em 33 anos. O combate à corrupção começou com a nomeação do general Manuel Quevedo como ministro do Petróleo e presidente da PdVSA, em 26 de novembro de 2017.
A empresa espanhola Repsol deu baixa em US$ 1 bilhão de seus ativos na Venezuela. A italiana ENI tem uma dívida não paga de 500 milhões de euros (US$ 615 milhões) com a PdVSA. A Schlumberger deu baixa de US$ 938 milhões em seus ativos venezuelanos, enquanto a Halliburton chegou a US$ 959 milhões em dois anos.
Foi a primeira batida policial em companhias de petróleo estrangeiras desde um expurgo da ditadura de Nicolás Maduro em que mais de 80 executivos da PdVSA e empresários associados foram presos sob acusação de corrupção desde o ano passado.
Os escritórios da Chevron na cidade de Puerto la Cruz, onde trabalham cerca de 150 empregados, foram revistados. Uns 30 executivos foram retirados da Venezuela.
Os dois funcionários da Chevron detidos podem ser acusados de traição por se negar a assinar um contrato de fornecimento de peças de uma fornalha preparado por executivos da PdVSA. Eles alegam que não houve concorrência e que os preços eram muito altos.
Em entrevista na sede das Nações Unidas em Nova York, o ministro do Exterior da Venezuela, Jorge Arreaza, atribuiu as prisões à luta contra a corrupção: "Na nossa indústria do petróleo e nas suas relações com outros países, havia corrupção. As decisões da procuradoria são baseadas em investigações sérias de combate à corrupção. Estas duas pessoas envolvidas têm o direito de se defender no devido processo legal."
A retirada dos executivos é um sinal evidente de que a Chevron não acredita na lisura do processo numa ditadura como a Venezuela, onde a Justiça não é independente, está sob o controle do Poder Executivo. "A decisão lógica seria se entregar às autoridades e provar sua inocência e não fugir", ironizou o chanceler venezuelano.
Em nota, a Chevron declarou seguir "um código de ética empresarial que inclui o total respeito pelas leis dos Estados Unidos e da Venezuela". A empresa não pretende sair do país. Já enfrentou prisão de executivos na Indonésia, em 2013. Aguarda a estabilização da Venezuela, país com as maiores reservas de petróleo comprovadas do mundo.
Diante do colapso da economia da Venezuela sob Maduro, as empresas estrangeiras têm cada vez mais dificuldade para manter funcionários no país à espera de dias melhores e um governo menos catastrófico. Além dos contratos suspeitos, há hiperinflação e desabastecimento generalizados.
Com faturamento de US$ 135 bilhões em 2017, a Chevron é a sétima maior empresa privada de petróleo do mundo. Na Venezuela, é sócia minoritária da PdVSA em cinco projetos. O lucro caiu 18% no ano passado para US$ 329 milhões.
No momento, a opção das empresas estrangeiras é vender seus ativos muito abaixo do valor normal ou continuar tendo prejuízos operacionais e agora ainda correr o risco de ter funcionários presos.
A PdVSA não escapa da crise venezuelana. Sua produção caiu 33% num ano para 1,51 milhão de barris por dia. É a menor em 33 anos. O combate à corrupção começou com a nomeação do general Manuel Quevedo como ministro do Petróleo e presidente da PdVSA, em 26 de novembro de 2017.
A empresa espanhola Repsol deu baixa em US$ 1 bilhão de seus ativos na Venezuela. A italiana ENI tem uma dívida não paga de 500 milhões de euros (US$ 615 milhões) com a PdVSA. A Schlumberger deu baixa de US$ 938 milhões em seus ativos venezuelanos, enquanto a Halliburton chegou a US$ 959 milhões em dois anos.
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
França vai instalar telefones em todas as celas de prisões do país
O Ministério da Justiça da França vai colocar progressivamente telefones em todas as 50 mil celas das 178 cadeias do país, mas os presos só poderão ligar para números autorizados pela administração penitenciária ou por um juiz, noticiou o jornal Le Monde.
A medida visa a acabar com o uso de celulares dentro das prisões não se aplica a áreas de segurança máxima, onde os detidos estejam detidos por motivos disciplinares. É resultado de uma experiência realizada em 2016 na prisão de Montmédy.
Durante a experiência, cada preso tinha autorização para discar para um máximo de quatro números de pessoas devidamente identificadas e registradas.
A medida visa a acabar com o uso de celulares dentro das prisões não se aplica a áreas de segurança máxima, onde os detidos estejam detidos por motivos disciplinares. É resultado de uma experiência realizada em 2016 na prisão de Montmédy.
Durante a experiência, cada preso tinha autorização para discar para um máximo de quatro números de pessoas devidamente identificadas e registradas.
domingo, 5 de novembro de 2017
Arábia Saudita prende príncipes e ministros em campanha anticorrupção
A Arábia Saudita prendeu 11 príncipes, inclusive um bilionário, quatro ministros e dezenas ex-ministros numa grande campanha anticorrupção destinada a consolidar o poder do príncipe herdeiro e ministro da Defesa, Mohamed ben Salman, o novo homem-forte do reino.
O príncipe herdeiro chefia a nova comissão anticorrupção criada ontem por decreto real, que entrou em ação imediatamente. As prisões se devem a um inquérito sobre a enchente que atingiu a cidade de Jedá, no Mar Vermelho, em 2009.
O mais conhecido dos presos é o príncipe Alwaleed ben Talal, um bilionário com grandes investimentos em empresas ocidentais, entrevistado com frequência por jornalistas. Muitos detidos criticam a política externa agressiva atribuída ao novo homem-forte da Arábia Saudita, especialmente a intervenção militar no Iêmen e a tentativa de isolar o Catar.
Mohamed ben Salman, também conhecido como MBS, é filho do rei Salman. Era o segundo na linha sucessória até junho, quando seu primo Mohamed ben Nayef foi afastado.
Para o alto conselho de clérigos e sábios do Islã, uma pedra fundamental do regime saudita, uma aliança do wahabismo, uma corrente ultrapuritana do sunismo, com a dinastia de Saud, "o combate à corrupção é tão importante quanto o combate ao terrorismo".
Será uma onda de choque nos mercados local e internacional. "A amplitude e a escala das prisões parece sem precedentes na história moderna saudita", observou o professor Kristian Ulrichsen, do Instituto Baker de Políticas Públicas, da Universidade Rice, de Houston, no Texas, nos Estados Unidos.
Em outras decisões, aparentemente sem relação com a campanha anticorrupção, foram demitidos o ministro da Economia, o comandante da Marinha e o chefe da Guarda Nacional, príncipe Mitab ben Abdullah, filho do sultão anterior, que chegou a ser cogitado como candidato ao trono.
O príncipe herdeiro chefia a nova comissão anticorrupção criada ontem por decreto real, que entrou em ação imediatamente. As prisões se devem a um inquérito sobre a enchente que atingiu a cidade de Jedá, no Mar Vermelho, em 2009.
O mais conhecido dos presos é o príncipe Alwaleed ben Talal, um bilionário com grandes investimentos em empresas ocidentais, entrevistado com frequência por jornalistas. Muitos detidos criticam a política externa agressiva atribuída ao novo homem-forte da Arábia Saudita, especialmente a intervenção militar no Iêmen e a tentativa de isolar o Catar.
Mohamed ben Salman, também conhecido como MBS, é filho do rei Salman. Era o segundo na linha sucessória até junho, quando seu primo Mohamed ben Nayef foi afastado.
Para o alto conselho de clérigos e sábios do Islã, uma pedra fundamental do regime saudita, uma aliança do wahabismo, uma corrente ultrapuritana do sunismo, com a dinastia de Saud, "o combate à corrupção é tão importante quanto o combate ao terrorismo".
Será uma onda de choque nos mercados local e internacional. "A amplitude e a escala das prisões parece sem precedentes na história moderna saudita", observou o professor Kristian Ulrichsen, do Instituto Baker de Políticas Públicas, da Universidade Rice, de Houston, no Texas, nos Estados Unidos.
Em outras decisões, aparentemente sem relação com a campanha anticorrupção, foram demitidos o ministro da Economia, o comandante da Marinha e o chefe da Guarda Nacional, príncipe Mitab ben Abdullah, filho do sultão anterior, que chegou a ser cogitado como candidato ao trono.
domingo, 17 de julho de 2016
Turquia prende 6 mil depois do golpe fracassado
O governo da Turquia prendeu pelo menos 6 mil pessoas desde o fracassado golpe militar de 15 de julho de 2016 contra o presidente Recep Tayyip Erdogan e deve haver mais, anunciou hoje o ministro da Justiça turco, Bekir Bozdag, noticiou a televisão pública britânica BBC. O expurgo inclui altos comandantes militares e 2,7 mil juízes.
Mais de 50 militares golpistas foram detidos hoje na província de Denizli, inclusive o comandante da guarnição, general Ozhan Ozbakir.
Também foram presos nos últimos dias o ministro do Supremo Tribunal Alparslan Altan; o comandante do 2º Exército, general Adem Huduti; o comandante do 3º Exército, general Erdal Ozturk; e o brigadeiro Akin Ozturk, ex-comandante da Força Aérea, apontado como líder do golpe..
Pelo menos 290 pessoas morreram na tentativa de golpe, sendo mais de 100 rebeldes. Erdogan acusou o clérigo dissidente Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos, e pediu sua extradição. O governo americano pediu provas de seu envolvimento.
A tentativa de golpe divide ainda mais a Turquia e suas Forças Armadas no momento em que o país está envolvido nas guerras civis da Síria e do Iraque, reiniciou há um ano sua própria guerra civil com os curdos e enfrenta a ameaça terrorista do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
O presidente vai aproveitar o golpe para fortalecer seu regime autoritário, dividindo e fragilizando ainda mais a Turquia.
Mais de 50 militares golpistas foram detidos hoje na província de Denizli, inclusive o comandante da guarnição, general Ozhan Ozbakir.
Também foram presos nos últimos dias o ministro do Supremo Tribunal Alparslan Altan; o comandante do 2º Exército, general Adem Huduti; o comandante do 3º Exército, general Erdal Ozturk; e o brigadeiro Akin Ozturk, ex-comandante da Força Aérea, apontado como líder do golpe..
Pelo menos 290 pessoas morreram na tentativa de golpe, sendo mais de 100 rebeldes. Erdogan acusou o clérigo dissidente Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos, e pediu sua extradição. O governo americano pediu provas de seu envolvimento.
A tentativa de golpe divide ainda mais a Turquia e suas Forças Armadas no momento em que o país está envolvido nas guerras civis da Síria e do Iraque, reiniciou há um ano sua própria guerra civil com os curdos e enfrenta a ameaça terrorista do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
O presidente vai aproveitar o golpe para fortalecer seu regime autoritário, dividindo e fragilizando ainda mais a Turquia.
sábado, 16 de julho de 2016
Golpe na Turquia termina com 265 mortos e 2.839 militares presos
O governo da Turquia reassumiu totalmente hoje o controle do país depois de uma tentativa de golpe militar ontem à noite, quando soldados rebeldes ocuparam o aeroporto de Istambul e as pontes que ligam a Europa à Ásia, e atacaram forças legalistas na capital, Ancara.
Pelo menos 265 pessoas foram mortas, inclusive 20 líderes golpistas, e 1.440 feridas. Com o colapso do golpe, 2.839 militares foram presos e cerca de 2,7 mil juízes foram demitidos.
Em pronunciamento à nação, o primeiro-ministro Binali Yildirim declarou que a situação está sob controle e que a tentativa de golpe foi "uma mancha negra na democracia". Ele descreveu os mortos como "161 mártires e 104 golpistas", e chamou os golpistas de "terroristas".
Todos os partidos de oposição apoiaram o governo, que acusa o clérigo muçulmano Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos, de liderar a conspiração. Ela nega.
Quando os tanques tomaram as ruas de Ancara e Istambul, o presidente Recep Tayyip Erdogan convocou a população a sair às ruas e resistir ao golpe. Foi atendido. Milhares de pessoas cercaram os tanques, bloquearam sua passagem e desarmaram soldados rebeldes.
Ao reaparecer no aeroporto de Istambul durante a madrugada, Erdogan chamou os golpistas de "traidores" e prometeu um duro tratamento do caso pela Justiça.
Pelo menos 265 pessoas foram mortas, inclusive 20 líderes golpistas, e 1.440 feridas. Com o colapso do golpe, 2.839 militares foram presos e cerca de 2,7 mil juízes foram demitidos.
Em pronunciamento à nação, o primeiro-ministro Binali Yildirim declarou que a situação está sob controle e que a tentativa de golpe foi "uma mancha negra na democracia". Ele descreveu os mortos como "161 mártires e 104 golpistas", e chamou os golpistas de "terroristas".
Todos os partidos de oposição apoiaram o governo, que acusa o clérigo muçulmano Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos, de liderar a conspiração. Ela nega.
Quando os tanques tomaram as ruas de Ancara e Istambul, o presidente Recep Tayyip Erdogan convocou a população a sair às ruas e resistir ao golpe. Foi atendido. Milhares de pessoas cercaram os tanques, bloquearam sua passagem e desarmaram soldados rebeldes.
Ao reaparecer no aeroporto de Istambul durante a madrugada, Erdogan chamou os golpistas de "traidores" e prometeu um duro tratamento do caso pela Justiça.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Ditadura comunista aumenta repressão em Cuba
Enquanto aproveita o reatamento das relações com os Estados Unidos para tentar recuperar a economia, e nesta semana o ditador Raúl Castro esteve em Paris, o regime comunista de Cuba aumenta a repressão às oposições mostrando que a abertura econômica não será acompanhada de uma abertura política, informa o jornal francês Le Monde.
Em 2015, o número de prisões e interpelações de dissidentes bateu recorde. Só em novembro, foram 1.447. O método mais comum é prender temporariamente, como num sequestro-relâmpago, para intimidar e não provocar grande reação.
Na França, Raúl assinou acordos nas áreas de turismo, transporte ferroviário e um comércio mais equilibrado. O presidente François Hollande reiterou o apelo aos Estados Unidos feito em maio passado em Havana para a suspensão total e imediata do embargo econômico à ilha, que vem desde 1960, é praticamente total desde 1962 e lei do Congresso desde 1992, então depende de deputados e senadores para ser revogado.
Com a atual composição do Congresso dos EUA, dominado pela oposição conservadora, o embargo não tem chance de ser suspenso. A lei exige abertura política e realização de eleições livres na ilha, o que não está nos planos dos irmãos Fidel e Raúl Castro.
Os irmãos Castro governam Cuba desde 1959. Raúl sucedeu o irmão em 2006 e promete entregar o poder a uma nova geração em 2018.
Em 2015, o número de prisões e interpelações de dissidentes bateu recorde. Só em novembro, foram 1.447. O método mais comum é prender temporariamente, como num sequestro-relâmpago, para intimidar e não provocar grande reação.
Na França, Raúl assinou acordos nas áreas de turismo, transporte ferroviário e um comércio mais equilibrado. O presidente François Hollande reiterou o apelo aos Estados Unidos feito em maio passado em Havana para a suspensão total e imediata do embargo econômico à ilha, que vem desde 1960, é praticamente total desde 1962 e lei do Congresso desde 1992, então depende de deputados e senadores para ser revogado.
Com a atual composição do Congresso dos EUA, dominado pela oposição conservadora, o embargo não tem chance de ser suspenso. A lei exige abertura política e realização de eleições livres na ilha, o que não está nos planos dos irmãos Fidel e Raúl Castro.
Os irmãos Castro governam Cuba desde 1959. Raúl sucedeu o irmão em 2006 e promete entregar o poder a uma nova geração em 2018.
Marcadores:
Cuba,
Dissidentes,
Ditadura,
Embargo,
EUA,
França,
François Hollande,
Prisões,
Raúl Castro,
Regime Comunista,
repressão política
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
ONU condena violência em prisões no Brasil
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos condenou hoje a violência registrada durante a semana em várias prisões do Brasil.
Pelo menos cinco presos foram mortos durante um motim na Penitenciária Estadual de Cascavel, no Paraná. Duas vítimas teriam sido decapitadas e outras duas jogadas do telhado da prisão. Em Minas Gerais, duas rebeliões acabaram com um morto e dezenas de feridos.
Outro preso foi morto no complexo penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, um dos mais problemáticos do país. Também houve tumultos em cadeias dos estados do Pará e do Rio de Janeiro.
"Pedimos às autoridades uma apuração rápida, imparcial e efetiva dos fatos e causas das revoltas, e que os responsáveis por estes crimes sejam levados à Justiça", declarou o chefe do escritório regional do alto comissariado para a América do Sul, Amerigo Incalcaterra. "Ficamos consternados com o nível de violência nos presídios brasileiros. Não é admissível que, no Brasil, a violência e as mortes dentro de prisões sejam percebidas como normais e cotidianas."
A ONU reitera sua preocupação com os problemas carcerários do país: "Superlotação, condições inadequadas, torturas e maus-tratos contra detentos são uma realidade em muitos presídios do Brasil, contribuem para a violência e constituem graves violaçoes dos direitos humanos."
Pelo menos cinco presos foram mortos durante um motim na Penitenciária Estadual de Cascavel, no Paraná. Duas vítimas teriam sido decapitadas e outras duas jogadas do telhado da prisão. Em Minas Gerais, duas rebeliões acabaram com um morto e dezenas de feridos.
Outro preso foi morto no complexo penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, um dos mais problemáticos do país. Também houve tumultos em cadeias dos estados do Pará e do Rio de Janeiro.
"Pedimos às autoridades uma apuração rápida, imparcial e efetiva dos fatos e causas das revoltas, e que os responsáveis por estes crimes sejam levados à Justiça", declarou o chefe do escritório regional do alto comissariado para a América do Sul, Amerigo Incalcaterra. "Ficamos consternados com o nível de violência nos presídios brasileiros. Não é admissível que, no Brasil, a violência e as mortes dentro de prisões sejam percebidas como normais e cotidianas."
A ONU reitera sua preocupação com os problemas carcerários do país: "Superlotação, condições inadequadas, torturas e maus-tratos contra detentos são uma realidade em muitos presídios do Brasil, contribuem para a violência e constituem graves violaçoes dos direitos humanos."
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Milhares morrem de fome em prisões norte-coreanas
Mais de 20 mil pessoas podem ter morrido de fome ou doenças num campo de prisioneiros na Coreia do Norte. Um relatório recente do comitê de direitos humanos do país criticou a péssima situação das colônias penais norte-coreanas quando o atual líder, Kim Jong Un herdou o poder com a morte do pai, em dezembro de 2011.
No Campo nº 22 da ditadura stalianista de Pionguiangue, na província de Hamyong do Norte, no Nordeste do país, a população diminuiu tão drasticamente meses antes dele ser fechado que despertou suspeitas. O número de presos caiu rapidamente de 30 mil para 3 mil.
No Campo nº 22 da ditadura stalianista de Pionguiangue, na província de Hamyong do Norte, no Nordeste do país, a população diminuiu tão drasticamente meses antes dele ser fechado que despertou suspeitas. O número de presos caiu rapidamente de 30 mil para 3 mil.
sábado, 22 de março de 2008
Um por cento dos americanos está na cadeia
Pela primeira vez na História dos Estados Unidos, mais de 1% dos adultos está na cadeia. São cerca de 1,6 milhão de presos. Outros 273 mil detentos estão em prisões locais.
O estudo do Centro Pew revela ainda que um em cada 36 latino-americanos está na prisão. Entre os negros, está proporção cai de um para 15.
Leia mais no jornal The New York Times.
O estudo do Centro Pew revela ainda que um em cada 36 latino-americanos está na prisão. Entre os negros, está proporção cai de um para 15.
Leia mais no jornal The New York Times.
Assinar:
Postagens (Atom)