O governo da Turquia prendeu pelo menos 6 mil pessoas desde o fracassado golpe militar de 15 de julho de 2016 contra o presidente Recep Tayyip Erdogan e deve haver mais, anunciou hoje o ministro da Justiça turco, Bekir Bozdag, noticiou a televisão pública britânica BBC. O expurgo inclui altos comandantes militares e 2,7 mil juízes.
Mais de 50 militares golpistas foram detidos hoje na província de Denizli, inclusive o comandante da guarnição, general Ozhan Ozbakir.
Também foram presos nos últimos dias o ministro do Supremo Tribunal Alparslan Altan; o comandante do 2º Exército, general Adem Huduti; o comandante do 3º Exército, general Erdal Ozturk; e o brigadeiro Akin Ozturk, ex-comandante da Força Aérea, apontado como líder do golpe..
Pelo menos 290 pessoas morreram na tentativa de golpe, sendo mais de 100 rebeldes. Erdogan acusou o clérigo dissidente Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos, e pediu sua extradição. O governo americano pediu provas de seu envolvimento.
A tentativa de golpe divide ainda mais a Turquia e suas Forças Armadas no momento em que o país está envolvido nas guerras civis da Síria e do Iraque, reiniciou há um ano sua própria guerra civil com os curdos e enfrenta a ameaça terrorista do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
O presidente vai aproveitar o golpe para fortalecer seu regime autoritário, dividindo e fragilizando ainda mais a Turquia.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 17 de julho de 2016
terça-feira, 6 de outubro de 2015
EUA soltam 6 mil presos para reduzir população carcerária
O Departamento da Justiça dos Estados Unidos está preparando a libertação de 6 mil condenados mantidos em prisões federais para reduzir a população carcerária, que é a maior do mundo, com mais de 2,2 milhões de detentos, revelou hoje o jornal The New York Times.
A maioria é de traficantes de drogas não violentos condenados nos anos 1980s e 1990s com base em leis que previam penas pesadas, especialmente para reincidentes,
Em abril, a Comissão de Sentenças dos EUA anunciou diretrizes para reduzir as penas de criminosos não violentos. Na época, funcionários estimaram em 50 mil o total de possíveis beneficiados. O país tem um quarto dos presos do mundo inteiro. A manutenção das penitenciárias consome um terço do orçamento do Departamento da Justiça.
Os 6 mil primeiros beneficiados serão soltos entre 30 de outubro e 2 de novembro de 2015. Ao mesmo tempo, a pedido do presidente Barack Obama, uma comissão bipartidária de senadores propôs uma ampla revisão das penas mínimas obrigatórias. Na Califórnia, a lei "três delitos e você está fora" previa prisão perpétua para condenados três vezes.
A maioria é de traficantes de drogas não violentos condenados nos anos 1980s e 1990s com base em leis que previam penas pesadas, especialmente para reincidentes,
Em abril, a Comissão de Sentenças dos EUA anunciou diretrizes para reduzir as penas de criminosos não violentos. Na época, funcionários estimaram em 50 mil o total de possíveis beneficiados. O país tem um quarto dos presos do mundo inteiro. A manutenção das penitenciárias consome um terço do orçamento do Departamento da Justiça.
Os 6 mil primeiros beneficiados serão soltos entre 30 de outubro e 2 de novembro de 2015. Ao mesmo tempo, a pedido do presidente Barack Obama, uma comissão bipartidária de senadores propôs uma ampla revisão das penas mínimas obrigatórias. Na Califórnia, a lei "três delitos e você está fora" previa prisão perpétua para condenados três vezes.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Neofascistas de Putin atacam Pussy Riot
As líderes da banda punk Pussy Riot foram agredidas ontem quando tomavam café da manhã numa lanchonete em Nijny Novgorod, a 400 quilômetros de Moscou, por uma tropa de choque do neofascismo inspirado pelo ditadorzinho de opereta da Rússia, Vladimir Putin.
Nadja Tolokonnikova e Maria Alekhina foram ofendidas pelos agressores, que jogaram tinta e lixo nelas, e disseram que deveriam fugir para os Estados Unidos. As roqueiras estavam na cidade fazem campanha por presos que denunciaram a violação de seus direitos. Sofreram lesões na cabeça e queimaduras por produtos químicos.
Elas passaram a militar em defesa dos presos depois de serem condenadas a dois anos de cadeia por vandalismo agravado por ódio religioso por gravarem um videoclip anarquista na Catedral de São Salvador, em Moscou, pedindo "uma Rússia sem Putin".
Durante a Olimpíada de Sóchi, as duas foram chicoteadas por guardas cossacos a serviço do Kremlin. São bons exemplos do respeito aos direitos humanos no país que alega estar intervindo militarmente na Ucrânia por razões humanitárias para proteger os russos locais.
Nadja Tolokonnikova e Maria Alekhina foram ofendidas pelos agressores, que jogaram tinta e lixo nelas, e disseram que deveriam fugir para os Estados Unidos. As roqueiras estavam na cidade fazem campanha por presos que denunciaram a violação de seus direitos. Sofreram lesões na cabeça e queimaduras por produtos químicos.
Elas passaram a militar em defesa dos presos depois de serem condenadas a dois anos de cadeia por vandalismo agravado por ódio religioso por gravarem um videoclip anarquista na Catedral de São Salvador, em Moscou, pedindo "uma Rússia sem Putin".
Durante a Olimpíada de Sóchi, as duas foram chicoteadas por guardas cossacos a serviço do Kremlin. São bons exemplos do respeito aos direitos humanos no país que alega estar intervindo militarmente na Ucrânia por razões humanitárias para proteger os russos locais.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Al Caeda liberta centenas de presos no Iraque
A rede terrorista Al Caeda assumiu hoje a responsabilidade por ataques simultâneos a duas prisões que terminaram com a libertação de mais de 500 presos e a morte de mais de 120 guardas penitenciários no Iraque. O governo iraquiano previu uma nova onda de violência política em consequência das ações.
Os ataques contra as prisões de Abu Ghraib e Taji começaram com a explosão de carros-bomba por terroristas suicidas, seguidos de bombardeios com morteiros e granadas contra os guardas da prisão.
Nos últimos meses, os rebeldes sunitas intensificaram os ataques contra bairros xiitas na tentativa de fomentar uma guerra civil sectária no Iraque. O conflito entre sunitas e xiitas se agravou com a guerra civi na vizinha Síria.
Os ataques contra as prisões de Abu Ghraib e Taji começaram com a explosão de carros-bomba por terroristas suicidas, seguidos de bombardeios com morteiros e granadas contra os guardas da prisão.
Nos últimos meses, os rebeldes sunitas intensificaram os ataques contra bairros xiitas na tentativa de fomentar uma guerra civil sectária no Iraque. O conflito entre sunitas e xiitas se agravou com a guerra civi na vizinha Síria.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Presos em greve de fome em Guantânamo já são 24
Os Estados Unidos admitiram ontem que 24 dos 166 suspeitos de terrorismo presos ilegalmente na base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba, estão em greve de fome. Oito perderam tanto peso por deixar de comer que foram acorrentados a cadeiras e estão sendo alimentados à força com soro duas vezes por dia. Dois estão internados no hospital militar da base para reidratação.
A base de Guantânamo foi transformada num centro de detenção para presos na guerra contra o terrorismo declarada pelo então presidente George W. Bush depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. Em fevereiro de 2002, o governo americano começou a transferência de presos para lá.
Durante a campanha eleitoral de 2008, o atual presidente Barack Obama prometeu fechar a prisão de Guantânamo e levar os presos remanescentes para julgamento em território dos EUA. Mas, no único processo, o juiz rejeitou as provas alegando terem sido obtidas ilegalmente através de práticas como a tortura.
Com o protesto generalizado dos conservadores que alegam que vários ex-detentos viraram ou voltaram a ser terroristas, o governo Obama recuou. Guantânamo continua um problema insolúvel, o que levou à greve de fome.
O Pentágono (Departamento da Defesa) considera em greve de fome presos que recusaram as últimas nove refeições e não comeram lanches nesse período, explica o jornal americano The Miami Herald.
A base de Guantânamo foi transformada num centro de detenção para presos na guerra contra o terrorismo declarada pelo então presidente George W. Bush depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. Em fevereiro de 2002, o governo americano começou a transferência de presos para lá.
Durante a campanha eleitoral de 2008, o atual presidente Barack Obama prometeu fechar a prisão de Guantânamo e levar os presos remanescentes para julgamento em território dos EUA. Mas, no único processo, o juiz rejeitou as provas alegando terem sido obtidas ilegalmente através de práticas como a tortura.
Com o protesto generalizado dos conservadores que alegam que vários ex-detentos viraram ou voltaram a ser terroristas, o governo Obama recuou. Guantânamo continua um problema insolúvel, o que levou à greve de fome.
O Pentágono (Departamento da Defesa) considera em greve de fome presos que recusaram as últimas nove refeições e não comeram lanches nesse período, explica o jornal americano The Miami Herald.
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