As líderes da banda punk Pussy Riot foram agredidas ontem quando tomavam café da manhã numa lanchonete em Nijny Novgorod, a 400 quilômetros de Moscou, por uma tropa de choque do neofascismo inspirado pelo ditadorzinho de opereta da Rússia, Vladimir Putin.
Nadja Tolokonnikova e Maria Alekhina foram ofendidas pelos agressores, que jogaram tinta e lixo nelas, e disseram que deveriam fugir para os Estados Unidos. As roqueiras estavam na cidade fazem campanha por presos que denunciaram a violação de seus direitos. Sofreram lesões na cabeça e queimaduras por produtos químicos.
Elas passaram a militar em defesa dos presos depois de serem condenadas a dois anos de cadeia por vandalismo agravado por ódio religioso por gravarem um videoclip anarquista na Catedral de São Salvador, em Moscou, pedindo "uma Rússia sem Putin".
Durante a Olimpíada de Sóchi, as duas foram chicoteadas por guardas cossacos a serviço do Kremlin. São bons exemplos do respeito aos direitos humanos no país que alega estar intervindo militarmente na Ucrânia por razões humanitárias para proteger os russos locais.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 7 de março de 2014
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Roqueiras da Pussy Riot são presas em Sóchi
Duas músicas da banda punk Pussy Riot condenadas por gravar um vídeo anarquista dentro da Catedral do Cristo Salvador em Moscou foram presas hoje na cidade de Sóchi, na Rússia, onde se realiza a Olimpíada de Inverno, noticia a revista americana Time.
Maria Alekhina e Nadja Tolokonnikova, libertadas há dois meses graças a uma anistia, planejavam organizar um protesto contra o presidente russo, Vladimir Putin. Foram soltas hoje mesmo.
No Twitter, Tolokonnikova disse que ela e Alekhina caminhavam por uma rua próxima do porto de Sóchi quando foram cercadas por agentes da polícia antiterrorista. A prisão das roqueiras reforça a suspeita de que Putin esteja preparando uma nova onda repressiva contra a oposição.
Ontem, o governo russo proibiu o líder oposicionista Alexey Navalny de visitar Sóchi durante os Jogos de Inverno. À noite, a televisão Rossiya, emissora oficial da olimpíada, apresentou um filme de propaganda travestido como documentário para acusar oposicionistas e ativistas de serem traidores da pátria a serviço dos Estados Unidos, comparados à Alemanha nazista.
Maria Alekhina e Nadja Tolokonnikova, libertadas há dois meses graças a uma anistia, planejavam organizar um protesto contra o presidente russo, Vladimir Putin. Foram soltas hoje mesmo.
No Twitter, Tolokonnikova disse que ela e Alekhina caminhavam por uma rua próxima do porto de Sóchi quando foram cercadas por agentes da polícia antiterrorista. A prisão das roqueiras reforça a suspeita de que Putin esteja preparando uma nova onda repressiva contra a oposição.
Ontem, o governo russo proibiu o líder oposicionista Alexey Navalny de visitar Sóchi durante os Jogos de Inverno. À noite, a televisão Rossiya, emissora oficial da olimpíada, apresentou um filme de propaganda travestido como documentário para acusar oposicionistas e ativistas de serem traidores da pátria a serviço dos Estados Unidos, comparados à Alemanha nazista.
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