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sexta-feira, 7 de março de 2014

Neofascistas de Putin atacam Pussy Riot

As líderes da banda punk Pussy Riot foram agredidas ontem quando tomavam café da manhã numa lanchonete em Nijny Novgorod, a 400 quilômetros de Moscou, por uma tropa de choque do neofascismo inspirado pelo ditadorzinho de opereta da Rússia, Vladimir Putin.

Nadja Tolokonnikova e Maria Alekhina foram ofendidas pelos agressores, que jogaram tinta e lixo nelas, e disseram que deveriam fugir para os Estados Unidos. As roqueiras estavam na cidade fazem campanha por presos que denunciaram a violação de seus direitos. Sofreram lesões na cabeça e queimaduras por produtos químicos.

Elas passaram a militar em defesa dos presos depois de serem condenadas a dois anos de cadeia por vandalismo agravado por ódio religioso por gravarem um videoclip anarquista na Catedral de São Salvador, em Moscou, pedindo "uma Rússia sem Putin".

Durante a Olimpíada de Sóchi, as duas foram chicoteadas por guardas cossacos a serviço do Kremlin. São bons exemplos do respeito aos direitos humanos no país que alega estar intervindo militarmente na Ucrânia por razões humanitárias para proteger os russos locais.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Cossacos chicoteam Pussy Riot em Sóchi

A banda punk Pussy Riot foi atacada e chicoteada hoje por uma milícia de cossacos que ajuda o governo da Rússia a policiar a Olimpíada de Inverno de Sóchi, informa o jornal inglês The Guardian. Duas roqueiras do grupo, Maria Alekhina e Nadia Tolokonnikova, saíram da prisão recentemente depois de cumprir pena por arruaça e desrespeito à Igreja Ortodoxa por gravarem um vídeoclip anarquista na Catedral do Cristo Salvador, em Moscou.


O grupo se reuniu num restaurante situado a cerca de 30 quilômetros dos locais de prova. De lá, saiu para a rua com roupas e balaclavas coloridas. Tentou fazer uma apresentação rápida, mas foi cercado por uma dúzia de milicianos cossacos, que quebraram um violão, arrancaram as balaclavas e chicotearam os membros da banda.

Quando a polícia chegou, interrogou várias pessoas. Ninguém foi preso.

Os cossacos são um povo do Sul da Rússia que, no século 19, se aliou ao império czarista para ajudar o país a conquistar a região do Norte do Cáucaso, onde fica Sóchi, até hoje assolada por conflitos nas repúblicas da Chechênia, do Daguestão e da Inguchétia, de maioria muçulmana.

A Olimpíada de Sóchi é a grande realização do presidente Vladimir Putin. O custo, de US$ 50 bilhões, a tornou a olimpíada mais cara da história, marcada por denúncias de corrupção e autoritarismo.

Putin está em guerra com a incipiente sociedade civil russa desde que as eleições parlamentares de dezembro de 2011 foram denunciadas como fraudulentas num momento de revolta como a Primavera Árabe. Há o temor de uma nova onda repressiva depois dos Jogos.

Nesse contexto de repressão crescente, a banda punk gravou o clip na catedral de Moscou em 21 de fevereiro de 2012 pedindo o fim da ditadura do homem-forte do Kremlin, oriundo do KGB, a polícia política da extinta União Soviética. Soltas por uma anistia dada por Putin como gesto de boa vontade antes dos Jogos, as roqueiras prometem continuar a luta "por uma Rússia sem Putin".

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Roqueiras da Pussy Riot são presas em Sóchi

Duas músicas da banda punk Pussy Riot condenadas por gravar um vídeo anarquista dentro da Catedral do Cristo Salvador em Moscou foram presas hoje na cidade de Sóchi, na Rússia, onde se realiza a Olimpíada de Inverno, noticia a revista americana Time.

Maria Alekhina e Nadja Tolokonnikova, libertadas há dois meses graças a uma anistia, planejavam organizar um protesto contra o presidente russo, Vladimir Putin. Foram soltas hoje mesmo.

No Twitter, Tolokonnikova disse que ela e Alekhina caminhavam por uma rua próxima do porto de Sóchi quando foram cercadas por agentes da polícia antiterrorista. A prisão das roqueiras reforça a suspeita de que Putin esteja preparando uma nova onda repressiva contra a oposição.

Ontem, o governo russo proibiu o líder oposicionista Alexey Navalny de visitar Sóchi durante os Jogos de Inverno. À noite, a televisão Rossiya, emissora oficial da olimpíada, apresentou um filme de propaganda travestido como documentário para acusar oposicionistas e ativistas de serem traidores da pátria a serviço dos Estados Unidos, comparados à Alemanha nazista.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Rússia liberta roqueiras da banda Pussy Riot

Duas roqueiras da banda Pussy Riot condenadas a dois anos de prisão por protestar contra o presidente Vladimir Putin e profanar a Catedral do Cristo Salvador, em Moscou, foram soltas hoje por causa de uma anistia concedida pelo homem-forte da Rússia, mas desafiaram a decisão.

"Se pudesse rejeitar essa anistia, teria rejeitadado", declarou Maria Alekhina, de 25 anos, descrevendo a anistia como uma "vergonha": "Não acredito que seja um gesto humanitário, mas, sim, um golpe de relações públicas".

Ao sair da prisão em Krasnoyarsk, na Sibéria, sob uma temperatura de 25 graus negativos, Nadja Tolokonnikova, repetiu o mantra da oposição: "Rússia sem Putin".

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Roqueira da Pussy Riot pede boicote a Jogos de Sóchi

A roqueira Yekaterina Samutsevitch, da banda russa Pussy Riot, condenada a dois anos de prisão por gravar um clipe com mensagem anarquista em ritmo de arruaça dentro da Catedral do Cristo Salvador, em Moscou, está propondo um boicote à Olimpíada de Inverno a ser realizada em Sóchi, na Rússia, de 7 a 23 de fevereiro de 2014. O movimento gay também defende um boicote por causa da discriminação a homossexuais no país.

Solta em liberdade condicional depois de cumprir meses da pena, em entrevista à agência Reuters, Samutsevitch observou que "um evento que deveria ser puramente esportivo está se tornando altamente politizado e cheio de conflitos. Tem de haver um boicote porque as últimas políticas foram longe demais", acrescentou, referindo-se a processos contra oposicionistas como Alexei Navalny, que chamou de forjados.

Além da repressão cada vez maior aos dissidentes desde que o resultado das eleições parlamentares e a reeleição do presidente Vladimir Putin foram contestados, há um aumento de ações de caráter fascista como a crescente perseguição e as agressões a homossexuais.

Com orçamento de US$ 50 bilhões, os Jogos de Sóchi já são os mais caros e com mais denúncias de corrupção e superfaturamento da História. A Copa do Brasil e a Olimpíada do Rio não chegam nem perto. Na Rússia, Putin decidiu fazer os Jogos de Inverno onde não há neve. Até a neve será artificial. É um escândalo.