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quinta-feira, 15 de agosto de 2024

Hoje na História do Mundo: 15 de Agosto

 ABERTO O CANAL DO PANAMÁ

    Em 1914, o navio de carga e de passageiros norte-americano Ancon é o primeiro a atravessar o Canal do Panamá, que liga os oceanos Atlântico e Pacífico.

O Panamá pertencia å Colômbia, enfraquecida pela Guerra dos Mil Dias (1899-1902). Quando o Senado colombiano rejeita a proposta dos EUA para abrir o canal, uma intervenção militar norte-americana promove a independência do Panamá, que cede aos EUA o controle da Zona do Canal.

Só em 1977, o ditador Omar Torrijos negocia com o presidente Jimmy Carter a soberania sobre o canal. Em 1999, o Panamá assume o controle, fator de grande prosperidade do país nas últimas décadas.

FIM DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

     Em 1945, depois dos bombardeios nucleares dos Estados Unidos a Hiroxima e Nagasáki em 6 e 9 de agosto, num discurso de 4 minutos e 36 segundos, o imperador Hiroíto anuncia a rendição incondicional do Japão, pondo fim à Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

A rendição é assinada oficialmente em 2 de setembro, quando países asiáticos ocupados pelo Japão declaram independência de seus colonizadores ocidentais, inclusive o Vietnã.

O Império do Japão invade a Manchúria em 1931 e o resto da China em 1937. De certa forma, começa a Segunda Guerra Mundial na Ásia antes da invasão da Alemanha Nazista à Polônia, em 1º de setembro de 1939, início da guerra na Europa.

Desde 1940, o Japão invade os países do Sudeste Asiático colonizados por potências europeias sob a desculpa de libertá-los do imperialismo ocidental, mas é uma força de ocupação violenta e brutal. Em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeia a 7ª Frota dos EUA em Pearl Harbor, no Havaí, os norte-americanos entram na guerra.

Diante da impressionante defesa do Japão durante as batalhas de Iwo Jima e Okinawa, em 1945, os EUA estimam que a invasão das quatro maiores ilhas do arquipélago japonês custaria 1 milhão de vidas e decidem usar a bomba atômica, testada pela primeira vez em 16 de julho em Alamogordo, no Novo México.

No seu primeiro pronunciamento pelo rádio, ao justificar a rendição, humilhante na cultura japonesa, que aconselha a lutar até a morte, Hiroíto alega que "o inimigo começou a usar a bomba mais cruel, com poder para produzir danos realmente incalculáveis, tirando muitas vidas inocentes". Em sua memória oral, publicada depois da guerra, o imperador confessa o temor de que "a raça japonesa seria destruída se a guerra continuasse".

Com a derrota, o imperador é obrigado a renunciar a seu status divino. Fica no cargo porque os americanos o mantêm como símbolo da identidade nacional. Em 1952, o Japão recupera a independência, mas até hoje há forças dos EUA no país.


INDEPENDÊNCIA E DIVISÃO DA ÍNDIA

    Em 1947, a Índia e o Paquistão conquistam a independência do Império Britânico acabando com 89 anos de dominação colonial direta e 190 anos desde que a Companhia das Índias Orientais toma Bengala.

O líder indiano Mohandas Gandhi, o Mahatma, saúda "o ato mais nobre da nação britânica". Mas o país se divide. As províncias de maioria hindu formam a República da Índia e as muçulmanas, o Paquistão. A Caxemira, de maioria muçulmana, vira o pomo da discórdia e causa a primeira e a segunda guerras entre os dois inimigos históricos e hoje potências nucleares, em 1947 e 1965.

Pelo menos 20 milhões de pessoas migram de um lado para o outro e 2 milhões morreram. Índia e Paquistão voltam a entrar em guerra em 1971, quando a Índia apoia a independência de Bangladesh, a República de Bengala, antigo Paquistão Oriental.

Também há um conflito que alguns historiadores e cientistas políticos chamam de guerra em 1999 na região de Cargill, na Cordilheira do Himalaia.

Em maio de 1998, a Índia e o Paquistão testam bombas atômicas e assumem o status de potências nucleares.

NASCE A COREIA DO SUL

    Em 1948, Syngman Rhee anuncia a fundação da República da Coreia (Coreia do Sul).

A Coreia vive sob ocupação japonesa de 1910 até o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), quando os Estados Unidos tomam o Sul da Península Coreana e a União Soviética o Norte. Com o início da Guerra Fria, a unificação do país se torna inviável.

Rhee cria a República da Coreia, que reivindica a soberania sobre toda a Península Coreana. O mesmo faz a República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte), fundada em 9 de setembro de 1948 pelo Grande Líder Kim Il Sung. 

Isto leva à Guerra da Coreia, que começa com a invasão do Sul pelo Norte em 25 de junho de 1950 e termina em 27 de julho de 1953, com a restauração do status quo anterior à guerra. Até hoje, não há um acordo de paz definitivo.

PAZ, AMOR E MÚSICA EM WOODSTOCK

    Em 1969, começa o Festival de Woodstock, o mais emblemático dos anos 1960 e da era hippie, três dias de paz, amor e rock'n'roll numa fazenda da cidade de Bethel, no estado de Nova York, encerrado com Jimi Hendrix apresentando uma versão épica do Hino dos Estados Unidos distorcido para lembrar os bombardeios da Guerra do Vietnã.

Os organizadores querem levantar dinheiro para criar um estúdio e um retiro para músicos na cidade de Woodstock, que nega permissão para o evento, quase abandonado. A solução vem do produtor de leite Max Yasgur, que oferece sua fazenda de 240 hectares em Bethel, a cerca de 80 quilômetros de Woodstock.

Os ingressos custam 6 e 8 dólares por dia, mas a maioria das 400 mil pessoas pula a cerca e entra de graça. O prejuízo inicial é estimado em US$ 1,3 milhão, cerca de US$ 9 milhões pela cotação de hoje. Durante três dias, ouvem músicos como Hendrix, Richie Havens, Joan Baez, Janis Joplin, Joe Cocker, The Who, Jefferson Airplane, Ten Years After e Crosby Stills Nash & Young. 

Pouco mais de uma década depois, o festival começa a dar lucro, com a venda dos discos, do filme e de lembranças deste grande marco na história do rock.

APOCALIPSE NO VIETNÃ

    Em 1979, depois de muitos problemas de produção e vários adiamento, é lançado o filme Apocalypse Now, uma ficção de Francis Ford Coppola sobre a Guerra do Vietnã inspirada no livro No Coração das Trevas, de Joseph Conrad, sobre a criminosa exploração do Congo pela Bélgica.

A história se passa em 1969, quando o capitão do Exército dos Estados Unidos e veterano de operações especiais Benjamin Willard (Martin Sheen) é encarregado de matar o coronel rebelde Walter Kurtz, que cria seu próprio feudo no Camboja, onde é venerado como um semideus.

Durante a viagem, ele passa por cenas patéticas como soldados surfando em meio a um ataque de helicópteros enquanto uma floresta vizinha atingida por bombas incendiárias de napalm pega fogo. É um dos melhores filmes de guerra da história do cinema.

PIOR ATENTADO NA IRLANDA DO NORTE

    Em 1998, depois da assinatura do Acordo de Paz da Sexta-Feira, o Exército Republicano Irlandês Real ou Verdadeiro (Real IRA) explode uma bomba em Omagh, mata 29 pessoas e deixa mais de 200 feridas no pior atentado terrorista da guerra civil na Irlanda do Norte.

O Ira Real é um grupo dissidente do IRA Provisório, que luta durante 29 anos contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte. Não aceita o acordo de paz. Ao contrário de ataques anteriores, o telefonema que revela a existência de uma bomba manda as pessoas irem em direção ao local da explosão.

VOLTA DOS TALEBÃ

    Em 2021, com a retirada dos Estados Unidos, a Milícia dos Talebã (Estudantes) volta ao poder no Afeganistão depois de quase 20 anos e reimpõe o regime fundamentalismo islâmico que oprime especialmente as mulheres, proibidas de estudar, trabalhar e viajar sozinhas.

Os EUA e aliados atacam o Afeganistão em 7 de outubro de 2001 atrás dos líderes da rede terrorista Al Caeda, responsáveis pelos atentados de 11 de setembro daquele ano em Nova York e no Pentágono. Os talebã caem em três semanas. Os chefes da Caeda são cercados na Batalha de Tora Bora, em dezembro de 2001.

No ano seguinte, o governo George W. Bush reorienta a guerra contra o terrorismo para atacar o Iraque, que não tinha relação com o extremismo muçulmano. Os EUA instalam governos-fantoches no Afeganistão que nunca controlam o interior do país.

Com quase 20 anos, a Guerra do Afeganistão é a maior da história dos EUA. Pelo menos 169 mil pessoas morrem, sendo 2.448 soldados norte-americanos.

O governo afegão é catastrófico. Por causa das violações dos direitos humanos, o dinheiro do país depositado no exterior está congelado. A grande maioria da população sofre de insegurança alimentar.

A morte do líder d’al Caeda, Ayman al-Zawahiri, atingido por um drone dos EUA na casa onde morava num bairro nobre de Cabul, indica que o Afeganistão volta a ser um refúgio para extremistas muçulmanos. 

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Hoje na História do Mundo: 15 de Agosto


ABERTO O CANAL DO PANAMÁ

    Em 1914, o navio de carga e de passageiros norte-americano Ancon é o primeiro a atravessar o Canal do Panamá, que liga os oceanos Atlântico e Pacífico.

O Panamá pertencia å Colômbia, enfraquecida pela Guerra dos Mil Dias (1899-1902). Quando o Senado colombiano rejeita a proposta dos EUA, uma intervenção militar norte-americana promove a independência do Panamá, que cede aos EUA o controle da Zona do Canal.

Só em 1977, o ditador Omar Torrijos negocia com o presidente Jimmy Carter a soberania sobre o canal. Em 1999, o Panamá assume o controle, fator de grande prosperidade do país nas últimas décadas.

FIM DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

     Em 1945, depois dos bombardeios nucleares dos Estados Unidos a Hiroxima e Nagasáki em 6 e 9 de agosto, num discurso de 4 minutos e 36 segundos, o imperador Hiroíto anuncia a rendição incondicional do Japão, pondo fim à Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

A rendição é formalizada em 2 de setembro, quando países asiáticos ocupados pelo Japão declaram independência de seus colonizadores ocidentais, inclusive o Vietnã.

O Império do Japão invade a Manchúria em 1931 e o resto da China em 1937. De certa forma, começa a Segunda Guerra Mundial na Ásia antes da invasão da Alemanha nazista à Polônia, em 1º de setembro de 1939, início da guerra na Europa. A guerra começa oficialmente ao bombardear a 7ª Frota dos EUA em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, quando os norte-americanos entram na guerra.

Durante a guerra, o Japão invade os países do Sudeste Asiático colonizados por potências europeias sob a desculpa de libertá-los do imperialismo ocidental, mas é uma força de ocupação violenta e brutal.

Diante da impressionante defesa do Japão durante as batalhas de Iwo Jima e Okinawa, em 1945, os EUA estimam que a invasão das quatro maiores ilhas do arquipélago japonês custaria 1 milhão de vidas e decidem usar a bomba atômica, testada pela primeira vez em 16 de julho em Alamogordo, no Novo México.

No seu primeiro pronunciamento pelo rádio, ao justificar a rendição, humilhante na cultura japonesa, que aconselha a lutar até a morte, Hiroíto alega que "o inimigo começou a usar a bomba mais cruel, com poder para produzir danos realmente incalculáveis, tirando muitas vidas inocentes". Em sua memória oral, publicada depois da guerra confessa o temor que "a raça japonesa seria destruída se a guerra continuasse".

Com a derrota, o imperador é obrigado a renunciar a seu status divino. Fica no cargo porque os americanos o mantêm como símbolo da identidade nacional. Em 1952, o Japão recupera a independência, mas até hoje há forças dos EUA no país.


INDEPENDÊNCIA E DIVISÃO DA ÍNDIA

    Em 1947, a Índia e o Paquistão conquistam a independência do Império Britânico acabando com 89 anos de dominação colonial direta e 190 anos desde que a Companhia das Índias Orientais toma Bengala.

O líder indiano Mohandas Gandhi, o Mahatma, saúda "o ato mais nobre da nação britânica". Mas o país se divide. As províncias de maioria hindu formam a República da Índia e as muçulmanas, o Paquistão. A Caxemira, de maioria muçulmana, vira o pomo da discórdia e causa a primeira e a segunda guerras entre os dois inimigos históricos e potências nucleares, em 1947 e 1965.

Pelo menos 20 milhões de pessoas migram de um lado para o outro e 2 milhões morreram. Índia e Paquistão voltam a entrar em guerra em 1971, quando a Índia apoia a independência de Bangladesh, a República de Bengala, antigo Paquistão Oriental.

Também há um conflito que alguns historiadores e cientistas políticos chamam de guerra em 1999 na região de Cargill, na Cordilheira do Himalaia.

PAZ, AMOR E MÚSICA EM WOODSTOCK

    Em 1969, começa o Festival de Woodstock, o mais emblemático dos anos 1960 e da era hippie, três dias de paz, amor e rock'n'roll numa fazenda da cidade de Bethel, no estado de Nova York, encerrado com Jimi Hendrix apresentando uma versão épica do Hino dos Estados Unidos distorcido para lembrar os bombardeios da Guerra do Vietnã.

Os organizadores querem levantar dinheiro para criar um estúdio e um retiro para músicos na cidade de Woodstock, que nega permissão para o evento, quase abandonado. A solução vem do produtor de leite Max Yasgur, que oferece sua fazenda de 240 hectares em Bethel, a cerca de 80 quilômetros de Woodstock.

Os ingressos custam 6 e 8 dólares por dia, mas a maioria das 400 mil pessoas pula a cerca e entra de graça. O prejuízo inicial é estimado em US$ 1,3 milhão, cerca de US$ 9 milhões pela cotação de hoje. Durante três dias, ouvem músicos como Hendrix, Richie Havens, Joan Baez, Janis Joplin, Joe Cocker, The Who, Jefferson Airplane, Ten Years After, Crosby Stills Nash & Young. 

Pouco mais de uma década depois, o festival começa a dar lucro, com a venda dos discos, do filme e de lembranças deste grande marco na história do rock.

VOLTA DOS TALEBÃ

    Em 2021, com a retirada dos Estados Unidos, a Milícia dos Talebã (Estudantes) volta ao poder no Afeganistão depois de quase 20 anos e reimpõe o regime fundamentalismo islâmico que oprime especialmente as mulheres, proibidas de estudar, trabalhar e viajar sozinhas.

Os EUA e aliados atacam o Afeganistão em 7 de outubro de 2001 atrás dos líderes da rede terrorista Al Caeda, responsáveis pelos atentados de 11 de setembro daquele ano. Os talebã caem em três semanas. Os chefes da Caeda são cercados na Batalha de Tora Bora, em dezembro de 2001.

No ano seguinte, o governo George W. Bush reorienta a guerra contra o terrorismo para atacar o Iraque, que não tinha relação com o extremismo muçulmano. Os EUA instalam governos-fantoches no Afeganistão que nunca controlam o interior do país.

Com quase 20 anos, a Guerra do Afeganistão é a maior da história dos EUA. Pelo menos 169 mil pessoas morrem, sendo 2.448 soldados norte-americanos.

O governo afegão é catastrófico. Por causa das violações dos direitos humanos, o dinheiro do país depositado no exterior está congelado. A grande maioria da população sofre de insegurança alimentar.

A morte do líder d’al Caeda, Ayman al-Zawahiri, atingido por um drone dos EUA na casa onde morava num bairro nobre de Cabul, indica que o Afeganistão volta a ser um refúgio para extremistas muçulmanos. 

domingo, 15 de agosto de 2021

Hoje na História do Mundo: 15 de Agosto

ABERTO O CANAL DO PANAMÁ

    Em 1914, o navio de carga e de passageiros americano Ancon é o primeiro a atravessar o Canal do Panamá, que liga os oceanos Atlântico e Pacífico.

FIM DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

     Em 1945, depois dos bombardeios nucleares dos Estados Unidos a Hiroxima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto, o imperador Hiroíto anuncia a rendição incondicional do Japão, pondo fim à Segunda Guerra Mundial (1939-45). A rendição é formalizada em 2 de setembro, quando vários países asiáticos ocupados pelo Japão declaram independência de seus colonizadores ocidentais, inclusive a Indonésia e o Vietnã.

O Império do Japão invade a Manchúria em 1931 e o resto da China em 1937. De certa forma, começa a Segunda Guerra Mundial na Ásia antes da invasão da Alemanha nazista à Polônia, em 1º de setembro de 1939, início da guerra na Europa. Entra na guerra oficialmente ao bombardear a 7ª Frota dos EUA em Pearl Harbor, no Havaí, quando os americanos entram na guerra.

Durante a guerra, o Japão invade os países do Sudeste Asiático colonizados por potências europeias sob a desculpa de libertá-los do imperialismo ocidental, mas é uma força de ocupação violenta e brutal.

Diante da impressionante defesa do Japão durante as batalhas de Iwo Jima e Okinawa, em 1945, os EUA estimam que a invasão das quatro maiores ilhas do arquipélago japonês custariam 1 milhão de vidas e decidem usar a bomba atômica, testada pela primeira vez em 16 de julho.

No seu primeiro pronunciamento pelo rádio, ao justificar a rendição, humilhante na cultura japonesa, que aconselha a lutar até a morte, Hiroíto alega que "o inimigo começou a usar a bomba mais cruel, com poder para produzir danos realmente incalculáveis, tirando muitas vidas inocentes". Em sua memória oral, publicada depois da guerra confessa o temor que "a raça japonesa seria destruída se a guerra continuasse".

Com a derrota, o imperador é obrigado a renunciar a seu status divino. Fica no cargo porque os americanos o mantêm como símbolo da identidade nacional. Em 1952, o Japão recupera a independência, mas até hoje há forças dos EUA no país.

INDEPENDÊNCIA E DIVISÃO DA ÍNDIA

    Em 1947, a Índia e o Paquistão conquistam a independência do Império Britânico acabando com 200 anos de dominação colonial

O líder indiano Mohandas Gandhi, o Mahatma, saúda "o ato mais nobre da nação britânica". Mas o país se divide. As províncias de maioria hindu formam a República da Índia e as muçulmanas, o Paquistão. A Caxemira, de maioria muçulmana, vira o pomo da discórdia e causa a primeira e a segunda guerras entre os dois inimigos históricos e potências nucleares, em 1947 e 1965.

Pelo menos 20 milhões de pessoas migram de um lado para o outro e 2 milhões morreram. Índia e Paquistão voltaram a entrar em guerra em 1971, quando 

PAZ, AMOR E MÚSICA EM WOODSTOCK

    Em 1969, começa o Festival de Woodstock, o mais emblemático dos anos 1960 e da era hippie, três dias de paz, amor e rock'n'roll numa fazenda da cidade de Bethel, no estado de Nova York, encerrado três dias depois com Jimi Hendrix apresentando uma versão épica do Hino dos Estados Unidos distorcido para lembrar os bombardeios da Guerra do Vietnã.

Os organizadores querem levantar dinheiro para criar um estúdio e um retiro para músicos na cidade de Woodstock, que nega permissão para o evento, quase abandonado. A solução vem do produtor de leite Max Yasgur, que oferece sua fazenda de 240 hectares em Bethel, a cerca de 80 quilômetros de Woodstock.

Os ingressos custam 6 e 8 dólares por dia, mas a maioria das 400 mil pessoas pula a cerca e entra de graça. O prejuízo inicial é estimado em US$ 1,3 milhão, cerca de US$ 9 milhões pela cotação de hoje. Durante três dias, ouvem músicos como Hendrix, Richie Havens, Joan Baez, Janis Joplin, Joe Cocker, The Who, Jefferson Airplane, Ten Years After, Crosby Stills Nash & Young. 

Pouco mais de uma década depois, o festival começa a dar lucro, com a venda dos discos, do filme e de lembranças deste grande marco na história do rock.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Eddie van Halen, grande guitarrista da história do rock, morre de câncer

Eddie van Halen, o imigrante holandês que foi menino para a Califórnia e fundou com seu irmão uma grande banda com o sobrenome dos dois que vendeu 65 milhões de discos, morreu ontem aos 65 anos depois de dez anos de luta contra um câncer na garganta. 

Van Halen chegou depois dos maiores, Jimi Hendrix, Jimmy Page, Eric Clapton, mas deixou sua marca na história do rock, tocando com as duas mãos no braço da guitarra. Ele foi o guitarrista de Thriller, talvez o maior sucesso de Michael Jackson.

A revista americana Rolling Stone, uma bíblia do rock, publicou uma entrevista inédita com ele e 20 de seus melhores solos.

sábado, 18 de março de 2017

Morre Chuck Berry, um dos gênios criadores do rock

O cantor e compositor americano Chuck Berry, um dos pais do rock'n'roll, autor de sucessos como Johnny B. Goode e Roll over Beethoven, morreu hoje aos 90 anos. Foi um dos gênios criadores do rock. A polícia o encontrou inconsciente em casa, no condado de São Carlos, no estado do Missouri, no início da tarde. Ainda tentou animá-lo, sem sucesso.

Com seus solos de guitarra, seus riffs caminhando feito um pato pelo palco, músicas sobre temas da vida cotidiana dos jovens dos anos 1950s e 1960s, como carros e garotas, reunindo elementos do blues, rhythm & blues, gospel e música folclórica, Chuck Berry definiu o estilo do rock como nenhum outro.

Charles Edward Anderson Berry nasceu em São Luís, no estado do Missouri, em 18 de outubro de 1926. Aprendeu a tocar blues na guitarra na adolescência e deu seu primeiro show na escola durante o ensino médio.

Filho de um carpinteiro trabalhou na General Motors e estudou para ser cabeleireiro. Preso por assalto a mão armada, passou três anos no reformatório. Formou a primeira banda com o pianista Johnnie Johnson em 1952. Depois de conhecer Muddy Waters, Berry foi apresentado a Leonard Chess, da gravadora Chess Records, e gravou seu primeiro disco em 1955.

Maybellene chegou ao 5º lugar nas paradas de sucessos. No final dos anos 1950, já tinha mais de 40 sucessos, inclusive Roll over Beethoven, Johnny B. Goode, Carol, School Day e Back in the USA

Se Elvis Presley foi o primeiro ídolo popular em escala internacional, foi, na visão do jornal The New York Times, um "gênio conceitual" do rock. Ao fundir blues e country, Chuck Berry também criou seu próprio estilo de tocar guitarra, que descreveu em Johnny B. Goode como "tocando um sino".

Sua música influenciou e foi tocada pelas maiores bandas de rock, como os Beatles e os Rolling Stones, The Doors, The Kinks, The Beach Boys, The Grateful Dead, e cantores como James Taylor, Peter Tosh, Judas Priest, Dwight Yoakam, Phish e Sex Pistols. Confira e interpretação de Nadine, com Keith Richards.

"Os Rolling Stones ficam muito tristes ao saber da passagem de Chuck Berry", declarou a banda em nota. "Ele foi um verdadeiro pioneiro do rock & roll e teve uma tremenda influência sobre nós. Chuck não era apenas um guitarrista brilhante, cantor e showman, era um mestre artesão como compositor. Suas músicas vão viver para sempre."

Em outra gravação histórica, ele toca guitarra com Richards e Eric Clapton. Confira esta com seu contemporâneo Jerry Lee Lewis, acompanhados por Richards, seguida der uma apresentação com Bruce Springsteen, ambos no Hall da Fama do Rock'n'Roll.

Ao apresentar Chuck Berry no Hall da Fama do Rock, Richards confessou: "Chupei tudo o que esse cara fez." Em suas memórias, o rolling stone comentou: "O mais bonito na maneira de tocar de Chuck Berry é que é um embalo que sai sem esforço. Nada de suadouro, trabalho árduo ou caretas, apenas um embalo sem muito esforço como o de um leão."

"Chuck Berry foi o maior praticamente do rock, guitarrista e o maior autor do puro rock & roll já visto", escreveu Springsteen no Twitter

Jimi Hendrix fez sua versão de Johnny B. Goode. John Lennon gravou com o próprio Chuck Berry.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Músico e ícone pop Prince morre aos 57 anos

Prince Nelson Rogers, o músico considerado uma fusão de Michael Jackson, Jimi Hendrix e Little Richard, foi encontrado morto hoje aos 57 anos em sua casa no estado de Minnesota, nos Estados Unidos. Seu maior sucesso, o disco Purple Rain, foi considerado um dos melhores de todos os tempos. Em 2007, ele fez uma interpretação antológica na música no Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano.

A polícia investiga a causa da morte, confirmada por um assessor do astro pop, e deve fazer a autópsia nesta sexta-feira. Ele deu um show em Atlanta, na Geórgia. Na volta, em 15 de abril, seu avião fez um pouso de emergência no caminho em Moline, no estado de Illinois.

Prince foi hospitalizado, mas o diagnóstico foi uma simples gripe. A revista digital TMZ, a mesma que deu o furo da morte de Michael Jackson, contestou essa versão, dizendo que o cantor teria recebido uma injeção para neutralizar uma overdose de drogas.

Se fosse uma simples gripe, o avião não faria um pouso de emergência a 50 minutos de Mineápolis, onde Prince morava. Ele deveria ter ficado de repouso 24 horas no hospital, mas foi embora três horas depois, quando soube que não teria direito a um quarto particular.

Um dos músicos mais talentos e criativos de todos os tempos, Prince nasceu em Mineápolis em 7 de junho de 1958. Ao longo de sua brilhante carreira, vendeu 100 milhões de álbuns e 60 milhões de compactos.

Veja na revista Rolling Stone um desempenho antológico solando While My Guitar Gently Weeps ao lado de Tom Petty e Steve Winwood em homenagem a George Harrison, em 2004, quando Prince entrou para o Rock and Roll Hall of Fame.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

"A França é ardente, faz festa, ama o rock, o vinho e fazer amor"

Com 336 votos e 12 abstenções, o Senado da França aprovou hoje a extensão por 90 dias do estado de emergência decretado pelo presidente François Hollande para combater os terroristas que atacaram Paris na sexta-feira, 13 de novembro de 2015, matando 130 pessoas. Durante o debate, o líder da bancada do Partido Socialista exaltou a cultura francesa.

"A França é ardente, ela faz festa, ela ama o rock e o vinho, ama fazer amor", declarou o senador Didier Guillaume. "A França é bela quando é solidária. Nos devemos ter orgulho de sermos franceses."

O primeiro-ministro Manuel Valls anunciou que a lei será sancionada imediatamente. Pela Constituição da França, o presidente só pode decretar estado de emergência por oito dias. Além disso, a medida precisa ser aprovada pelo Congresso.

Durante reunião dos ministros do Interior e da Justiça, a União Europeia decidiu criar um banco de dados pan-europeu de informações criminais, a exemplo do utilizado em aeroportos para prevenir atentados terroristas.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Inéditas do Led Zeppelin e Eric Clapton vão a leilão

Algumas versões inéditas feitas pelo Led Zeppelin durante a gravação do álbum Physical Graffiti, de 1975, serão leiloados no próximo mês, assim como trechos também inéditos do Eric Clapton's Rainbow Concert não aproveitados no disco original.

Confira trechos das gravações do Led Zeppelin na revista americana Rolling Stone.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Rússia liberta roqueiras da banda Pussy Riot

Duas roqueiras da banda Pussy Riot condenadas a dois anos de prisão por protestar contra o presidente Vladimir Putin e profanar a Catedral do Cristo Salvador, em Moscou, foram soltas hoje por causa de uma anistia concedida pelo homem-forte da Rússia, mas desafiaram a decisão.

"Se pudesse rejeitar essa anistia, teria rejeitadado", declarou Maria Alekhina, de 25 anos, descrevendo a anistia como uma "vergonha": "Não acredito que seja um gesto humanitário, mas, sim, um golpe de relações públicas".

Ao sair da prisão em Krasnoyarsk, na Sibéria, sob uma temperatura de 25 graus negativos, Nadja Tolokonnikova, repetiu o mantra da oposição: "Rússia sem Putin".

domingo, 27 de outubro de 2013

Lou Reed morreu

O cantor e compositor de rock americano Lou Reed, antigo líder e cantor da banda Velvet Underground, morreu aos 71 anos, informou hoje a revista Rolling Stone. A causa da morte não foi revelada. Ele tinha se submetido a um transplante de fígado há cinco meses.

Lewis Allan Reed nasceu no bairro nova-iorquino do Brooklyn em 1942. Na segunda metade dos anos 1960s, fundou The Velvet Undergroung, que mesclava influência da música de vanguarda europeia com o lirismo e o peso do rock'n'roll.

Camaleônico, imprevisível, pré-punk e alternativo, nas palavras da Rolling Stones, Reed foi instigante e criativo até o fim da vida. "Uma corda está bem", disse uma vez, comentando seu estilo limitado de tocar guitarra. "Duas cordas já são um desafio. Três cordas já é jazz".

Seu primeiro disco, The Velvet Underground & Nico, produzido pelo artista pop Andy Warhol, está entre os melhores da História do Rock.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Invasão do rock britânico nos EUA começou há 49 anos

Em 7 de fevereiro de 1964, os Beatles desembarcaram em Nova York, no começo de sua primeira excursão pelos Estados Unidos. Duas noites depois, com uma apresentação no Ed Sullivan Show, a Beatlemania conquistou o país. Cerca de 73 milhões de americanos viram o programa na televisão.

Era o início da chamada invasão britânica à pátria do rock'n'roll. Durante décadas, bandas britânicas como os Beatles, os Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin, Pink Floyd, Sex Pistols, Clash e tantas outras estiveram na vanguarda do pop e do rock e das paradas de sucesso dos EUA e do resto do mundo.

Os Beatles fizeram seu último show com venda de ingressos em 29 de fevereiro de 1966, em São Francisco, na Califórnia. Havia 42,5 mil lugares no Candlestick Park. Só foram vendidos 25 mil a US$ 4,50 e US$ 6,50. O cachê da banda teria sido de US$ 90 mil.

Eles ainda fizeram uma última aparição não anunciada em público em janeiro de 1969, no teto da gravadora Apple, em Londres, que está no filme Let it be.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Saiu Doom and Gloom, último vídeo dos Rolling Stones

Às vésperas de uma série de show para marcar os 50 anos de atividade da maior banda de rock'n'roll da História, os Rolling Stones divulgaram hoje o vídeo de sua última música, Doom and Gloom.