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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

"A França é ardente, faz festa, ama o rock, o vinho e fazer amor"

Com 336 votos e 12 abstenções, o Senado da França aprovou hoje a extensão por 90 dias do estado de emergência decretado pelo presidente François Hollande para combater os terroristas que atacaram Paris na sexta-feira, 13 de novembro de 2015, matando 130 pessoas. Durante o debate, o líder da bancada do Partido Socialista exaltou a cultura francesa.

"A França é ardente, ela faz festa, ela ama o rock e o vinho, ama fazer amor", declarou o senador Didier Guillaume. "A França é bela quando é solidária. Nos devemos ter orgulho de sermos franceses."

O primeiro-ministro Manuel Valls anunciou que a lei será sancionada imediatamente. Pela Constituição da França, o presidente só pode decretar estado de emergência por oito dias. Além disso, a medida precisa ser aprovada pelo Congresso.

Durante reunião dos ministros do Interior e da Justiça, a União Europeia decidiu criar um banco de dados pan-europeu de informações criminais, a exemplo do utilizado em aeroportos para prevenir atentados terroristas.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Cadeados do amor combatem intolerância

Pela terceira vez em um mês, os militantes do amor prenderam no sábado passado seus cadeados com os nomes dos casais
Ponte do Amor, Argel
apaixonados numa ponte de Argel, a capital da Argélia, no Norte da África. É um protesto contra a intolerância, sobretudo religiosa, que se opõe à felicidade deles.

"Para mim, é um gesto militante de resistência depois de dez anos de integrismo, que se seguiram à década negra", comenta a médica Amina Bouraoui, referindo-se à sangrenta guerra civil contra os extremistas muçulmanos dos anos 1990s, que matou 100 mil pessoas e deixou uma forte marca salafista na sociedade argeliana.

Tentativas anteriores de consagrar a antiga "ponte do suicídio" na Ponte do Amor foram bloqueadas por muçulmanos fanáticos que dizem que os cadeados foram colocados pelas "mãos do diabo".

Um dos líderes do movimento do amor, Mehdi Mehenni, declarou à agência de notícias France Presse que o imã Chems Eddine e outros clérigos muçulmanos os acusaram de "bruxaria" em entrevistas à televisão na Argélia.