Depois de seis meses e mais de 10 mil mortes, a guerra que os Estados Unidos e Israel esperavam vencer em semanas se arrasta sem expectativa de paz, o Estreito de Ormuz continua fechado e o petróleo está perto de US$ 100 por barril. Para o regime fundamentalista iraniano, a sobrevivência é uma vitória.
Se o principal objetivo dos EUA e da Israel era derrubar o regime iraniano, ele está mais forte e a linha-dura está mais decidida do que nunca de que desenvolver armas nucleares é grande garantia de sobrevivência.
Com a derrota política, os EUA e Israel não atingiram nenhum de seus objetivos, e o impacto da guerra, inclusive sobre a inflação, o presidente Donald Trump deve perder pelo menos a maioria na Câmara nas eleições de 3 de novembro. E o governo de extrema direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deve cair nas eleições previstas para 27 de outubro.
Ao mesmo tempo, três potências médias autoritárias aliadas dos EUA, Arábia Saudita, Paquistão e Turquia, formaram uma aliança, num sinal de que não confiam mais em Washington para garantir sua proteção.
Mas o grande derrotado é o povo iraniano, massacrado pelo regime no início do ano, bombardeado pelos EUA e Israel, e vítima de uma ditadura ainda mais radical.
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