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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Guerra contra Irã muda geopolítica do Oriente Médio

Depois de seis meses e mais de 10 mil mortes, a guerra que os Estados Unidos e Israel esperavam vencer em semanas se arrasta sem expectativa de paz, o Estreito de Ormuz continua fechado e o petróleo está perto de US$ 100 por barril. Para o regime fundamentalista iraniano, a sobrevivência é uma vitória.


Se o principal objetivo dos EUA e da Israel era derrubar o regime iraniano, ele está mais forte e a linha-dura está mais decidida do que nunca de que desenvolver armas nucleares é grande garantia de sobrevivência.

Com a derrota política, os EUA e Israel não atingiram nenhum de seus objetivos, e o impacto da guerra, inclusive sobre a inflação, o presidente Donald Trump deve perder pelo menos a maioria na Câmara nas eleições de 3 de novembro. E o governo de extrema direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deve cair nas eleições previstas para 27 de outubro.

Ao mesmo tempo, três potências médias autoritárias aliadas dos EUA, Arábia Saudita, Paquistão e Turquia, formaram uma aliança, num sinal de que não confiam mais em Washington para garantir sua proteção.

Mas o grande derrotado é o povo iraniano, massacrado pelo regime no início do ano, bombardeado pelos EUA e Israel, e vítima de uma ditadura ainda mais radical.

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domingo, 14 de junho de 2026

Acordo consolida derrota estratégica de Trump no Irã

Um mês depois que o presidente Donald Trump anunciou que um acordo entre os Estados Unidos e o Irã era iminente, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, principal mediador, finalmente confirmou que as duas partes chegaram a um acerto para prorrogar em 60 dias a trégua frágil em vigor desde 8 de abril e reabrir o Estreito de Ormuz, com a expectativa de acabar com a guerra. 

O acordo deve ser assinado na sexta-feira em Genebra, na Suíça. É uma derrota estratégica para Trump, que não atingiu nenhum de seus objetivos políticos. Não tem vitória para cantar, embora alegue que conseguiu sucesso onde "todos os presidentes falharam."

Todas as ações militares devem cessar, inclusive os ataques de Israel ao Líbano. O Irã vai reabrir gradualmente o Estreito de Ormuz, que estava aberto antes da guerra, e os EUA vão suspender o bloqueio a portos iranianos. Trump previu que a reabertura total vai levar cinco dias. Será necessário remover minas colocadas pelo Irã, que promete não cobrar pedágio durante a extensão da trégua, o que também não fazia antes da guerra. 

Os preços do petróleo caíram em média 5%. A normalização do tráfego de navios vai depender da reação das seguradoras. Pode levar meses. E não há garantia nenhuma de que o estreito não será fechado de novo se as negociações fracassarem.

Mais de 6 mil pessoas morreram nesta guerra inútil, quase todas no Irã e no Líbano, mas também no Iraque, em Israel e nas monarquias petroleiras do Golfo Pérsico, além de pelo menos 13 militares norte-americanos. A economia mundial fui abalada pela queda na oferta de petróleo, com grande impacto sobre os países em desenvolvimento. E Trump sai desmoralizado. A guerra mostrou que o uso da força não basta para resolver questões internacionais complexas como os conflitos no Oriente Médio e pode ser contraproducente.
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domingo, 17 de maio de 2026

Xi Jinping chama EUA de império decadente

A primeira viagem do presidente Donald Trump à China no segundo mandato foi adiada em um mês por causa da guerra no Irã. Os Estados Unidos chegaram enfraquecidos pelo fracasso da guerra contra o Irã e da guerra comercial. O ditador Xi Jinping colocou a questão de Taiwan, a ilha que a China considera uma província rebelde como o maior problema entre os dois países e chamou os EUA de império decadente.

O diálogo dos líderes mais poderosos do mundo em si é importante, mas não houve avanços significativos nos problemas que dividem as grandes potências. Há uma trégua na guerra comercial. Trump pediu ajuda para acabar com a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã e reabrir o Estreito de Ormuz. 

A China tem interesse no fim da guerra e na liberação do estreito, mas não em livrar o rival estratégico de problemas. Xi cobrou em troca um compromisso dos EUA de que não vão interferir na reintegração de Taiwan mesmo se Beijim usar a força.

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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Trump vai à China fragilizado pelo fracasso no Irã

Diante do fracasso na guerra contra o Irã, o presidente Donald Trump chega nesta quinta-feira a Beijim para discutir com o ditador Xi Jinping a relação bilateral mais importante do mundo, entre os Estados Unidos e a China, enfraquecido por não conseguir impor sua vontade à força a um país muito mais pobre economicamente e fraco militarmente.

A China foi o único país que reagiu à altura quando Trump aplicou seu tarifaço numa guerra comercial contra quase todo o mundo, inclusive ilhas só habitadas por focas e pinguins. Segunda maior economia do mundo e maior potência industrial, com 36% da produção manufatureira, a China controla setores estratégicos como os elementos conhecidos como terras raras.

O presidente dos EUA tem todo o interesse em acabar com a guerra no Oriente Médio, que pesa na inflação e torna cada vez mais provável a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro deste ano. Já o Irã tem interesse em prolongar o impasse nas negociações para infligir uma derrota humilhante a Trump.

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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Trump busca acordo para dar à derrota aparência de vitória

Depois de vários ultimatos sem consequências, o presidente Donald Trump se rendeu à realidade e admitiu que não tem condições de decidir quando termina a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. No momento há uma trégua, uma guerra econômica em torno do bloqueio do Estreito de Ormuz, sem perspectivas de paz.

Trump perdeu a guerra, no sentido de que não atingiu nenhum de seus objetivos políticos, mas quer sair cantando vitória. O regime teocrático iraniano não caiu e está mais determinado do que nunca a fazer armas nucleares. O Irã ainda tem a metade de seu arsenal de mísseis e as milícias aliadas no Oriente Médio resistem.

A guerra elevou os preços internacionais do petróleo para um patamar de mais de US$ 100 por barril com forte impacto sobre a economia mundial, especialmente para os países em desenvolvimento da África e da Ásia. Além do petróleo e do gás natural, passam pelo Estreito de Ormuz fertilizantes e outros produtos essenciais. Mais de 700 milhões de pessoas sofrem de desnutrição crônica. Com esta guerra, outras 45 milhões devem ter fome aguda.
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quarta-feira, 8 de abril de 2026

EUA e Irã acertam trégua e reabertura do Estreito de Ormuz

Na penúltima hora, o presidente Donald Trump recuou da ameaça genocida de destruir a civilização iraniana. Com mediação do Paquistão e da China, os Estados Unidos e o Irã acertaram um cessar-fogo de duas semanas. 

Os EUA param de bombardear o Irã, e o regime iraniano para de atacar os navios que atravessam o Estreito de Ormuz, por onde passavam 20% do petróleo consumido no mundo. As negociações para uma paz definitiva serão realizadas a partir de sábado no Paquistão.

"Toda uma civilização vai morrer nesta noite para nunca mais voltar. Não quero que isto aconteça, mas provavelmente vá. No entanto, agora que temos uma mudança de regime total e completa em que mentes diferentes, mais espertas e menos radicais prevalecem, talvez algo maravilhoso possa acontecer revolucionariamente. QUEM SABE? Vamos descobrir nesta noite, um dos momentos mais importantes da complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte vão acabar finalmente. Deus abençoe o grande povo do Irã˜, escreveu o presidente dos EUA na sua rede social na manhã de ontem. É uma declaração de genocídio.

Israel aceitou a trégua, mas declarou que não vale no Líbano, onde enfrenta milícia xiita Hesbolá (Partido de Deus).

Com a expectativa do fim da guerra que causou a pior crise energética da história, o preço do barril de petróleo do tipo Brent, padrão da Bolsa de Mercadorias de Londres, caiu para US$ 95, uma baixa de quase 13%. As principais bolsas de valores da Ásia abriram em alta.

O acordo, mediado pelo Paquistão com o apoio da Arábia Saudita, da China, do Egito e da Turquia, se baseia na proposta de 10 pontos apresentada pelo Irã. Apesar de massacrado por um bombardeio impiedoso dos EUA e de Israel, o regime iraniano sai vitorioso. 

Mais linha-dura, mais radicalizado e mais determinado a fazer bomba atômica, mantém os programas nuclear, de mísseis e o apoio a milícias. Está vendendo mais petróleo a preços mais altos. Exige reparações e quer cobrar pela passagem pelo Estreito de Ormuz.

Perdem o presidente Donald Trump, que não atingiu nenhum de seus objetivos políticos, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que não conseguiu derrubar o regime iraniano e parece precisar de uma guerra eterna para se legitimar. Em outubro, terá de passar pelo teste das urnas em novas eleições. Trump será julgado nas urnas nas eleições intermediárias de 3 de novembro, quando deve perder a maioria na Câmara e talvez no Senado.

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Trump tenta justificar a guerra e promete fim em semanas

Num pronunciamento sem grandes novidades dirigido aos norte-americanos, o presidente Donald Trump defendeu hoje à a noite a necessidade de ir à guerra contra o Irã, insistiu em que está perto de atingir seus objetivos e prometeu mais uma vez acabar com o conflito armado em duas a três semanas. Tenta transformar um fracasso geopolítico retumbante numa vitória.

Trump começou exaltando o suposto sucesso dos militares dos Estados Unidos em pouco mais de um mês de guerra. Mais cedo, declarou que o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu um cessar-fogo. O regime extremista iraniano negou e a Guarda Revolucionária afirmou que o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo consumido no mundo, não será reaberto com as "diatribes ridículas" do presidente norte-americano.

Para justificar a guerra, Trump lembrou que o regime ameaça os EUA desde a vitória da Revolução Islâmica em 1979. Citou dos ataques às forças norte-americanas no Líbano nos anos 1980 ao terrorismo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) a Israel em 7 de outubro de 2023 para reiterar que o Irã jamais poderá ter armas nucleares. Recordou a morte do general Qassem Soleimani, comandante do braço da Guarda Revolucionária Iraniana para ações no exterior, morto por um drone dos EUA perto do aeroporto de Bagdá em 3 de janeiro de 2020, no seu primeiro governo.

Se não tivesse matado Soleimani e acabado, em maio de 2018, com o "acordo desastroso" negociado pelo governo Barack Obama junto com as outras grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidos, a situação seria muito pior, gabou-se Trump. Com seu estilo hiperbólico, alegou que "seria um mundo muito diferente: não haveria Israel nem Oriente Médio."

"Outros presidentes erraram. Estou corrigindo os erros", prosseguiu. "Em junho, ordenei o ataque às principais instalações nucleares na Operação Martelo da Meia-Noite." Na época, afirmou que o programa nuclear do Irã teria sido "completamente obliterado". Neste caso, não haveria necessidade de uma nova guerra. 

"O regime tentou então reconstruir o programa em locais totalmente diferentes, deixando claro que queria fazer armas nucleares. (...) Ao mesmo tempo, desenvolveu mísseis capazes de atingir praticamente o mundo inteiro." Mais um exagero. O Irã disparou um míssil contra uma base aérea na ilha de Diego Garcia, no Oceano Índico, a 4 mil quilômetros de distância, mas as estimativas são de que levaria 10 anos para ameaçar o território dos EUA.

Ao contrário do que diz a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), "estavam perto de fabricar armas nucleares", argumentou. "Há anos, eu disse que o Irã não poderia ter armas nucleares, mas falar não basta. Estou fazendo o que outros presidentes não tiveram coragem de fazer. Eliminei a Marinha, a Força Aérea, o programa de mísseis e a indústria bélica. Isso vai impedir o Irã de ameaçar os vizinhos. Esses objetivos estão perto da conclusão. Vamos terminar o trabalho em breve."

Desde o início da guerra, Trump cantou vitória mais de 20 vezes. Hoje, mentiu que a produção de petróleo dos EUA é maior do que as da Arábia Saudita e da Rússia juntas para afirmar que "não precisamos do petróleo do Estreito de Ormuz. Os países que recebem petróleo por lá devem proteger a rota de que tanto dependem. O Estreito de Ormuz será reaberto naturalmente quando a guerra acabar e os preços do petróleo vão cair."

Os preços da gasolina para o consumidor norte-americano vão ser decisivos nas eleições parlamentares de 3 de novembro nos EUA, quando Trump deve perder a maioria na Câmara e talvez também no Senado. Como o discurso de Trump decepcionou, os mercados abriram em queda na Ásia e o petróleo em alta.

Aos países abalados pela alta nos preços do petróleo para um patamar de US$ 100 por barril na pior crise energética da história, o presidente sugeriu: "Comprem dos EUA ou tenham uma coragem tardia e tomem o estreito", o que ele não tem coragem de fazer porque morreriam muitos soldados norte-americanos.

Trump criticou os aliados europeus por negar o uso de suas bases para ações de ataques e por não se oferecerem para reabrir o Estreito de Ormuz. Praticamente não falou das monarquias petroleiras do Golfo Pérsico e dos outros aliados asiáticos, que tiveram enormes prejuízos com a guerra. Nem em Israel, que tem interesse numa guerra longa capaz de minar as bases econômicas e militares do Irã para levar o regime ao colapso.

"Vamos continuar a Operação Fúria Épica até atingir nossos objetivos, até daqui a pouco, muito pouco, os levamos de volta à Idade da Pedra", continuou Trump. Mais uma vez, prometeu atacam duramente o Irã nas próximas semanas, inclusive as usinas elétricas se o regime iraniano não fizer um acordo, uma contradição para quem garante que a guerra está ganha.

O presidente comparou a duração desta guerra com a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Guerra da Coreia (1950-53), a Guerra do Vietnã (1955-75) e a Guerra do Iraque (2003-11) para alegar que foi curta. Está no 32º dia.

Outra mentira: "Nunca falamos em mudança de regime." No início da guerra, era claro que esse era o principal objetivo dos EUA e de Israel. Agora, Trump alega que o regime mudou porque vários líderes foram mortos, mas o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, foi substituído pelo filho, o líder mais pragmático, Ari Larijani, o principal negociador iraniano, foi morto. 

O homem-forte do regime hoje aparentemente é o presidente do Majlis, o Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, ex-prefeito de Teerã, ex-comandante da Força Aérea da Guarda Revolucionária e ex-candidato a presidente. Ele rejeita qualquer negociação, embora o presidente Masoud Pezeshkian tenha dito em carta aberta ao povo norte-americano que o povo iraniano não é inimigo dos EUA e da Europa.

A Guarda Revolucionária está no controle, mais radicalizada e mais determinada a fabricar armas atômicas como garantia de sobrevivência do regime. Trump não falou em apreender os 440 quilos de urânio enriquecido a 60%, a meio caminho para chegar a 90%, o teor necessário para fazer, com esta quantidade de urânio, até 10 armas nucleares.

Esta é a grande preocupação de Israel e dos analistas militares. Trump quer declarar vitória e ir embora deixando no poder uma ditadura mais extremista com capacidade de fabricar armas atômicas.

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segunda-feira, 30 de março de 2026

Trump está entre a fuga e uma escalada na guerra

Depois de um mês da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o presidente Donald Trump está encurralado, sem uma saída fácil. Se negociar o fim do conflito, vai obter um acordo pior do que conseguiria antes da guerra. Se enviar forças terrestres, muitos soldados norte-americanos vão morrer e o preço do petróleo vai subir ainda mais antes das eleições parlamentares de 3 de novembro, quando deve perder a maioria na Câmara e talvez no Senado.
Trump adiou até 6 de abril o ultimato para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo consumido no mundo. Se o regime iraniano continuar impedindo a circulação de navios, ameaça destruir as centrais elétricas, as instalações de petróleo e as usinas de dessalinização de água do Irã. Se isto acontecer, os iranianos afirmam que todas as instalações de gás e petróleo do Oriente Médio serão alvos da retaliação, o que pode agravar a pior crise energética da história.

O presidente dos EUA têm interesse em sair logo da guerra, enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, quer uma guerra longa que desgaste o regime iraniano militar e economicamente para deixá-lo à beira de um colapso.

Com seu discurso errático, em um mês de guerra, Trump já cantou vitória várias vezes, mas alterna declarações de que as negociações estão bem encaminhadas com ameaças de intensificar a guerra e lançar uma operação terrestre. Nesta segunda-feira, admitiu que quer controlar o petróleo do Irã como fez na Venezuela.

Enquanto isso, a economia mundial corre o risco de estagflação e a inflação nos preços dos alimentos ameaça deixar mais 45 milhões de pessoas em fome extrema.
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sexta-feira, 20 de março de 2026

Ataques à produção de petróleo e gás escalam guerra no Oriente Médio

Depois de 20 dias e mais de 15 mil ataques, a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã sofre uma nova escalada com bombardeios a instalações de petróleo e gás capazes de causar impacto sobre a economia mundial muito além do fim das hostilidades. A Agência Internacional de Energia declarou que é a pior crise energética da história.

É uma guerra ilegal porque não havia uma ameaça iminente aos EUA e não foi autorizada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Mais de 3 mil pessoas morreram no Irã e mais de mil no Líbano, a segunda frente desta guerra, onde Israel enfrenta a milícia extremista xiita Hesbolá (Partido de Deus), financiada, treinada e armada pelo Irã. Mais de 70 pessoas morreram no Iraque e mais de 30 nas monarquias petroleiras do Golfo e 25 em Israel, além de 13 soldados norte-americanos.

Os EUA e Israel vencem militarmente, mas estão longe de atingir o principal objetivo político, derrubar a ditadura dos aiatolás e da Guarda Revolucionária. Se o regime sobreviver, ganhou politicamente.

Nos últimos dias, o presidente Donald Trump insultou aliados da Europa e o Japão por se negarem a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo consumido no mundo. Eles não foram consultados nem avisados. Não querem ser alvos fáceis em uma guerra que não apoiam.

Se o estreito ficar fechado por mais um mês, os preços do petróleo, que subiram mais de 80% neste ano, podem chegar a US$ 150 por barril ou até mais se o bloqueio iraniano se prolongar.

Uma derrota no Oriente Médio fatalmente levaria Trump a perder a maioria no Congresso nas eleições de 3 de novembro. Mau perdedor e enfraquecido, o presidente norte-americano pode abandonar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), retomar sua guerra comercial e até mesmo iniciar novas guerras ou aventuras militares.

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sábado, 20 de julho de 2019

Alemanha, França e Reino Unido exigem liberação de petroleiro tomado pelo Irã

O Irã anunciou hoje a abertura de um inquérito sobre o navio petroleiro britânico capturado ontem pela Guarda Revolucionária Iraniana sob a acusação de usar a rota errada para entrar no Golfo Pérsico e bater num barco pesqueiro, "violando o código marítimo internacional".

A Alemanha, a França e o Reino Unido exigem a libertação imediata do Stena Impero, um navio-tanque de 183 metros de comprimento. O governo britânico notificou hoje Conselho de Segurança das Nações Unidas alegando que o petroleiro foi tomado em águas territoriais de Omã.

Agora, o petroleiro britânico está ancorado no porto de Porto Abás, no Sul do Irã. "Conforme a lei, depois de um acidente é preciso abrir um inquérito", afirmou o diretor-geral da Organização Marítima e Portuária da Província de Hormozgã.

A captura foi uma retaliação da República Islâmica. Em 4 de julho, a Marinha Real britânica tomou um navio-tanque do Irã no Estreito de Gibraltar com destino à Síria, que está sob sanções da União Europeia por causa da guerra civil.

Dias atrás, a Guarda Revolucionária tentou abordar outro petroleiro britânico, mas esse estava sob escolta da Marinha Real. Analistas militares criticaram as autoridades britânicas por deixar o navio navegar sem proteção depois das ameaças iranianas.

No Twitter, sem esconder o cinismo, o ministro do Exterior do Irã, Mohamed Javad Zarif, chamou de pirataria a captura do petroleiro iraniano e descreveu a ação da Guarda Revolucionária Iraniana como uma proteção às normas do direito marítimo internacional.

Zarif estava hoje na Venezuela, onde denunciou o "terrorismo econômico" dos Estados Unidos. A ditadura de Nicolás Maduro também está sob sanções impostas pelo governo Donald Trump.

Sob pressão das sanções, o Irã realiza uma série de atos de provocação. Até agora, o conflito, agravado nos últimos três meses, era entre os Estados Unidos e o Irã porque Trump abandonou o acordo nuclear assinado em 2015 pelo governo Barack Obama para congelar o programa nuclear militar iraniano.

A União Europeia tentava aliviar as sanções criando um sistema de pagamentos fora da órbita do dólar para pagar fazer negócios com o Irã. Mas as empresas europeias temem ser excluídas do mercado americano e do mercado do dólar.

Ao entrar em conflito com um país europeu que não abandonou o acordo nuclear, o Irã derruba uma ponte que poderia usar para sair do isolamento e joga Reino Unido, França e Alemanha nas mãos dos EUA.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

EUA derrubam drone iraniano e Irã admite captura de petroleiro

O presidente Donald Trump anunciou hoje que os Estados Unidos derrubaram um drone iraniano hoje no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico. O Irã nega, mas revela que a Guarda Revolucionária Iraniana capturou um navio petroleiro na região. E o ministro do Exterior iraniano propõem inspeções mais rigorosas às instalações nucleares do país em troca das sanções impostas pelo governo americano.

Trump descreveu a aproximação do drone de um navio de guerra americano como “a última de muitas ações hostis e provocações do Irã. O Departamento da Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, afirmou que o navio USS Boxer estava em águas internacionais e reagiu quando a aeronave não tripulada se aproximou a uma distância perigosa.

Um barco iraniano chegou a menos de 500 metros do USS Boxer. Quando o drone ficou entre os dois, foi abatido. 

Para aumentar ainda mais a pressão sobre o Irã, o Pentágono anunciou hoje o envio de 500 soldados americanos para a Arábia Saudita. 

Também hoje, a televisão iraniana mostrou imagem de um navio-tanque estrangeiro capturado há quatro dias pela Guarda Revolucionária, sob a alegação de estar contrabandeando 1 milhão de litros de petróleo. 

Aparentemente o Irã quer retaliar a recente apreensão de um petroleiro iraniano pela Marinha Real britânica perto do Estreito de Gibraltar, na entrada do Mar Mediterrâneo. O navio vinha do Oceano Atlântico com destino à Síria.Diante do aumento da tensão no Oriente Médio, o preço do barril de petróleo subiu pouco mais de 1%. Meu comentário:

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Irã tenta interceptar petroleiro britânico no Estreito de Ormuz

Uma flotilha de cinco barcos e lanchas da Guarda Revolucionária Iraniana tentou tomar um navio-tanque britânico que atravessava o Estreito de Ormuz para entrar no Golfo Pérsico, noticiou a agência Reuters citando fontes militares dos Estados Unidos, que monitoraram o incidente.

O navio britânico era escoltado pela fragata da Marinha Real HMS Montrose, que advertiu os iranianos pelo rádio e disparou tiros de advertência.

Antes, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, criticou o Reino Unido por ter apreendido um petroleiro iraniano que levava petróleo bruto pela Síria através do Estreito de Gibraltar, um enclave britânico no Sul da Espanha, violando sanções internacionais contra o regime sírio.

"Vocês iniciaram esta situação de insegurança e vão ver as consequências mais tarde", advertiu o aiatolá, sabendo da operação.

Ontem, a revista Foreign Policy noticiou que o Reino Unido e a França manifestaram interesse em participar com os EUA da Operação Sentinela para proteger a navegação no Estreito de Ormuz diante das ameaças iranianas. O incidente de hoje só reforça o interesse britânico.

Dois ataques contra petroleiros em junho no Estreito de Ormuz e o abate de um avião não tripulado dos EUA são sinais da crescente revolta do Irã em face da guerra econômica deflagrada pelo presidente Donald Trump depois de retirar, em 8 de maio de 2018, os EUA do acordo nuclear assinado em 2015 pelo governo Barack Obama para congelar por dez anos o programa nuclear militar iraniano.

Esta campanha de "pressão máxima" está sufocando a economia iraniana. O objetivo de Trump é renegociar o acordo para incluir a proibição do Irã de desenvolver mísseis de médio e longo alcances e de interferir em outros países do Oriente Médio.

A República Islâmica considera estas exigências equivalem a uma rendição. No mês passado, um ano depois da retirada dos EUA do acordo, o Irã anunciou a intenção de retomar o enriquecimento de urânio. Já ultrapassou o limite de 300 quilos previsto no acordo e, desde segunda-feira, aumentou o teor do urânio enriquecido de 3,67% para 4,5%. Ainda está longe dos 90% necessários para uma bomba atômica, mas está no caminho.

O presidente Emmanuel Macron tentou convencer o regime teocrático iraniano a não abandonar totalmente o acordo. O Irã agradeceu à França pela iniciativa, mas a Europa não consegue romper o cerco econômico dos EUA. As empresas europeias não querem correr o risco de serem excluídas do mercado americano e dos negócios em dólares.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Ataque a dois navios petroleiros aumenta tensão no Oriente Médio

Dois navios-tanque foram alvo de bombas hoje no Golfo de Omã perto do Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico, forçando suas tripulações a abandoná-los, um mês depois de ataques a quatro petroleiros num porto dos Emirados Árabes Unidos. 

Aumenta a tensão entre Estados Unidos e Arábia Saudita, de um lado, e do Irã, do outro, que já estava em alta com um ataque de míssil de rebeldes apoiados pelo Irã contra um aeroporto saudita, e o risco de guerra no Oriente Médio, adverte o jornal The New York Times.

Ainda não se sabe quem foram os responsáveis pelos ataques de hoje e do mês passado. Há duas semanas, em visita aos Emirados Árabes Unidos, aliados da Arábia Saudita, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, afirmou estar "quase certo" de que foi o Irã ou aliados.

Um dos navios atacados pertence à empresa norueguesa Frontline e estava fretado pela companhia estatal de petróleo de Taiwan para transportar nafta. Todos os 23 tripulantes foram resgatados.

O outro navio era do Panamá e transportava metanol do porto de Jubail, na Arábia Saudita, para Cingapura. Os 21 tripulantes eram filipinos. Eles deixaram o navio e foram resgatados por um barco que passava.

Ontem, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, foi a Teerã, onde se reuniu com o presidente Hassan Rouhani. Hoje, encontra-se com o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, para tentar intermediar um alívio de tensão entre EUA e Irã - e reduzir o risco de guerra.

Khamenei, o homem-forte da ditadura teocrática iraniana, rejeitou qualquer possibilidade de diálogo com o governo Donald Trump. O ministro do Exterior do Irã, Mohamed Javad Zarif, declarou que os ataques são uma jogada para impedir o diálogo e provocar uma agressão.

No mês passado, o ministro da Defesa do Reino Unido, Jeremy Hunt, candidato a líder do Partido Conservador e próximo primeiro-ministro britânico, declarou estar "preocupado com o risco de um conflito deflagrado por acidente".

Os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã na guerra civil do Iêmen fizeram ataques recentes a alvos sauditas, inclusive oleodutos. Ontem, bombardearam o aeroporto de Abba, no Sudoeste da Arábia Saudita, com um míssil de cruzeiro, ferindo 26 pessoas.

Em 8 de maio de 2018, o presidente Trump retirou os EUA de um acordo negociado pelas cinco grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Alemanha e o Irã para congelar por dez anos o programa nuclear militar iraniano.

Meses depois, o governo Trump reimpôs duras sanções econômicas para tentar impedir o Irã de exportar petróleo. No mês passado, os EUA enviaram um grupo naval liderado por um porta-aviões e mais 1,5 mil soldados para a região do Golfo Pérsico.

Trump alega não querer guerra com o Irã, mas sua estratégia de "pressão máxima" cria uma situação de altíssimo risco.

Um terço do petróleo exportado no mundo passa pelo Estreito de Ormuz. Os preços do petróleo subiram hoje mais de 3%.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

EUA enviam base flutuante para o Golfo Pérsico

Diante da ameaça do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo consumido no mundo, cerca de 16 milhões de barris, os Estados Unidos mandaram para o Golfo Pérsico um antigo navio de transporte da Marinha convertido numa plataforma ou base militar flutante, reforçando sua presença militar no Oriente Médio.

O Ponce é mais um exemplo do modo americano de fazer a guerra. Sua primeira missão deve ser defensiva e discreta, informa o jornal The New York Times.

A base flutuante deve ser usada para varredura de minas na entrada do golfo. Será uma plataforma para decolagem de helicópteros, uma base para mergulhadores e um ponto de apoio para navios antiminas, fornecendo-lhes combustível e serviços de manutenção.

Com o fracasso das últimas negociações entre as cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Alemanha e o Irã para evitar que a república islâmica desenvolva armas nucleares, a União Europeia adotou sanções econômicas mais duras. O governo de Teerã ameaçou retaliar.

O conflito na Síria, onde o ditador Bachar Assad, principal aliado árabe do regime fundamentalista iraniano, está sob intensa pressão dos rebeldes, agrava ainda mais a tensão. Como de costume, o Irã e seus aliados põem a culpa de tudo o que acontece de ruim no Oriente Médio aos Estados Unidos e a Israel.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Irã ameaça retaliar Israel e bases dos EUA

Se for alvo de um bombardeio contra suas instalações nucleares, o Irã ameaça contra-atacar em minutos o Estado de Israel e as bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, advertiu a agência de notícias semioficial Fars.

Em entrevista divulgada ontem, o general Ami Ali Hajizadeh, da poderosa Guarda Revolucionária Iraniana, braço armado do regime fundamentalista, chama Israel e as "bases americanas" de territórios ocupados ao alcance dos mísseis do Irã, noticiou a agência Associated Press (AP), citada pelo jornal The New York Times.

O Irã está sob intensa pressão das grandes potências para parar de enriquecer urânio e abrir seu programa nuclear, suspeito de estar desenvolvendo armas atômicas, a inspeções irrestritas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão das Nações Unidas.

Depois do fracasso da última rodada de negociações, realizada no mês passado em Moscou, a União Europeia adotou sanções mais rígidas a partir de 1º de julho. Em resposta, o Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, entrada do Golfo Pérsico, por onde passam 20% do petróleo consumido no mundo diariamente. Os EUA alertam que podem usar a forca para reabrir essa rota de navegação vital para a economia internacional.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

EUA reforçam presença militar no Golfo Pérsico

Os Estados Unidos estão concentrando tropas e navios de guerra na região do Golfo Pérsico, com mais um porta-aviões e 15 mil soldados baseados no Kuwait, mas o Departamento da Defesa nega que a mobilização seja preparação para uma guerra para neutralizar o programa nuclear do Irã.

Quem pediu o reforço foi o general James Mattis, do Corpo de Fuzileiros Navais, chefe do Comando Central e principal autoridade militar dos EUA no Oriente Médio, para lidar com o Irã e outras ameaças, noticia o jornal americano Los Angeles Times.

Ao radicalizar as sanções contra o regime fundamentalista iraniano, o governo Barack Obama praticamente acabou com a possibilidade de diálogo sobre o programa nuclear de Teerã, talvez por acreditar que a república dos aiatolás usava as conversações apenas para ganhar tempo e tornar sua bomba atômica um projeto irreversível.

O assassinato do quarto cientista nuclear iraniano desde 2010, há dois dias, e uma explosão numa base militar meses atrás indicam que há operações clandestinas, provavelmente do serviço secreto de Israel com o apoio dos EUA, para tentar sabotar as ambições da ditadura teocrática de Teerã.

Em resposta, o Irã faz manobras militares no Golfo Pérsico, testou mísseis e ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo exportado no mundo. Hoje o jornal The New York Times informa que os EUA mandaram um recado ao Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica do Irã, aiatolá Ali Khamenei, o homem-forte do regime.

A advertência é clara: o fechamento da entrada do Golfo Pérsico será considerado um ato de guerra e terá resposta.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Irã ameaçam reagir a porta-aviões dos EUA

Depois de realizar manobras militares e testes de mísseis, a república islâmica do Irã ameaçou hoje reagir se os Estados Unidos deslocarem porta-aviões para o Golfo Pérsico. A ditadura teocrática de Teerã já ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, por onde passam 40% do petróleo exportado no mundo.

"Estamos recomendando, avisando e advertindo", declarou o comandante do Exército iraniano, general Ataollah Salehi, acrescentando que "não é nosso costume alertar duas vezes".

O Irã vive sob a ameaça de uma intervenção militar dos EUA e de Israel para bombardear suas instalações nucleares e evitar que o regime dos aiatolás e da Guarda Republicana faça armas atômicas.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Irã ameaça bloquear o Estreito de Ormuz

Se for alvo de novas sanções econômicas dos Estados Unidos e seus aliados por causa de seu programa nuclear, acusado de desenvolver armas atômicas, o regime fundamentalista do Irã ameaça bloquear o Estreito de Ormuz, a saída do Golfo Pérsico, por onde passam 20% do petróleo do mundo, informa o jornal The New York Times.

A ameaça causou uma alta imediata dos preços internacionais do petróleo. Pode agravar a tensão entre o Irã e a Arábia Saudita, que também exporta petróleo por ali. O estreito tem apenas 53 quilômetros de largura.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

EUA descrevem confronto com iranianos

Cinco barcos iranianos armados se aproximaram agressivamente de três navios de guerra dos Estados Unidos em águas internacionais do Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico no domingo passado, e ameaçaram explodi-los, afirmaram ontem militares americanos ao descrever o episódio.

O confronto terminou em meia hora, sem tiros nem feridos, conta hoje o jornal New York Times, ao apresentar a versão oficial americana.