Horas depois de acertar o reinício das negociações de desnuclearização com os Estados Unidos, a ditadura comunista da Coreia do Norte disparou na manhã de hoje um míssil balístico de curto alcance em direção ao Mar do Japão. O diálogo será retomado no próximo fim de semana.
As negociações estão estagnadas desde o colapso de um encontro de cúpula do presidente Donald Trump com o ditador Kim Jong Un em 27 e 28 de fevereiro em Hanói, no Vietnã. Trump abandonou o encontro diante da insistência do regime stalinista de Pyongyang em um alívio pelo menos parcial das sanções internacionais impostas contra o programa nuclear do país.
O governo norte-coreano exige a retirada gradual das sanções enquanto toma medidas para desmantelar seu arsenal nuclear, enquanto os EUA cobram a elaboração de um cronograma de para entrega de 60% a 70% das armas atômicas do país dentro de seis a nove meses.
Pyongyang também quer a assinatura de um acordo de paz definitivo para acabar com a Guerra da Coreia (1950-53). Isto pode ser usado para pedir a retirada das armas nucleares americanas da Coreia do Sul, o que dificilmente seria aceito pelos EUA, tendo em vista a rivalidade crescente com a China.
No teste de hoje, o míssil foi lançado de uma plataforma submarina num sinal de que deverá ser baseado em submarinos.
Ao aceitar que a Coreia do Norte teste mísseis de curto alcance, incapazes de atingir o território continental dos EUA, e com sua declarada aversão a novas guerras que possam atrapalhar sua reeleição em 2020, Trump parece disposto a aceitar o status de potência nuclear do país.
O ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca John Bolton, um notório linha-dura, criticou o presidente e declarou não acreditar que a Coreia do Norte esteja genuinamente comprometida com a desnuclearização.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 2 de outubro de 2019
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
Casa Branca articula encontro entre presidentes dos EUA e do Irã
O presidente Donald Trump está disposto a aceitar uma proposta da França para abrir uma linha de crédito de US$ 15 bilhões para aliviar as sanções a que a República Islâmica está submetida pelos Estados Unidos. O Japão colaboraria no relaxamento das sanções. Isto viabilizaria um encontro de Trump com o presidente do Irã, aiatolá Hassan Rouhani, durante a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, no fim do deste mês.
Em troca, o
Irã voltaria a cumprir o acordo nuclear assinado em 2015 com o governo Barack
Obama, as outras grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China,
França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para congelar o programa nuclear
militar iraniano e evitar que o país fabrique armas atômicas.
O acordo foi uma
das grandes realizações de política externa de Obama. Afinal, os Estados Unidos
e o Irã não mantêm relações diplomáticas desde a ocupação da embaixada
americana em Teerã por 444 dias, a partir de 4 de novembro de 1979, nove meses
depois da revolução islâmica, que derrubou o xá Reza Pahlevi, aliado de
Washington, e levou o regime dos aiatolás ao poder.
Sob protesto do Irã, Trump
abandonou o acordo em 8 de maio de 2018, sob a orientação do então conselheiro
de segurança nacional da Casa Branca, o advogado e embaixador linha-dura John
Bolton, que caiu há dois dias.
Bolton queria mudança de regime em Teerã. Chegou a defender um bombardeio ao Irã
depois de um ataque a um drone americano no Golfo Pérsico. Também era a favor
do uso da força na Coreia do Norte e na Venezuela. Meu comentário:
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terça-feira, 10 de setembro de 2019
Queda de Bolton sinaliza política externa mais moderada nos EUA
A queda do advogado linha-dura John Bolton do cargo de conselheiro de segurança nacional da Casa Branca sinaliza uma mudança na política externa dos Estados Unidos para uma orientação mais pragmática, com mais diplomacia e menos ameaças de uso da força.
Com a saída do terceiro assessor de segurança
nacional, o governo Trump pode ter uma política mais flexível em relação a
estes países e nas negociações de paz com a milícia dos Talebã no Afeganistão.
O próprio
presidente Donald Trump admitiu que várias precisou conter Bolton, que já defendeu
bombardeios contra o Irã e a Coreia do Norte para evitar que estes países
tenham armas nucleares e uma intervenção militar para derrubar o regime
chavista na Venezuela.
“Eu discordava fortemente de muitas sugestões dele,
assim como outras pessoas da administração e, por isso, pedi a John que
renunciasse ao cargo”, escreveu o presidente no Twitter.
Afinal,
Trump precisa evitar novas guerras de sucessos em política externa para apresentar
ao eleitorado na campanha da reeleição em 2020. Meu comentário:
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segunda-feira, 9 de setembro de 2019
Mais uma negociação internacional de Trump fracassa
O presidente Donald Trump rompeu as negociações de paz com a milícia fundamentalista muçulmana dos Talebã sob o argumento de que mais um soldado americano foi morto, mas a verdadeira razão é outra: a milícia exige a retirada total das forças estrangeiras do Afeganistão e os Estados Unidos pretendem manter uma força antiterrorista de 8,6 mil homens no país.
Depois de um ano de negociações de paz e do quinto encontro em Doha, no Catar, representantes do governo americano e da milícia fundamentalista sunita que governou o Afeganistão como um emirado islâmico de 1996 a 2001 estavam perto de um acordo.
Depois de um ano de negociações de paz e do quinto encontro em Doha, no Catar, representantes do governo americano e da milícia fundamentalista sunita que governou o Afeganistão como um emirado islâmico de 1996 a 2001 estavam perto de um acordo.
Uma reunião secreta estava marcada para
sábado na casa de campo da Presidência dos Estados Unidos em Camp David entre
Trump, o presidente afegão, Achraf Ghani Ahmadzai, e delegados dos Talebã.
O
objetivo é acabar com a guerra que já dura quase 18 anos e é a mais longa da
história dos Estados Unidos. Começou em 7 de outubro de 2001 em resposta aos
atentados terroristas de 11 de setembro daquele ano nos Estados Unidos.
O
regime fundamentalista dos Talebã dava refúgio à rede terrorista Al Caeda,
responsável pelo pior atentado terrorista da história dos Estados Unidos. Meu comentário:
quinta-feira, 18 de julho de 2019
EUA derrubam drone iraniano e Irã admite captura de petroleiro
O presidente Donald Trump anunciou hoje que os Estados Unidos derrubaram um drone iraniano hoje no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico. O Irã nega, mas revela que a Guarda Revolucionária Iraniana capturou um navio petroleiro na região. E o ministro do Exterior iraniano propõem inspeções mais rigorosas às instalações nucleares do país em troca das sanções impostas pelo governo americano.
Trump descreveu a aproximação do drone de um navio de guerra americano como “a última de muitas ações hostis e provocações do Irã. O Departamento da Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, afirmou que o navio USS Boxer estava em águas internacionais e reagiu quando a aeronave não tripulada se aproximou a uma distância perigosa.
Um barco iraniano chegou a menos de 500 metros do USS Boxer. Quando o drone ficou entre os dois, foi abatido.
Para aumentar ainda mais a pressão sobre o Irã, o Pentágono anunciou hoje o envio de 500 soldados americanos para a Arábia Saudita.
Também hoje, a televisão iraniana mostrou imagem de um navio-tanque estrangeiro capturado há quatro dias pela Guarda Revolucionária, sob a alegação de estar contrabandeando 1 milhão de litros de petróleo.
Aparentemente o Irã quer retaliar a recente apreensão de um petroleiro iraniano pela Marinha Real britânica perto do Estreito de Gibraltar, na entrada do Mar Mediterrâneo. O navio vinha do Oceano Atlântico com destino à Síria.Diante do aumento da tensão no Oriente Médio, o preço do barril de petróleo subiu pouco mais de 1%. Meu comentário:
Trump descreveu a aproximação do drone de um navio de guerra americano como “a última de muitas ações hostis e provocações do Irã. O Departamento da Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, afirmou que o navio USS Boxer estava em águas internacionais e reagiu quando a aeronave não tripulada se aproximou a uma distância perigosa.
Um barco iraniano chegou a menos de 500 metros do USS Boxer. Quando o drone ficou entre os dois, foi abatido.
Para aumentar ainda mais a pressão sobre o Irã, o Pentágono anunciou hoje o envio de 500 soldados americanos para a Arábia Saudita.
Também hoje, a televisão iraniana mostrou imagem de um navio-tanque estrangeiro capturado há quatro dias pela Guarda Revolucionária, sob a alegação de estar contrabandeando 1 milhão de litros de petróleo.
Aparentemente o Irã quer retaliar a recente apreensão de um petroleiro iraniano pela Marinha Real britânica perto do Estreito de Gibraltar, na entrada do Mar Mediterrâneo. O navio vinha do Oceano Atlântico com destino à Síria.Diante do aumento da tensão no Oriente Médio, o preço do barril de petróleo subiu pouco mais de 1%. Meu comentário:
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sexta-feira, 21 de junho de 2019
EUA e Irã estão à beira de uma guerra potencialmente devastadora
O presidente Donald Trump suspendeu ontem à noite um bombardeio ao Irã quando os aviões de guerra dos Estados Unidos estavam a dez minutos dos alvos. Seria uma reação ao abate de um drone espião americano no Estreito de Ormuz, porta de entrada do Golfo Pérsico, por onde passa um terço do petróleo exportado por mar no mundo.
A República Islâmica alega que seu espaço aéreo foi invadido, mas evitou atacar um avião tripulado para poupar vidas. Trump também mostrou autocontrole ao evitar o ataque, apoiado pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, e a diretora-geral da Agência Central de Inteligência (CIA), Gina Haspel.
Trump declarou que as sanções econômicas contra o regime fundamentalista iraniano estão funcionando. Por isso, não tem pressa. A Europa tenta conter os EUA temendo uma conflagração capaz de incendiar o Oriente Médio. Meu comentário:
A República Islâmica alega que seu espaço aéreo foi invadido, mas evitou atacar um avião tripulado para poupar vidas. Trump também mostrou autocontrole ao evitar o ataque, apoiado pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, e a diretora-geral da Agência Central de Inteligência (CIA), Gina Haspel.
Trump declarou que as sanções econômicas contra o regime fundamentalista iraniano estão funcionando. Por isso, não tem pressa. A Europa tenta conter os EUA temendo uma conflagração capaz de incendiar o Oriente Médio. Meu comentário:
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Trump aprova ataque ao Irã e depois recua
Até as sete horas da noite de ontem pelo horário de Washington (20h em Brasília), estava em andamento uma operação militar dos Estados Unidos para bombardear alvos dentro do Irã - instalações nucleares, radares e baterias de defesa antiaérea -, em retaliação ao abate de um drone espião americano no Estreito de Ormuz.
Os aviões bombardeiros estavam no ar e os navios próximos prontos para atacar, mas nenhum míssil havia sido disparado quando o presidente Donald Trump deu a contraordem, noticiou o jornal The New York Times.
Ainda não está claro se o presidente cancelou a operação ou apenas adiou o ataque para um momento mais favorável por uma questão de logística ou estratégia. Mas o simples anúncio é uma ameaça e uma demonstração de força.
Os EUA alegam que o drone foi abatido em águas internacionais no Estreito de Ormuz. A República Islâmica do Irã afirma que o drone invadiu o espaço aéreo iraniano.
Apesar das vulnerabilidades, o Irã tem uma longa experiência em guerras indiretas através de milícias que financia e sustenta como o grupo fundamentalista xiita iraniano Hesbolá (Partido de Deus), a mais notória e supostamente mais poderosa.
Trump aplica uma estratégia de "pressão máxima" contra o Irã na expectativa de forçar o regime teocrático iraniano a voltar à mesa de negociações e abrir mão não só do programa nuclear militar, mas também da tecnologia de mísseis de médio e longo alcances e de interferir politicamente em outros países do Oriente Médio.
Em 8 de maio do ano passado, o presidente americano rompeu o acordo nuclear de 2015, negociado pelo governo Barack Obama para congelar o programa militar nuclear iraniano. Um ano depois, o Irã anunciou que vai acumular urânio enriquecido além do limite estabelecido no acordo.
O governo americano parece totalmente incapaz de entrar num diálogo construtivo com o Irã, demonizado no discurso oficial da Casa Branca e do Departamento de Estado. A República Islâmica, do outro, não acredita que que os EUA negociem de boa fé.
No mês passado, quatro navios petroleiros foram alvo de bombas num porto dos Emirados Árabes Unidos. Na semana passada, outros dois foram atacados quando passavam pelo Golfo de Omã. EUA responsabilizou o Irã.
Com o aumento da tensão, os EUA enviaram mais mil soldados para o Oriente Médio um grupo naval liderado por um porta-aviões rumo ao Golfo Pérsico. Trump afirma não querer a guerra, apenas renegociar o acordo, mas chegou perto.
O secretário de Estado, Mike Pompeo, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, e a diretora-geral da Agência Central de Inteligência (CIA), Gina Haspel, eram a favor do ataque abortado ontem à noite.
Os aviões bombardeiros estavam no ar e os navios próximos prontos para atacar, mas nenhum míssil havia sido disparado quando o presidente Donald Trump deu a contraordem, noticiou o jornal The New York Times.
Ainda não está claro se o presidente cancelou a operação ou apenas adiou o ataque para um momento mais favorável por uma questão de logística ou estratégia. Mas o simples anúncio é uma ameaça e uma demonstração de força.
Os EUA alegam que o drone foi abatido em águas internacionais no Estreito de Ormuz. A República Islâmica do Irã afirma que o drone invadiu o espaço aéreo iraniano.
Apesar das vulnerabilidades, o Irã tem uma longa experiência em guerras indiretas através de milícias que financia e sustenta como o grupo fundamentalista xiita iraniano Hesbolá (Partido de Deus), a mais notória e supostamente mais poderosa.
Trump aplica uma estratégia de "pressão máxima" contra o Irã na expectativa de forçar o regime teocrático iraniano a voltar à mesa de negociações e abrir mão não só do programa nuclear militar, mas também da tecnologia de mísseis de médio e longo alcances e de interferir politicamente em outros países do Oriente Médio.
Em 8 de maio do ano passado, o presidente americano rompeu o acordo nuclear de 2015, negociado pelo governo Barack Obama para congelar o programa militar nuclear iraniano. Um ano depois, o Irã anunciou que vai acumular urânio enriquecido além do limite estabelecido no acordo.
O governo americano parece totalmente incapaz de entrar num diálogo construtivo com o Irã, demonizado no discurso oficial da Casa Branca e do Departamento de Estado. A República Islâmica, do outro, não acredita que que os EUA negociem de boa fé.
No mês passado, quatro navios petroleiros foram alvo de bombas num porto dos Emirados Árabes Unidos. Na semana passada, outros dois foram atacados quando passavam pelo Golfo de Omã. EUA responsabilizou o Irã.
Com o aumento da tensão, os EUA enviaram mais mil soldados para o Oriente Médio um grupo naval liderado por um porta-aviões rumo ao Golfo Pérsico. Trump afirma não querer a guerra, apenas renegociar o acordo, mas chegou perto.
O secretário de Estado, Mike Pompeo, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, e a diretora-geral da Agência Central de Inteligência (CIA), Gina Haspel, eram a favor do ataque abortado ontem à noite.
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
Ataque suicida reivindicado pelo Estado Islâmico mata 15 pessoas na Síria
Pelo menos 19 pessoas morreram, inclusive quatro soldados dos Estados Unidos, num atentado terrorista suicida na cidade de Manbij, o Norte da Síria, semanas depois que o presidente Donald Trump ordenou uma retirada dos 2 mil soldados americanos do país. A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do ataque, noticiou o jornal The New York Times.
O alvo foi um restaurante frequentado por soldados americanos quando patrulham a área. Depois da explosão, vários americanos foram retirados do local de helicóptero. O quartel-general dos EUA para a guerra contra o Estado Islâmico, com sede em Bagdá, a capital do Iraque, declarou que o atentado ocorreu quando as tropas patrulhavam a área. Não divulgou o número de americanos mortos ou feridos.
A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, disse que o presidente recebeu um relato sobre a tragédia. O vice-presidente Mike Pence afirmou que a retirada será mantida, mas os EUA "vão continuar na luta para garantir que o EI não erga sua face horrenda de novo".
Manbij esteve sob o controle de diferentes grupos desde o início da guerra civil na Síria, em 2011. Em meados de 2016, foi tomada pelas Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda que foi a força terrestre aliada aos EUA na guerra contra o Estado Islâmica.
A retirada americana "em 30 dias", anunciada em dezembro por Trump, ameaça deixar as FDS desprotegidas diante do Exército da Turquia, que acusa os curdos de terrorismo. Eles já pediram proteção ao ditador sírio, Bachar Assad, o que aumentaria a influência de inimigos dos EUA como a Rússia e do Irã na Síria. Por este motivo, o general James Mattis deixou a chefia do Departamento da Defesa.
Na semana passada, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, falou numa retirada mais lenta, que deve deixar soldados dos EUA na região por meses, talvez anos.
"A batalha contra o EI está longe de acabar", observou Charles Lister, especialista em terrorismo do Middle East Institute e autor de livros sobre o grupo. "Não só os EUA e aliados continuam engajados na guerra aberta contra o EI no Leste da Síria, mas há sinais claros há meses de que o EI mantém a capacidade de realizar pequenos ataques guerrilheiros como o de hoje."
O alvo foi um restaurante frequentado por soldados americanos quando patrulham a área. Depois da explosão, vários americanos foram retirados do local de helicóptero. O quartel-general dos EUA para a guerra contra o Estado Islâmico, com sede em Bagdá, a capital do Iraque, declarou que o atentado ocorreu quando as tropas patrulhavam a área. Não divulgou o número de americanos mortos ou feridos.
A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, disse que o presidente recebeu um relato sobre a tragédia. O vice-presidente Mike Pence afirmou que a retirada será mantida, mas os EUA "vão continuar na luta para garantir que o EI não erga sua face horrenda de novo".
Manbij esteve sob o controle de diferentes grupos desde o início da guerra civil na Síria, em 2011. Em meados de 2016, foi tomada pelas Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia árabe-curda que foi a força terrestre aliada aos EUA na guerra contra o Estado Islâmica.
A retirada americana "em 30 dias", anunciada em dezembro por Trump, ameaça deixar as FDS desprotegidas diante do Exército da Turquia, que acusa os curdos de terrorismo. Eles já pediram proteção ao ditador sírio, Bachar Assad, o que aumentaria a influência de inimigos dos EUA como a Rússia e do Irã na Síria. Por este motivo, o general James Mattis deixou a chefia do Departamento da Defesa.
Na semana passada, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, falou numa retirada mais lenta, que deve deixar soldados dos EUA na região por meses, talvez anos.
"A batalha contra o EI está longe de acabar", observou Charles Lister, especialista em terrorismo do Middle East Institute e autor de livros sobre o grupo. "Não só os EUA e aliados continuam engajados na guerra aberta contra o EI no Leste da Síria, mas há sinais claros há meses de que o EI mantém a capacidade de realizar pequenos ataques guerrilheiros como o de hoje."
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domingo, 13 de janeiro de 2019
Casa Branca pediu opções ao Pentágono para atacar o Irã
O Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos pediu ao Departamento da Defesa uma lista de possibilidades para atacar a República Islâmica do Irã, gerando preocupação no Pentágono e no Departamento de Estado de envolvimento do país numa nova guerra no Oriente Médio, revelou o jornal Wall Street Journal.
O pedido foi feito depois que milicianos ligados ao Irã dispararam três morteiros contra a Embaixada dos EUA, em Bagdá, no Iraque. Uma equipe do Conselho de Segurança Nacional, sob a chefia do assessor John Bolton participou de uma série de reuniões para preparar uma resposta, inclusive opções militares.
A tensão em Washington aumentou: "Definitivamente, abalou muita gente", comentou um alto funcionário aposentado. "As pessoas ficaram chocadas. É de fundir a cuca a arrogância a propósito de um ataque ao Irã.
Não ficou claro, de acordo com o Journal, se o presidente Donald Trump pediu as opções militares nem se chegou a pedir planos para atacar o Irã. No passado, Bolton defendeu ações militares contra o regime dos aiatolás.
O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca não esconde que gostaria de ver uma mudança de regime no Irã. Foi um dos responsáveis pela decisão do presidente de romper o acordo para desarmar o programa nuclear iraniano negociado no governo Barack Obama (2009-17).
O pedido foi feito depois que milicianos ligados ao Irã dispararam três morteiros contra a Embaixada dos EUA, em Bagdá, no Iraque. Uma equipe do Conselho de Segurança Nacional, sob a chefia do assessor John Bolton participou de uma série de reuniões para preparar uma resposta, inclusive opções militares.
A tensão em Washington aumentou: "Definitivamente, abalou muita gente", comentou um alto funcionário aposentado. "As pessoas ficaram chocadas. É de fundir a cuca a arrogância a propósito de um ataque ao Irã.
Não ficou claro, de acordo com o Journal, se o presidente Donald Trump pediu as opções militares nem se chegou a pedir planos para atacar o Irã. No passado, Bolton defendeu ações militares contra o regime dos aiatolás.
O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca não esconde que gostaria de ver uma mudança de regime no Irã. Foi um dos responsáveis pela decisão do presidente de romper o acordo para desarmar o programa nuclear iraniano negociado no governo Barack Obama (2009-17).
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quinta-feira, 1 de novembro de 2018
Princípe-herdeiro saudita acusa jornalista morto de islamismo radical
Em mais uma tentativa de acobertar o crime bárbaro de que é o principal suspeito, o príncipe-herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed ben Salman, afirmou em telefonema à Casa Branca que o jornalista Jamal Khashoggi era um militante perigoso da Irmandade Muçulmana, noticiou o jornal The Washington Post.
Ao falar com o assessor especial e genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, e o assessor de Segurança Nacional, John Bolton, o homem-forte da monarquia absolutista saudita fez um apelo para que os Estados Unidos mantenham a aliança com seu país.
A acusação numa conversa privada contraria as declarações oficiais da monarquia saudita de que foi "um erro terrível" e "uma tragédia terrível".
Ontem, o procurador-geral de Istambul, na Turquia, acusou o regime saudita de não colaborar com a investigação e revelou que Khashoggi foi estrangulado, decapitado e esquartejado de maneira "premeditada" logo depois de entrar no consulado saudita na cidade, em 2 de outubro, para pegar documentos necessários para se casar.
Khashoggi era um assessor da família real e se tornou um crítico das reformas que o príncipe prometeu realizar para modernizar o reino e prepará-lo para a era pós-petróleo. Sentindo-se ameaçado, o jornalista se autoexilou no ano passado nos EUA, onde era colaborador do Washington Post.
Na semana passada, ao participar de uma conferência para investidores, o príncipe apresentou outra versão: "O incidente que aconteceu é muito doloroso para todos os sauditas. Não é justificável." O embaixador saudita nos EUA descreveu Khashoggi no mês passado como um "amigo" que dedicou "grande parte de sua vida a servir o seu país".
A família negou, em nota enviada ao Post, que ele fosse um extremista muçulmano: "Jamal Khashoggi não era membro da Irmandade Muçulmana. (...) Jamal Khashoggi não era uma pessoa perigosa de maneira alguma. Qualquer alegação em outro sentido seria ridícula. Embora ele simpatizasse com certos objetivos da Irmandade, discordava nitidamente de outros, especialmente em relação à Arábia Saudita."
O regime saudita negou que o príncipe tenha feito tais alegações. A versão oficial mudou várias vezes. Inicialmente, a ditadura feudal afirmou que Khashoggi havia saído ileso do consulado. Depois, declarou que ele havia morrido ao se envolver numa briga com ausentes sauditas.
"Esta tentativa de assassinato de caráter reforça a hipótese de assassinato premeditado", comentou Bruce Riedel, ex-agente da CIA (Agência Central de Inteligência), hoje pesquisador da Brookings Institution.
A Casa Branca não confirmou o telefonema. Nos últimos dias, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ditador egípcio, marechal Abdel Fattah al-Sissi, pediram ao governo Trump apoio ao príncipe saudita. Israel, a Arábia Saudita e o Egito são os maiores aliados dos EUA no Oriente Médio.
Esses países defendem o príncipe como aliado importante para isolar o Irã e combater o extremismo muçulmano sunita e o jihadismo. Os principais aliados dos EUA na Europa, Alemanha, França e Reino Unido, consideram MbS indefensável.
Kushner foi o grande advogado da aproximação com o príncipe. Por sua influência, Trump fez sua primeira visita ao exterior como presidente dos EUA à Arábia Saudita, apesar da objeção do secretário de Defesa, James Mattis, e do então secretário de Estado, Rex Tillerson.
O genro de Trump fez uma visita secreta a Riade em outubro do ano passado para discutir o plano de paz entre palestinos e israelenses. Dias depois, o príncipe deflagrou uma campanha anticorrupção que prendeu dezenas de rivais dentro da família real e grandes empresários sauditas. A campanha foi vista como uma manobra política para consolidar o poder
Ao falar com o assessor especial e genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, e o assessor de Segurança Nacional, John Bolton, o homem-forte da monarquia absolutista saudita fez um apelo para que os Estados Unidos mantenham a aliança com seu país.
A acusação numa conversa privada contraria as declarações oficiais da monarquia saudita de que foi "um erro terrível" e "uma tragédia terrível".
Ontem, o procurador-geral de Istambul, na Turquia, acusou o regime saudita de não colaborar com a investigação e revelou que Khashoggi foi estrangulado, decapitado e esquartejado de maneira "premeditada" logo depois de entrar no consulado saudita na cidade, em 2 de outubro, para pegar documentos necessários para se casar.
Khashoggi era um assessor da família real e se tornou um crítico das reformas que o príncipe prometeu realizar para modernizar o reino e prepará-lo para a era pós-petróleo. Sentindo-se ameaçado, o jornalista se autoexilou no ano passado nos EUA, onde era colaborador do Washington Post.
Na semana passada, ao participar de uma conferência para investidores, o príncipe apresentou outra versão: "O incidente que aconteceu é muito doloroso para todos os sauditas. Não é justificável." O embaixador saudita nos EUA descreveu Khashoggi no mês passado como um "amigo" que dedicou "grande parte de sua vida a servir o seu país".
A família negou, em nota enviada ao Post, que ele fosse um extremista muçulmano: "Jamal Khashoggi não era membro da Irmandade Muçulmana. (...) Jamal Khashoggi não era uma pessoa perigosa de maneira alguma. Qualquer alegação em outro sentido seria ridícula. Embora ele simpatizasse com certos objetivos da Irmandade, discordava nitidamente de outros, especialmente em relação à Arábia Saudita."
O regime saudita negou que o príncipe tenha feito tais alegações. A versão oficial mudou várias vezes. Inicialmente, a ditadura feudal afirmou que Khashoggi havia saído ileso do consulado. Depois, declarou que ele havia morrido ao se envolver numa briga com ausentes sauditas.
"Esta tentativa de assassinato de caráter reforça a hipótese de assassinato premeditado", comentou Bruce Riedel, ex-agente da CIA (Agência Central de Inteligência), hoje pesquisador da Brookings Institution.
A Casa Branca não confirmou o telefonema. Nos últimos dias, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ditador egípcio, marechal Abdel Fattah al-Sissi, pediram ao governo Trump apoio ao príncipe saudita. Israel, a Arábia Saudita e o Egito são os maiores aliados dos EUA no Oriente Médio.
Esses países defendem o príncipe como aliado importante para isolar o Irã e combater o extremismo muçulmano sunita e o jihadismo. Os principais aliados dos EUA na Europa, Alemanha, França e Reino Unido, consideram MbS indefensável.
Kushner foi o grande advogado da aproximação com o príncipe. Por sua influência, Trump fez sua primeira visita ao exterior como presidente dos EUA à Arábia Saudita, apesar da objeção do secretário de Defesa, James Mattis, e do então secretário de Estado, Rex Tillerson.
O genro de Trump fez uma visita secreta a Riade em outubro do ano passado para discutir o plano de paz entre palestinos e israelenses. Dias depois, o príncipe deflagrou uma campanha anticorrupção que prendeu dezenas de rivais dentro da família real e grandes empresários sauditas. A campanha foi vista como uma manobra política para consolidar o poder
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segunda-feira, 10 de setembro de 2018
Governo Trump fecha representação palestina em Washington
Em mais uma retaliação à Autoridade Nacional Palestina (ANP) por rejeitar seu plano de paz, o presidente Donald Trump mandou fechar sua representação em Washington por "não dar passos para avançar começar a negociações diretas com Israel". O principal negociador palestino, Saeb Erekat, repudiou a medida, descrevendo-a como uma "punição coletiva" do povo palestino pelos EUA.
Desde que Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel e transferiu a Embaixada Americana para lá, a ANP declarou que os EUA perderam a condição de mediar o conflito árabe-israelense. Na semana passada, o presidente cortou uma ajuda de US$ 300 milhões anuais à agência das Nações Unidas para ajuda aos refugiados palestinos.
"A liderança da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) condenou um plano de paz dos EUA que ainda não viu e se recusou a se engajar no esforço de paz do governo dos EUA", declarou em nota o Departamento de Estado.
A representação, embrião de uma embaixada se um dia os EUA reconhecessem a independência da Palestina, deve ser fechada até 10 de outubro.
Os EUA também estão irritados com a ameaça da ANP de denunciar Israel ao Tribunal Penal Internacional (TPI) por violações aos direitos humanos e com a possibilidade do tribunal investigar crimes de guerra dos soldados americanos no Afeganistão.
Quando o TPI foi criado, os EUA não aderiram porque não submeteriam seus cidadãos a um tribunal internacional, mas colaboraram, por exemplo, nos processos sobre o genocídio na província de Darfur, no Sudão. Mas o atual assessor de segurança nacional, John Bolton, antigo inimigo da ideia de uma jurisdição internacional, ameaça impor sanções ao TPI.
Desde que Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel e transferiu a Embaixada Americana para lá, a ANP declarou que os EUA perderam a condição de mediar o conflito árabe-israelense. Na semana passada, o presidente cortou uma ajuda de US$ 300 milhões anuais à agência das Nações Unidas para ajuda aos refugiados palestinos.
"A liderança da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) condenou um plano de paz dos EUA que ainda não viu e se recusou a se engajar no esforço de paz do governo dos EUA", declarou em nota o Departamento de Estado.
A representação, embrião de uma embaixada se um dia os EUA reconhecessem a independência da Palestina, deve ser fechada até 10 de outubro.
Os EUA também estão irritados com a ameaça da ANP de denunciar Israel ao Tribunal Penal Internacional (TPI) por violações aos direitos humanos e com a possibilidade do tribunal investigar crimes de guerra dos soldados americanos no Afeganistão.
Quando o TPI foi criado, os EUA não aderiram porque não submeteriam seus cidadãos a um tribunal internacional, mas colaboraram, por exemplo, nos processos sobre o genocídio na província de Darfur, no Sudão. Mas o atual assessor de segurança nacional, John Bolton, antigo inimigo da ideia de uma jurisdição internacional, ameaça impor sanções ao TPI.
sexta-feira, 1 de junho de 2018
Trump confirma reunião com Kim em 12 de junho em Cingapura
Depois de receber na Casa Branca o vice-presidente do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia do Norte e principal negociador nuclear do país, Kim Yong Chol, o presidente Donald Trump confirmou a realização de um encontro de cúpula com o ditador Kim Jong Un em 12 de junho, em Cingapura.
Trump havia cancelado a reunião oito dias atrás, depois de duras críticas do regime norte-coreano ao vice-presidente Mike Pence e ao assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton. No fim de semana passado, o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, teve um encontro inesperado com Kim para recolocar o processo de paz em andamento.
É hora de esquecer as acusações e o tiroteio verbal, declarou o presidente americano em tom otimista: "Nós superamos aquilo, superamos totalmente, e agora vamos negociar e realmente começar um processo". Ele esclareceu que os EUA não vão suspender as sanções antes de obter a total desnuclearização da Coreia do Norte.
Em várias ocasiões, Kim acenou com a possibilidade de uma "desnuclearização", mas a própria CIA (Agência Central de Inteligência), o serviço da espionagem dos EUA, não acredita que o regime comunista de Pyongyang entregue todas as armas atômicas que levou tantos anos para desenvolver.
Quando comparada à Líbia ou ao Irã, a Coreia do Norte coloca-se imediatamente na posição de potência nuclear. Na troca de acusações que Trump chamou de "hostilidade aberta", o regime stalinista norte-coreano deixou claro que não aceita um desarmamento unilateral sem contrapartida, como ponto de partida das negociações.
Trump havia cancelado a reunião oito dias atrás, depois de duras críticas do regime norte-coreano ao vice-presidente Mike Pence e ao assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton. No fim de semana passado, o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, teve um encontro inesperado com Kim para recolocar o processo de paz em andamento.
É hora de esquecer as acusações e o tiroteio verbal, declarou o presidente americano em tom otimista: "Nós superamos aquilo, superamos totalmente, e agora vamos negociar e realmente começar um processo". Ele esclareceu que os EUA não vão suspender as sanções antes de obter a total desnuclearização da Coreia do Norte.
Em várias ocasiões, Kim acenou com a possibilidade de uma "desnuclearização", mas a própria CIA (Agência Central de Inteligência), o serviço da espionagem dos EUA, não acredita que o regime comunista de Pyongyang entregue todas as armas atômicas que levou tantos anos para desenvolver.
Quando comparada à Líbia ou ao Irã, a Coreia do Norte coloca-se imediatamente na posição de potência nuclear. Na troca de acusações que Trump chamou de "hostilidade aberta", o regime stalinista norte-coreano deixou claro que não aceita um desarmamento unilateral sem contrapartida, como ponto de partida das negociações.
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terça-feira, 22 de maio de 2018
Trump admite adiar encontro com ditador da Coreia do Norte
Depois de cair na armadilha diplomática da China e da Coreia do Norte e aceitar se encontrar com o ditador norte-coreano, o que nenhum presidente dos Estados Unidos jamais fez no exercício do cargo, Donald Trump admitiu hoje que a reunião pode ser adiada.
"Há uma grande chance de que não funcione" em 12 de junho, reconheceu Trump ao receber o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, na Casa Branca numa tentativa de salvar a iniciativa.
Durante o ano passado, Trump e Kim Jong Un trocaram insultos e ameaças de guerra. No discurso de Ano Novo, Kim adotou uma linguagem conciliatória, manifestou o interesse em mandar uma delegação para a Olimpíada de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul, e em se encontrar com o presidente sul-coreano, quebrando o gelo na relação entre os dois países.
Em carta enviada através de uma delegação da Coreia do Sul, Kim convidou Trump para um encontro. Para seduzir o presidente narcisista dos EUA, o regime stalinista de Pyongyang acenou com a possibilidade desnuclearização e de um acordo de paz definitivo com a Coreia do Sul. Os dois países não assinaram um tratado de paz desde a Guerra da Coreia (1950-53).
A euforia de Trump era tanta que seus partidários começaram a gritar durante seus comícios que o presidente americano merece o Prêmio Nobel da Paz, concedido a seu antecessor, Barack Obama. O encontro de cúpula das duas Coreias, realizado na cidade neutra de Panmunjon em 27 de abril, manteve o clima de degelo e reconciliação.
O otimismo em Washington era tanto que o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, notório linha-dura, especulou num programa dominical na semana passada que a desnuclearização da Coreia do Norte deveria seguir o "modelo da Líbia".
Diante da invasão do Iraque de Saddam Hussein, em 2003, o ditador líbio Muamar Kadafi decidiu se reaproximar do Ocidente, entregar suas armas de destruição em massa e colaborar na guerra contra o terrorismo. Oito anos depois, quando se preparava para massacrar rebeldes na Primavera Árabe, em 2011, foi alvo de uma intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA, deposto e morto.
Naquele mesmo ano, Kim Jong Un chegou ao poder com a morte do pai, Kim Jong Il. Vendo o que acontecera com Kadafi, Kim acelerou os programas nuclear e de mísseis como única garantia de sobrevivência do regime comunista norte-coreano. O "modelo líbio" é tudo o que deseja evitar.
Na semana passada, a Coreia do Norte rejeitou a possibilidade de uma total desnuclearização incondicional, apesar da promessa americana de grandes investimentos para recuperar a economia do país.
Além de dinheiro, Trump promete agora "garantir sua segurança", se Kim concordar com uma "desnuclearização completa, verificável e irreversível". Mas seu jogo voltou à estaca zero.
"Há uma grande chance de que não funcione" em 12 de junho, reconheceu Trump ao receber o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, na Casa Branca numa tentativa de salvar a iniciativa.
Durante o ano passado, Trump e Kim Jong Un trocaram insultos e ameaças de guerra. No discurso de Ano Novo, Kim adotou uma linguagem conciliatória, manifestou o interesse em mandar uma delegação para a Olimpíada de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul, e em se encontrar com o presidente sul-coreano, quebrando o gelo na relação entre os dois países.
Em carta enviada através de uma delegação da Coreia do Sul, Kim convidou Trump para um encontro. Para seduzir o presidente narcisista dos EUA, o regime stalinista de Pyongyang acenou com a possibilidade desnuclearização e de um acordo de paz definitivo com a Coreia do Sul. Os dois países não assinaram um tratado de paz desde a Guerra da Coreia (1950-53).
A euforia de Trump era tanta que seus partidários começaram a gritar durante seus comícios que o presidente americano merece o Prêmio Nobel da Paz, concedido a seu antecessor, Barack Obama. O encontro de cúpula das duas Coreias, realizado na cidade neutra de Panmunjon em 27 de abril, manteve o clima de degelo e reconciliação.
O otimismo em Washington era tanto que o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, notório linha-dura, especulou num programa dominical na semana passada que a desnuclearização da Coreia do Norte deveria seguir o "modelo da Líbia".
Diante da invasão do Iraque de Saddam Hussein, em 2003, o ditador líbio Muamar Kadafi decidiu se reaproximar do Ocidente, entregar suas armas de destruição em massa e colaborar na guerra contra o terrorismo. Oito anos depois, quando se preparava para massacrar rebeldes na Primavera Árabe, em 2011, foi alvo de uma intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos EUA, deposto e morto.
Naquele mesmo ano, Kim Jong Un chegou ao poder com a morte do pai, Kim Jong Il. Vendo o que acontecera com Kadafi, Kim acelerou os programas nuclear e de mísseis como única garantia de sobrevivência do regime comunista norte-coreano. O "modelo líbio" é tudo o que deseja evitar.
Na semana passada, a Coreia do Norte rejeitou a possibilidade de uma total desnuclearização incondicional, apesar da promessa americana de grandes investimentos para recuperar a economia do país.
Além de dinheiro, Trump promete agora "garantir sua segurança", se Kim concordar com uma "desnuclearização completa, verificável e irreversível". Mas seu jogo voltou à estaca zero.
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terça-feira, 8 de maio de 2018
Trump retira EUA do acordo nuclear com o Irã
O presidente Donald Trump vai retirar os Estados Unidos do acordo nuclear assinado em 2015 pelas grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para congelar o programa nuclear militar do Irã, evitando assim que a república islâmica fabrique armas atômicas, antecipou o jornal The New York Times, citando como fonte o presidente da França, Emmanuel Macron.
Trump confirmou a notícia hoje à tarde na Casa Branca. A França, a Alemanha e o Reino Unido fizeram uma série de apelos de última hora para convencer o presidente americano a manter o acordo, sem sucesso. O governo americano vai voltar a impor sanções contra o regime dos aiatolás.
"Hoje, anuncio que os EUA saem do acordo nuclerar com o Irã", declarou Trump na Casa Branca. "Nas próximas horas, vou assinar um decreto reestabelecendo duras sanções ao regime iraniano."
Além de aumentar a tensão e o risco de guerra no Oriente Médio, e o preço do petróleo, Trump se afasta dos aliados, isola ainda mais os EUA e dificulta as negociações com a Coreia do Norte. Se os EUA não cumprem um acordo assinado pelo presidente anterior, que garantia tem o ditador Kim Jong Un de que vão honrar o próximo?
O novo assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, o ultralinha-dura John Bolton, inimigo do acordo com o Irã, cita o acordo com a Líbia como modelo para a Coreia do Norte.
Diante da ameaça do terrorismo dos jihadistas, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA, o ditador Muamar Kadafi abriu mão de seus programas de armas de destruição em massa, em 2003, e passou a colaborar com as potências ocidentais na guerra contra o terror.
Oito anos anos depois, quando Kadafi ameaçava massacrar rebeldes em Bengázi durante uma revolta da chamada Primavera Árabe, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Líbia. A aliança militar liderada pelos EUA foi decisiva para a queda do ditador, em agosto de 2011, e sua morte, em em 20 de outubro do mesmo ano, meses antes da ascensão de Kim Jong Un.
O terceiro Kim a governar a Coreia do Norte, depois do pai e avô, teria acelerado seus programas nuclear e de mísseis como garantia máxima de sobrevivência do regime e de si mesmo. Se já era improvável que Kim entregue as armas, ao romper o acordo com o Irã, Trump torna os EUA num parceiro pouco confiável para negociar.
Para a linha dura que domina o governo Trump, o acordo de 2015 não impede o Irã de desenvolver tecnologia de mísseis nem uma política externa agressiva no Oriente Médio. Estas questões nunca estiveram na pauta das negociações sobre o acordo nuclear iraniano.
Numa tentativa de persuadir Trump, quando esteve em Washington, o presidente francês argumentou que o acordo deveria ser ampliado para incluir as outras questões que preocupam os EUA, mas não abandonado.
O presidente segue em sua obstinação de destruir a herança de seu antecessor, Barack Obama. Trump ignora os aliados europeus, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e seus próprios generais, que consideram o regime de inspeções a que o Irã estava submetido bastante rigoroso.
Quem bombardeou o acordo foi o primeiro-ministro linha-dura de Israel, Benjamin Netanyahu, sem apresentar provas de que o Irã violou o acordo. Os generais e os serviços secretos israelenses também consideravam o acordo importante.
A Arábia Saudita, grande rival do Irã na disputa pela liderança do mundo muçulmano, também elogiou a decisão de Trump.
Se o Irã retomar imediatamente o enriquecimento de urânio, como ameaçou, há o risco de uma corrida armamentista nuclear no Oriente Médio. A Arábia Saudita, o Egito e a Turquia também vão querer armas atômicas, fragilizando ainda mais o regime de não proliferação nuclear.
Trump confirmou a notícia hoje à tarde na Casa Branca. A França, a Alemanha e o Reino Unido fizeram uma série de apelos de última hora para convencer o presidente americano a manter o acordo, sem sucesso. O governo americano vai voltar a impor sanções contra o regime dos aiatolás.
"Hoje, anuncio que os EUA saem do acordo nuclerar com o Irã", declarou Trump na Casa Branca. "Nas próximas horas, vou assinar um decreto reestabelecendo duras sanções ao regime iraniano."
Além de aumentar a tensão e o risco de guerra no Oriente Médio, e o preço do petróleo, Trump se afasta dos aliados, isola ainda mais os EUA e dificulta as negociações com a Coreia do Norte. Se os EUA não cumprem um acordo assinado pelo presidente anterior, que garantia tem o ditador Kim Jong Un de que vão honrar o próximo?
O novo assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, o ultralinha-dura John Bolton, inimigo do acordo com o Irã, cita o acordo com a Líbia como modelo para a Coreia do Norte.
Diante da ameaça do terrorismo dos jihadistas, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA, o ditador Muamar Kadafi abriu mão de seus programas de armas de destruição em massa, em 2003, e passou a colaborar com as potências ocidentais na guerra contra o terror.
Oito anos anos depois, quando Kadafi ameaçava massacrar rebeldes em Bengázi durante uma revolta da chamada Primavera Árabe, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Líbia. A aliança militar liderada pelos EUA foi decisiva para a queda do ditador, em agosto de 2011, e sua morte, em em 20 de outubro do mesmo ano, meses antes da ascensão de Kim Jong Un.
O terceiro Kim a governar a Coreia do Norte, depois do pai e avô, teria acelerado seus programas nuclear e de mísseis como garantia máxima de sobrevivência do regime e de si mesmo. Se já era improvável que Kim entregue as armas, ao romper o acordo com o Irã, Trump torna os EUA num parceiro pouco confiável para negociar.
Para a linha dura que domina o governo Trump, o acordo de 2015 não impede o Irã de desenvolver tecnologia de mísseis nem uma política externa agressiva no Oriente Médio. Estas questões nunca estiveram na pauta das negociações sobre o acordo nuclear iraniano.
Numa tentativa de persuadir Trump, quando esteve em Washington, o presidente francês argumentou que o acordo deveria ser ampliado para incluir as outras questões que preocupam os EUA, mas não abandonado.
O presidente segue em sua obstinação de destruir a herança de seu antecessor, Barack Obama. Trump ignora os aliados europeus, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e seus próprios generais, que consideram o regime de inspeções a que o Irã estava submetido bastante rigoroso.
Quem bombardeou o acordo foi o primeiro-ministro linha-dura de Israel, Benjamin Netanyahu, sem apresentar provas de que o Irã violou o acordo. Os generais e os serviços secretos israelenses também consideravam o acordo importante.
A Arábia Saudita, grande rival do Irã na disputa pela liderança do mundo muçulmano, também elogiou a decisão de Trump.
Se o Irã retomar imediatamente o enriquecimento de urânio, como ameaçou, há o risco de uma corrida armamentista nuclear no Oriente Médio. A Arábia Saudita, o Egito e a Turquia também vão querer armas atômicas, fragilizando ainda mais o regime de não proliferação nuclear.
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quinta-feira, 22 de março de 2018
Trump demite McMaster e nomeia Bolton para Segurança Nacional
Como a imprensa anunciou e a Casa Branca desmentiu depois da saída do secretário de Estado Rex Tillerson, o general Herbert McMaster será substituído por John Bolton, embaixador nas Nações Unidas no governo George W. Bush, como conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos.
"Tenho o prazer de anunciar que, a partir de 9 de abril de 2018, o embaixador John Bolton será meu novo assessor de Segurança Nacional", anunciou o presidente no Twitter. "Sou muito grato pelo serviço do Gen. H. R. McMaster, que fez um trabalho excelente e será sempre meu amigo." Mas os estilos e as personalidades são muito diferentes.
McMaster, um general de três estrelas, era considerado ao lado de Tillerson e do secretário da Defesa, James Mattis, um dos "adultos" do governo Donald Trump, capazes de impor alguma ordem e disciplina ao presidente. É um militar com a vida dedicada ao país e ao serviço público, sem a lealdade pessoal incondicional que Trump exige de seus subordinados.
Quando Trump reclamou que McMaster não tomava a iniciativa de defendê-lo das acusações de conluio com a Rússia durante a campanha eleitoral, sinalizou a intenção de demiti-lo.
O assessor de Segurança Nacional recomendou ao presidente que não congratulasse o ditador russo, Vladimir Putin, por sua reeleição fraudulenta no domingo passado. Trump desconsiderou o conselho e anunciou publicamente. A dança das cadeiras em altos cargos do governo dos EUA continua.
"Tenho o prazer de anunciar que, a partir de 9 de abril de 2018, o embaixador John Bolton será meu novo assessor de Segurança Nacional", anunciou o presidente no Twitter. "Sou muito grato pelo serviço do Gen. H. R. McMaster, que fez um trabalho excelente e será sempre meu amigo." Mas os estilos e as personalidades são muito diferentes.
McMaster, um general de três estrelas, era considerado ao lado de Tillerson e do secretário da Defesa, James Mattis, um dos "adultos" do governo Donald Trump, capazes de impor alguma ordem e disciplina ao presidente. É um militar com a vida dedicada ao país e ao serviço público, sem a lealdade pessoal incondicional que Trump exige de seus subordinados.
Quando Trump reclamou que McMaster não tomava a iniciativa de defendê-lo das acusações de conluio com a Rússia durante a campanha eleitoral, sinalizou a intenção de demiti-lo.
O assessor de Segurança Nacional recomendou ao presidente que não congratulasse o ditador russo, Vladimir Putin, por sua reeleição fraudulenta no domingo passado. Trump desconsiderou o conselho e anunciou publicamente. A dança das cadeiras em altos cargos do governo dos EUA continua.
Bolton, um realista da linha-dura, é o terceiro assessor de Segurança Nacional deste governo. O primeiro, general Michael Flynn, durou menos de um mês no cargo por ter mentido ao vice-presidente Mike Pence sobre encontros com russos.
Como Trump, Bolton confia mais no uso da força do que na diplomacia para defender os interesses nacionais. De 2001 a 2005, antes de ser embaixador na ONU, Bolton foi subsecretário de Estado para Controle de Armas e Segurança Internacional.
De imediato, terá de aconselhar o presidente sobre o encontro com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, e o acordo nuclear com o Irã. Bolton não acredita que o regime comunista norte-coreano esteja mesmo disposto a abandonar as armas atômicas nem que o regime fundamentalista iraniano pretenda fazer o mesmo.
Em artigo recente, Bolton admitiu a possibilidade de um "ataque preventivo" contra a Coreia do Norte, opção descartada pela maioria dos analistas por causa da capacidade de retaliação da ditadura comunista de Pyongyang, que poderia arrasar Seul, a capital da Coreia do Norte, matando centenas de milhares de pessoas sem usar armas atômicas.
Como Trump, Bolton confia mais no uso da força do que na diplomacia para defender os interesses nacionais. De 2001 a 2005, antes de ser embaixador na ONU, Bolton foi subsecretário de Estado para Controle de Armas e Segurança Internacional.
De imediato, terá de aconselhar o presidente sobre o encontro com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, e o acordo nuclear com o Irã. Bolton não acredita que o regime comunista norte-coreano esteja mesmo disposto a abandonar as armas atômicas nem que o regime fundamentalista iraniano pretenda fazer o mesmo.
Em artigo recente, Bolton admitiu a possibilidade de um "ataque preventivo" contra a Coreia do Norte, opção descartada pela maioria dos analistas por causa da capacidade de retaliação da ditadura comunista de Pyongyang, que poderia arrasar Seul, a capital da Coreia do Norte, matando centenas de milhares de pessoas sem usar armas atômicas.
sexta-feira, 16 de março de 2018
Trump forma um ministério de comentaristas de televisão
O primeiro presidente da era dos reality shows monta um governo de comentaristas de televisão, observa hoje o boletim The Daily 202, do jornal The Washington Post. Donald Trump, um presidente com fama de não ler nem o informe de inteligência preparado diariamente pelos serviços secretos dos Estados Unidos, se informa pela TV e nela recruta seus ministros.
No Departamento de Estado, Rex Tillerson, foi substituído pelo diretor da CIA (Agência Central de Inteligência), Mike Pompeo, sempre pronto a defender o presidente nos programas de entrevistas. Trump não confirma, mas deve substituir o assessor de Segurança Nacional, general Herbert McMaster. O mais cotado é o ex-embaixador na ONU John Bolton, comentarista do canal direitista Fox News.
Como principal conselheiro econômico da Casa Branca, sai Gary Cohn, ex-diretor do banco de investimentos Goldman Sachs, e entra Larry Kudlow, analista do canal de notícias CNBC. Para assumir a Secretaria dos Veteranos, o favorito é Pete Hagseth, apresentador do programa Fox and Friends Weekend.
Heather Nauert, ex-apresentadora do programa Fox and Friends, foi promovida de porta-voz do Departamento de Estado a subsecretária de Estado para Diplomacia Pública. Substitui Steve Goldstein, demitido por contradizer publicamente a Casa Branca ao questionar a demissão do secretário Rex Tillerson.
Como de costume, Trump desvaloriza o conhecimento e os verdadeiros especialistas, e opta por celebridades. Durante a transição entre a eleição e a posse, o presidente manifestou o interesse de levar Bolton, Hegseth e Kudlow para o governo. Foi convencido de que eles não eram qualificados para o cargo.
Cada vez mais Trump forma um governo com sua cara e suas ideias.
No Departamento de Estado, Rex Tillerson, foi substituído pelo diretor da CIA (Agência Central de Inteligência), Mike Pompeo, sempre pronto a defender o presidente nos programas de entrevistas. Trump não confirma, mas deve substituir o assessor de Segurança Nacional, general Herbert McMaster. O mais cotado é o ex-embaixador na ONU John Bolton, comentarista do canal direitista Fox News.
Como principal conselheiro econômico da Casa Branca, sai Gary Cohn, ex-diretor do banco de investimentos Goldman Sachs, e entra Larry Kudlow, analista do canal de notícias CNBC. Para assumir a Secretaria dos Veteranos, o favorito é Pete Hagseth, apresentador do programa Fox and Friends Weekend.
Heather Nauert, ex-apresentadora do programa Fox and Friends, foi promovida de porta-voz do Departamento de Estado a subsecretária de Estado para Diplomacia Pública. Substitui Steve Goldstein, demitido por contradizer publicamente a Casa Branca ao questionar a demissão do secretário Rex Tillerson.
Como de costume, Trump desvaloriza o conhecimento e os verdadeiros especialistas, e opta por celebridades. Durante a transição entre a eleição e a posse, o presidente manifestou o interesse de levar Bolton, Hegseth e Kudlow para o governo. Foi convencido de que eles não eram qualificados para o cargo.
Cada vez mais Trump forma um governo com sua cara e suas ideias.
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quinta-feira, 15 de março de 2018
Trump vai demitir assessor de Segurança Nacional da Casa Branca
Depois do secretário de Estado Rex Tillerson, o maior peso-pesado a deixar o caos do governo Donald Trump, o presidente também deve trocar o assessor de Segurança Nacional, general Herbert McMaster, revelou o jornal The Washington Post.
Apesar do caos em seu governo, Trump se considera fortalecido neste momento pela imposição da tarifas de importação de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio, e o anúncio do encontro de cúpula com o ditador da Coreia do Norte. Os novos secretário de Estado e assessor de Segurança Nacional terão de correr para preparar a reunião histórica com Kim, prevista para o fim de maio.
McMaster, um general de três estrelas, pode agora voltar ao Exército. Ao lado do secretário da Defesa, James Mattis, e do ex-secretário de Estado Rex Tillerson, era considerado um dos "adultos" do governo, capazes de corrigir a infantilidade do presidente.
Como general da ativa, homem austero e disciplinado, McMaster tem um profundo senso do dever que não se confunde com a lealdade pessoal incondicional exigida por Trump dos subordinados. Quando o presidente reclamou no Twitter que o general não havia feito esforços para defendê-lo, sua sorte estava selada.
Trump negou. No Twitter, declarou ter ótimas relações com seu conselheiro de Segurança Nacional. Tenta ganhar tempo e desmentir a imprensa liberal, que detesta. Mas a saída de McMaster é iminente.
O governo fica cada vez mais com a cara de Trump. O novo secretário de Estado, Mike Pompeo, se negou a condenar a censura e não acredita no acordo nuclear com o Irã. A nova diretora da CIA (Agência Central de Inteligência), Gina Haspel, é acusada de participar de sessões de tortura. Trump acredita na tortura.
Ontem, Larry Kudlow, um comentarista de televisão conservador sem diploma da economia foi nomeado principal conselheiro econômico da Casa Branca, em substituição a Gary Cohn, que sai porque, como defensor do livre comércio, é contra as tarifas de Trump.
Um nome cotado para conselheiro de Segurança Nacional é John Bolton, embaixador dos EUA nas Nações Unidas em 2005 e 2006, no governo George W. Bush (2001-9). É um linha-dura do Partido Republicano, um ultrarrealista. Como Trump, acredita mais no uso da força do que na diplomacia.
Entrevistei Bolton numa palestra no Royal Institute of International Affairs (RIIA), a Chatham House, em Londres. Ele reagiu com fúria a uma pergunta sobre a Iniciativa Europeia de Defesa Estratégica (ESDI), o embrião de um Exército da Europa. Como Trump, Bolton não gosta de nada que possa afetar nem de longe a supremacia estratégica e militar dos EUA.
Apesar do caos em seu governo, Trump se considera fortalecido neste momento pela imposição da tarifas de importação de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio, e o anúncio do encontro de cúpula com o ditador da Coreia do Norte. Os novos secretário de Estado e assessor de Segurança Nacional terão de correr para preparar a reunião histórica com Kim, prevista para o fim de maio.
McMaster, um general de três estrelas, pode agora voltar ao Exército. Ao lado do secretário da Defesa, James Mattis, e do ex-secretário de Estado Rex Tillerson, era considerado um dos "adultos" do governo, capazes de corrigir a infantilidade do presidente.
Como general da ativa, homem austero e disciplinado, McMaster tem um profundo senso do dever que não se confunde com a lealdade pessoal incondicional exigida por Trump dos subordinados. Quando o presidente reclamou no Twitter que o general não havia feito esforços para defendê-lo, sua sorte estava selada.
Trump negou. No Twitter, declarou ter ótimas relações com seu conselheiro de Segurança Nacional. Tenta ganhar tempo e desmentir a imprensa liberal, que detesta. Mas a saída de McMaster é iminente.
O governo fica cada vez mais com a cara de Trump. O novo secretário de Estado, Mike Pompeo, se negou a condenar a censura e não acredita no acordo nuclear com o Irã. A nova diretora da CIA (Agência Central de Inteligência), Gina Haspel, é acusada de participar de sessões de tortura. Trump acredita na tortura.
Ontem, Larry Kudlow, um comentarista de televisão conservador sem diploma da economia foi nomeado principal conselheiro econômico da Casa Branca, em substituição a Gary Cohn, que sai porque, como defensor do livre comércio, é contra as tarifas de Trump.
Um nome cotado para conselheiro de Segurança Nacional é John Bolton, embaixador dos EUA nas Nações Unidas em 2005 e 2006, no governo George W. Bush (2001-9). É um linha-dura do Partido Republicano, um ultrarrealista. Como Trump, acredita mais no uso da força do que na diplomacia.
Entrevistei Bolton numa palestra no Royal Institute of International Affairs (RIIA), a Chatham House, em Londres. Ele reagiu com fúria a uma pergunta sobre a Iniciativa Europeia de Defesa Estratégica (ESDI), o embrião de um Exército da Europa. Como Trump, Bolton não gosta de nada que possa afetar nem de longe a supremacia estratégica e militar dos EUA.
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