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domingo, 13 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 13 de Setembro

BATALHA DO QUEBEC

    Em 1759, as forças do Império Britânico vencem a França na Batalha do Quebec durante a Guerra dos Sete Anos (1756-63), em que os britânicos tomam as possessões francesas na Índia e quase todas na América do Norte.

O conflito começa dois anos antes, com uma disputa entra os impérios Francês e Britânico sobre o controle do alto Rio Ohio, se é parte da colônia da Virgínia ou não, seria parte de Louisiana Francesa, que seria vendida por Napoleão Bonaparte em 30 de abril de 1803, no governo Thomas Jefferson, por US$ 15 milhões. É uma disputa pelo coração da América do Norte.

No Quebec, na Batalha da Planície de Abraham, o general James Wolf lidera os britânicos e o Marquês de Montcalm os franceses. Os dois comandantes morrem de ferimentos sofridos na batalha. 

Dentro de um ano, o Canadá Francês capitula diante das forças britânicas. Com o fim da guerra, em 1763, a França cede praticamente todas as suas possessões no Canadá, menos o Quebec, hoje a única província do Canadá onde a maioria da população população (75%) fala francês como primeira língua.

A Guerra dos Sete Anos é uma das causas da independência dos EUA e da Revolução Francesa.

FASCISTAS INVADEM EGITO

    Em 1940, a Itália Fascista do ditador Benito Mussolini cruza a fronteira da Líbia, uma colônia italiana na época, e ataca o Egito na Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

Na sua expansão econômica imperialista, a Itália ocupa a Líbia em 1912. Mussolini chega ao poder em 1922. A partir de 1935, ano em que invade a Etiópia, Mussolini envia camponeses para a Líbia para reduzir a superpopulação italiana. Quando a guerra começa, a Itália tem bastante gente no Norte da África.

O delírio de grandeza do fascismo é resgatar a glória do Império Romano. A invasão do Egito se insere neste contexto. A estratégia italiana é avançar ao longo da costa da Líbia e do Egito para tomar o Canal de Suez. No caminho, há forças do Império Britânico e da França Livre.

O 10º Exército da Itália avança 105 quilômetros no território egípcio. Enfrenta a 7ª Divisão de Blindados do Exército Real britânico. Em 16 de setembro, a ofensiva para e os italianos decidem se entrincheirar no porto de Sidi Barrani.

Antes que os italianos recuperem as forças para retomar o ataque, em 8 de dezembro de 1940,  os britânicos atacam os acampamentos italianos fora de Sidi Barrani, na Operação Compasso, de cinco dias, desarticulam o exército fascista e perseguem os remanescentes em fuga dentro de território da Líbia, em Bardia, Tobruk, Dema, Mechvili e no Golfo de Sirte.

MASSACRE NA PRISÃO

    Em 1971, a polícia de Nova York ataca a Instituição Correcional Attica para controlar um motim de presos que tomam 40 reféns. Pelo menos 29 presos e 10 reféns morrem.

A prisão de Attica, de 1931, é uma das últimas grandes prisões construídas nos Estados Unidos. Tem paredes de 60 centímetros de espessura e 9 metros de altura. Os apenados passam 14 horas por dia em celas superlotadas e insanas, não recebem atendimento de saúde, a comida é ruim e falta recreação.

Em 9 de setembro de 1971, dois agentes tentam disciplinar dois presos que estariam brigando. No dia seguinte, os presos se rebelam e tomam 40 agentes penitenciários como reféns. Quando o governador Nelson Rockefeller manda a polícia de Nova York invadir, acontece o massacre.

ACIDENTE NUCLEAR EM GOIÂNIA

    Em 1987, uma cápsula do elemento radioativo césio-137 abandonada em Goiânia, a capital do estado de Goiás, é vendida por catadores a um ferro-velho, onde é aberta cinco dias depois por trabalhadores que ficam maravilhados com o conteúdo de um azul radiante que chega a ser esfregado em uma menina como se fosse decorativo e é distribuído entre amigos e parentes.

Seis pessoas morrem e 1,6 mil são afetadas.

A cápsula usada em tratamentos de medicina nuclear é abandonada dentro de uma máquina obsoleta pelo Instituto de Radiologia de Goiânia quando muda de sede, em 1985, sem observar as medidas cautelares previstas em lei. Vai parar no ferro-velho e causa a tragédia.

PROCESSO DE PAZ

    Em 1993, o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, e o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, dão um histórico aperto de mãos nos jardins da Casa Branca, ao lado do presidente Bill Clinton, e anunciam um acordo para iniciar um processo de paz com o objetivo de acabar com o conflito árabe-israelense.

A ideia de criar uma pátria para o povo judeu ganha força no fim do século 19 com os pogroms (massacres) na Europa Oriental e o caso Alfred Dreifus, um capitão do Exército da França acusado de ser espião para a Alemanha, condenado e enviado para a prisão da Ilha do Diabo, na Guiana Francesa.

Em 2 de novembro de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), na Declaração de Balfour, em carta ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica no Reino Unido, o ministro do Exterior britânico, Arthur James Balfour, promete fundar uma pátria para os judeus no território histórico da Palestina, se o Império Otomano for derrotado.

A promessa estimula a migração de judeus para a Palestina. O conflito com os árabes começa nos anos 1920 e se intensifica com a ascensão do nazismo ao poder na Alemanha, em 1933, e da imigração de judeus. Isso leva à Revolta Árabe (1936-39).

Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Assembleia Geral das Nações Unidas, sob a presidência do chanceler brasileiro, Oswaldo Aranha, aprova a divisão da Palestina e a criação do Estado Nacional judaico. 

Quando Israel é fundada, em 14 de maio de 1948, os vizinhos árabes rejeitam o Estado judaico e entram numa guerra vencida por Israel no início de 1949. Cerca de 750 mil árabes são expulsos, dando origem ao movimento nacional palestino.

A Guerra dos Seis Dias, de 5 a 10 de junho de 1967, termina com uma vitória-relâmpago de Israel e a ocupação da Faixa de Gaza e da Península do Sinai, que eram parte do Egito; das Colinas do Golã, da Síria; e da Cisjordânia, que era parte da Jordânia, inclusive o setor árabe de Jerusalém.

Com mais uma derrota árabe na Guerra do Yom Kippur, em outubro de 1973, o ditador do Egito, Anuar Sadat, se aproxima dos Estados Unidos, vai a Israel e negocia a paz em troca da devolução do Sinai. Sadat paga com a vida, é assassinado oito anos depois do início da guerra, em 6 de outubro de 1981. A paz entre árabes e judeus depende de mais negociações, que não acontecem.

O processo de paz entre Israel e os palestinos começa na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991, depois da guerra para expulsar os iraquianos do Kuwait, quando Israel é atacado e não retalia para manter a unidade da aliança liderada pelos Estados Unidos contra o Iraque de Saddam Hussein.

Sem sucesso no início, o processo de paz anda com negociações secretas em Oslo, a capital da Noruega, que resultam em 1993 no acordo anunciado na Casa Branca e na criação da Autoridade Nacional Palestina (ANP). O assassinato do primeiro-ministro Rabin, em 4 de novembro de 1995, por um ultradireitista israelense é um golpe na paz.

No ano seguinte, chega ao poder o primeiro-ministro direitista Benjamin Netanyahu, que arrasta as negociações enquanto amplia a colonização da Cisjordânia ocupada para criar uma política de fato consumado, origem da atual estagnação no processo de paz. 

Bibi Netanyahu perde as eleições de 1999 e o primeiro-ministro Ehud Barak tenta negociar um acordo definitivo no fim do governo Bill Clinton, no ano 2000, mas Arafat rejeita a proposta apostando que um governo republicano seria menos a favor de Israel.

Barak é sucedido em 2001 pelo linha-dura Ariel Sharon, o general mais violento da história de Israel, que entende a necessidade de negociar a paz para acabar com a guerra. Sharon sai do Likud, funda o partido Kadima (Avante) e retira as colônias israelenses da Faixa de Gaza, mas sofre um acidente vascular cerebral que o inabilita. É sucedido em 2006 por Ehud Olmert, do mesmo partido, que cai num escândalo de corrupção em 2009, quando Netanyahu volta ao poder.

Desde então, Bibi domina a política israelense. Mesmo no breve período em que Netanyahu não lidera o governo, as negociações com os palestinos não avançam. O ataque terrorista do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que sempre boicotou o processo de paz, agrava ainda mais a situação. 

No momento, colonos israelenses atacam palestinos na Cisjordânia com a cumplicidade do governo na expectativa de provocar uma reação capaz de levar à vitória da extrema direita nas eleições de 27 de outubro. 

O ministro da Segurança Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, que já foi chamado de nazista na Knesset, o parlamento de Israel, condiciona o apoio a um futuro governo à adoção de uma política de "emigração voluntária" dos palestinos da Faixa de Gaza.

Desde as guerras entre países árabes e Israel, a paz nunca esteve tão distante. A alternativa é esta guerra sem fim. 

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terça-feira, 11 de novembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 11 de Novembro

FIM DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

    Em 1918, um armistício assinado pela Alemanha e os aliados às 5h entra em vigor às 11h e marca o fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Os canhões silenciam na undécima hora do undécimo dia do undécimo mês do ano. A guerra, que no início todos acreditam que seja breve, dura quatro anos e acaba com a Era dos Impérios. Saem de cena os impérios alemão, austro-húngaro, otomano e russo.

Cerca de 20 milhões morrem na guerra e 50 milhões na pandemia da Gripe Espanhola, disseminada pela movimentação dos soldados.

A Primeira Guerra Mundial é o conflito que forja o século 20. Em 1917, com a Revolução Russa e a entrada dos Estados Unidos no conflito, entram em cena as duas superpotências que dominariam o mundo na segunda metade do século. 

O Nazismo e o Fascismo são reações à ascensão do comunismo e à humilhação sofrida pela Alemanha na Conferência de Paz de Versalhes.

"A guerra para acabar com todas as guerras", argumento do presidente Woodrow Wilson para convencer os norte-americanos a entrar na guerra na Europa, leva à paz para acabar com todas as pazes na Conferência de Versalhes, que impõe grandes perdas à Alemanha e alimenta o revanchismo nazista.

Quando a França se rende em junho de 1940, o ditador Adolf Hitler faz questão de que a rendição seja assinada no mesmo vagão em que a Alemanha se rende em 1918 para deixar claro que a Segunda Guerra Mundial é uma continuação da Primeira Guerra Mundial.

EUA REDUZEM IDADE PARA SERVIR NAS FORÇAS ARMADAS

    Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o Congresso dos Estados Unidos aprova a redução para 18 anos da idade mínima para servir as Forças Armadas e limita a idade máxima a 37 anos.

O Congresso aprova o serviço militar obrigatório em tempo de paz em setembro de 1940, mais de um ano antes dos EUA entrarem na guerra.

A convocação dos homens de 21 a 36 anos começa um mês depois. São 20 milhões nos EUA. A metade é rejeitada no primeiro ano por problemas de saúde e 20% dos convocados por serem analfabetos.

Com o país em guerra, a idade mínima de convocação diminui. Os negros são discriminados por racismo. São considerados menos capazes e há dúvidas sobre a eficiência de um exército misto racialmente.

Isto muda em 1943, quando é estabelecida uma cota de 10,6% para negros, o percentual de sua participação na sociedade norte-americana. De início, eles ficam nas "unidades de trabalho". Mais tarde, entram em combate.

Quando a guerra termina, em 1945, o total de alistados é de 34 milhões; 10 milhões servem nas Forças Armadas dos EUA. Cerca de 416,8 mil soldados norte-americanos morrem na guerra.

URSS SE NEGA A JOGAR NO CHILE

    Em 1973, a União Soviética anuncia que não vai disputar uma partida contra o Chile pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 1974 marcada para 21 de novembro no Estado Nacional de Santiago.

Depois do golpe militar do general Augusto Pinochet, que derruba o presidente socialista Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973, o Estádio Nacional é usado como centro de concentração, tortura e execução dos aliados do governo deposto. Victor Jara, o músico popular mais famoso do Chile, é morto lá. 

INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA

    Em 1975, com a retirada dos portugueses depois da Revolução dos Cravos, em 1974, a República de Angola declara a independência. O Brasil é o primeiro país a reconhecê-la.

Os portugueses estão presentes no território do que hoje é Angola desde o século 15, quando exploram a costa da África em busca de um caminho marítimo para as Índias. O primeiro europeu a chegar lá é o navegador português Diogo Cão, que cai em desgraça por anunciar que havia descoberto o extremo sul da África, o que não se confirma.

Portugal mantém entrepostos comerciais em portos africanos, inclusive para o tráfico de escravos. A ocupação efetiva do território, ordenada para Conferência de Berlim (1884-85), que faz a Partilha da África entre as potências europeias, só começa nos anos 1920.

Com a descolonização da África depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), Portugal é a potência colonial que mais resiste. A queda da ditadura salazarista na Revolução dos Cravos abre caminho para a independência das colônias portuguesas.

A independência de Angola é proclamada pelo Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA), um movimento guerrilheiro de esquerda apoiado pela União Soviética que se converte no partido que domina a política do país até hoje. De 1975 a 2002, o país enfrenta uma guerra civil travada principalmente entre o MPLA e a União Nacional pela Independência Total de Angola (UNITA), que têm o apoio da África do Sul e dos Estados Unidos dentro da Guerra Fria.

MORTE DE YASSER ARAFAT

    Em 2004, morre em Paris Yassar Arafat, presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) de 1994 a 2004 e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) de 1969 a 2004 e líder da Fatah (Luta), sua principal facção.

Filho de um casal palestino, Arafat nasce no Cairo, a capital do Egito, em 24 de agosto de 1929. Ele estuda engenharia na Universidade Rei Fuad I, onde abraça o nacionalismo árabe e o antissionismo.

Quando o Estado de Israel é fundado, em 1948, Arafat luta ao lado da Irmandade Muçulmana na Guerra da Independência de Israel (1948-49), que os árabes perdem. Em 1959, ele funda a Fatah, mas é o ditador do Egito Gamal Abdel Nasser que funda a OLP em 1964. Só depois da derrota árabe na Guerra dos Seis Dias (1967), a Terceira Guerra Árabe-Israelense, Arafat assume o controle da OLP, em 1969, e passa a liderar a luta guerrilheira contra Israel.

A tentativa de golpe contra o rei Hussein, da Jordânia, causa o massacre de palestinos conhecido como Setembro Negro (1970). A OLP foge para o Líbano. Isto desequilibra a relação entre cristãos e muçulmanos no país e ajuda a provocar a Guerra Civil Libanesa. A OKP faz incursões através da fronteira com Israel, especialmente a partir de 1978, e. Isso provoca a invasão de Israel ao Líbano, em 1982, para expulsar a OLP, que foge para a Tunísia.

Em 15 de novembro de 1988, Arafat anuncia o reconhecimento do direito de existência de Israel para participar de negociações de paz promovidas pelos Estados Unidos. Durante a Guerra do Golfo (1991) para expulsar os iraquianos do Kuwait, ele apoia o Iraque de Saddam Hussein, que propõe sair do Kuwait em troca da retirada de Israel dos territórios árabes ocupados na Guerra dos Seis Dias sem a menor chance de que isso tenha a menor chance de acontecer.

Por isso, a OLP é marginalizada das negociações sobre a paz no Oriente Médio iniciadas na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991. Como os negociadores palestinos não fazem nada sem consultar a OLP, ela participa das negociações secretas na Noruega que levam aos Acordos de Oslo (1994).

Em 13 de setembro de 1993, Arafat aperta a mão do primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, no jardim da Casa Branca, diante do presidente Bill Clinton, quando é anunciada uma declaração de princípios.

Os Acordos de Oslo criam a ANP, com jurisdição inicial sobre a Faixa de Gaza e Jericó e Arafat como presidente interino, e a promessa de criação de uma pátria para o povo palestino dentro de 10 anos. Arafat divide o Prêmio Nobel da Paz de 1994 com Rabin e o ministro do Exterior de Israel, Shimon Peres. Em 1996, ele é eleito presidente.

No fim do governo Bill Clinton (1993-2001), o presidente dos EUA tenta negociar um acordo de paz definitivo entre israelenses e palestinos, mas as negociações entre Arafat e o então primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, fracassam. Arafat faz a aposta errada. Imagina que será possível negociar um acordo melhor no governo de George W. Bush (2001-9) porque tradicionalmente o Partido Democrata é mais a favor de Israel.

Com as ações terroristas do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que defende a destruição de Israel, e a volta da direita ao poder em Israel, o processo de paz não avança. A guerra em Gaza, por pior que seja, cria uma oportunidade. Arafat morre em 2004. Sua mulher, Suha Arafat, acusa Israel de envenená-lo com polônio radioativo, mas investigadores franceses e russos não veem indícios de crime. 

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sábado, 13 de setembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 13 de Setembro

 BATALHA DO QUEBEC

    Em 1759, as forças do Império Britânico vencem a França na Batalha do Quebec durante a Guerra dos Sete Anos (1756-63), em que os britânicos tomam as possessões francesas na Índia e quase todas na América do Norte.

O conflito começa dois anos antes, com uma disputa entra os impérios Francês e Britânico sobre o controle do alto Rio Ohio, se é parte da colônia da Virgínia ou não, seria parte de Louisiana Francesa, que seria vendida por Napoleão Bonaparte em 1804. É uma disputa pelo coração da América do Norte.

No Quebec, na Batalha da Planície de Abraham, o general James Wolf lidera os britânicos e o Marquês de Montcalm os franceses. Os dois comandantes morrem de ferimentos sofridos na batalha. 

Dentro de um ano, o Canadá Francês capitula diante das forças britânicas. Com o fim da guerra, em 1763, a França cede praticamente todas as suas possessões no Canadá, menos o Quebec, hoje a única província do Canadá onde a maioria da população população (75%) fala francês como primeira língua.

FASCISTAS INVADEM EGITO

    Em 1940, a Itália Fascista do ditador Benito Mussolini cruza a fronteira da Líbia, uma colônia italiana na época, e ataca o Egito na Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

Na sua expansão econômica imperialista, a Itália ocupa a Líbia em 1912. Mussolini chega ao poder em 1922. A partir de 1935, ano em que invade a Etiópia, Mussolini envia camponeses para a Líbia para reduzir a superpopulação italiana. Quando a guerra começa, a Itália tem bastante gente no Norte da África.

O delírio de grandeza do fascismo é resgatar a glória do Império Romano. A invasão do Egito se insere neste contexto. A estratégia italiana é avançar ao longo da costa da Líbia e do Egito para tomar o Canal de Suez. No caminho, há forças do Império Britânico e da França Livre.

O 10º Exército da Itália avança 105 quilômetros no território egípcio. Enfrenta a 7ª Divisão de Blindados do Exército Real britânico. Em 16 de setembro, a ofensiva para e os italianos decidem se entrincheirar no porto de Sidi Barrani.

Antes que os italianos recuperem as forças para retomar o ataque, em 8 de dezembro de 1940,  os britânicos atacam os acampamentos italianos fora de Sidi Barrani, na Operação Compasso, de cinco dias, desarticulam o exército fascista e perseguem os remanescentes em fuga dentro de território da Líbia, em Bardia, Tobruk, Dema, Mechvili e no Golfo de Sirte.

MASSACRE NA PRISÃO

    Em 1971, a polícia de Nova York ataca a Instituição Correcional Attica para controlar um motim de presos que tomam 40 reféns. Pelo menos 29 presos e 10 reféns morrem.

A prisão de Attica, de 1931, é uma das últimas grandes prisões construídas nos Estados Unidos. Tem paredes de 60 centímetros de espessura e 9 metros de altura. Os apenados passam 14 horas por dia em celas superlotadas e insanas, não recebem atendimento de saúde, a comida é ruim e falta recreação.

Em 9 de setembro de 1971, dois agentes tentam disciplinar dois presos que estariam brigando. No dia seguinte, os presos se rebelam e tomam 40 agentes penitenciários como reféns. Quando o governador Nelson Rockefeller manda a polícia de Nova York invadir, acontece o massacre.

ACIDENTE NUCLEAR EM GOIÂNIA

    Em 1987, uma cápsula do elemento radioativo césio-137 abandonada em Goiânia, a capital do estado de Goiás, é vendida por catadores a um ferro-velho, onde é aberta cinco dias depois por trabalhadores que ficam maravilhados com o conteúdo de um azul radiante que chega a ser esfregado em uma menina como se fosse decorativo e é distribuído entre amigos e parentes.

Seis pessoas morrem e 1,6 mil são afetadas.

A cápsula usada em tratamentos de medicina nuclear é abandonada dentro de uma máquina obsoleta pelo Instituto de Radiologia de Goiânia quando muda de sede, em 1985, sem observar as medidas cautelares previstas em lei. Vai parar no ferro-velho e causa a tragédia.

PROCESSO DE PAZ

    Em 1993, o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, e o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, dão um histórico aperto de mãos nos jardins da Casa Branca, ao lado do presidente Bill Clinton, e anunciam um acordo para iniciar um processo de paz com o objetivo de acabar com o conflito árabe-israelense.

A ideia de criar uma pátria para o povo judeu ganha força no fim do século 19 com os pogroms (massacres) na Europa Oriental e o caso Alfred Dreifus, um capitão do Exército da França acusado de ser espião para a Alemanha, condenado e enviado para a prisão da Ilha do Diabo, na Guiana Francesa.

Em 2 de novembro de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), na Declaração de Balfour, em carta ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica no Reino Unido, o ministro do Exterior britânico, Arthur James Balfour, promete fundar uma pátria para os judeus no território histórico da Palestina, se o Império Otomano for derrotado.

A promessa estimula a migração de judeus para a Palestina. O conflito com os árabes começa nos anos 1920 e se intensifica com a ascensão do nazismo ao poder na Alemanha, em 1933, e da imigração de judeus. Isto leva à Revolta Árabe (1936-39).

Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Assembleia Geral das Nações Unidas, sob a presidência do chanceler brasileiro, Oswaldo Aranha, aprova a divisão da Palestina e a criação do Estado Nacional judaico. 

Quando Israel é fundada, em 14 de maio de 1948, os vizinhos árabes rejeitam o Estado judaico e entram numa guerra vencida por Israel no início de 1949. Cerca de 750 mil árabes são expulsos, dando origem ao movimento nacional palestino.

A Guerra dos Seis Dias, de 5 a 10 de junho de 1967, termina com uma vitória-relâmpago de Israel e a ocupação da Faixa de Gaza e da Península do Sinai, que eram parte do Egito; das Colinas do Golã, da Síria; e da Cisjordânia, que era parte da Jordânia, inclusive o setor árabe de Jerusalém.

Com mais uma derrota árabe na Guerra do Yom Kippur, em outubro de 1973, o ditador do Egito, Anuar Sadat, se aproxima dos Estados Unidos, vai a Israel e negocia a paz em troca da devolução do Sinai. Sadat paga com a vida, é assassinado oito anos depois do início da guerra, em 6 de outubro de 1981. A paz entre árabes e judeus depende de mais negociações, que não acontecem.

O processo de paz entre Israel e os palestinos começa na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991, depois da guerra para expulsar os iraquianos do Kuwait, quando Israel é atacado e não retalia para manter a unidade da aliança contra o Iraque de Saddam Hussein, liderada pelos Estados Unidos,

Sem sucesso no início, o processo de paz anda com negociações secretas em Oslo, a capital da Noruega, que resultam em 1993 no acordo anunciado na Casa Branca e na criação da Autoridade Nacional Palestina (ANP). O assassinato do primeiro-ministro Rabin, em 4 de novembro de 1995, por um ultradireitista israelense é um golpe na paz.

No ano seguinte, chega ao poder o primeiro-ministro direitista Benjamin Netanyahu, que arrasta as negociações enquanto amplia a colonização da Cisjordânia ocupada para criar uma política de fato consumado, origem da atual estagnação no processo de paz. Bibi Netanyahu perde as eleições de 1999 e Ehud Barak tenta negociar um acordo definitivo no fim do governo Bill Clinton, no ano 2000, mas Arafat rejeita a proposta apostando que um governo republicano seria menos a favor de Israel.

Barak é sucedido em 2001 pelo linha-dura Ariel Sharon, o general mais violento da história de Israel, que entende a necessidade de negociar a paz para acabar com a guerra. Sharon sai do Likud, funda o partido Kadima (Avante) e retira as colônias israelenses da Faixa de Gaza, mas sofre um acidente vascular cerebral que o inabilita. É sucedido em 2006 por Ehud Olmert, do mesmo partido, que cai num escândalo de corrupção em 2009, quando Netanyahu volta ao poder.

Desde então, Bibi domina a política israelense. Mesmo no breve período em que Netanyahu não lidera o governo, as negociações com os palestinos não avançam.

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 11 de Novembro

FIM DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

    Em 1918, um armistício assinado pela Alemanha e os aliados às 5h entra em vigor às 11h e marca o fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Os canhões silenciam na undécima hora do undécimo dia do undécimo mês do ano. A guerra, que no início todos acreditavam que seria breve, dura quatro anos e acaba com a Era dos Impérios. Saem de cena os impérios alemão, austro-húngaro, otomano e russo.

Cerca de 20 milhões morrem na guerra e 50 milhões na pandemia da Gripe Espanhola, disseminada pela movimentação dos soldados.

A Primeira Guerra Mundial é o conflito que forja o século 20. Em 1917, com a Revolução Russa e a entrada dos Estados Unidos no conflito, entram em cena as duas superpotências que dominariam o mundo na segunda metade do século. 

O Nazismo e o Fascismo são reações à ascensão do comunismo e à humilhação sofrida pela Alemanha na Conferência de Paz de Versalhes.

"A guerra para acabar com todas as guerras", argumento do presidente Woodrow Wilson para convencer os norte-americanos a entrar na guerra na Europa, leva à paz para acabar com todas as pazes na Conferência de Versalhes, que impõe grandes perdas à Alemanha e alimenta o revanchismo nazista.

EUA REDUZEM IDADE PARA SERVIR NAS FORÇAS ARMADAS

    Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, o Congresso dos Estados Unidos aprova a redução para 18 anos da idade mínima para servir as Forças Armadas e limita a idade máxima a 37 anos.

O Congresso aprova o serviço militar obrigatório em tempo de paz em setembro de 1940, mais de um ano antes dos EUA entrarem na guerra.

A convocação dos homens de 21 a 36 anos começa um mês depois. São 20 milhões nos EUA. A metade é rejeitada no primeiro ano por problemas de saúde e 20% dos convocados por serem analfabetos.

Com o país em guerra, a idade mínima de convocação diminui. Os negros são discriminados por racismo. São considerados menos capazes e há dúvidas sobre a eficiência de um exército misto racialmente.

Isto muda em 1943, quando é estabelecida uma cota de 10,6% para negros, o percentual de sua participação na sociedade norte-americana. De início, eles ficam nas "unidades de trabalho". Mais tarde, entram em combate.

Quando a guerra termina, em 1945, o total de alistados é de 34 milhões; 10 milhões servem nas Forças Armadas dos EUA. Cerca de 416,8 mil soldados norte-americanos morrem na guerra.

URSS SE NEGA A JOGAR NO CHILE

    Em 1973, a União Soviética anuncia que não vai disputar uma partida contra o Chile pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 1974 marcada para 21 de novembro no Estado Nacional de Santiago.

Depois do golpe militar do general Augusto Pinochet, que derruba o presidente socialista Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973, o Estádio Nacional é usado como centro de concentração, tortura e execução dos aliados do governo deposto. Victor Jara, o músico popular mais famoso do Chile, é morto lá. 

INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA

    Em 1975, com a retirada dos portugueses depois da Revolução dos Cravos, em 1974, a República de Angola declara a independência. O Brasil é o primeiro país a reconhecê-la.

Os portugueses estão presentes no território do que hoje é Angola desde o século 15, quando exploram a costa da África em busca de um caminho marítimo para as Índias. O primeiro europeu a chegar lá é o navegador português Diogo Cão, que cai em desgraça por anunciar que havia descoberto o extremo sul da África, o que não se confirma.

Portugal mantém entrepostos comerciais em portos africanos, inclusive para o tráfico de escravos. A ocupação efetiva do território, ordenada para Conferência de Berlim (1884-85), que faz a Partilha da África entre as potências europeias, só começa nos anos 1920.

Com a descolonização da África depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), Portugal é a potência colonial que mais resiste. A queda da ditadura salazarista na Revolução dos Cravos abre caminho para a independência das colônias portuguesas.

A independência de Angola é proclamada pelo Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA), um movimento guerrilheiro de esquerda apoiado pela União Soviética que se converte no partido que domina a política do país até hoje. De 1975 a 2002, o país enfrentou uma guerra civil travada principalmente entre o MPLA e a União Nacional pela Independência Total de Angola (UNITA), que têm o apoio da África do Sul e dos Estados Unidos dentro da Guerra Fria.

MORTE DE YASSER ARAFAT

    Em 2004, morre em Paris Yassar Arafat, presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) de 1994 a 2004 e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) de 1969 a 2004 e líder da Fatah (Luta), sua principal facção.

Filho de um casal palestino, Arafat nasce no Cairo, a capital do Egito, em 24 de agosto de 1929. Ele estuda engenharia na Universidade Rei Fuad I, onde abraça o nacionalismo árabe e o antissionismo.

Quando o Estado de Israel é fundado, em 1948, Arafat luta ao lado da Irmandade Muçulmana na Guerra da Independência de Israel (1948-49), que os árabes perdem. Em 1959, ele funda a Fatah, mas é o ditador do Egito, Gamal Abdel Nasser, que funda a OLP em 1964. Só depois da derrota árabe na Guerra dos Seis Dias (1967), a Terceira Guerra Árabe-Israelense, assume o controle da OLP, em 1969, e passa a liderar a luta guerrilheira contra Israel.

A tentativa de golpe contra o rei Hussein, da Jordânia, causa o massacre de palestinos conhecido como Setembro Negro (1970). A OLP foge para o Líbano, de onde faz incursões através da fronteira com Israel, especialmente a partir de 1978. Isso provoca a invasão de Israel ao Líbano, em 1982, para expulsar a OLP, que foge para a Tunísia.

Em 15 de novembro de 1988, Arafat anunciou o reconhecimento do direito de existência de Israel para participar de negociações de paz promovidas pelos Estados Unidos. Durante a Guerra do Golfo (1991) para expulsar os iraquianos do Kuwait, ele apoia o Iraque de Saddam Hussein, que propõe sair do Kuwait em troca da retirada de Israel dos territórios árabes ocupados na Guerra dos Seis Dias.

Por isso, a OLP é marginalizada das negociações sobre a paz no Oriente Médio iniciadas na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991. Como os negociadores palestinos não fazem nada sem consultar a OLP, ela participa das negociações secretas na Noruega que levam aos Acordos de Oslo (1994).

Em 13 de setembro de 1993, Arafat aperta a mão do primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, no jardim da Casa Branca, quando é anunciada uma declaração de princípios.

Os Acordos de Oslo criam a ANP, com jurisdição inicial sobre a Faixa de Gaza e Jericó e Arafat como presidente interino, e a promessa de criação de uma pátria para o povo palestino dentro de 10 anos. Arafat divide o Prêmio Nobel da Paz de 1994 com Rabin e o ministro do Exterior de Israel, Shimon Peres. Em 1996, ele é eleito presidente.

No fim do governo Bill Clinton (1993-2001), o presidente dos EUA tenta negociar um acordo de paz definitivo entre israelenses e palestinos, mas as negociações entre Arafat e o então primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, fracassam. Arafat faz a aposta errada. Imagina que será possível negociar um acordo melhor no governo de George W. Bush (2001-9) porque tradicionalmente o Partido Democrata é mais a favor de Israel.

Com as ações terroristas do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que até defende a destruição de Israel, e a volta da direita ao poder em Israel, o processo de paz não avança. Arafat morre em 2004. Sua mulher, Suha Arafat, acusa Israel de envenená-lo com polônio radioativo, mas investigadores franceses e russos não veem indícios de crime.

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 13 de Setembro

 BATALHA DO QUEBEC

    Em 1759, as forças do Império Britânico vencem a França na Batalha do Quebec durante a Guerra dos Sete Anos (1756-63), em que os britânicos tomam as possessões francesas na Índia e quase todas na América do Norte.

O conflito começa dois anos antes, com uma disputa entra os impérios Francês e Britânico sobre o controle do alto Rio Ohio, se é parte da colônia da Virgínia ou não, seria parte de Louisiana Francesa, que seria vendida por Napoleão Bonaparte em 1804. É uma disputa pelo coração da América do Norte.

No Quebec, na Batalha da Planície de Abraham, o general James Wolf lidera os britânicos e o Marquês de Montcalm os franceses. Os dois comandantes morrem de ferimentos sofridos na batalha. 

Dentro de um ano, o Canadá Francês capitula diante das forças britânicas. Com o fim da guerra, em 1763, a França cede praticamente todas as suas possessões no Canadá, menos o Quebec, hoje a única província do Canadá onde a maioria da população população (75%) fala francês como primeira língua.

FASCISTAS INVADEM EGITO

    Em 1940, a Itália Fascista do ditador Benito Mussolini cruza a fronteira da Líbia, uma colônia italiana na época, e ataca o Egito na Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

Na sua expansão econômica imperialista, a Itália ocupa a Líbia em 1912. Mussolini chega ao poder em 1922. A partir de 1935, ano em que invade a Etiópia, Mussolini envia camponeses para a Líbia para reduzir a superpopulação italiana. Quando a guerra começa, a Itália tem bastante gente no Norte da África.

O delírio de grandeza do fascismo é resgatar a glória do Império Romano. A invasão do Egito se insere neste contexto. A estratégia italiana é avançar ao longo da costa da Líbia e do Egito para tomar o Canal de Suez. No caminho, há forças do Império Britânico e da França Livre.

O 10º Exército da Itália avança 105 quilômetros no território egípcio. Enfrenta a 7ª Divisão de Blindados do Exército Real britânico. Em 16 de setembro, a ofensiva para e os italianos decidem se entrincheirar no porto de Sidi Barrani.

Antes que os italianos recuperem as forças para retomar o ataque, em 8 de dezembro de 1940,  os britânicos atacam os acampamentos italianos fora de Sidi Barrani, na Operação Compasso, de cinco dias, desarticulam o exército fascista e perseguem os remanescentes em fuga dentro de território da Líbia, em Bardia, Tobruk, Dema, Mechvili e no Golfo de Sirte.

MASSACRE NA PRISÃO

    Em 1971, a polícia de Nova York ataca a Instituição Correcional Attica para controlar um motim de presos que tomam 40 reféns. Pelo menos 29 presos e 10 reféns morrem.

A prisão de Attica, de 1931, é uma das últimas grandes prisões construídas nos Estados Unidos. Tem paredes de 60 centímetros de espessura e 9 metros de altura. Os apenados passam 14 horas por dia em celas superlotadas e insanas, não recebem atendimento de saúde, a comida é ruim e falta recreação.

Em 9 de setembro de 1971, dois agentes tentam disciplinar dois presos que estariam brigando. No dia seguinte, os presos se rebelam e tomam 40 agentes penitenciários como reféns. Quando o governador Nelson Rockefeller manda a polícia de Nova York invadir, acontece o massacre.

ACIDENTE NUCLEAR EM GOIÂNIA

    Em 1987, uma cápsula do elemento radioativo césio-137 abandonada em Goiânia, a capital do estado de Goiás, é vendida por catadores a um ferro-velho, onde é aberta cinco dias depois por trabalhadores que ficam maravilhados com o conteúdo de um azul radiante que chega a ser esfregado em uma menina como se fosse decorativo e é distribuído entre amigos e parentes.

Seis pessoas morrem e 1,6 mil são afetadas.

A cápsula usada em tratamentos de medicina nuclear é abandonada dentro de uma máquina obsoleta pelo Instituto de Radiologia de Goiânia quando muda de sede, em 1985, sem observar as medidas cautelares previstas em lei. Vai parar no ferro-velho e causa a tragédia.

PROCESSO DE PAZ

    Em 1993, o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, e o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, dão um histórico aperto de mãos nos jardins da Casa Branca, ao lado do presidente Bill Clinton, e anunciam um acordo para iniciar um processo de paz com o objetivo de acabar com o conflito árabe-israelense.

A ideia de criar uma pátria para o povo judeu ganha força no fim do século 19 com os pogroms (massacres) na Europa Oriental e o caso Alfred Dreifus, um capitão do Exército da França acusado de ser espião para a Alemanha, condenado e enviado para a prisão da Ilha do Diabo, na Guiana Francesa.

Em 2 de dezembro de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), na Declaração de Balfour, em carta ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica no Reino Unido, o ministro do Exterior britânico, Arthur James Balfour, promete fundar uma pátria para os judeus no território histórico da Palestina, se o Império Otomano for derrotado.

A promessa estimula a migração de judeus para a Palestina. O conflito com os árabes começa nos anos 1920 e se intensifica com a ascensão do nazismo ao poder na Alemanha, em 1933, e da imigração de judeus. Isto leva à Revolta Árabe (1936-39).

Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Assembleia Geral das Nações Unidas, sob a presidência do chanceler brasileiro, Oswaldo Aranha, aprova a divisão da Palestina e a criação do Estado Nacional judaico. 

Quando Israel é fundada, em 14 de maio de 1948, os vizinhos árabes rejeitam o Estado judaico e entram numa guerra vencida por Israel no início de 1949. Cerca de 750 mil árabes são expulsos, dando origem ao movimento nacional palestino.

A Guerra dos Seis Dias, de 5 a 10 de junho de 1967, termina com uma vitória-relâmpago de Israel e a ocupação da Faixa de Gaza e da Península do Sinai, que eram parte do Egito; das Colinas do Golã, da Síria; e da Cisjordânia, que era parte da Jordânia, inclusive o setor árabe de Jerusalém.

Com mais uma derrota árabe na Guerra do Yom Kippur, em outubro de 1973, o ditador do Egito, Anuar Sadat, se aproxima dos Estados Unidos, vai a Israel e negocia a paz em troca da devolução do Sinai. Sadat paga com a vida, é assassinado oito anos depois do início da guerra, em 6 de outubro de 1981. A paz entre árabes e judeus depende de mais negociações, que não acontecem.

O processo de paz entre Israel e os palestinos começa na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991, depois da guerra para expulsar os iraquianos do Kuwait, quando Israel foi atacado e não retaliou para manter a unidade da aliança contra o Iraque de Saddam Hussein, liderada pelos Estados Unidos,

Sem sucesso no início, o processo de paz anda com negociações secretas em Oslo, a capital da Noruega, que resultam em 1993 no acordo anunciado na Casa Branca e na criação da Autoridade Nacional Palestina (ANP). O assassinato do primeiro-ministro Rabin, em 4 de novembro de 1995, por um ultradireitista israelense é um golpe na paz.

No ano seguinte, chega ao poder o primeiro-ministro direitista Benjamin Netanyahu, que arrasta as negociações enquanto amplia a colonização da Cisjordânia ocupada para criar uma política de fato consumado, origem da atual estagnação no processo de paz. Mesmo no breve período em que Netanyahu não liderou o governo, as negociações com os palestinos não avançaram.

sábado, 2 de dezembro de 2023

Ocupação fez de Faixa da Gaza inferno a céu aberto

Gaza, a cidade valiosa, tem 5 mil anos de história. Por lá provavelmente passaram o rei Davi, Sansão e Alexandre o Grande. Quando Israel foi fundado, a Faixa de Gaza tinha 80 mil habitantes. Logo, recebeu 150 mil refugiados. Hoje, tem 2,3 milhões de habitantes espremidos em 365 quilômetros quadrados, numa das maiores concentrações populacionais do mundo, e está sob ataque de Israel.

A ocupação israelense começa com a Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, um conflito que não acabou até hoje. Gaza tinha então 394 mil habitantes. Quando Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) assinaram os Acordos de Oslo, a Faixa de Gaza e Jericó foram as primeiras regiões a passar para o controle da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Em 2005, o então primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, decidiu retirar unilateralmente de Gaza as forças militares e as colônias israelenses. No ano seguinte, o Movimento de Resistência islâmica (Hamas) venceu as eleições legislativas palestinas. Em 2007, o Hamas ganha uma guerra civil, expulsa a OLP de Gaza e uso o território para lançar ataques a Israel como a ação terrorista de 7 de outubro. Desde 2007, esta é a quinta guerra entre Israel e o Hamas. Meu comentário:

domingo, 5 de novembro de 2023

OLP só assume controle de Gaza se Palestina for criada

 Ao receber o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, em Ramalá, na Cisjordânia, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, impôs sua condição para assumir o controle da Faixa de Gaza no fim da guerra entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas). Ele exige uma solução total do conflito, com a criação da Palestina independente em Gaza e na Cisjordânia, incluindo o setor oriental de Jerusalém.

 Israel anunciou ter bombardeado 450 alvos em 24 horas. O Exército de Israel chegou ao mar pelo centro da Faixa de Gaza, dividindo o território palestino ao meio enquanto cerca a Cidade de Gaza. Até agora, Israel atingiu 48 prédios da ONU.

Desde o início da guerra, em 7 de outubro, dia do ataque terrorista do Hamas, quando mais de mil e 400 israelenses e estrangeiros morreram, pelo menos 9 mil 770 palestinos foram mortos na Faixa de Gaza, sendo 4 mil e 800 crianças, de acordo com dados do Ministério da Saúde do Hamas, que governa Gaza. Esses números não foram confirmados por fontes independentes. O Exército de Israel diz que matou mil e 500 terroristas que invadiram o país. Meu comentário:

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 13 de Setembro

BATALHA DE QUEBEC

    Em 1759, as forças do Império Britânico vencem a França durante a Guerra dos Sete Anos (1756-63), em que os britânicos tomam as possessões francesas na Índia e quase todas na América do Norte.

O conflito começa dois anos antes, com uma disputa entra os impérios Francês e Britânico sobre o controle do alto Rio Ohio, se é parte da colônia da Virgínia ou não, seria parte de Louisiana Francesa, que seria vendida por Napoleão Bonaparte em 1804. É uma disputa pelo coração da América do Norte.

No Quebec, na Batalha da Planície de Abraham, o general James Wolf liderou os britânicos e o Marquês de Montcalm os franceses. Os dois comandantes morrem de ferimentos sofridos na batalha. 

Dentro de um ano, o Canadá Francês capitula diante das forças britânicas. Com o fim da guerra, em 1763, a França cede praticamente todas as suas possessões no Canadá, menos o Quebec, hoje a única província do Canadá onde a maioria da população população (75%) fala francês como primeira língua.

FASCISTAS INVADEM EGITO

    Em 1940, a Itália Fascista do ditador Benito Mussolini cruza a fronteira da Líbia, uma colônia italiana na época, e ataca o Egito na Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

Na sua expansão econômica imperialista, a Itália ocupa a Líbia em 1912. Mussolin chega ao poder em 1922. A partir de 1935, ano em que invade a Etiópia, Mussolini envia camponeses para a Líbia para aliviar a superpopulação italiana. Quando a guerra começa, a Itália tem bastante gente no Norte da África.

O delírio de grandeza do fascismo é resgatar a glória do Império Romano. A invasão do Egito se insere neste contexto. A estratégia italiana é avançar ao longo da costa da Líbia e do Egito para tomar o Canal de Suez. No caminho, há forças do Império Britânico e da França Livre.

O 10º Exército da Itália avança 105 quilômetros no território egípcio. Enfrenta a 7ª Divisão de Blindados do Exército Real britânico. Em 16 de setembro, a ofensiva para e os italianos decidem se entrincheirar no porto de Sidi Barrani.

Antes que os italianos recuperem as forças para retomar o ataque, em 8 de dezembro de 1940,  os britânicos atacam os acampamentos italianos fora de Sidi Barrani, na Operação Compasso, de cinco dias, desarticulam o exército fascista e perseguem os remanescentes em fuga dentro de território da Líbia, em Bardia, Tobruk, Dema, Mechvili e no Golfo de Sirte.

MASSACRE NA PRISÃO

    Em 1971, a polícia de Nova York ataca a Instituição Correcional Attica para controlar um motim de presos que tomam 40 reféns. Pelo menos 29 presos e 10 reféns morrem.

A prisão de Attica, de 1931, é uma das últimas grandes prisões construídas nos Estados Unidos. Tem paredes de 60 centímetros de espessura e 9 metros de altura. Os apenados passam 14 horas por dia em celas superlotadas e insanas, não recebem atendimento de saúde, a comida é ruim e falta recreação.

Em 9 de setembro de 1971, dois agentes tentam disciplinar dois presos que estariam brigando. No dia seguinte, os presos se rebelam e tomam 40 agentes penitenciários como reféns. Quando o governador Nelson Rockefeller manda a polícia de Nova York invadir e acontece o massacre.

ACIDENTE NUCLEAR EM GOIÂNIA

    Em 1987, uma cápsula do elemento radioativo césio-137 abandonada em Goiânia, a capital do estado de Goiás, é vendida por catadores a um ferro-velho, onde é aberta cinco dias depois por trabalhadores que ficam maravilhados com o conteúdo de um azul radiante que chegou a ser esfregado em uma menina como se fosse decorativo e distribuído entre amigos e parentes.

Seis pessoas morrem e 1,6 mil são afetadas.

A cápsula usada em tratamentos de medicina nuclear é abandonada dentro de uma máquina obsoleta pelo Instituto de Radiologia de Goiânia quando muda de sede, em 1985, sem observar as medidas cautelares previstas em lei. Vai parar no ferro-velho e causa a tragédia.

PROCESSO DE PAZ

    Em 1993, o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, e o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, dão um histórico aperto de mãos nos jardins da Casa Branca, ao lado do presidente Bill Clinton, e anunciam um acordo para iniciar um processo de paz com o objetivo de acabar com o conflito árabe-israelense.

A ideia de criar uma pátria para o povo judeu ganha força no fim do século 19 com os pogroms (massacres) na Europa Oriental e o caso Alfredo Dreifus, um capitão do Exército da França acusado de ser espião para a Alemanha, condenado e enviado para a prisão da Ilha do Diabo, na Guiana Francesa.

Em 2 de dezembro de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), na Declaração de Balfour, em carta ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica no Reino Unido, o ministro do Exterior britânico, Arthur James Balfour, promete fundar uma pátria para os judeus no território histórico da Palestina, se o Império Otomano for derrotado.

A promessa estimula a migração de judeus para a Palestina. O conflito com os árabes começa nos anos 1920 e se intensifica com a ascensão do nazismo ao poder na Alemanha, em 1933, e da imigração de judeus. Isto leva à Revolta Árabe (1936-39).

Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Assembleia Geral das Nações Unidas, sob a presidência do chanceler brasileiro, Oswaldo Aranha, aprova a divisão da Palestina e a criação do Estado Nacional judaico. 

Quando Israel é fundada, em 14 de maio de 1948, os vizinhos árabes rejeitam o Estado judaico e entram numa guerra vencida por Israel no início de 1949. Milhares de árabes são expulsos, dando origem ao movimento nacional palestino.

A Guerra dos Seis Dias, de 5 a 10 de junho de 1967, termina com uma vitória-relâmpago de Israel e a ocupação da Faixa de Gaza e da Península do Sinai, que eram parte do Egito; das Colinas do Golã, da Síria; e da Cisjordânia, que era parte da Jordânia, inclusive o setor árabe de Jerusalém.

Com mais uma derrota árabe na Guerra do Yom Kippur, em outubro de 1973, o ditador do Egito, Anuar Sadat, se aproxima dos Estados Unidos, vai a Israel e negocia a paz em troca da devolução do Sinai. Sadat paga com a vida, é assassinado oito anos depois do início da guerra, em 6 de outubro de 1981. A paz entre árabes e judeus depende de mais negociações, que não acontecem.

O processo de paz entre Israel e os palestinos começa na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991, depois da guerra para expulsar os iraquianos do Kuwait, quando Israel foi atacado e não retaliou para manter a unidade da aliança contra o Iraque de Saddam Hussein, liderada pelos Estados Unidos,

Sem sucesso no início, o processo de paz anda com negociações secretas em Oslo, a capital da Noruega, que resultam em 1993 no acordo anunciado na Casa Branca e na criação da Autoridade Nacional Palestina (ANP). O assassinato do primeiro-ministro Rabin, em 4 de novembro de 1995, por um ultradireitista israelense é um golpe na paz.

No ano seguinte, chega ao poder o primeiro-ministro direitista Benjamin Netanyahu, que arrasta as negociações enquanto amplia a colonização da Cisjordânia ocupada para criar uma política de fato consumado, origem da atual estagnação no processo de paz. Mesmo no breve período em que Netanyahu não liderou o governo, as negociações com os palestinos não avançaram.