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sábado, 2 de dezembro de 2023

Ocupação fez de Faixa da Gaza inferno a céu aberto

Gaza, a cidade valiosa, tem 5 mil anos de história. Por lá provavelmente passaram o rei Davi, Sansão e Alexandre o Grande. Quando Israel foi fundado, a Faixa de Gaza tinha 80 mil habitantes. Logo, recebeu 150 mil refugiados. Hoje, tem 2,3 milhões de habitantes espremidos em 365 quilômetros quadrados, numa das maiores concentrações populacionais do mundo, e está sob ataque de Israel.

A ocupação israelense começa com a Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, um conflito que não acabou até hoje. Gaza tinha então 394 mil habitantes. Quando Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) assinaram os Acordos de Oslo, a Faixa de Gaza e Jericó foram as primeiras regiões a passar para o controle da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Em 2005, o então primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, decidiu retirar unilateralmente de Gaza as forças militares e as colônias israelenses. No ano seguinte, o Movimento de Resistência islâmica (Hamas) venceu as eleições legislativas palestinas. Em 2007, o Hamas ganha uma guerra civil, expulsa a OLP de Gaza e uso o território para lançar ataques a Israel como a ação terrorista de 7 de outubro. Desde 2007, esta é a quinta guerra entre Israel e o Hamas. Meu comentário:

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Departamento de Energia dos EUA atribui covid a acidente de laboratório

O presidente Joe Biden e o secretário de Estado, Antony Blinken, pressionaram o regime comunista da China, inclusive o ditador Xi Jinping, a dar mais informações e permitir investigações internacionais sobre a origem da pandemia. 

A questão voltou à pauta depois que o Departamento de Energia dos Estados Unidos divulgou um novo relatório de inteligência considerando mais provável que o coronavírus de 2019 tenha escapado do Instituto de Virologia de Wuhan.

Em depoimento à Justiça dos EUA, o magnata da mídia Rupert Murdoch negou que a Fox News tenha encampado as mentiras do presidente Donald Trump sobre fraude na eleição presidencial de 2020. Alegou serem opiniões de apresentadores e comentaristas protegidos pela ampla liberdade de expressão garantida pela Constituição dos EUA.

A União Europeia e o Reino Unido anunciaram um acordo para evitar a implantação de uma fronteira dura entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte depois da saída britânica do bloco europeu. Havia o temor de que pudesse realimentar o conflito na Irlanda do Norte.

Pelo menos 63 refugiados da Ásia morreram num naufrágio perto da costa da Itália. Meu comentário:

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Mais de cem imigrantes morrem na pior tragédia do ano no Mediterrâneo

Um navio com cerca de 300 refugiados e imigrantes clandestinos naufragou hoje a nove quilômetros da costa da Líbia quando tentava cruzar o Mar Mediterrâneo para chegar à Europa. Cerca de 150 pessoas estão desaparecidas, provavelmente mortas. Foi a pior tragédia do ano no Mediterrâneo, declarou o alto comissário das Nações Unidas para Refugiados, o diplomata italiano Filippo Grandi.

Outros 137 imigrantes foram resgatados pela Marinha da Líbia e colocados em centros de detenção na cidade de Khoms, situada a 120 quilômetros a leste da capital líbia, Trípoli. Esses centros de detenção são considerados degradantes por organizações não governamentais que tentam ajudar os imigrantes. 

A maior parte dos náufragos resgatados era da Eritreia, mas também havia palestinos e sudaneses a bordo, informou o almirante Ayub Kacem, porta-voz da Marinha líbia. A equipe da organização não governamental Médicos sem Fronteiras na Líbia estima que houvesse 400 pessoas a bordo.

No Twitter, o alto comissário da ONU pediu a reinício das patrulhas de salvamento no Mediterrâneo, o fechamento dos centros de detenção de refugiados e imigrantes na Líbia e a abertura de canais para que eles deixem a Líbia com segurança. Meu comentário:
NOTA: os dados sobre número de viajantes, mortos e resgatados com vida foram atualizados no texto, mas não vi necessidade de refazer a gravação.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Irã captura um navio petroleiro britânico no Golfo Pérsico

Em mais uma confrontação que aumenta o risco de guerra no Oriente Médio, o Irã capturou um navio-tanque do Reino Unido hoje no Golfo Pérsico. O ministro do Exterior britânico, Jeremy Hunt, declarou que o Irã teria apreendido outro petroleiro, disse estar "extremamente preocupado" e que estava trabalhando "pela rápida liberação dos dois navios". 

A República Islâmica alegou que o petroleiro Stena Impero "violou regulamentações internacionais" e negou que um segundo petroleiro tenha sido tomado. Teria sido apenas "advertido pelas Forças Armadas iranianas e a respeitar as regulamentações ambientais e as precauções de segurança".

O Stena Impero foi apreendido por poluir as águas do Golfo Pérsico e entrar no Estreito de Ormuz numa rota usada pelos navios para sair

Não há cidadãos britânicos em nenhum dos dois petroleiros. Os 23 tripulantes do navio detido são indianos, russos, letões e filipinos. Em nota, a empresa Norbulk Shipping UK contou que o segundo navio "foi abordado por homens armados", mas depois foi liberado para seguir viagem.

Em 4 de julho, a Marinha Real britânica apreendeu um navio-tanque iraniano perto do Estreito de Gibraltar, que fica na entrada do Mar Mediterrâneo, sob a alegação de que levava petróleo para a Síria. Este país aliado do Irã está sob sanções da União Europeia por causa da guerra civil.

Desde então, a ditadura teocrática iraniana busca a retaliação. Antes disso, em maio e junho, houve ataques a seis petroleiros no Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã, a reação do Irã às sanções impostas pelos Estados Unidos para tentar impedir o país persa de exportar petróleo.

O presidente Donald Trump retirou, em maio do ano passado, os EUA de um acordo internacional para congelar o programa nuclear militar do Irã por dez anos e reimpôs duras sanções econômicas ao regime dos aiatolás. Esta política de "pressão máxima" visa a forçar o Irã a negociar outro acordo que inclua, além das armas atômicas, a proibição de desenvolver mísseis de médio e longo alcances e de interferir em outros países do Oriente Médio.

Com o estrangulamento da economia iraniana, que pode ter perda de 6% do produto interno bruto e inflação de 50% neste ano, e a série de incidentes no Golfo Pérsico, aumenta o risco de uma guerra deflagrada por erro ou acidente.

Se os EUA bombardearem o Irã e o regime resistir e sobreviver, com certeza, a República Islâmica vai fazer a bomba atômica. A herança maldita de Trump pode ser um Irã com armas nucleares.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Restos de explosivos encontrados em vítima de voo da Egypt Air

Os corpos das vítimas do voo Cairo-Paris da Egypt Air que caiu no Mar Mediterrâneo em 19 de maio de 2016 tinham traços de explosivos, revelaram hoje investigadores egípcios, citados pela televisão pública britânica BBC. Agora, será aberto um inquérito criminal.

Até agora, os investigadores não conseguiram descobrir como e por que o voo MS-804 caiu, matando todas as 66 pessoas a bordo. As gravações da cabine que estavam numa das caixas-pretas do avião mostram uma tentativa de apagar um incêndio. Os dados do voo, registrados na outra caixa-preta, indicam a presença de fumaça.

Desde o golpe de Estado contra o presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, em 3 de julho de 2013, milhares de islamitas foram mortos, criando um clima de rebelião contra a ditadura do marechal Abdel Fattah al-Sissi.

A França também é alvo importante para os jihadistas, como ficou evidente nos atentados terroristas de janeiro e novembro de 2015.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Porta-aviões da Rússia é rebocado no Mar Mediterrâneo

O porta-aviões russo Almirante Kuznetsov quebrou a caminho da Síria e está sendo puxado por um reboque no Mar Mediterrâneo. Suas máquinas pararam e exalaram uma nuvem de fumaça perto do litoral sírio, revelaram fotos de satélites distribuídas pelo projeto Digital Globe.

O única porta-aviões da Marinha da Rússia deve ser levado para a base militar de Tartus, na Síria, a única do país no Oriente Médio, onde deve ser reabastecido e reparado.

Com o Almirante Kuznetsov, o presidente Vladimir Putin pretende reforçar a intervenção militar em apoio à ditadura de Bachar Assad.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Total de migrantes mortos no Mediterrâneo no ano chega a 3,8 mil

É um triste recorde. O total de migrantes e refugiados mortos em naufrágios no Mar Mediterrâneo tentando chegar à Europa desde o início do ano chegou a 3,8 mil, anunciaram hoje as Nações Unidas. Pouco mais de dois meses antes do fim do ano, o total supera as 3.771 mortes registradas em 2015.

Ao apresentar os números, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados observou que o número de mortes aumentar, apesar da redução do número de refugiados e migrantes que tentam fazer a travessia rumo à Europa.

No ano passado, mais de um milhão tentaram entrar ilegalmente na União Europeia, enquanto neste ano foram cerca de 330 mil até agora. Em 2016, houve uma morte para cada 88 pessoas que conseguiram chegar no continente europeu.

"Na rota central do Mediterrâneo, entre a Líbia e a Itália, a taxa de mortalidade é ainda mais elevada, de uma morte para cada 47 que chegam à Europa", declarou o porta-voz do ACNUR, William Spindler. É a rota mais perigosa.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Centenas de migrantes morrem em naufrágio na costa do Egito

Um barco sobrecarregado com 450 a 600 migrantes afundou ontem no Mar Mediterrâneo a 12 quilômetros do litoral do Egito. Centenas de pessoas morreram afogadas. A Guarda Costeira salvou 163 pessoas e recolheu 51 corpos. Quatro tripulantes foram presos sob a acusação de tráfico de seres humanos, noticiou a televisão pública britânica BBC.

Os imigrantes vinham da Síria, do Egito e de outros países africanos. Com o acordo entre a União Europeia e a Turquia para contar a onda de migrantes e refugiados que tentam entrar na Europa, a principal rota terrestre está bloqueada.

Assim, o Mediterrâneo voltou a ser principal toda da onda migratória. A Organização Internacional para Migrações estima que mais de 200 mil migrantes tentaram chegar à Europa pelo mar. Cerca de 3 mil morreram afogadas no primeiro semestre de 2016.

domingo, 28 de agosto de 2016

Rússia volta a autorizar voos fretados para a Turquia

A Rússia suspendeu hoje a proibição de voos fretados para a Turquia, em vigor desde que um avião de caça turco derrubou um bombardeiro russo acusado de invadir seu espaço aérea, em 24 de novembro de 2016.

É mais um sinal da reaproximação entre os dois países por iniciativa do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em busca de fortalecer suas alianças internacionais.

A Turquia fez as concessões necessárias à Rússia para poder lançar sua ofensiva no Norte da Síria contra guerrilheiros curdos e a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante com a cobertura aérea dos Estados Unidos e de sua própria Força Aérea, que poderia de ser alvo de retaliações da Rússia. Moscou instalou suas sistemas de defesa antiaérea mais avançados na Síria.

Para os russos, as praias da Turquia são uma boa alternativa para as férias de verão no Mar Mediterrâneo. A ameaça terrorista é real, mas não é considerada tão grande como no Egito, onde um voo da companhia aérea russa Metrojet foi derrubado no Deserto do Sinai em 31 de outubro de 2015 e todas as 224 pessoas a bordo morreram.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Mais de 3 mil migrantes morreram neste ano no Mar Meditarrâneo

Mais de 3 mil migrantes morreram em 2016 até 24 de julho na tentativa de atravessar o Mar Mediterrâneo para chegar à Europa, anunciou ontem a Organização Internacional para as Migrações (OIM). No mesmo período no ano passado, foram registradas 1.917 mortes.

O total de migrantes e refugiados que entraram no continente foi de 249.854 e deveria passar de 250 mil em horas, com a chegada à Itália de mais náufragos resgatados no Mediterrâneo. O aumento do número de mortes é atribuído ao maior fluxo de migrantes e alguns dias em maio em que mil pessoas morreram afogadas.

Em maio, houve naufrágios de dois grandes barcos, um dos 500 mortes e outro com 250. Assim o total superou 3 mil mortes mais cedo. Pelo terceiro ano seguido, mais de 3 mil migrantes e refugiados morreram em tragédias no mar.

"Apesar do patrulhamento constante e crescente do Mediterrâneo, tem sido extremamente difícil reduzir o número de vítimas. Às vezes, alguns poucos naufrágios causam centenas de mortes", lamentou o porta voz da OIM em Roma, Flavio di Giacomo.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Quase 3 mil migrantes morreram neste ano no Mediterrâneo

De 1º de janeiro a 17 de julho de 2016, 2.954 imigrantes e refugiados morreram afogados no Mar Mediterrâneo, um aumento de 55% em relação ao mesmo período no ano passado, quando foram registradas 1.906 mortes, revelou a Organização Internacional para Migrações (OIM).

Mais de 240 mil migrantes e refugiados entraram na Europa pelo mar. A maioria desembarcou na Grécia e na Itália. Se na Grécia, a maior parte vem do chamado Grande Oriente Médio, que inclui o Afeganistão e o Paquistão, na Itália, a maioria vem da África, com destaque para Nigéria, Senegal, Sudão e Costa do Marfim.

Só em junho, a Guarda Costeira da Grécia fez 58 operações de busca e resgate. Dez suspeitos de tráfico humano foram presos e 16 barcos apreendidos. Desde o início do ano, foram quase mil operações.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Caixa-preta do avião da Egypt Air é recuperada no Mediterrâneo

A comissão de investigação do Egito anunciou hoje ter recuperado uma das caixas-pretas com a gravação das conversas da cabine e com controladores de voo do Airbus A320 que caiu no Mar Mediterrâneo em 19 de maio de 2016 matando as 66 pessoas a bordo.

Ontem, as autoridades egípcias disseram ter localizado destroços do avião em "vários locais". As equipes de busca estão atrás da outra caixa-preta, com a gravação dos registros do voo. A que foi encontrada estava danificada, mas a memória foi resgatada.

O Airbus fazia a rota Paris-Cairo quando desapareceu dos radares. A maior suspeita é que tenha sido um ato terrorista, mas há informações sobre problemas técnicos com a aeronave.

Os investigadores concluíram que o avião deu um giro de 90 graus à esquerda e depois de 360 graus à direita antes de cair no mar. Antes da queda, houve dois alertas automáticos de presença de fumaça dentro da cabine.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Prefeita de Paris anuncia criação de campo de refugiados

Quem visitou Paris recentemente notou o grande número de refugiados pedindo ajuda e dormindo nas ruas da capital da França. Hoje a prefeita socialista Anne Hidalgo anunciou a criação de um centro para acolher refugiados "dentro de um mês a um mês e meio".

O campo de refugiados, explicou a prefeita, vai "abrigar pessoas que chegam sem recursos". A Prefeitura está "examinando diferentes locais para que, sem maior atraso, o mais rapidamente possível, possamos colocá-los à disposição".

Pelo menos 880 migrantes morreram afogados no mar Mediterrâneo na semana passada, revelou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.

880 migrantes morreram na semana passada no Mediterrâneo

Pelo menos 880 migrantes morreram afogados na semana passada no Mar Mediterrâneo, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. O governo da Itália afirmou ter salvo ao menos 14 mil migrantes.

A agência da ONU chegou a este número depois de interrogar sobreviventes que saíram da Líbia tentando chegar à Itália, noticiou a televisão francesa.

"Os traficantes estão enchendo barcos que ma; têm condições de enfrentar o mar e em muitos casos não servem para enfrentar a travessia. Tão logo saem do porto, chamam os navios de resgate para resgatá-los", informou o porta-voz do ACNUR, Wiliam Spindler.

A maioria dos que saem da Líbia são migrantes econômicos da África e não refugiados das guerras no Oriente Médio, declarou o ministro do Exterior da Itália em entrevista à televisão americana CNN.

O total de mortos aumentou em 2016. Desde 1º de janeiro deste ano, houve pelo menos 2.510 mortes, superando os 1.855 do mesmo período no ano passado

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Avião egípcio tinha fumaça na cabine antes da queda

Antes da queda do Airbus 320 da Egypt Air na madrugada de ontem no Mar Mediterrâneo, os sistemas de segurança do avião enviaram vários alertas de que haveria fumaça no nariz da aeronave. É o primeiro dado concreto de problemas a bordo antes da tragédia que matou todos os 56 passageiros e os 10 tripulantes.

Os dados do voo MS-804 (Paris-Cairo) indicam detecção de fumaça num banheiro próximo à cabine do piloto 10 minutos antes da aeronave desaparecer dos radares, informou a rede de televisão americana NBC.

De acordo com especialistas americanos, pode ser um sinal de explosão, falha mecânica ou problema elétrico. Não elimina a dúvida sobre a causa da tragédia, se foi acidente ou ação terrorista.

Os investigadores aguardam uma análise detalhada dos destroços do avião para resolver a charada.

Destroços do avião do Egito são encontrados no Mar Mediterrâneo

Destroços do Airbus 320, bagagens de passageiros e pedaços de corpos humanos do voo Paris-Cairo da companhia aérea Egypt Air que caiu ontem foram encontrados hoje no Mar Mediterrâneo a cerca de 288 quilômetros ao norte do porto de Alexandria, informaram as Forças Armadas do Egito.

Todos os 56 passageiros e 10 tripulantes morreram. Ainda não se sabe se foi acidente ou atentado terrorista.

O avião saiu da capital francesa às 23h09 pela hora local (18h09 em Brasília) de 18 de maio de 2016 e desapareceu dos radares por volta das 2h45 (21h45 em Brasília), 16 quilômetros de depois de entrar no espaço aéreo do Egito.

Mais de 8 mil funcionários têm acesso à area de segurança do Aeroporto Charles de Gaulle, o oitavo mais movimentado do mundo. Desde os atentados terroristas do ano passado em Paris, 83 perderam o direito de acesso a áreas internas por suspeita de ligação com extremistas muçulmanos.

Em 31 de outubro de 2015, um avião da companhia aérea russa Metrojet caiu na Península do Sinai, no Egito, quando ia da praia de Charm al-Cheikh, no Mar Mediterrâneo, para São Petersburgo, na Rússia, com 224 pessoas a bordo. Não houve sobreviventes.

A milícia terrorista Província do Sinai do Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado, uma retaliação pela intervenção militar da Rússia na guerra civil da Síria a pretexto de combater o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a partir de 30 de setembro do ano passado.

A maior suspeita é que algum funcionário do aeroporto de Charm al-Cheikh tenha colocado a bomba no compartimento de bagagens depois delas terem passado pela inspeção de segurança.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Centenas de migrantes naufragam no Mar Mediterrâneo

Cerca de 400 migrantes, a maioria da Somália, estão desaparecidos depois que quatro barcos naufragaram ao tentar fazer a travessia do Egito para a Europa, revelou hoje o presidente da Itália, Sergio Mattarella, citado pela agência Euronews.

Mais de 100 náufragos foram resgatados, declarou o embaixador somaliano no Cairo.

Com a chegada da primavera, aumentou o número de embarcações com refugiados e imigrantes no Mediterrâneo. O pico deve ser entre junho e agosto, obrigando as guardas costeiras europeias a uma vigilância permanente, apesar da decisão da União Europeia de não recebê-los se não fizerem os procedimentos legais de pedido de asilo no exterior.

No ano passado, quase 4 mil pessoas morreram na tentativa desesperada da chegar à Europa. A Somália vive em estado de anarquia e guerra civil desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Europa e Turquia fazem acordo para conter onda de refugiados

A União Europeia e a Turquia chegaram a um acordo para mandar de volta para a Turquia refugiados e imigrantes que saírem do país e entrarem ilegalmente na Grécia e outros países europeus. A medida entra em vigor neste domingo, 20 de março.

O objetivo é reduzir o número de barcos precários controlados por traficantes de pessoas que tentam cruzar o Mar Mediterrâneo. Os refugiados terão de voltar à Turquia e pedir asilo à UE pelas vias legais.

Em troca, para cada refugiado ou migrante devolvido, um dos 2,7 milhões de sírios será assentado num dos 28 países-membros da UE. Várias organizações de defesa dos direitos humanos criticaram o acordo.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Jogador de handebol do Afeganistão e família morrem no Mediterrâneo

Mais uma tragédia com nome e sobrenome em meio a tantos náufragos anônimos no Mar Mediterrâneo. Zubair Aziz, jogador da seleção de handebol do Afeganistão, a mulher e o filho de um ano morreram afogados quando tentavam ir da Turquia para a Grécia como tantos outros refugiados.

Zubair Aziz com o filho
Aziz tinha 27 anos e jogava na seleção afegão de handebol há dez anos. Ele deixou Cabul no sábado, 17 de janeiro de 2015. Três dias depois, o barco onde ele e a família estavam afundou no Mar Mediterrâneo, revelou o presidente da Federação de Handebol do Afeganistão, Mohammad Youssaf Niazi, citado pela agência de notícias afegã Pajhwok.

Pelo menos 45 pessoas, sendo 17 crianças, morreram em naufrágios perto de duas ilhas da Grécia no leste do Mar Egeu nos últimos dias, tornando janeiro o mês com maior número de mortes de migrantes e refugiados no Mediterrâneo.

Um barco a vela de madeira afundou perto da ilha de Kalolymnos; 34 pessoas morreram, 26 foram salvas e há um número incerto de desaparecidos.

Outro barco de madeira, com 49 pessoas a bordo, naufragou depois de bater num rochedo perto da ilha de Farmakonisi; 41 pessoas se salvaram, mas seis crianças e duas mulheres morreram.

Em 2014, cerca de 160 mil afegãos pediram asilo na Europa. É o segundo país em número de refugiados, atrás apenas da Síria.

domingo, 23 de agosto de 2015

Guarda Costeira da Itália salva 4,4 mil migrantes

Com a apoio de outros países europeus, a Guarda Costeira da Itália salvou hoje 4,4 mil migrantes que estavam à deriva em barcos precários no Mar Mediterrâneo, noticiou a agência Reuters.

Um navio da Noruega e outro da Irlanda participaram da Operação Triton da União Europeia. A Europa enfrenta uma crise migratória com a fuga em massa de países em guerra como Síria, Iraque, Somàlia, Nigéria e Afeganistão.