O porta-aviões russo Almirante Kuznetsov quebrou a caminho da Síria e está sendo puxado por um reboque no Mar Mediterrâneo. Suas máquinas pararam e exalaram uma nuvem de fumaça perto do litoral sírio, revelaram fotos de satélites distribuídas pelo projeto Digital Globe.
O única porta-aviões da Marinha da Rússia deve ser levado para a base militar de Tartus, na Síria, a única do país no Oriente Médio, onde deve ser reabastecido e reparado.
Com o Almirante Kuznetsov, o presidente Vladimir Putin pretende reforçar a intervenção militar em apoio à ditadura de Bachar Assad.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 10 de novembro de 2016
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Parlamento da Alemanha aprova guerra contra Estado Islâmico
Por 446 a 146 votos, com sete abstenções, a Câmara Federal da Alemanha aprovou hoje a adesão à aliança de mais de 65 países liderada pelos Estados Unidos na guerra contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, reportou a rádio estatal Voz da Alemanha.
É mais um gesto de solidariedade com a vizinha e aliada França depois dos atentados em Paris. Não é uma missão de combate. A Alemanha deve enviar ao Oriente Médio 1,2 mil soldados, uma fragata, seis aviões Tornado de reconhecimento e um avião para reabastecimento no ar.
Os militares alemães não devem entrar diretamente em combate, mas assessorar outras forças. A fragata vai ajudar a proteger o grupo naval liderado pelo porta-aviões francês Charles de Gaulle.
Como a grande aliança liderada pela chanceler (primeira-ministra) conservadora Angela Merkel detém 80% das cadeiras da Câmara, os 146 votos contrários indicam que deputados governistas votaram contra a guerra.
"Os alemães podem estar certos de que o envio da missão à Síria não viola o direito internacional nem a Constituição", assegurou o ministro da Justiça, Heiko Maas. "Temos de parar esse bando assassino de terroristas. Isso não será alcançado somente com uma ação militar, mas também não será alcançado sem uma."
Sob intensa pressão dos bombardeios das grandes potências mundiais nos campos de batalha do Oriente Médio, o Estado Islâmico está perdendo territórios, mas isso torna ainda mais provável a realização de atentados terroristas contra alvos dessas potências.
É mais um gesto de solidariedade com a vizinha e aliada França depois dos atentados em Paris. Não é uma missão de combate. A Alemanha deve enviar ao Oriente Médio 1,2 mil soldados, uma fragata, seis aviões Tornado de reconhecimento e um avião para reabastecimento no ar.
Os militares alemães não devem entrar diretamente em combate, mas assessorar outras forças. A fragata vai ajudar a proteger o grupo naval liderado pelo porta-aviões francês Charles de Gaulle.
Como a grande aliança liderada pela chanceler (primeira-ministra) conservadora Angela Merkel detém 80% das cadeiras da Câmara, os 146 votos contrários indicam que deputados governistas votaram contra a guerra.
"Os alemães podem estar certos de que o envio da missão à Síria não viola o direito internacional nem a Constituição", assegurou o ministro da Justiça, Heiko Maas. "Temos de parar esse bando assassino de terroristas. Isso não será alcançado somente com uma ação militar, mas também não será alcançado sem uma."
Sob intensa pressão dos bombardeios das grandes potências mundiais nos campos de batalha do Oriente Médio, o Estado Islâmico está perdendo territórios, mas isso torna ainda mais provável a realização de atentados terroristas contra alvos dessas potências.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Irã treina para afundar porta-aviões dos EUA
Apesar da reaproximação entre os dois países com as negociações sobre o programa nuclear iraniano, o Irã está treinando no Golfo Pérsico para atacar porta-aviões dos Estados Unidos com várias lanchas de alta velocidade.
Nas manobras militares Grande Profeta 9, a força naval da Guarda Revolucionária Iraniana lancha um ataque em "enxame", com lanchas rápidas convergindo de todos os lados sobre o porta-aviões na expectativa de romper suas defesas.
"Os porta-aviões dos EUA são grandes depósitos de munição, com mísseis, foguetes e torpedos", declarou o almirante Ali Fadavi, comandante das forças navais da Guarda Revolucionária. Em entrevista à televisão estatal, ele declarou que atingir um porta-aviões com um míssil pode deflagar uma "grande explosão secundária".
Nas manobras militares Grande Profeta 9, a força naval da Guarda Revolucionária Iraniana lancha um ataque em "enxame", com lanchas rápidas convergindo de todos os lados sobre o porta-aviões na expectativa de romper suas defesas.
"Os porta-aviões dos EUA são grandes depósitos de munição, com mísseis, foguetes e torpedos", declarou o almirante Ali Fadavi, comandante das forças navais da Guarda Revolucionária. Em entrevista à televisão estatal, ele declarou que atingir um porta-aviões com um míssil pode deflagar uma "grande explosão secundária".
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
China lança porta-aviões no mar
Num avanço histórico que desafia a supremacia militar dos Estados Unidos na Ásia, a China colocou em operação seu primeiro porta-aviões.
Serão necessários anos para os chineses aprenderem a explorar plenamente esta poderosa arma, mas é o fim da hegemonia dos EUA, que vem desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.
A China já destruiu seus próprios satélites obsoletos para mostrar que pode fazer o mesmo com os satélites-espiões americanos. Desenvolveu um míssil antiportaviões, capaz de atingir qualquer navio da frota dos EUA. E agora lança seus próprios porta-aviões.
Serão necessários anos para os chineses aprenderem a explorar plenamente esta poderosa arma, mas é o fim da hegemonia dos EUA, que vem desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.
A China já destruiu seus próprios satélites obsoletos para mostrar que pode fazer o mesmo com os satélites-espiões americanos. Desenvolveu um míssil antiportaviões, capaz de atingir qualquer navio da frota dos EUA. E agora lança seus próprios porta-aviões.
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