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quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Putin faz maior escalada desde o início da Guerra da Ucrânia

 Depois de um ataque à maior ponte da Europa, que liga o território da Rússia à Península da Crimeia, o ditador Vladimir Putin bombardeia a Ucrânia com uma chuva de mais de 100 mísseis nos últimos dias.

O ditador russo tem dois objetivos: acalmar as reações negativas dentro da Rússia, especialmente dos ultranacionalistas defensores da guerra, atacar a população civil e destruir a infraestrutura da Ucrânia, principalmente do setor de energia, para que os ucranianos passem frio no inverno que se aproxima no Hemisfério Norte. Meu comentário:

terça-feira, 1 de outubro de 2019

China festeja 70 anos da revolução com armas de superpotência

A República Popular da China comemorou hoje os 70 anos da vitória da revolução comunista apresentando novas armas. Em discurso, o ditador Xi Jinping advertiu que "nenhuma força será capaz de impedir o avanço da China e do povo chinês", enquanto milhares de pessoas protestavam em Hong Kong, uma região administrativa especial, pedindo democracia e liberdade. Um estudante foi baleado no peito.


A Revolução Chinesa e a ascensão do país nas últimas décadas foram fenômenos definidores do mundo no século 20. De potência dominante na Ásia, onde era conhecida como Império do Centro, e uma das fábricas do mundo até o início do século 19, a China se tornou dependente do Ocidente depois de ser derrotada pelo Império Britânico nas Guerras do Ópio. 

A derrota para o Japão na Guerra Sino-Japonesa de 1894 e 1895 acabou com a ordem sinocêntrica no Leste da Ásia e apressou o fim do império chinês, em 1911. Dominado por senhores da guerra, a China se tornou um dos países mais pobres do mundo, com renda média por habitante de apenas cem dólares por ano. 

Neste ambiente de decadência, o Partido Comunista da China foi fundado em julho de 1921 e travou uma longa guerra civil contra os nacionalistas do Kuomintang. Em 1931, o Exército Imperial do Japão invadiu a região da Mandchúria e, em 1937, o resto do Leste da China, onde ficam as principais cidades do país, no início da Segunda Guerra Mundial na Ásia. 

Quando a guerra contra o Japão acabou, em 1945, recomeçou a guerra civil. Em 1º de outubro de 1949, o líder Mao Tsé-tung proclamou a fundação da República Popular da China. Meu comentário:

quinta-feira, 18 de julho de 2019

EUA derrubam drone iraniano e Irã admite captura de petroleiro

O presidente Donald Trump anunciou hoje que os Estados Unidos derrubaram um drone iraniano hoje no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico. O Irã nega, mas revela que a Guarda Revolucionária Iraniana capturou um navio petroleiro na região. E o ministro do Exterior iraniano propõem inspeções mais rigorosas às instalações nucleares do país em troca das sanções impostas pelo governo americano.

Trump descreveu a aproximação do drone de um navio de guerra americano como “a última de muitas ações hostis e provocações do Irã. O Departamento da Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, afirmou que o navio USS Boxer estava em águas internacionais e reagiu quando a aeronave não tripulada se aproximou a uma distância perigosa.

Um barco iraniano chegou a menos de 500 metros do USS Boxer. Quando o drone ficou entre os dois, foi abatido. 

Para aumentar ainda mais a pressão sobre o Irã, o Pentágono anunciou hoje o envio de 500 soldados americanos para a Arábia Saudita. 

Também hoje, a televisão iraniana mostrou imagem de um navio-tanque estrangeiro capturado há quatro dias pela Guarda Revolucionária, sob a alegação de estar contrabandeando 1 milhão de litros de petróleo. 

Aparentemente o Irã quer retaliar a recente apreensão de um petroleiro iraniano pela Marinha Real britânica perto do Estreito de Gibraltar, na entrada do Mar Mediterrâneo. O navio vinha do Oceano Atlântico com destino à Síria.Diante do aumento da tensão no Oriente Médio, o preço do barril de petróleo subiu pouco mais de 1%. Meu comentário:

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Trump aprova ataque ao Irã e depois recua

Até as sete horas da noite de ontem pelo horário de Washington (20h em Brasília), estava em andamento uma operação militar dos Estados Unidos para bombardear alvos dentro do Irã - instalações nucleares, radares e baterias de defesa antiaérea -, em retaliação ao abate de um drone espião americano no Estreito de Ormuz. 

Os aviões bombardeiros estavam no ar e os navios próximos prontos para atacar, mas nenhum míssil havia sido disparado quando o presidente Donald Trump deu a contraordem, noticiou o jornal The New York Times.

Ainda não está claro se o presidente cancelou a operação ou apenas adiou o ataque para um momento mais favorável por uma questão de logística ou estratégia. Mas o simples anúncio é uma ameaça e uma demonstração de força.

Os EUA alegam que o drone foi abatido em águas internacionais no Estreito de Ormuz. A República Islâmica do Irã afirma que o drone invadiu o espaço aéreo iraniano.

Apesar das vulnerabilidades, o Irã tem uma longa experiência em guerras indiretas através de milícias que financia e sustenta como o grupo fundamentalista xiita iraniano Hesbolá (Partido de Deus), a mais notória e supostamente mais poderosa.

Trump aplica uma estratégia de "pressão máxima" contra o Irã na expectativa de forçar o regime teocrático iraniano a voltar à mesa de negociações e abrir mão não só do programa nuclear militar, mas também da tecnologia de mísseis de médio e longo alcances e de interferir politicamente em outros países do Oriente Médio.

 Em 8 de maio do ano passado, o presidente americano rompeu o acordo nuclear de 2015, negociado pelo governo Barack Obama para congelar o programa militar nuclear iraniano. Um ano depois, o Irã anunciou que vai acumular urânio enriquecido além do limite estabelecido no acordo.

O governo americano parece totalmente incapaz de entrar num diálogo construtivo com o Irã, demonizado no discurso oficial da Casa Branca e do Departamento de Estado. A República Islâmica, do outro, não acredita que que os EUA negociem de boa fé.

No mês passado, quatro navios petroleiros foram alvo de bombas num porto dos Emirados Árabes Unidos. Na semana passada, outros dois foram atacados quando passavam pelo Golfo de Omã. EUA responsabilizou o Irã.

Com o aumento da tensão, os EUA enviaram mais mil soldados para o Oriente Médio um grupo naval liderado por um porta-aviões rumo ao Golfo Pérsico. Trump afirma não querer a guerra, apenas renegociar o acordo, mas chegou perto.

O secretário de Estado, Mike Pompeo, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, e a diretora-geral da Agência Central de Inteligência (CIA), Gina Haspel, eram a favor do ataque abortado ontem à noite.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Negociações internacionais de Trump fracassam

Apesar de se gabar de ser um grande negociador, o presidente Donald Trump tem saído mal na esfera internacional. Renegociou o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), que chamava de pior acordo da história, sem grandes mudanças, mas agora resolveu cobrar tarifas de todas as importações do México. A desnuclearização da Coreia do Norte está estagnada e a guerra comercial com a China foi acirrada pelo último tarifaço do presidente dos Estados Unidos.

Durante visita de Estado ao Reino Unido, Trump afirmou hoje que os dois países podem assinar "um acordo comercial fenomenal" depois da saída britânica da União Europeia. É um blefe. As exigências do representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, indicam que a ex-colônia não fará nenhuma concessão ao ex-colonizador.

Também hoje, o Supremo Líder Espiritual da República Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, rejeitou uma proposta de diálogo sem precondições e declarou que o Irã não "será enganado" e não vai abrir mão de sua tecnologia de mísseis.

No ano passado, Trump deixou o acordo nuclear negociado pelo governo Barack Obama, alegando que não impede o Irã de desenvolver mísseis nem de interferir indevidamente em outros países do Oriente Médio, e reimpôs sanções.

Em todos esses casos, está muito longe de obter acordos mais vantajosos para os EUA. Meu comentário:



sábado, 4 de maio de 2019

Coreia do Norte testa projéteis em desafio aos EUA

Com a estagnação das negociações com os Estados Unidos, a Coreia do Norte testou hoje projéteis descritos inicialmente como mísseis de curto alcance, disparados de Wonsan, na costa leste do país, em direção ao Mar do Japão, informaram autoridades da Coreia do Sul.

Tanto os EUA e a Coreia do Sul estão examinando os mísseis, que percorreram distâncias entre 70 e 200 quilômetros. No primeiro momento, as autoridades sul-coreanas chamaram de mísseis. Depois, mudaram para projéteis.

Se o teste de mísseis for confirmado, será o primeiro desde novembro de 2017, antes o início do diálogo direto entre o presidente Donald Trump e o ditador Kim Jong Un. Não viola a moratória declarada pelo regime comunista de Pyongyang, que cobre mísseis de médio e longo alcances. Mas revela a intenção de desafiar Washington diante da falta de progresso nas negociações.

No primeiro encontro de cúpula entre os dois, em 12 de junho de 2018, em Cingapura, Trump e Kim se comprometeram a desnuclearizar a Península Coreana sem entrar em detalhes. Desde então, os EUA cobram um cronograma de desarmamento, enquanto a Coreia do Norte exige o fim das sanções econômicas à sua economia, que enfrenta uma escassez séria com a quebra de safras agrícolas.

Trump e Kim se reencontraram em Hanói, no Vietnã, em 27 e 28 de fevereiro deste ano, mas não houve qualquer avanço. Em 25 de abril, Kim esteve com o ditador da Rússia, Vladimir Putin, para ampliar o apoio diplomático. O teste de mísseis é um sinal da frustração do regime stalinista norte-coreano, que volta a fustigar os EUA.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Rússia e Síria preparam ofensiva contra último reduto rebelde

Com o apoio da Força Aérea e da Marinha da Rússia, as forças leais ao ditador Bachar Assad e milícias aliadas, inclusive iranianas, devem lançar a qualquer momento uma ofensiva contra o último reduto rebelde na guerra civil da Síria, na província de Idlibe, no Noroeste do país, noticiou a agência Reuters. Cerca de 10 mil rebeldes ligados grupos jihadistas estão cercados na região.

A Rússia deslocou navios de guerra capazes de disparar mísseis. Em Moscou, o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, advertiu os Estados Unidos a não reagirem à ação contra "terroristas", como o regime sírio chama seus inimigos na guerra civil.

Lavrov falou em "abscesso purulento". Essa linguagem médica é usada militarmente para desumanizar o inimigo e assim justificar mortos e massacres. A Rússia entrou diretamente na guerra civil síria em 30 de setembro de 2015, quando seu aliado Assad parecia perdido, e virou o jogo.

No caso, a maioria dos rebeldes pertence a grupos jihadistas como o Exército da Conquista, uma aliança que inclui a rede Al Caeda, e tem o apoio da Turquia. O presidente Recep Tayyip Erdogan entrou em contato com a Rússia e o Irã, que também apoia Assad, para evitar uma massacre que parece iminente.

Através da subsecretária Heather Nauert, porta-voz do Departamento de Estado, os EUA "manifestaram preocupação não apenas com um possível ataque químico, mas com qualquer tipo de escalada da violência em Idlibe que ponha em riscos os civis e a infraestrutura".

Com a carta branca que Trump deu aos generais do Pentágono, a Força Aérea dos EUA arrasou Rakka, a capital do califado proclamado em 2014 pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Recentemente, cancelou uma ajuda de US$ 200 milhões para reconstruir a região e pediu aos aliados no Oriente Médio, especialmente a Arábia Saudita, para pagar a conta.

Em sete anos e meio, mais de 500 mil pessoas morreram na guerra civil da Síria. Cerca de 6 milhões de pessoas fugiram do país.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Irã e Síria contra-atacam e Israel revida em batalha de mísseis

Na madrugada desta quinta-feira, 10 de maio, os exércitos da Síria e do Irã lançaram um ataque retaliatório contra alvos militares israelenses nas Colinas do Golã, ocupadas por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. 

Pelo menos 20 foguetes foram disparados de território sírio. Israel respondeu imediatamente com seu maior ataque à Síria em décadas, atingindo várias posições sírias e iranianas no Oeste do país.

Esta batalha de mísseis é uma escalada no conflito entre Israel e o Irã dentro da guerra civil da Síria. Nas últimas semanas, Israel fez vários ataques a alvos iranianos com o objetivo de impedir que a república islâmica instale bases permanentes na Síria, onde intervém em apoio à ditadura do aliado Bachar Assad.

O último ataque, em 9 de maio, atingiu alvos da Guarda Revolucionária do Irã em subúrbios do Sul de Damasco, a capital síria. Pelo menos 15 pessoas morreram, inclusive oito iranianos, precipitando a retaliação.

Israel esperava o contra-ataque desde que sete iranianos foram mortos, inclusive um comandante da Guarda, num bombardeio israelense à base síria de Tiyas, na província de Homs, usada por forças do Irã, em 9 de abril.

A tensão entre Israel e o Irã aumentou desde a invasão do espaço aéreo israelense por um drone armado iraniano vindo da Síria, em 9 de fevereiro de 2018. Foi o primeiro ataque direto a Israel do regime fundamentalista xiita iraniano, que costuma usar milícias aliadas como o Hesbolá (Partido de Deus), no Líbano.

Ao se instalar perto da fronteira da Síria, o Irã tenta abrir uma nova frente de luta contra Israel. Isso é inaceitável para o Estado judaico, que no Irã seu maior inimigo. A pressão do primeiro-ministro linha dura Benjamin Netanyahu foi importante na decisão do presidente Donald Trump de retirar os EUA do acordo das grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da Alemanha com o Irã para congelar o programa nuclear militar iraniano por 10 anos, evitando que o país faça bombas atômicas.

Tanto o Irã quanto Israel devem tentar manter o conflito restrito aos campos de batalha da Síria. Mas sempre há o risco de que a situação saia fora de controle.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Netanyahu acusa Irã de manter um programa nuclear clandestino

Em pronunciamento no Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusou uma hora atrás o Irã de manter um programa nuclear cladestino, afirmando ter "provas conclusivas" de que a república islâmica está violando o acordo assinado em 2015 com as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha.

Israel aumenta assim a pressão sobre os Estados Unidos, onde o presidente Donald Trump precisa decidir até 12 de maio se certifica que o Irã está cumprindo o acordo. Em comentário nos jardins da Casa Branca, ao receber o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, Trump reafirmou que "é um mau acordo", mas não antecipou sua decisão.

Netanyahu anunciou que Israel conseguiu 55 mil páginas de documentos comprovando que o regime dos aiatolás construiu instalações clandestinas para esconder suas centrífugas e continuar desenvolvendo armas atômicas.

"Os dirigentes iranianos tem negado frequentemente terem tentado obter armas nucleares. Nesta tarde, estou aqui para dizer uma coisa: o Irã mente. Depois de assinar um acordo nuclear em 2015, o Irã intensificou os esforços para esconder seus arquivos secretos. Mesmo depois do acordo, o Irã continuou a preservar seu conhecimento em matéria de armas nucleares para uso futuro", denunciou o primeiro-ministro israelense.

Não é a análise dos principais serviços secretos da Europa e dos EUA e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que consideram positivo o acordo e entendam que o Irã está respeitando seus termos.

Em visita à Casa Branca na semana passada, o presidente da França, Emmanuel Macron, reconheceu que o acordo não limita o desenvolvimento de mísseis pelo Irã, mas propôs uma "ampliação do acordo", sob o argumento de que não faz sentido acabar com um acordo existente sem negociar outro que o substitua.

Macron deixou os EUA acreditando que Trump vai rejeitar o acordo. Na sexta-feira passada, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, também foi a Washington defender o acordo. A declaração de Netanyahu tenta bombardear a posição europeia.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Israel se prepara para uma retaliação direta do Irã

Dentro da guerra civil da Síria, o maior risco no momento é de uma guerra entre Israel e o Irã. O governo israelense espera um ataque direto da república islâmica em retaliação pelo bombardeio a uma base aérea síria em que sete militares iranianos foram mortos, em 9 de abril de 2018, informou o jornal The Jerusalem Post.

A expectativa é de um ataque de mísseis ou drones disparados pela Guarda Revolucionária do Irã de alguma base na Síria e não por milícias aliadas como o Hesbolá (Partido de Deus), do Líbano, que luta ao lado da ditadura de Bachar Assad na guerra civil síria. A ordem deve partir do general Kassem Suleimani, comandante da Força al-Qods, braço da Guarda Revolucionária para ações no exterior.

"Israel vai reagir duramente a qualquer ação iraniana partindo da Síria", declarou uma fonte das Forças de Defesa de Israel à TV Sky News em árabe. Os militares israelenses estão certos de que a resposta virá.

Depois do bombardeio israelense, Ali Akbar Velayati, ex-ministro do Exterior e atual assessor do Supremo Líder Espiritual da República Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, advertiu Israel de que "deve esperar uma resposta poderosa".

O representante de Khamenei junto à Guarda, Ali Shirazi, foi ainda mais agressivo: "Se Israel quer continuar sua existência traiçoeira, deve evitar medidas estúpidas. Se derem pretextos ao Irã, Telavive e Haifa serão destruídas."

Fotos de satélites-espiões mostram um aumento da presença militar iraniana na Síria sob o comando do general-brigadeiro Air Ali Hajizadeh, comandante da força aérea da Guarda Revolucionária do Irã. Também revelam que o Irã envia mísseis para a Síria como se fosse ajuda humanitária.

Os iranianos estabeleceram várias bases, inclusive T4, a base atacada por Israel; em Alepo, a capital econômica do país; no Aeroporto Internacional de Damasco e em outro campo de pouso, ao sul da capital; e em Deir el-Zur, no Leste da Síria, para onde aviões Ilyushin levaram armas e equipamentos militares do Irã.

As companhias aéreas comerciais Simorgh Air e Pouya Cargo Air estariam sendo usadas, de acordo com a mesma fonte, para levar mais soldados e armamentos para a Síria.

No início de fevereiro, um drone iraniano armado com explosivos invadiu o espaço aéreo israelense e foi abatido. Foi um divisor de águas importante nas relações bilaterais entre os dois países.

"Foi a primeira vez que o próprio Irã fez alguma coisa contra Israel - e não através de aliados", observou um oficial israelense, e "foi a primeira vez que atacamos alvos iranianos vivos, tanto instalações quanto pessoas".

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Trump manda Japão comprar armas dos EUA para se defender da Coreia do Norte

Durante visita ao Japão, principal aliado dos Estados Unidos na Ásia, o presidente Donald Trump recomendou ao primeiro-ministro Shinzo Abe que compre armas americanas para defender o país da ameaça da Coreia do Norte. 

Com sua visão mercantilista da economia internacional, ao reclamar do déficit comercial de US$ 71 bilhões no comércio bilateral, Trump acusou o comércio entre os dois países de "não ser livre, nem justo, nem recíproco".

Trump já criticou o "país dos samurais" por não derrubar os mísseis norte-coreanos que sobrevoaram seu território em testes recentes. Agora, foi claro ao pressionar o líder japonês a comprar armas para reduzir o saldo comercial: "Ele vai atirar nesses mísseis quando completar a compra de um monte de equipamento militar adicional dos EUA", declarou Trump ao lado de Abe no Palácio de Akasaka.

"O primeiro-ministro vai comprar quantidades maciças de equipamento militar dos EUA", repetiu o presidente. "Será um monte de empregos para nós e um monte de segurança para o Japão."

Em Tóquio, ele evitou declarações inflamatórias sobre a Coreia do Norte, mas defendeu o tiroteio verbal com o ditador Kim Jong Un: "Algumas pessoas consideram meu discurso muito forte, mas vejam o que aconteceu nos últimos 25 anos com um discurso fraco. Vejam onde estamos hoje."

O presidente esteve com o imperador Akihito e com parentes de japoneses sequestrados pela ditadura comunista da Coreia do Norte nos anos 1970s e estão desaparecidos até hoje.

Do Japão, o presidente dos EUA segue para a Coreia do Sul, onde é extremamente impopular porque suas políticas aumentam o risco de uma nova guerra da Coreia e ele ainda ameaça romper o acordo comercial entre os dois países.

Na campanha, Trump cobrou uma participação maior dos aliados na sua própria defesa. Desde a Segunda Guerra Mundial, as Forças de Defesa do Japão só podem atuar na segurança interna, dentro de seu território. Desde 1952, com o fim da ocupação, os EUA se comprometem a manter a segurança japonesa.

Ao sugerir que o Japão deve comprar sistemas de defesa antimísseis para derrubar os mísseis da Coreia do Norte, o presidente sugere que os EUA não vão defender seus aliados na Ásia de um possível ataque do regime comunista de Pionguiangue.

Com seu estilo de homem de negócios que faz declarações ambíguas para semear a dúvida e a incerteza de modo a enfraquecer a outra parte, Trump coloca em risco as alianças dos EUA na Ásia. Se os EUA não se dispuserem a defender o Japão e a Coreia do Sul, a grande vencedora será a Coreia do Norte.

Por outro lado, se o Japão revisar a Constituição pacifista de 1947 para autorizar a projeção do poderio militar no exterior, deve desenvolver armas nucleares, assim como a Coreia do Sul. Uma corrida armamentista nuclear na sua fronteira é o que menos interessa à China.

Na quarta-feira, Trump chega a Beijim, quando vai se medir com o ditador Xi Jinping, que acaba de consolidar o poder no Partido Comunista e anunciou a liderança internacional da China para criar uma "nova era".

Enquanto os EUA hostilizam aliados e rompem acordos comerciais, a China de Xi se apresenta como defensora do livre comércio, embora siga um modelo mercantilista, com forte controle do Estado sobre a economia.

Trump vai voltar a pressionar a China a forçar a Coreia do Norte a abandonar seu programa nuclear e reclamar do déficit comercial americano no comércio bilateral, de US$ 347 bilhões em 2016 e de US$ 274 bilhões de janeiro a setembro de 2017.

A negociação comercial com a China vai revelar o estilo de negociação internacional do governo Trump.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Países africanos são acusados de violar embargo à Coreia do Norte

No momento em que o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprova novas sanções contra a ditadura comunista da Coreia do Norte, um relatório de avaliação das sanções existentes anteriormente revela que vários países africanos estão violando o embargo à venda de armas.

Angola, o Congo, a Eritreia, Moçambique, a Namíbia, Tanzânia e Uganda teriam comprado armas da Coreia do Norte, dando fôlego ao regime stalinista de Pionguiangue para manter seus programas de desenvolvimento de armas atômicas e tecnologia de mísseis.

O relatório, citado pela agência de notícias portuguesa Lusa, acusa Moçambique de assinar contratos para compra mísseis terra-ar portáteis, sistema de defesa antiaérea, outros tipos de mísseis e radares.

Fora da África, a Síria é citada como grande compradora de armas da Coreia do Norte. Em 2007, a Força Aérea de Israel destruiu uma instalação nuclear em construção pela ditadura de Bachar Assad em Deir el-Zur, onde seria instalado um reator nuclear de grafite norte-coreano.

Do fim de 2016 a maio de 2017, a Coreia do Norte exportou ilegalmente carvão, ferro e outros produtos, no valor total de pelo menos US$ 270 milhões. Usando meios indiretos, a ditadura norte-coreana exportou ilegalmente minério de ferro, aço e produtos ferrosos para a China, o Egito, a França, a Índia, a Irlanda e o México.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Israel bombardeia Síria pela terceira vez em três dias

Na noite de domingo e na madrugada desta segunda-feira, a Força Aérea de Israel bombardeou a Síria pela segunda vez em 24 horas e pela terceira vez em dois dias. É o momento de maior tensão entre os dois países desde o início da guerra civil síria, há seis anos. O alvo seria um comboio com armas para a mílicia fundamentalista xiita Hesbolá.

Hoje da manhã, a imprensa síria admitiu que Israel atacou vários alvos perto da fronteira entre a Síria e o Líbano. Antes do último ataque, no domingo, o comandante de uma milícia aliada à ditadura de Bachar Assad, Yasser Hussein Assayed, foi morto num ataque de drones.

Na sexta-feira, quando Israel fez o primeiro bombardeio dos últimos dias, a defesa síria disparou mísseis contra os aviões. Foi uma mudança estratégica, levando o ministro da Defesa israelense, Avigdor Lieberman, a ameaçar com a destruição de todo o sistema de defesa antiaéreo da Síria, reforçado recentemente por equipamentos russos de última geração.

Um míssil sírio foi interceptado pelo sistema de defesa antimísseis Flecha, acionado pela primeira vez. Os destroços do míssil caíram em território da Jordânia.

Com a intervenção militar da Rússia na guerra civil síria, a partir de 30 de setembro de 2015, a ditadura de Bachar Assad recuperou a maior parte do território do país. Está perto da vitória ou ao menos de evitar a queda.

Como o ditador sírio é aliado do Irã e a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), armada e financiada por Teerã, sua principal força terrestre, Israel teme o aumento da influência do Irã no país vizinho e o fortalecimento do Hesbolá, um inimigo histórico.

"Cada vez que descobrirmos transferências de armas da Síria para o Líbano vamos agir para impedi-las", afirmou o ministro da Defesa de Israel. "Neste ponto, não há negociação. Os sírios precisam entender que são considerados responsáveis por essas transferências de armas ao Hesbolá e, se continuarem a permiti-las, faremos o que temos de fazer."

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Irã instala mísseis antiaéreos russos perto de instalação nuclear

O Irã decidiu proteger o centro subterrâneo de enriquecimento de urânio de Fordow com sistemas avançados de mísseis de defesa antiaérea S-300 comprados da Rússia, noticiou ontem a agência Reuters citando meios de comunicação locais.

Um comandante da Força Aérea da Guarda Revolucionária do Irã, o braço armado do regime dos aiatolás, deixou claro que o único objetivo é proteger a instalação nuclear.

Em julho do ano passado, o Irã fechou um acordo com as cinco grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para desarmar seu programa nuclear em troca do fim de sanções econômicas, políticas e militares internacionais.

Com a implementação do acordo, o enriquecimento de urânio em Fordow, que fica a 100 quilômetros ao sul de Teerã, deve ter sido suspenso. Todas as instalações nucleares do país estão sujeitas a inspeções de surpresa da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Em 2010, sob o governo de Dimitri Medvedev, a Rússia suspendeu a venda de mísseis S-300 por causa das sanções impostas pela ONU com o voto russo. Antecipando-se ao fim das sanções, o presidente Vladimir Putin cancelou a suspensão em abril de 2015.

O Irã vive sob a ameaça de um bombardeio de Israel, que teme a bomba atômica iraniana, a suas instalações nucleares. Com os sistemas de defesa S-300, teria mais condições de neutralizar um ataque.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Presidente da Romênia apoia sistema de defesa antimísseis

O presidente da Romênia, Klaus Iohannis, declarou hoje apoio ao sistema de defesa antimísseis que os Estados Unidos pretendem instalar na Europa, que a Rússia denuncia como uma agressão, noticiou a agência de notícias oficial russa Sputnik, porta-voz do Kremlin para questões internacionais.

Moscou alega que o sistema de defesa antimísseis daria aos EUA a capacidade de lançar um primeiro ataque nuclear em caso de guerra com a Rússia. Um comandante militar russo anunciou em 10 de maio que o país está desenvolvendo mísseis para furar o bloqueio.

Iohannis alegou que o complexo sistema destinado a identificar, rastrear a eliminar mísseis disparados contra a Europa não tem nada a ver com a Rússia, já que os países da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) pretendem manter relações pacíficas com o gigantesco país vizinho.

O objetivo do escudo antimísseis seria evitar ataques de países como o Irã, que estão desenvolvendo tecnologia de mísseis.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Rússia aplica sanções aprovadas pela ONU à Coreia do Norte

O Banco Central da Rússia ordenou os bancos e instituições financeiras do país a suspender todas as operações com a Coreia do Norte, aderindo assim ao regime de sanções imposto pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas ao regime comunista de Pionguiangue, noticiou hoje a Rádio Ásia Livre.

Também estão proibidas todas as transações de bônus de propriedade de cidadãos e organizações norte-coreanas sujeitas às sanções impostas ao país. Todas as instituições financeiras russas devem fechar contas ligadas aos programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte.

Desde o fim do comunismo e o colapso da União Soviética, o regime norte-coreano faz uma chantagem atômica, ameaçando com ataques nucleares para barganhar ajuda em energia e alimentos para sua economia falida.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Coreia do Norte afirmar ter miniaturizado armas nucleares

Depois de ameaçar atacar as manobras militares conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul com armas nucleares, a Coreia do Norte afirmou hoje ter miniaturizado suas bombas atômicas para que possam ser transportadas por mísseis. O resto do mundo suspeita de um blefe.

No início do ano, a ditadura comunista norte-coreana anunciou ter testado uma bomba de hidrogênio, a mais poderosa das armas nucleares, mas ninguém acreditou muito. Há dois dias, prometeu atacar os exercícios militares americano-sul-coreanos.

"Apelamos à Coreia do Norte para que evite declarações e ações provocativas que agravem as tensões e, em vez disso, se concentre no cumprimento de seus compromissos e suas obrigações internacionais", respondeu um alto funcionário dos EUA.

Hoje, com imagens do ditador Kim Jong Un visitando uma fábrica de mísseis, a televisão estatal anunciou o novo avanço na tecnologia militar do país, que já fez vários testes nucleares mas ainda não mostrou capacidade de colocar uma bomba atômica num foguete capaz de transportá-la a grandes distâncias. O anúncio de hoje seria mais um blefe.

Depois dos últimos testes, por unanimidade, o Conselho de Segurança das Nações Unidas impôs novas sanções à Coreia do Sul, inclusive o direito de revistar navios que cheguem ao país ou saiam dele para ver se transportam armas proibidas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Israel ataca base de mísseis perto de Damasco

A Força Aérea de Israel bombardeou ontem uma base de mísseis do governo da Síria ao norte de Damasco, perto da fronteira com o Líbano, anunciaram rebeldes que lutam contra a ditadura de Bachar Assad na guerra civil síria.

De acordo com os rebeldes, os aviões israelenses invadiram a Síria vindo do espaço aéreo do Líbano por volta das nove e meia de noite pela hora local e bombardearam três depósitos de mísseis Scud. Os meios de comunicação da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) confirmaram o ataque à base de Kutaifa, mas disseram que foi desferido do Líbano.

Israel também bombardeou, em 30 de outubro, uma base próxima da fronteira sírio-libanesa. O governo israelense acusa o Irã e a Síria de usar o Hesbolá para criar uma frente de luta contra Israel nas Colinas do Golã.

Desde o início da guerra civil na Síria, em 15 de março de 2011, Israel bombardeou várias supostos carregamentos de armas para o Hesbolá. Com a intervenção militar da Rússia a partir de 30 de setembro, havia expectativa de que Israel parasse com suas invasões do espaço aéreo sírio.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Israel bombardeia posições do Hesbolá e do Exército da Síria

Em menos de uma semana, a Força Aérea de Israel atacou três vezes bases de mísseis do Exército da Síria e comboios com mísseis para a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), que luta ao lado da ditadura de Bachar Assad na guerra civil do país, noticiou o jornal francês Libération.

Pelo menos 40 soldados sírios e quatro militantes do Hesbolá morreram nos ataques, estes últimos na noite de domingo para segunda-feira, quando armavam uma bomba à beira de uma estrada perto da fronteira entre a Síria e Israel.

Os principais alvos israelenses foram a 65ª e 155ª divisões, tropas de elite do Exército sírio, "os mais fiéis entre os fiéis", nas palavras do Libé, encarregados das armas estratégicas do regime, como os mísseis Scud, pesadelo dos militares israelenses.

"Israel faz esse tipo de ação na Síria porque os serviços secretos estimam que os interesses do país estão ameaçados, que as armas transferidas pelo regime de Damasco ao Hesbolá rompem o equilíbrio na região", explicou o analista militar israelense Alon ben David.

Em janeiro de 2015, um ataque a um comboio matou um general da Guarda Revolucionária do Irã e altos dirigentes do Hesbolá no lado sírio das Colinas do Golã. A diferença agora é que em cinco dias Israel bombardeou mais a Síria do que em todo o ano passado, mas não reivindicou a autoria para não inflamar ainda mais a situação.

"Nosso país não vai permitir a entrega de armas ao Hesbolá e a outras organizações terroristas. Vai defender seus interesses toda vez que julgar necessário", comentou o general da reserva Amos Gilad, alto funcionário do Ministério da Defesa. Mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Moshe Yaalon, preferiram manter a discrição.

Essa política de ficar em silêncio foi usada no bombardeio israelense de 6 de setembro de 2007 contra uma usina nuclear síria em construção com tecnologia da Coreia do Norte. Israel não reivindicou e a Síria não retaliou, três anos e meio antes do início da guerra civil que arrasou o país.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Embaixador dos EUA é atacado na Coreia do Sul

O embaixador dos Estados Unidos na Coreia do Sul, Mark Lippert, foi atacado a faca nesta quinta-feira quando participava de um café da manhã de trabalho por um ativista que declarou pertencer ao grupo Woori Madang, ser contra a presença de forças americanas no país e a favor da unificação com a Coreia do Norte. O diplomata sofreu cortes nas mãos e na face, sem maior gravidade.

Woori Madang é um movimento cultural que tenta resgatar a cultura popular tradicional da Coreia.

A tensão na Península Coreana aumenta com o início nesta semana das manobras militares conjuntas da Coreia do Sul com os Estados Unidos, que mantêm soldados no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, informa a televisão americana CNN.

Hoje há 29,3 mil soldados americanos na Coreia do Sul. Ao todo, 200 mil soldados dos dois países participaram do exercício.

Para o regime comunista norte-coreano, trata-se de um treinamento para invadir o país. Em resposta, o governo de Pionguiangue disparou dois mísseis de curto alcance no Mar do Japão. Recentemente a Coreia do Norte declarou ter desenvolvido a capacidade de miniaturizar armas atômicas, o que permite colocar uma pequena bomba nuclear dentro de um míssil.

Última ditadura stalinista sobrevivente da Guerra Fria, desde o fim da União Soviética, em 1991, a Coreia do Norte faz uma chantagem atômica, exigindo ajuda em energia e alimentos para não fazer armas nucleares.

Depois de inúmeros acordos, todos rompidos, a Coreia do Norte realizou explosões nucleares experimentais em 2006, 2009 e 2013. Isso foi usado ontem no Congresso dos EUA pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no Congresso dos EUA em seu repúdio à negociação nuclear com o Irã, para alegar que sanções e inspeções não bastam para impedir um país de fazer a bomba atômica.