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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 1º de Janeiro

 CALENDÁRIO JULIANO

    Em 45 antes de Cristo, pela primeira vez, o início do ano é festejado em 1º de janeiro, com a entrada em vigor do Calendário Juliano, imposto pelo general romano Caio Júlio César, que se torna um ditador.

César contrata Sossígenes, um astrônomo de Alexandria que o convence a abandonar o antigo calendário lunar romano, adotado no século 7 AC, e usar um calendário solar. Ele calcula que o ano tem 365 dias e um quarto.

INDEPENDÊNCIA DO HAITI

    Em 1803, dois meses depois da derrota as forças coloniais de Napoleão Bonaparte, Jean-Jacques Dessaline declara a independência de São Domingos e rebatiza o país com o antigo nome arauaque, Haiti.


EMANCIPAÇÃO DOS ESCRAVOS

    Em 1863, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln faz a Proclamação de Emancipação declarando como livres os escravos dos estados confederados do Sul, na expectativa de que se alistem em massa no Exército da União, deixando o Sul sem mão de obra nem soldados.


Lincoln é eleito em 1860 com a oposição dos estados escravistas do Sul. Antes da posse, a Carolina do Sul, a Flórida, o Alabama, a Geórgia, a Louisiana e o Texas se rebelam e formam os Estados Confederados da América com o objetivo de fundar um novo país. Ao todo, onze estados 

A Guerra da Secessão começa em 12 de abril de 1861. A Proclamação de Emancipação liberta os escravos do Sul. A 13ª Emenda à Constituição dos EUA, que acaba com a escravidão, é aprovada pelo Senado em 8 de abril de 1864 e pela Câmara em 31 de janeiro de 1865. Entra em vigor em 6 de dezembro de 1865.

Mais de 180 mil negros se alistam para a guerra contra a divisão do país e a escravidão. Lincoln vai à guerra para manter a União. A proclamação transforma a Guerra da Secessão numa luta contra a escravidão.

Lincoln é baleado em 14 de abril de 1865 e morre no dia seguinte, seis dias após o fim da guerra civil. Quatro presidentes dos EUA são assassinados no exercício do cargo. Lincoln é o primeiro.

REVOLUÇÃO EM CUBA

    Em 1959, os rebeldes liderados por Fidel Castro entram em Havana depois da fuga do ditador Fulgencio Batista, consolidando a vitória da Revolução Cubana. Fidel chega em 7 de janeiro.


Batista, ditador de 1933 a 1944, retoma o poder num golpe em 10 de março de 1952 e instaura uma ditadura corrupta e cruel, acusada por 20 mil mortes. 

Fidel ataca o Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953. Preso e condenado, afirma no julgamento que "a história me absolverá". Soltos em 15 de maio de 1955, Fidel e Raúl Castro fogem para o México temendo ser presos. 

Depois de comprar o velho iate Granma, Fidel parte de Veracruz, no México, para Cuba com 81 revolucionários em 25 de novembro de 1956. Eles se refugiam na Sierra Maestra, onde recebem o apoio de voluntários e formam um exército guerrilheiro de 200 homens.

Fidel divide o exército em três, com uma coluna comandada por ele, outra por Raúl e a terceira por Ernesto Che Guevara de la Serna, um médico argentino que os irmãos Castro conheceram no México.

A ditadura de Batista responde com prisões em massa, tortura e execuções sumárias. Com a fuga do ditador, os revolucionários entram em Havana em 1º de janeiro de 1959.

NAFTA EM VIGOR

    Em 1994, entra em vigor o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), entre Estados Unidos, Canadá e México.

No mesmo dia, começa a revolta da Exército Zapatista de Libertação Nacional em Chiapas, no Sul do México, a região que menos se beneficia. 

No Norte do país, instalam-se várias empresas, os chamadas maquiadoras, que simplesmente montam produtos feitos com peças e componentes importados. A participação dos EUA no comércio exterior mexicano passa de 77% para mais de 80%.

O presidente Donald Trump renegocia o acordo, que passa a se chamar Acordo EUA-México-Canadá com atualizações em setores onde há grandes mudanças, como tecnologia da informação, mas sem mudanças substanciais.

EURO EM CIRCULAÇÃO

    Em 2002, moedas e notas do euro, a moeda comum criada pela união monetária europeia, entram em circulação em 12 dos 15 países da União Europeia na época: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal. A Dinamarca, o Reino Unido e a Suécia não aderem. A partir de março, se torna a moeda única dos países participantes.


O euro é resultado do Tratado de Maastricht, de 1991, que cria a União das Comunidades Europeias ou União Europeia, sucessora da Comunidade Econômica Europeia, fundada pelo Tratado de Roma, de 1957, para garantir a paz e a prosperidade na Europa.

O Tratado de Maastricht prevê a união monetária e econômica para aprofundar a integração do continente. Para participar, os países-membros precisam adotar medidas de convergência econômica: câmbio estável, déficit público de no máximo 3% do produto interno bruto, dívida pública de no máximo 60% do PIB, inflação de no máximo 1,5 ponto percentual acima das três menores taxas da Zona do Euro.

Apesar de Itália e Bélgica terem dívidas de 120% do PIB, a Comissão Europeia recomenda sua participação sob o argumento de que esses dois país estão tomando medidas para reduzir a relação dívida/PIB. Hoje, a Bulgária adota o euro. Assim, 21 países fazem parte da Zona do Euro: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal.

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 1º de Janeiro

 CALENDÁRIO JULIANO

    Em 45 antes de Cristo, pela primeira vez, o início do ano é festejado em 1º de janeiro, com a entrada em vigor do Calendário Juliano, imposto pelo general romano Caio Júlio César, que se torna um ditador.

César contrata Sossígenes, um astrônomo de Alexandria que o convence a abandonar o antigo calendário lunar romano, adotado no século 7 AC, e usar um calendário solar. Ele calcula que o ano tem 365 dias e um quarto.

INDEPENDÊNCIA DO HAITI

    Em 1803, dois meses depois da derrota as forças coloniais de Napoleão Bonaparte, Jean-Jacques Dessaline declara a independência de São Domingos e rebatiza o país com o antigo nome arauaque, Haiti.


EMANCIPAÇÃO DOS ESCRAVOS

    Em 1863, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln faz a Proclamação de Emancipação declarando como livres os escravos dos estados confederados do Sul, na expectativa de que se alistem em massa no Exército da União, deixando o Sul sem mão de obra nem soldados.


Lincoln é eleito em 1860 com a oposição dos estados escravistas do Sul. Antes da posse, a Carolina do Sul, a Flórida, o Alabama, a Geórgia, a Louisiana e o Texas se rebelam e formam os Estados Confederados da América com o objetivo de fundar um novo país.

A Guerra da Secessão começa em 12 de abril de 1861. A Proclamação de Emancipação liberta os escravos do Sul. A 13ª Emenda à Constituição dos EUA é aprovada pelo Senado em 8 de abril de 1864 e pela Câmara em 31 de janeiro de 1865. Entra em vigor em 6 de dezembro de 1865.

Mais de 180 mil negros se alistam para a guerra contra a divisão do país e a escravidão. Lincoln vai à guerra para manter a União. A proclamação transforma a Guerra da Secessão numa luta contra a escravidão.

Lincoln é baleado em 14 de abril de 1865 e morre no dia seguinte, seis dias após o fim da guerra civil. Quatro presidentes dos EUA são assassinados no exercício do cargo. Lincoln é o primeiro.

REVOLUÇÃO EM CUBA

    Em 1959, os rebeldes liderados por Fidel Castro entram em Havana depois da fuga do ditador Fulgencio Batista, consolidando a vitória da Revolução Cubana. Fidel chega em 7 de janeiro.


Batista, ditador de 1933 a 1944, retoma o poder num golpe em 10 de março de 1952 e instaura uma ditadura corrupta e cruel, acusada por 20 mil mortes. 

Fidel ataca o Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953. Preso e condenado, afirma no julgamento que "a história me absolverá". Soltos em 15 de maio de 1955, Fidel e Raúl Castro fogem para o México temendo ser presos. 

Depois de comprar o velho iate Granma, Fidel parte de Veracruz, no México, para Cuba com 81 revolucionários em 25 de novembro de 1956. Eles se refugiam na Sierra Maestra, onde recebem o apoio de voluntários e formam um exército guerrilheiro de 200 homens.

Fidel divide o exército em três, com uma coluna comandada por ele, outra por Raúl e a terceira por Ernesto Che Guevara de la Serna, um médico argentino que os irmãos Castro conheceram no México.

A ditadura de Batista responde com prisões em massa, tortura e execuções sumárias. Com a fuga do ditador, os revolucionários entram em Havana em 1º de janeiro de 1959.

NAFTA EM VIGOR

    Em 1994, entra em vigor o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), entre Estados Unidos, Canadá e México.

No mesmo dia, começa a revolta da Exército Zapatista de Libertação Nacional em Chiapas, no Sul do México, a região que menos se beneficia. 

No Norte do país, instalam-se várias empresas, os chamadas maquiadoras, que simplesmente montam produtos feitos com peças e componentes importados. A participação dos EUA no comércio exterior mexicano passa de 77% para mais de 80%.

O presidente Donald Trump renegocia o acordo, que passa a se chamar Acordo EUA-México-Canadá com atualizações em setores onde há grandes mudanças, como tecnologia da informação, mas sem mudanças substanciais.

EURO EM CIRCULAÇÃO

    Em 2002, moedas e notas do euro, a moeda comum criada pela união monetária europeia, entram em circulação em 12 dos 15 países da União Europeia na época: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal. A Dinamarca, o Reino Unido e a Suécia não aderem. A partir de março, se torna a moeda única dos países participantes.


O euro é resultado do Tratado de Maastricht, de 1991, que cria a União das Comunidades Europeias ou União Europeia, sucessora da Comunidade Econômica Europeia, fundada pelo Tratado de Roma, de 1957, para garantir a paz e a prosperidade na Europa.

O Tratado de Maastricht prevê a união monetária e econômica para profundar a integração do continente. Para participar, os países-membros precisam adotar medidas de convergência econômica: câmbio estável, déficit público de no máximo 3% do produto interno bruto, dívida pública de no máximo 60% do PIB, inflação de no máximo 1,5 ponto percentual acima das três menores taxas da Zona do Euro.

Apesar de Itália e Bélgica terem dívidas de 120% do PIB, a Comissão Europeia recomenda sua participação sob o argumento de que esses dois país estão tomando medidas para reduzir a relação dívida/PIB. Hoje, 20 países fazem parte da Zona do Euro: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Croácia, Eslováquia, Eslovênia Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal. 

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Hoje na História do Mundo: 1º de Janeiro

 CALENDÁRIO JULIANO

    Em 45 antes de Cristo, pela primeira vez, o início do ano é festejado em 1º de janeiro, com a entrada em vigor do Calendário Juliano, imposto pelo general romano Caio Júlio César, que se torna um ditador.

César contrata Sossígenes, um astrônomo de Alexandria que o convence a abandonar o antigo calendário lunar romano, adotado no século 7 AC, e usar um calendário solar. Ele calcula que o ano tem 365 dias e um quarto.

INDEPENDÊNCIA DO HAITI

    Em 1803, dois meses depois da derrota as forças coloniais de Napoleão Bonaparte, Jean-Jacques Dessaline declara a independência de São Domingos e rebatiza o país com o antigo nome arauaque.


EMANCIPAÇÃO DOS ESCRAVOS

    Em 1863, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln faz a Proclamação de Emancipação declarando como livres os escravos dos estados confederados do Sul, na expectativa de que iriam aderir em massa à União, deixando o Sul sem mão de obra.


Lincoln é eleito em 1860 com a oposição dos estados escravistas do Sul. Antes da posse, a Carolina do Sul, a Flórida, o Alabama, a Geórgia, a Louisiana e o Texas se rebelam e formam os Estados Confederados da América com o objetivo de formar um novo país.

A Guerra da Secessão começa em 12 de abril de 1861. A Proclamação de Emancipação liberta os escravos do Sul. A 13ª Emenda à Constituição dos EUA é aprovada pelo Senado em 8 de abril de 1864 e pela Câmara em 31 de janeiro de 1865. Entra em vigor em 6 de dezembro de 1865.

Lincoln é baleado em 14 de abril de 1965 e morre no dia seguinte, seis dias após o fim da guerra civil.

REVOLUÇÃO EM CUBA

    Em 1959, os rebeldes liderados por Fidel Castro entram em Havana depois da fuga do ditador Fulgencio Batista, consolidando a vitória da Revolução Cubana. Fidel chega em 7 de janeiro.


Batista, ditador de 1933 a 1944, retoma o poder num golpe em 10 de março de 1952 e instaura uma ditadura corrupta e cruel, acusada por 20 mil mortes. 

Fidel ataca o Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953. Preso e condenado, afirma no julgamento que "a história me absolverá". Soltos em 15 de maio de 1955, Fidel e Raúl Castro fogem para o México temendo ser presos. 

Depois de comprar o velho iate Granma, Fidel parte de Veracruz, no México, para Cuba com 81 revolucionários em 25 de novembro de 1956. Eles se refugiam na Sierra Maestra, onde recebem o apoio de voluntários e formam um exército guerrilheiro de 200 homens.

Fidel divide o exército em três, com uma coluna comandada por ele, outra por Raúl e a terceira por Ernesto Che Guevara de la Serna, um médico argentino que os irmãos Castro conheceram no México.

A ditadura de Batista responde com prisões em massa, tortura e execuções sumárias.

NAFTA EM VIGOR

    Em 1994, entra em vigor o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), entre Estados Unidos, Canadá e México.

No mesmo dia, começa a revolta da Exército Zapatista de Libertação Nacional em Chiapas, no Sul do México, a região que menos se beneficia. 

No Norte do país, instalam-se várias empresas, os chamadas maquiadoras, que simplesmente montagem produtos feitos com peças e componentes importados. A participação dos EUA no comércio exterior mexicano passa de 77% para mais de 80%.

O presidente Donald Trump renegocia o acordo, que passa a se chamar Acordo EUA-México-Canadá sem mudanças substanciais.

EURO EM CIRCULAÇÃO

    Em 2002, moedas e notas do euro, criado pela união monetária europeia, entram em circulação em 12 dos 15 países da União Europeia na época: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal. A Dinamarca, o Reino Unido e a Suécia não aderem. A partir de março, se torna a moeda única dos países participantes.


O euro é resultado do Tratado de Maastricht, de 1991, que cria a União das Comunidades Europeias ou União Europeia, sucessora da Comunidade Econômica Europeia, fundada pelo Tratado de Roma, de 1957, para garantir a paz e a prosperidade na Europa.

O Tratado de Maastricht prevê a união monetária e econômica para profundar a integração do continente. Para participar, os países-membros precisam adotar medidas de convergência econômica: câmbio estável, déficit público de no máximo 3% do produto interno bruto, dívida pública de no máximo 60% do PIB, inflação de no máximo 1,5 ponto percentual acima das três menores taxas da Zona do Euro.

Apesar de Itália e Bélgica terem dívidas de 120% do PIB, a Comissão Europeia recomenda sua participação sob o argumento de que esses dois país estão tomando medidas para reduzir a relação dívida/PIB. Hoje, 20 países fazem parte da Zona do Euro: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Croácia, Eslováquia, Eslovênia Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal. 

domingo, 1 de janeiro de 2023

Hoje na História do Mundo: 1º de Janeiro

 CALENDÁRIO JULIANO

    Em 45 antes de Cristo, pela primeira vez, o início do ano é festejado em 1º de janeiro, com a entrada em vigor do Calendário Juliano, imposto pelo general romano Caio Júlio César, que se torna um ditador.

César contrata Sossígenes, um astrônomo de Alexandria que o convence a abandonar o antigo calendário lunar romano, adotado no século 7 AC, e usar um calendário solar. Ele calcula que o ano tem 365 dias e um quarto.

INDEPENDÊNCIA DO HAITI

    Em 1803, dois meses depois da derrota as forças coloniais de Napoleão Bonaparte, Jean-Jacques Dessaline declara a independência de São Domingos e rebatiza o país com o antigo nome arauaque.


EMANCIPAÇÃO DOS ESCRAVOS

    Em 1863, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln faz a Proclamação de Emancipação declarando como livres os escravos dos estados confederados do Sul, na expectativa de que eles iriam aderir em massa à União, deixando o Sul sem mão de obra.


Lincoln é eleito em 1860 com a oposição dos estados escravistas do Sul. Antes da posse, a Carolina do Sul, a Flórida, o Alabama, a Geórgia, a Louisiana e o Texas se rebelam e formam os Estados Confederados da América com o objetivo de formar um novo país.

A Guerra da Secessão começa em 12 de abril de 1861. A Proclamação de Emancipação liberta os escravos do Sul. A 13ª Emenda à Constituição dos EUA é aprovada pelo Senado em 8 de abril de 1864 e pela Câmara em 31 de janeiro de 1865. Entra em vigor em 6 de dezembro de 1865.

Lincoln é baleado em 14 de abril de 1965 e morre no dia seguinte, seis dias após o fim da guerra civil.

REVOLUÇÃO EM CUBA

    Em 1959, os rebeldes liderados por Fidel Castro entram em Havana depois da fuga do ditador Fulgencio Batista, consolidando a vitória da Revolução Cubana. Fidel chega em 7 de janeiro.


Batista, ditador de 1933 a 1944, retoma o poder num golpe em 10 de março de 1952 e instaura uma ditadura corrupta e cruel, acusada por 20 mil mortes. 

Fidel ataca o Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba,

em 26 de julho de 1953. Preso e condenado, afirma que "a história me absolverá". Solto em 15 de maio de 1955, Fidel e Raúl Castro fogem para o México temendo ser presos. 

Depois de comprar o velho iata Granma, Fidel parte de Veracruz, no México, para Cuba com 81 revolucionários em 25 de novembro de 1956. Eles se refugiam na Sierra Maestra, onde recebem o apoio de voluntários e formam um exército guerrilheiro de 200 homens.

Fidel divide o exército em três, com uma coluna comandada por ele, outra por Raúl e a terceira por Ernesto Che Guevara de la Serna, um médico argentino que os irmãos Castro conheceram no México.

A ditadura de Batista responde com prisões em massa, tortura e execuções sumárias.

NAFTA EM VIGOR

    Em 1994, entra em vigor o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), entre Estados Unidos, Canadá e México.

No mesmo dia, começa a revolta da Exército Zapatista de Libertação Nacional em Chiapas, no Sul do México, a região que menos se beneficia. 

No Norte do país, instalam-se várias empresas, os chamadas maquiadoras, que simplesmente montagem produtos feitos com peças e componentes importados. A participação dos EUA no comércio exterior mexicano passa de 77% para mais de 80%.

O presidente Donald Trump renegocia o acordo, que passa a se chamar Acordo EUA-México-Canadá sem mudanças substanciais.

sábado, 1 de janeiro de 2022

Hoje na História do Mundo: 1º de Janeiro

CALENDÁRIO JULIANO

    Em 45 antes de Cristo, pela primeira vez, o início do ano é festejado em 1º de janeiro, com a entrada em vigor do Calendário Juliano, imposto pelo general romano Caio Júlio César, que se torna um ditador.

César contrata Sossígenes, um astrônomo de Alexandria que o convence a abandonar o antigo calendário lunar romano, adotado no século 7 AC, e usar um calendário solar. Ele calcula que o ano tem 365 dias e um quarto.

INDEPENDÊNCIA DO HAITI

    Em 1803, dois meses depois da derrota as forças coloniais de Napoleão Bonaparte, Jean-Jacques Dessaline declara a independência de São Domingos e rebatiza o país com o antigo nome arauaque.

EMANCIPAÇÃO DOS ESCRAVOS

    Em 1863, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln faz a Proclamação de Emancipação declarando como livres os escravos dos estados confederados do Sul, na expectativa de que eles iriam aderir em massa à União, deixando o Sul sem mão de obra.

REVOLUÇÃO EM CUBA

    Em 1959, os rebeldes liderados por Fidel Castro entram em Havana depois da fuga do ditador Fulgencio Batista, consolidando a vitória da Revolução Cubana. Fidel chega em 7 de janeiro.

Batista, ditador de 1933 a 1944, retoma o poder num golpe em 10 de março de 1952 e instaura uma ditadura corrupta e cruel, acusada por 20 mil mortes. 

Fidel ataca o Quartel de Moncada, em 26 de julho de 1953. Preso e condenado, afirma que "a história me absolverá". Solto em 15 de maio de 1955, Fidel e Raúl Castro fogem para o México temendo ser presos. 

Depois de comprar o velho iata Granma, Fidel parte de Veracruz, no México, para Cuba com 81 revolucionários em 25 de novembro de 1956. Eles se refugiam na Sierra Maestra, onde recebem o apoio de voluntários e formam um exército guerrilheiro de 200 homens.

Fidel divide o exército em três, com uma coluna comandada por ele, outra por Raúl e a terceira por Ernesto Che Guevara de la Serna, um médico argentino que os irmãos Castro conheceram no México.

A ditadura de Batista responde com prisões em massa, tortura e execuções sumárias.

NAFTA EM VIGOR

    Em 1994, entra em vigor o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), entre Estados Unidos, Canadá e México.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

México vai muito além da fronteira com os EUA

A fronteira entre os Estados Unidos e o México é um lugar de grande importância histórica, econômica, política e cultural que não pode ser dividido nem mesmo pelo muro proposto pelo presidente Donald Trump. 

A fronteira demarca a divisão política e militar, mas não define as relações econômicas e culturais, observa um ensaio da empresa de consultoria e análise estratégica americana Stratfor. Onde há tamanha integração econômica e cultural, sempre há movimento de pessoas. 

Os EUA são um país construído por imigrantes. A migração veio em ondas. Por razões políticas, econômicas e religiosas, milhões acreditaram na promessa de uma vida melhor, de construir uma Nova Jerusalém no Novo Mundo.

Os peregrinos do navio May Flower, que chegaram em 1620, fugiam das guerras religiosas na Europa. Os centro-americanos que formam caravanas hoje fogem da miséria e da violência criminal em seus países de origem. 

Os EUA não seriam o que são sem a enorme contribuição dos estrangeiros, hoje estigmatizados pelo ultranacionalismo e o isolacionismo de Trump, ele mesmo descendente de alemães e escoceses. Sua presença foi inestimável na construção do país. Mas cada nova onda de imigrantes provocou repúdio de quem já estava lá. 

A palavra imigrante tem dois sentidos. Serve para se referir aos estrangeiros que vivem no país e às comunidades linguística e culturalmente distintas que vivem nos Estados Unidos.

Na história do país, houve os imigrantes voluntários da Europa e da Ásia e os africanos levados como escravos. Os colonos europeus derrotaram e submeteram os índios, que por sua vez haviam disputado o território com outras tribos. Meu comentário:

terça-feira, 4 de junho de 2019

Negociações internacionais de Trump fracassam

Apesar de se gabar de ser um grande negociador, o presidente Donald Trump tem saído mal na esfera internacional. Renegociou o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), que chamava de pior acordo da história, sem grandes mudanças, mas agora resolveu cobrar tarifas de todas as importações do México. A desnuclearização da Coreia do Norte está estagnada e a guerra comercial com a China foi acirrada pelo último tarifaço do presidente dos Estados Unidos.

Durante visita de Estado ao Reino Unido, Trump afirmou hoje que os dois países podem assinar "um acordo comercial fenomenal" depois da saída britânica da União Europeia. É um blefe. As exigências do representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, indicam que a ex-colônia não fará nenhuma concessão ao ex-colonizador.

Também hoje, o Supremo Líder Espiritual da República Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, rejeitou uma proposta de diálogo sem precondições e declarou que o Irã não "será enganado" e não vai abrir mão de sua tecnologia de mísseis.

No ano passado, Trump deixou o acordo nuclear negociado pelo governo Barack Obama, alegando que não impede o Irã de desenvolver mísseis nem de interferir indevidamente em outros países do Oriente Médio, e reimpôs sanções.

Em todos esses casos, está muito longe de obter acordos mais vantajosos para os EUA. Meu comentário:



sexta-feira, 31 de maio de 2019

Trump impõe tarifaço anti-imigração e México propõe diálogo

Em resposta à ameaça de um tarifaço sobre todas as importações do México para os Estados Unidos, o presidente Andrés Manuel López Obrador enviou hoje uma carta ao presidente Donald Trump defendendo o diálogo. 

López Obrador deixou claro que não quer o confronto, argumentou que as pessoas emigram por necessidade e afirmou que "problemas sociais não podem ser resolvidos com impostos e medidas coercitivas".

O México enviou uma delegação a Washington para tentar negociar uma solução para a crise. "Se o problema de imigração não for remediado", escreveu Trump ontem no Twitter, as tarifas vão aumentar em cinco pontos percentuais por mês até chegarem a 25%. Meu comentário:


Trump impõe tarifas a pretexto de combater imigração ilegal do México

O presidente Donald Trump anunciou ontem à noite no Twitter a imposição de tarifas de 5%, a partir de 10 de junho, sobre todos os produtos importados do México" para os Estados Unidos e ameaçou aumentá-las progressivamente "até que o problema da imigração ilegal seja remediado", noticiou a televisão pública britânica BBC. 

As tarifas serão aumentadas em 5 pontos percentuais por mês até chegarem a 25%. Para o responsável pelo setor de EUA do Ministério do Exterior mexicano, a medida é "desastrosa": "Se isto for colocado em prática, teremos de responder vigorosamente", declarou o embaixador Jesus Seade.

Trump lançou sua campanha eleitoral acusando os imigrantes mexicanos de serem traficantes, estupradores e assassinos. Antes de chegar à Casa Branca, prometeu construir um muro na fronteira sul dos EUA.

Em fevereiro, o presidente americano decretou emergência, embora o problema da imigração ilegal seja muito menor do que no início do século. A decisão está sendo contestada na Justiça.

Ontem, Trump repetiu o discurso eleitoreiro: "Durante anos, o México não nos tratou justamente, mas agora estamos afirmando nossos direitos como uma nação soberana."

Com a linha dura adotada pelo governo Trump, que chegou a separar menores de idade dos pais que tentavam pedir asilo aos EUA, seis crianças filhas de imigrantes morreram desde setembro de 2018.

Desde a aprovação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), em 1993, várias empresas transnacionais dos EUA, como a Coca-Cola, a Ford, a General Motors, a IBM e a John Deere, instalaram fábricas no México para exportar para o mercado americano.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Trump pretende retirar os EUA do Nafta

A bordo do avião presidencial Air Force One, na volta da reunião de cúpula do Grupo dos 20 em Buenos Aires, o presidente Donald Trump manifestou a intenção de retirar os Estados Unidos do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta). 

Isto dará seis meses para o Congresso aprovar o Acordo EUA-México-Canadá assinado na Argentina em 30 de novembro por Trump, o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, e o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.

Com a manobra, o presidente americano pressiona o novo Congresso, com maioria da oposição democrata na Câmara de Representantes a aprovar o novo acordo. Se for rejeitado, não haverá mais o Nafta como alternativa.

Isto poderia criar um vácuo legislativo. Os EUA estariam fora da zona de livre comércio da América do Norte enquanto as leis que implementam o acordo continuariam em vigor. Como tem autoridade para regulamentar o comércio exterior do país, o Congresso poderia ignorar a decisão de Trump, mas corre o risco de ter de derrubar um veto presidencial.

Quando o presidente dos EUA consegue a chamada autoridade para promoção comercial, os acordos de comércio exterior passam por um processo de tramitação rápida no Congresso, que tem apenas 90 dias para aprovar ou rejeitar as propostas, sem a opção de emendar o texto acordado com outros países. Caso contrário, o acordo teria de ser renegociado indefinidamente.

 Ao sair do Nafta, Trump pressiona não só o Congresso dos EUA, mas também o Canadá e o México a ratificar o novo acordo. Nos três parlamentos, pode haver resistência.

domingo, 30 de setembro de 2018

EUA e Canadá chegam a acordo para reformar o Nafta

Os Estados Unidos e o Canadá chegaram a um acordo para revisar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) pouco antes do prazo fatal, a meia-noite de hoje em Washington (1h da madrugada de amanhã em Brasília). O governo canadense se reuniu hoje à noite para dar a aprovação final.

Na sua estratégia de negociação, o governo Donald Trump negociou primeiro bilateralmente com o México, a parte mais fraca, que depende dos EUA em mais de 80% de seu comércio exterior, para pressionar o Canadá a aderir.

Os EUA reclamavam das tarifas de importação impostas pelo Canadá a produtos lácteos. Trump quis acabar com o mecanismo de solução de controvérsias e a exceção cultural, reivindicada pelos canadenses para proteger a indústria cultural.

Com o novo acordo comercial da América do Norte, Trump mostra à China que um acordo é possível. Os EUA impuseram sobretaxas a produtos chineses importados pelos americanos num valor anual de US$ 250 bilhões. Quem paga é o consumidor americano.

Na semana passada, os EUA iniciaram negociações comerciais com o Japão, sob ameaça de Trump de sobretaxar as importações de carros japoneses em nome da segurança nacional. Seria uma medida de um cinismo absoluto.

Os EUA e o Japão são aliados desde que os americanos derrotaram os japoneses e ocuparam o país, no fim da Segunda Guerra Mundial. Até hoje, os EUA mantêm soldados no Japão.

Trump também ameaçou retirar os EUA da Organização Mundial do Comércio (OMC), uma instituição criada por seu país, a não ser que seja reformada.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Trump ameaça com tarifaço de 25% sobre carros para pressionar México

Para pressionar o Canadá e o México na renegociação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), os Estados Unidos ameaçam aumentar para 25% a tarifa de importação de veículos. Hoje, a taxa é de 2,5%. O governo Donald Trump quer abolir as tarifas no comércio de veículos leves.

Como no caso da sobretaxação das importações de aço e alumínio, para evitar problemas com a Organização Mundial do Comércio (OMC), o governo Trump pode invocar a segurança nacional para justificar o tarifaço. As ações das empresas da Europa que exportam automóveis para os EUA caíram 1%.

A renegociação do Nafta começou há pouco mais de nove meses e deve continuar em 2019, admitiu nesta semana o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin.

Os EUA também querem que o México aumente o conteúdo de componentes americanos nos veículos fabricados no país. Outra exigência americana é que o Nafta seja renegociado a cada cinco anos.

No passado, o México ameaçou retaliar reduzindo a importação de produtos agropecuários dos EUA. Em 2017, os mexicanos compraram quase US$ 19 bilhões dos EUA em milho, soja e laticínios. Com base na Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio, de 1962, no auge da Guerra Fria, o presidente dos EUA pode restringir importações que possam "prejudicar a segurança nacional".

É difícil imaginar qualquer ameaça à segurança nacional dos EUA vinda de carros importados do México. "Não passa de uma piada", comentou William Reinsch, negociador comercial no governo Bill Clinton (1993-2001).

Uma das razões do Nafta foi promover o desenvolvimento e gerar empregos no México para reduzir a imigração ilegal e criar uma economia mais integrada na América do Norte.

Trump tem uma visão mercantilista do comércio internacional e quer levar vantagem em tudo. Sua estratégia é negociar acordos bilaterais ou com poucos parceiros para conseguir impor suas exigências. Pressionou a Coreia do Sul quando o país estava sob ameaça da Coreia do Norte. Como disse o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, ex-primeiro-ministro da Polônia, "com aliados assim, quem precisa de inimigos?"

Em 2017, os EUA importaram carros no valor de US$ 192 bilhões. As maiores exportadores foram México, Canadá, Japão e Alemanha. Um tarifaço vai atingir as empresas americanas com fábricas no México e no Canadá.

"É um dia ruim para o consumidor americano", declarou John Bozzella, diretor-geral da Global Automakers, que representa vários fabricantes estrangeiros. "Ninguém estava pedindo esta proteção. Este caminho leva inevitavelmente a menos opções e maiores preços para carros e caminhões nos EUA."

A estratégia de negociação comercial de Trump está sendo criticada dentro do próprio Partido Republicano. Os senadores republicanos entendem que o presidente está perdendo a guerra comercial que deflagrou com a China. A revolta é contra a desistência do presidente de banir do mercado americano a companhia chinesa de alta tecnologia ZTE.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Trump sobretaxa importações e ameaça impor tarifas recíprocas

O presidente Donald Trump deu hoje o primeiro tiro numa guerra comercial de consequências imprevisíveis, capaz de abalar o sistema multilateral de comércio criado pelos Estados Unidos depois da Segunda Mundial (1939-45) para evitar a volta da Grande Depressão (1929-39). 

Além de sobretaxar as importações de aço em 25% e de alumínio em 10%, Trump ameaçou impor tarifas-espelho ou recíprocas no comércio exterior dos EUA. As novas tarifas entram em vigor em 15 dias. O Canadá e o México ficam isentos "por enquanto". Segundo maior exportador de aço para o mercado americano, o Brasil será afetado.

Ao lado de trabalhadores dos setores de aço e alumínio, o presidente se queixou do tratamento injusto que a maior economia da Terra teria recebido de seus rivais menos poderosos nas últimas décadas. Em seu estilo de palanque, mentiu sobre o déficit comercial dos EUA, dizendo ser de US$ 800 bilhões. No ano passado, foi de US$ 566 bilhões.

"Vocês qual a tarifa que carros importados dos EUA pagam na China? 25%. E os carros chineses pagam tarifa de 2,5?% para entrar nos EUA", afirmou Trump. "Isto vai mudar. Se cobram 25%, vamos cobrar 25%, tarifas-espelho, recíprocas."

Trump usou o argumento da segurança nacional, o artigo 232 da Lei de Comércio dos EUA, que não faz sentido porque o país não importa muito aço da China, só 2% do total. Os maiores exportadores de aço para o mercado americano são o Canadá e o Brasil, aliados e não inimigos dos EUA.

"Temos amigos e inimigos que lucraram muito conosco em comércio e defesa", acrescentou o presidente americano. "Se olharmos a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a Alemanha paga 1% do produto interno bruto e nós pagamos 4,2% de um PIB muito maior. Não é justo."

Os maiores parceiros comerciais dos EUA, a China, a União Europeia e o Canadá, ameaçaram impor tarifas retaliatórias às exportações americanas, numa guerra comercial. A UE exporta aço no valor de cerca de 5 milhões de euros por ano e outro milhão de euros em alumínio para os EUA. A comissária de Comércio Exterior, Cecilia Malmström, preparou uma lista de produtos tradicionais americanos a serem sobretaxados, inclusive manteiga de amendoin e whiskey bourbon.

A decisão de excluir o Canadá e o México aumenta a pressão sobre esses países na renegociação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

Em protesto, depois de perder o debate com a ala protecionista, o principal assessor econômico da Casa Branca, Gary Cohn, um democrata, anunciou sua saída. A maioria dos economista prevê um aumento nos preços do aço e do alumínio com reflexos na fabricação de todos os produtos industriais dependentes destas matérias-primas.

Uma guerra comercial pode ter consequências arrasadoras. A última guerra comercial em escala global levou à Grande Depressão, principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial.

Dentro do próprio Partido Republicano, os defensores do liberalismo econômico criticaram a decisão de Trump. O presidente da Câmara, deputado Paul Ryan, foi claro: "Estou em desacordo com estas decisão e creio que as consequências são imprevisíveis."

Enquanto os EUA adotavam o protecionismo econômico, 11 países (Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã) assinaram hoje em Santiago, no Chile, a Parceria Transpacífica (TPP).

O acordo comercial negociado pelo governo Barack Obama foi repudiado por Trump assim que chegou à Casa Branca, em janeiro de 2017. Os outros países decidiram tocar a frente a TTP mesmo sem os EUA.

sábado, 29 de abril de 2017

Cem dias confirmam improvisação e despreparo de Trump

Nos primeiros cem dias de governo, o magnata imobiliário Donald Trump não cumpriu nenhuma grande promessa de campanha, a não ser eliminar regulamentações ambientais e financeiras do governo Barack Obama e nomear um novo ministro para a Suprema Corte. Trump revelou-se um presidente dos Estados Unidos inseguro e imprevisível, com um governo marcado pela improvisação e pelo despreparo.

Durante a campanha, o bilionário garantiu que com ele tudo seria fácil. O programa de Obama para dar cobertura universal de saúde aos americanos seria substituído por outro muito melhor, com custo menor. Um muro selaria a fronteira com o México. Os imigrantes ilegais seriam expulsos e os muçulmanos barrados. Os acordos comerciais seriam renegociados e os empregos industriais voltariam para os EUA. Os inimigos tremeriam diante do poderio militar americano.

Trump festejou os cem dias com uma entrevista à agência Reuters em que alertou para o risco de um "grande conflito" com a Coreia do Norte, brincando com fogo com um regime comunista paranoico que tem nas armas nucleares sua única garantia de sobrevivência. Até agora, quem falava em guerra era a ditadura stalinista de Pionguiangue, não os presidentes americanos.

"A paciência estratégica dos EUA acabou", advertiu o secretário de Estado, Rex Tillerson, em mais um sinal de que o governo Trump tenta intimidar a ditadura de Kim Jong Un com ameaças de ação militar. Os EUA enviaram porta-aviões e fazem manobras militares conjuntas com a Coreia do Sul. A Coreia do Norte fez um novo teste de míssil, aparentemente fracassado.

Com o aumento de tensão e a imprevisibilidade de Trump, o risco de uma guerra nuclear é o maior desde o fim da Guerra Fria. A China não tem interesse em desestabilizar o regime norte-coreano e usa a crise como carta na manga para negociar com os EUA e desviar a atenção de seu militarismo agressivo no Mar do Sul da China.

A Coreia do Sul também não quer o colapso do Norte. Os dois candidatos favoritos na eleição presidencial de abril querem reatar relações com Pionguiangue e não alimentar a retórica belicista

O presidente festeja amanhã na Pensilvânia, um dos estados do cinturão da ferrugem, uma região desindustrializada sob o impacto da globalização onde o discurso protecionista de Trump seduziu a classe trabalhadora branca que votava no Partido Democrata.

Em 26 de outubro de 2016, em discurso em Gettysburg, na Pensilvânia, local de um pronunciamento histórico de Abraham Lincoln durante a Guerra Civil (1861-65), Trump apresentou seu Contrato com o Eleitor Americano, com mais de 30 itens. Alguns ele prometia realizar no primeiro dia e os outros em cem dias.

Mais de 90% dos eleitores de Trump não estão arrependidos, mas cada vez mais surgem dúvidas, entre eles e nos meios empresariais e financeiros, sobre a capacidade do presidente de cumprir suas promessas. De acordo com levantamento do jornal Los Angeles Times, só quatro promessas foram realizadas.

Uma promessa central da campanha era "repelir e substituir" o programa de saúde de Obama. O presidente da Câmara, deputado Paul Ryan, chegou a apresentar uma proposta que não agradou a ninguém e acabou não sendo colocada em votação. Os democratas a consideraram insuficiente e a direita republicana Obamacare light.

No início do governo, o presidente baixou um decreto discriminando cidadãos de sete países muçulmanos e impedindo a entrada de refugiados por 120 dias. A Justiça declarou o decreto inconstitucional por discriminação religiosa.

Trump apresentou uma segunda versão com seis países, excluindo o Iraque por causa da Batalha de Mossul, onde os EUA apoiam os iraquianos. A Justiça anulou o decreto pelo mesmo motivo.

Nesta semana, outro decreto cortou a ajuda federal às chamadas cidades-refúgio ou santuário, que acolhem refugiados. Mais uma vez, a Justiça barrou a iniciativa, a pedido das cidades de Santa Clara e São Francisco, na Califórnia, que alegaram "prejuízos imediatos e irreparáveis". O governo promete recorrer até a Suprema Corte.

A deportação de imigrantes ilegais é outra prioridade, mas o governo Obama fazia isso ativamente. Há uma expectativa de aumento das deportações no segundo semestre. Até agora, o total está abaixo do mesmo período em 2016.

A construção de um muro na fronteira com o México quase gerou uma crise entre a Casa Branca e o Congresso. Trump queria incluir US$ 2,6 bilhões para iniciar a obra no orçamento suplementar que precisava ser aprovado até este fim de semana para evitar o fechamento das atividades não essenciais do governo federal dos EUA. Diante da oposição dentro do próprio Partido Republicano, recuou.

Como o Partido Republicano domina o Executivo e as duas casas do Legislativo, a crise orçamentária seria mais um absurdo. Em discurso ontem na Associação Nacional do Rifle (NRA), o lobby dos fabricantes de armas, Trump insistiu em tom de campanha que "vamos construir o muro" e "o México vai pagar pelo muro".

Para o eleitorado mais reacionário e canhestro de Trump, o muro é um compromisso inarredável. Mas os fazendeiros e deputados do Texas, um estado tradicionalmente republicano, e empresas instaladas na fronteira sul, são contra. Talvez o muro nunca saia do papel

Na desproteção ao meio ambiente, Trump cumpriu suas promessas. Suspendeu as restrições à produção de carvão, petróleo e óleo de xisto betuminoso. Autorizou projetos de infraestrutura como um oleoduto através de uma reserva dos índios sioux. Cancelou pagamentos a programas das Nações Unidas para mitigar a mudança do clima. E ameaçou retirar os EUA do Acordo de Paris para combater o aquecimento global. A companhia de petróleo Exxon o aconselhou a não abandonar o acordo.

Outra promessa cumprida foi a nomeação de um juiz conservador, Neil Gorsuch, para a Suprema Corte. O Partido Republicano precisou violar as regras não escritas de tramitação de matérias no Senado para acabar com a obstrução do Partido Democrata. Gorsuch foi confirmado, mas a regra do jogo mudou, reduzindo o poder da minoria.

Depois da rápida queda do general Michael Flynn como assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, por causa de negar contatos indevidos com agentes da Rússia, os três adultos, o secretário da Defesa, James Mattis; o secretário de Estado, Rex Tillerson; e o novo assessor de Segurança Nacional, general Herbert McMaster; trouxeram estabilidade ao setor, afastando os populistas mais exaltados, como Flynn e o assessor especial Steve Bannon.

O novo governo aumentou o orçamento de defesa em US$ 54 bilhões para US$ 639 bilhões em 2018. Mas não renegociou o acordo nuclear com o Irã, a conselho de seus assessores mais equilibrados. Em 18 de abril, o secretário Tillerson declarou ao Congresso que a República Islâmica está cumprindo o acordo para congelar seu programa nuclear.

Trump também não reverteu o processo de normalização das relações com Cuba iniciado por Obama nem transferiu a embaixada dos EUA em Israel de Telavive para Jerusalém.

O rei da Jordânia teria convencido o presidente a não mudar a embaixada para evitar uma nova explosão de violência no Oriente Médio. O próprio governo linha-dura de Israel não tem interesse em acirrar os ânimos.

Diante do ataque do governo sírio contra seu próprio povo com armas químicas, Trump cumpriu a ameaça de Obama e bombardeou o aeroporto de onde partiu o ataque com mísseis de cruzeiro Tomahawk. Puniu um ditador sanguinário. Mostrou a decisão que Obama não teve. Mandou um recado a Rússia, China e Irã de que há um novo presidente na Casa Branca disposto a usar a força. Recompôs sua base no Partido Republicano, sempre pronto a usar a força nas relações internacionais. E melhorou sua popularidade.

Ao atacar a Síria, Trump enterrou as chances de uma reaproximação com a Rússia, principal sustentáculo da ditadura de Bachar Assad. Serviu para abafar o escândalo de um suposto conluio com a Rússia durante a campanha eleitoral, mas a investigação continua e o ex-assessor Michael Flynn está cada vez mais implicado por contatos com os russos. Trump acabou adotando a política de Obama de que Assad precisa ser afastado num acordo de paz na Síria.

Na área econômica, o novo presidente retirou os EUA da Parceria Transpacífica, um acordo de 12 países negociado pelo governo Obama para criar uma aliança comercial e regras comuns na região mais dinâmica da economia mundial. Ao tirar os EUA do jogo, Trump faz exatamente o que Obama tentou evitar, que a China, superpotência emergente, ocupe o espaço e imponha suas regras.

Nos últimos dias, o governo Trump ameaçou sair do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), recuou e prometeu ficar se uma renegociação com o Canadá e o México acabar com o que considera condições desfavoráveis aos EUA.

Um memorando interno da Casa Branca revelado pelo jornal inglês Financial Times indica que o governo Trump pretende criar atrito com todos os países que têm saldo positivo no comércio com os EUA, tentando reequilibrar a balança comercial através de negociações com mão pesada, aproveitando o peso da maior economia do mundo.

Com a China, a única potência em condições de contrastar com o poderio americano, o caubói Trump afinou o discurso. Depois de tentar pôr na mesa o status de Taiwan e a política do regime comunista chinês de que só existe uma China, aceitou a exigência de Beijim.

Em busca do apoio chinês para conter o programa nuclear da Coreia do Norte, o governo Trump desistiu de acusar a China de manipular o câmbio para baixar o preço e aumentar a competitividade das exportações. Está sempre disposto a barganhar, mesmo abrindo mão de princípios e promessas.

Ainda não houve anúncios de grandes investimentos em infraestrutura. Trump prometeu US$ 1 trilhão em financiamento público e privado. E a economia não bombou. Cresceu em rimo de apenas 0,7% ao ano no primeiro trimestre de 2017, o menor índice desde o início de 2014.

Depois de se apresentar na campanha como a voz dos que não têm voz, Trump acaba de propor o maior corte de impostos para empresas e grandes fortunas, com benefício pessoal para o presidente e suas companhias. O imposto para pessoas físicas terá três alíquotas, em vez das sete atuais. A alíquota do imposto de renda das empresas vai cair de 35% para 15%.

Quando assumiu  o cargo, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, prometeu que não haveria cortes de impostos líquidos para os ricos porque seriam eliminadas isenções e deduções. Nada disso está previsto na proposta veiculada nesta semana. A previsão é de um rombo colossal nas contas públicas.

O amadorismo de Trump é mais evidente no nepotismo sem precedentes na história recente dos EUA que marca seu governo. A filha, Ivanka Trump, e seu marido, Jared Kushner, sem qualquer experiência política ou administrativa, são assessores especiais da Casa Branca.

Kushner é responsável não só pela reorganização da Casa Branca como é o enviado especial para o processo de paz no Oriente Médio. Na semana passada, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, convidou Ivanka para um evento.

Merkel sabe que no governo Trump políticos como a ex-governadora Nikki Haley, embaixadora dos EUA na ONU, são descartáveis. Os parentes são os assessores estáveis em quem Trump realmente confia. E os conflitos de interesses são inevitáveis. A China autorizou Ivanka a vender seus produtos no país quando seu pai recebia o presidente Xi Jinping na estação de veraneio de Mar-a-Lago, uma propriedade particular de Trump.

Aos 70 anos, Trump confessou a amigos que tem saudades de sua vida de empresário. Entrou na campanha como desafio. Ganhou, mas aparentemente não sabe o que fazer. Exalta o seu governo como o maior da história nos primeiros cem dias. No mesmo período, em 1933, Franklyn Roosevelt lançou o New Deal, o programa social-democrata para combater a Grande Depressão (1929-39).

Perante o festival de mentiras, meias-verdades e declarações da boca para a fora, o corpo diplomático em Washington deixou de tentar interpretar as falas do presidente. Passou a julgá-lo pelos seus atos. Afinal, palavras faladas voam com o vento.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

México cresceu 2,3% em 2016

Apesar dos baixos preços do petróleo, a economia do México avançou 2,3% no ano passado, graças aos setores de recursos naturais e serviços, dentro da expectativa do governo, informou ontem o Instituto Nacional de Estatísticas e Geografia (Inegi).

A previsão oficial era de crescimento de 2% a 2,6%. Em 2015, a economia mexicana, a segunda maior da América Latina, depois do Brasil, tivera uma expansão de 2,5%, acima dos 2,1% de 2014 e do 1,4% de 2013.

Apesar das ameaças do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de construir um muro na fronteira entre os dois países e de renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), o ritmo de crescimento do México no último trimestre de 2016 foi de 2,4% ao ano.

No ano, o setor primário, de agricultura e mineração, cresceu 4,1% e o de serviços 3,4%, A alta de 6,4% ao ano no setor primário no último trimestre compensou a estagnação da indústria manufatureira.

Para 2017, o Banco do México espera uma expansão na faixa de 1,5% a 2,5%, mas reduziu a expectativa em meio ponto percentual na sua última estimativa.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Governo do México promete medidas para conter alta de preços

O México estuda meios para o impacto da inflação nos preços ao consumidor, revelou o presidente Enrique Peña Nieto, citado pela agência de notícias Forbes. As medidas concretas ainda não foram anunciadas. Têm pouca chance com a expectativa de alta do dólar e de políticas hostis do futuro presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que toma posse em 20 de janeiro de 2017.

Uma proposta em discussão é dar algum tipo de subsídio a produtos da cesta básica, especialmente alimentos. No passado, o México impôs controles de preços. Como no caso brasileiro e de outros países da América Latina, eles foram insuficientes para conter a inflação.

Sob pressão de Trump, que ameaça sobretaxar produtos de empresas americanas fabricados no exterior, o peso mexicano está em queda em relação ao dólar. A tendência é de uma depreciação ainda maior até o fim do ano.

Com o peso no seu menor nível histórico, a 22 por dólar em tendência de queda, é improvável que os controles de preços funcionem. A margem de lucro dos agricultores mexicanos seria espremida, reduzindo a atividade numa economia com expectativa de desaceleração em 2017.

As altas de preços, a começar pelos combustíveis, apesar do país ser um grande produtor de petróleo, já deflagraram uma onda de manifestações. O gasolinaço elevou os preços em 20%. Pelo menos seis pessoas morreram nos protestos e mais de mil foram presas.

Com a esperada hostilidade de Trump e suas promessas de renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) e de construir um muro na fronteira entre os dois países, crescem as chances do ex-prefeito da Cidade do México Andrés Manuel López Obrador, um populista de esquerda, nas eleições presidenciais de 2018.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Imprevisibilidade de Trump gera incógnita sobre futuro dos EUA

Nem mesmo o Partido Republicano esperava a vitória do magnata imobiliário e bufão Donald Trump na eleição presidencial nos Estados Unidos com seu festival de mentiras e agressões a adversários, tratados como inimigos dentro do próprio partido.

Quais serão suas reais prioridades e como ele vai governar, agora que se cercou de bilionários e militares?, perguntam Matthew Goodman e Daniel Remler, Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

Mentiroso contumaz e patológico, Trump parece ter recuado de promessas radicais da campanha como a construção de um muro na fronteira com o México, acabar com o programa de saúde pública do governo Barack Obama e abandonar o Acordo de Paris para tentar conter o aquecimento global.

Com sua convicção de que o déficit comercial dos EUA é resultado de negociações mal feitas, Trump deve abandonar a Parceria Transpacífica, diminuindo a influência americana na Ásia no momento de ascensão da China, exatamente a preocupação de Obama, e renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

Ao acusar a China de manipular o câmbio, Trump sugere que preferiria um dólar fraco para equilibrar a balança comercial dos EUA, deficitária em mais de US$ 500 bilhões em 2015 (e não US$ 800 bilhões, como diz o presidente eleito). Mas o dólar atingiu nesta semana a maior cotação em 14 anos, com a expectativa de que Trump lance um grande programa de obras de infraestrutura, cortes de impostos e desregulamentação.

Diante da expectativa de aumento nos gastos públicos e na inflação, a Reserva Federal (Fed), o banco central americano, acenou com a probabilidade de elevar os juros três vezes em 2017. Isso fortaleceria ainda mais o dólar.

Se Trump quiser fazer um microgerenciamento como no caso da fábrica de ar condicionado que pressionou a não se transferir para o México e governar pelo Twitter, sua imprevisibilidade e seu estilo agressivo de negociar minando o oponente trarão incerteza e não apenas nos EUA.

Apesar das promessas de ser a voz do trabalhador branco sem curso superior, maior vítima do processo de globalização econômica, a equipe econômica será dominada por três executivos da Wall Street, o centro financeiro de Nova York, Steve Mnuchin no Departamento do Tesouro, Wilbur Ross no Departamento do Comércio e Gary Cohn no Conselho Econômico Nacional. O megainvestigor Carl Icahn será o assessor especial para regulamentação. Nada indica que vão priorizar os interesses dos trabalhadores.

No setor de segurança e defesa, a dúvida é se James Cachorro Louco Mattis no Departamento de Defesa, o ex-presidente da Exxon Rex Tillerson no Departamento de Estado, o assessor de Segurança Nacional Michael Flynn, que não considera o Islã uma religião mas uma ideologia assassina, e o senador Mike Pompeo, futuro diretor da Agência Central de Inteligência, conseguirão se entender.

Tillerson foi condecorado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, com quem Trump promete superar os problemas bilaterais. Mattis considera a Rússia a maior ameaça aos EUA.