O Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, ultrapassou a marca de 29 mil pontos hoje depois do relatório sobre emprego de dezembro, quando houve um saldo de 145 mil novas vagas, fechando uma década de crescimento ininterrupto do mercado de trabalho dos Estados Unidos. O índice de desemprego ficou estável em 3,5%. É o menor em 50 anos.
Ao todo, o saldo foi de 2,11 milhões de empregos em 2019. A média dos salários subiu em 2,9% ao ano, o menor ritmo desde julho de 2018. Pode não ser uma boa notícia para os trabalhadores, mas indica que o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, não vai precisar elevar a taxa básica de juros.
Durante todo o ano passado, houve um ritmo forte de contratações em setores de serviços como saúde e hotelaria, entre outros. Houve um esfriamento na indústria manufatureira, transportes, armazenagem e construção civil.
A expansão do mercado de trabalho é um dos argumentos centrais da campanha de reeleição do presidente Donald Trump.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020
quarta-feira, 3 de abril de 2019
Setor de serviços da China cresce no ritmo mais forte em 14 meses
O setor de serviços da economia da China teve em março o ritmo de crescimento mais forte desde janeiro de 2018. O índice Caixin-Markit ficou em 54,4 pontos, num "avanço sólido e acelerado", depois de registrar 51,1 em fevereiro. Números acima de 50 apontam crescimento.
A confiança dos empresários do setor subiu ao nível mais alto em três meses. O índice Caixin-Markit do setor manufatureiro mostrou na segunda-feira a volta do crescimento da produção industrial, com alta de 50,7 em fevereiro para 52,9 em março, o maior desde junho de 2018.
São sinais positivos, mas o diretor de análise macroeconômica do grupo CEMB, Zhengsheng Zhong, prefere esperar mais dados para "determinar se a economia chinesa se estabilizou".
Os sinais positivos e a expectativa de um acordo nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China levaram a uma alta nas bolsas da Ásia nesta quarta-feira. A maioria das questões foi resolvido, noticiou o jornal inglês Financial Times.
A confiança dos empresários do setor subiu ao nível mais alto em três meses. O índice Caixin-Markit do setor manufatureiro mostrou na segunda-feira a volta do crescimento da produção industrial, com alta de 50,7 em fevereiro para 52,9 em março, o maior desde junho de 2018.
São sinais positivos, mas o diretor de análise macroeconômica do grupo CEMB, Zhengsheng Zhong, prefere esperar mais dados para "determinar se a economia chinesa se estabilizou".
Os sinais positivos e a expectativa de um acordo nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China levaram a uma alta nas bolsas da Ásia nesta quarta-feira. A maioria das questões foi resolvido, noticiou o jornal inglês Financial Times.
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
China cresce em ritmo de 6,8% ao ano
Com alta de 6,6% na produção industrial e nas exportações, a China, segunda maior economia do mundo, cresceu no terceiro trimestre de 2017 num ritmo de 6,8% ao ano, dentro da expectativa do mercado e do governo, noticiou o jornal americano The Wall Street Journal.
É uma boa notícia para o presidente Xi Jinping e os líderes reunidos no 19º Congresso do Partido Comunista Chinês. Ao mesmo tempo, mostra que o país ainda depende dos mecanismos tradicionais de crescimento econômico: investimento, indústria manufatureira e exportações. A esperada transição para o mercado interno e serviços vai em marcha lenta.
Em seu discurso na abertura do congresso, Xi apresentou a China como uma superpotência econômica e militar, e atribuiu o sucesso ao Partido Comunista. O que legitima hoje a ditadura do partido é o crescimento econômico acelerado.
O regime chinês segue a teoria da bicicleta: se parar de pedalar, cai. Quando a crise econômica chegar, o poder absoluto do partido será questionado.
Xi Jinping tem ambições de longo prazo, muito além dos dois mandatos de cinco anos que vêm sendo a praxe do regime comunista desde 1992, o que o obrigaria a deixar o poder supremo em 2022. Sua visão impõe o controle total do partido sobre a atividade econômica. Retoma um controle central afrouxado com as reformas de liberalização da economia da era Deng Xiaoping.
As empresas estatais estão no centro da política econômica de Xi. Para manter as altas taxas de investimento, as companhias chinesas teriam hoje dívidas de 200% do produto interno bruto, estimado em US$ 11 trilhões.
O governo anunciou um crescimento de 18,4% no lucro das estatais para US$ 1,1 trilhão. A reforma das estatais e a redução da capacidade ociosa estão adiadas. A capacidade instalada está aumentando.
Dias antes do congresso do partido, o presidente do Banco Popular da China, Zhou Xiaochuan, previu crescimento de 7% no segundo semestre do ano. Os novos imperadores que governam a China podem fazer seus longos e sonolentos discursos e dormir tranquilamente depois. Por enquanto.
É uma boa notícia para o presidente Xi Jinping e os líderes reunidos no 19º Congresso do Partido Comunista Chinês. Ao mesmo tempo, mostra que o país ainda depende dos mecanismos tradicionais de crescimento econômico: investimento, indústria manufatureira e exportações. A esperada transição para o mercado interno e serviços vai em marcha lenta.
Em seu discurso na abertura do congresso, Xi apresentou a China como uma superpotência econômica e militar, e atribuiu o sucesso ao Partido Comunista. O que legitima hoje a ditadura do partido é o crescimento econômico acelerado.
O regime chinês segue a teoria da bicicleta: se parar de pedalar, cai. Quando a crise econômica chegar, o poder absoluto do partido será questionado.
Xi Jinping tem ambições de longo prazo, muito além dos dois mandatos de cinco anos que vêm sendo a praxe do regime comunista desde 1992, o que o obrigaria a deixar o poder supremo em 2022. Sua visão impõe o controle total do partido sobre a atividade econômica. Retoma um controle central afrouxado com as reformas de liberalização da economia da era Deng Xiaoping.
As empresas estatais estão no centro da política econômica de Xi. Para manter as altas taxas de investimento, as companhias chinesas teriam hoje dívidas de 200% do produto interno bruto, estimado em US$ 11 trilhões.
O governo anunciou um crescimento de 18,4% no lucro das estatais para US$ 1,1 trilhão. A reforma das estatais e a redução da capacidade ociosa estão adiadas. A capacidade instalada está aumentando.
Dias antes do congresso do partido, o presidente do Banco Popular da China, Zhou Xiaochuan, previu crescimento de 7% no segundo semestre do ano. Os novos imperadores que governam a China podem fazer seus longos e sonolentos discursos e dormir tranquilamente depois. Por enquanto.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
México cresceu 2,3% em 2016
Apesar dos baixos preços do petróleo, a economia do México avançou 2,3% no ano passado, graças aos setores de recursos naturais e serviços, dentro da expectativa do governo, informou ontem o Instituto Nacional de Estatísticas e Geografia (Inegi).
A previsão oficial era de crescimento de 2% a 2,6%. Em 2015, a economia mexicana, a segunda maior da América Latina, depois do Brasil, tivera uma expansão de 2,5%, acima dos 2,1% de 2014 e do 1,4% de 2013.
Apesar das ameaças do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de construir um muro na fronteira entre os dois países e de renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), o ritmo de crescimento do México no último trimestre de 2016 foi de 2,4% ao ano.
No ano, o setor primário, de agricultura e mineração, cresceu 4,1% e o de serviços 3,4%, A alta de 6,4% ao ano no setor primário no último trimestre compensou a estagnação da indústria manufatureira.
Para 2017, o Banco do México espera uma expansão na faixa de 1,5% a 2,5%, mas reduziu a expectativa em meio ponto percentual na sua última estimativa.
A previsão oficial era de crescimento de 2% a 2,6%. Em 2015, a economia mexicana, a segunda maior da América Latina, depois do Brasil, tivera uma expansão de 2,5%, acima dos 2,1% de 2014 e do 1,4% de 2013.
Apesar das ameaças do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de construir um muro na fronteira entre os dois países e de renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), o ritmo de crescimento do México no último trimestre de 2016 foi de 2,4% ao ano.
No ano, o setor primário, de agricultura e mineração, cresceu 4,1% e o de serviços 3,4%, A alta de 6,4% ao ano no setor primário no último trimestre compensou a estagnação da indústria manufatureira.
Para 2017, o Banco do México espera uma expansão na faixa de 1,5% a 2,5%, mas reduziu a expectativa em meio ponto percentual na sua última estimativa.
terça-feira, 31 de maio de 2016
Índia cresceu 7,6% em um ano
Com forte aumento do consumo interno, a Índia cresceu 7,6% no ano fiscal encerrado em 31 de março de 2016. É o avanço mais forte em quatro anos e o maior entre as dez maiores economias do mundo.
No primeiro trimestre do ano, a Índia progrediu num ritmo que projeta uma expansão de 7,9% ao ano. Foi uma aceleração do crescimento em relação ao fim do ano passado, quando a taxa era de 7,2% ao ano. Em 2015, a Índia ultrapassou a China como a grande economia que mais cresce.
O crescimento foi mais forte no setor de serviços, como comércio, finanças e imobiliárias, há muito pilares do desenvolvimento da Índia, hoje a sétima economia do mundo em termos nominais, com produto interno bruto de mais de US$ 2 trilhões.
Com alta de 9,3% no ano fiscal, a indústria de transformação (manufatureira) teve desempenho muito melhor do que os 5,5% do ano fiscal anterior. O investimento externo direto foi de US$ 40 bilhões, um aumento de 29% em comparação como ano fiscal encerrado em 31 de março de 2015.
A agricultura cresceu apenas 1,2%, depois de registrar queda de 0,2% no ano fiscal anterior. Depois de dois anos de seca, o governo indiano espera muita chuva na temporada das monções que está começando para aumentar a produção da agricultura.
No primeiro trimestre do ano, a Índia progrediu num ritmo que projeta uma expansão de 7,9% ao ano. Foi uma aceleração do crescimento em relação ao fim do ano passado, quando a taxa era de 7,2% ao ano. Em 2015, a Índia ultrapassou a China como a grande economia que mais cresce.
O crescimento foi mais forte no setor de serviços, como comércio, finanças e imobiliárias, há muito pilares do desenvolvimento da Índia, hoje a sétima economia do mundo em termos nominais, com produto interno bruto de mais de US$ 2 trilhões.
Com alta de 9,3% no ano fiscal, a indústria de transformação (manufatureira) teve desempenho muito melhor do que os 5,5% do ano fiscal anterior. O investimento externo direto foi de US$ 40 bilhões, um aumento de 29% em comparação como ano fiscal encerrado em 31 de março de 2015.
A agricultura cresceu apenas 1,2%, depois de registrar queda de 0,2% no ano fiscal anterior. Depois de dois anos de seca, o governo indiano espera muita chuva na temporada das monções que está começando para aumentar a produção da agricultura.
sábado, 30 de abril de 2016
México cresce 0,8% no trimestre e 2,9% num ano
A economia do México, a segunda maior da América Latina e a 15ª do mundo, cresceu 0,8% no primeiro trimestre de 2016 e 2,9% nos últimos 12 meses, anunciou ontem o Instituto Nacional de Estatísticas e Geografia (INEGI).
O aumento do produto interno bruto foi mais forte no setor de serviços (3,7% num ano). O setor primário (agricultura e indústria de extração) avançou 3% e o secundário (indústria de transformação e construção civil), 2,2%.
A indústria manufatureira ou de transformação se recuperou no início do ano, avançando 1,5% no trimestre, enquanto a agricultura e a mineração cresceram 1,2%.
O governo mexicano prevê uma alta de 2,6% a 3,6% do PIB neste ano. Em 2015, com crescimento de 2,3%, chegou a US$ 1,32 trilhão.
O aumento do produto interno bruto foi mais forte no setor de serviços (3,7% num ano). O setor primário (agricultura e indústria de extração) avançou 3% e o secundário (indústria de transformação e construção civil), 2,2%.
A indústria manufatureira ou de transformação se recuperou no início do ano, avançando 1,5% no trimestre, enquanto a agricultura e a mineração cresceram 1,2%.
O governo mexicano prevê uma alta de 2,6% a 3,6% do PIB neste ano. Em 2015, com crescimento de 2,3%, chegou a US$ 1,32 trilhão.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Produção industrial dos EUA cresceu 0,9% em janeiro
No primeiro avanço em seis meses, a produção industrial aumentou 0,9% em janeiro de 2016 nos Estados Unidos, revelou ontem a Reserva Federal (Fed), o banco central do país. O índice de preços ao produtor subiu 0,1% no mês passado, mas caiu 0,2% em 12 meses.
O setor manufatureiro cresceu 0,5%. Na indústria de extração, houve queda de 10% nos últimos 12 meses por causa da queda nos preços internacionais do petróleo e seu impacto sobre a produção de óleo de xisto betuminoso.
A utilização da capacidade instalada subiu de 76,4% em dezembro para 77,1% em janeiro. Ainda está abaixo dos 80% anteriores à Grande Recessão de 2008-9.
A produção industrial americana sofreu nos últimos meses com a alta do dólar, que parou recentemente por causa da desaceleração econômica nos EUA e no resto do mundo.
O índice de preços ao produtor, a inflação no atacado, flerta com a deflação por causa queda nos preços internacionais do petróleo em 70% desde junho de 2014. Os preços da energia caíram 5% no mês passado e 11,5% em 12 meses, enquanto os alimentos subiram 1%.
O núcleo do índice, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, registrou alta de 0,4% em janeiro e de 0,6% num ano.
Para o consumidor, a inflação de 2015 ficou em 0,7%. Foi a segunda menor em 50 anos. Ficou bem abaixo da meta informal perseguida pelo Fed, de 2% ao ano. O núcleo do índice de preços ao consumidor registrou alta de 1,2%.
O setor manufatureiro cresceu 0,5%. Na indústria de extração, houve queda de 10% nos últimos 12 meses por causa da queda nos preços internacionais do petróleo e seu impacto sobre a produção de óleo de xisto betuminoso.
A utilização da capacidade instalada subiu de 76,4% em dezembro para 77,1% em janeiro. Ainda está abaixo dos 80% anteriores à Grande Recessão de 2008-9.
A produção industrial americana sofreu nos últimos meses com a alta do dólar, que parou recentemente por causa da desaceleração econômica nos EUA e no resto do mundo.
O índice de preços ao produtor, a inflação no atacado, flerta com a deflação por causa queda nos preços internacionais do petróleo em 70% desde junho de 2014. Os preços da energia caíram 5% no mês passado e 11,5% em 12 meses, enquanto os alimentos subiram 1%.
O núcleo do índice, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, registrou alta de 0,4% em janeiro e de 0,6% num ano.
Para o consumidor, a inflação de 2015 ficou em 0,7%. Foi a segunda menor em 50 anos. Ficou bem abaixo da meta informal perseguida pelo Fed, de 2% ao ano. O núcleo do índice de preços ao consumidor registrou alta de 1,2%.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Produção industrial do Japão cai mais do que esperado
Depois de um avanço de 1,1% em junho, a produção industrial do Japão recuou 0,8% em julho, mais do que o previsto, que era 0,6%, indicam dados revisados divulgados hoje pelo METI (Ministério da Economia, do Comércio e da Indústria).
A terceira maior economia do mundo caiu 0,3% no segundo trimestre em relação ao primeiro. Neste terceiro trimestre, o ritmo de atividade é fraco.
De abril a junho de 2015, a indústria japonesa entregou 0,4% menos mercadorias ao comércio. Os estoques caíram 0,8%.
A economia do Japão oscila, apesar das políticas de estímulo do primeiro-ministro Shinzo Abe para combater a estagnação e a deflação, duas pragas do país. Há momentos de alta, mas não um crescimento sustentado.
A terceira maior economia do mundo caiu 0,3% no segundo trimestre em relação ao primeiro. Neste terceiro trimestre, o ritmo de atividade é fraco.
De abril a junho de 2015, a indústria japonesa entregou 0,4% menos mercadorias ao comércio. Os estoques caíram 0,8%.
A economia do Japão oscila, apesar das políticas de estímulo do primeiro-ministro Shinzo Abe para combater a estagnação e a deflação, duas pragas do país. Há momentos de alta, mas não um crescimento sustentado.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Toyota investe US$ 1 bilhão em nova fábrica no México
A companhia japonesa Toyota, maior fabricante mundial de automóveis, deve anunciar hoje um investimento de US$ 1 bilhão na construção de uma nova fábrica no estado de Guanajuato, no México, revelou ontem a agência Reuters.
O projeto acaba com uma moratória de três anos em novos investimentos autoimposta pela Toyota. Ao contrário do que acontece no Brasil e na Argentina, a indústria manufatureira do México cresce com a recuperação da economia dos Estados Unidos, à qual está integrada e da qual é dependente.
Nos primeiros nove meses de 2014, a indústria de transformação avançou 3,4% no México, enquanto caía 1,8% no Brasil e 2,4% da Argentina. Juntos, esses três países são responsáveis por 80% da produção industrial da América Latina. A expectativa para 2015 e 2016 é de uma alta de 4% a 4,5% ao ano.
Em 1990, 69% do comércio exterior do México eram com os EUA. Com a entrada em vigor do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, do inglês), em 1994, esse percentual subiu, chegando a 80% em 2000.
Na virada do século, mesmo sem as preferências comerciais do Nafta, a China passou a ser um produtor industrial mais competitivo. As exportações mexicanas de roupas caíram 43% entre 2002 e 2012, de US$ 7,6 bilhões para US$ 4,3 bilhões.
O México se concentrou em produtos de alto valor agregado, como automóveis e eletroeletrônicos. De 2002 a 2012, as exportações de automóveis aumentaram 152%, de US$ 27,9 bilhões para US$ 70,3 bilhões, e as de eletroeletrônicos 73%, de US$ 43,3 bilhões para US$ 74,9 bilhões. A produção industrial de alto valor agregado representa hoje 18% do produto interno bruto mexicano.
A maioria das maquiladoras, montadoras de produtos de alta tecnologia com componentes importados, fica perto da fronteira com os EUA, nos estados de Monterrey, Baixa Califórnia, Chiapas e Tamaulipas.
No Sul do México, muito mais pobre, as indústrias de tecidos e vestuário se tornaram competitivas diante da China, beneficiando estados como Campeche e Veracruz. As vendas ao exterior de produtos têxteis avançaram 9% nos últimos dois anos e as de roupas 3,5%.
Por causa do aumento dos salários chineses, os custos de produção do México são hoje 20% menores do que na China. Em 2000, eram 58% maiores.
Desde a integração via Nafta, o PIB mexicano cresceu de US$ 383 bilhões para US$ 1,3 trilhão. O México é hoje a segunda maior economia da América Latina, depois do Brasil, e a 15ª do mundo, beneficiando-se do acesso ao maior mercado consumidor do mundo e dos salários muito menores do que os americanos.
O projeto acaba com uma moratória de três anos em novos investimentos autoimposta pela Toyota. Ao contrário do que acontece no Brasil e na Argentina, a indústria manufatureira do México cresce com a recuperação da economia dos Estados Unidos, à qual está integrada e da qual é dependente.
Nos primeiros nove meses de 2014, a indústria de transformação avançou 3,4% no México, enquanto caía 1,8% no Brasil e 2,4% da Argentina. Juntos, esses três países são responsáveis por 80% da produção industrial da América Latina. A expectativa para 2015 e 2016 é de uma alta de 4% a 4,5% ao ano.
Em 1990, 69% do comércio exterior do México eram com os EUA. Com a entrada em vigor do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, do inglês), em 1994, esse percentual subiu, chegando a 80% em 2000.
Na virada do século, mesmo sem as preferências comerciais do Nafta, a China passou a ser um produtor industrial mais competitivo. As exportações mexicanas de roupas caíram 43% entre 2002 e 2012, de US$ 7,6 bilhões para US$ 4,3 bilhões.
O México se concentrou em produtos de alto valor agregado, como automóveis e eletroeletrônicos. De 2002 a 2012, as exportações de automóveis aumentaram 152%, de US$ 27,9 bilhões para US$ 70,3 bilhões, e as de eletroeletrônicos 73%, de US$ 43,3 bilhões para US$ 74,9 bilhões. A produção industrial de alto valor agregado representa hoje 18% do produto interno bruto mexicano.
A maioria das maquiladoras, montadoras de produtos de alta tecnologia com componentes importados, fica perto da fronteira com os EUA, nos estados de Monterrey, Baixa Califórnia, Chiapas e Tamaulipas.
No Sul do México, muito mais pobre, as indústrias de tecidos e vestuário se tornaram competitivas diante da China, beneficiando estados como Campeche e Veracruz. As vendas ao exterior de produtos têxteis avançaram 9% nos últimos dois anos e as de roupas 3,5%.
Por causa do aumento dos salários chineses, os custos de produção do México são hoje 20% menores do que na China. Em 2000, eram 58% maiores.
Desde a integração via Nafta, o PIB mexicano cresceu de US$ 383 bilhões para US$ 1,3 trilhão. O México é hoje a segunda maior economia da América Latina, depois do Brasil, e a 15ª do mundo, beneficiando-se do acesso ao maior mercado consumidor do mundo e dos salários muito menores do que os americanos.
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terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Produção industrial alemã avançou 1,1% em outubro
Depois de uma queda de 0,3% em setembro, a produção da indústria manufatureira da Alemanha cresceu 1,1% em outubro. Na comparação anual, o avanço foi de 2,1%. De janeiro a outubro de 2014, a alta foi de 2,8%, revelou hoje o Escritório Federal de Estatísticas do país (Destatis).
As vendas ao exterior subiram 1,7% em outubro, sendo 2,1% para os países da Zona do Euro e 1,4% para o resto do mundo.
As vendas ao exterior subiram 1,7% em outubro, sendo 2,1% para os países da Zona do Euro e 1,4% para o resto do mundo.
sábado, 30 de agosto de 2014
Índia cresce em ritmo de 5,7% ao ano
A Índia, terceira maior economia da Ásia depois da China e do Japão, cresceu 5,7% no segundo trimestre de 2014 em relação ao mesmo período no ano passado. É o ritmo de expansão mais forte em dois anos. No trimestre anterior, a alta tinha sido de 4,6%.
O setor manufatureiro foi destaque, com crescimento de 3,5%, e a mineração avançou 2,1%. O déficit em conta corrente caiu para 1,7% do produto interno bruto, informa o jornal The New York Times.
A infraestrutura deficiente, a burocracia e as altas de juros promovidas pelo Banco da Reserva da Índia para conter a inflação foram apontados como principais entraves a um crescimento maior.
Com a eleição em maio do primeiro-ministro nacionalista Narendra Modi, havia uma expectativa de crescimento maior, mas os analistas consideram cedo para atribuir a melhora da economia ao novo governo.
O setor manufatureiro foi destaque, com crescimento de 3,5%, e a mineração avançou 2,1%. O déficit em conta corrente caiu para 1,7% do produto interno bruto, informa o jornal The New York Times.
A infraestrutura deficiente, a burocracia e as altas de juros promovidas pelo Banco da Reserva da Índia para conter a inflação foram apontados como principais entraves a um crescimento maior.
Com a eleição em maio do primeiro-ministro nacionalista Narendra Modi, havia uma expectativa de crescimento maior, mas os analistas consideram cedo para atribuir a melhora da economia ao novo governo.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Ordens de bens duráveis aumentam nos EUA
As encomendas de bens duráveis à indústria excluindo o setor de transportes cresceram 1,1% em janeiro de 2014 nos Estados Unidos. Foi a maior alta desde maio de 2013, superando as expectativas do mercado, depois de uma queda de 1,9% em dezembro, noticia a agência de notícias Reuters.
Por definição, bens duráveis são produtos industriais com mais de três anos de vida útil, de torradeiras a aviões. Houve aumento nas ordens de computadores, equipamentos eletrônicos e máquinas para a indústria de defesa, e declínio em outras máquinas industriais, equipamentos elétricos e de transportes.
O número de novos pedidos de seguro-desemprego na semana passada subiu acima do esperado, mas essa alta não foi considerada uma tendência no mercado de trabalho. Depois que a nova presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Janet Yellen, atribui a recente fraqueza da economia americana ao rigorosa inverno, o índice amplo da Bolsa de Nova York S&P 500 atingiu novo recorde, fechando em 1.854, com alta de nove pontos.
"Acredito que termos um crescimento de 3,5% neste ano", comentou Jim Paulsen na TV americana especializada em noticiário econômico CNBC, estrategista de investimentos da corretora Wells Capital Management, prevendo que a bolsa continue em alta por algum tempo.
Por definição, bens duráveis são produtos industriais com mais de três anos de vida útil, de torradeiras a aviões. Houve aumento nas ordens de computadores, equipamentos eletrônicos e máquinas para a indústria de defesa, e declínio em outras máquinas industriais, equipamentos elétricos e de transportes.
O número de novos pedidos de seguro-desemprego na semana passada subiu acima do esperado, mas essa alta não foi considerada uma tendência no mercado de trabalho. Depois que a nova presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Janet Yellen, atribui a recente fraqueza da economia americana ao rigorosa inverno, o índice amplo da Bolsa de Nova York S&P 500 atingiu novo recorde, fechando em 1.854, com alta de nove pontos.
"Acredito que termos um crescimento de 3,5% neste ano", comentou Jim Paulsen na TV americana especializada em noticiário econômico CNBC, estrategista de investimentos da corretora Wells Capital Management, prevendo que a bolsa continue em alta por algum tempo.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Venda de casas sobe ao maior nível em 5 anos nos EUA
A venda de casas novas avançou 8,3% em junho em relação a maio e 38,1% na comparação anual, a maior alta desde janeiro de 1992. Isso projeta a venda de 497 mil casas num ano, o maior nível deste segmento do setor habitacional do mercado imobiliário desde maio de 2008, antes do agravamento da crise financeira internacional com a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, em 15 de setembro daquele ano.
Para os economistas, que previam em média a venda de 482 mil unidades habitacionais, os compradores podem ter apressado seus negócios temendo altas nos juros do crédito hipotecário num futuro próximo.
A recuperação do mercado imobliário, onde a crise começou, é essencial para consolidar a recuperação da economia americana, a maior do mundo, que apresentou indicadores positivos hoje também na indústria. O Índice dos Gerentes de Compras do setor manufatureiro medido pela empresa de consultoria Markit subiu de 51,9 em junho para 53,2 em julho. Números acima de 50 sinalizam crescimento.
Em contraste, na China, o índice de gerentes de compras da indústria caiu de 48,2 em junho para 47,7 em julho, o pior resultado em 11 meses. Os indicadores de produção, empregos, novas encomendas e novas ordens de exportação caíram.
Para os economistas, que previam em média a venda de 482 mil unidades habitacionais, os compradores podem ter apressado seus negócios temendo altas nos juros do crédito hipotecário num futuro próximo.
A recuperação do mercado imobliário, onde a crise começou, é essencial para consolidar a recuperação da economia americana, a maior do mundo, que apresentou indicadores positivos hoje também na indústria. O Índice dos Gerentes de Compras do setor manufatureiro medido pela empresa de consultoria Markit subiu de 51,9 em junho para 53,2 em julho. Números acima de 50 sinalizam crescimento.
Em contraste, na China, o índice de gerentes de compras da indústria caiu de 48,2 em junho para 47,7 em julho, o pior resultado em 11 meses. Os indicadores de produção, empregos, novas encomendas e novas ordens de exportação caíram.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Indústria da França cresceu 2,2% em abril
Depois de uma queda de 0,7% em março, a indústria manufatureira da França cresceu 2,6% em abril de 2013. O setor industrial como um todo avançou 2,2%, informou hoje o Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Insee). O Banco da França já prevê um crescimento de 0,1% do produto interno bruto no segundo trimestre deste ano.
Nos últimos três meses, a alta foi de 0,9% em relação ao trimestre anterior, com destaque para materiais de transporte (2%) e eletroeletrônicos, máquinas e produtos de informática (1,5%). Mas, na comparação com os mesmos três meses do ano passado, houve uma queda de 2,3%.
Nos últimos três meses, a alta foi de 0,9% em relação ao trimestre anterior, com destaque para materiais de transporte (2%) e eletroeletrônicos, máquinas e produtos de informática (1,5%). Mas, na comparação com os mesmos três meses do ano passado, houve uma queda de 2,3%.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Ordens de bens duráveis superam previsão nos EUA
Os encomendas de produtos duráveis, com mais de três anos de uso, à indústria dos Estados Unidos cresceram 3,3% em abril de 2013, superando a expectativa dos economistas, que era de apenas 1,5%. É mais um sinal de resistência da recuperação da economia americana, apesar dos cortes nos gastos públicos, da desaceleração na China e persistência da recessão na Europa.
A boa notícia suavizou o declínio da Bolsa de Valores de Nova York, que está hoje no terceiro dia de queda porque o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Ben Bernanke, falou em reduzir o programa de compra de títulos para jogar mais dinheiro em circulação, a indústria chinesa deu sinais de recuo e os juros pagos para financiar a dívida do Japão subiram.
Com os cortes de despesas militares, as vendas de bens de capital do setor de defesa recuaram 5,6%, noticiou a agência Reuters.
A boa notícia suavizou o declínio da Bolsa de Valores de Nova York, que está hoje no terceiro dia de queda porque o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Ben Bernanke, falou em reduzir o programa de compra de títulos para jogar mais dinheiro em circulação, a indústria chinesa deu sinais de recuo e os juros pagos para financiar a dívida do Japão subiram.
Com os cortes de despesas militares, as vendas de bens de capital do setor de defesa recuaram 5,6%, noticiou a agência Reuters.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Índia cresce em ritmo de 5,3% ao ano
Enquanto o Brasil ficou estagnado, com crescimento de apenas 0,6% de julho a setembro de 2012, no mesmo período, a economia da Índia avançou num ritmo de 5,3% em relação ao ano passado, um pouco abaixo dos 5,5% do trimestre anterior.
Na comparação anual, a indústria manufatureira cresceu apenas 0,8% e a agricultura, 1,2%. Altas de 9,4% no setor de serviços e de 6,7% na construção civil contrabalançaram o desempenho fraco dos outros setores.
O Fundo Monetário Internacional prevê expansão de 4,9% neste ano. Em 2013, economistas privados esperam 5,5% e, em 2014, 6% a 6,5%.
"A perspectiva de curto prazo é um desafio, com inflação renitente, crescimento fraco, déficits comercial e orçamentário elevados, e a rúpia se desvalorizando", analisa Jyoti Narasimhan, da empresa IHS Global Insight, citado pelo jornal inglês Financial Times.
Para equilibrar as contas externas, o governo tenta atrair investimentos estrangeiros nos setores de supermercados, centros comerciais e lojas de departamento, mas enfrenta forte resistência dos pequenos comerciantes locais.
Na comparação anual, a indústria manufatureira cresceu apenas 0,8% e a agricultura, 1,2%. Altas de 9,4% no setor de serviços e de 6,7% na construção civil contrabalançaram o desempenho fraco dos outros setores.
O Fundo Monetário Internacional prevê expansão de 4,9% neste ano. Em 2013, economistas privados esperam 5,5% e, em 2014, 6% a 6,5%.
"A perspectiva de curto prazo é um desafio, com inflação renitente, crescimento fraco, déficits comercial e orçamentário elevados, e a rúpia se desvalorizando", analisa Jyoti Narasimhan, da empresa IHS Global Insight, citado pelo jornal inglês Financial Times.
Para equilibrar as contas externas, o governo tenta atrair investimentos estrangeiros nos setores de supermercados, centros comerciais e lojas de departamento, mas enfrenta forte resistência dos pequenos comerciantes locais.
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