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terça-feira, 16 de junho de 2020

China amplia estado de emergência na capital para combater surto da covid-19

A China amplia o estado de emergência na capital. As autoridades acreditam que têm apenas três dias para controlar o novo surto que surgiu no mercado atacadista de Xinfadi, o maior de Beijim. 

Pelo menos 137 pessoas foram infectadas e algumas saíram da cidade. Uma mulher infectada em Beijim e foi para Chengdu, capital da província de Sichuã. Todos os mercados públicos da capital chinesa estão sendo examinados, noticiou o jornal South China Morning Post, de Hong Kong. 

Todos os bairros situados em distritos considerados de médio e alto riscos foram submetidos a um confinamento rigoroso. Os moradores são obrigados a ficar em casa e a fazer exames para ver se estão contaminados. 

Todas as escolas primárias e secundárias passam para educação à distância. As universidades e os locais de entretenimento serão fechados. Os táxis e carros de aluguel foram proibidos de deixar Beijim. 

As atividades produtivas não foram suspensas, mas o governo está incentivando o trabalho em casa. Oito casos importados do exterior foram identificados nas províncias de Xangai, Cantão, Liaoning e na Mongólia Interior. Xangai, a maior cidade chinesa, entrou em estado de alerta. Os 87 mercados públicos da cidade foram examinados.

No mundo inteiro, o total de casos passou de 8 milhões 264 mil, com mais de 446 mil mortes e 4 milhões 321 mil pacientes curados. Mais de 54 mil pessoas, 2 por cento dos casos em tratamento, estão em situação crítica. 

Os Estados Unidos têm mais casos confirmados, 2 milhões 208 mil e 400 e 119 mil mortes, 40 por cento em lares para idosos. O vice-presidente Mike Pence atribui o aumento do número de casos novos ao maior número de testes, mas o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, alerta que a situação pode sair de controle.

Com mais de 37 mil novos casos, o Brasil passou de 900 mil casos confirmados. Houve mais Mil 338 mortes, elevando o total para 45 mil 456 mortes. Oito mil 318 pessoas estão em estado crítico e 477 mil pacientes foram curados.

Na Alemanha, um dos primeiros países europeus a reativar a economia, o índice de infecção passou de 1. Cada 10 pessoas contaminadas transmitiram o vírus para 12, acelerando a propagação da doença. As vendas do comércio no Brasil tiveram a maior queda da história em abril.

As vendas do varejo nos Estados Unidos subiram 17,7 por cento em maio, a maior alta desde que a pesquisa mensal começou, em 1992, depois de uma queda de 14,7 por cento em abril, mas ficaram 6,1 por cento abaixo das vendas de maio do ano passado.

O comércio desabou no Brasil em abril, com queda em todos os setores, com vendas 16,8 por cento menores. No Brasil, só 5 por cento do comércio é via Internet. Mais um milhão de brasileiros perderam o emprego em maio. 

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas prevê que só a Venezuela terá um resultado pior do que o Brasil na América do Sul no biênio 2020-2021. Meu comentário: 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Pelosi rasga discurso mentiroso de Trump

Em tom de campanha eleitoral, o presidente Donald Trump fez ontem o Discurso sobre o Estado da União apresentando seu governo como o melhor da história dos Estados Unidos. Mas mentiu e exagerou como de costume. 

No final, a presidente da Câmara dos Representantes, a deputada democrata Nancy Pelosi, rasgou o discurso enquanto o presidente era aplaudido. Ao chegar, ele recusou o aperto de mão de Pelosi.

Para os padrões de Trump, foi um discurso moderado, lido no teleprompter. Ele tentou se apresentar como um conciliador que governa para todos, mas o tom foi nitidamente partidário e autolaudatório.

Trump destacou os sucessos da economia, seu principal tema na campanha, mas omitiu que o país cresce sem parar desde 2009, no início do governo Barack Obama, e que o mercado de trabalho está em expansão desde 2010, atribuindo-se todas as glórias.

A contribuição de Trump para incentivar a economia foi o corte de impostos, que beneficiou principalmente os mais ricos e aumentou o déficit orçamentário para cerca de US$ 1 trilhão, deixando a conta para as futuras gerações. O dinheiro extra injetado na economia explica os recordes nas bolsas de valores.

O presidente não mentiu quando disse que as taxas de desemprego entre negros e latino-americanos são as menores da história. Mas afirmou que está protegendo quem tem doenças preexistentes nas reformas do sistema de saúde. Na prática, está na Justiça tentando derrubar a reforma de Obama e a garantia sobre doenças preexistentes.

A segurança nacional e a imigração, temas importantes na campanha, também foram exploradas. Trump mentiu mais uma vez ao dizer que quando chegou ao poder a organização terrorista Estado Islâmico controlava um grande território. Já estava acuado, em pleno recuo.

Dois inimigos dos EUA, o líder do Estado Islâmico, Abubaker al-Baghdadi, e o chefe da Força Quods, tropa de elite da Guarda Revolucionária Iraniana, general Kassem Suleimani, foram mortos em ações militares americanas em seu governo, destacou Trump. Foi um dos poucos momentos em que foi aplaudido por republicanos e democratas. Mas um relatório do Departamento da Defesa conclui que a capacidade operacional do Estado Islâmico não diminuiu.

A diplomacia americana não vai tão bem assim. Trump destacou os acordos comerciais com a China e os países da América do Norte, mas a guerra comercial com os chineses prejudicou o crescimento dos EUA e da economia mundial. O novo acordo de livre comércio da América do Norte pouco mudou. A alegação de que vai gerar 100 mil empregos não tem fundamento. É mais uma mentira.

Sob seu governo, declarou o presidente, o direito de portar armas será garantido, assim como a "liberdade religiosa", inclusive o direito de rezar em escolas públicas, antiga reivindicação do eleitorado cristão conservador. Na prática, é uma violação do secularismo do Estado, base da liberdade religiosa.

O aquecimento global, que o governo Trump nega ser causado pelo homem, não foi mencionado, mas, sim, que os EUA são hoje os maiores produtores mundiais de petróleo e gás. Ele omitiu que isto acontece desde 2012, quando Obama estava na Casa Branca.

Na plateia, foram homenageados o radialista ultraconservador Rush Limbaugh, que está com câncer de pulmão avançado, condecorado com a Medalha da Liberdade, veteranos de guerra, os pais de soldados mortos em combate e o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, reconhecido por 52 países como presidente interino do país.

Ao justificar o gesto de rasgar o discurso, a presidente da Câmara descreveu o texto como um "manifesto de inverdades" e sua atitude como "cortês, considerando a alternativa".

Hoje a bancada republicana no Senado deve absolver Trump no julgamento do processo de impeachment das acusações de abuso de poder ao pressionar o presidente da Ucrânia a investigar o filho do ex-vice-presidente Joe Biden e de obstruir as investigações da Câmara sobre o caso.

Apesar do impeachment, a popularidade do presidente aumentou. Na última pesquisa, 49% dos americanos aprovaram sua administração. Com a economia crescendo em ritmo de 2,1% ao ano e o desemprego em 3,5%, Trump tem grandes chances de se reeleger em 3 de novembro.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Macron aproveita trumpismo para ser interlocutor com a China

Diante do nacionalismo protecionista do presidente Donald Trump e das dificuldades da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel em formar um novo governo na Alemanha, o presidente da França, Emmanuel Macron, encerrou hoje uma visita à China onde se apresentou como o principal interlocutor ocidental do ditador Xi Jinping em questões importantes como comércio e combate à mudança do clima.

Durante a visita, Macron tentou falar mandariam, a língua oficial chinesa, prometendo "tornar o planeta grande de novo", deu um cavalo chamado Vesúvio a Xi e esteve na cidade de Xian, primeira capital da China, unificada pelo imperador Chin no fim da Guerra dos Sete Reinos, em 223 antes da Cristo.

Em oposição ao nacionalismo estridente de Trump, Macron e Xi tentaram construir uma agenda comum entre a Europa e a China. Falaram em livre comércio e advertiram para os riscos do protecionismo. Defenderam o multilateralismo e instituições internacionais como as Nações Unidas.

"Tanto o presidente Xi quanto o presidente Macron pensam de maneira diferente da filosofia de Trump 'de tornar os EUA grandes de novo',"comentou Ding Chung, diretor do Centro de Estudos Europeus da Universidade Fudan, em Xangai. "Eles acreditam na abertura e no multilateralismo."

Para o pesquisador Jen-Philippe Béja, da Faculdade de Ciências Políticas de Paris, "Macron tenta representar o Ocidente na China. Ele sabe que há riscos, mas não tenho certeza de que sabe o que é a China de Xi Jinping."

Os críticos alertam que Macron teve muita pressa ao abraçar a China, ignorando, por exemplo, as disputas territoriais com vizinhos e a construção de ilhas artificiais e bases militar no Mar do Sul da China, onde Beijim reivindica a soberania sobre 90%. Os tribunais internacionais não reconhecem a pretensão chinesa.

Macron elogiou o megaprojeto de obras de infra-estrutura para recriar as Rotas da Seda por mar e terra, estimado em US$ 1 trilhão, para ligar a China à Europa, um de seus maiores mercados. De acordo com a imprensa chinesa, a França está pronta para exercer um "papel de liderança". Macron alertou que "não pode ser uma via de mão única" que leve à hegemonia. Conhece o perigo.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Quase 2,5 mil empresas tiram sede central da Catalunha

Desde o plebiscito ilegal de 1º de outubro sobre a independência da região, 2.471 empresas tiraram suas matrizes da Catalunha, revelou hoje o jornal La Vanguardia, de Barcelona, citando como fonte a Agência Tributária.

Sob o impacto do risco gerado pela movimento pela independência, as vendas registradas pelo comércio catalão caíram de 22,4% para 19,6% do total da Espanha. Nos setores de água, energia e construção, a baixa é de 20 pontos percentuais; em finanças e seguros, de 4 pontos.

Só no dia de ontem, mais 30 empresas deixaram a província rebelde.

O governo central espanhol interveio na região, suspendendo temporariamente a autonomia regional, e convocou eleições antecipadas para 21 de dezembro, depois que o Tribunal Constitucional declarou o plebiscito ilegal. Pela Constituição da Espanha de 1978, todo o país deve votar em qualquer plebiscito sobre independência.

Por decisão da Justiça, o ex-governador, o ex-vice-governador e todos os ex-secretários do governo foram presos. O ex-governador Carles Puigdemont e quatro ex-secretários fugiram para a Bélgica, que recebeu um mandado de prisão europeu pedindo sua extradição.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Trump culpa governos dos EUA por déficit comercial com a China

Durante a campanha eleitoral, o candidato Donald Trump acusou a China de manipular o câmbio e cometer o "maior roubo da história". Ameaçou impor tarifas de importação de 45% sobre produtos chineses para reduzir o déficit comercial entre os dois países, que ano passado foi de US$ 347 bilhões.

Hoje, em sua primeira visita oficial à China, o leão encolheu a juba e virou um cordeirinho. Para agradar aos chineses, o atual presidente responsabilizou os governos anteriores dos Estados Unidos, informou a televisão americana CNN.

"Não culpo os chineses", afirmou Trump no Grande Salão do Povo, a sede do Congresso Nacional do Povo, em Beijim,  "Afinal de contas, quem pode culpar um país por levar vantagem sobre outro país para beneficiar seus cidadãos. Dou um grande crédito à China."

A culpa é de seus antecessores: "Na verdade, culpo os governos passados por deixarem este déficit sem controle se estabelecer e crescer. Temos de mudar isso porque é ruim para as empresas e os trabalhadores americanos. É insustentável."

Trump adotou um tom conciliador no momento em que depende da China para tentar desnuclearizar a Coreia do Norte. Na recepção, fez rasgados elogios à China e a seu presidente, Xi Jinping. Autoritário, Trump tem uma empatia com homens-fortes e ditadores, personalidades que concentram grande poder o seduzem.

As duas maiores economias do mundo anunciaram negócios da ordem de US$ 250 bilhões. Muitos estão em projeto. Talvez nunca saiam do papel. Mas os EUA e a China fazem questão de apresentar seu encontro de cúpula como uma reunião dos mestres do Universo.

Com a Europa acossada pelo avanço da extrema direita, a lenta recuperação econômica e a saída do Reino Unido, há o risco de que as grandes decisões internacionais sejam tomadas por um Grupo dos Dois (G-2), os países mais importantes hoje do mundo. De suas boas relações depende a transição hegemônica, com a ascensão da China e o declínio relativo dos EUA e do Ocidente.

Na reunião de cúpula do fórum Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), no Vietnã, próxima escala da viagem de Trump pela região, o presidente deve defender os princípios da liberdade e da democracia na região do Indo-Pacífico.

É o novo conceito geopolítico dos EUA para alistar a Índia na luta contra o autoritarismo que cresce com a ascensão da China.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

EUA cresceram em ritmo de 3% ao ano no segundo trimestre de 2017

A economia dos Estados Unidos avançou num ritmo de 3% ao ano de abril a junho de 2017, acima dos 2,6% do cálculo inicial, indicou a segunda estimativa do produto interno bruto do período divulgada hoje pelo Departamento do Comércio, noticiou a agência Reuters.

A revisão para cima se deveu principalmente a números mais robustos do consumo privado e forte investimento das empresas. No primeiro trimestre, a maior economia do mundo cresceu num ritmo anual de 1,2%.

Os dados mais recentes de comércio e investimentos indicam que a economia mantém o ritmo neste terceiro trimestre. "O impacto do furacão Harvey deve ser pequeno", previu o economista Gus Faucher, da empresa PNC Financial Services.

Com a boa notícia, a Bolsa de Valores de Nova York fechou em alta de 0,12%. O S&P 500 ganhou 0,46% e a bolsa eletrônica Nasdaq, de empresas de alta tecnologia, subiu 1,1% e está a 1% do seu recorde, estabelecido em julho. As previsões de crescimento para o terceiro trimestre vão até 3,4% ao ano.

No setor privado, as empresas abriram 237 mil vagas de emprego do fecharam, estimou hoje a empresa de consultoria ADP, maior processadora de folhas de pagamento dos EUA. Em julho, o saldo foi de 201 mil empregos.

O relatório oficial de emprego do Departamento do Trabalho será publicado na sexta-feita.

sábado, 29 de abril de 2017

Cem dias confirmam improvisação e despreparo de Trump

Nos primeiros cem dias de governo, o magnata imobiliário Donald Trump não cumpriu nenhuma grande promessa de campanha, a não ser eliminar regulamentações ambientais e financeiras do governo Barack Obama e nomear um novo ministro para a Suprema Corte. Trump revelou-se um presidente dos Estados Unidos inseguro e imprevisível, com um governo marcado pela improvisação e pelo despreparo.

Durante a campanha, o bilionário garantiu que com ele tudo seria fácil. O programa de Obama para dar cobertura universal de saúde aos americanos seria substituído por outro muito melhor, com custo menor. Um muro selaria a fronteira com o México. Os imigrantes ilegais seriam expulsos e os muçulmanos barrados. Os acordos comerciais seriam renegociados e os empregos industriais voltariam para os EUA. Os inimigos tremeriam diante do poderio militar americano.

Trump festejou os cem dias com uma entrevista à agência Reuters em que alertou para o risco de um "grande conflito" com a Coreia do Norte, brincando com fogo com um regime comunista paranoico que tem nas armas nucleares sua única garantia de sobrevivência. Até agora, quem falava em guerra era a ditadura stalinista de Pionguiangue, não os presidentes americanos.

"A paciência estratégica dos EUA acabou", advertiu o secretário de Estado, Rex Tillerson, em mais um sinal de que o governo Trump tenta intimidar a ditadura de Kim Jong Un com ameaças de ação militar. Os EUA enviaram porta-aviões e fazem manobras militares conjuntas com a Coreia do Sul. A Coreia do Norte fez um novo teste de míssil, aparentemente fracassado.

Com o aumento de tensão e a imprevisibilidade de Trump, o risco de uma guerra nuclear é o maior desde o fim da Guerra Fria. A China não tem interesse em desestabilizar o regime norte-coreano e usa a crise como carta na manga para negociar com os EUA e desviar a atenção de seu militarismo agressivo no Mar do Sul da China.

A Coreia do Sul também não quer o colapso do Norte. Os dois candidatos favoritos na eleição presidencial de abril querem reatar relações com Pionguiangue e não alimentar a retórica belicista

O presidente festeja amanhã na Pensilvânia, um dos estados do cinturão da ferrugem, uma região desindustrializada sob o impacto da globalização onde o discurso protecionista de Trump seduziu a classe trabalhadora branca que votava no Partido Democrata.

Em 26 de outubro de 2016, em discurso em Gettysburg, na Pensilvânia, local de um pronunciamento histórico de Abraham Lincoln durante a Guerra Civil (1861-65), Trump apresentou seu Contrato com o Eleitor Americano, com mais de 30 itens. Alguns ele prometia realizar no primeiro dia e os outros em cem dias.

Mais de 90% dos eleitores de Trump não estão arrependidos, mas cada vez mais surgem dúvidas, entre eles e nos meios empresariais e financeiros, sobre a capacidade do presidente de cumprir suas promessas. De acordo com levantamento do jornal Los Angeles Times, só quatro promessas foram realizadas.

Uma promessa central da campanha era "repelir e substituir" o programa de saúde de Obama. O presidente da Câmara, deputado Paul Ryan, chegou a apresentar uma proposta que não agradou a ninguém e acabou não sendo colocada em votação. Os democratas a consideraram insuficiente e a direita republicana Obamacare light.

No início do governo, o presidente baixou um decreto discriminando cidadãos de sete países muçulmanos e impedindo a entrada de refugiados por 120 dias. A Justiça declarou o decreto inconstitucional por discriminação religiosa.

Trump apresentou uma segunda versão com seis países, excluindo o Iraque por causa da Batalha de Mossul, onde os EUA apoiam os iraquianos. A Justiça anulou o decreto pelo mesmo motivo.

Nesta semana, outro decreto cortou a ajuda federal às chamadas cidades-refúgio ou santuário, que acolhem refugiados. Mais uma vez, a Justiça barrou a iniciativa, a pedido das cidades de Santa Clara e São Francisco, na Califórnia, que alegaram "prejuízos imediatos e irreparáveis". O governo promete recorrer até a Suprema Corte.

A deportação de imigrantes ilegais é outra prioridade, mas o governo Obama fazia isso ativamente. Há uma expectativa de aumento das deportações no segundo semestre. Até agora, o total está abaixo do mesmo período em 2016.

A construção de um muro na fronteira com o México quase gerou uma crise entre a Casa Branca e o Congresso. Trump queria incluir US$ 2,6 bilhões para iniciar a obra no orçamento suplementar que precisava ser aprovado até este fim de semana para evitar o fechamento das atividades não essenciais do governo federal dos EUA. Diante da oposição dentro do próprio Partido Republicano, recuou.

Como o Partido Republicano domina o Executivo e as duas casas do Legislativo, a crise orçamentária seria mais um absurdo. Em discurso ontem na Associação Nacional do Rifle (NRA), o lobby dos fabricantes de armas, Trump insistiu em tom de campanha que "vamos construir o muro" e "o México vai pagar pelo muro".

Para o eleitorado mais reacionário e canhestro de Trump, o muro é um compromisso inarredável. Mas os fazendeiros e deputados do Texas, um estado tradicionalmente republicano, e empresas instaladas na fronteira sul, são contra. Talvez o muro nunca saia do papel

Na desproteção ao meio ambiente, Trump cumpriu suas promessas. Suspendeu as restrições à produção de carvão, petróleo e óleo de xisto betuminoso. Autorizou projetos de infraestrutura como um oleoduto através de uma reserva dos índios sioux. Cancelou pagamentos a programas das Nações Unidas para mitigar a mudança do clima. E ameaçou retirar os EUA do Acordo de Paris para combater o aquecimento global. A companhia de petróleo Exxon o aconselhou a não abandonar o acordo.

Outra promessa cumprida foi a nomeação de um juiz conservador, Neil Gorsuch, para a Suprema Corte. O Partido Republicano precisou violar as regras não escritas de tramitação de matérias no Senado para acabar com a obstrução do Partido Democrata. Gorsuch foi confirmado, mas a regra do jogo mudou, reduzindo o poder da minoria.

Depois da rápida queda do general Michael Flynn como assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, por causa de negar contatos indevidos com agentes da Rússia, os três adultos, o secretário da Defesa, James Mattis; o secretário de Estado, Rex Tillerson; e o novo assessor de Segurança Nacional, general Herbert McMaster; trouxeram estabilidade ao setor, afastando os populistas mais exaltados, como Flynn e o assessor especial Steve Bannon.

O novo governo aumentou o orçamento de defesa em US$ 54 bilhões para US$ 639 bilhões em 2018. Mas não renegociou o acordo nuclear com o Irã, a conselho de seus assessores mais equilibrados. Em 18 de abril, o secretário Tillerson declarou ao Congresso que a República Islâmica está cumprindo o acordo para congelar seu programa nuclear.

Trump também não reverteu o processo de normalização das relações com Cuba iniciado por Obama nem transferiu a embaixada dos EUA em Israel de Telavive para Jerusalém.

O rei da Jordânia teria convencido o presidente a não mudar a embaixada para evitar uma nova explosão de violência no Oriente Médio. O próprio governo linha-dura de Israel não tem interesse em acirrar os ânimos.

Diante do ataque do governo sírio contra seu próprio povo com armas químicas, Trump cumpriu a ameaça de Obama e bombardeou o aeroporto de onde partiu o ataque com mísseis de cruzeiro Tomahawk. Puniu um ditador sanguinário. Mostrou a decisão que Obama não teve. Mandou um recado a Rússia, China e Irã de que há um novo presidente na Casa Branca disposto a usar a força. Recompôs sua base no Partido Republicano, sempre pronto a usar a força nas relações internacionais. E melhorou sua popularidade.

Ao atacar a Síria, Trump enterrou as chances de uma reaproximação com a Rússia, principal sustentáculo da ditadura de Bachar Assad. Serviu para abafar o escândalo de um suposto conluio com a Rússia durante a campanha eleitoral, mas a investigação continua e o ex-assessor Michael Flynn está cada vez mais implicado por contatos com os russos. Trump acabou adotando a política de Obama de que Assad precisa ser afastado num acordo de paz na Síria.

Na área econômica, o novo presidente retirou os EUA da Parceria Transpacífica, um acordo de 12 países negociado pelo governo Obama para criar uma aliança comercial e regras comuns na região mais dinâmica da economia mundial. Ao tirar os EUA do jogo, Trump faz exatamente o que Obama tentou evitar, que a China, superpotência emergente, ocupe o espaço e imponha suas regras.

Nos últimos dias, o governo Trump ameaçou sair do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), recuou e prometeu ficar se uma renegociação com o Canadá e o México acabar com o que considera condições desfavoráveis aos EUA.

Um memorando interno da Casa Branca revelado pelo jornal inglês Financial Times indica que o governo Trump pretende criar atrito com todos os países que têm saldo positivo no comércio com os EUA, tentando reequilibrar a balança comercial através de negociações com mão pesada, aproveitando o peso da maior economia do mundo.

Com a China, a única potência em condições de contrastar com o poderio americano, o caubói Trump afinou o discurso. Depois de tentar pôr na mesa o status de Taiwan e a política do regime comunista chinês de que só existe uma China, aceitou a exigência de Beijim.

Em busca do apoio chinês para conter o programa nuclear da Coreia do Norte, o governo Trump desistiu de acusar a China de manipular o câmbio para baixar o preço e aumentar a competitividade das exportações. Está sempre disposto a barganhar, mesmo abrindo mão de princípios e promessas.

Ainda não houve anúncios de grandes investimentos em infraestrutura. Trump prometeu US$ 1 trilhão em financiamento público e privado. E a economia não bombou. Cresceu em rimo de apenas 0,7% ao ano no primeiro trimestre de 2017, o menor índice desde o início de 2014.

Depois de se apresentar na campanha como a voz dos que não têm voz, Trump acaba de propor o maior corte de impostos para empresas e grandes fortunas, com benefício pessoal para o presidente e suas companhias. O imposto para pessoas físicas terá três alíquotas, em vez das sete atuais. A alíquota do imposto de renda das empresas vai cair de 35% para 15%.

Quando assumiu  o cargo, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, prometeu que não haveria cortes de impostos líquidos para os ricos porque seriam eliminadas isenções e deduções. Nada disso está previsto na proposta veiculada nesta semana. A previsão é de um rombo colossal nas contas públicas.

O amadorismo de Trump é mais evidente no nepotismo sem precedentes na história recente dos EUA que marca seu governo. A filha, Ivanka Trump, e seu marido, Jared Kushner, sem qualquer experiência política ou administrativa, são assessores especiais da Casa Branca.

Kushner é responsável não só pela reorganização da Casa Branca como é o enviado especial para o processo de paz no Oriente Médio. Na semana passada, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, convidou Ivanka para um evento.

Merkel sabe que no governo Trump políticos como a ex-governadora Nikki Haley, embaixadora dos EUA na ONU, são descartáveis. Os parentes são os assessores estáveis em quem Trump realmente confia. E os conflitos de interesses são inevitáveis. A China autorizou Ivanka a vender seus produtos no país quando seu pai recebia o presidente Xi Jinping na estação de veraneio de Mar-a-Lago, uma propriedade particular de Trump.

Aos 70 anos, Trump confessou a amigos que tem saudades de sua vida de empresário. Entrou na campanha como desafio. Ganhou, mas aparentemente não sabe o que fazer. Exalta o seu governo como o maior da história nos primeiros cem dias. No mesmo período, em 1933, Franklyn Roosevelt lançou o New Deal, o programa social-democrata para combater a Grande Depressão (1929-39).

Perante o festival de mentiras, meias-verdades e declarações da boca para a fora, o corpo diplomático em Washington deixou de tentar interpretar as falas do presidente. Passou a julgá-lo pelos seus atos. Afinal, palavras faladas voam com o vento.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Índia cresceu 7,6% em um ano

Com forte aumento do consumo interno, a Índia cresceu 7,6% no ano fiscal encerrado em 31 de março de 2016. É o avanço mais forte em quatro anos e o maior entre as dez maiores economias do mundo.

No primeiro trimestre do ano, a Índia progrediu num ritmo que projeta uma expansão de 7,9% ao ano. Foi uma aceleração do crescimento em relação ao fim do ano passado, quando a taxa era de 7,2% ao ano. Em 2015, a Índia ultrapassou a China como a grande economia que mais cresce.

O crescimento foi mais forte no setor de serviços, como comércio, finanças e imobiliárias, há muito pilares do desenvolvimento da Índia, hoje a sétima economia do mundo em termos nominais, com produto interno bruto de mais de US$ 2 trilhões.

Com alta de 9,3% no ano fiscal, a indústria de transformação (manufatureira) teve desempenho muito melhor do que os 5,5% do ano fiscal anterior. O investimento externo direto foi de US$ 40 bilhões, um aumento de 29% em comparação como ano fiscal encerrado em 31 de março de 2015.

A agricultura cresceu apenas 1,2%, depois de registrar queda de 0,2% no ano fiscal anterior. Depois de dois anos de seca, o governo indiano espera muita chuva na temporada das monções que está começando para aumentar a produção da agricultura.

terça-feira, 15 de março de 2016

EUA permitem viagens individuais a Cuba

A seis dias da primeira visita de um presidente dos Estados Unidos a Cuba desde 1928, o governo americano anunciou hoje o relaxamento de mais sanções impostas ao regime comunista da ilha. A partir de agora, os cubanos poderão abrir contas em bancos dos EUA e os americanos poderão fazer visitas individuais ao país.

Os cubanos também poderão usar o dólar em transações financeiras, anunciaram os departamentos (ministérios) do Tesouro e do Comércio.

Até agora, os americanos podiam fazer "visitas educacionais" a Cuba em grupos de turismo. Daqui para a frente, poderão fazer "visitas educativas de pessoas a pessoas".

"As medidas tomadas hoje estão baseadas nas ações dos últimos 15 meses", declarou o secretário do Comércio dos EUA, Jacob Lew. "Continuamos a romper barreiras econômicas, dar mais poder ao povo cubano, avançar na liberdade financeira e traçar um novo caminho nas relações entre os EUA e Cuba."

Desde 1962, os EUA impuseram um embargo econômico total ao regime então liderado por Fidel Castro e hoje por seu irmão Raúl. Em dezembro de 2014, os presidentes Barack Obama e Raúl Castro anunciaram simultaneamente o reatamento de relações diplomáticas entre os dois países.

Mas, desde 1992, o embargo é lei aprovada pelo Congresso dos EUA e só pode ser revogado quando houver eleições democráticas na ilha. Com a maioria republicana dominando a Câmara e o Senado, por enquanto isso é impossível.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Indonésia cresceu 5% em 2014

A economia da Indonésia, a maior do Sudeste Asiático, cresceu 5,02,% no ano passado, informou hoje a agência oficial Bandan Pusat Statistik. Sob o peso da desaceleração da economia mundial, foi o menor avanço em cinco anos.

O maior crescimento foi registrado no setor de informática e comunicação, com alta de 10,3%, seguido por serviços financeiros e seguros com 10,2%.

A agricultura, pesca e exploração florestal cresceram 4,18%; a indústria manufatureira, que compete com a China oferecendo custos menores, 4,63%; o setor de energia e água, 5,57%; a construção civil, 6,97%; e o comércio, 4,84%.

Com a quarta maior população do mundo e abundância de recursos naturais, a Indonésia merece muito mais participar do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) do que a África do Sul, incluída pela China para dar a falsa impressão de que está preocupada com o desenvolvimento africano e não apenas em explorar o continente. Também há divergências históricas entre a Indonésia, aliada dos Estados Unidos na Guerra Fria que massacrou as esquerdas em 1965-66, e o regime comunista chinês.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

África pede extensão de comércio preferencial aos EUA

Os dirigentes africanos que participam de 4 a 6 de agosto de 2014, em Washington, da conferência de Cúpula dos Líderes dos Estados Unidos e da África pediram ontem ao presidente Barack Obama a extensão de um programa que isenta certas importações de impostos para entrar no mercado americano.

"Perto de 95% das exportações sul-africanas para os EUA se beneficiam do regime de preferências", observou o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, em reunião na Câmara Americana de Comércio.

A Lei de Oportunidades de Crescimento na África, de 2000, expira em 2015. "Estamos certos de que, ao aprovar uma extensão da lei, os EUA apoiarão a integração, a industrialização e o desenvolvimento da infraestrutura no continente", acrescentou Zuma.

Filho de pai queniano, o presidente Barack Obama afirmou: "Não vejo os povos e países da África como um mundo à parte. Vejo a África como uma parte fundamental do nosso mundo interconectado - um parceiro dos EUA em prol do futuro que todos desejamos para todos os nossos. Esta parceria deve estar baseada na responsabilidade e no respeito mútuos."

Uma das maiores preocupações dos EUA é consolidar sua presença na África diante do rápido avanço dos interesses da China, ávida pelas matérias-primas do continente.

Em seu discurso, Obama observou que o volume de comércio dos EUA com toda a África é equivalente ao comércio do país com o Brasil, de pouco mais de US$ 60 bilhões no ano passado.

Para contrabalançar o impacto da Cúpula EUA-África, o presidente chinês, Xi Jinping, propôs hoje que as duas maiores economias do mundo se associem para desenvolver projetos de infraestrutura no continente africano.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

EUA vendem US$ 10 bilhões em armas ao Oriente Médio

Três importantes aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio - Israel, Arábia Saudita e Emiradores Árabes Unidos - devem fechar acordos nesta semana para comprar armas e equipamentos militares americanos no valor de US$ 10 bilhões, reforçando-se para enfrentar a ameaça do programa nuclear do Irã.

Os negócios são anunciados depois de mais um fracasso nas negociações entre a República Islâmica do Irã e as cinco grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, Rússia, França e Reino Unido) e Alemanha.

Nos últimos meses, o regime fundamentalista iraniano avançou no desenvolvimento e na instalação de novas centrífugas IR-2m, com uma capacidade de enriquecer urânio duas a cinco vezes maior do que as centrífugas IR-1. O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Fereydoon Abassi Davani, declarou que talvez o Irã tenha de enriquecer urânio a um teor superior a 20%.

Para uso em usinas nucleares de produção de energia, basta um teor de 5%. O teor de 20% é usado em reatores de pesquisas médicas. Uma bomba atômica exige teores acima de 90%. A república dos aiatolás aparentemente ainda não chegou lá. Mas a cada novo limite ultrapassado, aumenta o temor no Oriente Médio e no mundo de um Irã com armas nucleares.

Se for atacado militarmente pelos EUA ou Israel, o Irã pode retaliar alvejando os campos de exploração de petróleo dos países vizinhos aliados de Washington. Para se proteger, os EAU estão comprando 26 aviões caças-bombardeiros F-16 Falcão do Deserto e munição teleguiada de precisão a longa distância.

Tanto os Emirados quanto a Arábia Saudita poderiam usar esse tipo de munição para contra-atacar o Irã sem serem detectados pelas defesas antiaéreas iranianas.

Israel vai receber dos EUA aviões capazes de reabastecer seus caças e bombardeiros no ar. Para atacar os Irã, as aeronaves israelenses terão de voar mais de 2,5 mil quilômetros, o que exige reabastecimento no ar. A Força Aérea de Israel tem esse tipo de aparelho. Deve comprar uma quantidade não especificada de KC-135 Stratotankers.

Cada avião-tanque é capaz de reabastecer de quatro e oito aviões de combate. Isso permitiria a Israel usar um número maior de aviões num ataque contra as instalações nucleares iranianas, garantindo a superioridade aérea.

Os EUA também devem vender a Israel mísseis antirradiação ar-terra AGM-88 Harm, mais aptos a destruir as defesas antiaéreas do Irã do que os mísseis AGM-78 de que dispõe atualmente.

Nem todas essas armas garantem o sucesso de bombardeios aéreos para neutralizar o programa nuclear iraniano. Haveria poucas informações de inteligência para identificar os alvos. Alguns, como a instalação nuclear subterrânea de Fordow, onde o Irã estaria enriquecendo urânio a 20%, não seriam destruídos. Para isso, Israel precisaria usar bombas nucleares táticas, capazes de penetrar na rocha e destruir fortalezas subterrâneas. Esta arma não está no pacote, reporta o jornal The New York Times.

Uma ameaça iraniana é fechar o Estreito de Ormuz, na saída do Golfo Pérsico, por onde passam 40% do petróleo exportado no mundo inteiro. Neste caso, os EUA teriam de intervir. Por isso, até agora Washington tenta conter o primeiro-ministro linha-dura israelense, Benjamin Netanyahu, que gostaria de atacar o quanto antes para evitar que o Irã faça a bomba atômica.

O presidente Barack Obama, eleito com a promessa de acabar com as guerras no Afeganistão e no Iraque, reluta em envolver os EUA numa nova guerra no Oriente Médio, mas mantém o "compromisso inabalável" do país com a segurança de Israel. Quer dar mais tempo à diplomacia, que até agora não funcionou. Ao vender armas a vizinhos do Irã, reafirma a possibilidade de uso da força.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Obama propõe agenda para os próximos quatro anos

Ao fazer um balanço da situação atual dos Estados Unidos e apresentar propostas para seu segundo governo, o presidente Barack Obama começou citando John Kennedy para dizer que a Constituição é o instrumento que os partidos têm para chegar a acordos que façam o país progredir. Afirmou que o país, os pacientes e os consumidores estão hoje mais protegidos do que quatro anos atrás, quando chegou à Casa Branca.

"Nos últimos dois anos", afirmou, "os dois partidos trabalharam juntos para cortar o déficit orçamentário em US$ 2,1 trilhões", mas isso é apenas a metade do necessário para equilibrar as contas públicas. O presidente é contra os cortes automáticos previstos em lei se democratas e republicanos não chegarem a um acordo para evitar o chamado "sequestro".

O maior desafio, observou, é retomar a máquina de crescimento da economia americana, a classe média. Ele defendeu aumentos de impostos para os ricos para que o custo do ajuste fiscal não recaia apenas sobre a classe média. "Precisamos de cortes de gastos e aumento da renda".

Em seguida, Obama admitiu que a maior causa do crescimento do déficit público federal dos EUA é o gasto com saúde pública. Ele não vê sentido em manter furos e isenções na lei que permitem que ricos e grandes empresas deixem de pagar impostos enquanto aumentam a pressão da direita conservadora por cortes em saúde pública, educação e benefícios sociais.

Ao falar de uma reforma nos impostos, o presidente propôs que empresas que abrem filiais no exterior paguem mais do que as que operam nos EUA com trabalhadores americanos.

"A maior nação do mundo não pode ficar administrando sua economia de uma crise industrial a outra", argumentou. "Os americanos trabalharam demais para se livrar dos efeitos de uma crise para ver os políticos criarem outra".

Na sua opinião, "a simples redução do déficit não constitui uma política econômica". É preciso criar bons empregos e empresas inovadoras. "Há um ano e meio, propus uma lei de geração de empregos que foi rejeitada. Espero que este Congresso aprove uma".

Para rejeitar a acusação de que está aumentando o tamanho do governo, Obama garantiu que nenhuma das propostas que está fazendo nesta noite vai aumentar o déficit público em um centavo sequer.

Um de seus objetivos é "fazer a próxima revolução industrial aqui" nos EUA. "Para ter os melhores negócios, temos de investir em tecnologia. Não é hora de reduzir os investimentos em ciência e inovação."

Hoje, "nenhuma área promete mais para os EUA do que o setor de energia". O país pode alcançar a autossufiência. Ao mesmo tempo, "precisamos fazer mais para combater a mudança do clima. Os 12 anos mais quentes estiveram entre os últimos 14. Temos mais tempestades, secas, enchentes, furacões e nevadas. Precisamos acreditar na ciência e agir antes que seja tarde demais. Podemos fazer grandes progressos sem comprometer o crescimento econômico".

Se o Congresso não agir, advertiu, "eu o farei", acelerando a transição para uma economia com menos carbono. "No ano passado, a energia eólica representou a metade da nova energia oferecida nos EUA. Enquanto países como a China investirem em energia limpa, devemos fazer o mesmo".

O presidente quer criar um Energy Security Trust para aumentar a eficiência energética, construir edifícios mais econômicos em gasto de energia, além de renovar a infraestrutura, reconstruindo ferrovias e rodovias para gerar empregos.

Como há 70 mil pontes em risco no país, é possível criar um programa de emergência capaz de gerar empresas com o apoio do capital privado. "Temos de provar que não há melhor lugar para fazer negócios do que aqui nos EUA".

Obama anunciou a recuperação do mercado imobiliário, onde começou a crise financeira internacional de 2008. Quer dar a todos os compradores de casa própria o direito de renegociar suas hipotecas pelos juros atuais, que caíram muito com a crise.

"Energia, indústria, infraestrutura, construção civil - tudo isso vai gerar novos empregos, mas precisamos educar e treinar nossa juventude. Hoje desafio os estados a oferecerem uma pré-escola de qualidade a todas as crianças dos EUA", provocou.

"Vamos dar a nossas crianças a chance de começar a vida sem estar atrás. Vamos ter certeza de que nossos alunos saiam do segundo grau qualificados para o trabalho. Na Alemanha, todo estudante do ensino médio recebe uma formação técnica", exortou o presidente.

Mesmo que o segundo grau qualifique, muitos alunos vai chegar à universidade, que está cada vez mais cara. "Quanto mais se estuda, maior é a possibilidade de subir na vida". Obama defende novas regras para que as universidades recebam recursos públicos federais.

Outro ponto importante do projeto de Obama para o segundo mandato é a reforma do sistema de imigração: "Chegou a hora. Uma verdadeira reforma deve fortalecer o controle das fronteiras. Uma verdadeira reforma tem de criar um caminho para os ilegais regularizarem sua situação no país. Uma verdadeira reforma significa mudar as regras para a migração legal, valorizando os que vierem somar para o crescimento de nossa economia. Sabemos o que tem de ser feito. Os dois partidos estão trabalhando nisso. Vamos fazê-lo".

Ontem o Senado aprovou uma lei para proteger as mulheres da violência doméstica. O presidente pediu à Câmara que vote a favor e pagamento igual para homens e mulheres que exercerem as mesmas funções.

Obama também propôs um reajuste do salário mínimo para US$ 9 por hora, alegando que menos do que isso significa miséria para o trabalhador do país mais rico do mundo, e sua indexação: "Vamos ligar o salário mínimo ao aumento do custo de vida. Isso é algo que eu e o governador Mitt Romney combinamos fazer no ano passado", quando ambos faziam campanha para a Casa Branca.

O presidente prometeu ainda reduzir as dívidas federais de municípios em dificuldades financeiras para que eles possam voltar a investir em educação, saúde e segurança. "Famílias fortes, comunidades fortes, EUA mais fortes. Esta sempre foi a fonte de nosso progresso".

No plano internacional, Obama declarou que já retirou 33 mil soldados do Afeganistão, anunciou a saída de mais 34 mil nos próximos 12 meses e o fim da mais longa guerra da História dos EUA no fim de 2014. Ficará uma força mínima para perseguir terroristas.

A rede terrorista Al Caeda não é mais sombra do que era, alegou Obama. Deve ser combatida com ajuda a países onde ela atua e na ação de aliados como a França em sua intervenção militar no Máli, sendo desnecessário enviar dezenas de milhares de soldados americanos ao exterior.

"Nossos desafios não terminam com Al Caeda. Os EUA vão continuar tentando evitar a proliferação das armas mais perigosas", acrescentou advertindo os líderes da Coreia do Norte e do Irã. "Faremos o que for necessário para evitar que tenham armas nucleares".

Ao mesmo tempo, prometeu trabalhar com a Rússia para reduzir os arsenais atômicos das grandes potências.

Outra preocupação séria é a guerra cibernética, a tentativa de roubar segredos militares e econômicos, e até de paralisar o sistema de transmissão de energia dos EUA.

"Queremos criar uma Parceria Transpacífica e hoje estou lançando a proposta de criança de uma zona de livre comércio transatlântica porque é isso que gera prosperidade", anunciou, prometendo ainda fazer um grande esforço com os aliados para superar a miséria e liberar as novas gerações da aids.

Os EUA precisam continuar sendo o centro das transformações. Obama citou o exemplo americano em lugares como Mianmar e ofereceu ajuda à transição para a democracia no Oriente Médio. "O processo será confuso e não podemos ditar o ritmo da mudança em países como o Egito, mas vamos continuar pressionando um regime sírio que ataca seu próprio povo. Também vamos continuar pressionando Israel e os palestinos para que cheguem a uma paz duradoura".

É esta a mensagem que o presidente vai levar em sua primeira visita a Israel no mês que vem.

A fim de manter sua preeminência, os EUA "devem continuar a ter as melhores Forças Armadas do mundo", investindo em novas tecnologias e dando total apoio aos veteranos, o que raramente acontece na prática.

O direito de votar sem ter de esperar horas em filas é importante para a democracia americana, alertou Obama, citando as dificuldades para exercer esse direito em bairros pobres habitados por minorias.

Outro direito fundamental, o direito à vida, levou o presidente a pedir ao Congresso que coloque em votação os projetos para aumentar o controle de armas. Em tom emocional, ele citou várias vítimas de tiroteios para dizer que elas merecem que o assunto seja votado no Capitólio.

Em resposta, o jovem senador republicano Marco Rubio, da Flórida, acusou o presidente de aumentar o déficit, acreditar num governo grande e de prejudicar assim a iniciativa privada. Foi um discurso pobre, fraco, negativo e sem entusiasmo. Rubio sonha em chegar à Casa Branca. Precisa melhor muito.

sábado, 21 de abril de 2012

Espanha e UE retaliam Argentina por estatizar YPF

A Espanha e a União Europeia tomaram medidas ontem para punir a Argentina pela desapropriação da companhia de petróleo YPF (Yacimientos Petrolíferos Fiscales), que era controlada pela empresa espanhola Repsol desde sua privatização no governo Carlos Menem, em 1992.

O governo espanhol parou de comprar biodiesel da Argentina, e o Parlamento Europeu aprovou uma moção para pedir a retirada da Argentina do Sistema Geral de Preferências de Comércio da União Europeia.

Na segunda-feira, 16 de abril de 2012, a presidente Cristina Kirchner anunciou o envio ao Congresso, onde tem o apoio da maioria, de um projeto declarando de interesse público as ações da Repsol para recuperar a "soberania energética" do país.

A Repsol exigiu 8 bilhões de euros (US$ 10,5 bilhões) de indenização. O governo argentino prometeu descontar supostos danos ambientais cometidos pela empresa. Com certeza, o valor será decidido em tribunais.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

China amplia banda de flutuação do iuã

Sob intensa pressão de seus maiores parceiros comerciais - União Europeia, Estados Unidos e Japão - para deixar sua moeda flutuar livremente, a China anunciou hoje a ampliação do limite da margem de flutuação diária do iuã em relação ao dólar de 0,5% para 1%.

Há décadas, a China adota políticas de desvalorização competitiva. Mantém a moeda fraca para melhorar o preço de suas exportações no mercado internacional. Essa foi uma das bases do desenvolvimento chinês das últimas três décadas, o mais extraordinário da história da humanidade, e uma das causas da crise da Ásia, em 1997, que acabou contaminando todos os mercados emergentes, a Rússia e a América Latina, especialmente Brasil e Argentina, mas poupou a China.

Como o anúncio do Banco Popular da China foi feito em inglês, os analistas entendem que o principal alvo foi o mercado internacional, informou a TV pública britânica BBC.

O Tesouro dos EUA elogiou a medida, dizendo que "uma flutuação que permita que o câmbio reflita as forças do mercado pode contribuir para o reequilíbrio da economia mundial, o que seria positivo para a China, os EUA e a economia mundial".

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Dilma quer aprofundar relações com os EUA

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou ontem a seguinte nota sobre os objetivos da visita que a presidente Dilma Rousseff fará a Washington e Boston, nos Estados Unidos, na próxima semana, quando deve se encontrar com o presidente Barack Obama:


A visita da Presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos, dias 9 e 10 de abril, permitirá aprofundar a parceria Brasil-EUA, além de avançar o diálogo bilateral mantido desde a visita do Presidente Barack Obama ao Brasil, em março de 2011.

Figuram com proeminência na agenda do encontro temas relacionados a comércio, investimentos, ciência e tecnologia, inovação, cooperação educacional e energia, além de assuntos da agenda regional e global. 

Em Washington, dia 9, a Presidenta Dilma Rousseff se reunirá com o Presidente Barack Obama, participará do Fórum Brasil-EUA de Altos Empresários (“CEO Forum”) e fará o encerramento do Seminário “Brasil-EUA: Parceria para o Século XXI”.  O Seminário reunirá representação expressiva das comunidades empresarial, acadêmica e governamental dos dois países.

Dia 10 de abril, em Cambridge (Massachusetts), a Presidenta visitará o Massachusetts Institute of Technology (MIT), ocasião em que manterá encontros com a comunidade acadêmica e científica, e a Universidade de Harvard, onde terá encontro com bolsistas brasileiros selecionados pelo programa “Ciência sem Fronteiras”. Em Boston, a Presidenta se encontrará com Governador de Massachusetts, Deval Patrick.

Brasil e EUA possuem vinte e quatro mecanismos bilaterais de diálogo, coordenação e consulta em nível ministerial, três dos quais considerados prioritários: o Diálogo de Parceria Global (MRE/Departamento de Estado); o Diálogo Econômico e Financeiro (Fazenda/Tesouro) e o Diálogo Estratégico sobre Energia (MME/Departamento de Energia).

Os Estados Unidos foram o 2º principal parceiro comercial brasileiro em 2011, após a China. Entre 2007 e 2011, o intercâmbio comercial brasileiro com o país cresceu 37%, passando de US$ 44 bilhões para US$ 60 bilhões. A participação dos Estados Unidos no comércio exterior brasileiro foi de 12,4%, em 2011. Em janeiro e fevereiro de 2012, o intercâmbio comercial com o Brasil aumentou em 20% em relação ao mesmo período de 2011, evoluindo de US$ 7,9 bilhões para US$ 9,5 bilhões. As exportações brasileiras cresceram em 38% e as importações, em 6%, no mesmo período.

Em 2011, o Brasil foi a 6ª maior fonte de visitantes para os EUA (após Canadá, México, Japão, Reino Unido e Alemanha) e os EUA a segunda maior fonte de visitantes para Brasil (atrás apenas da Argentina).

Itamaraty faz coletiva no Twitter sobre Dilma nos EUA

Em mais uma inovação para sintonizar o país com a era da informação, o Ministério das Relações Exteriores realizou uma entrevista coletiva sobre a visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos na próxima semana. Vejam abaixo a transcrição feita pelo Itamaraty:


No contexto dos preparativos da visita da Presidenta da República aos Estados Unidos, o Porta-Voz do Ministério das Relações Exteriores, Embaixador Tovar da Silva Nunes, concedeu entre as 17h e as 18h20 de hoje entrevista coletiva via Twitter.

Seguem abaixo os tweets, que foram publicados por meio do perfil do MRE no Twitter(@MREBRASIL)

* * *

Boa tarde a todos! Sou Tovar Nunes, Porta-Voz do @MREBRASIL. E é um prazer conversar com vocês sobre as relações Brasil-EUA. #DilmaintheUS

Espero que todos vocês estejam gostando da campanha que o @MREBRASIL está fazendo nas mídias sociais para a visita #DilmaintheUS.

Antes de passar às perguntas de vocês, gostaria de conversar sobre o programa tentativo da visita da Presidenta aos EUA. #DilmaintheUS

A Presidenta #Dilma tem chegada prevista em Washington no final da tarde do dia 8, onde fica até a manhã do dia 10. #DilmaintheUS

No dia 9, #Dilma se reunirá com Obama e também se encontrará com empresários brasileiros e americanos. #DilmaintheUS

Ainda no dia 9, a Presidenta #Dilma participará do seminário "Brasil-EUA: Parceria para o Século XXI". #DilmaintheUS

A Presidenta #Dilma deve chegar em Boston na manhã do dia 10. #DilmaintheUS

Em Boston, a Presidenta se reunirá com as duas mulheres que presidem o MIT e a Universidade de Harvard. #DilmaintheUS

No MIT, #Dilma visitará um laboratório de inovação e participará de mesa redonda com a comunidade acadêmica e científica. #DilmaintheUS

Em Harvard, a Presidenta conversará com bolsistas brasileiros beneficiados pelo programa #CiênciasemFronteiras. #DilmaintheUS

Ainda em Harvard, a Presidenta #Dilma proferirá discurso na Kennedy School of Government. #DilmaintheUS

Em Boston, a #Dilma também se reunirá com o Governador de Massachussets. #DilmaintheUS

Agora que já falei um pouco sobre o programa (tentativo) da visita da Presidenta, vamos às perguntas que vocês enviaram. #DilmaintheUS

Alguns de vocês perguntaram sobre o formato protocolar da visita – será uma visita "oficial", não "de Estado". #DilmaintheUS @caioquero @dianario

Por escolha da Presidenta, a visita a Washington terá o mesmo formato da visita do Obama ao Brasil. #DilmaintheUS

A opção pelo protocolo simplificado privilegia o que é realmente importante: a substância da visita. #DilmaintheUS

Recebi uma pergunta de @CFrancisi sobre quem receberá a Presidenta no aeroporto.

A diferença é meramente protocolar, @admtalesmartins. Visita de Estado envolve encontro com representantes dos três Poderes. #DilmaintheUS

Seguindo a praxe, a Presidenta será recebida pelo Embaixador do Brasil nos EUA e por representante do Cerimonial americano. #DilmaintheUS

Um de vocês perguntou como avaliaríamos se a visita da Presidenta aos EUA foi um sucesso ou não. @elisonzogabriel

Queremos manter diálogo em alto nível com os EUA, confirmando a amplitude das parcerias em todas as áreas. #DilmaintheUS

"What is the one thing Brazil wants the most to get out of Pres. Rousseff's trip to the US ?" (@elizondogabriel)

If we had to mention only one, it would be increased cooperation in science, technology and innovation. #DilmaintheUS

Muitos de vocês enviaram perguntas relacionadas à reforma das instituições de governança global. #DilmaintheUS

Nessa visita, queremos reiterar o compromisso comum com a reforma do CSNU, dotando-o de mais legitimidade e eficácia. #DilmaintheUS

Recebi uma pergunta do @jnascim sobre as eleições para a presidência do @WorldBank.

Sobre @WorldBank, o Brasil defende que a escolha do próximo presidente seja feita com base em competência e experiência. #DilmaintheUS

Recebi uma pergunta de @luan_oliveira sobre a cooperação cultural entre Brasil e EUA.

A Embaixada (@BrazilinUSA) e os Consulados apoiam extensa programação voltada à promoção da cultura brasileira nos EUA. #DilmaintheUS

Está prevista assinatura de ato entre o IBRAM e a Smithsonian Institution para treinamento de profissionais na área de museus. #DilmaintheUS

(Foto do Porta-Voz do @MREBRASIL e sua equipe, respondendo ao vivo a perguntas sobre relações Brasil-EUA) http://pic.twitter.com/gOZEDdpo

Energia, em especial biocombustíveis, é um dos temas prioritários da agenda da visita da Presidenta#Dilma aos EUA @peacemakergirl.

Recebi várias perguntas, como de @globopolitica, sobre as negociações para que brasileiros não precisem mais de visto para viajar para os EUA.

Os Governos brasileiro e americano têm trabalhado em conjunto para buscar aproximar ainda mais as duas sociedades. #DilmaintheUS

O cronograma do processo que pode levar à isenção de visto para brasileiros cabe, contudo, aos EUA. #DilmaintheUS

Não podemos nos esquecer que imigração é um assunto que depende da legislação interna de cada país. #DilmaintheUS

Sobre cooperação em educação, o @felippe_ramos perguntou se há algo previsto para estimular aulas por videoconferência.

Essa é uma boa ideia, que merece ser explorada. #DilmaintheUS

A @giulianamorrone pergunta quantos brasileiros são beneficiados pelo #CiênciasemFronteiras em universidades Ivy League.

Dentre os cerca de 800 bolsistas do #CiênciasemFronteiras nos EUA, 31 estudam hoje nas oito universidades que compõem a Ivy League.

Também há bolsistas em outras universidades de renome, como MIT (6), John Hopkins (3), Stanford (2) e NYU (2). #CiênciasemFronteiras

Passemos agora às perguntas sobre as relações econômicas e comerciais, como a enviada por @lena-olin. #DilmaintheUS.

A jornalista @elianeo perguntou se há previsão para assinatura de acordos comerciais e de investimentos na visita #DilmaintheUS.

Estão sendo negociados entendimentos sobre aviação e comunicações. #DilmaintheUS.

Também recebi uma pergunta da @peacemakergirl sobre a questão do suco de laranja.

A questão do zeroing foi resolvida na OMC, com decisão favorável ao Brasil de que os EUA deverão alterar suas leis. #DilmaintheUS

Aliás, os EUA reconhecerão a cachaça como produto tipicamente brasileiro, o que facilitará sua exportação ao país. #DilmaintheUS

O @diariosdebrasilia pergunta sobre o acesso da carne suína brasileira ao mercado americano e sobre a lei agrícola.

A mercado dos EUA já se abriu para a carne suína de SC e negociaremos para que a certificação beneficie também outras áreas do Brasil.

O Brasil acompanha atentamente a discussão da nova lei agrícola nos EUA, que pode impactar as exportações brasileiras. #DilmaintheUS

Recebi uma pergunta do @nelsonfrjobim sobre o "tsunami financeiro".

No final de março, o Brasil promoveu na OMC amplo debate sobre os efeitos dos desalinhamentos cambiais no comércio.

Brasil e EUA assinaram em 2010 um acordo-quadro sobre defesa, @andretonini. Novos acordos estão tramitando.

O Brasil apoia a missão ONU-LEA liderada por Kofi Annan para mediar o conflito na Síria, @midiacrucis.

Os esforços coletivos em prol do desenvolvimento sustentável também serão tema da conversa entre #Dilma e Obama. #DilmaintheUS

Aliás, @marcosibaja, a Presidenta #Dilma vai reiterar o convite para o que Presidente Obama participe da #Rio+20, em junho.

(Foto do Porta-Voz do @MREBRASIL, Embaixador Tovar da Silva Nunes, respondendo ao vivo perguntas sobre #DilmaintheUShttp://pic.twitter.com/ibpo9IRN

Há importante diálogo bilateral sobre DDHH, @conectas. Não está previsto que a questão de Guantánamo seja singularizada na reunião.

O @judsononline pergunta se a Presidenta tratará da questão palestina em sua conversa com o Presidente Obama.

Gostaria de recordar que as legítimas aspirações do povo palestino e a segurança de Israel são preocupações constantes do Brasil.

#CienciasemFronteiras terá continuidade, @raquel_ed.

A experiência mostra que os EUA estão abertos, sim, à transferência de tecnologia, @Cfrancisi.#DilmaintheUS

A hashtag #DilmaintheUS está em inglês para atingir também o público americano por meio da atuação @BrazilinUSA no #Twiitter@diego339.

A crise econômica internacional e coordenação Brasil-EUA no G-20 terão destaque na conversa da entre os Presidentes. #DilmaintheUS

O Brasil respeita a democracia americana e não se pronuncia sobre processos eleitorais internos,@filipematoso.

A posição do Brasil é a de que esta deve ser a última Cúpula das Américas sem Cuba, @dianario.

O acordo para evitar dupla tributação está sendo negociado, @RubemMauro.

Estou respondendo perguntas ao vivo por #Twitter@raquel_ed. Veja a foto emhttp://pic.twitter.com/ibpo9IRN

Nessa visita, queremos reiterar o compromisso comum com a reforma do CSNU, dotando-o de mais legitimidade e eficácia, @OdenirFG

#Dilma presenteará Obama com obras de arte brasileiras, @lilittz#DilmaintheUS

Há diálogo bilateral sobre direitos humanos, @mayra_cf. Não está previsto que a questão de Guantánamo seja singularizada na reunião.

A crise econômica internacional e coordenação Brasil-EUA no G-20 terão destaque na conversa da entre os Presidentes, @alinenobile.

Brasil e EUA têm diálogo sobre governança da internet e defesa cibernética, @CFrancisi.

Aliás, Brasil e EUA defendem a participação do setor privado, da academia e da sociedade civil nas políticas sobre internet, @CFrancisi.

O Brasil quer democratizar e baratear o acesso à internet, @CFrancisi.

Obrigado pela oportunidade de conversar com vocês!

Continuem acompanhando o @MREBRASIL nas mídias sociais. Forte abraço e até a próxima!