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quarta-feira, 28 de abril de 2021

Biden propõe agenda progressista como não se via há décadas

 No primeiro discurso no Congresso como presidente dos Estados Unidos, um dia antes de completar 100 dias na Casa Branca, Joe Biden anunciou planos ambiciosos de US$ 6 trilhões de dólares, incluindo o Plano de Resgate sancionado em 11 e março para modernizar a infraestrutura, gerar empregos, preparar o país para a competição no século 21, realizar a transição para uma economia com menos carvão e petróleo, reduzir à metade a pobreza infantil, oferecer saúde e educação para quem não pode pagar. 

Com a agenda mais ambiciosa e um presidente democrata em décadas, é um verdadeiro enterro do neoliberalismo. O plano é financiar todos estes investimentos com aumentos de impostos para os ricos e as grandes empresas. Meu comentário:

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Trump propõe orçamento com grandes cortes em programa sociais

O governo Donald Trump apresentou hoje uma proposta orçamentária de US$ 4,8 bilhões para o ano fiscal que começa em 1º de novembro. Tem poucas chances de aprovação integral no Congresso, mas revela as intenções do presidente para um segundo mandato a ser disputado nas urnas em 3 de novembro. 

A mensagem é clara: reduz a rede de proteção social do governo federal dos Estados Unidos, A proposta corta programas de bolsas de estudos, habitação popular, alimentação, assistência médica e proteção ambiental. Aumenta os gastos com defesa, segurança nacional e patrulha.

Durante a campanha, Trump banca o herói da classe trabalhadora. Canta vantagem sobre um crescimento econômico e geração de empregos que começaram no início do governo Barack Obama (2009-17). Promete manter a cobertura de saúde para doenças preexistentes enquanto entra na Justiça para acabar com ela.

Ao receber governadores na Casa Branca, o presidente declarou que o orçamento vai fortalecer as Forças Armadas e o arsenal nuclear dos EUA e reduzir o déficit "a zero depois de um período não muito longo". Mais uma inverdade.

Com os cortes de impostos que privilegiaram os ricos e as grandes empresas, Trump aumentou o déficit fiscal dos EUA em US$ 300 bilhões para quase US$ 1 trilhão. Até 2024, a dívida pública deve aumentar em US$ 3,4 bilhões e aí acaba o segundo governo Trump, se ele for reeleito.

Na imaginação do governo atual, o equilíbrio fica em 2035. O Partido Republicano esqueceu a defesa do equilíbrio orçamentário que faz em governos do Partido Democrata. O déficit e a dívida serão heranças malditas para o sucessor.

Trump vai pedir à Câmara dos Representantes, responsável pela aprovação do orçamento, mais dinheiro para as Forças Armadas, a segurança interna e das fronteiras, mais dinheiro para os veteranos de guerra e para a Força Espacial, a mais nova arma do sistema de defesa americano, que será desmembrada da Força Aérea, apesar da oposição dos generais-brigadeiros.

O orçamento de defesa sobe para US$ 740,5 bilhões, dos quais US$ 705,4 bilhões vão para o Departamento da Defesa, 1,1% menos do que os US$ 713 do orçamento anterior. Os outros US$ 35 bilhões vão para projetos de segurança nacional desenvolvidos por outros departamentos e agências do governo americano.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

EUA tiveram saldo de mais 225 mil empregos em janeiro

A maior economia do mundo prossegue em marcha triunfal: cresce sem parar a cada trimestre desde junho de 2009 e cria mais postos de trabalho do que fecha todo mês desde novembro de 2010. No mês passado, o saldo foi de 225 mil vagas, superando a expectativa do mercado, que era de 160 mil empregos. O índice de desemprego subiu de 3,5% para 3,6%, sinal de que há mais gente procurando emprego.

Com a revisão para cima dos dados de novembro e dezembro, nos últimos três meses, a economia dos Estados Unidos criou em média 211 mil empregos a mais do que fechou. Os salários cresceram em média 3,1% ao ano, em comparação com 3% em dezembro. O salário médio subiu 7 centavos para US$ 28,44 por hora.

O desemprego baixo aumenta a procura por bens de valores mais altos, observou Robert Jones, presidente da American Sale, uma loja especializada em produtos para recreação em casa, como piscinas infláveis e trampolins: "Quando a demanda aumenta, você precisa fazer mais, então precisa de mais gente."

Depois de cortar a taxa básica de juros três vezes no ano passado, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a direção do banco central dos EUA, manteve a taxa na reunião da semana passada.

Em janeiro, a indústria manufatureira cortou vagas, mas a construção civil, a saúde, a estocagem e os transportes contrataram mais. No ano passado, o saldo foi de 2,096 milhões de empregos.

De olho na reeleição em 3 de novembro, no Discurso sobre o Estado da União, o presidente Donald Trump reividicou toda a responsabilidade pela recuperação da economia, que começou no governo Barack Obama. Na média mensal, foram criados mais empregos sob Obama.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Fernández assume pedindo unidade e mais prazo para pagar dívida

Ao tomar posse hoje como presidente de uma Argentina profundamente abalada por mais uma crise econômica, o peronista Alberto Fernández fez um apelo à união nacional e pediu mais prazo aos credores para saldar as dívidas do país, alegando não ter condições de fazê-lo sem a retomada do crescimento.

"Venho convocar à unidade de toda a Argentina em prol da construção de um novo contrato social cidadão", declarou o novo presidente no início do discurso de posse, esclarecendo que este contrato social deve ser "fraterno e solidário": "Fraterno porque chegou a hora de abraçar o diferente. Solidário porque nessa emergência social é tempo de começar pelos últimos para depois chegar a todos. Este é o espírito do tempo que hoje inauguramos...para pôr a Argentina de pé."

Para isto, acrescentou, é preciso "recuperar uma série de equilíbrios sociais, econômicos e produtivos que hoje não temos."

Uma prioridade será um programa de combate à fome. "Sem pão, na vida só se padece. Sem pão, não há democracia nem liberdade." Outra será recuperar as economias familiares, as pequenas empresas e as fábricas endividadas.

A inflação de mais de 50% ao ano é a maior desde 1991. O índice de desemprego passa de 10%. É o maior desde 2006. Há mais de 1,2 milhão de jovens que não estudam nem trabalham. O desemprego entre os jovens é de 30%. O dólar passou de 9,60 a 63 pesos nos quatro anos do governo Mauricio Macri. E a economia não para de encolher e 40,8% dos moradores de cidades estão na pobreza.

"Vamos encarar o problema da dívida externa. Não há pagamentos de dívida sustentáveis se o país não cresce, é simples assim. Para poder pagar, é preciso crescer primeiro", discursou Fernández. Durante a campanha, o ministro da Economia, Daniel Martínez, acenou com a expectativa de pedir uma moratória de dois anos para pagar a dívida.

"Buscaremos uma relação construtiva e cooperativa com o FMI (Fundo Monetário Internacional) e com nossos credores. Resolver o problema da dívida insustentável que a Argentina tem hoje não é uma questão de ganhar uma disputa. O país tem vontade de pagar, mas carece de capacidade para fazê-lo. O governo que sai tomou uma enorme dívida sem gerar mais produção para obter os dólares para pagá-la", criticou o novo líder argentino.

Fernández também prometeu uma ação de emergência na saúde pública.

O Índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, terminou o dia em queda de 4,81%.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Venezuela vai receber ajuda humanitária de emergência da ONU

Depois de anos de recusa sob o argumento de que justificaria uma intervenção militar na Venezuela, o ditador Nicolás Maduro pediu ajuda humanitária de emergência às Nações Unidas, como este blog antecipou há 12 dias. 

Uma ajuda inicial de US$ 9,2 milhões para saúde e alimentação foi liberada, mas ficará sob o controle de agências internacionais, noticiou hoje o jornal O Estado de São Paulo. É mais um sinal da falência do chavismo e seu "socialismo do século 21".

Até o mês passado, o regime chavista se recusava a admitir que o país está numa situação de "emergência humanitária", com mais de 80% da população vivendo abaixo da linha de pobreza, com renda mensal abaixo de R$ 180. Não permitia a atuação de agências humanitárias na Venezuela

É uma situação catastrófica. A inflação prevista para este ano deve chegar a 1.800.000%. A depressão reduziu o produto interno bruto em 50% nos últimos cinco anos. O desabastecimento é generalizado. Faltam mais de 80% dos produtos normalmente encontrados nos supermercados, especialmente remédios e alimentos.

Sob ameaça desta crise, a pior de uma economia relativamente desenvolvida da história recente, mais de 4 milhões de pessoas fugiram da Venezuela nos últimos quatro anos. A ajuda da ONU visa também a conter esta crise de refugiados.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai ficar com a maior parte do dinheiro para aplicar em hospitais, no pagamento dos funcionários do setor e na compra de medicamentos. Com a saída de um em cada três médicos, constatada pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), há uma explosão de casos de aids, tuberculose, sarampo e difteria, entre outras doenças.

Com a mortalidade infantil no nível de 40 anos atrás, o Fundo da ONU para a Infância (Unicef) vai receber US$ 2,6 milhões para a "recuperação nutricional de crianças com menos de cinco anos de idade, mulheres grávidas ou que estejam amamentando" e US$ 1,7 milhão serão destinados a outras mulheres a crianças.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

RÚSSIA: 144 milhões de pessoas de 130 povos diferentes

Nono país mais populoso do mundo, com 144 milhões de habitantes, a Rússia abriga 130 povos diferentes, com suas línguas, culturas e tradições próprias. 

A população diminuiu desde o fim da URSS, um componente do declínio econômico. O crescimento populacional é praticamente nulo (-0,02%). Cada mulher tem em média 1,6 filho; 79,5% das mulheres até 50 anos usam métodos anticoncepcionais.
Cerca de 80% são russos étnicos, 3,8% tártaros e 2% ucranianos. A média de idade é 38,8 anos.
A maioria da população se concentra na Rússia Europeia, especialmente na região fértil ao redor da capital, Moscou, segunda maior cidade da Europa, com 12 milhões de habitantes, atrás de Istambul, na Turquia.
Quase 75% dos russos vivem em cidades. As maiores são Moscou e São Petersburgo (5 milhões).

SAÚDE

A expectativa de vida é de 70 anos.
Os gastos com saúde equivalem a 6,2% do PIB. Em 2006, havia 4,3 médicos e 9,7 leitos hospitalares para cada mil habitantes.
Praticamente toda a população urbana e 92% nas zonas rurais têm acesso a água de boa qualidade. A Rússia, o Canadá e o Brasil estão entre os poucos países que não devem sofrer escassez de água no século 21.
Cerca de 70% dos russos vivem em habitações com tratamento de esgotos, 74% nas cidades e 59% no campo; 26,5% são obesos.
O alcoolismo é um problema sério. Um terço dos homens e um sexto das mulheres têm problemas com a bebida.
A incidência do HIV é estimada em 1%. Há 980 mil casos de infecção notificados de HIV/aids na Rússia.

EDUCAÇÃO

Os gastos com educação em 2008 foram de 4,1% do PIB. Cada russo estuda em média 14 anos.
Quase todos (99,7%) os russos são alfabetizados. 
A Rússia é o país que mais forma bacharéis na Europa, cerca de 1,405 milhão por ano, em cerca de 850 instituições de ensino superior. A Universidade de Moscou foi fundada em 1755.

IDIOMAS

Os 130 povos diferentes do país falam 100 línguas distintas. A única língua oficial nacional é o russo, mas as repúblicas e províncias podem oficializar também suas próprias línguas regionais.
Praticamente toda a população fala russo, seguido pelo tártaro com 5,3 milhões (3,7%) e o ucraniano com 1,8 milhão (1,25%).
O russo é uma das seis línguas oficias da ONU, ao lado do árabe, chinês, espanhol, francês e inglês.

RELIGIÃO

De acordo com a Academia de Ciências da Rússia, 79% da população seguem a Igreja Cristã Ortodoxa, mas só 15% a 20% frequentam regularmente a igreja. 
Os muçulmanos são 15 a 20 milhões (10% a 14%). 
Só 7% se declararam ateus.

POLÍTICA

A Rússia é uma república federativa com um parlamento bicameral formado pelo Conselho da Federação, uma espécie de Senado, com 178 cadeiras, e a Duma do Estado, a Câmara, com 450 deputados.
A Federação Russa é formada por 46 províncias, 21 repúblicas, 9 territórios, 5 regiões autônomas, 2 cidades federais e 1 província autônoma, num total de 84 unidades federativas.
O presidente é Vladimir Putin, homem-forte do país desde 2000, eleito em março de 2018 para um quarto mandato não consecutivo. Desde 2012, os mandatos são de seis anos. Uma de suas primeiras medidas, no ano 2000, foi acabar com as eleições para governador, a pretexto de combater tendências separatistas.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Atividade física intensa reduz mortalidade de mulheres idosas

Mais exercícios físicos e de alta intensidade pode levar a uma grande queda na mortalidade de mulheres idosas, concluiu uma nova pesquisa científica divulgada na revista Circulation da Associação Americana do coração, a sociedade de cardiologia dos Estados Unidos.

Estudos anteriores indicam que pessoas ativas fisicamente tem uma taxa de mortalidade 20% a 30% menor do que pessoas sedentárias. A atividade física suave pode ser benéfica diante de outros problemas de saúde não examinadas na pesquisa.

Esta pesquisa, feita de 2011 a 2015, é a primeira realizada com um equipamento vestível chamado acelerômetro triaxial, capaz de medir os movimentos em três planos: para cima e para baixo, da frente para trás e de lado a lado.

"Usamos dispositivos para medir não apenas das atividades físicas de alta intensidade, mas também de baixa intensidade e o comportamento sedentário, que se tornou de grande interesse nos últimos anos", comentou o médico I Min Lee, principal autor do relatório e professor da medicina e epidemiologia na Faculdade de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos EUA.

Mais de 17,7 mil mulheres com idade média de 72 anos usaram o equipamento durante sete dias enquanto estavam acordadas. Foram analisados os dados de 16.741 participantes que usaram o dispositivo pelo menos dez horas por dia durante pelo menos quatro dias. Dois anos e meio depois, 207 mulheres haviam morrido.

Uma atividade física de moderada a intensa como uma caminhada rápida foi associada a um risco de vida 60% a 70% menor em comparação com mulheres sedentárias.

"Os jovens na faixa dos 20 e 30 anos podem participar de atividades intensas e vigorosas como correr ou jogar basquete. Mas, para pessoas de idade, a atividade intensa e vigorosa pode ser impossível, estamos interessados em estudar os benefícios em potencial associados a atividades físicas leves que a maioria dos idosos possa fazer", acrescentou o professor Lee.

Em 2008, a Associação Americana do Coração recomendou pelo menos duas horas e meia de exercícios moderados ou uma hora e 15 minutos por semana de atividade aeróbica vigorosa e intensa, ou uma combinação dos dois, e trabalho de musculação pelo menos duas vezes por semana.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Câmara dos EUA repele programa de saúde do governo Obama

Por 217 a 213, um voto a mais do que o necessário, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos revogou há pouco a Lei de Cobertura de Saúde Acessível, a maior realização de política interna do governo Barack Obama. O projeto segue agora para o Senado, onde deve ser alterado.

Acabar com o programa de Obama para garantir cobertura de saúde a todos os americanos é uma luta de sete anos do Partido Republicano e dos conservadores que não querem financiar a assistência médica aos mais pobres. Era uma questão de honra para o presidente Donald Trump.

A primeira tentativa depois que os republicanos conquistaram a Casa Branca e mantiveram sua maioria nas duas casas do Congresso, de iniciativa do presidente da Câmara, Paul Ryan, não foi à votação por divergências dentro do próprio partido do governo.

Na época, o Escritório de Orçamento do Congresso, bipartidário, advertiu que 24 milhões de pessoas perderiam a cobertura de saúde em dez anos com o Plano Ryan. Desta vez, a votação foi apressada, antes de uma análise técnica da proposta.

O projeto aprovado, a pretexto de reduzir os prêmios do seguro-saúde, acaba com a obrigatoriedade de ter plano de saúde, o que faria pessoas saudáveis financiar a cobertura dos mais doentes, e com a garantia de que ninguém possa ser excluído, ter a cobertura negada, por causa de doenças preexistentes. Esta é a parte mais perversa da proposta recém aprovada.

sábado, 29 de abril de 2017

Cem dias confirmam improvisação e despreparo de Trump

Nos primeiros cem dias de governo, o magnata imobiliário Donald Trump não cumpriu nenhuma grande promessa de campanha, a não ser eliminar regulamentações ambientais e financeiras do governo Barack Obama e nomear um novo ministro para a Suprema Corte. Trump revelou-se um presidente dos Estados Unidos inseguro e imprevisível, com um governo marcado pela improvisação e pelo despreparo.

Durante a campanha, o bilionário garantiu que com ele tudo seria fácil. O programa de Obama para dar cobertura universal de saúde aos americanos seria substituído por outro muito melhor, com custo menor. Um muro selaria a fronteira com o México. Os imigrantes ilegais seriam expulsos e os muçulmanos barrados. Os acordos comerciais seriam renegociados e os empregos industriais voltariam para os EUA. Os inimigos tremeriam diante do poderio militar americano.

Trump festejou os cem dias com uma entrevista à agência Reuters em que alertou para o risco de um "grande conflito" com a Coreia do Norte, brincando com fogo com um regime comunista paranoico que tem nas armas nucleares sua única garantia de sobrevivência. Até agora, quem falava em guerra era a ditadura stalinista de Pionguiangue, não os presidentes americanos.

"A paciência estratégica dos EUA acabou", advertiu o secretário de Estado, Rex Tillerson, em mais um sinal de que o governo Trump tenta intimidar a ditadura de Kim Jong Un com ameaças de ação militar. Os EUA enviaram porta-aviões e fazem manobras militares conjuntas com a Coreia do Sul. A Coreia do Norte fez um novo teste de míssil, aparentemente fracassado.

Com o aumento de tensão e a imprevisibilidade de Trump, o risco de uma guerra nuclear é o maior desde o fim da Guerra Fria. A China não tem interesse em desestabilizar o regime norte-coreano e usa a crise como carta na manga para negociar com os EUA e desviar a atenção de seu militarismo agressivo no Mar do Sul da China.

A Coreia do Sul também não quer o colapso do Norte. Os dois candidatos favoritos na eleição presidencial de abril querem reatar relações com Pionguiangue e não alimentar a retórica belicista

O presidente festeja amanhã na Pensilvânia, um dos estados do cinturão da ferrugem, uma região desindustrializada sob o impacto da globalização onde o discurso protecionista de Trump seduziu a classe trabalhadora branca que votava no Partido Democrata.

Em 26 de outubro de 2016, em discurso em Gettysburg, na Pensilvânia, local de um pronunciamento histórico de Abraham Lincoln durante a Guerra Civil (1861-65), Trump apresentou seu Contrato com o Eleitor Americano, com mais de 30 itens. Alguns ele prometia realizar no primeiro dia e os outros em cem dias.

Mais de 90% dos eleitores de Trump não estão arrependidos, mas cada vez mais surgem dúvidas, entre eles e nos meios empresariais e financeiros, sobre a capacidade do presidente de cumprir suas promessas. De acordo com levantamento do jornal Los Angeles Times, só quatro promessas foram realizadas.

Uma promessa central da campanha era "repelir e substituir" o programa de saúde de Obama. O presidente da Câmara, deputado Paul Ryan, chegou a apresentar uma proposta que não agradou a ninguém e acabou não sendo colocada em votação. Os democratas a consideraram insuficiente e a direita republicana Obamacare light.

No início do governo, o presidente baixou um decreto discriminando cidadãos de sete países muçulmanos e impedindo a entrada de refugiados por 120 dias. A Justiça declarou o decreto inconstitucional por discriminação religiosa.

Trump apresentou uma segunda versão com seis países, excluindo o Iraque por causa da Batalha de Mossul, onde os EUA apoiam os iraquianos. A Justiça anulou o decreto pelo mesmo motivo.

Nesta semana, outro decreto cortou a ajuda federal às chamadas cidades-refúgio ou santuário, que acolhem refugiados. Mais uma vez, a Justiça barrou a iniciativa, a pedido das cidades de Santa Clara e São Francisco, na Califórnia, que alegaram "prejuízos imediatos e irreparáveis". O governo promete recorrer até a Suprema Corte.

A deportação de imigrantes ilegais é outra prioridade, mas o governo Obama fazia isso ativamente. Há uma expectativa de aumento das deportações no segundo semestre. Até agora, o total está abaixo do mesmo período em 2016.

A construção de um muro na fronteira com o México quase gerou uma crise entre a Casa Branca e o Congresso. Trump queria incluir US$ 2,6 bilhões para iniciar a obra no orçamento suplementar que precisava ser aprovado até este fim de semana para evitar o fechamento das atividades não essenciais do governo federal dos EUA. Diante da oposição dentro do próprio Partido Republicano, recuou.

Como o Partido Republicano domina o Executivo e as duas casas do Legislativo, a crise orçamentária seria mais um absurdo. Em discurso ontem na Associação Nacional do Rifle (NRA), o lobby dos fabricantes de armas, Trump insistiu em tom de campanha que "vamos construir o muro" e "o México vai pagar pelo muro".

Para o eleitorado mais reacionário e canhestro de Trump, o muro é um compromisso inarredável. Mas os fazendeiros e deputados do Texas, um estado tradicionalmente republicano, e empresas instaladas na fronteira sul, são contra. Talvez o muro nunca saia do papel

Na desproteção ao meio ambiente, Trump cumpriu suas promessas. Suspendeu as restrições à produção de carvão, petróleo e óleo de xisto betuminoso. Autorizou projetos de infraestrutura como um oleoduto através de uma reserva dos índios sioux. Cancelou pagamentos a programas das Nações Unidas para mitigar a mudança do clima. E ameaçou retirar os EUA do Acordo de Paris para combater o aquecimento global. A companhia de petróleo Exxon o aconselhou a não abandonar o acordo.

Outra promessa cumprida foi a nomeação de um juiz conservador, Neil Gorsuch, para a Suprema Corte. O Partido Republicano precisou violar as regras não escritas de tramitação de matérias no Senado para acabar com a obstrução do Partido Democrata. Gorsuch foi confirmado, mas a regra do jogo mudou, reduzindo o poder da minoria.

Depois da rápida queda do general Michael Flynn como assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, por causa de negar contatos indevidos com agentes da Rússia, os três adultos, o secretário da Defesa, James Mattis; o secretário de Estado, Rex Tillerson; e o novo assessor de Segurança Nacional, general Herbert McMaster; trouxeram estabilidade ao setor, afastando os populistas mais exaltados, como Flynn e o assessor especial Steve Bannon.

O novo governo aumentou o orçamento de defesa em US$ 54 bilhões para US$ 639 bilhões em 2018. Mas não renegociou o acordo nuclear com o Irã, a conselho de seus assessores mais equilibrados. Em 18 de abril, o secretário Tillerson declarou ao Congresso que a República Islâmica está cumprindo o acordo para congelar seu programa nuclear.

Trump também não reverteu o processo de normalização das relações com Cuba iniciado por Obama nem transferiu a embaixada dos EUA em Israel de Telavive para Jerusalém.

O rei da Jordânia teria convencido o presidente a não mudar a embaixada para evitar uma nova explosão de violência no Oriente Médio. O próprio governo linha-dura de Israel não tem interesse em acirrar os ânimos.

Diante do ataque do governo sírio contra seu próprio povo com armas químicas, Trump cumpriu a ameaça de Obama e bombardeou o aeroporto de onde partiu o ataque com mísseis de cruzeiro Tomahawk. Puniu um ditador sanguinário. Mostrou a decisão que Obama não teve. Mandou um recado a Rússia, China e Irã de que há um novo presidente na Casa Branca disposto a usar a força. Recompôs sua base no Partido Republicano, sempre pronto a usar a força nas relações internacionais. E melhorou sua popularidade.

Ao atacar a Síria, Trump enterrou as chances de uma reaproximação com a Rússia, principal sustentáculo da ditadura de Bachar Assad. Serviu para abafar o escândalo de um suposto conluio com a Rússia durante a campanha eleitoral, mas a investigação continua e o ex-assessor Michael Flynn está cada vez mais implicado por contatos com os russos. Trump acabou adotando a política de Obama de que Assad precisa ser afastado num acordo de paz na Síria.

Na área econômica, o novo presidente retirou os EUA da Parceria Transpacífica, um acordo de 12 países negociado pelo governo Obama para criar uma aliança comercial e regras comuns na região mais dinâmica da economia mundial. Ao tirar os EUA do jogo, Trump faz exatamente o que Obama tentou evitar, que a China, superpotência emergente, ocupe o espaço e imponha suas regras.

Nos últimos dias, o governo Trump ameaçou sair do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), recuou e prometeu ficar se uma renegociação com o Canadá e o México acabar com o que considera condições desfavoráveis aos EUA.

Um memorando interno da Casa Branca revelado pelo jornal inglês Financial Times indica que o governo Trump pretende criar atrito com todos os países que têm saldo positivo no comércio com os EUA, tentando reequilibrar a balança comercial através de negociações com mão pesada, aproveitando o peso da maior economia do mundo.

Com a China, a única potência em condições de contrastar com o poderio americano, o caubói Trump afinou o discurso. Depois de tentar pôr na mesa o status de Taiwan e a política do regime comunista chinês de que só existe uma China, aceitou a exigência de Beijim.

Em busca do apoio chinês para conter o programa nuclear da Coreia do Norte, o governo Trump desistiu de acusar a China de manipular o câmbio para baixar o preço e aumentar a competitividade das exportações. Está sempre disposto a barganhar, mesmo abrindo mão de princípios e promessas.

Ainda não houve anúncios de grandes investimentos em infraestrutura. Trump prometeu US$ 1 trilhão em financiamento público e privado. E a economia não bombou. Cresceu em rimo de apenas 0,7% ao ano no primeiro trimestre de 2017, o menor índice desde o início de 2014.

Depois de se apresentar na campanha como a voz dos que não têm voz, Trump acaba de propor o maior corte de impostos para empresas e grandes fortunas, com benefício pessoal para o presidente e suas companhias. O imposto para pessoas físicas terá três alíquotas, em vez das sete atuais. A alíquota do imposto de renda das empresas vai cair de 35% para 15%.

Quando assumiu  o cargo, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, prometeu que não haveria cortes de impostos líquidos para os ricos porque seriam eliminadas isenções e deduções. Nada disso está previsto na proposta veiculada nesta semana. A previsão é de um rombo colossal nas contas públicas.

O amadorismo de Trump é mais evidente no nepotismo sem precedentes na história recente dos EUA que marca seu governo. A filha, Ivanka Trump, e seu marido, Jared Kushner, sem qualquer experiência política ou administrativa, são assessores especiais da Casa Branca.

Kushner é responsável não só pela reorganização da Casa Branca como é o enviado especial para o processo de paz no Oriente Médio. Na semana passada, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, convidou Ivanka para um evento.

Merkel sabe que no governo Trump políticos como a ex-governadora Nikki Haley, embaixadora dos EUA na ONU, são descartáveis. Os parentes são os assessores estáveis em quem Trump realmente confia. E os conflitos de interesses são inevitáveis. A China autorizou Ivanka a vender seus produtos no país quando seu pai recebia o presidente Xi Jinping na estação de veraneio de Mar-a-Lago, uma propriedade particular de Trump.

Aos 70 anos, Trump confessou a amigos que tem saudades de sua vida de empresário. Entrou na campanha como desafio. Ganhou, mas aparentemente não sabe o que fazer. Exalta o seu governo como o maior da história nos primeiros cem dias. No mesmo período, em 1933, Franklyn Roosevelt lançou o New Deal, o programa social-democrata para combater a Grande Depressão (1929-39).

Perante o festival de mentiras, meias-verdades e declarações da boca para a fora, o corpo diplomático em Washington deixou de tentar interpretar as falas do presidente. Passou a julgá-lo pelos seus atos. Afinal, palavras faladas voam com o vento.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Renda familiar média subiu 5,2% em 2015 nos EUA

A renda média anual dos lares americanos aumentou 5,2% no ano passado depois de oito anos consecutivos de queda, para US$ 56,5 mil por ano, revelou hoje o Birô do Censo. O ganho médio foi de US$ 2,8 mil. Mesmo assim, a renda ainda está 1,6% abaixo do nível de 2007, anterior à crise, e 2,4% abaixo do recorde, registrado em 1999.

O avanço de 5,2% em 2016 é o maior desde que a pesquisa começou a ser feita, em 1967. Foi atribuído à queda consistente no desemprego e a aumentos no salário mínimo por estados e municípios.

A alta foi maior para os 20% mais pobres, especialmente para os imigrantes ilegais, com expansão de 10,5% para US$ 45,1 mil, abaixo da renda média dos cidadãos americanos, que ficou em US$ 57,2 mil.

A taxa de pobreza caiu de 14,8% da população em 2014 para 13,5% em 2015. O menor índice foi 11,3% em 2000.

"Os salários e a renda sofreram um grande golpe e só agora estão se recuperando", observou Lawrence Mishel, presidente do Instituto de Política Econômica, um centro de pesquisas de tendência esquerdista com sede em Washington. Ele espera que a renda familiar atinja o pico anterior em 2017.

Menos americanos não têm plano de saúde. Eram 33 milhões em 2014, 10,4% da população. Hoje, são 29 milhões, 9,1% do total. Antes da aprovação do programa de saúde do governo Barack Obama, mais de 40 milhões não tinham cobertura. Os últimos dados indicam que o percentual caiu para 8,6%.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Hillary passa mal e suspende campanha temporariamente

A ex-secretária de Estado Hillary Clinton sentiu-se mal ontem durante a cerimônia em homenagem aos mortos em 11 de setembro de 2001 em Nova York e precisou ser amparada para entrar num carro. Sua campanha revelou que ela foi diagnosticada com pneumonia na sexta-feita. A candidata do Partido Democrata suspendeu a campanha, suscitando dúvidas sobre suas condições para presidir os Estados Unidos.

O quase desmaio de Hillary colocou a saúde dos candidatos no centro da corrida à Casa Branca. A ex-secretária tem 68 anos, enquanto seu adversário do Partido Republicano, o magnata imobiliário Donald Trump, tem 70 anos. O presidente Barack Obama tinha 47 anos quando foi eleito.

Trump, que acusava Hillary de não ter o vigor necessário para presidir os EUA, desta vez preferiu a cautela e desejou melhoras à sua oponente. Ele prometeu divulgar nos próximos dias os resultados de exames médicos.

Hillary ficou de revelar seu boletim médico nesta semana. Foi um péssimo fim de semana para a candidata democrata. Em entrevista, ela chamou a metade dos eleitores de Trump de "uma cesta de deploráveis, sexistas, racistas, homofóbicos, islamofóbicos...",  todos cheios de preconceitos.

A gafe foi comparada à do ex-governador Mitt Romney. Quando enfrentava o presidente Obama na eleição de 2012, Romney disse que 47% dos americanos preferiam o presidente porque dependem de ajuda do Estado. Obama, por sua vez, descreveu o eleitorado branco masculino sem curso superior onde sempre enfrentou resistência como gente assustada que se "apega à religião e se agarra a suas armas".

Numa campanha eleitoral, ataque seus adversários, não seus eleitores. Parece lógico, mas a política às vezes cai na irracionalidade.

sábado, 27 de agosto de 2016

Japão promete ajuda de US$ 30 bilhões à África

Durante a Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento da África, realizada em Nairóbi, no Quênia, o primeiro-ministro Shinzo Abe anunciou hoje uma ajuda de US$ 30 bilhões do Japão ao continente, noticiou a agência Reuters.

Nos próximos três anos, essa quantia será investida em educação, saúde e infraestrutura. A nova ajuda se soma a US$ 32 bilhões prometidos pelo governo japonês em 2013, 67% dos quais já foram desembolsados.

O Japão concorre com a China, que nos últimos anos destinou muito mais dinheiro à África entre investimentos, empréstimos e ajuda direta.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Desemprego aumenta número de mortes por câncer de próstata

Os efeitos negativos de uma crise econômica geralmente são analisados pelos seus impactos econômicos, sociais e psicológicos. Agora, os pesquisadores estão examinando o impacto sobre a saúde. De acordo com um novo estudo, o aumento no desemprego eleva significativamente a mortalidade por câncer da próstata.

É a primeira pesquisa a explorar sistematicamente as consequências do desemprego de 1990 a 2009, especialmente da Grande Recessão de 2008-9, sobre uma doença tratável como o câncer de próstata. Depois de um aumento de um ponto percentual na taxa de desemprego, o efeito permanece por ao menos cinco anos, concluiu o médico Johnathan Watkins, do King's College de Londres.

Nos países industrializados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE), o câncer de próstata é responsável por um sexto das mortes por câncer em homens.

Um dos objetivos da pesquisa foi verificar se os pacientes desempregados não pertenciam a grupos com maior tendência de morrer de câncer na próstata. Aparentemente não. Os cientistas tentaram controlar os outros fatores capazes de contribuir para a morte como situação econômica infraestrutura, recursos dos hospitais e gastos com saúde.

A crise econômica levou vários países a adotar políticas de cortes de gastos públicos e aumentos de impostos, o chamado ajuste fiscal, para equilibrar as contas públicas. Costuma ser associada a uma deterioração da saúde, com aumento no número de suicídios, depressão, maior incidência de doenças infectocontagiosas e alta na mortalidade.

"Há duas conclusões deste estudo", resumiu Watkins. "Primeiro, as políticas de apoio ao emprego podem ter um efeito positivo nas taxas de mortalidade de doenças tratáveis como o câncer na próstata. Segundo, os profissionais de saúde devem estar atentos aos riscos adicionais causados pelo desemprego e facilitar o acesso aos cuidados de saúde para desempregados."

O relatório da pesquisa está disponível na revista científica digital ecancermedicalscience, do Instituto Europeu de Oncologia.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Europa tem primeiro caso de ebola fora da África

Uma auxiliar de enfermagem espanhola é a primeira pessoa diagnosticada na Europa com o vírus ebola da epidemia em curso na África Ocidental, confirmou hoje a ministra da Saúde da Espanha, Ana Mato. A paciente ajudou a cuidar de um padre e de um missionário espanhóis que pegaram a doença em Serra Leoa, na África. Foi a primeira pessoas a pegar a doença fora da época.

Como auxiliar de enfermagem, María Teresa Romero Ramos era encarregada de trocar lençóis e de limpar os quartos. Ela sentiu os primeiros sintomas em 30 de setembro. O primeiro sintoma foi uma febre. Por isso, o diagnóstico de ebola não foi feito no primeiro momento. Quem teve contato com a doente está sendo investigado. Estima-se que sejam cerca de 50 pessoas.

O primeiro caso na Europa acontece no momento em que os Estados Unidos se preocupam que a doença se espalhe lá. Um homem que pegou a doença na África mas teve os primeiros sintomas nos EUA morreu. Cerca de 100 pessoas tiveram algum contato com ele antes dele ser confinado.

Nesta segunda-feira, ao justificar a ajuda e o envio de 3 mil soldados americanos à África, o presidente Barack Obama disse que "é uma alta prioridade da segurança nacional. Não é só caridade. É uma questão da nossa segurança."

Mais de 3,4 mil pessoas morreram na epidemia.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Modi manda ministros não nomearem parentes

Para combater o nepotismo, ao apresentar uma lista de prioridades para os primeiros cem dias do governo, o novo primeiro-ministro da Índia, o nacionalista de direita Narendra Modi, orientou os ministros a não empregarem parentes nem oferecer contratos com parentes e amigos.

O Departamento de Pessoal e Treinamento baixou uma norma na segunda-feira passada para "garantir o cumprimento estrito dos procedimentos" para contratação.

As prioridades de Modi são:
• restabelecer a confiança na burocracia estatal;
• estabelecer um sistema interministerial para resolver problemas multissetoriais;
• reorganizar a máquina pública para orientá-la para as necessidades do cidadão;
• atacar os problemas econômicos, a começar pela inflação;
• reformar os setores de infraestrutura e as regras sobre investimentos;
• acelerar o ritmo de implementação das políticas públicas;
• incorporar a estabilidade e a sustentabilidade nas políticas públicas; e
• priorizar os setores de saúde, educação, água, energia e infraestrutura.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

FDA declara gorduras trans prejudiciais

Pela primeira vez, a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, do inglês Food and Drug Administration), órgão regulador dos Estados Unidos, declarou que as gorduras trans não são adequadas à alimentação humana. A decisão abre caminho para essas substâncias serem proibidas no país.

As gorduras trans são gorduras e óleos hidrogenados para ficarem sólidos, com a consistência de manteiga, um processo industrial usado há um século. Comuns em bolos e doces, aumentam sua vida útil, mantendo-os macios e crocantes por mais tempo. Hoje, são consideradas fator de risco para ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais.

A FDA justificou a decisão alegando agir em defesa da saúde pública. A comissária Margaret Hamburg, porta-voz da agência reguladora, afirmou que uma redução no consumo de gorduras trans pode evitar 7 mil mortes e 20 mil ataques cardíacos por ano nos EUA.

O consumo de óleos e gorduras hidrogenadas nos EUA deste ano está previsto em 220.203 toneladas, bem abaixo das 719.159 toneladas do ano 2000.

sábado, 2 de novembro de 2013

Governos estão perdidos diante dos black blocs

É por causa da atitude dúbia, pusilânime e covarde do ministro Gilberto Carvalho, ao querer dialogar com os black blocs, acobertada por ideólogos petistas com ideias confusas como as do sociólogo André Singer, professor da Universidade de S. Paulo e ex-porta-voz do presidente Lula, na Folha de S. Paulo de hoje, que, sete meses depois que as manifestações de rua começaram, em abril, em Porto Alegre, onde os preços das passagens de ônibus caíram primeiro, as autoridades não sabem separar manifestantes democráticos de violentos.

Se é para dialogar com criminosos, por que não o Marcola e o Fernandinho Beira-Mar?

Ontem, a presidente Dilma Rousseff disse claramente o que são esses mascarados que promovem quebra-quebras: fascistas. Suas palavras precisam se transformar em prisões, processos e punições.

Quem pratica a violência, só aceitável numa sociedade democrática em legítima defesa, deve ser preso, processado e enjaulado. Se a Folha acha que réus que não cometeram crimes violentos, como os do Mensalão, não merecem ir para a cadeia, o mesmo não se pode falar dos black blocs.

A Grécia, por exemplo, se nega a acobertar os crimes da nova extrema direita europeia, no seu caso, o partido Aurora Dourada, que teve vários dirigentes e parlamentares presos por incitar à violência.

É simples. Não precisa mistificar. Todos sabem que o Brasil tem profundos problemas sociais que os governos petistas tangenciaram até agora, exatamente os que a população cobra nas ruas: mais educação, mais saúde, hospitais públicos que funcionem, transporte de massa nas grandes cidades e combate à corrupção.

Sinceramente, em qual desses setores alguém é capaz de apontar avanços sob os governos petistas? Lula chegou a dizer que o SUS funcionava bem. É o mesmo que Dilma dizendo que a miséria acabou. A quem querem enganar? Por quanto tempo?

Quem está fechando os espaços de manifestação pública são justamente os anarquistas de Internet: não têm propostas, não têm ideologia, a não ser um vago anticapitalismo inconsequente que se limita a atacar símbolos do poder, mas ganharam a batalha das ruas, expulsando os manifestantes com reivindicações legítimas.

É lamentável que intelectuais passem a mão na cabeça de quem comete crimes e expulsou os democratas da rua para travar suas batalhas campais com a polícia, extremamente violenta e incompetente. Foram necessários sete meses para o ministro da Justiça e os secretários de Segurança tomarem uma atitude conjunta.

É muita incompetência de alto a baixo, além de incorporar uma visão messiânica, mística e religiosa segundo a qual "a História marcha para o socialismo", embora tudo aponte noutra direção desde a queda do Muro de Berlim.

Em artigo sobre a reeleição de Angela Merkel, lamentando a vitória conservadora na Alemanha, Singer pressupôs há duas semanas que a esquerda tem o monopólio da bondade. Se o objetivo de qualquer governo é promover o bem-estar social, na Ásia, o capitalismo tirou 800 milhões de pessoas da miséria nas últimas décadas, sobretudo na China, na Índia, na Indonésia e no Vietnã.

O que a esquerda latino-americana tem a contrapor? Dezenas de milhões saíram da miséria com programas de transferência de renda que avassalam as pobres sem emancipá-los, ensinando-os a se sustentar com seus próprios meios. A crise econômica causada pela incompetência da esquerda atrasada latino-americana em promover o crescimento econômico ameaça esses logros, que não são conquistas porque não se sustentam.

Se o projeto da esquerda é a emancipação humana, o capitalismo está ganhando a parada.

Basta ver a Venezuela, onde o patético presidente Nicolás Maduro está vendo a imagem de Hugo Chávez se formar por milagre nas paredes do metrô em obras. A idiotia latino-americana não tem limites. É deste lado que os governos petistas se colocaram por opção.

Mais desanimador ainda para a esquerda é a incapacidade do presidente socialista François Hollande de tomar qualquer medida capaz de tirar a França da crise e da decadência. Onde estão as ideias esquerdistas do único país europeu que tentou sair da crise pela esquerda? 

Só uma social-democracia moderada que aceite a economia de mercado, como no governo de Gerhard Schröder, na Alemanha, será capaz de preservar modelo europeu, a chamada economia social de mercado, diante da concorrência dos asiáticos.

Em vez de seguir esse caminho, no Brasil uma esquerda sem rumo sonha numa relação estratégica com a China, na prática uma relação neocolonialista em que vendemos produtos primários e compramos industrializados, bajula ditadores e flerta com o bolivarismo, que está em colapso na Venezuela.

A grande questão da esquerda pós-muro é se a democracia é um valor fundamental ou se é apenas uma etapa para a tomada do poder. Parece-me evidente que o PT e a esquerda latino-americana de modo geral ainda não resolveram esta questão.

terça-feira, 12 de março de 2013

Republicano propõe cortes de US$ 4,6 trilhões

O presidente da Comissão de Orçamento da Câmara, deputado Paul Ryan, candidato derrotado a vice-presidente dos Estados Unidos em novembro passado, apresentou hoje um plano para equilibrar o orçamento federal até 2023 com cortes de gastos de US$ 4,6 trilhões.

A proposta elimina o programa de saúde do governo Barack Obama para garantir cobertura de saúde a todos os americanos e reduz gastos sociais com pobres e estudantes para evitar a diminuição das despesas militares.

Na prática, Ryan reproduziu o plano lançado no ano passado, projetando um aumento maior na arrecadação de impostos, de US$ 3,2 trilhões em dez anos, com base em cálculos do Escritório de Orçamento do Congresso, informa o jornal The Washington Post.

Os maiores cortes, de US$ 2,7 trilhões, recairiam sobre o setor de saúde. Atinge os programas para os idosos (Medicare) e para os pobres (Medicaid), e acaba com a reforma de Obama para oferecer cobertura universal aos americanos.

Ryan quer cortar mais US$ 1 trilhão em subsídios agrícolas, cupons de alimentação, empréstimo estudantil e pensões de funcionários públicos federais. Ele pretende reduzir a orçamento das agências governamentais em mais US$ 250 bilhões. Vai além dos cortes automáticos que entraram em vigor em 1º de março por causa do desacordo entre o governo e a oposição, que domina a Câmara, responsável pela aprovação do orçamento.

Como segurança nacional é uma prioridade para os republicanos embora o país não tenha inimigos, o Departamento da Defesa, o Pentágono, recebe de volta os US$ 500 bilhões. Outros US$ 700 bilhões seriam poupados pela redução da dívida pública federal dos EUA, que se aproxima de US$ 16,7 trilhões.

A Casa Branca criticou a proposta como a "maneira errada" de reduzir o déficit público federal, alegando que reduzir gastos públicos sem aumentar impostos para os ricos vai colocar o peso do ajuste fiscal sobre a classe média.

Nem a proposta republicana nem a contraproposta a ser apresentada pela maioria democrata no Senado deve ser aprovada. Mas em algum momento os dois grandes partidos dos EUA terão de se entender e chegar a um meio termo. O Plano Ryan será uma das bases desta negociação. A Casa Branca deve apresentar sua proposta em abril, noticia o jornal The Wall St. Journal.

domingo, 16 de setembro de 2012

Medicare dá voto a Obama entre idosos

A proposta do candidato a vice-presidente pelo Partido Republicano, Paul Ryan, para reformar o programa de saúde para idosos do governo dos Estados Unidos, transformando-o num sistema de vouchers, está ajudando a campanha à reeleição do presidente Barack Obama.

Ryan é um falcão fiscal. Sua prioridade máxima é equilibrar o orçamento, hoje com déficit anual de US$ 1,1 trilhão.

Um dos estados-chaves para a vitória em 6 de novembro de 2012 é a Flórida, onde é grande a população de idosos atraídos pelo clima mais ameno. Lá, a questão da saúde pode ser decisiva, informa o jornal The New York Times.

terça-feira, 17 de julho de 2012

GSK compra Human Genome Sciences por US$ 3 bilhões

LONDRES - Depois de três meses de uma tentativa de compra hostil, a empresa farmacêutica britânica Glaxo SmithKline aumentou a proposta e comprou hoje sua parceira de longa data Human Genome Sciences, companhia que ajudou no mapeamento do código genético da espécie humana há dez anos, por US$ 3 bilhões.

Em abril, a GSK tinha oferecido US$ 2,6 bilhões, preço considerado inadequado pela Human Genome. Com a transação, a GSK vai assumir o controle total de vários medicamentos que estavam sendo desenvolvidos em conjunto, informa a agência Reuters.