Uma equipe da Universidade de Telavive, em Israel, criou um coração com uma impressora em três dimensões usando células e material biológico de um paciente. Até agora, só tinha sido possível imprimir tecidos sem vasos sanguíneos, noticiou o jornal The Times of Israel.
"É a primeira vez que alguém conseguiu engenhar e imprimir um coração inteiro, com células, vasos sanguíneos, aurículas e ventrículos", declarou o professor Tal Dvir, da Escola de Biologia Celular Molecular e de Biotecnologia, do Departamento de Engenharia e Ciência dos Materiais do Centro de Nanociência e Nanotecnologia, e do centro Sagol para Biotecnologia Regenerativa, que chefiou a pesquisa.
Ele trabalhou com o professor Assaf Shapira, da Faculdade de Ciências da Vida da Universidade de Telavive, e com o doutorando Nadav Moor. A pesquisa foi publicada na revista científica Advanced Science.
O coração impresso tem o tamanho de um coração de coelho, mas os pesquisadores acreditam que será possível produzir um coração humano com a mesma tecnologia. A esperança é que "dentro de 10 anos haja impressoras de órgãos nos melhores hospitais do mundo e que estes procedimentos possam ser realizados rotineiramente", acrescentou o professor Dvir.
As doenças cardíacas são a maior causa de mortes nos Estados Unidos. Em Israel, são a segunda maior causa de mortes, depois do câncer. Em 2013, os problemas do coração foram responsáveis por 16% das mortes em Israel.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 15 de abril de 2019
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Atividade física intensa reduz mortalidade de mulheres idosas
Mais exercícios físicos e de alta intensidade pode levar a uma grande queda na mortalidade de mulheres idosas, concluiu uma nova pesquisa científica divulgada na revista Circulation da Associação Americana do coração, a sociedade de cardiologia dos Estados Unidos.
Estudos anteriores indicam que pessoas ativas fisicamente tem uma taxa de mortalidade 20% a 30% menor do que pessoas sedentárias. A atividade física suave pode ser benéfica diante de outros problemas de saúde não examinadas na pesquisa.
Esta pesquisa, feita de 2011 a 2015, é a primeira realizada com um equipamento vestível chamado acelerômetro triaxial, capaz de medir os movimentos em três planos: para cima e para baixo, da frente para trás e de lado a lado.
"Usamos dispositivos para medir não apenas das atividades físicas de alta intensidade, mas também de baixa intensidade e o comportamento sedentário, que se tornou de grande interesse nos últimos anos", comentou o médico I Min Lee, principal autor do relatório e professor da medicina e epidemiologia na Faculdade de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos EUA.
Mais de 17,7 mil mulheres com idade média de 72 anos usaram o equipamento durante sete dias enquanto estavam acordadas. Foram analisados os dados de 16.741 participantes que usaram o dispositivo pelo menos dez horas por dia durante pelo menos quatro dias. Dois anos e meio depois, 207 mulheres haviam morrido.
Uma atividade física de moderada a intensa como uma caminhada rápida foi associada a um risco de vida 60% a 70% menor em comparação com mulheres sedentárias.
"Os jovens na faixa dos 20 e 30 anos podem participar de atividades intensas e vigorosas como correr ou jogar basquete. Mas, para pessoas de idade, a atividade intensa e vigorosa pode ser impossível, estamos interessados em estudar os benefícios em potencial associados a atividades físicas leves que a maioria dos idosos possa fazer", acrescentou o professor Lee.
Em 2008, a Associação Americana do Coração recomendou pelo menos duas horas e meia de exercícios moderados ou uma hora e 15 minutos por semana de atividade aeróbica vigorosa e intensa, ou uma combinação dos dois, e trabalho de musculação pelo menos duas vezes por semana.
Estudos anteriores indicam que pessoas ativas fisicamente tem uma taxa de mortalidade 20% a 30% menor do que pessoas sedentárias. A atividade física suave pode ser benéfica diante de outros problemas de saúde não examinadas na pesquisa.
Esta pesquisa, feita de 2011 a 2015, é a primeira realizada com um equipamento vestível chamado acelerômetro triaxial, capaz de medir os movimentos em três planos: para cima e para baixo, da frente para trás e de lado a lado.
"Usamos dispositivos para medir não apenas das atividades físicas de alta intensidade, mas também de baixa intensidade e o comportamento sedentário, que se tornou de grande interesse nos últimos anos", comentou o médico I Min Lee, principal autor do relatório e professor da medicina e epidemiologia na Faculdade de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos EUA.
Mais de 17,7 mil mulheres com idade média de 72 anos usaram o equipamento durante sete dias enquanto estavam acordadas. Foram analisados os dados de 16.741 participantes que usaram o dispositivo pelo menos dez horas por dia durante pelo menos quatro dias. Dois anos e meio depois, 207 mulheres haviam morrido.
Uma atividade física de moderada a intensa como uma caminhada rápida foi associada a um risco de vida 60% a 70% menor em comparação com mulheres sedentárias.
"Os jovens na faixa dos 20 e 30 anos podem participar de atividades intensas e vigorosas como correr ou jogar basquete. Mas, para pessoas de idade, a atividade intensa e vigorosa pode ser impossível, estamos interessados em estudar os benefícios em potencial associados a atividades físicas leves que a maioria dos idosos possa fazer", acrescentou o professor Lee.
Em 2008, a Associação Americana do Coração recomendou pelo menos duas horas e meia de exercícios moderados ou uma hora e 15 minutos por semana de atividade aeróbica vigorosa e intensa, ou uma combinação dos dois, e trabalho de musculação pelo menos duas vezes por semana.
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quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Correr maratona pode fazer mal ao coração
Exercícios puxados e extenuantes como correr maratonas podem causar danos ao músculo cardíaco, especialmente em amadores que podem estar fora de forma ou não se preparar corretamente para uma prova de longa distância. A conclusão, de pesquisadores do Instituto Universitário de Cardiologia e Pneumologia de Quebec, foi publicada na edição de outubro da revista acadêmica Canadian Journal of Cardiology.
Uma das constatações do estudo financiado pela Fundação Instituto do Coração de Quebec e a Fundação do Coração do Canadá é que "as alterações no músculo cardíaco são maiores nos corredores fora de forma e menos preparados", revelou o professor Eric Larosa, que assina o artigo. Foram examinados 20 corredores de 18 a 60 anos que participaram da Maratona de Quebec.
"Embora tenhamos observados danos transitórios e não permanentes, as descobertas sugerem que há um nível mínimo de condicionamento físico para que o coração volte logo ao normal depois de treinamentos e corridas extenuantes", acrescentou o médico, destacando a necessidade de uma preparação adequada para correr uma prova de 42,195 km como a maratona.
Uma das constatações do estudo financiado pela Fundação Instituto do Coração de Quebec e a Fundação do Coração do Canadá é que "as alterações no músculo cardíaco são maiores nos corredores fora de forma e menos preparados", revelou o professor Eric Larosa, que assina o artigo. Foram examinados 20 corredores de 18 a 60 anos que participaram da Maratona de Quebec.
"Embora tenhamos observados danos transitórios e não permanentes, as descobertas sugerem que há um nível mínimo de condicionamento físico para que o coração volte logo ao normal depois de treinamentos e corridas extenuantes", acrescentou o médico, destacando a necessidade de uma preparação adequada para correr uma prova de 42,195 km como a maratona.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Má alimentação e falta de exercício prejudicam coração
A falta de exercício físico e os maus hábitos alimentares impedem uma redução maior nos ataques e nas doenças cardíacas nos Estados Unidos, admite com certa dose de frustração a Associação Americana do Coração. No seu último relatório, a sociedade de cardiologia dos EUA prevê uma diminuição de apenas 6% dos casos até 2020 se for mantido o comportamento atual.
Apesar dos progressos na luta contra o fumo e no controles dos níveis de colesterol e da pressão arterial, a obesidade e o diabetes estão aumentando. Os médicos advertem que estes problemas precisam ser atacados para que a mortalidade por ataques cardíacos caía 20% até 2020, a grande meta da associação.
Aqui, no Brasil, a obesidade já é um problema de saúde pública maior do que a subnutrição. Uma alimentação saudável poupa vidas, melhora a vida e ajuda a economizar recursos importantes.
Apesar dos progressos na luta contra o fumo e no controles dos níveis de colesterol e da pressão arterial, a obesidade e o diabetes estão aumentando. Os médicos advertem que estes problemas precisam ser atacados para que a mortalidade por ataques cardíacos caía 20% até 2020, a grande meta da associação.
Aqui, no Brasil, a obesidade já é um problema de saúde pública maior do que a subnutrição. Uma alimentação saudável poupa vidas, melhora a vida e ajuda a economizar recursos importantes.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Drogas anticolesterol evitam 27% dos ataques cardíacos
Uma pesquisa da Universidade de Glasgow, na Escócia, mostra que o uso de medicamentos anticolesterol reduz em mais de um quarto o número de ataques do coração.
Depois de 15 anos, os pesquisadores concluíram que pacientes tratados com estatinas durante cinco anos sofreram 27% menos ataques cardíacos. Aparentemente o efeito protetor persiste mesmo após os pacientes pararem de tomar o medicamento.
"Acreditamos que este benefício significativo se deve à estabilização da doença coronariana e de uma redução no progresso da ciência", declarou o professor Ian Ford. "O efeito positivo parece ter persistido por 10 anos e dar uma proteção adicional para quem tomou estatina pela vida inteira".
Depois de 15 anos, os pesquisadores concluíram que pacientes tratados com estatinas durante cinco anos sofreram 27% menos ataques cardíacos. Aparentemente o efeito protetor persiste mesmo após os pacientes pararem de tomar o medicamento.
"Acreditamos que este benefício significativo se deve à estabilização da doença coronariana e de uma redução no progresso da ciência", declarou o professor Ian Ford. "O efeito positivo parece ter persistido por 10 anos e dar uma proteção adicional para quem tomou estatina pela vida inteira".
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