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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Cientistas de Israel imprimem coração usando células de paciente

Uma equipe da Universidade de Telavive, em Israel, criou um coração com uma impressora em três dimensões usando células e material biológico de um paciente. Até agora, só tinha sido possível imprimir tecidos sem vasos sanguíneos, noticiou o jornal The Times of Israel.

"É a primeira vez que alguém conseguiu engenhar e imprimir um coração inteiro, com células, vasos sanguíneos, aurículas e ventrículos", declarou o professor Tal Dvir, da Escola de Biologia Celular Molecular e de Biotecnologia, do Departamento de Engenharia e Ciência dos Materiais do Centro de Nanociência e Nanotecnologia, e do centro Sagol para Biotecnologia Regenerativa, que chefiou a pesquisa.

Ele trabalhou com o professor Assaf Shapira, da Faculdade de Ciências da Vida da Universidade de Telavive, e com o doutorando Nadav Moor. A pesquisa foi publicada na revista científica Advanced Science.

O coração impresso tem o tamanho de um coração de coelho, mas os pesquisadores acreditam que será possível produzir um coração humano com a mesma tecnologia. A esperança é que "dentro de 10 anos haja impressoras de órgãos nos melhores hospitais do mundo e que estes procedimentos possam ser realizados rotineiramente", acrescentou o professor Dvir.

As doenças cardíacas são a maior causa de mortes nos Estados Unidos. Em Israel, são a segunda maior causa de mortes, depois do câncer. Em 2013, os problemas do coração foram responsáveis por 16% das mortes em Israel.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Correr maratona pode fazer mal ao coração

Exercícios puxados e extenuantes como correr maratonas podem causar danos ao músculo cardíaco, especialmente em amadores que podem estar fora de forma ou não se preparar corretamente para uma prova de longa distância. A conclusão, de pesquisadores do Instituto Universitário de Cardiologia e Pneumologia de Quebec, foi publicada na edição de outubro da revista acadêmica Canadian Journal of Cardiology.

Uma das constatações do estudo financiado pela Fundação Instituto do Coração de Quebec e a Fundação do Coração do Canadá é que "as alterações no músculo cardíaco são maiores nos corredores fora de forma e menos preparados", revelou o professor Eric Larosa, que assina o artigo. Foram examinados 20 corredores de 18 a 60 anos que participaram da Maratona de Quebec.

"Embora tenhamos observados danos transitórios e não permanentes, as descobertas sugerem que há um nível mínimo de condicionamento físico para que o coração volte logo ao normal depois de treinamentos e corridas extenuantes", acrescentou o médico, destacando a necessidade de uma preparação adequada para correr uma prova de 42,195 km como a maratona.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Má alimentação e falta de exercício prejudicam coração

A falta de exercício físico e os maus hábitos alimentares impedem uma redução maior nos ataques e nas doenças cardíacas nos Estados Unidos, admite com certa dose de frustração a Associação Americana do Coração. No seu último relatório, a sociedade de cardiologia dos EUA prevê uma diminuição de apenas 6% dos casos até 2020 se for mantido o comportamento atual.

Apesar dos progressos na luta contra o fumo e no controles dos níveis de colesterol e da pressão arterial, a obesidade e o diabetes estão aumentando. Os médicos advertem que estes problemas precisam ser atacados para que a mortalidade por ataques cardíacos caía 20% até 2020, a grande meta da associação.

Aqui, no Brasil, a obesidade já é um problema de saúde pública maior do que a subnutrição. Uma alimentação saudável poupa vidas, melhora a vida e ajuda a economizar recursos importantes.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Dieta mediterrânea reduz risco cardíaco

Uma dieta no estilo dos países europeus do Mar Mediterrâneo, baseada em pescado, grãos, frutas, legumes, hortaliças, azeite de oliva e consumo moderado de bebidas alcoólicas, reduz as chances de ataque cardíaco, derrames, tromboses e outros acidentes vasculares, confirma uma nova pesquisa realizada com moradores de Nova York.

Durante nove anos, a equipe do professor Clinton Wright, da Universidade de Miami, acompanhou os hábitos alimentares de 2,5 mil residentes do Norte da Ilha de Manhattan, uma região onde 63% são hispânicos, 20% negros e 15% brancos. Negros e hispânicos têm alta incidência de problemas cardiovasculares e não havia informações suficientes a respeito.

Mais de 300 pessoas morreram durante a pesquisa. Quem adotou a dieta mediterrânea teve o risco cardíaco reduzido em 9%.

As conclusões foram relatadas na publicação American Journal of Clinical Nutrition, citado pela agência de notícias Reuters.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Crises bancárias causam ataques cardíacos

Milhares de pessoas podem morrer do coração se a atual crise financeira nos países ricos provocar falências de bancos, alerta um estudo da Universidade de Cambridge, a mais prestigiada da Grã-Bretanha. Os mais velhos correm maior risco.

Se falências como do banco Northern Rock se repetirem, o total de mortes pode ser dez vezes maior do que o de soldados britânicos mortos no Iraque.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Drogas anticolesterol evitam 27% dos ataques cardíacos

Uma pesquisa da Universidade de Glasgow, na Escócia, mostra que o uso de medicamentos anticolesterol reduz em mais de um quarto o número de ataques do coração.

Depois de 15 anos, os pesquisadores concluíram que pacientes tratados com estatinas durante cinco anos sofreram 27% menos ataques cardíacos. Aparentemente o efeito protetor persiste mesmo após os pacientes pararem de tomar o medicamento.

"Acreditamos que este benefício significativo se deve à estabilização da doença coronariana e de uma redução no progresso da ciência", declarou o professor Ian Ford. "O efeito positivo parece ter persistido por 10 anos e dar uma proteção adicional para quem tomou estatina pela vida inteira".

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Nova Iorque proíbe gordura trans

O Comitê de Saúde de Nova Iorque quer tornar a cidade a primeira nos Estados Unidos a proibir o uso de gordura trans artificial nos restaurantes, que terão de procurar novos óleo para fritura e outros ingredientes.

As gorduras trans, usadas como subsbstitutas para gorduras saturadas em comidas assadas no forno, molhos para saladas e margarinas, entre outras comidas, aumentam o risco de doenças do coração ao elevar a taxa do colesterol ruim e baixar a taxa do bom ao mesmo tempo.

O comitê aprovou ainda outra medida - também pioneira nos EUA -, obrigando alguns restaurantes, especialmente as lanchonetes, a mostrar com destaque a quantidade de calorias de cada prato do cardápio no próprio cardápio ou perto das caixas registradoras.