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quinta-feira, 11 de julho de 2013

EUA separam bancos comerciais e de investimentos

Um grupo bipartidário do Congresso dos Estados Unidos vai propor a separação dos bancos comerciais dos bancos de investimentos, criando uma nova lei como a Lei Glass-Steagall, de 1933, que separou essas atividades.

A lei foi revogada em 1999. Alguns analistas atribuem a crise financeira de 2008 ao relaxamento dessa regulamentação do setor.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Chipre fecha acordo com Eurozona para salvar bancos

Depois de 12 horas de negociações tensas, os ministros das Finanças da Zona do Euro e o governo do Chipre chegaram a um acordo na madrugada de hoje para salvar o sistema financeiro da ilha, que está à beira do colapso, com um empréstimo de emergência de 10 bilhões de euros. O governo cipriota terá de levantar 5,8 bilhões como sua contribuição para o resgate.

"Todos os depósitos até 100 mil euros estão garantidos" e não serão submetidos a impostos ou confiscos, assegurou a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, ao explicar os termos do acordo. "O saneamento financeiro vai se concentrar em dois bancos". Quem tiver dinheiro não segurado nestes dois bancos estará sujeito a perdas.

Com o acordo, o Banco Central Europeu vai manter sua linhas de crédito de emergência para os bancos cipriotas, que seriam suspensas nesta segunda-feira no caso contrário, levando Chipre à falência.

Os bancos cipriotas reabrem amanhã depois de dez dias de feriados bancários. Para evitar uma corrida bancária os saques em caixas automáticos estão limitados a cem euros

Durante as negociações, o presidente Nicos Anatasiades ameaçou retirar o país da união monetária europeia, para tentar proteger os grandes depositantes. Não conseguiu.

Cerca de 4,2 bilhões de euros de depósitos não segurados do Banco Laiki, o segundo maior do Chipre e o mais problemático, que será fechado, serão transferidos para um "banco ruim". Isso significa que podem ser considerados perdidos. Os ativos bons serão transferidos para o Banco do Chipre.

A última exigência do governo cipriota foi a sobrevivência do Banco do Chipre, o maior do país, mas o dinheiro do empréstimo de emergência não poderá ser usado para salvá-lo.

O governo vai decidir quanto terá de cobrar de impostos sobre os depósitos não garantidos pela UE, acima de 100 mil euros, para levantar sua parcela do plano de salvação financeira do Chipre e recapitalizar o banco de acordo com as novas regras do bloco europeu. Os analistas estimam que possa chegar a 40%.

No pacote anterior, rejeitado nas ruas e no Parlamento do Chipre, as contas acima de 100 mil serão taxadas em 9,9% e abaixo disso em 6,75%, o que provocou revolta por contrariar o princípio de que depósitos até cem mil euros estão garantidos.

domingo, 24 de março de 2013

Chipre tem hoje para salvar sistema financeiro

O presidente do Chipre está fazendo uma reunião de última hora com os ministros de Finanças da União Europeia na busca de uma salvação para o sistema financeiro do país, que acumula dívidas de 18 bilhões de euros, acima do produto interno bruto, de cerca de 14 bilhões de euros.

Como o Chipre tem apenas 1 milhão de habitantes e seu sistema financeiro tem 68 bilhões de euros, alguns países da Europa, especialmente a Alemanha, exigem uma ampla reforma. O país é uma das praças financeiras favoritas dos russos, que têm cerca de 31 bilhões nos bancos cipriotas.

Em ano eleitoral na Alemanha, o contribuinte alemão não quer usar sua poupança para salvar os negócios ilícitos das máfias russas. Por isso, a UE e o Fundo Monetário Internacional exigem que o Chipre levante 5,8 bilhões de euros para receber uma ajuda de emergência de 10 bilhões.

Na primeira tentativa, o acordo previa a cobrança de um imposto único de 9,9% sobre contas bancárias com mais de 100 mil euros e de 6,75% abaixo disso. Esse confisco inesperado foi o problema.

Desde o início da crise, a UE prometia garantir os depósitos populares até 100 mil euros. De repente, voltava atrás causando uma onda de incerteza capaz de assustar depositantes de outros países em crise como Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha.

O acordo foi rejeitado nas ruas e no Parlamento do Chipre. A luta agora é para fechar um acordo alternativo ainda hoje. Sem acordo, a partir de amanhã, o Banco Central Europeu para de dar as garantias necessárias para o sistema financeiro cipriota continuar operando.

Caso contrário, o Chipre vai quebrar e será forçado a deixar a união monetária europeia, abrindo um perigoso precedente depois do esforço extraordinário para evitar a saída da Grécia da Zona do Euro. O Chipre tem uma economia muito menor, de 0,2% do total da UE, mas a credibilidade do euro se assenta sob a convicção de que a moeda comum europeia veio para ficar.

"Será uma longa noite", previu um ministro de Finanças da UE.

sexta-feira, 22 de março de 2013

UE dá ultimato ao Chipre

O Chipre tem prazo até segunda-feira para dizer de onde vai tirar 5,8 bilhões de euros necessários para complementar a ajuda de 10 bilhões de euros negociada com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) para salvar o sistema financeiro do país.

O primeiro acordo previa a cobrança de um imposto único de 9,9% sobre as contas bancárias com mais de 100 mil euros e de 6,75% das contas abaixo disso. Essa medida foi considerada um confisco. Rompeu a promessa feita pela UE no início da crise financeira de que depósitos até 100 mil euros seriam garantidos.

Uma das razões para o confisco foi a pressão da Alemanha e de outros países do Norte da Europa porque o Chipre tem depósitos de 68 bilhões de euros no seu sistema financeiro para um produto interno bruto de 14 bilhões de euros. É uma das praças financeiras mais usada pelas máfias russas para lavar dinheiro.

Na visão da primeira-ministra Angela Merkel, as famílias alemãs não devem salvar as contas bancárias de mafiosos russos. O problema é que a classe média cipriota também foi penalizada, o que provocou protestos, inclusive em outros países europeus porque abriria um sério precedente.

Que garantia teriam as contas bancárias de gregos, portugueses, irlandeses e espanhóis, se fosse possível confiscar parte do dinheiro dos cipriotas?

Sem um acordo, o Banco Central Europeu vai suspender a partir de 25 de março a oferta de euros para garantir a liquidez do sistema financeiro cipriota. Só vai restar ao Chipre, adverte um alto funcionário da UE, fechar seus bancos mais importantes e deixar a Zona do Euro.

Os ministros das Finanças da Eurozona fizeram um apelo ontem ao Chipre para que apresente um novo plano. "Medidas cosméticas não serão suficientes", alertou o ministro alemão, Wolfgang Schäuble.

A agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota de crédito do Chipre para CCC, apontando o risco de falência do país.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Chipre prorroga feriado bancário até terça-feira

Diante do colapso do acordo firmado com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) para receber uma ajuda de emergência de 10 bilhões de euros, as autoridades do Chipre prorrogaram o feriado bancário em vigor nesta semana até a próxima terça-feira na expectativa de fazer um novo acerto até lá.

Chipre foi o quinto país da Zona do Euro a pedir ajuda financeira, depois da Grécia, da Irlanda, de Portugal e da Espanha. Mas, ao contrário dos casos anteriores, desta vez a UE e o FMI incluíram no acordo a cobrança de um imposto sobre todas as contas bancárias do país, violando o princípio adotado no início da crise de que os depósitos até 100 mil euros seriam totalmente garantidos.

Essa quebra de confiança provocou reações no Chipre e em outros países da UE, criando o risco de que os correntistas corram aos bancos para sacar seu dinheiro, receita para um colapso do setor.

O acordo previa a cobrança única de uma taxa de 9,9% sobre contas com mais de 100 mil euros e de 6,75% abaixo disso. Ontem, o Parlamento do Chipre rejeitou a proposta sem nenhum voto a favor.

A taxação ou confisco de todas as contas teria sido adotada sob pressão da Alemanha porque os bancos cipriotas teriam depósitos de 68 bilhões de euros, mais de quatro vezes maior do que o produto interno bruto do país. Cerca de 31 bilhões seriam de clientes russos, inclusive de organizações criminosas que a UE queria penalizar.

Como o Chipre precisaria de 17 bilhões de euros, mas só conseguiu empréstimos de 10 bilhões, a desastrada solução foi cobrar um imposto sobre todas as contas bancárias. Isso não aconteceria em países maiores e mais importantes da UE, o que provocou revolta no Chipre e insegurança para todos os depositantes dos países em crise.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Bolsas da Ásia abrem em queda

Sob o impacto da onda de choque que abala o mercado desde o rebaixamento do crédito dos Estados Unidos, as bolsas de valores abriram em queda forte na manhã desta terça-feira, pela hora local, informa o jornal americano The Wall Street Journal.

Depois de baixar 2% na segunda-feira, a Bolsa de Tóquio iniciou suas operações com uma queda de 2% que logo passou a 3,4%, enquanto Sídnei, na Austrália, perdia 3,8% e Seul, na Coreia do Sul, 4,2%.

domingo, 7 de agosto de 2011

G7 promete conter crise financeira

Os ministros das Finanças dos países do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá), em conferência telefônica, prometeram tomar todas as medidas necessárias para evitar uma nova crise financeira internacional depois que a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota de crédito da dívida pública dos Estados Unidos.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Bancos da Irlanda precisam 24 bilhões de euros

Os testes de saúde financeira dos bancos da Irlanda, responsáveis pela pior crise econômica desde que o país entrou para a Comunidade Europeia, nos anos 70, indicam que eles precisam de mais 24 bilhões de euros (US$ 33,9 bilhões) para se recapitalizar.

A Irlanda e seu mercado imobiliário sofreram durante com a crise iniciada nos Estados Unidos que levou à Grande Recessão de 2008-9. O governo irlandês decidiu bancar os prejuízos dos bancos, elevando o déficit orçamentário do ano passado para 32% do produto interno bruto.

Para evitar um calote, no fim do ano passado, a Irlanda negociou uma ajuda de emergência de 67,5 bilhões de euros da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Em troca, foi obrigado a promover cortes brutais nos gastos públicos capazes de comprometer o crescimento do antigo tigre europeu pelos próximos quatro anos.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Sete de 91 bancos europeus não passam no teste

A União Europeia divulgou hoje o resultado dos testes de saúde financeira dos bancos do continente. O objetivo era simular situações de crise para avaliar sua capacidade de resistência. De 91 bancos, sete foram reprovados.

Mas os cenários de crise não incluíram, por exemplo, a hipótese de um calote da Grécia, já que países líderes da UE como a Alemanha dizem que jamais haverá uma calote na zona do euro. A conferir.

No mercado, a sensação é que os testes de estresse dos bancos foram fracos, observa o jornal londrino Financial Times. A reportagem pode ser de leitura restrita a assinantes.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Alemanha e França querem cobrar taxa de bancos

A França e a Alemanha devem propor a cobrança de uma taxa anual dos bancos para financiar futuros resgates de instituições financeiras durante crises econômicas sem ter de apelar para o dinheiro público.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Fundos de garantia de depósitos escasseiam

Os fundos da Corporação Federal de Garantia de Depósitos (FDIC, da sigla em inglês) dos Estados Unidos, que garante depósitos bancários de US$ 4,5 trilhões (R$ 8,37 trilhões), caíram para apenas US$ 10,4 bilhões.

A agência inclui mais 118 bancos na lista dos bancos com problemas, que já são 416.

Hoje foi divulgado o segundo cálculo do produto interno bruto do segundo trimestre. Não houve alteração. A maior economia do mundo encolheu num ritmo que projeta uma contração de 1% ao ano, bem menos do que os 6,4% ao ano do primeiro trimestre.

O lucro dos agricultores americanos deve cair 38% neste ano.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Citigroup e Bank of America anunciam lucro

Os dois bancos que tiveram os piores resultados nos testes de estabilidade financeira feitos pelo Tesouro revelaram hoje lucros importantes, acima das expectativas do mercado.

No último trimestre, o Bank of America ganhou US$ 2,42 bilhões, enquanto o Citi lucrou US$ 4,3 bilhões, principalmente por causa da venda do banco Smith Barney. O resultado operacional do Citi continua negativo.

Mas o mercado vê esses bancos comerciais numa situação muito diferente de bancos de investimentos como o Goldman Sachs e o J P Morgan Chase, que apresentaram lucros robustos no segundo trimestre.

Com o aumento do desemprego, mais clientes do BofA e do Citi tem problemas para pagar suas dívidas hipotecárias, de cartões de crédito e empréstimos pessoais. É mais uma amostra das dificuldades para sair de uma recessão tão profunda.

Confira no New York Times.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Venda de casas usadas cai 8,6% nos EUA

Em mais um indicador de deterioração no setor habitacional dos Estados Unidos, origem da crise financeira global, a venda de casas usadas caiu mais 8,6% em novembro, na comparação com o mês anterior, para um ritmo anual de 4,49 milhões.

A venda de casas novas caiu mais 2,9%. Os preços dos casas também baixaram. Mas a estimativa do produto interno bruto (PIB) para o terceiro trimestre se manteve em queda de 20%.

O preço médio dos imóveis residenciais usados caiu 13,2% em novembro na comparação com o ano passado, de US$ 208 mil para US$ 181,3 mil.

Para o jornal The Wall Street Journal, a recessão profunda e o aperto de crédito contribuem para que os preços dos imóveis residenciais continuem caindo até meados de 2009.


sábado, 27 de setembro de 2008

Pelosi anuncia acordo sobre plano nos EUA

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a deputada Nancy Pelosi, anunciou hoje à noite que os líderes dos Partidos Republicano e Democrata chegaram a um acordo para aprovar o plano de salvação da economia americana.

O acordo chegou a ser anunciado durante a semana. Durante uma reunião do presidente George Bush com os dois candidatos à Casa Branca e os líderes do Congresso na Casa Branca, na quinta-feira, a bancada republicana na Câmara, temendo uma derrota ainda maior do que a prevista nas eleições de 4 de novembro, se recusou a aprovar qualquer projeto que usasse dinheiro público para salvar empresas da Wall Street.

Do lado democrata, Pelosi sempre deixou claro que a oposição concorda com o plano porque a crise exige uma solução urgente, mas é um plano do secretário do Tesouro de Bush, Henry Paulson, para enfrentar uma crise surgida no governo Bush.

Assim, o preço político a ser pago por aprovar um plano que pode custar US$ 700 bilhões ao contribuinte americano, US$ 2.333 por pessoa, precisa ser dividido entre os partidos.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Washington Mutual é maior falência bancária nos EUA

O banco Washington Mutual, que era o maior financiador da casa própria para o cidadão americano, é mais uma vítima da crise. Sob o peso dos papéis podres acumulados na crise iniciada no mercado de crédito hipotecário, afundou e foi fechado.

Seus ativos foram comprados pelo banco J P Morgan Chase, que já tinha abocanhado o banco de investimentos Bear Sterns há seis meses.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Bush: US$ 700 bilhões ou dilúvio econômico

Num discurso catastrofista feito agora há pouco pela televisão, o presidente George Walker Bush fez uma chantagem emocional com o Congresso e o povo dos Estados Unidos, ao declarar que "toda a nossa economia está em perigo. Ele afirmou que a alternativa ao seu plano de US$ 700 bilhões é uma calamidade econômica, com "uma longa e dolorosa recessão" para a maior economia do mundo.

Bush convocou os dois candidatos com chances na eleição presidencial de 4 de novembro, os senadores Barack Obama e John McCain, para um encontro hoje na Casa Branca. Ambos prometeram cooperar acima das divergências partidárias para superar a crise.

Ao se dirigir ao povo americano para justificar o plano, o presidente declarou que, como republicano, acredita no livre mercado, "mas o mercado não está funcionando". Ele advertiu que o país está à beira do "pânico financeiro" e pintou um quadro assustador: "Outros bancos podem quebrar, perto da sua casa. A queda na bolsa vai diminuir o fundo de pensão da sua aposentadoria. Mais mutuários vão perder suas casas. Haverá menos empregos."

Os deputados e senadores resistem a dar um cheque em branco desse valor para esse que é um dos piores governos da História dos EUA, com um dos presidentes mais impopulares.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Tesouro pede urgência ao Congresso dos EUA

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, pediu urgência ao Congresso na aprovação das medidas para salvar o mercado financeiro da atual crise a um custo de US$ 700 bilhões para os cofres públicos americanos.

Entre as novidades, a Reserva Federal (Fed), o banco central americano, autorizou ontem à noite os bancos de investimentos sobreviventes, Goldman Sachs e Morgan Stanley, a se transformarem em bancos regulamentados, como os bancos comerciais, que oferecem contas correntes a seus clientes.

É a maior reforma no centro financeiro de Wall St. desde a Grande Depressão (1929-39).

Esses bancos de investimentos eram as antigas corretoras de valores, as empresas que faziam a intermediação das aplicações em bolsas.

Como não recebiam depósitos populares, eram escassamente regulamentados. Estão no olho do furacão. Seu antigo modelo de negócios foi tragado pela crise.

sábado, 20 de setembro de 2008

Bush pede US$ 700 bilhões ao Congresso

O governo George Walker Bush vai pedir US$ 700 bilhões ao Congresso dos Estados Unidos para comprar os títulos hipotecários e outras dívidas incobráveis que sobrecarregam o sistema financeiro americano, provocando a atual crise econômica mundial.

A proposta está no plano anunciado ontem para salvar o mercado financeiro dos EUA. Os detalhes estão sendo acertados neste fim de semana numa negociação com o Congresso, que terá de aprovar as novas leis e autorizar um aumento da dívida pública nominal do governo americano de US$ 10,5 trilhões para US$ 11,2 trilhões. Uma primeira versão do projeto chegou hoje aos jornalistas.

Bush pediu urgência ao Congresso para aprovar as medidas antes da próxima sexta-feira, quando começa o recesso parlamentar nos EUA. Mas a oposição democrata, que tem maioria na Câmara e no Senado, exige ajuda também para quem corre o risco de perder a casa própria, na base da pirâmide social.

Só os tubarões de Wall Street têm direito a ajuda de emergência do governo federal?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Governo dos EUA vai ficar com dívidas incobráveis

Na maior intervenção desde a Grande Depressão (1929-39), o governo dos Estados Unidos vai criar uma instituição para absorver as dívidas incobráveis e limpar o balanço das empresas em dificuldades nos setores habitacional e financeiro. O total de ativos podres é estimado inicialmente entre US$ 500 bilhões e US$ 1 trilhão.

A medida precisa ser “suficientemente grande para ter impacto”, declarou o secretário do Tesouro, Henry Paulson. Ele alegou que a crise atual ameaça poupanças, aposentadorias, casas e empresas. Assim, a alternativa seria muito pior para o contribuinte americano.

O secretário argumentou que a crise não será resolvida se não for eliminada a causa principal, a crise no mercado imobiliário, que ele atribuiu a empréstimos dados e tomados irresponsavelmente no início da década.

O plano começou a ser conhecido ontem, depois de uma reunião de Paulson, o presidente do banco central americano (Federal Reserve), Ben Bernanke, e o presidente da Comissão de Valores Mobiliários americana, Chris Cox, com líderes no Congresso. Tem quatro pontos:
1. Aumentar o financiamento do mercado de crédito para compra da casa própria.
2. Aumentar o financiamento de novos empréstimos para construção e compra de casas.
3. Remover as dívidas incobráveis que estão bloqueando novas operações financeiras.
4. Criar uma nova estrutura regulatória para o mercado financeiro porque a atual está “ultrapassada”.

A notícia provocou euforia nos mercados do mundo inteiro, mas os economistas se perguntam de onde virá tanto dinheiro. O governo americano terá de emitir títulos para se financiar.

A exemplo do que fez a Autoridade de Serviços Financeiros do Reino Unido, a CVM americana suspendeu temporariamente as operações de short selling, no caso, para 799 ações.

Nas operações de short selling, o jogador toma emprestado ações de empresas em queda e vende logo todo o lote para acelerar essa queda, na esperança de recomprar as ações a preço mais baixo na hora de pagar a dívida.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Falência do Lehman Bros derruba bolsas

O pedido de concordata do Lehman Brothers, quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, com dívidas de mais de US$ 613 bilhões, derrubou hoje os mercados financeiros no mundo inteiro. As bolsas de Nova Iorque (-4,4%) e São Paulo (-7,2%) tiveram seu pior dia desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

A situação foi agravada pela notícia de que o American International Group (AIG), a maior seguradora do mundo, pediu um crédito especial à Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, no valor de US$ 40 bilhões, e pela queda de 1,1% na produção industrial americana em agosto.

Na Ásia, os bolsas de Tóquio, Hong Kong e Xangai não abriram por causa de feriados na China e no Japão. Mas Sídnei, na Austrália, e Cingapura, começaram a evidenciar o pânico dos investidores

Durante uma reunião de emergência para evitar o colapso de mais uma megaempresa americana, a delegacia regional do banco central dos EUA em Nova Iorque pediu aos bancos Chase e Goldman Sachs que dêem empréstimos no valor de US$ 70 a 75 bilhões para recompor o capital do AIG, abalado pela crise financeira americana.

Em Washington, o presidente George Bush declarou que a preocupação do governo é com a saúde do sistema financeiro como um todo. Ele manifestou confiança na recuperação em longo prazo do mercado financeiro dos EUA.

Na campanha eleitoral, o candidato republicano, senador John McCain, elogiou o governo por não ter usado dinheiro público desta vez. Sua vice, a governadora Sarah Palin, culpou Washington pela falta de regulamentação e repetiu seu mantra de que "a mudança está a caminho", uma jogada para roubar o slogan da campanha do senador democrata Barack Obama.

Por sua vez, Obama declarou que não culpava McCain, mas "a filosofia econômica dos governos republicanos dos últimos oito anos" pela especulação financeira e pela falta de regulamentação que levaram à crise atual.