Em depoimento na Comissão de Bancos do Senado, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, afirmou que o plano de estabilização financeira de US$ 700 bilhões está dando resultado mas é insuficiente para recuperar a economia americana: apaga o incêndio mas não reconstrói a casa.
O secretário declarou que fez o plano para ancorar o sistema financeiro americano, essencial para uma economia sadia, não como estímulo para o crescimento. São coisas diferentes, indicou Paulson.
Como o Tesouro empenhou até agora US$ 290 bilhões dos US$ 700 bilhões de dólares aprovados pelo Congresso na Lei de Estabilização Financeira, há sugestões de que Paulson pretende deixar boa parte do dinheiro para seu sucessor no governo Barack Obama. Os bancos levaram US$ 250 bilhões e a seguradora AIG mais US$ 40 bilhões.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 18 de novembro de 2008
domingo, 12 de outubro de 2008
Estado volta ao comando da economia
Depois de quase três décadas de idolatria do mercado, o Estado está de volta ao controle das decisões econômicas.
As principais bolsas de valores do mundo podem cair mais 20% nas próximas semanas, levando a uma quebradeira generalizada de empresas e ao "derretimento" do mercado financeiro, advertiu no sábado, 11 de outubro, em Washington, o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn.
O FMI já alertou que mundo está à beira de uma recessão. Strauss-Kahn, ex-ministro das Finanças da França, reconhece que são necessárias rapidez, força e cooperação para superar a crise financeira global. Pela estimativa do FMI, o prejuízo da crise já chega a US$ 1,4 trilhão. Os bancos precisam de US$ 685 bilhões para se recapitalizar.
Se a crise se agravar nas próximas semanas ou meses, as falências serão inevitáveis e com isso haverá demissões em massa e a crise vai realimentar, com risco de uma depressão mundial.
Os líderes politicos têm pouco tempo para encontrar uma solução. Foi um fim de semana marcado por reuniões do Grupo dos Sete (países mais ricos do mundo, menos a China) e do Grupo dos Vinte, que reúne as 20 maiores economias do mundo, e da União Européia.
No domingo, os 15 países da UE que adotam o euro concordaram em garantir os depósitos bancários até o final de 2009, numa tentativa de ancorar o sistema financeiro. O primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, deu garantia semelhante por três anos.
Já na sexta-feira, quando as bolsas da Ásia, da Europa e dos EUA terminavam a pior semana de sua história, com perdas de US$ 6 trilhões, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, anunciara que o G-7 (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) se compromete a adotar "todas as medidas necessárias para desbloquear o crédito e o mercado de dinheiro".
Durante reunião em Washington, antes da reunião anual do FMI e do Banco Mundial, o G-7 também destacou a necessidade de desbloquear o crédito hipotecário (para compra de casa própria), origem da pior crise financeira desde a Grande Depressão (1929-39), e de restaurar a confiança nos bancos.
Paulson revelou ainda que o governo americano vai comprar ações para estabilizar o mercado financeiro. Vai se tornar sócio das empresas em dificuldades para que elas tenham uma garantia extra.
Em entrevista em Washington , o secretário do Tesouro explicou que o objetivo não é aumentar a participação do governo na economia mas encorajar o capital privado a acreditar nas instituições financeiras e contribuir para sua recapitalização.
No momento, o mercado não tem muito estômago para bancos.
O mercado de crédito está paralisado porque os bancos não emprestam entre si porque desconfiam da saúde financeira dos outros bancos. Em meio a uma crise de tais proporções, ninguém vai tirar o dinheiro do seu caixa para emprestar para alguém que pode quebrar amanhã e não pagar a dívida.
Sem crédito, quem tem pagar dívidas e cobrir prejuízos é forçado a vender ações por qualquer preço, já que quase ninguém quer comprar.
A única maneira dos bancos voltarem a emprestar dinheiro é com a garantia do Estado. Na prática, o sistema financeiro dos países ricos está sendo estatizado. Foi o modelo adotado na Suécia nos anos 90 contra uma crise financeira iniciada, como nos EUA, no setor imobiliário.
No Reino Unido, é a formula adotada pelo governo Gordon Brown para tentar salvar o centro financeiro de Londres, um dos maiores do mundo. O governo britânico vai investir diretamente US$ 87 bilhões nos bancos, além de gar garantias de crédito e linhas de crédito especiais no valor total de US$ 700 bilhões.
O valor é o mesmo do pacotão americano. Mas tem uma grande diferença. Nos EUA, o governo poderia gastar US$ 700 bilhões sem resolver o problema nem ter condições de se pagar. Desde sexta-feira, o plano mudou e o Estado entrou diretamente como sócio das empresas a serem beneficiadas. Na proposta britânica, a maior parte do dinheiro é empréstimo ou garantia. Não será necessariamente desembolsado.
É mais um tabu do capitalismo liberal derrubado pelo pragmatismo exigido pela crise. Sem o Estado, o mercado não funciona. Está sujeito a colapsos de conseqüências catastróficas.
As principais bolsas de valores do mundo podem cair mais 20% nas próximas semanas, levando a uma quebradeira generalizada de empresas e ao "derretimento" do mercado financeiro, advertiu no sábado, 11 de outubro, em Washington, o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn.
O FMI já alertou que mundo está à beira de uma recessão. Strauss-Kahn, ex-ministro das Finanças da França, reconhece que são necessárias rapidez, força e cooperação para superar a crise financeira global. Pela estimativa do FMI, o prejuízo da crise já chega a US$ 1,4 trilhão. Os bancos precisam de US$ 685 bilhões para se recapitalizar.
Se a crise se agravar nas próximas semanas ou meses, as falências serão inevitáveis e com isso haverá demissões em massa e a crise vai realimentar, com risco de uma depressão mundial.
Os líderes politicos têm pouco tempo para encontrar uma solução. Foi um fim de semana marcado por reuniões do Grupo dos Sete (países mais ricos do mundo, menos a China) e do Grupo dos Vinte, que reúne as 20 maiores economias do mundo, e da União Européia.
No domingo, os 15 países da UE que adotam o euro concordaram em garantir os depósitos bancários até o final de 2009, numa tentativa de ancorar o sistema financeiro. O primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, deu garantia semelhante por três anos.
Já na sexta-feira, quando as bolsas da Ásia, da Europa e dos EUA terminavam a pior semana de sua história, com perdas de US$ 6 trilhões, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, anunciara que o G-7 (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) se compromete a adotar "todas as medidas necessárias para desbloquear o crédito e o mercado de dinheiro".
Durante reunião em Washington, antes da reunião anual do FMI e do Banco Mundial, o G-7 também destacou a necessidade de desbloquear o crédito hipotecário (para compra de casa própria), origem da pior crise financeira desde a Grande Depressão (1929-39), e de restaurar a confiança nos bancos.
Paulson revelou ainda que o governo americano vai comprar ações para estabilizar o mercado financeiro. Vai se tornar sócio das empresas em dificuldades para que elas tenham uma garantia extra.
Em entrevista em Washington , o secretário do Tesouro explicou que o objetivo não é aumentar a participação do governo na economia mas encorajar o capital privado a acreditar nas instituições financeiras e contribuir para sua recapitalização.
No momento, o mercado não tem muito estômago para bancos.
O mercado de crédito está paralisado porque os bancos não emprestam entre si porque desconfiam da saúde financeira dos outros bancos. Em meio a uma crise de tais proporções, ninguém vai tirar o dinheiro do seu caixa para emprestar para alguém que pode quebrar amanhã e não pagar a dívida.
Sem crédito, quem tem pagar dívidas e cobrir prejuízos é forçado a vender ações por qualquer preço, já que quase ninguém quer comprar.
A única maneira dos bancos voltarem a emprestar dinheiro é com a garantia do Estado. Na prática, o sistema financeiro dos países ricos está sendo estatizado. Foi o modelo adotado na Suécia nos anos 90 contra uma crise financeira iniciada, como nos EUA, no setor imobiliário.
No Reino Unido, é a formula adotada pelo governo Gordon Brown para tentar salvar o centro financeiro de Londres, um dos maiores do mundo. O governo britânico vai investir diretamente US$ 87 bilhões nos bancos, além de gar garantias de crédito e linhas de crédito especiais no valor total de US$ 700 bilhões.
O valor é o mesmo do pacotão americano. Mas tem uma grande diferença. Nos EUA, o governo poderia gastar US$ 700 bilhões sem resolver o problema nem ter condições de se pagar. Desde sexta-feira, o plano mudou e o Estado entrou diretamente como sócio das empresas a serem beneficiadas. Na proposta britânica, a maior parte do dinheiro é empréstimo ou garantia. Não será necessariamente desembolsado.
É mais um tabu do capitalismo liberal derrubado pelo pragmatismo exigido pela crise. Sem o Estado, o mercado não funciona. Está sujeito a colapsos de conseqüências catastróficas.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Senador considera plano de Paulson inaceitável
O Congresso dos Estados Unidos se nega a dar um cheque em branco de US$ 700 bilhões para o governo de um presidente extremamente impopular como George W. Bush e prestes a deixar o cargo, em 20 de janeiro de 2008.
Para o senador democrata Christopher Dodd, presidente da comissão de Bancos do Senado, assim como foi enviado pelo Executivo, o projeto de salvação da economia dos EUA é "inaceitável".
O secretário do Tesouro, Henry Paulson, e o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, Ben Bernanke, foram ao Capitólio defender o pacotão. Enfrentaram forte resistência dos senadores.
Afinal, oito dias atrás, o banco Lehman Brothers pediu concordata depois que sua venda não foi apoiada pelo Tesouro e pelo Fed com o argumento de que não seria mais usado dinheiro público para salvar empresas falidas.
Agora, Paulson quer administrar um fundo de US$ 700 bilhões para comprar papéis podres e assim limpar a sujeira que está sufocando o mercado financeiro. Quando os balanços forem limpos, acrescentou Bernanke, esses bancos e instituições financeiras poderão voltar a captar capital privado e a operar normalmente, oferecendo empréstimos a pessoas e empresas.
Para o senador democrata Christopher Dodd, presidente da comissão de Bancos do Senado, assim como foi enviado pelo Executivo, o projeto de salvação da economia dos EUA é "inaceitável".
O secretário do Tesouro, Henry Paulson, e o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, Ben Bernanke, foram ao Capitólio defender o pacotão. Enfrentaram forte resistência dos senadores.
Afinal, oito dias atrás, o banco Lehman Brothers pediu concordata depois que sua venda não foi apoiada pelo Tesouro e pelo Fed com o argumento de que não seria mais usado dinheiro público para salvar empresas falidas.
Agora, Paulson quer administrar um fundo de US$ 700 bilhões para comprar papéis podres e assim limpar a sujeira que está sufocando o mercado financeiro. Quando os balanços forem limpos, acrescentou Bernanke, esses bancos e instituições financeiras poderão voltar a captar capital privado e a operar normalmente, oferecendo empréstimos a pessoas e empresas.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Governo dos EUA vai ficar com dívidas incobráveis
Na maior intervenção desde a Grande Depressão (1929-39), o governo dos Estados Unidos vai criar uma instituição para absorver as dívidas incobráveis e limpar o balanço das empresas em dificuldades nos setores habitacional e financeiro. O total de ativos podres é estimado inicialmente entre US$ 500 bilhões e US$ 1 trilhão.
A medida precisa ser “suficientemente grande para ter impacto”, declarou o secretário do Tesouro, Henry Paulson. Ele alegou que a crise atual ameaça poupanças, aposentadorias, casas e empresas. Assim, a alternativa seria muito pior para o contribuinte americano.
O secretário argumentou que a crise não será resolvida se não for eliminada a causa principal, a crise no mercado imobiliário, que ele atribuiu a empréstimos dados e tomados irresponsavelmente no início da década.
O plano começou a ser conhecido ontem, depois de uma reunião de Paulson, o presidente do banco central americano (Federal Reserve), Ben Bernanke, e o presidente da Comissão de Valores Mobiliários americana, Chris Cox, com líderes no Congresso. Tem quatro pontos:
1. Aumentar o financiamento do mercado de crédito para compra da casa própria.
2. Aumentar o financiamento de novos empréstimos para construção e compra de casas.
3. Remover as dívidas incobráveis que estão bloqueando novas operações financeiras.
4. Criar uma nova estrutura regulatória para o mercado financeiro porque a atual está “ultrapassada”.
A notícia provocou euforia nos mercados do mundo inteiro, mas os economistas se perguntam de onde virá tanto dinheiro. O governo americano terá de emitir títulos para se financiar.
A exemplo do que fez a Autoridade de Serviços Financeiros do Reino Unido, a CVM americana suspendeu temporariamente as operações de short selling, no caso, para 799 ações.
Nas operações de short selling, o jogador toma emprestado ações de empresas em queda e vende logo todo o lote para acelerar essa queda, na esperança de recomprar as ações a preço mais baixo na hora de pagar a dívida.
A medida precisa ser “suficientemente grande para ter impacto”, declarou o secretário do Tesouro, Henry Paulson. Ele alegou que a crise atual ameaça poupanças, aposentadorias, casas e empresas. Assim, a alternativa seria muito pior para o contribuinte americano.
O secretário argumentou que a crise não será resolvida se não for eliminada a causa principal, a crise no mercado imobiliário, que ele atribuiu a empréstimos dados e tomados irresponsavelmente no início da década.
O plano começou a ser conhecido ontem, depois de uma reunião de Paulson, o presidente do banco central americano (Federal Reserve), Ben Bernanke, e o presidente da Comissão de Valores Mobiliários americana, Chris Cox, com líderes no Congresso. Tem quatro pontos:
1. Aumentar o financiamento do mercado de crédito para compra da casa própria.
2. Aumentar o financiamento de novos empréstimos para construção e compra de casas.
3. Remover as dívidas incobráveis que estão bloqueando novas operações financeiras.
4. Criar uma nova estrutura regulatória para o mercado financeiro porque a atual está “ultrapassada”.
A notícia provocou euforia nos mercados do mundo inteiro, mas os economistas se perguntam de onde virá tanto dinheiro. O governo americano terá de emitir títulos para se financiar.
A exemplo do que fez a Autoridade de Serviços Financeiros do Reino Unido, a CVM americana suspendeu temporariamente as operações de short selling, no caso, para 799 ações.
Nas operações de short selling, o jogador toma emprestado ações de empresas em queda e vende logo todo o lote para acelerar essa queda, na esperança de recomprar as ações a preço mais baixo na hora de pagar a dívida.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Bolsa de Nova Iorque perdeu 7,8% no trimestre
A reação favorável dos investidores ao novo plano de regulamentação do mercado financeiro anunciado pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, provocou uma pequena alta na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Mas o Índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais ações terminou o primeiro trimestre do ano em queda de 7,8%.
O barril de petróleo caiu US$ 4,01 para US$ 101,61, com a trégua no Iraque e a reabertura do oleoduto atacado na semana passada pela milícia xiita conhecida como Exército Mehdi.
Com uma queda de US$ 14,70, a onça do ouro ficou em US$ 921,80, mas teve alta de 10,4% no trimestre.
O barril de petróleo caiu US$ 4,01 para US$ 101,61, com a trégua no Iraque e a reabertura do oleoduto atacado na semana passada pela milícia xiita conhecida como Exército Mehdi.
Com uma queda de US$ 14,70, a onça do ouro ficou em US$ 921,80, mas teve alta de 10,4% no trimestre.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Dólar cai mais e ouro chega a US$ 1 mil a onça
Diante de desvalorização do dólar, o ouro, o petróleo e o euro bateram recordes na quinta-feira, 13 de março de 2008.
A onça de 31 gramas de ouro chegou a US$ 1.001 na quinta-feira, 13 de março, e depois caiu para US$ 996, enquanto o barril de petróleo fechava em US$ 110,33 na Bolsa Mercantil de Nova Iorque e o euro já vale US$ 1,5632.
O próprio presidente George Walker Bush, que desde o início de seu primeiro mandato adota uma política de negligência benigna em relação à moeda americana, na esperança de reduzir o formidável déficit comercial dos Estados Unidos, agora se mostra preocupado. Mas é tarde demais para ele.
Ontem foi outro dia de mais notícias para a maior economia do mundo. O consumo caiu 0,6% em fevereiro, o número de pedidos de seguro-desemprego aumentou, 71% dos 55 economistas ouvidos pelo jornal The Wall Street Journal acreditam que o país está em recessão e 48% uma queda na produção maior do que em 1990-91 e 2000-01.
Mesmo assim, com as bolsas do mundo inteiro em queda, o Índice Dow Jones, o principal da Bolsa de Valores de Nova Iorque, fechou o dia em alta de 0,29% por causa de um relatório indicando que o prejuízo total no mercado de crédito hipotecário chegará a US$ 285 bilhões.
A boa notícia é que este número seria definitivo. Não haveria mais anúncios de novas perdas.
O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, exortou os bancos a pagarem menos dividendos e se capitalizarem. Enquanto não houver um saneamento do sistema financeiro, o aperto de crédito não acaba e não haverá dinheiro para retomar o crescimento econômico, embora o Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos EUA, diga que as empresas americanas não-financeiras estão em situação saudável.
A onça de 31 gramas de ouro chegou a US$ 1.001 na quinta-feira, 13 de março, e depois caiu para US$ 996, enquanto o barril de petróleo fechava em US$ 110,33 na Bolsa Mercantil de Nova Iorque e o euro já vale US$ 1,5632.
O próprio presidente George Walker Bush, que desde o início de seu primeiro mandato adota uma política de negligência benigna em relação à moeda americana, na esperança de reduzir o formidável déficit comercial dos Estados Unidos, agora se mostra preocupado. Mas é tarde demais para ele.
Ontem foi outro dia de mais notícias para a maior economia do mundo. O consumo caiu 0,6% em fevereiro, o número de pedidos de seguro-desemprego aumentou, 71% dos 55 economistas ouvidos pelo jornal The Wall Street Journal acreditam que o país está em recessão e 48% uma queda na produção maior do que em 1990-91 e 2000-01.
Mesmo assim, com as bolsas do mundo inteiro em queda, o Índice Dow Jones, o principal da Bolsa de Valores de Nova Iorque, fechou o dia em alta de 0,29% por causa de um relatório indicando que o prejuízo total no mercado de crédito hipotecário chegará a US$ 285 bilhões.
A boa notícia é que este número seria definitivo. Não haveria mais anúncios de novas perdas.
O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, exortou os bancos a pagarem menos dividendos e se capitalizarem. Enquanto não houver um saneamento do sistema financeiro, o aperto de crédito não acaba e não haverá dinheiro para retomar o crescimento econômico, embora o Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos EUA, diga que as empresas americanas não-financeiras estão em situação saudável.
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